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Um ano em Sampa

December 18th, 2007 · · 130 Comentários

Há exato um ano, me mudei do Rio para São Paulo. Esta, aqui, não era uma cidade que eu realmente conhecesse. E, na verdade, ainda não a conheço de fato.

Às vezes, no Rio, me perguntam assim: ‘e São Paulo?’ – e, para isso, costumo responder com um clichê à mão, ‘muito trabalho’. Não é que não seja verdade, é; mas trabalhava igualmente no Rio. É só porque um clichê serve a isto mesmo, para ocupar com uma coisa qualquer o espaço de informação. Informação carece ser processada.

São Paulo tem charme: um charme que está nos detalhes. Ele está, por exemplo, nas pedrinhas coloridas com um desenho aqui, umas frases simpáticas ali, que se misturam ao calçamento de pedras portuguesas na Paulista. É tão inusitado que numa das principais avenidas do país, lugar de sujeitos sisudos de terno e gravata além de uma penca de prédios horrorosos como o da Fiesp e o da Gazeta, exista ali aquele gesto de humor. São pedrinhas, apenas. O desenho infantil de uma casa, umas flores, tudo num espaço de 3 centímetros de, sei lá, 100 em 100, 200 em 200 metros; no lugar onde devia estar uma pedra branca ou uma preta, uma mensagem nonsense em cores. São pedrinhas tão discretas e me pergunto quem as pôs ali. Comento com uns e outros de sua existência, quase ninguém reparou. Com o tempo passaram a ser minha metáfora pessoal de São Paulo. Uma coisa que de relance é assim feia, concretada, mas que para o olho atento tem essa pequena surpresa colorida.

A primeira vez em que São Paulo não me foi inóspita aconteceu numa segunda-feira de maio às 10h. O dia estava estupendamente bonito mas eu não o havia reparado no caminho. Então saí de um prédio escuro na rua Jericó, quase esquina com a Rodésia, em Vila Madalena. Ali próximo fica um bar do qual gosto, mas era cedo demais e buscava um café da manhã umas ruas abaixo. Há um bocado de árvores nas redondezas e num relance – é sempre num relance que se flagra a beleza de São Paulo – vi o sol entre as árvores, e o céu azul, o ambiente era agradável e me senti de volta há coisa de uma década atrás, quando fui morar no Baixo Gávea solteiro. Sentia assim, próximo ao bar de manhã, ver o sol de outono pelas árvores da Praça Santos Dumont. Como a árvore de Sampa era uma leguminosa dessas muito brasileiras de folhas picotadinhas e compridas e a iluminação era a mesma que há no Rio, me senti familiar daquele canto e entendi que São Paulo e minha cidade não são assim tão distantes.

É que são tantas as coisas que parecem estrangeiras a um carioca. Roda de samba com o sotaque errado e em lugar fechado. Prédios todos com portão duplo – o carro ou a pessoa entra, uma porta se fecha, aí a outra abre. O rapaz da pizza nunca pode subir, é você que tem de descer. Mas, quando tudo parece uma terra paranóica, os automóveis circulam com as janelas abertas. Aqui, as calçadas dos bairros ricos são bem cuidadas, nada como as trilhas esburacadas de Ipanema ou Leblon. As ruas são mais limpas e, quando o trânsito está lento e ali à frente há um cruzamento, ninguém o interrompe. Ninguém o corta violentamente. E as pessoas são incrivelmente educadas até mesmo quando são 7h50, a plataforma rumo Jabaquara na estação da Sé é um mar de gente e o metrô de 30 em 30 segundos permanece incrivelmente lotado. Em São Paulo, a vogal e eles chamam de ê; a o aqui se chama ô. E, assim, a CET que multa os carros não é cét, como no Rio, chama-se cê-ê-tê. O guarda de trânsito, chamam-no psiu.

Os paulistanos não o percebam, mas além de uns dois ou três sotaques completamente diferentes uns dos outros, eles têm um vocabulário próprio que requer iniciação. Na faixa quer dizer de graça. Lanche é palavra para sanduíche. Supermercado é só super. Churrasco é churras. Padaria é padoca. O café fraco é carioca – embora cariocas não bebam café fraco; o feijão marrom, que é só o que se come, é feijão carioca – embora cariocas só comam feijão preto; e barbeiragem no trânsito é cariocada, mas esta lhe compreendo a origem. Bebe-se em qualquer espelunca um chope melhor tirado do que no Rio com apenas duas ou três exceções cariocas. Mas, aqui, fala-se no geral um português pior – ‘quer que eu tiro uma foto’, ouvi duma menina bonita e bem vestida, no GP Brasil, há pouco mais de um mês. O paulistano médio se perde com a concordância de formas, muitas vezes, surpreendentemente criativas.

Em São Paulo a gente percebe que com o passar do tempo o carioca foi assim aceitando as coisas meio de segunda: o chope ruim mas que ao menos é gelado; a calçada esburacada, mas que ao menos tem umas árvores; um trânsito agressivo; a pizza vagabunda; a comida de restaurante simplesmente mal feita e ainda assim mais cara; a fila para comer num lugar mais ou menos; os banheiros imundos. Uma sujeira – como é sujo o Rio de Janeiro. Talvez seja porque o ambiente externo em Sampa é tão mais agressivo que a civilidade se fez necessária. Mas ela torna evidente o que falta ao Rio.

São Paulo não é o paraíso. Aqui engordei já oito quilos – bati os 90 faz uma semana. Mais uns dois e a barriga proeminente começa a se instalar na camisa. Em São Paulo não tem ciclovia e só uns bravos pegam a bicicleta. Uma vez, num fim de semana, atravessei a quadra e meia que me distancia do Minhocão, corri num sentido, voltei pelo outro, e não houve prazer na corrida duns 40 minutos. Tentei por um tempo numa academia bacana, equipamentos de última geração. Na esteira, headset, de cara para uma tevê. Fui umas dez vezes àquela academia – se tanto. Aí, nessas horas, bate uma saudade de atravessar a quadra e meia não para dar no Minhocão e sim para encontrar a Lagoa, ver aquela gente bonita correndo, encontrar conhecidos no seu ritmo mais forte ou mais fraco, dar um adeus muito curto, ter aquele bando de árvores todas e o espelho d’água. Marina, esses dias, começou a nadar no Pacaembu. É um estádio bonito que só – arquitetura boa, em Sampa, a gente coleciona com gosto, não é comum. (No Rio, também não é.) Marina gostou. Talvez seja ali que eu me encontre. E, se não for, é continuar procurando.

A coisa que São Paulo não é, e carioca sente falta, é exuberante. O Rio tem esse hábito de às vezes tirar seu fôlego. Você vira uma curva e o céu esta rosa numa iluminação que dura exatos dois minutos enquanto o sol se põe entre os picos do Dois Irmãos; você caminha nas Paineiras, choveu há pouco, o cheiro de terra molhada é forte, as cigarras trinam sinfonicamente, e o sol faz uma luz dourada que só existe em setembro; você está naquela lerdeza de quem bebeu a noite toda, e no lado de fora do Jobi o dia está nascendo e as pessoas começam a deixar suas casas para comprar o jornal; ser verão e caminhar à noite, pela Avenida Atlântica, entre turistas, putas, travestis, garçons em bares vários, velhinhos aposentados todos com cara de que você um dia os conheceu, como pode ser tão cosmopolita e libertário assim um lugar como é Copacabana, e aquele calor abafado de dezembro que dá vontade de chegar logo em casa para tomar uma chuveirada fria. (Que vontade de sentir esse calor agora; mas ele não existe por aqui.)

Nós, os cariocas, vivemos nosso humor em função de se o tempo vai mal ou se vai bem, estamos acostumados a um ambiente no qual a exuberância natural se impõe sobre a cidade feita pelos homens. São Paulo é o contrário: aquilo que é natural foi apagado, vê-se apenas vestígios do ambiente ao qual um dia chegaram Nóbrega e Anchieta.

Há poucos lugares que gosto mais do que o Colégio dos Jesuítas, que chamam de Pátio do Colégio. E, no entanto, desde que moro aqui, nunca o visitei. O Rio é uma terra que conheço e compreendo. Aqui preciso descobrir São Paulo. Sei que ainda há vestígios da terra pela qual andaram Anchieta, Borba Gato, ou o velho Prudente de Morais. Estão escondidos, esperando aquele olhar de relance que os flagre. Quando me mudei para cá, ganhei de presente do pai uma medalhinha que sua mãe ganhou, como enfermeira, tantos anos atrás. Numa face, se lê ‘Tudo por um S Paulo forte no Brasil unido’; na outra, ‘9 de julho 1932, Aos heróicos soldados da lei, defensores da mais alta aspiração nacional, homenagem do povo de S. Paulo’. Procuro vestígios desta São Paulo de minha avó, mas ainda não encontrei. Assim como busco nos corredores do Estadão, esta antiqüíssima instituição paulistana na qual trabalho, rastros de meu tio-avô Neco, que trabalhou ali por tantos anos. (Uma vez encontrei por acaso a coluna que ele assinava com o pseudônimo Pedro Dantas, num antigo microfilme; passei o dia todo feliz.)

Todas as vezes que fiquei muitos meses ou até um ano distante do Rio e atravessei o Rebouças para rever a Lagoa pela primeira vez, o coração bateu forte. Ainda não tenho essa relação com Sampa. Penso nessa gente toda que o Rio adotou: os mineiros, os baianos, tantos paulistas, que foram ficando, ficando, e são cariocas na essência. Penso se isso não pode acontecer comigo aqui em Sampa. Se não posso um dia, daqui a vinte ou trinta anos, ser aquele paulista de adoção. Carlos Drummond sempre manteve Itabira bem próximo de si, Fernando Sabino sempre retornou à Belo Horizonte dos anos 40, Caetano é baiano de modos até hoje e, no entanto, os três foram, e são, essencialmente gente do Rio. Será que não poderei vir a ser gente de São Paulo um dia?

