Bali, Aquecimento Global e
EUA e Brasil como vilões
São duas as histórias para serem contadas a respeito da reunião da ONU para discutir o aquecimento Global, que terminou em Bali no último fim de semana.
A primeira é a virada de mesa que China, África do Sul e Brasil lideraram contra os EUA. Os três lideram o grupo chamado G77 + China, que reúne incontáveis países em desenvolvimento. O plano norte-americano era não assinar nada e como qualquer decisão viria apenas por consenso, a atitude dos EUA tornaria a reunião inútil.
A pressão começou por parte da União Européia. Os países membros ameaçaram boicotar o MEM, reunião que acontecerá em setembro, nos EUA, para tratar de que tipo de tratado sucederá o de Kyoto. Esta reunião, proposta por Washington, é a tentativa de George W. Bush mostrar alguma liderança na questão. Sem a Europa, não haveria encontro.
Mas o que virou mesmo foi, ao longo do dia de sábado, a série de discursos por parte de países em grande parte do hemisfério sul, o G77 + China, que tinham por mensagem, simplesmente, ‘não quer liderar, então não atrapalha’.
Se a diplomacia dos EUA não mudasse de posição, o Partido Republicano cairia em cima de Bush. A última coisa que precisam, num ano eleitoral que já parece difícil, é de seu país, sozinho, obstruindo qualquer acordo para lidar com o aquecimento global. Ainda mais porque, na defesa de que o homem não tem nada a ver com o aquecimento global, Bush está cada vez mais isolado perante seus eleitores.
A segunda história serve para derrubar um pouco do ufanismo pátrio pela habilidade de nossa diplomacia. O Brasil não pode ser chamado de herói, neste caso. Em Bali, pela primeira vez, enfrentou-se uma questão importante, que é a da preservação de florestas tropicais.
A questão não é complicada. Mais carbono no ar faz com que o calor do Sol fique preso na Terra, o que gera aquecimento. O carbono em excesso vem de várias fontes. Combustível fóssil – petróleo, por exemplo – estava preso, mineralizado, nas profundas do planeta. Tinha saído do sistema. Quando o homem o traz de volta e joga boa parte no ar, dá problema. Mas há outra fonte igualmente importante, que é a queima de florestas. Seres vivos são feitos, basicamente, de carbono, hidrogênio e oxigênio. Queime uma árvore e dois males são cometidos. O primeiro é que parte daquele carbono do tronco se manda para a atmosfera; o segundo, e mais grave, é que uma árvore consome carbono em seu processo de alimentação. Ela tira carbono da atmosfera. Queime hectares e hectares de uma floresta e o resultado é sentido pelo planeta. Em números: 20% das emissões humanas de carbono vêm do desflorestamento.
Isto quer dizer que, embora a indústria brasileira seja razoavelmente inocente e o impacto atmosférico da geração de eletricidade em hidrelétricas – nosso caso – seja mínimo, as queimadas na Amazônia fazem do país um dos maiores emissores de carbono. A Indonésia, que vem logo depois de nós em tamanho de florestas e biodiversidade, é o terceiro maior emissor do mundo, seguido de EUA e China.
O governo brasileiro se propõe a agir contra queimadas mas não quer um tratado internacional para obrigá-lo. Ele é contra, particularmente, um programa chamado REDD – Redução de Emissões por Desflorestamento e Degradação. A proposta do REDD é tecnicamente complexa pois envolve mensurar a degradação, mas pode ser resumida da seguinte forma: o mundo paga a países que tem muitas florestas para mantê-las intactas. Muitos países pobres alegam que a preservação de suas florestas atrasa seu desenvolvimento e, portanto, a melhoria de vida de sua população. Pagos num sistema de créditos de carbono, tudo é compensado.
O argumento da diplomacia brasileira é que mensurar o desflorestamento é complicado demais. E que os reais vilões são países como EUA e China que queimam carvão para gerar luz. Na verdade, Brasília não quer parecer a vilã da história. E, junto com a Indonésia, o Brasil seria, sim, o maior vilão desta história. Nossa incapacidade para preservação das matas é notória. Há quem argumente que a posição do Brasil é tola. REDD, junto com etanol, são maneiras de o país faturar alto com o problema do aquecimento global. Só precisa agir, na Amazônia, com a mesma competência que age na produção de biotecnologia agrícola e de combustíveis.
Esta, em Bali, o Brasil perdeu. Como no caso da derrota – maior – dos EUA, não quer dizer muito. Só o que se decidiu, em Bali, é que todos os países do mundo vão sentar e discutir um novo tratado para além de Kyoto. O que está decidido são só os temas da agenda de discussão.
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eu, sem esperança nehuma na reuniao de bali …:(
Intão né…
Uma das maiores vitórias dos que não querem evitar o aquecimento global por conta das despesas da prevenção, foi convencer uma parte do mundo que este papo de ecologia e aquecimento global é coisa de “gente de esquerda”. Como 99% das pessoas não leva a sério a turma da esquerda ( e com toda a razão diga-se), toda a questão ecológica caiu em descrédito. Hoje qualquer um que saia por aí alertando sobre a questão do efeito estufa é logo chamado de “melancia” - verde por fora e vermelho por dentro… -.
Sem dúvida uma tacada de mestre!!!
O fato é que qualquer um que tenha uma calculadora na mão e saiba realizar as quatro operações básicas chega à conclusão que + gente é = + energia + carros + produtos + indústrias e tudo isso é = resíduos sólidos líquidos e gasosos que tem que ir para algum lugar. É absurda e estupidamente simples. Não vê quem não quer ver ou não tem inteligência para ver.
Falo com conhecimento de causa. Sei exatamente quanto uma caldeira gera de resíduos por m3. de madeira queimada, sei quantos hectares de terra se devasta para plantar pinus e sei ( na prática) o que acontece com o solo amazônico quando se derruba a floresta nativa. Estive lá, fiz estas coisas e ví as consequências. Tambem acompanhei parte da devastação do serrado ( estive no comecinho de Palmas, no Tocantins).
Ficar sentado em apartamentos em São Paulo e Rio e sair arrotando o que se lê em relatórios é burrice. Metam o pé na estrada e vão ver com seus próprios olhos, a menos que acreditem no pessoal do IBAMA ( Instituto Brasileiro para Arrasar Matas e Ambientes).
Acreditem: A Indústria da corrupção nos orgãos ambientais obtem infintamente mais lucros DEVASTANDO que preservando…
No Ryff já estava se falando na contraposição entre avanços diplomáticos e avanços concretos.
