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Chávez tentou forjar o plebiscito?

December 11th, 2007 · · 182 Comentários

A semana anterior ao plebiscito venezuelano veio cheia de boatos: Chávez planejaria forjar a votação para garantir a extensão de seu mandato e permissão para um terceiro? Sua derrota pareceu dizer que não.

Ex-ministro das Relações Exteriores do México, mais conhecido pelo trabalho como cientista político, Jorge Castañeda oferece uma versão diferente da história.

Chávez só não virou o resultado do plebiscito porque o Alto Comando do Exército ameaçou um golpe de Estado caso o fizesse. Seguiu-se uma negociação tensa, por telefone, com seu ex-ministro e general da reserva Raúl Isaías Baduel até que, por fim, chegaram a um acordo: os números oficiais seriam maquiados para fazer parecer que a derrota fora por margem estreita e Chávez pudesse parecer um democrata magnânimo.

É por isto, diz Castañeda, que o presidente venezuelano não pediu imediatamente uma recontagem dos votos, o que seria razoável dada a margem curta entre vitória e derrota.

Se é verdade? Cá neste Weblog os comentários se dividirão como de hábito. À esquerda, a trupe acusará o absurdo, estão querendo arranjar uma desculpa agora que ele se portou democraticamente; à direita, ninguém terá dúvidas. Aqueles na maioria que não têm particular compromisso com um dos braços ideológicos ficarão com um ‘talvez’ na cabeça.

Talvez.

Castañeda sugere que os presidentes latino-americanos temem a influência de Chávez. O presidente da Venezuela tem sob seu comando potencial os militantes radicais de esquerda em todos os países. Uma sugestão sua pode trazer problemas internos para qualquer um. E ele não costuma ter pudores quando quer se intrometer em assuntos internos. É um vizinho incômodo – e, por isso mesmo, todos de presto ligaram para ele congratulando-o por conta de seu espírito democrático.

Faz sentido.

A Economist sugere que este é o início do fim de Hugo Chávez – e a culpa é toda dele. O problema, aí, nada tem a ver com sua habilidade de mobilizar a quinta coluna nos países vizinhos ou de forjar resultados eleitorais em casa. É que não está dando certo. Histórias de corrupção no governo, incompetência na gestão pública e falta de produtos básicos para comprar trazem desânimo àqueles eleitores que eram particularmente fiéis a ele. Não é que votem noutros; é que não se mobilizam. Se quer votam. A única grande sorte que Hugo Chávez segue tendo é que a sua é uma das oposições mais incompetentes do continente.

Tags: América Latina

182 Comentários até agora ↓




  • 1 confetti // 11/December/2007 às 10:53

    pfffff……(

  • 2 JW // 11/December/2007 às 11:08

    Talvez (tendendo pra acreditar na história…)

  • 3 Mr X // 11/December/2007 às 11:08

    ÊÊê… Adeus Chavez!

    Efetivamente, foi estranho o Chaveco não ter pedido recontagem de votos. Aceitou de demasiado bom grado o resultado, quase como se quisesse provar alguma coisa…

    Aí tem.

    Quanto a opisição mais incompetente do continente, acho que ela está no Brasil mesmo, uma oposição que nem é oposição. Na Venezuela ela até vai bem, obrigado.

    Por que no te callas?

  • 4 nada será como antes // 11/December/2007 às 11:15

    Não satisfeita com “a vitória de m….”, agora a oposição quer capitalizar em cima de uma suposta tentativa de Chávez para virar o resultado.

    Se Chávez saisse vitorioso , a oposição diria ser falso o resultado.

    A direita age como criança, para variar.

    Para variar, o boato é espalhado a partir da metrópole.

  • 5 Dom Casmurro Patriarca // 11/December/2007 às 11:18

    O Chávez é mesmo duro de engolir.
    Bem humorado, auto-confiante, simpático, popular, as “zelites” sempre serão do contra, faça o que o Chávez fizer.
    Tal qual o nosso Lula, com essa verdadeira enxurrada de e-mails infamantes que circulam pela internet.
    Mas parece que os dois estão bem conscientizados desse fato e “enquanto os cães ladram a caravana passa.”
    E tanto a Venezuela, quanto o Brasil, estão visivelmente melhores que estariam sob governos de bacharéis de cursos noturnos, que se julgam “doutores”

  • 6 Pax // 11/December/2007 às 11:20

    Bem, ainda bem que as coisas aconteceram, seja assim ou assado…

    Parece uma trama de filme, mas pode ser verdade sim. Um dia saberemos?

