Eram quatro no vagão de metrô da linha Q, em Nova York, celebrando Chanucá, o festival das luzes judaico, que este ano começou no dia 4 e terminou ontem.
Um sujeito levantou: ‘Judeu sujo’, gritou. Outro: ‘Feliz Chanucá para vocês, isso sim, foi quando mataram Jesus, não é?’
Desceram a pancada, ninguém se moveu. Com uma exceção: Hassan Askari, um estudante de 20 anos que trabalha num restaurante no East Village.
O rapaz se levantou e enfrentou a turba enquanto o jovem que apanhava puxou o freio do trem. Walter Adler, o rapaz ferido, está inteiro, apesar dos roxos pelo corpo. A polícia chegou em tempo.
No passado era diferente, mas hoje são raros os crimes de ódio racial em Nova York. E, embora neste caso os católicos sejam os vilões, dá uma boa história de Natal: o dia em que um muçulmano salvou dois casais de judeus de uma turba cristã enfurecida.






109 Comentários até agora ↓
1 Rachel // 13/December/2007 às 11:19
EU?
2 Pax // 13/December/2007 às 11:20
Putz.
3 Rachel // 13/December/2007 às 11:20
EEEEEEEEU!!!
=D
COMENTEI PRIMEIRO!!!!
EEEEEEEEEEEEEEEE!!!
4 Rachel // 13/December/2007 às 11:21
Enfim, linda história. E o melhor é que é real.
5 Diupa // 13/December/2007 às 11:25
Conto de Natal? Os natalinos desceram a lenha no povo! Acho que tá mais prum conto de chanucá.
6 Ni // 13/December/2007 às 11:27
Hum… O cara era muçulmano mesmo? Esse pessoal não resiste a uma explosão no metrô (nem que seja de raiva).
7 proftel // 13/December/2007 às 11:30
Taí uma agressão que não me entra na cachola, é que nem essas que andam acontecendo em Sampa com gay e mendigo.
Antes que venha pedrada sim, há agressões que entendo, brigas de buteco, torcidas etc., essas entendo (claro que discordo mas, entendo).
:-/
8 Amauri // 13/December/2007 às 11:32
Pedro, dá uma lida lá de novo, com cuidado… Quem puxou o freio do metrô foi o próprio Adler. E de onde você tirou que os agressores eram católicos? Podiam ser evangélicos…
9 Jåµë§ ßønd™ // 13/December/2007 às 11:36
-= Ih, pronto… agora o “conto não é de Natal”, o “cara não era muçulmano”…
… dá pra prestar atenção APENAS na lição sensacional por um segundo?
De que qualquer povo ou etnia é capaz de atos extremos, tanto para salvar como para destruir, basta ter a índole e a criação para tal ?
Ou o PD vai ter que desenhar da próxima vez? E ele desenha mal pacas…
10 proftel // 13/December/2007 às 11:41
Ô “intepretação” de texto, intão tá, “Walter Adler, o rapaz que mais apanhou” enquanto apanhava puxou o freio.
E o kra que ajudou, ajudou em que?
Pô Amauri, vê melhor isso aí, de boa.
:-)
11 Esprit de porc // 13/December/2007 às 11:48
Pô, Amauri, pára de ser chato, pô!
O que aconteceu foi muito legal. Aposto que o cara que salvou o casal era democrata (e tem admiração pelo Che Guevara).
(essa é só para provocar as olavettes)
12 Theo // 13/December/2007 às 11:48
tá vendo, os muçulmanos são assim todos bonzinhos, hahahha
13 Deise Guelfi // 13/December/2007 às 11:49
Amauri,
Esse tipo de comportamento é típico dos católicos. Nunca ouvi dizer quer evangélicos se comportam dessa maneira. Ao longo da história religiosa mundial, sempre foram os católicos que cometeram atrocidades em nome de Deus.
E o Bond tem razão. O que vale é a mesnsagem.
14 Xandão // 13/December/2007 às 11:52
Esse é o problema de quem tem ideologia-fixa: um muçulmano ajudar um judeu apanhando de extremistas (têm em todas as religiões, viu?) não cabe na cabecinha dura de meia-duzia de fixocratas. Vão ter que rebolar mentalmente pra fazer a história caber nos seus devaneiozinhos pró-qualquer coisa. E um feliz Natal protestante para todos aqui.
15 Ah, e eu com isso? // 13/December/2007 às 11:55
Vai ver que pelo simples fato do mulçumano não ter feito nada para piorar a briga já grande o suficiente para ele ser um herói…
16 Jåµë§ ßønd™ // 13/December/2007 às 12:03
-= *Bingo*
17 Rachel // 13/December/2007 às 12:03
Eu não acredito em deos. Nem nas pessoas.
Mas a história continua sendo linda e esse é o espírito que vcs não estão pegando.
18 Alba // 13/December/2007 às 12:09
Bela história!
19 HRP Mané Reloaded // 13/December/2007 às 12:10
Bem todas as religiões de hoje estão ou são fruto de idéias deturpadas…Para quem acredita em Deus aconselho o espiritismo…ele não é facil de ser deglutido pela sua severidade e simplicidade ,ao mesmo tempo, em mostrar nosso mundo ,defini-lo, e explica-lo, como a nós homens/espiritos também…..