Depois de se sentarem e discutirem, ficou resolvido que … precisam sentar e discutir!
Reuniões de condomínio são mais produtivas que isso.
Fora essa cantilena demagoga da direita….ora ora….se arvorando como defensora da ecologia….Lula deve e tem que pensar o porque do Brasil estar sendo acusado de ser um vilão no item Clima da Terra!
Passa claro por um “CONGRESSO” escroto…..que ele cooptou, porque senão não governaria….mas é um dos mais cretinos e descabeçados Parlamentos do Mundo!
Por gente como Kátia Abreu e Ronaldo Caiado (o ventriluquo dela!)…. EEEEEE , o mundo explodiria a 100 graus Celsius….contanto que eles continuassem com seus milhares de hectares e bois!….São uns desgraçados!
Ventriloquo!
please!
Assinaria embaixo do comentário 2 do Brancaleone.
O problema do não sucesso nessas discussões é a sustentação do individual, nunca do coletivo. Assim foi, é e sempre será.
É difícil, quando o grande pregador do aquecimento tem jato particular e gasta 50 mil dólares de eletricidade todo mês.
Ecologista melancia, não sei, mas que tem muito ecologista hipócrita, isso tem.
Pregador do anti-aquecimento digo, o balofo nobel Al Gore.
Sou de esquerda mas não estou convencido de que o suposto aquecimento do planeta decorre, de fato, da ação humana.
ô do clube da esquina: acho que este tipo de conversa já passou - não tem ninguém com um mínimo de bom senso científico que continue falando isso. O que se discute atualmente é a extensão da cagada: quantos graus a temperatura vai subir, quantos metros ou centímetros a água do mar vai subir, quais áreas do planeta se tornarão desertos e se algumas até se beneficiarão de uma maior quantidade de água na atmosfera etc.
Então, meu caro, és um boçal. Primeiro por ser de esquerda (o que isso significa afinal?) e segundo por ser cego.
O aquecimento pode até não derivar completamente da ação humana, mas que nós agravamos, isto é incontestável.
Pois é … e a gente achando que a Amazônia era uma grande vantagem para o Brasil …
Bruno,
Antes de chamar alguém de boçal, analise suas próprias limitações.
No segundo parágrafo vc já entrega metade do ímpeto esboçado no primeiro.
Não se guie por aparências e, muito menos, deixe-se levar por “estudos” ainda sem comprovação científica.
Se vc tem algo a dizer, aprenda primeiro a respeito do que vem a ser Ciência. Depois disso,aprenda a ter modos educados. Fedelho.
nada, brigando de novo ?? kkk
nao brige nao, jogue flores no “inimigo” ! mas se for mrx, deixa que eu cubro ele de tapas….:-))
radical “o do clube da esquina” foi massa !! hhh
Radical Livre,
Nada do que vc fala encontra-se estabelecido.
Sua explanação decorre de divulgações midiáticas, sem consenso científico.
Aliás, as tragédias que vc menciona dependem, para ocorrer de fato, da revogação de leis da física.
confetti,
Boa tarde!
Não estou brigando. Só não tolero agressões gratuitas e opiniões embasadas em não sei qual fonte e infantilidades.
Depois vêm o Mr M eo chest-burger dizer que radical sou eu.
A turma verde não imagina o que é análise científica e se contenta com notas de rodapé e análises de grupos de interesse.
Pena que tenho de sair daqui a pouco. Compromissos, para variar.
Bão né, de vórta à véia matemática:
São seis bilhão de gente. Gente que come, bebe, peida e caga.
Prá alimentá tudo este povaréu é perciso muita vaca, porco, frango e ôtros bicho que tumem cómi, peida e caga. Prá alimentá esta bicharada e gentarada toda é perciso prantá cum máquina qui queima óio diser. Prá prantá tem qui dirruba os mato tudinho.
Puis tudo os peido sobe prô ar e tudas as merda corre prás água.
Tudo estas gente carece di rôpa, casa, tomóver, computadô e coisarada que percisa sê fabricada e gasta coisa que é arrancada do chão - ferro, alumínio, cobre etecétera e etecétera… -
Cumo tudo a lixarada ficá no praneta e num tem pradonde í, vai dá uma baita cunfusão sí nóis num pará de transferí a risposanilidade pros pulítico e ficá im casa só cumendo, bebendo e peidando…
Ficou claro ou preciso desenhar????
desenha ai pra mim josua…..
É com raciocínios desse feitio e “amplitude” que a humanidade se deixa levar ao pânico desmedido e não consegue enxergar o óbvio.
Amanhã voltarei.
Ciao, confetti.
nossa, nossa, nossa,…agora a culpa é do brasil, do ibama, do saci pererê e da brava gente brasileira…
é porisso que o imperialismo deita e rola, tem sempre alguem nas colônias e ex-colônias para ecoar as idéias deles…
Pô Confetti!!!
De voce eu não esperava isso…
nada será como antes:
Concordo com voce num ponto: As alterações climáticas sempre foram “naturais”, apenas que demoravam um pouo mais para acontecerem e quando aconteciam não era em 100 ou 200 anos.
Efetivamente os volumes dos resíduos produzidos pelas atividades humanas (TODAS AS ATIVIDADES!!!) ficam no planeta. Experimente acumular em sua casa o lixo, a água utilizada no banho, deixe as janelas fechadas e não as abra nem quando fritar um bife, etc. etc. etc. e veja o que acontece.
Não esqueça que são seis bilhões de humanos numa “casa” que alem de tudo depende de sí mesma para gerar tudo o que é consumido pelos seus moradores…
Talvez (e tomara) a velocidade e amplitude dos danos ambientais não acarretem as mudanças climáticas no tempo atualmente estimado, mas que um sistema ambiental fechado como o planeta terra é passível de alterações artificiais e danosas, não resta dúvida.
A questão é: Meus netos e bisnetos merecem e precisam permanecer na ignorância e continuar a cometer os mesmos erros que os nossos pais e avós cometeram e que por comodismo e/ou ignorância estamos dando continuidade?
Talvez seja meu instinto de preservação da espécie brancaleônica que esteja emitindo alertas, mas não estou disposto a arriscar o futuro deles. Prefiro pecar por excesso.
Vale e muito aquele célebre ditado : “Melhor prevenir que remediar” - e olha que certamente o remétio, se existir, será muito, mas muito amargo…
Brancaleone
Kyoto, Bali, G77+China, USA, BR … hipocrisia, bobagens, conversações inúteis, blá, blá, blá.