    Chávez merece sair, fez tudo por merecer. Não me venham com historinhas pra boi dormir que ele é um bom socialista que se preocupa com as classes desprivilegiadas. É um arremedo de ditadorzinho de merda que pisa nos conceitos democráticos e faz de sua fanfarronice um perigo para as instituições que tanto sofremos pra ter.

    Agora é hora do Evo também ir pras cucuias e voltarmos ao nosso engatinhar democrático aqui nas terras latinas. De pouco em pouco, de roubo em roubo, de eleição em eleição vamos aprendendo como se faz. Um dia chegamos lá.

  • 7 Julio Augusto // 11/December/2007 às 11:20

    E alguma dessas notícias é novidade? O que está acontecendo na Venezuela é o que aconteceu na União Soviética e acontece em Cuba. Só quem é esquerdopata é que não vê…

  • 8 nada será como antes // 11/December/2007 às 11:23

    Julio Augusto,

    Seu comentário mostra desconhecimento absoluto acerca de sistemas políticos.

  • 9 Harpia // 11/December/2007 às 11:24

    Já eu acho irrelevante. Mesmo que soe plausível, e soa, é o tipo da coisa que ninguém prova, esse papo de “uma fonte”.

    O máximo que dá para dizer é “talvez”. Mas os fatos são que ele perdeu o plebiscito e aceitou a derrota.

    Até prova em contrário, o resto é especulação.

  • 10 Mr X // 11/December/2007 às 11:32

    Concordo que, a esta altura, é irrelevante mesmo. Chavez sifu. O que ele diga ou deixe de dizer tem pouca importância, já que perdeu. Perdeu, viu Nada? Ah ah ah!

    Os fatos são simples: ou Chávez tem 75% de rejeição (50% de abstenção + 50 % da metade que votou, isto é, 25%), ou então tentou um golpe e se deu mal. Perdeu.

    Em todo caso, provavelmente o idiota não vai continuar no poder pelas décadas sonhadas, para tristeza das carpideiras esquerdistas, que adoram um líder populista e demagogo por 30 ou 40 anos no poder…

  • 11 Darwinista // 11/December/2007 às 11:38

    PD, faço parte da “maioria que não têm particular compromisso com um dos braços ideológicos”. Mas a afirmação do Castañeda é muito grave pra que seja justificada basicamente por uma confirmação de uma “intelligence source”.

    Tão estranho pra mim quanto Chávez aceitar de boa o resultado do plebiscito é que se dê tanto valor a um artigo claramente panfletário e anti-Chávez. Parece PD que, nesse tópico, você já decidiu pra que lado pende.

  • 12 Dr. Miranda // 11/December/2007 às 11:39

    Vou de talvez também. Vai saber o que se passa dentro da caserna.

    Mas daí a decretar o fim de Chávez também não. O caboclo fica no poder até 2013, então ele ainda tem tempo de fazer muita coisa. Para o bem e para o mal.

    Concordo com o Dória, a oposição na Venezuela é das mais incompetentes da AL. Mas Chávez também é um belo de um pendejo. Ele tinha a população no bolso, ao invés de instaurar realmente um regime político de inversão de prioridades (que ele chamassse de socialismo ou do que quisesse), não. Ficou no populismo reaça e no caudilhismo messiânico de 60 anos atrás.

    Tem mais é que se f… mesmo.