Leiam Andre Luiz..só pra começar….tudo se encaixa, mas viver segundo os verdadeiros ensinamento do Jesus de Nazaré~é a base para se evoluir…..e esquecer atos insanos(e tão comuns como esse) já ajuda, mas é só o começo!
20 Pedro Doria // 13/December/2007 às 12:37
Amauri: Você tem razão, o rapaz muçulmano enfrentou a turba enquanto o que apanhava puxou o freio. Apenas confirma o heroísmo.
Uma das reportagens que trata do assunto conta que os agressores se declararam católicos.
21 Ricardo Cabral // 13/December/2007 às 13:04
Rachel, subscrevo a primeira e (sobretudo) a terceira sentenças do seu comentário 17.
Quanto às pessoas, acredito em sua falibilidade, tanto quanto em sua capacidade de aprender dos erros. É o suficiente para mim.
22 Te // 13/December/2007 às 13:08
Que grande exemplo de caridade cristã a dessa turba! E dia 24 vão se empanturrar de comida até explodir pra comemorar o nascimento do messias deles.
23 Truman // 13/December/2007 às 13:43
Esse muçulmano é o Simão, os outro passageiros, que não fizeram nada, são o Pôncio Pilatos. E o metrô é um lugar perigoso.
24 Truman // 13/December/2007 às 13:44
O que Jesus faria nesse vagão?
25 HRP Mané Reloaded // 13/December/2007 às 13:48
Jseus?
Daria a outra face…..
26 Theo // 13/December/2007 às 13:56
Essa história nos mostra que não devemos nos apegar em esteriótipos, se a história fosse a seguinte: bando de muçulmanos espancam judeu, e cristãos impedem o pior, na nossa cabeça ia ser uma notícia normal, mas quando é o contrário vira notícia.
27 Darwinista // 13/December/2007 às 13:59
Deise,
Espera um pouquinho aí. Essa sua visão de que só católicos provocam atrocidades é bastante equivocada.
Só pra dar um exemplo, a Revolução Puritana, na minha concepção, pode ser considerada como uma circunstância em que católicos sofreram atrocidades nas mãos de protestantes.
Nenhuma das grandes religiões do mundo pode dizer que tem as mãos limpas de sangue.
28 Radical Livre // 13/December/2007 às 14:10
Darwinista,
você me ganhou por 5 minutos…
29 Dexter // 13/December/2007 às 14:15
religião: o mal do homem.
30 Truman // 13/December/2007 às 14:16
Theo, seria notícia se os cristãos tivessem mordido o judeu.
31 Darwinista // 13/December/2007 às 14:28
Radical,
Poxa, só por 5?
;-)
32 Rachel // 13/December/2007 às 14:48
PD, off topic:
vc tá com um banner novo aí no cabeçalho, q eu nnca tinha visto. Mostra duas mulheres, uma mais de idade, com um lenço branco na cabeça, observando um muro com nomes gravados.
Desconfio do q se trata…
Qdo vc escreverá um texto sobre isso? Como fã da I. Allende, aguardarei ansiosamente.
33 Harun al-Rachid // 13/December/2007 às 14:49
Nenhum religioso é digno de confiança. Nenhum.
34 Truman // 13/December/2007 às 14:51
Ainda mais se for um rabino numa loja de gravatas…
35 Catchorro De La SIlva // 13/December/2007 às 15:03
Este fato lamentável aconteceu em N.Y.
Se fosse no Brasil, seríamos menosprezados.
Eu acredito que esse comportamento seja um desvio de uso de certo mecanismo biológico. Temos alguns comportamentos condicionados pela evolução a serem usados em casos de perigo iminente, que são usados indiscriminadamente.
Comportamento instintivo, que deveria ser previsto. A partir disso, idealizadas ações no processo educacional.
Por outro lado há tecnologia suficiente para conter e controlar distúrbios dessa natureza.
O mais grave é a questão biológica. Digo: se não houvessem religiões, usadas como causa e consequência e estopim para conflitos…o ser humano ARRANJARIA qualquer outro motivo para lutar, competir, sobrepujar, porque é o que acontece com qualquer organismo em qualquer nível, desde os micróbios, até os seres superiores.
Acreditem em mim. Ciências socias são apenas…continua()
36 Catchorro De La SIlva // 13/December/2007 às 15:10
…apenas uma coisa muito chata
37 Pedro Doria // 13/December/2007 às 15:12
Rachel: Cristina Kirchner e uma madre da Plaza de Mayo perante o memorial com o nome dos desaparecidos na ditadura argentina.
38 Lise // 13/December/2007 às 15:25
Na história linkada pelo Pedro, tem um momento em que uma das mulheres do grupo de agressores declara que são católicos.
Agora, acho perigoso partir para generalizações. Se eu fosse umbandista, por exemplo, podia falar de várias ocasiões de agressões de evangélicos a religiões afro-brasileiras. Lamento, Deise, mas o pessoal não precisa do Vaticano para ser mesquinho…
39 RW in Miami // 13/December/2007 às 15:38
Cristina Fernandez agora, PD… ;-)
40 Mr X // 13/December/2007 às 15:39
A religião não é o “mal do homem”, pois este vem de muito antes, também sistemas ou bandeiras não-religiosas derramaram muito sangue. Poderia citar o comunismo ateu, que matou milhões, mas fico no exemplo dos vários tiranos ao longo da civilização, Nero queimou Roma e tocou o violino, etc.