Tenho cá meus amigos que viraram paulistas. Cariocas sempre se dividem entre estes dois tipos. Os que voltam, os que ficam. O Zé Paulo, o Zobaran, o Erick, o Villela, ficaram. Eles gostam da organização, da seriedade. Eu os entendo completamente. Talvez, pessoalmente, eu ainda seja, no fundo, carioca demais na alma – e no pior dos sentidos. Viciado em exuberância e, por conta, tolerante com uma cidade que entre serviços públicos e privados oferece um produto de segunda categoria.

(Mas, cá entre nós, ao menos numa coisa que os paulistas perdoem: português, a gente fala melhor e mais bonito.)

Tags: Brasil

130 Comentários até agora ↓




  • 1 Lise // 18/December/2007 às 1:51

    São Paulo realmente tem a deselegância discreta das suas esquinas… Eu sou gaúcha criada no Rio, único lugar em que os gaúchos podem viver felizes, fingindo que reclamam por não estar no Sul. Mas tenho um fraco por São Paulo, e esta tua crônica me lembrou um pouco o porqu^.

    (Puxa, será que o blog será para o século XXI o que a crônica era para o início do século XX?)

    Ainda existe aquele centro cultural Senador Vergueiro? Com um PUSTA acervo de discos e revistas? passei HORAS ali… e a feira de doces portugueses, onde era? pastel de santa clara bom, só ali…

  • 2 RW in Miami // 18/December/2007 às 2:06

    “Druega” !!!
    Lise beat me to the punch - tb, la na Costa Oeste ainda sao 8 da noite….
    Acorda ai’, Confetti !!!

  • 3 dona de casa gorda // 18/December/2007 às 2:06

    as pedrinhas de cerâmica no calçamento da paulista, salvo engano, são mesmo coisa de criança. a ONG que faz as pedrinhas fica NA VILA MADELENA (e não “em vila madelena”).

    sobre a revolução constitucionalista, dê um pulo no museu do ipiranga. agora o metro chega ali do lado.

    sim, o rio é exuberante. a beleza é óbvia e toma conta de tudo. já são paulo, bem, ela não se oferece a qualquer um.

  • 4 RW in Miami // 18/December/2007 às 2:28

    Acabo de voltar de 2 dias de SP - um “bate-e-volta” por causa de um problema familiar. E me deparei com frio e garoa em pleno dezembro !!!! Faz mas frio em Sampa no verao do que em Miami no inverno… ;-)

    Mas mesmo um carioca empedernido como eu sabe reconhecer os encantos de Sampa, e para mim o maior, como bem o disse o PD, e’ a cortesia e educacao das pessoas.

  • 5 Gabriel // 18/December/2007 às 2:48

    Bonito texto, Pedro. E eu que sou de Curitiba, se um dia for escrever sobre as saudades de casa vou acabar escrevendo um texto meio manco; e ninguem vai entender do que diabos eu estou falando.

  • 6 confetti bem gelada ! // 18/December/2007 às 4:26

    “o mundo visto pelos leitores : sampa”

    ficou bonito pd ! a carioca aqui ta sentindo um leve ciume de vc com essa cidade….mes que vem, quando chegar ao rio, vou ver se ainda sinto seu cheiro por la…..

  • 7 confetti na paz // 18/December/2007 às 4:27

    ficou melhor assim nao ficou ? :))

  • 8 confetti na paz // 18/December/2007 às 4:33

    bacana, o pessoal do oeste agora toma nosso lugar né….e nem grita “eu!” ….mazel tov….

  • 9 Lise // 18/December/2007 às 4:50

    hehehe… ‘cês já tão no quinto sono e eu ainda nem fui dormir. Só vou dormir depois do blógui.

  • 10 confetti na paz // 18/December/2007 às 4:54

    ja estou de café na mao lise ! :)

  • 11 Luiz // 18/December/2007 às 7:05

    Minha relação com São Paulo foi de uma conquista lenta e gradual.
    Os dois anos e meio em que morei aí no início da década de 90 ficaram marcados demais pela vontade de voltar pra terrinha, nem tanto por mim mas pela insistência da esposa e dos filhos pequenos. Naquela época, eu estava completando 5 anos morando fora (antes foi Brasília), tudo por motivos profissionais. Mas a Fortaleza que eu havia deixado temporariamente para trás havia sido pessoalmente muito lancinante por pelo menos uma década, e até gostei de ficar longe uns tempos.
    Sim, o assunto é Sampa. E foi uma conquista lenta, mas profunda. Cada aspecto da cidade (pelo menos os que eu tive tempo de descobrir) revelou-se surpreendentemente humano e acolhedor, em contraste com a aspereza asséptica de Brasília. Tanto que, no final, mesmo a esposa, totalmente devotada a voltar para perto dos pais, acabou se rendendo.
    As poucas vezes em que retornei desde então sempre foram muito corridas, mas o prazer estava lá, o charme estava lá, a humanidade estava lá.
    Com certeza, minha segunda cidade, pertinho da primeira. E olha que disputar com Fortaleza é duro …

  • 12 Gwyn // 18/December/2007 às 7:06

    Otimo texto Pedro !
    Voce tem razao, Rio de Janeiro e amor a primeira vista, nao tem como nao se apaixonar instantaneamente e perdidamente pela beleza e exuberancia da cidade.
    Sao Paulo o amor vem aos poucos, com o tempo. E preciso de tempo para podermos conhecer seus misterios, sua magia. Uma cidade que seduz aos poucos e sutilmente..
    Duas cidades que conseguem mostrar a beleza e diversidade que e o nosso Brasil.

  • 13 Gwyn // 18/December/2007 às 7:13

    Luiz..

    Nossas opiniaos postadas juntas e em concordancia..rsrsrs
    Eu sou de Santos, eu sempre digo que e o bairro com praia de Sao Paulo.
    Todas as vezes que volto para o Brasil, Sao Paulo e passagem obrigatoria, nao so por causa do aeroporto. Rio tambem sempre faz parte do “preciso ir ate la”, o que nem sempre e possivel…. infelizmente.

  • 14 athalyba // 18/December/2007 às 7:51

    PD:

    … penca de prédios horrorosos como o da Firjan e …

    Não seria o da FIESP ??? Ato falho de carioca, hein ??? (rs)

    De mais a mais, obrigado pelo texto :-)

  • 15 mutantismos // 18/December/2007 às 8:21

    não é pouco, pro tamanho de sp, a beleza estar em detalhes? gosto de sp pelo que ela oferece em passagens curtas. mas é uma cidade das mais horrorosas que o povo se encarrega de ir destruindo lentamente. não… rapidamente.

  • 16 Nat // 18/December/2007 às 8:26

    Minha relação com São Paulo é quase nula. A primeira vez que fui lá foi para um estágio do segundo grau técnico no CPQD em Campinas, eu acho, nem lembro… Fiquei num lugar tão espetacular, que nem posso dizer que conheci SP. Acho que o nome era Pico do Jaraguá. Tinha um albergue lá em cima. Incrível!!!
    Depois fui mais duas vezes a trabalho, mas detestei o trânsito e minha alergia só parou quando cheguei no Rio de novo.
    Tenho inveja é da vida cultural de São Paulo, por isso estou tentando mais uma vez. Vou pra lá semana que vem dar uma conferida nas novidades.

  • 17 Gwyn // 18/December/2007 às 8:36

    Nat,

    Sao Paulo na semana entre Natal e Ano Novo e um paraiso…voce vai se divertir !!

  • 18 HRP Mané Reloaded // 18/December/2007 às 8:54

    São Paulo assuta sempre….por ser culturalmente maravilhosa e ao mesmo tempo esmagadoramente gigantesca em tudo, transito, predios e no números de “gentes” pelas rua….conheci e me apaixonei por minha atual mulher(atual por 18 anos)….morava na velha Móoca, trabalhando lá mas aqui de Mogi….acho que o “pedaço” mais gostoso de Sampa é a velha Móoca, com suas casas, o Juventus e a Paes de Barros…..rua dos Trilhos e a gloriosa rua da Móoca, cumprida e típica…..sempre me assutam o tamnho e aaltura dos prédios..mas Sampa tem tudo….inclusive as mais modernas máquinas de ressonacia magnetica….que ajudaram a salvar meu querido filho mais novo….sou grato a muita gente mas a Sampa em especial(e a Deus claro!) e sua pujança sempre que penso em meu filho!

  • 19 HRP Mané Reloaded // 18/December/2007 às 8:56

    Uai! Meu comentário número 18 aguardando moderação?

  • 20 Nhé! // 18/December/2007 às 9:00

    Nóis fala errado mermo, mano!
    Mas, pelo menos no meu tempo, era só para tirar uma com a cara do peão.
    Hoje em dia tá mais para burrice mesmo!

  • 21 HRP Mané Reloaded // 18/December/2007 às 9:07

    Nhé!
    Por qué non te callas?

  • 22 Esprit de porc // 18/December/2007 às 9:19

    Sampa vista por um carioca. Muito legal o texto. Achei que a sua depressão seria maior, mas você demonstra uma boa capacidade de adaptação, PD.
    Vem ao Rio para as festas de fim de ano?

  • 23 Tia // 18/December/2007 às 9:21

    Pedro Dória
    Me emocionei ao ler o seu texto. Que cuidado você teve!! Obrigada!!
    Nasci em São Paulo. Só nasci, pois vim ainda bebê para Goiás. Agora, as férias, sempre foram aí. Então São Paulo pra mim lembra casa dos avós, tios, tias, primos, primas e muita macarronada e tubaina. Visitas ao museu do Ipiranga, piqueniques no horto florestal (com direito a fotografias de monóculo), compras na 25 de março, empinar pipa em cima da laje…..Mais tarde, cinemas, teatros e shows inesquecíveis…Amo São paulo de paixão!! Até do cheiro nada agradável de lá eu tenho saudades!! Ainda bem que a semana que vem estarei por lá.
    Pedro Dória, você é um fofo!!