  • 13 Chesterton // 11/December/2007 às 11:56

    Bem, parece que a margem correta seria de 5-6% a favor dos opositores de Chaves.
    Agora a questão é uma só, a administração de esquerda é sempre um fracasso (não era Disraeli que dizia que a o poder é que nem violino, se toma com a esquerda mas se toca com a direita?).
    Lula só se mantém porque continua a politica de FHC (o tal neoliberal?), e tem como presidente do BC um ex-presidente de um enorme banco norte-americano.
    Chaves? Se tá fudido comk o barril a 100 dolares, se chegar a 40 será enforcado em praça pública por seus própris partidários….ele é ruim, ruim meeesmo.
    Mas é um militar treinado, pode querer cair atirando, daí que o papel do Lula (um camaleão) poderá ser importante.

  • 14 Chesterton // 11/December/2007 às 11:57

    Lula, a merdamofode ambulando

  • 15 nada será como antes // 11/December/2007 às 11:57

    Se é para espalhar boatos e viver deles :

    . o chefe do império tentou suicídio várias vezes ; não conseguiu atingir o objetivo porque o departamento de estado interveio rapidamente, oferecendo old tenessee whiskey…

    .sarkozy já aderiu às Farc e aguarda sua carteirinha…

    .a “dama de ferro” tentou derrubar a rainha e assumir o trono ; foi convencida por seu partido a desistir da empreitada…

    Agora é só dar uma roupagem empolada nos textos e fazer referência a uma “fonte” que pede anonimato ; vários veículos de mídia disputarão o furo, que renderá palestras concorridas.

  • 16 pedro direitoba // 11/December/2007 às 11:58

    Se é verdade? Cá neste Weblog os comentários se dividirão como de hábito. À esquerda, a trupe acusará o absurdo, estão querendo arranjar uma desculpa agora que ele se portou democraticamente; à direita, ninguém terá dúvidas. Aqueles na maioria que não têm particular compromisso com um dos braços ideológicos ficarão com um ‘talvez’ na cabeça. Pérola do PD.
    Nem sei porque comentar, já que o PD já sabe os argumentos de cada um. Mas me parece que o Chávez ainda conta com uma grande simpatia do povo venezuelano e a abstenção foi grande. A vitória parecia estar assegurada antes do pleito, por isso o governo dava demonstrações de tranqüilidade antes do plebiscito. Inclusive organismos externos ao governo apostaram na vitória do Chávez. E isso parecia ser fácil devido ao grande número de filiados ao governo. Mas aqui tudo é diferente. Pode-se viver de boataria que vira um talvez, quem sabe, né? Então que a maioria desinformada fique com esse ar de tapado: talvez…pode ser…

  • 17 Chesterton // 11/December/2007 às 11:58

    ” regime político de inversão de prioridades” ..

    chest- isso é o tipo de coisa que derruba até governo com boa popularidade.

  • 18 pedro direitoba // 11/December/2007 às 11:59

    já que o PD sabe… Escrita psicografada do Surfando Arrigó, que já desencarnou desse blog.

  • 19 Ana Lucia // 11/December/2007 às 12:02

    O Renato Guimaraes também tinha escrito um post sobre isso semana passada : http://tordesilhas.net/2007/12/04/os-militares-e-chavez/

    Bjos.

  • 20 João Eberhardt // 11/December/2007 às 12:02

    Em tempos de discussão sobre o papel da mídia, inclusive eletrônica, é curioso que o texto “jornalístico” referido fale apenas em “enough information” e em uma “fonte” no serviço de inteligência (suponho que seja no serviço venezuelano, porque nem isso foi dito). Ora, mais fatos e menos opiniões seriam necessários para um texto “jornalístico” ou o que lemos era um editorial? De todo modo, o que parece estranho é que todo mundo fale de um apoio incondicional das forças armadas venezuelanas a Chavez, que recebem em troca uma renovação nunca antes vista em equipamento, e agora, justo agora, as forças armadas retiram o apoio… isso sim não parece provável.

  • 21 FARAÓ // 11/December/2007 às 12:03

    O rei espanhol foi decisivo ao acabar com a moral do ditador de proveta ” de lo imperio bolivariano” com a frase lapidar:
    “POR QUE NO TE CALLAS?”

    Hoje só puxa-sacos de plantão como o Lula, Kirchners e outros da laia, ainda lambem as feridas de Chavez e outros morales.

  • 22 Dr. Miranda // 11/December/2007 às 12:09

    Chester, não venha reinaldar meu comentário não, seu deturpador de meia-tigela.

