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O mundo visto pelos leitores: Irã

December 13th, 2007 · · 76 Comentários

De um leitor Anônimo

Teerã é meio parecida com São Paulo, uma megalópole caótica com lá seus encantos. É uma cidade limpa, muito asseada, particularmente bonita no inverno, quando neve a cobre toda e se tem uma visão magnífica dos Montes Alborz, aos pés dos quais a capital se espalha. Nem parece Oriente Médio. A parte norte, onde reside a classe média alta secularizada e ocidentalizada, é bastante arborizada, com parques e praças muito bem cuidados. É onde vivo. O antecessor do Ahmadinejad na prefeitura de Teerã, Gholamhossein Karbaschi, realizou grandes obras paisagísticas por aqui.

Por aqui, cada dia levam menos a sério o Ahmadinejad – e isso inclui o povo que o elegeu. Com a classe média urbana de Teerã, ele não é nem um pouco popular. Seu apoio vem do sul da capital e do interior, sobretudo nas cidades mais conservadoras, como Mashad e Qom. Parece que ele foi um bom prefeito de Teerã, ganhou fama de honesto, se elegendo presidente com a promessa de acabar com a corrupção e botar o dinheiro do petróleo na mesa do povão. Para mim, ele é a versão iraniana do Jânio Quadros. Mas o que está acabando com sua popularidade é a condução desastrosa da economia. Embora devamos levar em conta as restrições mais rigorosas aplicadas contra o país nos últimos meses, elas não são as únicas responsáveis pela deterioração rápida de todos os indicadores econômicos: inflação, custo de vida, desemprego, taxa de juros, nível de renda. Ahmadinejad trocou vários quadros técnicos do Governo Khatami e colocou pessoas de sua confiança, sem experiência, nos cargos.

Os iranianos são abertos e cosmopolitas, uma gente bem informada que acompanha o que se passa no mundo com interesse. O nível educacional é alto. Mesmo na parte sul da cidade, onde moram os mais pobres, não é raro encontrar famílias com cinco ou seis filhos, todos com diploma universitário. Eles se orgulham de sua civilização, que remonta à Pérsia aquemênida. Para eles, receber bem estrangeiros é um traço superior de sua cultura. Ser um bom anfitrião é quase uma obrigação civilizacional. O único vizinho com quem me relaciono é meu senhorio, um sujeito muito gente boa. E as mulheres formam boa parte da força de trabalho do Irã, inclusive no serviço público e na polícia. Dizem que elas já são mais da metade dos estudantes universitários.

Aqui na capital, onde a maioria da população é de etnia persa, todo mundo fala a língua oficial, farsi, que é o persa moderno. Mas se perguntarem alguma coisa para os peões de obra ou para os zeladores de edifício no meu bairro, eles provavelmente responderão em dari, a variante do farsi falada no Afeganistão. A maioria dos imigrantes são afegãos que vêm trabalhar como mão-de-obra não-qualificada e o segundo maior grupo é composto pelos refugiados iraquianos que se estabeleceram depois da Primeira Guerra do Golfo. Teerã está também cheia de diplomatas e expatriados como eu, que trabalham em multinacionais. O resto da população nativa é composta pelas etnias azeri, armênia, curda, turcomena e balúchi, que normalmente fala o farsi como segunda língua, e mantém sua língua materna em casa.

A vida noturna é dentro de casa. Os iranianos fazem muita festa, convidam de amigos para casa e ficam dançando até altas horas – só tomam algumas precauções para evitar problemas com a polícia. Paquera é mais complicado. O rapaz ou a garota estão caminhando na rua ou de carro no trânsito. Quando um se interessa pelo outro, o aborda e oferece ou pede o número do telefone celular. Se a coisa for adiante, eles marcam um encontro num café ou na casa de um amigo. Um dos grandes eventos sociais de Teerã são os engarrafamentos da quinta-feira à noite, quando a garotada troca números de celular adoidado.

A questão da AIDS é que é um mistério. Parece que há políticas do governo e é muito fácil encontrar camisinha. Uma vez tomei um susto ao entrar numa farmácia e me deparar com um enorme mostruário com preservativos de todas as marcas e modelos. Mas a única vez em que vi alguma campanha foi um cartaz bilíngüe farsi-inglês discretíssimo, no aeroporto, com o seguinte mote: ABC – ‘A’bstinence, ‘B’e faithful, ‘C’ondom. (A propósito, o site do programa brasileiro de prevenção à AIDS é bloqueado.)

A relação com homossexualidade é também curiosa. Pela sharia, a lei islâmica, relações homossexuais não são permitidas. Mas os transexuais são aceitos. Pelo o que entendi, a cirurgia de mudança de sexo é levada em consideração porque transexualismo é visto como distúrbio psquiátrico que requer tratamento adequado, incluindo, se for o caso, a cirurgia ‘corretiva’. Há uma agência governamental que emite um documento para os candidatos à cirurgia. Se a polícia os pára na rua por estarem vestidos de mulher, eles apresentam o papel e pronto. Parece até que existe uma justificativa de ordem teológica dentro do xiismo, mas não saberia explicar os detalhes.