É exatamente o que você escreveu. O problema é um só: gente demais. PQP … 6 bilhões de humanos e … crescendo. Não tem natureza que aguente tamanho parasitismo.
Para a multidão é devastação ou morte. A esquerda prefere a morte.
Claro que a esquerda se utiliza do discurso dos ambientalistas em prol de suas convicções políticas — afinal, tudo que se pede é para não deixar o Deus Mercado livre para fazer o que bem entender.
Mas a direita faz o mesmo, vide o exemplo da Veja, que eu já falei aqui diversas vezes recentemente.
Não — não há consenso na comunidade científica quanto às causas e consequências do aquecimento global etc.
O que há é uma maioria (de cientistas) que acham que já passamos da hora de colocar um freio nessa história de desmatar e poluir, e uma minoria que diz que tudo é alarmismo desnecessário e infundado.
Como esquerda e direita vão se aproveitar disso, pouco me importa. Importa é que alguma coisa precisa ser feita.
ACT
Vale a pena ler oartigo da geógrafa Bertha Becker(a maior especialista em Amazônia, no Brasil) no Globo de ontem(domingo, 16/12) sobre o falso dilema de desenvolvimento e preservação da floresta amazônica. É possível o desnvolvimento sustentável, vejam como.
Nada:
olha, ciência é uma coisa séria, embora previsões sejam mais complicadas. O consenso científico atual é que o homem é o culpado pela elevação da temperatura no mundo - cerca de 1º C desde 1900. O resto são os do-contra de sempre. Ainda tem gente que acredita que a bíblia é a versão literal da criação do mundo, né?
nada será como antes, o Radical Livre está certo. Há muitas dúvidas sobre muitas coisas perante os cientistas. É muito difícil fazer previsões.
Mas se vc tem 100 cientistas, dois acham que há dúvidas a respeito de o aquecimento ser causado pelo homem e 98 acham que não há qualquer dúvida, então é razoável dizer que o consenso científico existe. O que não existe, e jamais existirá, é unanimidade científica.
Se vc descola da imprensa e vai para os papers científicos, para as revistas especializadas, não há qualquer polêmica. A polêmica está na imprensa e nos documentários, porque aí lobbys conseguem influir.
Os problemas ambientais e sociais de um mundo globalizado dependeriam da ação efetiva de algum orgão global.
Infelizmente não é o caso.
A ONU de hoje é igualzinha à Liga das Nações de 70 anos atrás, não apita nada.
Enquanto isso os grandes Estados do mundo atual ficam colocando nacionalices a frente de interesses comuns a humanidade.
Não somente o presidente americano, mas os líderes de quase todos os países estão mais preocupados em como suas atitudes em relação à Bali vão soar na política interna do que em relação ao problema em si.
E não é somente em relação ao que os eleitores pensam, mas, principalmente, no que as corporações pensam (aí incluso a mídia).
Começo a considerar a construção de uma pequena nave espacial pra fugir pra Marte…
Calma, nada será como antes, calma. Não precisamos ficar tão ressentidos com nossas afirmações. Não o reprovo pelas suas opiniões. Mas como fui rude primeiro, é meu dever me desculpar primeiro.
Testo bastante esclarecedor.
Andrea:
Seu comentário de num. 22.
Este argumento pareceaquele que alguns usam para a violência nas grandes cidades:
“Tadinhos deles né?” Moram na favela, a mãe é quenga, o pai bêbado, não teve escola e tudo isso por conta das zelites capitalistas. Então né, ele tem todo o direito de sair por aí traficando e matando…
Fala sério.
Poxa,
Estou quase concordando com o Nada sobre o aquecimento global… Deve ser o tal “espírito natalino”. :-)
Mas concordo também com o Bruno Machete sobre ser de esquerda, ah ah ah.
Neguinho conseguiu desenterrar Malthus? Valha-me Deus!
Quanto ao aquecimento global, vou me abster de tecer qualquer comentário. Está fazendo -1°C lá fora e eu sonhando com calor… Deixa pra lá.
O problema e que, pra variar, sempre tem varios canalhas querendo lucrar em cima de qualquer problema manipulando-os e espalhando mentiras. E pior ainda eles ganham o premio nobel por isso.
Juiz na inglaterra proibe que o documentario de Al Gore seja exibido sem varias restrições:
o magistrado considerou que a verdade de Gore é conveniente para ele mesmo e os fanáticos adeptos da seita ecológica
http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=6143
E não PD, o consenso nao eh grande assim como você afirma….
Fundador do Weather Channel: Aquecimento Global é a maior fraude da história:
http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=6208
Deuses erram. Homens erram. A Natureza não erra nem perdôa. Nenhuma espécie se reproduz de maneira tão desordenada nem usa recursos naturais tão atabalhoadamente que escape às consequências.
Negar (por melhores que sejam as argumentações) a existência de alterações climáticas por conta da atividade humana é muito pior que burrice. É comodismo e preguiça.
Alguns aqui acreditam que superpopulação não causa prejuízos, mas quando o número de baratas aumenta muito, chama o detetizador…
Dois pesos, duas medidas.
Tambem tem os que não acreditam em consequências da poluição, mas nas inversões térmicas de São Paulo, reclamam…
No caso brasileiro, principalmente, há uma equação que precisa ser resolvida e não é: o valor do mato em pé é muito menor que o valor do desmatamento que se faz nele. Até agora não se conseguiu uma solução para proprietários de mato não desmatarem por ser desvantajoso economicamente.
É uma questão simples, do bolso. Esse é que manda. Consciência no ser humano normal, inexiste. Existe pra neguinho que fica filosofando mas tem medo de entrar no mato por causa de mosquito e cobra.
E o Brasil teve uma atuação de merda em Bali. Poderia ter encampado essa luta de dar valor ao mato em pé, poderia pensar em liderar esse movimento, mas a velha e boa incompetência nacional nos levou pro lado errado, de possíveis líderes a reais vilões que efetivamente somos. Há 5 milhões de kilômetros quadrados de Amazônia. Quer dizer, havia. Agora há 4,2 milhões. Já derrubamos por volta de 15 % e estamos super bem em vendas de moto-serras. Houve um razoável declínio no desmatamento, o governo saiu comemorando e imediatamente aumentou de novo.
E lá é uma terra sem lei, como diz o Brancaleone. Quem tiver o 3oitão melhor é que manda. E manda buscar a indiazinha de 11 anos pra comer a bocetinha da menina. É triste, mas super real.