  • 24 pascá // 18/December/2007 às 9:24

    “A gente, os cariocas, somos” bastante lenientes com o nosso purtuguês.

  • 25 Pedro Doria // 18/December/2007 às 9:30

    pascá: está concordando com ‘os cariocas’, não com o ‘a gente’… e está correto. Mas vc já sabia disso, não é?

  • 26 Mantovani // 18/December/2007 às 9:32

    Eu ja sinto essas peculiaridade quando estou no Rio embora Paulistano da Gema adoro ver o fim de tarde no Rio não precisa ser no Arpoador mesmo sentando em algum buteco, tomando um chopp.Vendo o agito das pessoas saindo do trabalho rumo a seus lares algumas apressadas já sinto algo especial principalmente no começo e final de cada ano quando o sol fica até mais tarde. O unico senão vai para a violência infelizmente… Mas como diz o velho samba “O Rio de Janeiro continua lindo” engraçado como o ser humano sempre acha a grama do vizinho mais verde né?

  • 27 Persio // 18/December/2007 às 9:33

    Legal Pedro! Será muito bem acolhido como mais um filho de São Paulo! Sou natural daqui, e apesar de não ter viajado taaaanto assim mundo afora, eu não troco essa cidade por nenhum lugar nesse mundo (apesar que ultimamente o trânsito tem me tirado do sério…)

  • 28 Rodrigo Leite // 18/December/2007 às 9:41

    Beleza de texto, Pedro. Legal saber que, pela descrição (Minhocão, Pacaembu), você é meio que meu vizinho.
    Só um senão: guarda de trânsito da cê-ê-tê é “marronzinho”. “Psiu” é o (ineficaz) Programa de Silêncio Urbano da prefeitura.

  • 29 Verissimo // 18/December/2007 às 10:06

    Eu gosto de São Paulo… e sou carioca, quer dizer, de Niterói, talvez por isso não tenha absorvido essa rixa boba. Museus, restaurantes, bens de consumo, etc., - o que não se encontrar em SP não se encontra em mais lugar nenhum do país.

  • 30 JW // 18/December/2007 às 10:10

    Morei alguns meses em São Paulo e entendi perfeitamente a essência do que você quis dizer, PD. É nos detalhes que São Paulo conquista as pessoas, e esses detalhes não são para neófitos. Só vivendo um pouco aí para se gostar da cidade além do chavão “balada-cultura-negócios”. Carioca que torce o nariz para Sampa, pode ter certeza, que o faz porque não a conhece o bastante ou não conhece de fato (e a recíproca é verdadeira).

    E é a mais pura verdade o lance do português falado na terra de Borba Gato. Quando morei aí, trabalhei num agência de comunicação e acontecia uma coisa incrível: até a principal redatora do departamento de criação errava na concordância! É incrível a incapacidade do paulistano com os plurais! =^D

    Outra coisa que me incomodava muito era a mania do paulistano trocar o nome das coisas. E nem falo apenas das mais batidas como farol/sinal. Pior são as que vêm com o nome impresso e mesmo assim, eles trocam. “Carteira de Habilitação” tá escrito no documento, mas isso não os impede de chamarem de “Carta”. Quando ainda existiam em papel, estava lá escrito “Vale-transporte”, mas eles chamavam de “Passe”. O mesmo serve para Contra-cheque/Hollerith e outras que não me ocorrem agora.

    Mas até essas idiossincrasias paulistanas realçam-lhe o charme. Fiz muitos amigos em São Paulo e sempre que me sobra um tempo, passo uns dias por aí. Mas mesmo quando os amigos não podem me encontrar, a visita à cidade já vale a viagem.

  • 31 Ricardo Cabral // 18/December/2007 às 10:23

    PD, a Tia tocou num ponto-chave e super-bacana do teu belo texto: o cuidado (no sentido de “delicadeza”) que você teve ao falar de Sampa, e que também me fez lembrar do meu caso de amor com o Rio de Janeiro…
    No meu caso particular, tendo vivido boas temporadas em países diferentes, percebi que desenvolvera uma espécie de defesa contra as “despedidas”, sempre tão dolorosas quando se fala de relações profundas: eu simplesmente me considerava uma pessoa “de passagem” pelos lugares. Durante alguns anos tratei o Rio assim, como um lugar onde eu estava enquanto não ia para outro. E reconheço que isso me fez olhar a cidade como turista, ainda que daqueles que gostam de se embrenhar em programas pouco turísticos e, ao mesmo tempo, também pouco valorizados pelos locais. Porém, tratava-se de uma espécie de “amor de marinheiro”, desses com cara de intensos, mas que só o são só pela certeza de que se vai embora no dia seguinte e não se sabe quando (ou se) voltará. As coisas só mudaram — e para melhor — quando mudei a fórmula: em vez de estar no Rio “enquanto não vou para outro lugar”, passei a estar no Rio “como se fosse ficar para sempre”, e se tiver que ir embora, vou. Isso fez com que a cidade virasse a “minha casa”, agora de fato e de direito.
    Mas é do teu texto que devo falar, não de mim. Então, por mais que tenha se tornado lugar-comum, parabéns, PD, mais uma ótima crônica para a sua coleção!

  • 32 Alba // 18/December/2007 às 10:28

    Lise,

    O Centro Cultural Vergueiro continua lá, meio baqueado, mas com o acervo ainda inteiro, pelo que sei. E ainda oferece uns espetáculos de teatro de arena (putz, fazem mais de 10 anos que fui ao último!) e uns ciclos de cinema temático que SEMPRE valem a pena, mesmo quando a cópia é ruim.

    Mas também tem o Centro Cultural do Sesi, no prédio da Fiesp, que sempre tem umas exposições legais.

    Anos atrás, absolutamente por acaso, eu estava passando em frente e vi que havia um ciclo de filmes russos do início do século 20, que obviamente me “obrigou” a entrar.

    Isso sem falar do Centro Cultural Banco do Brasil, no centro velho, construído numa antiga agência de 1927, que também mantém uma programação muito interessante.

    No final, é perfeitamente possível passar um dia inteiro aproveitando a oferta cultural da cidade e mesmo assim, ficar longe, bem longe, de dar conta de tudo.

    E o bônus, pra mim, pelo menos, é que em geral, eu faço essas coisas de metrô, já que não dirijo em São Paulo e nem quero começar. A situação do trânsito só mostra que a opção de construir a cidade para carros particulares, não privilegiando o transporte público, já atingiu o limite faz tempo, o que só torna as pessoas neuróticas. :)

    Mas a melhor coisa são os amigos, fiéis e calorosos, mesmo aqueles a quem não se vê há muito tempo, o que talvez seja mesmo a marca de São Paulo.

  • 33 Pax // 18/December/2007 às 10:32

    Realmente uma bela crônica do Pedro Doria. Aqui vai o comentário de volta, sem a mesma competência.

    A primeira vez estava de carro com meu pai, indo do Rio para Porto Alegre e meu pai ao invés de fazer marginal - marginal, resolveu entrar em Sampa pois encurtava caminho. Passamos umas 3 horas perdidos.

    Depois cultura, todas Bienais. E chegava na rodoviária, pegava metrô e parava numa padaria pra ouvir: “O que vai ser belo?”. Gostava do belo, tratamento educado, carinhoso. Aqui cliente é que manda. No Rio não.

    Depois negócios, grandes empresas, suporte técnico, suporte pré-vendas e vendas e mais vendas. Foi onde aprendi que pra vender você tem que mijar cruzado com o cliente.

    Depois abrir filial, claro, na Paulista, e morando nas Perdizes (não em Perdizes, por favor, belo), achei que era perto até descobrir que nada é perto no trânsito em São Paulo.

    E conhecer as gentes das artes paulistanas, conhecer a turma da USP, e ouvir a melhor definição de São Paulo que alguém poderia fazer: “Em obras” (Luiz Tatit).

    Os restaurantes caros e ótimos, os táxis caros e ótimos, os shows caros e ótimos, ou seja, é uma cidade cara e ótima. Ou era. Até travar.

    Todo prefeito de São Paulo sempre quis deixar sua marca, o tal do viaduto e o tal do túnel que levam de um engarrafamento para o outro e agora até eles engarrafaram também. Infelizmente São Paulo travou. Quando vim, havia 3,5 milhões de carros e já se andava engarrafado. Hoje há 6 milhões de carros ou quase isso e já não se anda mais.

    Deixei Sampa há 7, quase 8 anos. Vou cada vez menos, moro a 45 minutos do Centro. Bem, se for as 3:30 da madrugada são 45 minutos. Se for às 8 da manhã talvez sejam 40 horas.

    Mas é Sampa, a maior cidade da América Latina.

    Se eu fosse prefeito, por 20 anos, fazia de São Paulo Paris, furava tudo e colocava metrô, proibia todos os carros todo dia das 7 as 10 e das 17 as 21 e distribuía bicicleta de graça pra população. E seu eu fosse governador, decretava que 20% das empresas trabalhariam das 7 as 5, 20% das 8 as 6, 20% das 9 as 7, 20% das 10 as 8 e 20% das 11 as 21. Até Sampa virar queijo suíço. Mas se eu fosse presidente da república, mandava trazer as praias pra cá, por decreto presidencial.

    Mas sempre dá pra sonhar, com um trem bala do Rio pra Sampa, outro de Campinas (Viracopos pra Sampa), outro de Cumbica pra Sampa e o principal, outro da praia pra Sampa, de 10 em 10 minutos com viagem de 15 minutos e pronto, lá estaria o mar. Daria pra sair do mar salgado pro mar de gente em 15 minutos.