A comida nacional é o kebab, um churrasquinho que apresenta variantes. O mais clássico é o kebab koobideh, espetinho assado na brasa de carne de ovelha moída com cebola, acompanhado de arroz com manteiga e açafrão além de tomate, também assado na brasa. Há uma bebida tradicional chamada doogh, uma espécie de soro obtido da produção de iougurte ou coalhada. Toma-se adicionando algumas ervas e até sal. Embora o Irã seja um país islâmico, onde o álcool é proibido, há muito contrabando de bebidas. Eu arriscaria fazer um top five: Johnie Walker, vodka Absolut, rum Bacardi, gim Bombay Saphire e cerveja Tuborg.

Este não é um país que passaria no ‘teste do caixote’ (aquele do sujeito ir para o meio da rua, subir no caixote e fazer um discurso contra o governo; se o cara não for preso, então há total liberdade de expressão no país), mas é impressionante a quantidade de jornais que circulam. E todo mundo faz piada sobre o governo, muitas vezes sofisticadíssimas.

Leio os jornais locais em inglês: Khayan International, Tehran Times, Iran News e Iran Daily. São todos meio chapa-branca, mas é possível identificar a posição de cada um no espectro ideológico. Além disso, leio a Economist, que chega meio atrasada. Não há tevê a cabo, então sobram os sete canais locais, todos em farsi. A solução é antena parabólica, que pega canais de tudo quanto é lugar. É proibida mas todo mundo tem. Meu canal preferido é a Al-Jazeera em inglês: excelentes reportagens e linha editorial. Os iranianos, desconfio, gostam mesmo é de assistir à Voice of America em farsi. Aqui tem banda larga, mas Internet é severamente controlada. Muitos sites são bloqueados, incluindo os brasileiros Casseta & Planeta, Kibeloco, Paparazzo e todos os do Terra. Mas, curiosamente, já acessei várias vezes o jornal israelense Haaretz, e, uma vez, até o site do Mossad.

A maioria da população é muçulmana xiita. A revolução de 1979 instituiu um sistema político em que a leitura da vertente xiita do Islã desempenha papel fundamental em todos aspectos da vida dos cidadãos. A constituição da República Islâmica se baseia numa premissa fundamental. O período que vivemos atualmente, entre o ocultamento do 12º sucessor de Maomé (o ‘Mahdi’) e o Juízo Final é uma era de trevas e grandes iniqüidades. Na ausência do Mahdi, a legitimidade política repousa sobre ‘Jurisconsulto Supremo’ (o aiatolá Ali Khamenei), que faz as vezes de ‘vigário do Mahdi’ na terra. De qualquer forma, a constituição assegura a proteção das principais minorias religiosas — cristãos armênios e assírios-caldeus, judeus e zoroastrianos.

Este regime político é um animal raro. A definição mais utilizada é ‘república teocrática. Certamente não é um parlamentarismo, mas está longe de ser presidencialista. O governo está muito presente na vida diária das pessoas. Embora a República Islâmica não tenha nada contra a propriedade privada, mais de 80% da economia está nas mão do estado ou de cooperativas semi-estatais. Eleições parlamentares ocorrem periodicamente, e, bem ou mal, todas as regiões estão representadas no parlamento. É difícil falar em direita e esquerda, ainda mais hoje nesse refluxo conservador (outro denominação que não é muito exata) pós-Khatami. Vários dos ditos conservadores defendem políticas econômicas semelhantes às que eram aplicadas na União Soviética.

A maior parte das festas populares são de cunho religioso e a mais importante e famosa delas é a Ashura, celebração do martírio do Imã Hussein, na batalha de Karbala. É festa em que os fiés se penitenciam e praticam a caridade. Mas, por questões de saúde pública, ninguém mais no Irã se flagela na Ashura até sangrar, como era comum ver na TV brasileira dos anos 80.

O maior problema, evidentemente, é a inserção anômala do país no sistema internacional, em decorrência de seu regime político. O projeto político da República Islâmica enfrenta uma profunda crise, inclusive interna, com conseqüências imprevisíveis para o resto do mundo. Mas o iraniano médio gosta dos EUA, ou pelo menos não lhe dirige grande antipatia. Quase todo mundo assiste a filmes e ouve músicas americanas, e é difícil achar alguém na classe média que não tenha pelo menos um parente morando por lá, quase sempre na Califórnia. O negócio de ‘Morte à América’ é coisa das paradas militares, só.

Quem eles odeiam mesmo são os ingleses; tudo o que acontece de ruim, para os iranianos, é culpa da Inglaterra.