Mas temos o grande vilão que é o império, a gringaiada. Ele é o que mais tem problemas e o que mais está cagando e andando pra trosoba toda. E agora o novo candidato a império, a China, toma a mesma atitude com a simplicidade maravilhosamente estúpida de: “Se eles fizeram, eu também posso”.
O aquecimento é uma discussão científica ainda não bem resolvida, o contorno do problema é enorme e não há equação competente o suficiente pra provar totalmente causas e efeitos, mas há fortes indícios que os humanos ajudam pacas e é em cima dessas ações humanas (desmatamento e emissões) que se deve trabalhar.
Mas, claro, onde há 2 ecologistas, há 2 eco-chatos e uns 200 rachas. Assim como judeus e comunistas, adoram não se entender sobre o que quer que seja.
Agora mesmo há uma enorme polêmica no ar. Desde maio de 2007 o Instituto Chico Mendes passa a gerir todas as 300 Unidades de Conservação Federais. São as reservas, as estações ecológicas, as reservas extrativistas etc. Mais de 70 milhões de hectares, uma senhora responsabilidade. E, claro, o IBAMA, um dos órgãos mais corruptos desse país tremendamente corrupto, faz todo jogo contrário e já conseguiu mover um mundaréu de gente para que nada aconteça, como Leopardi bem falava: “É preciso que tudo mude, para que nada se altere”.
Bravo, Pax!
Beijo!
Pax, parabéns. Na veia.
A poluição causa custos mas gera benefícios enormes para a sociedade. Um cientista que mereça esse atributo teria que medir ambos e tentar calcular o nível ótimo de poluição, que obviamente não é zero.
Depois disso, o problema é ser compreendido pelo público leigo, que tende a superdimensionar os efeitos da poluição mas ignora seus benefícios, como mostra o texto abaixo sobre uma professora universitária da área de economia ambiental:
“She was commenting on the difficulty of teaching environmental economics to students who viewed pollution as a sin, not a cost. Her view of the subject differed from theirs not because she was right wing or left wing but because she was an economist.”
Mais aqui: http://daviddfriedman.blogspot.com/2007/12/recognizing-theory.html
Ecoterrorismo: Perdoe, mas eu estou falando de ciência e você, não.
O IPCC, como você certamente sabe, foi fundado pela Organização Meteorológica Mundial que, qualquer visita à Wikipedia pode esclarecer, tem 188 países afiliados. Seus membros são todos cientistas que lidam com o estudo do tempo. Só de revisores técnicos – entenda-se, cientistas – o último relatório do IPCC teve 2.500. Não, não é unânime. Há previsões, ali, que alguns acham aberrantes e, (a maioria), conservadoras. Não importa, é unânime na conclusão de que o homem causa o aquecimento global.
Eu tenho, aqui, este relatório. Dá uns quatro dedos de grossura. Mas você pode tê-lo, também, é só baixar lá do site.
Bem, eu tenho esse relatório, composto ao longo de 17 anos, cuja última versão foi checada por 2.500 cientistas para substanciar meu argumento. Você tem o quê? Um juiz inglês e um sujeito que fez fama aparecendo de capa de chuva na tevê quando ia chover? Okay…
Vamô resumí?
Nunca lí nenhum “estudo” a favor ou contra o aquecimento global. Não sei o nome de nenhuma ilustre sumidade PHD HC McL que tenha se posicionado assim ou assado. Tô nem aí se o Turkomenistão ou Liechstein, Mõnaco ou India ou EUA vão assinar o que quer que seja para reduzir, aumentar ou manter do jeito que tá.
Posso porem afirmar que sou testemunha ocular do que se faz ao ambiente e o que paga e se pagará.
Desde 1980 estou de alguma maneira socado em mato. Quase sempre tava derrubando ele, tirando toras de castanheira (síiííímm!) . Jacarandá, guapuruvu, mogno, pinheiro araucária, imbuia e tudo que fosse proibido e rendesse dinheiro ( o que faz com que deixe de ser proibido e passe a ser “negociável”…)
Vi rios inteiros sumirem por assoreamento ou dinamite nas nascentes - é mais fácil e barato secar que ficar fazendo ponte… Ví 10, 20, 50, 100, 200 alqueires serem tranformados primeiro em madeira serrada, o que sobra carvão e se sobra ainda alguma coisa, queima de vez para uma, no máximo duas safras de soja porque aterra de floresta é ruim…
Ví todas as matas de margeavam a Campo Grande - Cuiabá virar lavoura sem um centímetro de mata ciliar…
Ajudei a reduzir o entorno de Porto Velho naquela merda que é hoje…
Ví muita gente “comprar” fiscais do IBAMA às dúzias - em lotes é mais barato.
Ví gerente de IBAMA, promotor de justiça e polícia federal vender até mãe e dar a filha de trôco por umas cargas de mogno, jacarandá e imbuia.
Não fiquei sentadinho no meu apartamentinho confortavelzinho lendinho relatórinho de doutorzinho. Eu tava lá, fiz minha parte na merda toda e acreditem, eu só ví uns 10%…
Soube de indio morto, macaco morto às centenas, rio contaminado com toneladas de defensivo.
O Rio Paraguai tá assoreado. Nem navegar dá mais. A água que tem tá cheio de mercúrio.
Para quem acredita que a Natureza aguenta tudo, sugiro que bebam água do rio Tiête, bem alí, na Casa Verde. Se realmente voces acham que o homem não interfere no ambiente, façam isso e depois conversamos.
Eu posso até discutir se deuses existem ou não, posso até repensar minha ideologia capitalista mas realmente, ignorar que o ambiente está sendo alterado pelo homem - e para pior - eu não discuto. É fato e é óbvio.
Sim, minha conciência tá pesada sim.
Não me arrependo do que fiz contra pessoas. O que fiz mereceram - não, nunca matei ninguem, até tentei mas errei os tiro… -
Só acho que estes academicismos, estes sujeitos que o único verde que vêm é vaso de samambaia no banheiro e o único ambiente que conhecem é buteco não tão cum nada. Alguns até tem conhecimento de causa.
A coisa é duma obviedade que até ofende:
Qualquer miolo de ameba pode verificar por fotos aéreas e satelitais que o desflorestamento avança. Dá para calcular em dezenas metros quadrados Até a mulher que lava os banheiros do IBAMA sabe fazer isso. Se a natureza tinha posto floresta lá, foi por algum motivo e se nós (eu principalmente) tiramos, alguma consequência tem ou terá.