    Mas é Sampa, onde o seqüestrador me tratou bem, mas o bando de moleques que me assaltou na Paulista dava pena, com os narizinhos escorrendo da cola que tinham acabado de cheirar. A síndrome não é mais de Estocolmo, é de Sampa, a síndrome que diz que o sofrer vale a pena.

    Pro carioca surubeiro aconselho água. Ache uma boa piscina. Na água, tudo se resolve.

  • 34 Hugo Albuquerque // 18/December/2007 às 10:39

    Belo texto PD.
    Sou pernambucano criado em SP, vim pra cá com 3 anos junto com meus pais.
    Meu pai que era que professor veio pra SP tentando, em vão, melhor sorte nessa profissão tão digna e tão desvalorizada no nosso país.
    Acabou descobrindo que em SP as coisas não são tão diferentes.
    Apesar de ser praticamente paulista, eu sempre me senti uma especie de “outsider”.
    Quem é filho de professor nesse país acaba tendo uma visão privilegiada do que ele é, temos mais cultura e menos grana que a média e nos damos conta das injustiças que nos cercam muito cedo.
    Some isso ao fato de ser nordestino em São Paulo e você se trona um ser, no minímo, desconfiado com as estruturas que te cercam.
    Até hoje tem muita coisa que me escapa em SP, é uma cidade grande demais e cada canto que você conhece é uma história, uma realidade diferente.
    Tem muita coisa paradoxal nela, por um lado é uma cidade que inclui gente de todo lado, por outro tem um ranço elitista e provinciano.
    Não sei se algum dia vou acabar entendendo São Paulo.

  • 35 Felipe // 18/December/2007 às 10:40

    Legal “essas coisa suas” aí de Sampa. :)

  • 36 Diogo Slov // 18/December/2007 às 10:50

    Eh isso mesmo, Pedro. Cada lugar tem seus encantos: cabe a nos mesmos encontra-los pra que , de fato, possamos chamar alguma cidade de “lar”.

    Alguem ai em cima reclamou, e nao sei como voce deixou passar em branco. Muita poeira!

    Quando crianca e eu viajava a praia (outro ponto…), o que mais me chamava a atencao logo ao abrir a porta do carro era o cheiro de maresia. SP nao tem mar, nao tem maresia, nao tem cheiro de natureza…

    Ah, e pelo jeito voce mora em Higienopolis, la pra baixo… Nao sei se voce gosta de correr, mas sugiro que voce suba em direcao a Praca Buenos Aires. Tenho 2-3 amigos que praticam cooper la, tanto pela manha quanto a noitinha.

    []s

  • 37 Alba // 18/December/2007 às 10:51

    Pax,

    Você se superou! Seu texto tá ótimo sobre o caos urbano em que se transformou a cidade.

    Eu morei durante a infância e parte da adolescência em quase toda parte, no Brasil (menos no norte). Mas gosto mesmo de São Paulo.

    Mesmo tendo que reconhecer algumas idiossincrasias paulistanas. Os plurais são mesmo difíceis e isso a gente acha aqui, onde moro, não muito longe.

    Outra atitude típica dos paulistanos é a de achar que as outras partes do país são e devem funcionar como São Paulo, o que pode ser muito antipático, como quando vão a um restaurante e se impacientam com a demora no serviço e aí descambam a fazer comparações em voz alta. Não à toa, paulistas tendem a ser um tanto malvistos em outros cantos, acho.

    E só uma observação ao seu belo texto: como eu nunca tive tanta grana pra restaurantes caros, conheço e sempre descubro, ou amigos descobrem, lugares com comida honesta e preços razoáveis, viu? :)

  • 38 Darwinista // 18/December/2007 às 10:58

    Bom dia Pedro.

    Eu gostei muito do seu texto. E concordo com a moça que comentou antes quando elogiou sua delicadeza. Mas acho que você tentou ser tão delicado, que acabou exagerando. Ou, talvez, ainda esteja um pouco deslumbrado com as diferenças.

    Porque “quando o trânsito está lento e ali à frente há um cruzamento, ninguém o interrompe. Ninguém o corta violentamente. E as pessoas são incrivelmente educadas até mesmo quando são 7h50″ é a descrição de quem ou tem muito boa vontade pra com a cidade, ou ainda não viveu aqui o suficiente.

  • 39 Dexter // 18/December/2007 às 11:06

    Belo texto, PD.
    Escrevi o texto abaixo em 2003. Também adoro São Paulo.

    ”Não sou um cara fácil de se lidar e não distribuo sorrisos à toa. Marra? Não, é uma certa timidez mesmo. E mais de uma vez já me confudiram com ”paulista” por ser sério demais e paulistas me acharam ”marrento”, carioca demais… mas o papo aqui é outro. Rio e SP ficam a ridiculos 400 e poucos km de distãncia, uns 500 ”real” de ida e volta de ponte aérea e muitas horas de ônibus. É um pouco longe mas ainda creio que o preço imoral da nossas passagens aéreas é o que impede a melhor interação de dois tipos de brasileiros tão próximos e tão distintos.

    Cariocas são coadjuvantes da sua própria cidade-paisagem. Quando o sol resolve aparecer aqui, tudo fica pra trás e todos rumam pro mar. No verão - o Rio só tem duas estações, verão e inferno - chega a ser um pecado não ir à praia, lá estão todas as camadas sociais, do favelado ”local” dos morros da zona sul aos que são despejados dos ônibus dos subúrbios que margeiam a Avenida Brasil ao rico que mora na Vieira Souto, onde os apartamentos custam em dólar tanto quanto Mônaco ou Nova York. O choque social é inevitável. Arrastão, pedrada, gritarias, turbas enfurecidas em geração espontânea pela avenida Copacabana, em Ipanema e onde der. Falta de grana, de perspectiva, de infra e a brutal desigualdade social estouram sempre sob o calor. Faça a coisa certa, de Spike Lee, foi ambientado num dia quentíssimo no Harlem, lembra? No Rio, essa bagunça passa com o chopp gelado, o cheiro de mar… mas todo mundo alerta, sabe como é.

    Voltando a conversa do coadjuvante, a diferença está na relação com as cidades. O carioca parece refletir a beleza natural de onde mora: não existe lá uma grande separação entre ricos e pobres aqui: há sim os feios e bonitos, os em forma e os fora de forma. Alguém com quilos a mais vestido de Armani, Gucci ou Forum vai ser… um gordo chique, no máximo. É quase desumano, sendo radical, uma eugenia hedonista-tropical.

    E SP ? ah… ces´t la difference. Em SP a periferia fica realmente na periferia… não é como o Rio, classe média cercada de favelas por todos os lados. Em SP a grana é fato, vestir-se bem é quase obrigatório. Mulheres têm que usar maquiagem e carro bacana faz diferença. E o táxi é bem mais caro. Mas o retrato que faço do ser paulista é melhor e 1000 x mais profundo que a piada ”um chopps e dois pastel” . A Paulicéia, por absoluta deficiência de cenário natural, o natural landscape são as pessoas. Enquanto no Rio se sai à noite com a quase certeza de se encontrar alguém em lugares como o Baixo Leblon, Baixo Gávea, Lapa e o Belmonte, em SP sair significa planejamento e produção. Os estabelecimentos paulistas são em geral melhores, assim como os serviços e o atendimento. Tirar alguém de casa em SP é rodar pelo menos 30 minutos de carro e gastar um bom troco de estacionamento. Como a paisagem é humana mesmo, interagir com o outro é relacionar-se bem com a natureza. O paulista recebe bem, suas casas são invariavelmente melhores que as do Rio e as festas são sempre bem produzidas. Claro, em SP há muiiiito mais grana rolando que no Rio. Sei bem disso.

    E no Rio? O carioca vive no caldo cultural cozido na malandragem, onde existia o malandro, o otário e o ”na dele”. “Na dele” era o sujeito que trabalhava e não queria saber de bebedeiras ou noitadas excessivas. Era um cara legal. O malandro não era o bandido e sim alguém que vivia à margem, mas um boêmio turbinado que vivia dos expedientes que a margem oferece. E temos o otário, que pensa que é malandro. É o cara que canta (xaveca, em paulistês) a mulher da mesa ao lado sem ao menos saber se ela está acompanhada. Isso mudou. Hoje o malandro é o ”na dele” e o otário é o que acha que pode ser um bandidinho freelancer. Esse ‘’dança’’, sempre. O Rio não é fácil. Nasceu assim e vai ser sempre assim. O que meus amigos paulistas estranham no Rio é um certo caráter fugidio que o carioca tem, como aquele famoso ”te ligo amanhã” ou ” a gente se vê”. E ninguém se liga mesmo. A cidade, o mar, as montanhas e céu azul são mais importantes que tudo, sem falar no perfil quase erótico que essa metrópole tem, tudo aqui oferta cor, corpos e romance.

    E D2 foi pra São Paulo porque o Rio ”e$tava muito parado”

    ”Qual é Neguinho, Qual é?”

    :-)”

  • 40 proftel // 18/December/2007 às 11:11

    Parabéns Pedro Doria, gostei.
    São Paulo é dinâmica, o que mais gosto da minha terra são os restaurantes (pizza, feijoada, churrasco etc.) e a diversidade de opções.
    Em segundo lugar a agenda cultural (sim, em segundo porque não dá prá curtir de barriga vazia né?).
    Quanto ao que a Alba falou aí da antipatia, tá certo, e sabe onde começa? Na pontualidade.
    Quer deixar um paulista puto da vida? Chegue atrasado a algum compromisso.
    Outra coisa que não pega bem, falta de objetividade, se o kra começa a enrolar muito pode crer que vai ficar falando sozinho.
    Há muito que se ver por aí, as coisas ficam mesmo escondidas, lugares bons você descobre à boca pequena.

    hehe.