O pessoal de classe média educado que viveu a Revolução Islâmica está convencido de que o grande catalisador do processo revolucionário foi a BBC. Um dia conversava com um amigo iraniano e ponderei se essa paranóia com os ingleses não era meio exagerada. Perguntei se não era meio absurdo achar que a Inglaterra estaria por trás da eleição do Ahmadinejad, ao que ele respondeu: “Mas é claro que foram os ingleses que o elegeram!”

Tags: Depoimentos · Irã

76 Comentários até agora ↓




  • 1 Lise // 13/December/2007 às 3:11

    Muito legal! Eu sei que é anônimo, mas dá para falar um pouco da questão das mulheres? Pelo que sei, até a rev. Islâmica, era um dos países em que direitos à mulher eram mais garantidos. Desde a rev. teve altos e baixos, com mais baixos que altos.

    E a campanha contra professores seculares nas universidades, que foi noticiada pelo Guardian? É algo que se percebe como sério?

    Muito interessante mesmo.

  • 2 Andre Fucs // 13/December/2007 às 3:12

    sensacional! sensacional!

  • 3 Andre Fucs // 13/December/2007 às 3:22

    lembrança aos freqüentadores enfrentando problemas com a censura de alguns países:

    Existe uma ferramenta criada para transpor barreiras e censura, encobrir rastros e oferecer uma alternativa para navegar por sites bloqueados por governos e outras organizações. Vale a pena visitar:

    http://www.torproject.org/index.html.pt

  • 4 Zictor // 13/December/2007 às 5:31

    PD, meus parabéns!

    Esse segundo texto está fantástico!!! Está um pouquinho melhor

  • 5 Zictor // 13/December/2007 às 5:33

    Esse segundo texto está fantástico!!! Está um pouquinho melhor que o primeiro, mas creio que é porque o nosso leitor anônimo deve morar há mais tempo no Irã que Ricardo na Índia.

    PD,

    Meus parabéns pela iniciativa, os textos estão ficando muito bons! Espero que eu consiga alcançar esse nível.

  • 6 Zictor // 13/December/2007 às 5:36

    Outra coisa:

    Aqui na China ainda não vi um site brasileiro bloqueado. Gostaria de entender por que eles bloqueiam sites em português no Irã.

  • 7 Dr. Miranda // 13/December/2007 às 7:02

    Excelente texto!

  • 8 proftel // 13/December/2007 às 8:32

    Gostei do texto, é a mesma impressão que o Michibim passou num dos programas “Passagem para…” sobre o Irã.
    Só queria dar uma dica para o “Anônimo” que escreveu o texto. Há formas de burlar esse bloqueio na net, um é o Tor ( http://www.torproject.org/index.html.pt ), outro (e esse não sei se funciona aí) é o Ultratrech.

    :-)

  • 9 Ana da China // 13/December/2007 às 8:33

    Informações “vivas”, isto é, de quem sente o cheiro, vê as cores e ouve o barulho de Teerã. Parabéns :)

  • 10 HRP Mané Reloaded // 13/December/2007 às 9:08

    Pois é …o Irã não é aquele bicho de sete cabeças ,certo?
    É mais um lindo pais, de belas mulheres, gente culta, artistas , poetas, e alguns senões….vale a pena acreditar que desse vaso sairão lindas flores….não entrem nessa de aceitar as asneiras de Bush e cia.!
    Bom dia….
    Um conselho de amigo….nos próximos 04 anos não se aproximem muito desses 04 senhores….voce pode explodir junto com eles!:
    Katia Abreu(a que defende o trabalho escravo)
    Demostenes Torres(o probo)
    Artur Virgilio ( o Jim Joners do Tucanato)
    Alvaro Dias( ficha ainda sendo levantada!).

  • 11 Diogo Slov // 13/December/2007 às 9:15

    Zictor, um amigo meu morou por 3 anos em Beijing (voltou pro Brasil em novembro) e ele vivia falando que a Wikipedia e o Youtube nao funcionavam por ai.

    Funcionam ou sera que era firewall da faculdade dele?

    Quanto ao segundo texto, muito bom mesmo! Qualquer dia crio coragem e mando o meu sobre Kobe, o lugar onde eu moro ha 09 meses :)

    []s

  • 12 nada será como antes // 13/December/2007 às 9:18

    Belo texto.
    Ações como esta ajudam bastante a demolir preconceitos e estabelecer contato com situações e fatos que, geralmente, passam despercebidos em matérias profissionais.

  • 13 Pax // 13/December/2007 às 9:31

    Muito bom esse aqui. O texto ficou ótimo. Parabéns ao autor e ao revisor.

    ps.: há CPMF no Irã? Aqui não mais.

  • 14 Luiz // 13/December/2007 às 9:37

    Muito bom o texto. Bate bem com o que eu conhecia por outras fontes, mostrando um país pra lá de interessante.

    Quanto à birra com os ingleses, será que a origem não seria mais antiga, como os conflitos dos séculos XIX ?

  • 15 Rachel // 13/December/2007 às 9:39

    Estou amando esses textos. Dá vontade de salvar tudo para reler depois.

