Salvador Dalí
Uma entrevista aos sábados
December 15th, 2007 · · 14 Comentários
14 Comentários até agora ↓
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Ê vício. Acabo de chegar de viagem.
Queria entender melhor o tal espanhol para compreender a entrevista. -
Eu queria entender o efeito psicológico decorativo e figurativo dos bigodes…
Ricardo, se habilita? -
Não me arrisco não, Nat. Só sei que ele foi o rei da autopromoção, totalmente hors concours. A galera que estuda marketing deveria era estudar a dupla Dali e Gala…
Conheço uma história curiosa. Nos tempos em que morou no hotel St Regis, em NY, nos anos 70, adorava andar cercado de jovens de ambos os sexos. Numa dessas, uma mocinha que se hospedara por lá o encantou, e depois de conversarem amenidades durante dois ou três jantares coletivos no dito hotel, a bela bailarina de 19 an0s foi chamada por ele aos seus aposentos. A ingênua moça foi, e ele pediu a ela que se sentasse no sofá, enquanto se sentava na outra ponta, em silêncio. De repente, abriu a braguilha da calça, “desembainhou a sua espada” e começou a masturbar-se. A moça, constrangida, ficou o tempo todo olhando para o chão. Foi quando então o bigodudo deu um gemido, ejaculou na própria mão e, aproximando-se da moça, desenhou com o dedo indicador uma cruz de seu próprio esperma na testa dela, ordenando: “não limpe!”, e convidando-a para que fosse jantar com todo o seu séquito. A pobre moça passou o jantar muda, sentindo aquela cruz ressequida em sua testa, preocupada de alguém notar — o que não ocorreu — e imaginando, décadas depois, que ela já servira de “tela” para uma “obra” efêmera de Salvador Dali…
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desculpem o itálico, era só pro hors concours…
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Ricardo, curioso mas, meio esquisito né?
:-/
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Sinceramente, hoje, eu preferiro falar do nosso arquiteto daqui, Oscar Niemeyer.
Homem que chega aos seus 100 anos com suas convicções intactas.
Um homem que recebe homenagens do mundo todo e não esboça um só gesto de arrogância.
“A vida é apenas um minuto, mas devemos vivê-la da maneira mais decente e fraternal possível.” -
Niemeyer é sensacional!
Um verdadeiro gênio que, ao contrário de certos ociólogos, sabe das coisas e não fica se exibindo como um pavão. -
Perfeito o contraponto, Dom Casmurro/Hugo.
Apesar d´eu ter de lembrar que ambos representam diferentes e inconciliáveis modelos de ruptura artística e social.
Mas não vamos falar muito no Oscar, pq senão as abelhas anti-comunistas vão encher os comentários com seus zumbidos (rs)
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Ricardo, otima historia da tela humana para a obra efemera…
Quanto ao Niemeyer, admiro a obra dele - mas qto as conviccoes, nao sei se consigo engolir alguem que hj em dia ainda admira Stalin…
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não sei quem admira as curvas de quem. mas cada vez que eu passava caminhando pelo posto 6 e e via a Mae West e o estudio de ON lá em cima eu sempre ficava mais um pouco perturbado pelas plásticas que poderiam ocorrer.
Fora a arquitetura monumental, gostava da Casa do Berço e de outros projetos dos anos 40, 50 e 60. Sobretudo das ideias de arquitetura residencial.
A partir de Brasília tudo tomou outro rumo.
E depois virou outra coisa.
Gostava dos dias quando arquitetos, diante de uma residência, ainda diziam uma coisa ou outra.
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Tem muma foto genial de Dali e uns gatos molhados voando. Tá certo que os gatos devem ter odiado, mas a foto é genial…
E que o cara era bom em autopromoção isso é fato.Quanto a Niemeyer:
Admiro. Pena ques as pessoas insitem e morar ou trabalhar dentro daquelas obras de arte desconfortáveis. Muito concreto, muito vidro e muita curva prô meu gosto “simprês”. Eu sou do tempo em que se fazia uma casa para se morar nela com certo conforto, aconchego e humanidade. Sou do tempo em que as casas tinham que ser bonitas de dentro para fora… -
A arquitetura do Niemeyer nao é funcional; ele so’ se preocupa com a forma. Quanto ao resto, diz que nao é com ele. Existem va’rios projetos do Niemyer pelo mundo afora - no Brasil também - que sao um verdadeiro desastre. O do capital argelina é um deles. O cara é um mito, adulado por todos e rodeado de puxa-sacos. Quem fala mal - ja’ viu né - fica ostracizado. E, se for arquiteto, é excomungado e estigmatizado para sempre. Existe, mundo afora, bem melhores arquitetos que o Oscar N.
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Dali = Pilantra
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Proftel (# 5), reconheço, esquisitíssimo. Mas foi divertido ouvir a história diretamente da moça, hoje já não tão moça…
Que bom, RW in Miami, ao menos alguém além de mim tb se divertiu com a história, ufa!