O Mar de Aral tá lá, ou o que sobrou dele. Exemplos da ação danosa do homem não faltam. Se acontece em pequena escala, acontece em grande, mundial escala.
Josué,
Eu te amo tá sabendo? Mas sempre explicando pra ela que sou absolutamente inofensiva…:))
Alba, Alba.
Existem amores e amores. Você é um dêles, um tipo dêles, sendo um amor assim mesmo.
Hoje destemperei e foi à sério ( brinco tanto que ninguem sabe quando emputeço…).
Em termos de meio ambiente, sou como o sujeito que deixa de fumar: Não suporta que fumem perto dêle.
Me irrita gente que só vê a verdade quando ela vem acompanhada de 100% de unanimidade acadêmica.
Isso me lembra um ditado: Para que o mal triunfe, basta que o bem não faça nada…
Ecoterrorismo:
O cara do Wheater Channel?
Tú acredita em previsão meteorológica prá mais de 2 dias? Cara!! Os sujeitos não sabem nem dizer se vai chover na semana que vem!!!
Você acha que eles vão acertar o que vai acontecer daqui a 10, 20, 30 anos?
Tudo bem que você lê Nostradamus, Paulo Coelho e do jornal só lê horóscopo - acreditando em tudo isso ao que parece, mas faisfavormeu!!
Um juiz? das mesmas cortes que decidiram que o Jean Charles foi culpado dos tiros que recebeu na cabeça?
Diz-me em que acreditas e te direi quem és…
Achei legais os comentários do Brancaleone!
Testemunho meu: fiz mestrado em botânica, um estudo florístico da vegetação ribeirinha em um fragmento de floresta ombrófila mista (floresta com araucária), em 2006. Nesse ano, ocorreu a maior seca no Paraná em mais de 40 anos. Lembro que a umidade relativa do ar era de uns 10%, um pó danado, nariz ardendo, etc. Quando entrávamos na mata (mesmo em locais afastados dos corpos d’água) a umidade sempre se mantinha alta e a temperatura amena. Lembro-me de vários trechos nas trilhas (eram lisas e os tombos eram comuns!), mas de um em especial: era uma árvore caída sobre a trilha - nós sempre passávamos sobre ela, e esta sempre esteve molhada! Quem não acredita que a vegetação influencia o clima, deveria dar uma passeada nesta trilha que falo, especialmente nos momentos mais críticos, mais secos!
A floresta amazônica? Ela regula todo o regime de chuvas daquela região, inclusive, muitas frentes frias que chegam às regiões sul e sudeste. O dia que esta vegetação desaparecer vai ser um caos.
Acho curioso (triste, na realidade acho triste) que o homem só se preocupa naquilo que influencia a própria existência. Enquanto não estiver atrapalhando a si mesmo, o negócio é descer o cacete!
A única preocupação em manter as florestas é o aquecimento global. Claro, isso é grave pelos motivos já bastante falados, e entre outros, pela alteração de habitats, o que ocasiona o desaparecimento de diversas espécies.
Fico de cara que ninguém se preocupa com a perda da riqueza, da diversidade de espécies!
Se levássemos em consideração a teoria evolucionista, e imaginando que o primeiro ser vivo deveria ser algo semelhante à uma bactéria, que surgiu há mais de 1 bilhão de anos atrás, o desaparecimento de uma espécie significa o fim de uma história de mais de 1 bilhão de anos! Sim, espécies desaparecem naturalmente! Mas quando o número de espécies que desaparecem é alto é porque alguma coisa séria está acontecendo! Que o diga os animais extintos nos Períodos Permiano e Jurássico!
Pedro Doria et allii,
Vamos por partes.
É óbvio que a ação humana representa algo no meio-ambiente. Milênios de atividade laboral, retirando da natureza o sustento , produzem alterações. O problema é estabelecer o critério de medição de tais atividades e seu respectivo impacto na natureza.
Quando disse que não há consenso científico a respeito das questões ecológicas, não quis exigir 100% de concordância entre os pesquisadores envolvidos. Pouco importa, para exemplificar, que a turba de reacionários não compreenda o papel concentrador de renda promovido pelo capitalismo ; esse sistema é perverso e qualquer estudioso sério, seja de qual matiz ideológico, admite tal característica. Não é unânime , mas é incontestável. Este é apenas um exemplo, por analogia.
Com a questão ecológica, não há apenas falta de consenso. Para começo de assunto, não existe sequer delimitação acerca da circunscrição, ou seja, da área de atuação dos estudos ecológicos. Não no sentido ambiental, é claro, mas dos métodos e ferramentas que devem ou podem ser manejados em estudos e pesquisas do gênero.
Não há atividade científica que prescinda de método confiável e de praticidade comprovada. Os “estudos” ecológicos ainda se encontram na fase comparativa de dados estatísticos que, em termos científicos, não passam de ferramenta acessória, jamais constituindo eixo de análise que se pretenda gabaritada. Para que se tenha idéia, esse tipo de instrumento baseia-se na metodologia enunciada por Galileu, há quase quinhentos anos. A velhice , por si só, não invalida o conhecimento mas, no caso, sim, porque a metodologia científica evoluiu bastante desde então, sepultando e superando critérios ultrapassados de produção de conhecimento.
Continuando, os “estudos” ecológicos ainda estão direcionados à prospecção da área. Quando essa fase estiver delimitada e estabelecida é que surgirão as ferramentas (que não significam aparelhos e instrumentos, mas categorias e enfoques tópicos) e a respectiva metodologia a ser aplicada. Sem esse arsenal, não há conhecimento confiável, não há padrão de pesquisa e os resultados são oscilantes e refletem falta de foco no objeto.
O que existe, hoje, no âmbito das pesquisas ambientais, é mais especulação e terrorismo do que acerto científico. Ambos têm certa utilidade para comover cidadãos e mentes sobre a necessidade de cautela e espírito preservacionista no trato e manejo da natureza, mas nada mais do que isso.
Se a climatologia ainda não consegue a “façanha” de prever as condições atmosféricas regionais com antecedência de três dias, como pode prever circunstâncias e cenários naturais para daqui a um século ? Para quem se contenta com estatísticas, basta fazer a projeção matemática dos dados coletados no presente, o que redunda em exageros relativos e absolutos, pois meras projeções matemáticas não consideram percursos alternativos que eventual e fatalmente serão implementados. Ou seja, tais projeções não são confiáveis e, sem temeridade, estão ERRADAS.