  • 41 Xandão // 18/December/2007 às 12:07

    PD,
    tenho essa mesma relação com SP, mas optei por não sair do Rio pra não estragar. Prefiro os momentos (muitos, atualmente) em que, turista de negócios, aproveito cada minuto nessa cidade louca, frenética, em obras, de onde minha mãe saiu. Só carioca otário não vê o que tem de bonito em São Paulo.

  • 42 Eduardo // 18/December/2007 às 12:28

    Mais um belo texto. Leve e realmente delicado. A suavidade dos seus textos contrasta com a correria aqui do trabalho. Ao final, ficamos até com uma sensação de paz.
    São Paulo é essa feiúra e esse dinamismo. O Rio, ou melhor, a zona sul do Rio é linda, porém o carioca, ao contrário do que eles se auto-retratam, são mau-humorados e até mesmo estão constantemente irritados.

  • 43 Marcella Centofanti // 18/December/2007 às 12:30

    Vivo na Asia ha nove meses (atualmente estou na India). Quanto mais viajo, mais acredito que nao moraria em nenhuma cidade brasileira a nao ser Sao Paulo.

  • 44 Nat // 18/December/2007 às 13:13

    É Gwyn, tô sabendo… Por isso escolhi esta semana pra ficar por lá. Vou passar na volta das férias tb, mas aí vai ser passar mesmo…

  • 45 Eduardo // 18/December/2007 às 13:17

    Os paulistanos talvez estranhem o “elogio” que o Pedro Dória deu ao comportamento das pessoas no trânsito. Como a referência dele é o trânsito do Rio, então faz sentido.
    No Rio, onde o trânsito flui muito mais, é constante os ataques dos ônibus em cima dos carros. Acreditem, no Rio os ônibus anda na faixa da esquerda a todo vapor. E não saia da frente para você ver o que acontece.
    No milionésimo de segundo quando o sinal abre é comum uma enxurrada de buzinas avisando para você não dar mole.
    Poucos usam a seta para sinalizar que farão uma conversão qualquer.
    É bastante comum os carros se jogarem uns na frente dos outros. Os táxis então nem é bom comentar.
    Como as pessoas estão sempre irritadas, xinga-se o tempo todo.
    O trânsito de São Paulo é horrível, o do Rio é uma verdadeira guerra.

  • 46 Gustavo // 18/December/2007 às 13:32

    Nunca ouvi dizer que café fraco é carioca. PD, devem ter dito isso só pra te sacanear.
    O feijão marrom foi desenvolvido em algum instituto de pesquisa e não sei qual é a sua vantagem, se é mais nutritivo ou de fácil cultivo, mas é chamado de carioca porque as suas listras lembram as calçadas de Copacabana. Barbeiragem no trânsito é cariocada mesmo, mas nesse quesito dizem que os motoristas de Santa Catarina são mais civilizados que os paulistanos.
    Com relação a outras palavras do nosso vocabulário, bolacha se refere a qualquer tipo de biscoito e sorvete pode ser utilizado tanto para sorvete de massa como para picolé. Aliás picolé é uma palavra que não faz parte do vocabulário paulistano.

  • 47 Darwinista // 18/December/2007 às 13:34

    Pô Gustavo, vai em qualquer café ou lanchonete aqui de sampa e pede um carioca, que eles vão te servir o expresso e misturar com água. É o famoso e popular chafé.

  • 48 pascá // 18/December/2007 às 13:41

    Pedro, não que eu ame a Norma Culta mas o sujeito é “a gente”, e o verbo, diz ela, concorda com o sujeito, né? Às vezes, pode concordar com o aposto, quando se trata de aposto que resume (”As bolas, as bonecas, tudo estava esparramado pelo chão”), mas não é o caso - o seu aposto é explicativo. Também não é silepse, que é uma outra história. Isso sem contar que a construção soa mal. Mas você já sabia disso, né?

  • 49 confetti na paz // 18/December/2007 às 13:42

    afemaria !

  • 50 carina // 18/December/2007 às 13:50

    Seu texto é muito lindo.

  • 51 Diego // 18/December/2007 às 14:06

    invejei.

    e vou dar a alma pra escrever um texto ao menos próximo em beleza & clareza sobre o lugar onde moro - são caetano do sul.

  • 52 Alba // 18/December/2007 às 14:15

    Dexter,

    Belo texto, o seu! :)

  • 53 Eduardo // 18/December/2007 às 14:19

    Tem gente que vai sofrer para falar de São Caetano.
    O que falar de uma cidade onda a principal atração é um rodeio?

  • 54 Alba // 18/December/2007 às 14:28

    Rodeio em São Caetano? Eu realmente não me ligo a este tema, tanto que jamais compareci aos rodeios que inventaram em Itanhaém - e já foram três anos seguidos dessa coisa esquisitissima numa cidade de praia.

    Mas não me lembro de ter ouvido falar de rodeio em São Caetano.

    Do que sempre se fala é o de Barretos, que também não me desperta a menor curiosidade.

    Só pra conferir: São Caetano não é o município mais rico da Grande São Paulo?

  • 55 Eduardo // 18/December/2007 às 14:33

    Sim, sim. São Caetano é o mais rico da Grande São Paulo e apresenta os melhores indicadores sociais do País. A cidade é bem servida por todos os tipos de serviços, essenciais ou não. Isso apenas prova que não adianta ter bons indicadores para a população deixar de ser cafona e provinciana.

  • 56 Alba // 18/December/2007 às 14:40

    Eduardo,

    No quesito cafonice e provincianismo, a briga é dura! Inclusive com o Rio, no provincianismo…:)

  • 57 Nhé! // 18/December/2007 às 14:44

    Mais cafona e provinciana do que pegar o carro para ir a um parque com água podre?

  • 58 Eduardo // 18/December/2007 às 14:47

    Alba, você tem toda a razão! O Rio é provinciano demais. São Paulo é muito mais multi-cultural e diversificada. A maior dificuldade no Rio é separar o que o Rio é do que o carioca acha que o Rio é.

  • 59 Eduardo // 18/December/2007 às 14:49

    Pior do que ir ao parque de água podre é ir ao mar de água podre.

  • 60 Darwinista // 18/December/2007 às 14:51

    Pedindo licença pra participar do debate dos piores,

    Pior do que ir ao mar ou ao parque de água podre é ir aos fins de semana no parque de água podre e descer nos feriados pra nadar no mar de água podre.

  • 61 Pedro Doria // 18/December/2007 às 14:57

    Eduardo, aí depende de qual sua definição de provincianismo. O carioca é bairrista pacas, mas isso não é ser provinciano; olha muito para o próprio umbigo — e isso pode ser provinciano. Mas, na boa, Sampa não tem Copacabana — e Copacabana é o bairro mais cosmopolita do Brasil. Diverso em sua fauna humana, bonito, falam-se línguas incontáveis, uma massa danada de gente…

    Sampa, hoje, influi mais na cultura brasileira, mas Sampa acusa às vezes uns rastros de que ignora o resto do Brasil. Além do que, rola uma preocupação com aparência danada, uma preocupação com parecer cosmopolita tão grande que, bem, também pode ser chamada de provincianismo.

    O que eu acho? Não considero nem Rio, nem Sampa, provincianas. São, isto sim, muito diferentes uma da outra. Mas, por motivações diferentes, ambas as cidades são muito abertas para o mundo demais para poderem ser chamadas de províncias.

  • 62 Eduardo // 18/December/2007 às 14:58

    Acho que há coisa pior sim.
    É ir aos fins de semana ao mar de água podre e aos feriados ir à região dos lagos de água podre.

  • 63 Nhé! // 18/December/2007 às 15:00

    Mas nada se comprara a beber águas dos rios e represas de água podre! Eca!

  • 64 Eduardo // 18/December/2007 às 15:05

    Mas não há nada que não se possa piorar. É divino perceber como os paulistas saem realizados dos seus shoppings. Parecem que estavam no primeiro mundo, chegam até a discutir qual é o melhor deles. Pena que ao sair de lá terão que encarar suas favelas e sua cena urbana horrível. Aliás, há cidade mais horrível que São Paulo? Ah sim, tem Cubatão….São Caetano não fica para trás…

  • 65 Darwinista // 18/December/2007 às 15:16

    Eduardo,

    Já que você passou da praia de verdade pra praia de paulista, é curioso perceber que essa fascinação por shoppings fazem os paulistanos pagarem fortunas pra estacionar seus carros nesses mesmos shoppings. Ficam rodando por horas até achar uma vaga. E mesmo que os níveis superiores sejam mais vazios, eles preferem ficar como baratas procurando um espaço perto dos elevadores no nível em que entraram.

    Quando acham a vaga, vão praticar seu footing olhando as vitrines com preços absurdos. Pegam então a gigantesca fila do restaurante fast food de péssima qualidade, se empanturram e vão pra gigantesca fila do cinema onde, sentados em confortáveis poltronas e em ambiente climatizado, podem por em dia suas conversas, com o amigo que viu há duas horas atrás, usando seus sensacionais celulares de última geração.

    Grande cara, o paulistano.

  • 66 Nhé! // 18/December/2007 às 15:22

    É curioso notar que o fenômeno “passeio do shopping” seja atribuida como coisa de paulistano, mas é exaustivamente copiada país afora, quer seja nas grandes capitais, quer seja nas cidadelas do interior… :)

  • 67 confetti na paz // 18/December/2007 às 15:24

    nhé, eu ia dizer isso ! percebi cultura shopping em todo lugar no brasil….salvador e rio talvez seja “pior” que sampa

  • 68 Darwinista // 18/December/2007 às 15:27

    Bom, se a cultura shopping é assim tão disseminada como vocês escrevem, só posso lamentar por esses lugares também.