    Vc tem projeto de compilá-los, PD, de alguma maneira?

  • 16 Rachel // 13/December/2007 às 9:40

    Pax:

    Acompanhei de madrugada pela Record News as notícias da CPMF. A sensação foi mais ou menos de estar num momento histórico, hahahaha.

  • 17 Gustavo Timm de Oliveira // 13/December/2007 às 9:46

    Interessantíssimo o texto, Pedro.

    Principalmente algumas informações que me eram desconhecidas, como a das paqueras e do acesso à informação, via jornais, televisão e internet.

    Parabéns pela idéia.

    Grande abraço!

  • 18 Luiz // 13/December/2007 às 9:58

    Pax,

    Você lembra que dia é hoje?

    13 de dezembro …

    Vade Retro !!!

  • 19 proftel // 13/December/2007 às 10:01

    Tô estranhando, até agora nada sobre a CPMF lá no Kupfer, pelo jeito ele tá demorando a digerir.

  • 20 HRP Mané Reloaded // 13/December/2007 às 10:04

    Sempre imaginei que a educação e a cultura eleva espiritualmente um povo….e sempre soube do drama Iraniano que balançava esse povo entre um Xá pretensioso e um Aiatolá farsesco…..o texto mostra(imagine) um Irã muito diferente das elucubrações Chesterto/MR.Xcianas!
    EEEEE…um Irã de flores, livros ,cores, camisinhas e radicalismo islamico… que há sempre algo para estragar, certo?
    Mas mostra bem que iranianos não comem criancinhas!
    Muita paz e energia para todos!

  • 21 HRP Mané Reloaded // 13/December/2007 às 10:05

    Alex…veja só o que o SURF/Pedro Direitoba escreveu lá no Orfãos sobre o que vai ocorrer no orçamento, por conta da extinção do imposto….
    O Surf acertou na mosca!

  • 22 Gwyn // 13/December/2007 às 10:06

    Adprei o texto!! E fascinante poder ler sobre um pais pelos olhos de quem vive nele. Uma grande forma de rever pre-conceitos.

  • 23 Gwyn // 13/December/2007 às 10:07

    Adprei = Adorei

  • 24 Chesterton // 13/December/2007 às 10:22

    Que a BBC é uma bosta perniciosa eu concordo….

  • 25 proftel // 13/December/2007 às 10:35

    HRP, fui lá.
    Kra, o “Orfãos” foi rápido no gatilho.

    hehe

  • 26 Luiber // 13/December/2007 às 10:53

    Gostaria de entender melhor:
    1. “Embora devamos levar em conta as restrições mais rigorosas aplicadas contra o país nos últimos meses …”
    2. “… uma gente bem informada que acompanha o que se passa no mundo com interesse.”
    3. “Mas o iraniano médio gosta dos EUA, ou pelo menos não lhe dirige grande antipatia.”
    Quem é o responsável, afinal, por tais restrições, e como elas atingem a vida iraniana?

  • 27 Mr X // 13/December/2007 às 10:54

    Bom o texto!

    Achei engraçados os comentários dos nossos amigos marxistas Mané e Nada, os mesmos que que aqui vivem apoiando o direito nuclear do Amadinehjad e criticando os EUA.

    Resulta que o povo iraniano adora os EUA, odeia o Amadinehjad, despreza e estado semi-socialista religioso, burla sempre que possível as restrições islâmicas, e abomina a pró-islâmica BBC. Eh eh eh!

    Viva o povo iraniano, viva a liberdade! Fora Amadinehjad! Fora a Revolução (islâmica ou marxista, é tudo a mesma b…)!

  • 28 Theo // 13/December/2007 às 11:47

    Muito bom o texto, essa série é maravilhosa.

    sobre a paquera no engarrafamento eu já tinha lido nos textos do jornalista sérgio d’avila da FSP.

    lá eles tmb vão para as montanhas para poder transar.

    ah e os gays são enforcados.

  • 29 Ana // 13/December/2007 às 12:18

    Excelente idéia e textos muito interessantes. Parabéns!

  • 30 Ricardo Cabral // 13/December/2007 às 12:38

    Impossível não apreciar esse depoimento! Observações sobre política, comportamento, religião, alimentação, tudo está aí, de forma clara e nada preconceituosa.
    Aliás, foi sobretudo isso o que me chamou a atenção, o fato de que o autor anônimo não conta as coisas como se fossem verdades absolutas, e não deixa de mostrar as suas próprias dúvidas e incompreensões.
    Da próxima vez que eu viajar para um lugar bem diferente, quero conseguir ter um olhar parecido.
    Parabéns ao anônimo e ao PD!

  • 31 Lucia Malla // 13/December/2007 às 12:42

    Pedro, fascinante esse texto. Acho q é a primeira vez q leio um relato de insider de Teerã, e isso é de valor inestimável. Parabéns por sua iniciativa magistral e pelo relato do leitor, que traz luz a um local tão desconhecido para nós.