  • 23 Chesterton // 11/December/2007 às 12:14

    então seja mais claro…. :)

  • 24 Chesterton // 11/December/2007 às 12:24

    As forças armadas venezuelanas querem tudo, menos um confronto com os americanos, porque depois que inventaram o 38, acabou esta história de homem valente.
    Sim, as forças armadas latino-americanas tem um papel moderador na política do continente.
    Sim, um único porta-aviões americano acaba com as pretensões expansionistas convncionais dos militares venezuelanos, Chaves incluído.

  • 25 nada será como antes // 11/December/2007 às 12:26

    Pausa para esclarecimento :

    As pessoas comuns e formalistas costumam acreditar no que ouvem e leem, sem questionar a veracidade ou procedência das informações.

    Parece (para essas pessoas) que o único produtor de petróleo é a Venezuela e odeiam que Chávez venda o barril a US$ 100.00 .

    Não existe nenhum problema técnico, na atualidade, que justifique a cotação do óleo a esse preço ; para exemplificar, a Arábia da família Saud tem condições de, em semanas , se necessário, aumentar em 20% sua produção de energético.

    O Golfo Pérsico, apesar do nome, é absolutamente controlado e não oferece riscos à navegação.

    Não é o petróleo que está mais caro !!!!!!

    É a moeda imperial que está, a cada dia, mais vulnerável, daí a inflação das cotações.

    É só tentar entender.

  • 26 Microempresário // 11/December/2007 às 12:44

    Caro Nada, eu até ja falei a respeito aqui: Sites especializados no negócio do petróleo tem dito insistentemente, já faz algum tempo, que existem sérias dúvidas sobre a capacidade de produção da Arábia Saudita.

    Os comentários são de a AS está operando no limite de sua capacidade, o que justifica sua postura contrária a qualquer aumento de produção, o que poderia expor sua situação.

    E não é falta de capacidade técnica não, é esgotamento do campo, aquela história do Hubbard´s peak. Todo o petróleo da AS vem de um único campo, aliás o maior do mundo. Então, quanto acabar, o petróleo da família Saud acaba de uma vez só.

    É possível que a Venezuela tenha um papel mais importante do que hoje se imagina na estabilidade mundial nas próximas décadas.

  • 27 Microempresário // 11/December/2007 às 12:47

    E que é estranho o Chávez não ter falado em recontagem, isso é.

  • 28 Ricardo Cabral // 11/December/2007 às 13:10

    Mais um talvez para a contagem…
    A combinação “incompetência dos governos anteriores + enorme desigualdade social + barril a U$ 100.00″ tem mesmo sustentado o Chavez. Mas os estilo centralizador, o desabastecimento de produtos básicos e a corrupção dos seus mais próximos — e sei lá quantas otras cositas — têm feito estragos. Ele se esqueceu de que o poder não lhe pertence, é do cargo. Erro básico que causa muitas perdas para todos, diga-se de passagem…

  • 29 pedro direitoba // 11/December/2007 às 13:12

    A recontagem de votos poderia dar margem ao questionamento de que o governo pretenderia roubar o resultado das urnas. Que não se contentou com a derrota. Muita coisa ainda vai acontecer na política da Venezuela. Agora é bobagem achar que o Chávez está liquidado, como supõe o PD e outros. Isso é que acho mal jornalismo. Esse talvez com base em nada, em boataria. Parece aquela torcida contra o governo que sempre perde, pois não sabe avaliar corretamente a opinião pública. Que se há de fazer, se não querem separar torcida da realidade?

  • 30 Ricardo Cabral // 11/December/2007 às 13:26

    Direitoba, qual a sua opinião sobre o estilo chavista de culto à personalidade, além do problema do desabastecimento? Lembrei tanto da caça aos bois desaparecidos dos tempos do cruzado…

  • 31 nada será como antes // 11/December/2007 às 13:30

    Microempresário,

    Sites especializados em petróleo podem levantar quais dúvidas almejarem.