41 Chico // 13/December/2007 às 15:39
Pedro , você é judeu? Só uma dúvida , pelo fato da recorrencia de temas judaicos, como o holocausto, e a discriminação judaica. Que em geral as pessoas de outras religiões não estão ligados nesses tipos de questão, daí achei legal alguém não judeu se preocupar com os problemas do nosso povo.
42 Truman // 13/December/2007 às 15:47
Mr X, acho que ele tocou a harpa.
43 Chesterton Dracul // 13/December/2007 às 15:48
PD parece aquele personagem de Asterix e a Cizania, o ….como era mesmo o nome do romano criador de caso?
44 Mr X // 13/December/2007 às 15:49
Quanto à história, é meio estranha.
Uma gangue de malucos com tatuagens de Jesus que ataca judeus no metrô? Poxa, se fossem skinheads neonazistas… Mas enfim, em New York tudo é possível.
Jirovec e Babajko (Babajka?) são nomes tchecos ou russos.
No mais, é verdade que na Idade Média os católicos perseguiam mais os judeus do que os muçulmanos o faziam…
Ponto pro Hassan.
45 Chesterton Dracul // 13/December/2007 às 15:50
Mr X , o mal da humanidade é a burrice mesmo…..
46 Mr X // 13/December/2007 às 15:50
Ah ah ah! Tem razão, Truman.
:-)
47 Lise // 13/December/2007 às 15:57
Mr. X., qual é o sentido de falar de “católicos” na idade média???
48 Mr X // 13/December/2007 às 16:07
Lise,
Ah, eu tava particularmente pensando nos Reyes Católicos que expulsaram os judeus da Espanha, mas tem razão, isso já era na transição da Idade Média pra Idade Moderna.
De qualquer jeito, essa divisão da história em fatias é mera formalidade, pô.
49 Lise // 13/December/2007 às 16:10
(Desculpa, Mr. X, estou corrigindo prova e acabo de encontrar uma em que a menina diz que a importância do açucar na economia mundia foi fornecer calorias aos ingleses que *lutaram* na Revolução Industrial. Aí eu fico meio salivando e latindo para todo o lado.)
50 Pedro Doria // 13/December/2007 às 16:10
Chico: depende do que você considera ’ser judeu’. Sou ateu, filho e neto de ateus. Meu avô materno era judeu, mas era também profundamente anti-religioso. Um homem contra quaisquer religiões. Não o conheci. Não sou, pessoalmente, contra religiões =)
51 Ricardo Cabral // 13/December/2007 às 16:11
“Eu acredito que esse comportamento seja um desvio de uso de certo mecanismo biológico. (…)
Comportamento instintivo, que deveria ser previsto. A partir disso, idealizadas ações no processo educacional.” (# 35)
Fazia um tempão que eu não ouvia esse tipo de argumento. “Desvio de uso de certo mecanismo biológico”? Que tal começar dando os parâmetros biológicos para o comportamento normal, e depois arrume outros para o comportamento biologicamente desviante. Depois que conseguir fazer disso, começaremos a conversar sobre o assunto.
Com esses argumentos, dá para entender por que vc acha as ciências sociais uma coisa muito chata…
52 Ricardo Cabral // 13/December/2007 às 16:12
“Depois que conseguir fazer isso“
53 Lise // 13/December/2007 às 16:17
(mas se ajuda, o “católico” do Reyes Catolicos não tinha a ver com catolicismo. O papa tinha dado o titlo de Rex Christianissimus ao rei da França, e o rei de Aragão (Fernando) ficou p. da vida. Daí o papa compensou com o título de Rex Catholicus, que depois virou na memória os Reis Católicos, tanto apra ele como para Isabel.)
54 Elias // 13/December/2007 às 16:22
Chester,
O nome do cara é Tulius Detritus, ou coisa parecida.
Mr X,
Jirovec tem um jeitão assim da finada Iuguslávia.
Tcheco seria Glotwaldarporraderr
Eslovaco seria Kebrapeitovsky.
55 Ricardo Cabral // 13/December/2007 às 16:32
PD, no El Boomeran(g) tem um artigo de Jorge Volpi intitulado Manual del perfecto ateo. Talvez valha uma conferida…
56 Luiz // 13/December/2007 às 16:33
Elias,
Jirovec não seria croata ?
Explicaria muita coisa … Ustachis e correlatos.
57 Deise Guelfi // 13/December/2007 às 16:34
Darwinista,
Eu não disse ser somente os católicos. Entretanto, considero a associação entre os partidários e o fato bastante contundente.
Lise,
Agressões religiosas sempre existiram e sempre existirão na história do homem. Entretanto, não me lembro de ter tido conhecimento de evangélicos “baterem ou espancarem” religiosos afros.
A despeito de todas as posições, acho que considerar o “tempo” em que o fato aconteceu é imprescindível.