  • 69 Nhé! // 18/December/2007 às 15:27

    Então dê um pulo em Brasíla, e tire suas conclusões mais tenebrosas…

  • 70 Eduardo // 18/December/2007 às 15:31

    O pior é que é verdade, Darwinista, ficam rodando para lá e para cá no estacionamento e também dentro do shopping. Só que tenho que concordar também com o Nhé!, shopping é um fenômeno que começou em São Paulo e se espalhou para todo o País e todos fazem o que você disse. Inclusive no Rio, não? Ah vai, confesse. Já vi o que você escreveu acontecer muito no Barra Shopping….vai, vai, deixe de orgulho, confesse. Somos todos mesmo vivendo num paisinho um tanto safado.

  • 71 Nhé! // 18/December/2007 às 15:35

    Não tenho nada contra os shoppings. Vai quem quer. Para mim é uma mão na roda ter tantos serviços num único espaço.

  • 72 Darwinista // 18/December/2007 às 15:41

    Hehehe… te juro que eu não sei como são esses hábitos em outros lugares, Eduardo! Normalmente quando eu saio de São Paulo, o último lugar que quero conhecer em outros Estados são os shoppings.

    Por isso lamento tanto que nós, paulistanos, estejamos exportando um hábito tão pernicioso…

  • 73 confetti na paz // 18/December/2007 às 15:43

    darwin relaxa, shopping é habito…mundial ! :))

  • 74 Darwinista // 18/December/2007 às 15:48

    Você tá certa confetti, eu preciso mesmo desencanar em relação a isso… Acho que vou lá no Shopping Internacional de Guarulhos amanhã pegar uma sessão das 8 da noite, metade do preço porque é de quarta-feira, pra dar uma relaxada… ;-)

  • 75 Alba // 18/December/2007 às 15:59

    Darwinista,

    Sua descrição dos paulistanos nos shoppings é perfeita. E também é verdade que esse hábito está em toda parte.

    Aqui na província, quando não havia cinema (agora há um) eu tinha que ir à Praia Grande, que só tem cinema em shoppings.

    Pois bem, caí na besteira, há uns anos, de ir perto do ano novo. Quando saí do cinema, achei que estava no meio de uma manifestação, tão grande era a multidão! :((

    Esse fenômeno dos shoppings estarem substituindo em parte a vida urbana, salvo engano, têm sido objeto de teses, estudos sobre questões urbanas e coisa e tal.

    Pessoalmente, não sou fã de shoppings. Acho tudo tão padronizado, tão pobrinho em diversidade…

  • 76 Darwinista // 18/December/2007 às 16:03

    Obrigado Alba!

    Sabe uma das coisas que mais me incomoda nos shoppings, e que tem a ver com o que você escreveu? O ambiente fechado. Acho que a gente tá desenvolvendo um costume claustrofóbico de preferir ambientes assim.

    Vai soar meio piegas, mas pra mim que fico 8:45 minutos em um escritório, faz tanto falta ver o céu, que se divertir em um shopping é um negócio que não entra na minha cabeça.

  • 77 confetti na paz // 18/December/2007 às 16:07

    shopping culture, exportado worlwide pelo usa !

    http://en.wikipedia.org/wiki/Shopping_mall

  • 78 Alba // 18/December/2007 às 16:20

    Darwinista,

    É mesmo um absurdo, visto por este ângulo. Aqui, muitas vezes as pessoas entopem os shoppings próximos em dias cheios de sol, com praia disponível e ainda limpa!

    Tudo isso pra se enfiar na fila do MacDonalds. Tsc,tsc..

  • 79 Alba // 18/December/2007 às 16:21

    confetti,

    O link que você mandou vou ler com carinho assim que terminar umas coisas prioritárias, que tenho que ler, tá?

    Beijo

  • 80 Eduardo // 18/December/2007 às 16:26

    As coisas nos shoppings parecem tudo de plástico, tudo artificial, inclusive as comidas.

  • 81 Clara // 18/December/2007 às 16:41

    Vou desafinar o coro dos contentes. Achei o texto frio, cerebral. Nem falou tão bem do Rio, nem falou tão bem de Sâo Paulo. “Tá”, já sabemos que São Paulo tem melhores serviços do que quer que seja. Os salários, então, ô!

    Pedro, se come feijão mulatinho no Rio, sim, rapaz. Não é como feijão preto, mas definitivamente se come tal leguminosa no lar dos cariocas.

  • 82 Diego // 18/December/2007 às 16:48

    adaptando PD, apresento o Eduardo:

    “Às vezes me perguntam assim: e’ São Caetano?’ – e, para isso, costumo responder com um clichê à mão, ‘muita gente cafona e provinciana’”.

    pra um fã das pedras brancas e pretas como esse, é inconcebível que, em qualquer lugar/cidade, sempre exista quem dê um jeito pôr as coloridas…

  • 83 Eduardo // 18/December/2007 às 16:57

    Quanta criatividade, estou impressionado.

  • 84 Emiliano Urbim // 18/December/2007 às 17:08

    Que preguiça esse papinho de exuberância natural e português errado… No mais, as “misteriosas” pedras da paulista são ação da ONG do Dimen$tein.

  • 85 Vitor // 18/December/2007 às 17:25

    Realmente os cariocas falam português melhor e mais bonito.

    Melhor ainda se o som for reproduzido em estéreo. Você desliga o tweeter e fica lindo.

    As palavras que eu mais gosto são “culégio” e “Alixandre”.

  • 86 Alba // 18/December/2007 às 17:32

    Emiliano,

    Muito legal o seu blog! :)

  • 87 confetti na paz // 18/December/2007 às 17:35

    vitor, eu to ligada ! kkk

  • 88 confetti na paz // 18/December/2007 às 17:36

    albin, vc chamou o rio de provincia ou ouvi mal ?

  • 89 Pedro Doria // 18/December/2007 às 17:43

    Pronunciadas, Vitor, quase exatamente à maneira que são pronunciadas em qualquer país do mundo no qual se fala português.

  • 90 confetti na paz // 18/December/2007 às 17:49

    pd, pisc**

  • 91 dona de casa gorda // 18/December/2007 às 17:58

    amigos portugueses reclamam muito do sotaque carioca. dizem que é a única variante do PT-BR que não entendem.

  • 92 Alba // 18/December/2007 às 18:10

    confetti,

    Alguns cariocas, assim como alguns paulistas, se acham bem, vamos dizer… humm.. tipo “umbigo do mundo”. E aí, a terra em que vivem é a melhor, a mais perfeita, tanto quanto pode ser perfeita qualquer cidade brasileira.

    E, para esses, as suas formas de agir e idiossincrasias, além de preconceitos, são o padrão da civilidade. São, em geral, intolerantes e excessivamente críticos de tudo que é diferente.

    Aí, um paulistano que não é atendido com a presteza de São Paulo em qualquer outro lugar, faz escândalo e um triste papel.

    Por outro lado, alguns cariocas que, justificadamente, acham viver numa das cidades mais bonitas do mundo, também se sentem autorizados a rotular quem venha de outros cantos, o que vai além de bairrismo.

    Eu chamo isso de provincianismo.

  • 93 Vitor // 18/December/2007 às 18:12

    Pedro, eu escrevi que o sotaque carioca é lindo. E citei pronúncias lindas.

    Mas aqueles que não pronunciam “culégio” e “Alixandre” não são tão poucos. Não me lembro de ter ouvido tal pronúncia em minhas andanças pelo Rio Grande do Sul e Paraná, por exemplo.
    Paulistas, gaúchos e paranaenses representam, mais ou menos, 30% dos que falam português no mundo. Pode conferir.

    Falar feio não é algo raro.

  • 94 Hugo Albuquerque // 18/December/2007 às 18:23

    Alba,
    Concordo contigo.
    Em Rio e em SP há uma proporção maior de pessoas que a média nacional que assumem um posição provinciana.
    Em ambas há quem pense que o Brasil fica na sua cidade e não contrário.

  • 95 Alba // 18/December/2007 às 18:42

    Hugo,

    :))

  • 96 Emiliano Urbim // 18/December/2007 às 18:45

    Querer impor o sotaque da classe-média carioca como “português melhor e mais bonito” é de uma miopia constrangedora e uma idéia fora de lugar tanto no post que estamos comentando quanto neste blog tão plural.

  • 97 Pedro Doria // 18/December/2007 às 19:04

    Vitor, eu sou do tipo que fala até tioria. =)

    A pronúncia carioca tem uma influência portuguesa muito pesada, por conta da presença da Família Real, durante o século 19. É isto que dá conta do e que vira i, que na verdade é um e sumindo, quase deixando de ser pronunciado; e é o que explica, evidentemente, o chiado carioca, que é o padrão português no resto do mundo. (Não quer dizer que seja mais ou menos correto, apenas que é como é.)

    Num tempo em que o transporte para a Corte — o Rio — era muito caro e muito lento, outros cantos do país ficaram isolados, sem a influência da pronúncia lisboeta do tempo. As várias migrações européias dos séculos 19 e 20 para outras regiões do país, principalmente ao sul, contribuíram para distanciar ainda mais as pronúncias do Rio e do Brasil ao sul.

    dona de casa gorda: certo, vai nessa… ;-)

    Emiliano Urbim: acho que ninguém fala isso mais. Havia um português brasileiro padrão, sim, que era carioca, no tempo de capital, mas esse é um conceito que ficou para trás em algum momento lá entre os anos 1930 e 40. A pronúncia carioca, diga-se, era diferente da atual.

  • 98 Emiliano // 18/December/2007 às 19:15

    Cara, em bom porto-alegrês, agora tu me confundiu. Se quando tu diz que “português, a gente [carioca] fala melhor e mais bonito”, tu não tá qualificando o teu sotaque como mais correto?