    No entanto, para quem se lembra, tais “suspeitas” sobre esgotamento de poços e capacidade de produção foram, igualmente, a tônica da crise petrolífera de 1973. Desde aquela época, a produção da Arábia dos Saud DOBROU.

    Aquele pedaço árabe , não sei se é de seu conhecimento, tem milhares de poços produzindo óleo da mesma jazida ; mas tem centenas de outros poços sempre em manutenção ou à espera de contingências, que vão de preços favoráveis ao risco de ataques terroristas. Ou seja, esses poços são uma espécie de “estoque regulador”, aptos a funcionar mediante acertos técnicos cujo maior empecilho é a logística de transporte e não a produção propriamente dita.

    Prestando um pouco de atenção, os maiores interessados no aumento das cotações são as distribuidoras e agentes de comércio, especialmente tradings operadoras do mercado. A propósito, a família imperial bush tem especial afeição ao petróleo e vive dele.

    A família imperial, não por acaso, em associação com o lobby armamentista, criou a justificativa iraquiana para inflacionar cotações, com a costumeira rede de consultorias especuladoras.

  • 32 pedro direitoba // 11/December/2007 às 13:37

    Não sou admirador do Chávez e nem o odeio. Problema de nossos vizinhos venezuelanos. Agora, que a populariade dele ainda é forte tenho certeza. Inclusive os dados sobre a distribuição de renda durante seu governo obtiveram bons resultados. Acho que o Chávez é uma liderança carismática para eles, num continente que sempre se guiou pelo personalismo político ao invés de programas partidários. Ninguém vai conseguir modificar isso de um dia para o outro. Muitas vezes o que chamamos de populismo é parte dessa situação misturada a políticas populares, que nem sequer se aproximam da inclusão social das social-democracias européias. Mas para as “elite brancas azedas” é um absurdo mudar o ritmo do chicote no lombo do povão.

  • 33 RW in Miami // 11/December/2007 às 13:44

    So’ para constar - o Castaneda e’ execrado no Mexico, por conta das cagadas que fez quando era ministro. Mas ja ouvi umas 2 palestras dele, e ele fala bem… Eu tomaria qualquer comentario dele “with a grain of salt…”

  • 34 RW in Miami // 11/December/2007 às 13:45

    E a materia do Economist diz uma coisa que eu ja’ apontei em um post passado - apesar da quantidade absurda de dolares entrando no pais, a desigualdade social na Venezuela aumentou……..

  • 35 nada será como antes // 11/December/2007 às 13:53

    Chávez e seu governo não são populistas.

    As atuais oposições de boa parte da América Latina insistem em utilizar esse termo, do qual elas próprias foram as maiores beneficiárias.

    Populistas foram Jânio, Perón, etc.

    O populismo consiste, em breves palavras, na prática política de arregimentar as massas em torno de propostas salvadoras e de teor popular que, no entanto, jamais são concretizadas, mediante manobras igualmente políticas .

    Para a manutenção da esperança salvadora, governantes populistas às vezes utilizam discurso radicalizante, não raramente voltado
    a inimigos reais ou imaginários.

    O discurso chavista, de fato, lembra parcialmente a retórica populista. A diferença marcante, porém, é que Chávez realmente implementa reformas sociais e, como temos visto, incomoda as elites.

    Os verdadeiros populistas jamais interferem nos objetivos elitistas. São, ao contrário, agentes das elites posicionados em momentos de tensão política.

  • 36 Carlos // 11/December/2007 às 14:00

    Oposição mais incompetente, digna do Guiness, é a brazuca, né não?

  • 37 Ricardo Cabral // 11/December/2007 às 14:02

    NSCA, sei não. Ele está forjando a sua própria elite também. E torço para que as reformas sociais que não descambem para uma eternização do poder sejam o mote. Pena que tenha dúvidas sobre isso, e o estilo e o discurso do Chavez não ajudam, até você reconhece…

  • 38 nada será como antes // 11/December/2007 às 14:03

    Pequeno complemento do comentário # 35 :

    Em determinadas ocasiões, até ditadores aderem ao estilo populista.

    Menéndez, da Argentina, ao invadir as Malvinas, teve intenção nitidamente populista, em desesperada ação para colher apoio popular e tentar salvar a então desfalecida ditadura.