Vejam bem, até aqui não mencionei nenhuma questão política sobre o assunto. Descrevi apenas e parcialmente o aspecto da busca do conhecimento com critério científico. Não afirmo que as preocupações ecológicas são infundadas e que as atividades humanas não exercem impacto na natureza. A questão maior é determinar o peso de cada categoria analítica na conformação do objeto de estudo.
Os dados climáticos disponíveis , na comparação com a idade geológica do planeta, são ínfimos e não confiáveis. Quando muito, apenas as medições de temperatura da parte ocidental do hemisfério norte, aferidas a partir dos anos 1930, tem grau de precisão aceitável, dada a precariedade instrumental utilizada. Não existe, portanto, lapso temporal suficientemente amplo para permitir projeções isentas de ponderações. Daí , não há exatidão quando se proclama aumento da temperatura média do planeta, que desconsidera ciclos sazonais e intensidade da radiação solar, apenas como exemplo.
Sou torcedor entusiasta do aperfeiçoamento no manejo das riquezas naturais do planeta, mas extremamente exigente com respeito à atividade dita científica. A Ciência não é joguete servil de ONGs oportunistas , de partidos políticos de ocasião e/ou voltada para atividades de propaganda e marketing.
Não sou ingênuo e sei das conveniências políticas e até do envolvimento ideológico de cientistas em suas atividades, mas este é outro aspecto da questão.
Prometo que tratarei deste tema em outra oportunidade, em local mais adequado e com maiores amplitude e profundidade.
Em tempo : este texto é de minha autoria, não colado de enciclopédias, revistas, etc. Tenho formação suficiente para atestar a seriedade e procedência deste enfoque resumido . Enfoque científico/metodológico.
A propósito do texto # 49 : não pude expor as idéias ontem (17/12) devido a compromissos inadiáveis.
Tive a nítida impressão de que o Pedro Doria quis aliviar a barra dos Estados Unidos.
Não adianta, os Estados Unidos são mesmo os grandes culpados do aquecimento global e o Bush o seu maior vilão.
E o Brasil é o maior mocinho.
É o país que tem a maior floresta tropical e a maior biodiversidade do planeta.
Qual país tem a maior parte do seu território ocupado por florestas?
Quem melhor preservou as suas florestas?
Olha, protocolo de intenção é prá político ficar bem na fita e com a consciência um pouco mais aliviada.
Não vai resolver porra nenhuma, o melhor era esse monte de gente pensar em como a humanidade pode se safar dessa, o ponto de retorno já era, o cavalo já passou a galope.
O que precisamos é nos preparar prô pior e guentar a porrada, que ela vem, vem.
:-/
Nada será como antes:
Bem argumentado. Prolixo, mas bem argumentado.
Por experiência própria, sei que “estudos amplos e aprofundados” são sinônimo de “vamos enrolando, deixar como está para ver como é que fica”.
Tambem por experiência e muito por necessidade, aprendi a ser pragmático e objetivo.
Tanto quanto possível prefiro antever os problemas futuros e já ter as opções de solução à mão quando eles acontecem.
Talvez, quem sabe, quiçá o aquecimento global - ou melhor, as mudanças climáticas causadas pelo homem jamais aconteçam ou ocorram de maneira tal permitir a adaptação de algumas espécies, mas dadas as possibilidades (tá, ainda que remotas) que as mudanças climáticas sejam nocivas à maior parte dos humanos, sería muito interessante que tivessemos um plano B.
Muita coisa está em jogo. Prá começar, a vida de meus netos e bisnetos…
E Dom Casmurro:
Dizer que o Brasil preservou suas florestas é o supra sumo do ápice do desconhecimento. Simplesmente até agora as extenções DE ALGUMAS áreas florestais como a Amazônia - eram tamanhas que os desmatamentos não eram mensurados, mais pela conivência lucrativa do IBAMA que outra coisa…
Veja o mapa florestal do Paraná em 1920.
Veja hoje. 90% da cobertura nativa destruída.
Veja mês a mês a mata atlântica. Até o Google Earth serve.
O Brasil jamais protegeu suas florestas. Simplesmente elas eram grandes demais para demonstrarem a devastação.
Os EUA são culpados? Sim, mas o Brasil, Indonésia, China e todos os outros idem. Não existem inocentes nestas história.
Você é culpado, eu sou culpado, seja por participação ou omissão…
Josué, eu nunca achei que ia conhecer a Amazônia, mas por um acaso acabei indo parar no Amapá, quebrar um galho para um amigo. Nunca vou esquecer meu diálogo com o dono do hotel em que fiquei:
- Então, é verdade que tiram muita árvore daqui?
- Ah, é. Deputado, prefeito, essa turma corta tudo e vende para os gringos. Só eles é que podem, os outros o IBAMA não deixa.
- Vão tirando até acabar…
- Ah, acaba não. Mato aqui tem é muito. Vai acabar nunca…
num pais que possui a amazonia, ja na escola o leitmotiv deveria ser : PRESERVE, CUIDE, POUPE !
tou sonhando….
josua mandando ver no mea culpa….
nada…de onde teclas ? :-))
O aquecimento global é causado pelo Sol.
Apenas isso.
Isto é um ciclo que vai passar.
Temos que preservar a Amazônia? Claro, mas por outros fatores, não por bobagem de aquecimento global.
Acho interessante o alarde em torno de alguns fatos:
“A pior seca em curitiba nos últimos 40 anos” 41 anos atrás quando teve uma seca pior ninguém falou em aquecimento global.
“A pior seca da amazônia nos ultimos 67 anos!!!!” ou seja 68 anos atrá teve uma seca da porra, mas não foi por causa do aquecimento global.
Quando eu era pequeno, sempre existiam multirões pra levar comida para o nordeste, por causa das secas tarriveis que ocorriam por lá, niguém falava de aquecimento global nessa época.
Hoje em dia não se houve falar nestas terríveis secas do nordeste, deve ser culpa do aquecimento global.
Minha familia veio do Ceará, a família inteira, meus pais são primos, um dia estava lendo um livro sobre a história da família, livro este que meu avô escreveu, e nele conta que em Crateus, cidade da minha família, em 1915 teve a pior seca da sua história, simplesmente não teve o o período de chuva, chuveu em 1914, pulou 1915 e só foi chover em 1916.