58 Pedro Doria // 13/December/2007 às 16:48
Deise Guelfi: nos EUA, os protestantes da Nova Inglaterra puseram muita gente na fogueira…
59 Darwinista // 13/December/2007 às 16:50
Deise,
Pegando carona no que o PD falou, se você assistir “As bruxas de Salem” vai entender do que os protestantes eram e são capazes.
Ah, e é claro, pra citar um fato mais recente, o Bushinho é metodista…
60 Burn the Witch! // 13/December/2007 às 16:51
PD, os queimados não eram gente, mas bruxas.
61 Lise // 13/December/2007 às 16:55
Deise, ainda mês passado teve uma marcha na Bahia pelo fim da intolerância http://www.cultura.ba.gov.br/noticias/na-midia/impresso/adeptos-do-candomble-fazem-marcha-contra-intolerancia
Eu lembro de histórias estudadas pelo ISER do Rio ainda na década de 80 de invasões de terreiro, forçar os pais de santo a comer a comida dos santos e agressões físicas. Houve um caso particularmente chocante no Espírito Santo no início dos anos 90, mas não achei a referência.
62 Lise // 13/December/2007 às 16:58
Pedro, em Salem a coisa é um pouco mais complicada. Bruxaria era uma ofensa civil, de dano, não religiosa. E eles eram enforcados, não queimados. (só para ser chata).
63 Lise // 13/December/2007 às 16:58
(ou não só religiosa)
64 Monsores // 13/December/2007 às 16:59
No fim, católicos, protestantes, ateus, judeus, muçulmanos, budistas… são todos humanos. E humanos, bem… vocês sabem. São capazes de tudo isso.
65 Elias // 13/December/2007 às 17:02
Luiz,
É isso mesmo, Jirovec, croata.
Se fosse iuguslavo seria Matoeescapelovic.
66 Elias // 13/December/2007 às 17:25
Sei não…
O próprio conceito de religião é algo muito peculiar. Trata-se de uma “verdade” que exclui todas as demais.
Impossível ser cristão e muçulmano ou praticante do judaísmo ao mesmo tempo. Há que se fazer uma escolha, e esta, necessariamente, negará as demais.
Esse tipo de coisa conduz a excessos. Tem que haver certos mecanismos de controle, que só uma sociedade laica pode proporcionar. E olhe lá…
Cristãos — protestantes e católicos — muçulmanos, xintoístas… todos tiveram seus momentos de intolerância e violência contra outros grupos. Alguns têm até hoje, né?
Os judeus menos, um pouco, porque poucas vezes estiveram no topo da pirâmide. Mas o que se vê em Israel, hoje, mostra o que teria sido, fosse outra a história.
O problema, creio, não é tal ou qual religião, ou seita. O problema é a própria existência de religiões e seitas.
Em contradição ao discurso piedoso de cada uma e de todas, nada como uma religião — qualquer que seja — para fomentar o fanatismo, a intolerância, o ódio e a violência.
67 Catchorro De La SIlva // 13/December/2007 às 17:26
Ricardo,
“Que tal começar dando os parâmetros biológicos para o comportamento normal, e depois arrume outros para o comportamento biologicamente desviante. Depois que conseguir fazer disso, começaremos a conversar sobre o assunto.”
1) Não pensei em definir um parâmetro para “comportamento normal”, pois “comportamento normal” é uma subjeção. Eu falaria sobre “comportamento desejável”: urbanidade, respeito, coerência, boa vontade, disciplina, cooperação, etc.
O desvio de comportamento (mecanismo) a que me referia seriam as alterações fisiológicas e cerebrais que caracterizam a defesa (ou ataque) dos seres superiores em situações de stress (uma briga por exemplo), serem usadas sem MOTIVO ou por motivação ideológica, política, religiosa, etc.
Quanto a:
“Catchorro De La SIlva 13/Dezembro/2007 às 15:10
…apenas uma coisa muito chata”
Não fui eu quem escreveu, foi um clone. Eu iria dizer que as ciências sociais teriam um impacto menor na análise da situação mostrada no texto evidenciado pelo Doria.
68 Chesterton Dracul // 13/December/2007 às 17:27
Isso, Tulius PD Detritus…..
69 Chesterton Dracul // 13/December/2007 às 17:29
O PD tenta minar a uniào de cristãos e judeus (os maiores apoiadores de Israel sáo cristãos norte-americanos), provocando a Cizania. Dividir e conquistar, né?
70 Pedro Doria // 13/December/2007 às 17:31
Lise, vamos lá, vc tem razão. Em parte. Enforcados e, em pelo menos um caso, lapidado — apedrejado à morte.
Quanto ao julgamento ser civil, bem… não havia separação entre Estado e Igreja. O juiz Hathorne, avô ou qualquer coisa do tipo do Nathaniel Hawthorne, era civil, mas a causa que julgou, religiosa. E era natural que as coisas da religião e da vida civil se misturassem porque ninguém as via como separadas, mesmo.