    Sabia que a empreitada seria impossível mas, igualmente, tinha consciência do apelo nacionalista e do consequente respaldo da população, que efetivamente ocorreu nas primeiras semanas.

    O problema foi a chegada da frota britânica e …..

  • 39 nada será como antes // 11/December/2007 às 14:05

    Ricardo Cabral,

    Suas dúvidas são pertinentes e eu também as tenho.

    Por enquanto, meu apoio a Chávez decorre de suas propostas e da efetiva melhoria na distribuição de renda.

  • 40 Mr X // 11/December/2007 às 14:09

    Ah, como eu queria ter a simplicidade do Nada Será.

    O Império é malvado e suga o sangue dos pobres latinoamericanos, que seriam todos países ricos se os EUA apenas deixassem.

    Como os EUA tudo controlam, a única solução é, deixa eu ver, colocar um ex-golpista no poder com poderes ilimitados, por 20 ou 30 anos. Tal líder implementará reformas sociais que “incomodarão as elites” (parece ser esse seu principal objetivo) e causarão falta de produtos nos supermercados (facilmente explicável pelo grande aumento do poder aquisitivo do povão). Um aumento de 50% na violência urbana em Caracas também deve ter alguma explicação benévola, ou então é intriga da oposição. Eventualmente se atingirá o objetivo, isto é, incomodar bastante as elites malvadas, que se mudarão todas para Miami. O país será um sumidouro, mas e daí? Todos são iguais na miséria abjeta.

    Minha teoria? É mais simples ainda. Os países são como as pessoas. Assim como não existe fórmula mágica para ficar rico rápido, tampouco existe receita para virar um país desenvolver-se sem esforço, sem instituições fortes, sem senso de lei e de justiça. Claro, a maioria prefere acreditar em métodos mágicos (socialismo, esquemas piramidais) e culpar os outros por sua própria incompetência.

    Eu queria saber, qual é o modelo que o Nada Será admira, o do Fidel?

  • 41 pedro direitoba // 11/December/2007 às 14:16

    Gostaria de saber a que ampliação das desigualdades sociais se refere o bacana de Miami. Essa notícia saiu em todos os jornais, estadão etc. Explique-me, foragido de Miami o seguinte:

    Argentina e Venezuela são países que mais reduziram pobreza no continente

    Paulo Montoia
    Repórter da Agência Brasil

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    Brasília - Os dois países com maior crescimento econômico na América Latina também são os que tiveram redução mais forte dos índices de pobreza nos últimos seis anos. Na Argentina, o total de pobres caiu de 45% entre 2000 e 2002, para 26%, entre 2003 e 2005. O volume de miseráveis caiu de 21% da população para 9%. Mas o país ainda não conseguiu voltar aos patamares do período 1998-1999, quando registrava 23,7% de pobres e 6,6% de indigentes.

    Na Venezuela, os percentuais de pobres e miseráveis baixaram de 48% e 22% para 37% e 16%, ambos menores que os registrados no período 1998-1999, que foram 49,4% e 21,7%. Os dados fazem parte do relatório Panorama Social da América Latina 2006, divulgado hoje (4) em Santiago, Chile, pela Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal), órgão da Organização das Nações Unidas.

    O documento da Cepal registra um “grande avanço” na redução da pobreza e da miséria no continente e conclui que “é possível inferir que um grupo amplo de países tem alta probabilidade de alcançar a primeira meta de Desenvolvimento do Milênio”, que é de reduzir pela metade a porcentagem de suas populações miseráveis até 2015. Apenas Brasil e Chile já alcançaram sua meta.

    A Cepal considera pobres as famílias ou pessoas com renda insuficiente para garantir sua alimentação e outras necessidades básicas e, dentro desse primeiro grupo, destaca aquelas que não conseguem sequer arcar com sua alimentação, consideradas miseráveis ou indigentes.

    Três países na região destacam-se por registrar índices extremos de populações pobres ou miseráveis. Honduras aparece na primeira posição com 74,8% de pobres e 53,9% de miseráveis, seguida por Bolívia (com 63,9% e 34,7%, respectivamente) e Paraguai (com 60,5% e 32,1%).