  • 99 Ana Pulg // 18/December/2007 às 19:15

    O que mais me impressionou em São Paulo, não foi ter ido assistir Hair, nem meus dois namorados, nem as multidões. Foi o barulho e a fuligem. No final do dia, aquele vestidinho branco estava acinzentado e as narinas cheias de cacas pretas. Bem, isso é tudo o que não se deve dizer, quando se lê uma crônica tão bem feita. Mas, os lances da memória vem…

    Aqui em Porto Alegre tomamos café carioquinha, que é com um pouco mais de água, ficando fraquinho, comemos feijão mulatinho ou carioquinha e falamos mal pacas. Na concordância, misturamos tu com você e deixamos de usar os esses, como: …lavar os pé.

    Quando vim morar em Porto Alegre, sentia saudades das árvores sem graça que outrora existiram, porque cortaram todas, e até dos cachorros que não conhecia e que perambulavam pela cidade onde me criei, Caxias do Sul.

    Acho que a gente só se liga a um novo lugar, quando começa a ter um passado nele.

  • 100 Ana Pulg // 18/December/2007 às 20:12

    Acho lindo o sotaque carioca.

    Ele se sobressai nas novelas onde o elenco é misto.

  • 101 Pedro Doria // 18/December/2007 às 21:07

    Emiliano: beleza é matéria de opinião; melhor no sentido de correto, não que o carioca médio saiba português escorreito, mas ao menos concorda direitinho ;-)

  • 102 André Pessoa // 18/December/2007 às 22:51

    A essência do texto e mesmo os comentários demonstram que, não obstante o título do artigo, ele fala não tanto de São Paulo, mas sim da saudade de um carioca longe de casa.

    Nada contra. Um texto muito bonito. Mas eu continuo achando (à distância) que o Rio é sim mais provinciano que São Paulo.

  • 103 Theo // 19/December/2007 às 0:43

    Minha família é do Ceará e eu nasci em Brasília, ou seja, legal o texto.

    Só uma dúvida:

    “A gente, os cariocas, vivemos nosso humor…”

    Está certo isso?? A gente vivemos??

    Já que vc separou “os cariocas” com virgulas, significa que vc restringiu o “A Gente”, não teria que haver uma continuidade??

    Não seria: Nós, os cariocas, vivemos nosso humor…

    ou A gente, os cariocas, vive nosso humor….

  • 104 Theo // 19/December/2007 às 0:45

    PD,

    Agora que eu vi que vc já tinha respondido isso ao pascá.

    Bom, se está certo o “A gente, os cariocas, vivemos nosso humor…” ficou muito feio.

  • 105 Theo // 19/December/2007 às 0:48

    alias não me lembro se separar com virgulas é restritiva ou explicativa, fica pra próxima.

  • 106 Rosaclara // 19/December/2007 às 1:02

    Uma bela crônica de impressões, assim eu percebi. Nasci na Bahia, fui criada no Rio e moro em Brasília, como Idade da Terra de Glauber Rocha. Como sou funcionária pública do executivo, convivo intensamente com paulistas há 13 anos (os oito anos de FHC e os cinco do Lula). Diria que os paulistas são mais educados e menos provincianos que os cariocas que por sua vez são mais cultos, mais bem humorados e mais criativos. Mas como em Brasília ninguém é da gema e as hierarquias são transitórias as pessoas têm que mostrar outros aspectos do seu caráter (formação?). A dificuldade de pensar o Brasil, um país tão grande e diversificado e com tantas desigualdades, como único, coloca todos no mesmo patamar. As competências são checadas e os abismos são paralelos aos caminhos…sempre.Eu tinha um chefe que sempre suava e tremia quando tinha que assinar repasse de 200, 300 ,> milhões para os estados. Até os sotaques são atenuados, cariocas falam menos palavrões, os paulistas concordam sujeito e verbo, gaúchos e nordestinos esquecem temporariamente os tches e oxes.
    Caro Pedro, os sotaques tanto cariocas quanto paulistas estão mais ligados a imigração galega, portuguesa (Rio) e italiana (São Paulo) do inicio do século XX do que com a corte portuguesa do inicio do XIX e a língua geral (tupi-guarani).

  • 107 Alba // 19/December/2007 às 2:53

    Rosaclara,

    Certeiro! Somos um país muito mais multifacetado do que muitos de nós nos damos conta.

    Ainda mais quando transferimos a riqueza toda ao eixo Rio-São Paulo (desculpe PD, mas eu realmente implico com a expressão “Sampa”)

    Parece que estamos , entre bairrismos e outras bobagens, esquecendo que este é um país riquissimo.

    Inclusive a se pensar o sotaque do interior de São Paulo, tão enrolado que um americano amaria, do tipo porta, torta, e que mostra que alguma coisa devia ser talvez, pesquisada aí.

    O acento paulista foi tão influenciado pela fala italiana que mesmo quem nem de longe é descendente de italianos, lhe sente a influência.

    É a coisa do: o que vai ser, belo?

  • 108 SUNNO))) // 19/December/2007 às 3:57

    O Doria e engracado, como todo bom Petropolitano (apesar dele ter nascido no Rio) quando fala do Rio so fala da zona sul as vezes do centro, mas nunca li uma linha aqui que tivesse alguma referencia a outras areas da cidade.
    Sim, o Rio de Janeiro e lindo, mas nao so a zona sul, carioca que e carioca conhece o Rio por inteiro, nao so a zona sul. O Doria tem que pegar o 434 ou o 252 e fazer um tour pelo Rio que o sujeitos que foram criados em Petropolis nao conhecem, ou nao querem conhecer.

  • 109 cj ballantyne // 19/December/2007 às 4:30

    Sou de Copa. Sou de Copa dos dias quando a Avenida Atlântica tinha apenas 3 faixas. Copacabana nunca foi cosmopolita, com ela nem o Rio, que hoje não é nada mais do que uma grande cidade provinciana à beira-mar.

    Mas foi em São Paulo que tive meu primeiro causo. A mina enlouqueceu. Eu menos.

    Quanto ao sotaque os paulistano dói. Arde nos ouvido, meu.

    Claro que a gauchada consegue ser ainda pior.

    Por incrível que pareça.

    Mas Porto Alegre, além de off-topic, não é nem uma coisa nem a outra.

    Ao passo que São Paulo. O que dizer? Somos todos paulos…

  • 110 confetti na paz // 19/December/2007 às 5:11

    ana e rosa, otimos comentarios , devorei ! !)

  • 111 HRP Mané Reloaded // 19/December/2007 às 7:48

    Quer coisa mais chata que essa de bairrismo….aliás o Rio é lindo e insuperável….São Paulo é a nossa NY……o RS é o lugar mais justo em termos de sociedade…e vai por aí afora!
    E tudo junto faz o Brasil ser o que é….mas vai melhorar!

  • 112 Pedro Doria // 19/December/2007 às 8:06

    SUNNO))), primeiro, toda minha família é do Rio, pais, avós, metade dos bisavós, alguns dos trisavós… apesar dos anos em que morei em Petrópolis. Mesmo quando não morava lá durante a infância, o Rio é onde estive nos fins de semana e passei incontáveis férias. Talvez por falta de família por perto além dos pais, Petrópolis nunca me pareceu casa, sempre foi provisório.

    Mas, perdoe, você concluiu uma coisa maluca a partir da informação de que morei em Petrópolis:

    Estudei no Fundão, fui repórter de política regional do Dia e dirigi a Comunicação da Câmara Municipal do Rio. Conheço a cidade inteira mais Baixada e Niterói. Não tem morro importante que eu não tenha subido, buraco de subúrbio onde não tenha almoçado. Mas isso não faz da Tijuca ou de Campo Grande o meu Rio. O meu Rio é Copacabana, onde morei por muitos anos e ainda moram avó, tios, primos, são Gávea e Jardim Botânico, que é onde escolhi morar, é o Centro da Cidade e é a orla. Os laços afetivos estão ali.

    Há muitos Rios, evidentemente. Há o Rio da turma que é da Barra, e este é um Rio à parte. Há o Rio tijucano. Há o Rio de subúrbio e o Rio de sambista, há o Rio de cima de morro que, mesmo em Ipanema, é outro Rio. Há o Rio de Santa Teresa e Lapa. Eu estaria falseando se falasse deles, mesmo no caso dos que considero simpáticos, mas só os conheço como observador.

  • 113 Nhé! // 19/December/2007 às 8:54

    PD,
    Aproveita que vc está aqui em SP e visite o museu da língua portuguesa. Que esse negócio de quem tem o sotaque mais bonito, mais feio é chato prá caraio!

  • 114 HRP Mané Reloaded // 19/December/2007 às 9:18

    nhéco nhéco!

  • 115 Rafa // 19/December/2007 às 10:30

    O trânsito paulistano é mais civilizado devido à fiscalização melhor.
    Digamos que o departamento de trânsito do Rio é muito carioca…

  • 116 Marcelo Estraviz // 19/December/2007 às 13:51

    nossa, 115 comentários? não vai dar tempo de ler tudo e por isso corro o risco de falar algo que alguem já disse:
    tem um grupo que caminha pelo centro de sampa toda quinta a noite. e é uma delícia e eu já fui e quero ir de novo!
    nao sabia que estavas em sampa,dória! vamos nos encontrar então. e talvez numa quinta a noite para que vejas teu patio do colégio iluminado. vamo lá? (esse vamo é paulistano ou carioca?)

    :)
    (teus artigos estão cada vezmais deliciosos… )

    abraços do estraviz tipuri

  • 117 César // 19/December/2007 às 16:00

    Morei no Rio por 6 anos. Há praias - em sua maioria, sujas.. Há arvores, lindas estradas ao longo dos morros (Paineiras, Vista Chinesa, Santa Teresa entre outras). Certamente, nada que não exista em ainda maior proporção no interior fluminense, em Minas Gerais, no Sul etc. Isso, evidentemente, na Zona Sul e Barra da Tijuca. O subúrbio carioca é tão ordinário quanto o de qualquer outra capital brasileira.