Enfim… os católicos têm mais massacres nas costas porque tiveram mais poder por mais tempo. Não é que os protestantes fossem santos…
E Salem é uma graça. Recomendo a visita a qualquer um que passe por Boston. Uma cidadezinha colonial até hoje. Muito bonitinha. Só um tanto assombrada ;-)
71 Chesterton Dracul // 13/December/2007 às 17:33
É , Elias, mas o judaismo é pai do cristianimo e avô do islamismo.
72 Ricardo Alexandre da Silva // 13/December/2007 às 17:34
O “espírito” da mensagem é mesmo muito bonito.
Além de absurda, inusitada a agressão dos católicos, pois desde o Concílio Vaticano II os judeus não são mais considerados culpados por deicídio.
Enfim, um ato cruel e odioso, suavizado pela coragem do do jovem muçulmano.
Entretanto, esse caso, visto isoladamente, por certo não pode levar a qualquer conclusão sobre a (in)tolerância de cada uma dessas religiões. Aliás, em seu corpo dogmático, nenhuma delas incita a violência.
Cordialmente,
RAdS.
73 Ricardo Alexandre da Silva // 13/December/2007 às 17:45
Antes que me questionem, obviamente a agressão continuaria absurda ainda que a posição da Igreja sobre o deicídio permanecesse a mesma.
RAdS.
74 Lise // 13/December/2007 às 17:50
Ricardo, o que o Vaticano considera e o que as pessoas fazem são duas coisas diferentes. E concordo com os que disseram que violência não é monopólio de nenhuma religião. Infelizmente, também nenhuma idade. Trabalhei por um tempo em Williamsburg, na Virginia - a maioria da população é batista, acho. O filho de um colega cansou de chegar em casa abatido porque os coleguinhas disseram que ele iria o inferno, porque era ateu (seus pais eram ateus, logo o guri também era). Outro menino, judeu, comia o pão que o diabo amassou sempre que chegava perto do Natal, a ponto de inventer as mais estranhas desculpas para não ir para a escola. O pai, que era professor universitário, tirou um ano de licença para poder homeschool o menino. Pior outro casal de amigos, em Provo, Utah, coração dos mais radicais mórmons. Eles se mudaram depois que o filho de doze anos chegou em casa todo lanhado para aprender a não matar mais Jesus.
75 Ricardo Alexandre da Silva // 13/December/2007 às 17:56
Lise:
Sim, sem dúvida nem todos os católicos praticam o que diz a Santa Sé.
Apesar disso, o fato de a Igreja Católica não mais considerar deicídio a morte de Jesus tem um peso fundamental nesse “conto de Natal”. Se a Igreja ainda defendesse essa doutrina, poder-se-ia afirmar a intolerância de sua doutrina nesse caso específico e os arruaceiros poderiam respaldar sua violência na doutrina religiosa.
Uma vez que a Igreja não mais autoriza nem difunde esse entendimento, os agressores não tem qualquer justificativa religiosa para o seu ato, o qual colide frontalmente com o cristianismo e com o próprio catolicismo.
RAdS.
76 Lise // 13/December/2007 às 17:57
(Admito, adoro preciosismos). O lapidado ali também não é o que a gente imagina (atirar pedras, como com a adúltera). O cara ficava deitado e pedras pesadas eram colocadas no peito do sujeito até esmagar.
Tens razão, considerar só civil, não dá. O que eu queria dizer é que, diferente da inquisição na europa ou na América católica, é o mesmo tribunal que julga roubo de galinha e bruxaria em salém. A legislação é baseada na idéia de dano - e quem faz conchavos com o diabo atrai prejuízo para toda a comunidade. Tem um julgamento (não em Salém, mas próximo) em que se calcula os danos causados por certas simpatias (a perda da manteiga, a galinha que não pôs tantos ovos, o machado novinho que quebrou) e a pena é literalmente compensação. Rogar uma praga (que podia ou não chegar a ser considerado bruxaria) estava na mesma faixa de jogar sal no poço do vizinho.
77 Catchorro De La Silva // 13/December/2007 às 18:03
Isso é um fenômeno biológico Lise, apenas as ciências sociais dão nomes a padrões de comportamento.
Os grupos e indivíduos dominadores sabem disso, então mascaram através de regras e ideário padrões de comportamento para um grupo maior, que o segue à risca, sem suspeitar de sua condição.
78 Alba // 13/December/2007 às 20:07
Lise,
Essa história do rei de França ser o Rex Christianissimus me lembra uma série de romances do tipo folhetim, que meu pai leu quando garoto e adorou.
Aí, quando ele consegui encontrar num sebo vários volumes, trouxe pra casa e eu, que devia ter uns12 a 13 anos fiquei viciada. Os livros começavam com “Os Pardaillans” cavalheiros que presenciam o Massacre de São Bartolomeu, em 1572. Claro que o texto era mesmo folhetinesco e tomava váááárias liberdades poéticas com a história da França, mas a descrição da matança dos protestantes pelos católicos ficou tão vívida na minha imaginação, que muitos anos depois, quando fui ver a Rainha Margot, no cinema, achei até que a recriação do massacre foi tímida, embora aquilo seja sangrento à beça.
De toda forma, acho que não há dúvida de que se os católicos mataram e perseguiram mais, isso está muito relacionado ao longo período em que detiveram o poder.