    O relatório destaca que em vários países do continente houve uma queda “ostensiva” desses indicadores e destaca o Equador, onde o total de pobres caiu 18,3 pontos percentuais e o de miseráveis outros 14.2 pontos a partir dos dados de 1998/1999.

    O Brasil aparece com 37,5% de pobres, dos quais 12,9% de miseráveis em 1998/1999. Nos dados de 2000/2002, não há qualquer avanço na pobreza (37,5%) e a participação dos miseráveis aumenta para 13,2%. Nos dados de 2003/2005, a parcela mais pobre cai para 36,3% e a de indigentes baixa 2,6 pontos, para 10,6%.

    O relatório anual do Fundo Monetário Internacional (FMI), “World Economic Outlook”, prevê que os dois países continuarão tendo os maiores crescimentos econômicos do continente. O país que mais deve crescer na América Latina, segundo o FMI, é justamente o que rompeu um acordo com a organização, em 2001. Depois de crescer 9% no ano passado, a Argentina deve manter o ritmo: 8% em 2006. Em segundo lugar, vem a Venezuela. Após crescer 18% em 2004 e 9% em 2005, o país governado por Hugo Chávez deve ter crescimento de 7,5% este ano.

    Os dois países com maior crescimento, também devem conviver com as inflações menos baixas da América Latina. Inflação de 12% ao ano, tanto para venezuelanos quanto para argentinos. Já o Brasil deve ter uma das cinco menores inflações da região.

  • 42 nada será como antes // 11/December/2007 às 14:21

    Mr X,

    Não admiro “modelos” e, sim, propostas das quais sou partidário.

    Quem admira “modelo” é o senhor. Sua “teoria”, exposta no penúltimo parágrafo do comentário # 40, sinto dizer, tem mais de 150 anos de idade e, até agora, só produziu exploração e miséria (física e mental). O nome dela é positivismo e sua comparação de países com pessoas é uma derivação modernosa daquele, chamada de “evolucionismo social” spenceriano.

    A propósito, antes de me alcunhar de simplista, lapide seus conhecimentos e procure palavras e propostas mais sofisticadas.

  • 43 Mr X // 11/December/2007 às 14:27

    “Por enquanto, meu apoio a Chávez decorre de suas propostas e da efetiva melhoria na distribuição de renda.”

    Tenho a triste impressão que o Nada será fortemente desiludido…

    Pra dar só um exemplo: a Venezuela é um dos países mais corruptos da América Latina - dos políticos chavistas, à nova elite bolivariana, ao policial da esquina. Está no nr. 162 na lista da Transparency International 2007, em companhia do Turcomenistão e de Bangladesh. (Pra dar uma idéia, o Brasil está em 72). Em 2005, estava em 130, caiu 30 posições com só mais dois anos de Chavismo.

    Como é que o “socialismo do século XXI” vai resolver essa parada?

    Sugiro a cobrança de um imposto sobre a propina.

  • 44 Mr X // 11/December/2007 às 14:29

    Poxa, alguém teve a mesma idéia que eu:

    http://pauloheuser.blogspot.com/2007/08/transparncia-insidiosa.html

  • 45 Clayton Mendonça Cunha Filho // 11/December/2007 às 14:29

    Ressalte-se que Castañeda foi ministro do neoliberal Vicente Fox. Que é do mesmo partido do atual presidente Calderón. Que “ganhou” as eleições por meio de escancarada fraude. Portanto, é legítimo representante dessa mesma direita “mui democrática” que alegava que não aceitaria os resultados do referendo se perdesse e que agora que ganhou, não sabe o que fazer. O “ditador” perdeu, aceitou a derrota e a oposição fica bradando que foi forçado pelos militares (dos quais até agora não surgiu uma única confirmação da tal ameaça. Nem mesmo do “desertor” Baduel). Quanto ao não pedido de recontagem, imaginem o que não estariam dizendo se ele pedisse recontagem? E se a recontagem depois invertesse os percentuais a favor do governo? Chávez pode ser qualquer coisa, mas não é burro e sabe perfeitamente que mesmo se tivesse ganho legitimamente por essa mesma ínfima margem que o derrotou, a vitória de Pirro (ou de mierda, como prefiram) seria sua e o país estaria agora em chamas. Quem quiser que fique com suas teorias da conspiração…

  • 46 Chines Ling Shi Xi // 11/December/2007 às 14:32

    O CHines acledita que o Chaves peldeu o plebiscito e não entlou com leculsos pol achal que uma imagem de lespeito as instituições falia e tlalia pala ele um novo status.