    Quanto às gentes, creio que nos anos 60, 70 existia uma efervescência cultural ali em Copacabana, um pessoal gente boa, tipo Tom Jobim, Vinícius. A Zona Sul ainda era lugar de classe média mesmo. Atualmente, quem mora lá, ou é herdeiro desse pessoal, ou é rico - vá lá, classe média alta. São como os bacanas de qualquer lugar. Beleza é fundamental. Aliás, para ser mais preciso, ser magro e sarado é uma obsessão carioca mais do que em qualquer lugar do mundo. Nunca vi tantas academias por metro quadrado. Você pode ser lindo, inteligente, rico e o diabo, mas será sempre um gordo se gordo for. As meninas do Leblon não vão te olhar…

    Daí que comparar Rio e SP, aos olhos de quem não curte a vida numa metrópole, é como trocar 6 por meia dúzia. (com a ressalva de que o trânsito de SP, aliado aos preços londrinos dos apartamentos a fazem um lugar ainda pior a meu sentir).

  • 118 helio // 19/December/2007 às 21:25

    Pedro, ótima a sua crônica. Aliás, esses paralelos Rio-Sampa dariam um bom livro, tantas são as perspectivas possíveis. Eu fiz uma pós-graduação em São Paulo e durante anos fiz a ponte rodoviária semanalmente. Sempre me impressionei com as diferenças, em cidades separadas por pouco mais de 400 quilometros.

    Concordo quanto à gentileza, quanto aos amigos de verdade que São Paulo proporciona. Mas impressiona mal nos paulista(no)s o seu pauliscentrismo. Em qualquer lugar do Brasil onde estiver um paulista, você o verá dizendo como em São Paulo as coisas funcionam melhor do que lá. Quase sempre com razão, é verdade. Por isso, e não só pelo sotaque, o paulista é facilmente reconhecido em outros lugares. Pelo jeito de se vestir também, mas isso é outra história.

    Os paulistas têm muita dificuldade em imaginar um Brasil que não saiba o que é holerite, breque, papel sulfite. Lembro no Plano Cruzado o Pazzianotto, o Sayad e um outro falando em rede nacional sobre holerites congelados sem nem considerar a hipótese de que milhões ignorassem a palavra. Ou das operadoras de telemarquetchim que se irritam quando não entendemos o que é a letra “ê” que elas estão soletrando.

    Coordeno uma lista com gente do país todo e mesmo do exterior. Quando vem mensagem anunciando um evento com o endereço (às vezes abreviado) da rua, e nenhuma referência à cidade e ao estado, já sei: é de São Paulo, capital. A pessoa que enviou não cogita que alguém, em algum lugar, ignore o que é ou onde fica a Brigadeiro, a Heitor, a Tabatinguera. Ou uma referência como “em frente à FAAP”.

    Tive uma namorada paulista que, no Rio, ficou chocada ao ver que aqui “também tinha Espaço Unibanco”. Quando disse a ela que foi no Rio que começou a rede, que São Paulo é que “também tinha”, ela simplesmente não acreditou e quase me chamou de mentiroso. Não que tivesse outra informação, apenas achou inacreditável. Depois checou e confirmou (com paulistas) a informação. Foi como se o seu mundo caísse.

    Gustavo (46), realmente “café carioca” se usa muito em São Paulo, não foi só pra sacanear o Pedro. Talvez seja uma forma de ironia universal contra quem gosta dele fraco e não apreciaria o verdadeiro expresso. Os italianos chamam o fraco de “café americano”. E, vamos e venhamos, esse seu “sorvete de massa” foi só pra chocar os milhões de brasileiros que falamos, estranhamente, “sorvete de casquinha” (casquinho, no Nordeste), não foi?

    Enfim, uma divergência adorável, essa entre as duas cidades. Que bom termos os paulistas tão a nosso alcance e eles terem a nós, senão a vida seria bem mais chata.

  • 119 Alba // 20/December/2007 às 1:17

    helio,

    Excelentes observações, que tentei, sem a sua competência, mostrar.

    Há mesmo essa coisa dos paulistas se sentirem , ainda, a “locomotiva do Brasil”.

    Quer coisa mais provinciana que isso?

    Ao mesmo tempo , os cariocas da zona sul, ao menos, padecem, segundo o excelente texto do César, não só do “culto à beleza” - e isso compartilham com os paulistanos de classe média alta, mas da visão de que TAMBÉM são, de alguma forma, especiais.

    Nem por isso as duas cidades deixam de nos enriquecer de mil formas, ainda que sejam muito mais ricas do que o olhar, necessariamente parcial do observador, consegue registrar.

  • 120 André Pessoa // 20/December/2007 às 3:23

    Concordo com as observações do Helio (118) mas discordo das conclusões sobre as palavras dele feitas pela Alba (119). Moro em São Paulo, e nunca vi ninguém citar, em contexto algum, a expressão “locomotiva do Brasil”, nem nada parecida. É verdade, o paulistano se sente um pouco no centro do mundo, mas é uma centralidade meio “natural”, sem afetação nenhuma. É essa falta de afetação que afasta a suspeita de provincianismo.

  • 121 Alba // 20/December/2007 às 14:52

    André Pessoa,

    Ôuquêi, “locomotiva do Brasil” era expressão ouvida na minha distante infância. Mas se você pensar bem, ela dá uma idéia bastante exata do quanto os paulistanos (principalmente), e os paulistas em geral se acham superiores aos demais brasileiros.

    Concordo com você que é um tipo de centralidade meio natural. Tão natural quanto - guardadas as devidas proporções - os americanos adotam em relação ao resto do mundo.

    É meio cômico observar a perplexidade de um americano médio ao chegar a um lugar onde não se fala inglês, por exemplo.

    Eu moro a 100 km da capital e acho uma graça a pose de paulistanos que chegam aqui para trabalhar ou passar férias e enunciam pomposamente “sabe, eu venho de São Paulo”.

    Isso como se aqui, a maioria das pessoas não tivessem exatamente a mesma origem e estivéssemos na mais distante e exótica África.

  • 122 Pedro Doria // 20/December/2007 às 15:08

    Gente, a ‘locomotiva do Brasil’ é o centro-oeste, ali entre Goiás e Mato Grosso, que é onde se produz a maior quantidade de dinheiro que impulsiona o crescimento do país. O grande comércio do Brasil globalizado, que está profundamente inserido no mundo, vem de toda parte, não está todo, nem sequer em sua maioria, em São Paulo.

    E, bem, o paulistano só lê imprensa de São Paulo. Neste sentido, é único no Brasil. Mas é um fechar de olhos para o resto do país típico; é esta postura, e apenas ela, que faz com que São Paulo não seja o centro do Brasil. Sampa é muito importante, muitíssimo. Mas só quem é de São Paulo considera a cidade o ‘centro natural’, e isso depõe um bocado a respeito de que tipo de centro é esse…

  • 123 Alba // 20/December/2007 às 15:30

    PD,

    Foi o que eu quis dizer com provinciano, seja a postura ingênua ou não..:))

  • 124 Silvana // 20/December/2007 às 15:44

    Pedro Dória,

    As pedrinhas coloridas de qeu vc tanto gostou, foram idealizaas por Gilberto Dimenstein, em uma promoção bancada pelo antigo Banco Real, aí da Av. Paulista

    Abraços

    Silvana

  • 125 Marcelo Estraviz // 20/December/2007 às 19:29

    também acho que esse papo de centro é cafona e antiquado… em 2001 eu já dizia que a periferia é o centro:
    http://www.cidec.futuro.usp.br/artigos/artigo2.html
    (desculpe o momento jabá, dória…)

    e em janeiro, topas o passeio a pé pelo centro?
    http://www.vivaocentro.org.br/bancodados/roteiro_turistico/index.htm

    abraços a ti e a todos aqui.

  • 126 Gerson // 21/December/2007 às 10:17

    Pedro:

    Uma dica para entender SP mais rapido: visite o prédio da Faculdade de Direito do Largo S Francisco, e você vai começar a “entrar” na pele da cidade …

    Forte abraço, e continue mandando por aqui em 2008 !

  • 127 jujudeblu // 21/December/2007 às 14:28

    Uns poucos dias antes de vc, eu completei 1 ano em Sampa; mas eu não sou do sudeste, sou do Sul. Acho que ainda olho pras coisas mais diferentes e tenho uma visão ainda mais pessimista daqui. Não sei como será quando eu conhecer o Rio…
    O fato é que Sampa muitas vezes nos “engole”, nos “pega” e, quando nos damos conta, já estamos por demais aqui dentro.
    Com relação ao português, concordo contigo, o daqui é mesmo muito horrível!
    Se quiser, confira meu post, não está tão rico de detalhes como o seu, são apenas algumas impressões de uma simples catarinense nessa Grande Cidade.
    Um abraço!

  • 128 Marcia Aguiar // 23/December/2007 às 19:55

    Concordo em gênero, número e grau com PD quanto ao problema crônico dos paulistas para falar o português correto. Principalmente quanto à concordância. O que me espanta é que pessoas até com MBA falam errado. Estes particípios eu só ouvi paulista falando: “se eu tivesse chego mais cedo”, “se eu tivesse trago o documento”. Socorro! De onde eles tiraram isto??? Sem falar nas milhares de vezes que ouvi: “você quer que eu vejo isto pra vc?; que eu compro, que euolho…” Não dá não nem pra dar uma desculpa do tipo o cara não estudou, pois este mau uso da língua é freqüente nas camadas mais altas da sociedade paulistana.

  • 129 vqkmzfeat gelzdbta // 15/February/2008 às 15:48

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  • 130 csemjlkvp vgmbr // 15/February/2008 às 15:49

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