Aqui no Brasil, e o Nassau pode falar sobre isso, durante muito tempo, os protestantes foram pesadamente discriminados.
Aliás, em termos de barbárie, temos muitos e terríveis exemplos - ligados ou não à religião. Desde a situação das prisões, como aquela aberração da menina de Abaetetuba, até vários episódios de linchamentos, que o José de Souza Martins costuma estudar.
Sem falar dessa coisa inominável de queimar mendigos e espancar mulheres ainda alegando (como se fosse atenuante) que pensavam ser prostituta.
Nesse setor, temos muito, mas muito mesmo a construir.
Bão, mas o autor dos folhetins era Michel Zevaco. Fiquei surpresa, anos depois, em descobrir que era…anarquista! :)
79 faraó // 13/December/2007 às 20:10
Ao que me conste árabes e judeus sempre conviveram muito bem durante séculos.
Ambos somos descendentes do patriarca Abrãao.
Vejo o problema do Oriente Médio muito mais como uma questão territorial e política, do que religiosa como se pensa.
O problema não é a religião de quem está do outro lado da fronteira, mas que aquele que está do outro lado da fronteira tem uma religião diferente e isso pode ser usado como um esteriótipo pelos que não respeitam o “inimigo”.
Aqui no Rio temos a Saara, um centro de comércio popular no Centro, onde judeus e árabes sempre viveram cheios de cumplicidade e muita sacanagem.
O rapaz árabe de NY fez o que fez motivado por um senso exagerado de justiça, independente de quem fosse a vítima.
Parabéns a ele.
80 Elias // 13/December/2007 às 20:14
É, Chester,
O Judaísmo deu origem ao Cristianismo e ao Islamismo.
Mas, como disse o PD, o Cristianismo teve mais poder, e por mais tempo. Por isto, tem mais crimes no lombo.
E só por isso.
Creio que qualquer uma das outras duas religiões — e outra qualquer, não citada — se houvesse exercido o poder e a influência que o Cristianismo exerceu, pelo tempo que exerceu e com igual abrangência geográfica, teria mais ou menos a mesma folha corrida.
Religião gera intolerância que, se misturada ao poder secular, gera tirania, injustiça…
O grande saque da dita civilização ocidental foi, de um lado, garantir a liberdade de credo e, de outro, separar a religião do poder secular.
Em português de botequim, botou as religiões na coleira. É assim que elas devem permanecer, pelos séculos dos séculos…
Safanagem igualar o PD ao Tulius Detritus.
81 Alba // 13/December/2007 às 21:06
Asterix por Asterix, podemos lembrar daqueles druidas em procissões iguaizinhas, em Asterix na Hispânia..:)
82 HRP Mané Reloaded // 13/December/2007 às 21:25
O Blog do PD virou uma boite descolada!
JESUS SERIA UM PREGO!
ahahah!
83 Lise // 13/December/2007 às 21:32
Ferpeitamente.
84 Lise // 13/December/2007 às 21:41
Alba, eu estive num congresso em Sevilha, na semana santa, e eles fazem mesmo as procissões, com competições muito parecidas com as nossas escolas de samba. e é tudo transmitido por rádio e TV.
Dia após dia.
O problema foi que no primeiro dia, eu não estava muito antenada, viro uma esquina e vejo um monte de gente vestida como na KKK.
Deu um medão!!
85 Lise // 13/December/2007 às 21:44
faraó, sempre é relativo. Um pouco do mito da boa convivência vem do século XIX, quando rabbis tentaram envorgonhar os europeus pelo seu anti-semitismo, tipo “vê que até os muçulmanos respeitam os judeus mais que vocês”. mas houve massacres em áreas dominadas por árabes também.
O que dá para dizer é que não havia um anti-semitismo, era mais um anti-não-muçulmanismo. isto é, cristãos e judeus tinham as mesmas restrições de dhimmis, sem discriminação de um ou de outro. E até em algumas fases judeus eram mais aceitos que cristãos (as cruzadas podem ter algo a ver com isto… :) )
86 Alba // 13/December/2007 às 21:47
Lise,
Acredito. Aquela procissão do fogaréu que fazem em Goiás Velho, com um monte de homens encapuzados com tochas, me faz ter a mesma sensação. :)
Mas até os druidas do Asterix eram mais solenes na Espanha, né mesmo?
87 Chesterton-Dracul- El Cid // 13/December/2007 às 21:49
o problema é que com a queda do imperio romano, a Igreja Católica foi obrigada a assumir obrigações civis, burocráticas, de organizar a sociedade. Tempos difícieis. Mas que resultaram em tudo isso de bom que se vê por aí. A vida é bela, ainda mais para quem é petista hoje (eles não tem do que reclamar, pegaram sua parte do butim).
88 Chesterton-Dracul- El Cid // 13/December/2007 às 21:50
Tulio PD Detritus, não está na hora de um post sobre o foro de São Paulo. O Lula já abriu o jogo…..
89 HRP Mané Reloaded // 13/December/2007 às 21:55
Jesus AC…after Chesterton!? or
Before Chesterton?
É demais! EEEEEE..
90 Alba // 13/December/2007 às 21:56
Mas Chest,
Esse negócio de a Igreja ter sido “obrigada a organizar a sociedade” é muuuuito relativo. Foi um processo lentissimo, convivendo com transformações na própria Igreja.