  • 32 Theo // 13/December/2007 às 13:25

    pra que quer saber mais sobre o irã, recomendo este ótimo blog ,

    http://sergiodavila.blog.uol.com.br/arch2006-05-16_2006-05-31.html

  • 33 Zictor // 13/December/2007 às 14:48

    Diogo Slov,

    É bloqueio na China inteira mesmo, mas é instável. Outro dia a Wikipedia tava funcionando e depois rebolquearam. Youtube tinha sido bloqueado, mas já voltou. Isso aqui é uma zona.

  • 34 Antonio // 13/December/2007 às 15:17

    Um belo texto, numa bela iniciativa.

    Elogio, e explico o porquê.

    Um filósofo (liberal, ou melhor, progressista) que admiro muito, Richard Rorty, diz que a tarefa de criar solidariedade é muitas vezes uma questão de redescrição: de uma nova maneira de descrever as coisas, as pessoas, os lugares, de modo a nos mostrar suas singularidades, e o quanto de sofrimento compartilham conosco.

    Traduzindo: depois deste texto, de sua ajuda em desconstruir estereótipos, fica mais difícil para os leitores deste espaço vomitarem generalizações sobre o Oriente Médio, ou afirmarem cegamente, como numa equação matemática, que Irã = Ahmadinejad.

    Obrigado a ambos, PD e o escriba anônimo.

    ACT

  • 35 Hugo Albuquerque // 13/December/2007 às 15:21

    O texto foi bom e comprova que além de simplista é estúpido achar que o Irã se resume a um país de fundamentalistas islâmicos malucos como se apregoa.
    Apesar de ter procurado se centrar em questões mais culturais do que políticas acho que faltou falar um pouco do nacionalismo como movimento político e como um dos fatores de sustentação do regime em si.
    Não é somente de fundamentalismo islâmico que vivem os aiatolás, há um componente patriótico por trás do regime.
    É claro que há muita gente na classe média daquele país que tem posições liberais pró-ocidente , mas muita gente não significa todo mundo.
    Não creio que não haja tão pouco anti-americanismo assim no Irã, até porque o país vive às voltas com tensões com os EUA que parecem procurar motivos para invadi-lo.
    Já li muitas reportagens que apontam que parte da classe média iraniana acaba apoiando o regime porque a retórica anti-iraniana dos EUA acaba empurrando eles para essa posição.
    Fica aquela coisa de pôr o país a frente até mesmo das convicções pessoais.

  • 36 El Torero // 13/December/2007 às 16:47

    O texto está muito bacana…como os outros também o foram.; Um sobre Cuba me agradaria, a caixa de coments iria ferver.

  • 37 Clara // 13/December/2007 às 17:13

    Leitor anônimo, parabéns pelo relato interessantíssimo. Mesmo!

    Pedro, parabéns pela iniciativa. Bela sacada!

    Casseta&Planeta, parabéns por ser proibida pelo governo iraniano. Não é uma honra?

    Teerã também deve estar cheia de espiões. Fico me perguntando se o acesso ao Haaretz e ao Mossad é realmente permitido, ou se simplesmente os israelenses não tem um meio de “bloquear o bloqueio”. Ou talvez isso seja apenas um excesso de imaginação da minha parte.

    Também fiquei me peruntando até onde vai o Oriente Médio, pois na minha cabeça, o Irã não estaria incluído. Talvez politicamente, não geograficamente.

    Enfim, adorei!

  • 38 Alba // 13/December/2007 às 19:02

    O texto é realmente muito bom. Pude imaginar Teerã de maneira bem vívida (bem, filmes iranianos também ajudaram) :)

    Mas concordo com o Hugo Albuquerque em relação a como os iranianos vêem os americanos. Também li várias vezes que, em função das ameaças repetidas, a população tendia a apoiar o governo, o que acho bastante natural, até.

  • 39 Clara // 13/December/2007 às 19:09

    Adoro filmes iranianos, e conheço um pouco de Teerã - mas não só - através deles!

  • 40 Mr X // 13/December/2007 às 19:09

    Se o Irã fosse livre, talvez nosso amigo anônimo não precisaria ser anônimo.

  • 41 Alba // 13/December/2007 às 19:19

    Clara,

    Também adoro filmes iranianos!

    Mister,

    Você viaja, né? :)

  • 42 Eduardo // 13/December/2007 às 19:24

    Parabéns ao Anônimo e ao Pedro. O depoimento é estupendo. Confesso que várias idéias feitas que eu tinha sobre o Irã ficaram balançadas. Por convicção, não viajo a países submetidos a ditaduras - mas fiquei fascinado com a descrição deste lugar tão complexo, com vontade de conhecer.

  • 43 Ana Pulg // 13/December/2007 às 20:30

    Obrigada Leitor Anônimo, pela belíssima descrição e agradeço ao Pedro, por ter oportunizado este momento.

  • 44 Gabo // 13/December/2007 às 22:47

    Maravilha isso.