Fico imaginando se isso ocorresse hoje, um ano sem chuva no nordeste, o mundo entrava em parafuso, tudo por causa do aquecimento global.
e PD, podem ter 1 milhão de cientistas falando que o aquecimento global é causado pelo homem, só precisa de apenas 1 provar o contrário.
Aliás quem falou que cientista é infalível???
até um dia desses a eugenia era vista como correta.
Claro, Theo. Basta um provar o contrário.
Enquanto este um único cientista não vem provar o contrário, não seria melhor começar a tratar da Terra apenas pela vaga hipótese de quase todos os cientistas estarem corretos?
nada será como antes, vamos lá. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Se misturamos os assuntos, nos confundimos e não atingimos conclusões.
1. Não estamos discutindo ecologia, o estudo da relação entre seres vivos e seu ambiente; discutimos climatologia, o estudo do clima.
2. Ninguém está defendendo a capacidade de climatologistas preverem o tempo de amanhã.
3. Ninguém está, tampouco, defendendo a capacidade de eles preverem quais as conseqüências exatas do aumento de um ou dois graus na temperatura média do planeta.
4. Tampouco discutimos, neste momento, o impacto que este aumento médio terá na ecologia. Dá para nos satisfazer, apenas, com a informação de que haverá impacto.
5. O que se está defendendo aqui é a capacidade de os climatologistas compreenderem o porquê de a temperatura estar aumentando. Existe uma relação nítida e não apenas circunstancial entre o aumento paulatino da temperatura média e o aumento do nível de carbono na atmosfera. É isto que está se discutindo.
brancaleone,
você leu o que eu escrevi?…
aliás, você lê o que você escreve?…
Pedro Doria,
Uma vez mais. Comecei meu comentário # 49 escrevendo que iria “por partes”.
É claro que o post trata de climatologia. Tanto é fato, que meu oitavo parágrafo trata exatamente dessa questão.
Ocorre que a Ciência não tem fronteiras (ainda bem) e falar em clima sem mencionar os aspectos envolvidos é o mesmo que realizar uma cirurgia cardiaca sem considerar a circulação sanguínea.
Se a discussão climatológica aponta para a ação do homem como fator desencadeante do chamado aquecimento global, não há como tomá-la isoladamente. Clima é fator ambiental e o ambiente é bastante povoado ; um dos habitantes desse ambiente (o homem) tem a capacidade de intervir na natureza e transformá-la, seja por mera utilização, seja por degradação. Portanto, falar de clima em termos exclusivamente “climáticos” só é possivel em astros desabitados. Clima em Marte, Vênus, etc.
Todos sabemos que a discussão mundial acerca da suposta mudança climática é derivada do movimento ecologista.
A totalidade de meu comentário trata de questões epistemológicas . Àplica-se à climatologia, que ainda engatinha, à ecologia, sem campo de atuação definido , ou a qualquer outra atividade que se proponha científica.
Entrei no mérito da questão apenas de passagem , pois chegar à conclusão, sem o percurso rigoroso do conhecimento , considero uma tentativa ingênua e apressada.
Não sou físico nem químico, mas é de conhecimento público que estamos em fase de alta radiação solar. Esse é o indício palpável e razoável para iniciar pesquisas na área.
Dados comparativos entre emissões de carbono e aquecimento podem render discussões interessantes, mas não há nexo definido e definitivo entre tais parâmetros. Essa é a mesma prática “furada” aplicada nos “estudos” sobre o tabaco, que não têm nenhum valor científico, pois não comprova a vinculação entre as substâncias do fumo com a ocorrência das diversas doenças que lhe são atribuidas.
Manipulações de dados estatísticos são velhas conhecidas. Posso afirmar sem risco de erro que moradores de ruas com postes de fiação elétrica têm maior risco de contrair câncer pulmonar do que os de outras vias. Isso porque , comprovadamente, a incidência daquela doença é maior entre habitantes de áreas urbanas . Seria uma manipulação estatística, pois não há nexo direto e comprovado entre as duas coisas.
Mas os “estudos” climatológicos, ambientais, ecológicos, antitabagistas usam e abusam das comparações claudicantes , mediante modalidades estatísticas que são automaticamente aceitas por leigos e especialistas interessados em fomentar suas próprias pesquisas pelo método mais fácil, que é o de gabinete e computador.
Acho que consegui esclarecer. Saudações.
nada será como antes, você agora soou como um velho chefe meu que dirigiu a comunicação de uma grande empresa tabagista durante muitos anos. ‘A ciência tem no máximo uma relação estatística para vincular tabaco e câncer pulmonar.’
A afirmação é irretocável. É ’só’ estatística. E, sim, estatística pode ’ser manipulada’. Pode mesmo. De fato, a relação entre o aumento de carbono na atmosfera e o aquecimento paulatino do globo tem por comprovação, no fim, uma relação apenas matemática. A estatística nos leva a esta conclusão. Não é outra coisa. ‘Só estatística’.
A questão é que quase todos os cientistas desta área, neste ponto, concordam com a conclusão de que é o excesso de carbono que eleva a temperatura e que a matemática está correta. Não é estatística de opinião pública, é conta muito mais complexa do que isso, como vc certamente sabe.
A partir daí, o que há são dúvidas. Mas qual a posição mais inteligente a tomar? Não seria começar a trabalhar para conter as emissões logo?
Pedro Doria,
Agora estamos em acordo.
Sem dúvida, sejam ou não preponderantes as emissões de carbono na conformação climática, devem elas ser diminuidas. Já dispomos de tecnologia para tanto, o problema é o custo de aplicação.
Para finalizar, sem querer ser chato, se “quase todos” os cientistas concordam com essa relação estatística entre carbono e aquecimento, estão fazendo exercício meramente intuitivo. Intuição pode gerar fabulosas criações e grandes sacadas, mas também pode levar a grandes equívocos.
Saudações, especialmente pelo post sobre Sampa.
IPCC… Hummm… Deve funcionar assim…
- Você reúne 1500 cientistas. 800 dizem que o aquecimento existe. A culpa é do homem. 500 dizem que a coisa não é bem assim. 200 dizem que não é culpa do homem nem que a vaca tussa.
- Automaticamente, os 500 que disseram que não é bem, estão em cima do muro. Assim são somados aos que disseram que sim, a culpa é do homem.
- O relatório é enviado à ONU. A ONU aprova ou não o relatório. Não é uma ação isolada do IPCC.
- Como a ONU é uma entidade fundamentalmente política e como tal sujeita a pressões - seja de que lado for - ela convoca seus representantes para analisarem o tal relatório.