91 Lise // 13/December/2007 às 22:00
Pois é, Alba. A gente pode dizer que a Igreja foi “obrigada a organizar a sociedade”, tanto quanto a “sociedade reinventou a igreja”.
92 Chesterton-Dracul- El Cid // 13/December/2007 às 22:01
sem dúvidas , Alba….
93 Chesterton-Dracul- El Cid // 13/December/2007 às 22:01
começa com aguarda de escrituras, celebração de casamento, batismo, aí vira um oficio de Notas.
94 Alba // 13/December/2007 às 22:12
Chest,
Na emoção de concordarmos uma vez na vida, deixe-me só ter certeza: o que você quis dizer mesmo com o comentário 93?
95 Chesterton-Dracul- El Cid // 13/December/2007 às 22:24
que os registros civis nada tem a ver com religião, são um compromisso assumido aposteriori.
96 Deise Guelfi // 14/December/2007 às 3:14
“Enfim… os católicos têm mais massacres nas costas porque tiveram mais poder por mais tempo. Não é que os protestantes fossem santos…”
É isso aí… Nada a acrescentar.
97 Deise Guelfi // 14/December/2007 às 3:39
PD,
Há evidências de protestantes/evangélicos “agredirem” os religiosos AFROS? Pois é disso que se trata.
Darwinista,
Repito: considero a associação contundente. Isso, reconhecendo a colocação do PD acima.
Lisa,
O link menciona “agressões verbais”. Não vi nada que dissesse sobre agressão física à religiosos afros. Há provas disso?
Eu gostaría que entendessem que minha colocação não defende esse ou aquele, ou acusa esse ou aquele. Apenas que, para mim, considerando a história religiosa mundial, a associação de que o fato tenha sido praticado por católicos é perfeitamente razoável. Eu manifestei a minha opinião em razão do comentário do Amauri, que mostrou-se concretamente partidário. Em nenhum momento defendi especificamente qualquer manifestação religiosa. E tenho certeza disso.
Há uma leve diferença entre protestantes radicais e evangélicos atuais. Quando eu disse sobre “evangélicos”, foi sobre evangélicos.
É uma pena que, como sempre, há controvérsias nesse assunto. Realmente uma pena.
98 Lise // 14/December/2007 às 5:46
Deise, lá vou eu com meus links de novo. Desculpa, é meio vício.
Este é um artigo acadêmico, que podes encontrar no Scielo:
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132007000100008&lng=en&nrm=iso
Para que possamos entender melhor a natureza e a extensão dos casos de ataques neopentecostais17 às religiões afro-brasileiras, recolhi informações sobre eles publicadas na imprensa escrita e na literatura acadêmica dos últimos anos e classifiquei-os segundo alguns critérios: 1. Ataques feitos no âmbito dos cultos das igrejas neopentecostais e em seus meios de divulgação e proselitismo; *2. Agressões físicas in loco contra terreiros e seus membros;*3. Ataques às cerimônias religiosas afro-brasileiras realizadas em locais públicos ou aos símbolos destas religiões existentes em tais espaços; 4. Ataques a outros símbolos da herança africana no Brasil que tenham alguma relação com as religiões afro-brasileiras; 5. Ataques decorrentes das alianças entre igrejas e políticos evangélicos e, finalmente, 6. As reações públicas (políticas e judiciais) dos adeptos das religiões afro-brasileiras. Vejamos alguns casos representativos de cada grupo. ”
E a autora segue com exemplos de cada tipo.
99 Lise // 14/December/2007 às 5:47
No caso de agressões físicas (tipo 2)
Insuflados por essa crença, os membros das igrejas neopentecostais muitas vezes invadem terreiros visando destruir altares, quebrar imagens e “exorcizar” seus freqüentadores, o que geralmente termina em agressão física. No Rio de Janeiro, umbandistas do Centro Espírita Irmãos Frei da Luz foram agredidos com pedradas pelos freqüentadores de uma IURD situada ao lado deste Centro, na Abolição.18 Uma adepta da Tenda Espírita Antônio de Angola, no bairro do Irajá, foi mantida, por dois dias, em cárcere privado em uma igreja evangélica em Duque de Caxias, com o objetivo de renunciar à sua crença e converter-se ao evangelismo.19
Em Salvador, tida como a “capital da macumbaria” ou a “Sodoma e Gomorra da magia negra” pelos neopentecostais, uma iniciada no candomblé teve sua casa, no bairro de Tancredo Neves, invadida por 30 adeptos da Igreja Internacional da Graça de Deus, que jogaram sal grosso e enxofre na direção das pessoas ali reunidas durante uma cerimônia religiosa.20 Estas substâncias materiais também são atiradas em automóveis que possuem colar de contas (guia) pendurado no espelho retrovisor.21