    Concordo com o Antonio (+ Richard Rorty).

    Aguardando notícias de Caracas, Havana, Asmara, Beijing, Rangum, Moscou, Minsk, Washington, Argel…

  • 45 Theo // 13/December/2007 às 23:55

    Clara,

    vc tocou num ponto interessante, até onde fica o oriente médio???

    pra mim o irã não fazia parte.

  • 46 Theo // 14/December/2007 às 0:12

    Clara,

    numa breve pesquisa descopri que o termo oriente médio surgiu na inglaterra, e é tudo que fica a norte e oeste da índia colonial, ou seja o irã é oriente médio.

  • 47 Clara // 14/December/2007 às 2:23

    Obrigada, Theo. E ainda por cima, temos a oportunidade de aprender um pouquinho mais.

    Sempre tive curiosidade de conhecer o Irã, mas não sei se poderia. Provavelmente, não.

  • 48 Cláudio Melo // 14/December/2007 às 10:16

    Mister X de Souza Santos não é anônimo.

  • 49 Direto do Kibutz // 14/December/2007 às 17:00

    Pelo que vejo, Casseta & Planeta é uma ameaça ao islã…

  • 50 Theo // 15/December/2007 às 1:09

    Clara,

    com assim não pode conhecer o irã??
    é claro que pode.

    Países muçulmanos que têm restrições são somente a Arábia saudita e o Kuweit, e olhe lá , com uma forcinha vc consegue.

    Isso se vc não tiver o carimbo de israel no seu passaporte, aí vc arruma encrenca com todo mundo.

  • 51 Fabiana // 15/December/2007 às 15:05

    Muito bom o texto. Parabéns ao Anônimo e ao PD por ter escolhido esse texto. Muito didático. Interessante como ele mostra um Irã bem diferente do que o que vemos nos noticiários.

  • 52 faraó // 16/December/2007 às 12:20

    Lendo assim, fica até dificil de imaginar como um país tão belo e aprazível, é capaz de criar tanta confusão, patrocinar e financiar tantos grupos terroristas e esconder de todo o mundo que está construindo uma bomba atomica com claras intensões de usá-la assim que ficar pronta.

  • 53 Anônimo da Pérsia // 17/December/2007 às 9:25

    Vou tentar responder às questões levantadas pelos estimados comentaristas, pela ordem dos posts, começando pela Lise. O que você falou sobre as mulheres no Irã e os altos e baixos está absolutamente correto. Existe até uma foto famosa dá época do Xá, que mostra um grupo de mulheres cientistas nucleares estudando na universidade( e vestindo um figurino tipo “aeromoça da PanAm dos anos 60″, com direito a vestido trapézio e quilos de laquê). Mesmo depois da Revolução , os direitos das mulheres sempre foram sujeitos a intensos debates.

  • 54 Anônimo da Pérsia // 17/December/2007 às 9:36

    Quanto ao negócio da repressão aos professores ocidentalizados e seculares, parece que foi uma coisa meio episódica. Não se tem comentado muito a respeito.
    Periodicamente a polícia resolve reprimir alguma coisa: uma hora são as parabólicas; na outra, os cachorros (são meio impuros segundo o Islã, mas não tanto quanto os porcos); mais adiante, as festinhas em casa.
    Nos últimos meses, o que endureceu mesmo foi a patrulha da polícia em cima da vestimenta feminina. Na frente de cada shopping center fica uma van (não chega a ser um camburão…) da “ershad” (é como eles chamam a polícia de costumes) só esperando para dar uma incerta e recolher as meninas que estejam vestidas de maneira “imprópria”. O pretexto pode ser uma maquiagem mais carregada, um jaleco meio curto ou até um lenço na cabeça colorido demais.

  • 55 Anônimo da Pérsia // 17/December/2007 às 9:51

    O Zictor perguntou por que no Irã bloqueiam sites em português. Eu realmente não sei. Ouvi dizer que sistema de censura deles é bastante sofisticado baseado num programa chamado “smart filter”, por sinal desenvolvido por uma empresa americana.
    Às vezes fico imaginando de brincadeira se eles não tem uma rede de agentes espalhados pelo mundo que ficam navegando na internet de cada país procurando sites para serem bloqueados…

  • 56 Anônimo da Pérsia // 17/December/2007 às 10:00

    Ao Pax, informo que não há CPMF no Irã. Aliás, a arrecadação tributária é bastante precária. Com exceção dos funcionários público, acho que ninguém paga imposto de renda. O grosso do dinheiro público vem das rendas do petróleo. Desconfio que o Xá tentou estabelecer um sistema tributário e aduaneiro moderno. Aí a burguesia devota do “Bazar”, que sempre se beneficiou do livre-comércio (contrabando) e seus principais clientes, as instuições religiosas de caridade, resolveram apoiar de vez a Revolução.