- Como poucos cientistas são contra, então a maioria deve estar dizendo a verdade; a coisa tá preta (ou afro-brasileira)…
- O relatório é aprovado por POLÍTICOS que dão aval POLÍTICO ao IPCC.. Que cortam o que a minoria disse, por irrelevante, mesmo que esteja certa.
Grossissimo modo, seria como discutir a reforma agrária no Brasil tendo o PT como juiz. O PT, não o MST. O que daria, mais ou menos, o mesmo resultado da ONU…
Crucificador, sua teoria seria ótima não fora um detalhe: o relatório do IPCC é aprovado por unanimidade. Se houver um único voto contrário, a questão polêmica é retirada. Ele representa aquilo sobre o que todos os membros concordam sem discutir.
Nada …,
se “não preponderantes as emissões de carbono na conformação climática”, por quê “devem elas ser diminuidas”?. Incongruente. A alternativa é política, “joguete servil de ONGs oportunistas , de partidos políticos de ocasião e/ou voltada para atividades de propaganda e marketing”.
Para finalizar, sendo chato, não é preciso climatologia para saber que o CO2 retém radiação, portanto um aumento do seu nível na composição da atmosfera leva à um acréscimo da radiação absorvida, gerando calor.
Andrea:
Sim, lí o que você escreveu e entendi que:
Os pobrinhos podem devastar tudinho porque os ricos já fizeram isso para ficar ricos.
A devastação dos ricos foi e é com culpa, mas dos pobres não. Podem devastar à vontade…
Não, eu raramente leio o que escrevo porque eu sei o que estou escrevendo, ou seja, fora uma rápida e ortográfica olhada, as coisas saem assim, de bate pronto. É mais autêntico, mais honesto, por mais que às vêzes seja abrupto, quase gosseiro (ás vêzes sou grosseiro mesmo). Não fico lapidando, lambendo, corrigindo e atenuando idéias e opiniões. Seria uma sacanagem com voces tamanha artificialidade travestida de “cultura”…
Vamos esquecer por uns minutos a cientistarada, a politicalha, Kyotos, Onus e toda esta chusma de gente que só fala em alterações climáticas.
Vamos por alguns minutos apenas ver fotos como:
Rio Iguaçu, próximo a Curitiba e lá por Porto União…
Rio Tiête no trecho da cidade de São Paulo.
O Ganges.
O Meckong
O MAR DE ARAL.
Baia de Minamata no Japão
22% do Cerrado Brasileiro
Todo o Estado de Mato Grosso do Sul
Hoje somo 6 bilhões e fizemos tudo isso para chegar até aqui. Quantos seremos e o que teremos feito nuns 100 anos?
Talvez o mundo esquente, talvez esfrie, talvez fique sêco, talvez fique encharcado, pode ser que melhore para uns poucos ( alías, mesmo as maiores desgraças sempre melhoram as coisas para alguns…)
Mas 6 bilhões ( e aumentando…)de humanos tendo que morar, vestir, beber, mijar, comer e cagar e andar de carro, com absoluta, total e completa certeza causam problemas ambientais sim. Negar isso é basófia, papinho de “sou do contra só por ser”.
Mas vamos dar o benefício da dúvida: E se não acontecer nadica de nada e daqui 100 anos, os 10 bilhões de humanos estiverem como os 6 bi de hoje? Ótimo, maravilha e minhas antecipadas desculpas aos meus bisnetos, mas prefiro pedir desculpas por ser pessimista que perdão por legar-lhes um inferno… Acho que cautela, cuidado e atenção não vão fazer tanto mal assim.
josua eu te amo bagaray ! :))
queria passear na floresta com vc….alias, ja tou passeando, tenho imaginaçao voadora !
brancaleone,
você continua lendo mal…
Guilevy,
Sugiro que vc leia novamente meus comentários.
Infelizmente, ando com muito trabalho e as vezes só consigo ler as discussões, não consigo tempo para comentá-las. Mas todos parecem, não sei ao certo pq, mais determinados nas suas defesas ideológicas.
Esse é um blogue que leio sempre, pq tem assuntos variados e é de fato democrático, não restringe as opiniões e nem impõe verdades estabelecidas.
Por isso vou dar rapidamente as minhas impressões sobre o tema.
A pouco tempo, li em revista científica, que a temperatura de Marte subiu 0,68 C acho que não devemos ter alterado a temperatura de Marte, humildade é bom de vez em quando principalmente para os grennpeace.
Fico, exasperada, qd leio coisas como sermos culpados por comer e defecar ora se somos muitos, bom para nós, seres humanos, que conseguimos vantagens em relação a outros animais e logramos sucesso no desenvolvimento, não fosse isso, ainda seríamos comida de muitos animais que hoje defendemos. Lógico, que se deve respeitar a natureza, mas nós também fazemos parte dela e foi ela que nos deu as condições para podermos ser o que somos hoje nesse caminho muitos animais se extinguiram e o homem não foi responsável por isso, ainda estamos nos desenvolvendo os animais que se extinguirem a partir de agora será nossa responsabilidade, pq ?
Parece, que essas conclusões derivam da confiança de que a mínima alteração, já causa prejuízos irreparáveis e de que nós podemos tudo, não podemos.A Terra não está descolada da Via Láctea e deve ser analisada nesse contexto, não floresta abc ou imprecações a respeito da temperatura do Planeta ; e a temperatura de outros planetas e a partir de quando, exatamente, essas temperaturas seriam monitoradas ? E qual o parâmetro para dizer que esta alta ou baixa, alta ou baixa em relação a quê ?
é realmente incrivel a religiosidade ser chutada de lado em td isso. ou não diz em apocalipse que o anjo derramaria sua taça no sol, e este abrasaria os moradores da terra? claro que o estudo acaba colocando a ciencia em primeiro lugar, mas crer que o homem veio do macaco……..acompanhei varios macacos e nunca vi um se transformar em homem…….
[...] a deixa do COP13 que pelo visto não vai chegar a nenhuma definição, trago hoje este relato fictício [...]
para aqueles que acha que o aquecimento
global é coisa de melancia, tenho a acrecentar
algo mais,
1–o primeiro aquecimento global do sistema
solar deu se no planeta VENUS hoje sem vida
2–aconteceu o mesmo com o nosso visinho
vermelho MARTE.
3– a quantidade de gases emitido diariamente
em nossa atmosfera tas como
metano ch4
carbono co2
seifará a vida no planeta