Em São Luís, capital maranhense, alguns fiéis da Assembléia de Deus residentes no bairro acusaram os chefes do Terreiro do Justino, localizado na Vila Embratel, de seqüestro de um bebê, filho de um casal de freqüentadores desta igreja que residia na vizinhança. Acreditavam que o bebê teria sido raptado para ser sacrificado nos ritos do terreiro.22 Acionaram a polícia que, mesmo sem uma ordem judicial, revistou as instalações do templo, incluindo os quartos sagrados interditados aos não-iniciados. Até a geladeira da casa e os carros estacionados no quintal foram alvos da busca policial. A investigação só não foi levada adiante porque os reais seqüestradores da criança foram capturados. O terreiro, fundado há 104 anos, é um dos mais antigos da cidade e vem sofrendo pressões por parte dos evangélicos do bairro para que seja transferido dali.23 Esta é, aliás, uma estratégia dos pastores que, ao se instalarem nos bairros, identificam os terreiros da região e estabelecem prazos para fechá-los.24
No bairro Engenho Velho da Federação, em Salvador, onde existem cerca de 19 terreiros de candomblé (famosos por sua tradição, como a Casa Branca e o Gantois), o confronto vem se acirrando. Para demonstrar sua força, as igrejas evangélicas organizaram uma passeata para intimidar os seguidores dos “demônios” naquele bairro. Em resposta, o povo-de-santo saiu às ruas vestindo roupas brancas, cor associada à paz e a Oxalá, o orixá da criação, segundo o candomblé.25 Outra manifestação deste tipo de ataque é dificultar, utilizando vários meios, a realização das atividades rituais dos terreiros. Uma mãe-de-santo da Cidade Tiradentes, em São Paulo, reclamou de um carro de som, contratado por uma igreja neopentecostal das imediações, que parava ou circulava insistentemente em frente ao seu terreiro para anunciar em alto volume as “sessões de descarrego” realizadas na referida igreja.26
100 Chesterton-Dracul- El Cid // 14/December/2007 às 9:46
Lise, você é religiosa?
101 Lise // 14/December/2007 às 9:57
Depende do dia, Chesterton. Neste momento, estou xingando Deus e o mundo.
102 O Espezinhador // 14/December/2007 às 9:58
Eu tenho certeza que o Theo faria a mesma coisa no lugar do rapaz muçulmano. Já o Mané bateria nos judeus, mas ao invés de dizer “vocês mataram Jesus”, ele diria “vocês mataram os palestinos, cambadefassista!!!”
103 Ricardo Cabral // 14/December/2007 às 13:31
Lise, ótimas informações. Ajudam a sair do mero achismo.
104 elenara vitoria cariboni iabel- lelex // 14/December/2007 às 13:45
Olá querídolo!
quem conta um conto aumenta um ponto, diz a sabedoria popular, não é mesmo?
mas, então que feita a leitura desse teu conto, lembrei-me de cinco conceitos de cinco judeus que ajudaram a maneira de ver o mundo, tá ligado?
moisés disse que “a lei é tudo”; jesus disse que “o amor é tudo”; marx disse que “a economia é tudo”; freud disse que “tudo está na cabeça; até que chegou Einstein e nos salvou ao dizer: “tudo é relativo”.
besos,
pela sinistra, sempre!
lelex
105 Deise Guelfi // 14/December/2007 às 13:59
Lise,
Obrigada. Bastante esclarecedor.
De qualquer forma, ressalto o que escrevi antes. Há partidarismo, sempre, nesse assunto. E isso me entristece, pois percebe-se que é um assunto que nunca se resolverá se continuar nessa condição. A avaliação sempre é tendenciosa, perpetuando-se as rivalidades e as violências.
É uma pena. Mas valeu a aula, de todos.
106 Bruno Mota // 14/December/2007 às 15:42
Durante a 2a guerra mundial, os dois paises ocupados que mais se empenharam em salvar os judeus do extermínio nazista foram a Dinamarca cristã e a Albânia muçulmana. Em ambos os casos parcelas significativas da população se correram riscos enormes e se mobilizaram para esconder e ‘contrabandear’ os judeus.
107 Direto do Kibutz // 14/December/2007 às 16:14
É, MrX (comentário 44), os muçulmanos perseguiam menos os judeus do que os católicos, parece que isso é um fato.
Mas… sempre tem um mas… desde que os judeus pagassem as taxas que os muçulmanos estipulavam. Caso contrário era ali, pau a pau…
E estamos falando da época em que os muçulmanos dominavam a Península Ibérica, certo?
108 André Pessoa // 14/December/2007 às 18:36
Pedro, gosto muito do seu estilo de escrever, mas essa nota eu achei confusa. O início do terceiro parágrafo pareceu pra mim um sujeito indeterminado, e eu fiquei dois parágrafos em dúvida sobre quem tinha batido e quem tinha apanhado.
Reli várias vezes e o texto continua me parecendo confuso naquele trecho. A agressão física poderia tanto ter sido uma continuação da agressão verbal quanto uma reação a ela. Por isso a dúvida sobre o sujeito, que só é resolvida no último parágrafo.
109 proftel // 14/December/2007 às 21:41
André Pessoa.
Fiquei na mesma situação, tava achando que foi o muçulmando que puxou o freio do metrô enquanto os kras tomavam porrada.
Fiquei até imaginando, um kra apanhando não vai se tocar em puxar freio porra nenhuma, vai proteger a fuça.
Boiei no texto, ficou skizito mesmo.
:-)
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