  • 57 Anônimo da Pérsia // 17/December/2007 às 10:11

    Quanto à ponderação do Luiz sobre a birra contra a Inglaterra, ele está certo. A coisa tem origens mais antigas. Os iranianos têm a sensação de que, desde o século XIX, sempre são engambelados pelos ingleses. Desde antes da primeira concessão de petróleo, em 1910; passando pela deposição do Reza Shah (pai do último Xá) em 1948; pela Operação Ajax (golpe contra o Mossadegh), em 1953 até chegar à Revolução. O que me intriga é a ausência de ódio dos iranianos pelos russos. A Rússia conquistou metade do império deles (Azerbaijão, Armênia, Tadjiquistão e Usbequistão) e fez tantas sacanagens quanto a Inglaterra.

  • 58 Anônimo da Pérsia // 17/December/2007 às 10:19

    Para responder ao Luiber - uma resposta simplificada seria os Estados Unidos, mas não é só isso. As restrições não se limitam às sanções do Departamento do Tesouro e das Nações Unidas. O Irã está à margem do sistema da OMC e enfrenta problemas cada vez maiores para operar no sistema financeiro internacional. Explico, está cada vez mais difícil para um comerciante iraniano importar qualquer coisa. É quase impossível para eles pagarem com carta de crédito. Eles têm que pagar tudo à vista e em euros. Isso tudo implica em custos monumentais, que acabam sendo repassados para a população.

  • 59 Anônimo da Pérsia // 17/December/2007 às 10:40

    O Luiz, o Hugo Albuquerque e a Alba tocaram num dos paradoxos centrais do Irã pós-revolucionário - o anti-americanismo.
    Até a Operação Ajax, a imagem dos Estados Unidos no Irã era ótima, pois nunca haviam se comportado como potência colonial na região. Uma das avenidas mais importantes de Teerã é chamada “Jordan” (a Revolução a rebatizou de “África”, mas não colou - todo mundo segue chamando de Jordan). Samuel Jordan era um médico sanitarista americano que viveu metade de sua vida no Irã, no início do século XX, realizando um trabalho missionário que revolucionou o Irã em matéria de saúde e educação. Entre outras coisas, fundou uma escola que depois se tornou o “Alborz College”, um dos embriões do sistema universitário do Irã e modelo para outras instituições como a Universidade Americana de Beirute. Vários dos líderes políticos da Revolução Islâmica tinham doutorado em universidades americanas. O Chanceler do Khatami, Kamal Kharrazi, por exemplo, foi pequisador em Houston.
    O regime iraniano costuma dizer que não tem nada contra o “judaísmo” mas sim contra o “sionismo”. Acho que eles tentam passar uma mensagem (sem conseguir) de que não são contra os Estados Unidos, mas sim contra a política externa americana.

  • 60 Anônimo da Pérsia // 17/December/2007 às 10:57

    Finalmente, para responder a questão mais complicada, do Hugo Albuquerque, sobre o nacionalismo persa. O Irã, junto com a China, deve ser o estado nacional mais antigo do mundo em termos de identidade. Aí reside outro grande paradoxo.

    O regime da Revolução Islâmica começou com uma retórica universalista, pan-islâmica, para além das fronteiras nacionais. Foi quando eles tentaram “exportar” a revolução para o resto do mundo. Só que, para sobreviver, o regime precisou apelar para a identidade nacional persa, como diria o Roberto Jefferson, despertando os instintos mais primitivos da rapaziada. Foi assim na guerra com o Iraque e parece acontecer a mesma coisa agora com a questão do programa nuclear iraniano.

    A causa fundamental da crise do regime iraniano é essa - ora se comporta como uma revolução querendo exportar seus valores, ora se comporta como um estado nacional em defesa de seus interesse. No longo prazo, essas duas atitudes são incompatíveis e mutuamente exclusivas.

  • 61 Alba // 17/December/2007 às 17:48

    Anônimo da Pérsia,

    Obrigadíssima pelos esclarecimentos. E você deveria realmente escrever mais, sabe? :))

    Abraço

  • 62 confetti na paz // 18/December/2007 às 5:06

    anonimo, nick ja é anonimo….curte um drama né….
    anyway, aproveita ai esse amazing pais !:)

  • 63 Sílvia Gomes // 18/December/2007 às 17:33

    Gostei da matéria, bem vívida. Fui casada durante 8 anos com um iraniano do Norte do Irã, região considerada mais liberal que o restante do país. Ele era militante de um grupo de resistência ao regime dos aiatolás chamado Mojahedin. Vc já ouviu falar? Eles são islâmicos e bastante progressistas. Gostaria de ouvir algo sobre eles.

  • 64 Anônimo da Pérsia // 19/December/2007 às 4:16

    Olha, Sílvia, lamento dizer, mas a imagem do pessoal do Mojahedin (também chamado MKO) não é das melhores (para dizer o mínimo…), mesmo entre quem não gosta do regime.
    O problema é que, depois que eles romperam com o regime da revolução, o Mojahedin se aliou ao Saddam Hussein, e pegou em armas contra o Irã, durante a Guerra Irã-Iraque. O pessoal aqui não perdoa isso.
    Os principais líderes do Mojahedin, Massoud Rajavi e sua esposa, Maryam , têm fama de serem meio doidos. Há quem diga que eles são líderes messiânicos de um culto e que o MKO seria uma espécie de “Khmer Rouge” iraniano.

  • 65 Anônimo da Pérsia // 19/December/2007 às 10:38

    Por outro lado, deve-se dizer que o braço político do MKO, o NRCI (National Resistance Council of Iran), que é o grupo dissidente iraniano mais bem organizado no exterior forneceu quase toda a inteligência que permitiu a descoberta da parte clandestina do programa nuclear iraniano em 2002.

  • 66 Hugo Albuquerque // 19/December/2007 às 11:35

    Anônimo da Pérsia,
    Obrigado pelos esclarecimentos, mas eu gostaria de saber, especificamente, em qual grau a doutrina Bush para o Irã colabora para o aumento do anti-americanismo entre as camadas seculares do país.
    Você explicou que “Até a Operação Ajax, a imagem dos Estados Unidos no Irã era ótima (…)” , no entanto, como ela é hoje?
    No seu texto você colocou que os iranianos nutrem mais desconfianças pelo britânicos do que pelo americanos, isso vale mesmo no momento atual?

    Abraços!

  • 67 Lise // 19/December/2007 às 14:24

    Obrigada! (Pelo lindo post e pelos esclarecimentos…)

  • 68 El Torero // 19/December/2007 às 16:28

    Somente meu muito obrigado pelos textos, Anônimo. E vc escreve muito bem…de um jeito leve, até engraçado. abraço.

  • 69 Luiz // 19/December/2007 às 17:15

    Anônimo, valeu pelas explicações.
    Apareça sempre, pois o tema Irã e vizinhanças é dos nossos favoritos.

  • 70 Tocarlos // 19/December/2007 às 18:56

    Excelente seu texto, Anônimo. É raro um olhar sem preconceito. Escreva mais. Um grande abraço

  • 71 Thiago Azevedo // 19/December/2007 às 22:34

    Nossa, muito legal o texto! De leitura bastante agradável, muito bem escrito!
    Parabéns, Anônimo da Pérsia e PD!

  • 72 Anônimo da Pérsia // 20/December/2007 às 6:51

    Prezado Hugo,
    Eu não saberia dizer como era a opinião da sociedade iraniana em relação aos Estados Unidos na época em que o Clinton era presidente. Eu cheguei aqui já em plena Era Bush.
    Alguns iranianos, seculares e simpáticos ao Ocidente, acham um absurdo os EUA permitir Israel ter armas nucleares e quererem proibir o Irã de tê-las. Uma questão de orgulho nacional.
    Outros, igualmente seculares, passaram a temer que a “doutrina Bush” servisse como pretexto para fomentar as fraturas étnicas e culturais dentro do Irã e levar a um desmembramento do país pelas minorias étnicas não-persas (curdos, azeris, árabes e balúchis). Talvez esse seja o grande pesadelo adormecido do nacionalismo persa, sobre o qual ninguém quer falar muito, com medo de despertá-lo.
    A imagem dos Estados Unidos é ambígua. Por um lado é um país que parece querer negar ao Irã sua posição “natural” de proeminência no mundo. Por outro lado, é um país que contribuiu decisivamente para o desenvolvimento do Irã e, até certo ponto, sempre foi um parceiro mais confiável que as potências coloniais do séc. XIX.
    Arrisco dizer que, mesmo no momento atual, os iranianos desconfiam mais dos ingleses que dos americanos.

  • 73 Marcelo // 26/December/2007 às 15:54

    Prezado “correspondente” persa,
    o cinema iraniano é admirado no próprio país? Ou só alguns entusiastas e estetas o admiram? E os produtos da indústria cultural americana, são bem recebidos?

  • 74 Anonymous // 15/January/2008 às 17:24

    olá a todos quantos tem compartilhado desse pequeno espaço no qual desejaria que nossos patriotas pudessem deliciarem com esses curtos momentos que nos enriquecem para a vida toda, parabenizo a todos que aqui tem deixado fontes de riquezas inigualaveis.
    Quanto ao ANÔNIMO faltam palavras para enaltecerem sua capacidade expressiva de poder transformar um espaço em branco num território irariano bem definido, nota 10
    para você.

    Rabi

  • 75 Net.BokaLivre » Blog Archive » A VIDA NO IRÃ // 26/May/2008 às 20:27

    […] Conheça detalhes da vida no Irã através do olhar de um brasileiro que reside em Teerã. […]

  • 76 Luca // 15/July/2008 às 10:19

    Fenomenal ter relatos verdadeiros de um brasileiro que vive no Irã….obrigada por permitir que conheçamos um pouco mais da vida por lá. Abraços, Luca.

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