    Um item novo a sel usado na plopaganda da sua calleila politica.

    Polem o chines pensa que ele falá qualquel coisa estupida pala mantel-se e constluil cada vez mais a imagem de lidelança da esquelda.

  • 47 nada será como antes // 11/December/2007 às 14:37

    A maior fonte de desilusão é constatar que, em pleno século XXI , o “método” de discussão de reinaldo e seus fiéis escudeiros continua a ser a dialética rasteira aristotélica.

    Aristóteles foi grande pensador e imprescindível à evolução filosófica.

    Aplicar aquela concepção superada é insistir no primarismo e andar em círculo, pois essa dialética não possui porta de saída, só de entrada.

    Quando se fala na falência da educação é a isso que se refere.

  • 48 pedro direitoba // 11/December/2007 às 14:40

    Clayton, bom comentário.

  • 49 nada será como antes // 11/December/2007 às 14:41

    Meu comentário # 47 é referente ao comentário # 43.

  • 50 Ricardo Alexandre da Silva // 11/December/2007 às 14:45

    Caríssimos(as):

    Na mesma entrevista em que cumprimentou a oposição, elogiando sua vitória (vitória de mierda) Chávez sustentou a intenção de submeter a proposta de reeleição à iniciativa popular, mediante coleta de assinaturas pedindo novo referendo.

    Isso contraria expressamente a própria constituição venezuelana, que prevê a impossibilidade de rediscussão de matérias recusadas em plebiscito.

    O pensamento, em relação a Chávez, nunca é matizado. No entanto, não creio que todos os críticos da reeleição infinita sejam direitistas (direitobas?). Claus Offe, teórico da Escola de Frankfurt e, portanto, insuspeito de simpatia ao capitalismo, tem um ensaio lapidar no qual comenta a natureza não democrática da possibilidade de reeleição infinita. Quem quiser, consulte o “Problemas Estruturais do Estado Capitalista”, último ensaio, cujo nome não me recordo.

    Qualquer um que na mesma cédula vincule a redução da jornada de trabalho e a possibilidade de reeleição infinita não pode posar como democrata. O vezo autoritário dele é flagrante. As supostas conquistas sociais não podem legitimar a centralização de poder por ele pretendida.

    Considerando a miserabilidade da Argentina após anos de política econômica desastrosa, nada mais natural que a recuperação econômica com incrível índice de redução da pobreza. Isso, contudo, não parece ser uma tendência sustentável. Ninguém investe a longo prazo em um país que decreta a moratória.

    Por fim, a corrupção no governo Chávez me faz duvidar dos dados do governo sobre redução da pobreza. Chávez está criando uma nova elite, selecionando parceiros para um capitalismo de Estado, algo que nós, brasileiros, já vimos por aqui e que não deveria impressionar ninguém, muito menos os esquerdistas.

    Cordialmente,

    Ricardo Alexandre da Silva.

  • 51 pedro direitoba // 11/December/2007 às 14:46

    nsca, bons seus comentários também.

  • 52 Ricardo Alexandre da Silva // 11/December/2007 às 14:50

    Caríssimos(as):

    No penúltimo parágrafo do meu comentário anterior eu não errei. Refiro-me mesmo á Argentina, o que fiz em resposta à matéria transcrita em um comentário do direitoba.

    Saludos,

    RAS.

  • 53 nada será como antes // 11/December/2007 às 14:51

    pedro direitoba,

    Caminhamos em paralelo.

  • 54 Pedro Doria // 11/December/2007 às 14:54

    Darwinista: minha opinião sobre o Chávez não é nada simpática e já me posicionei a respeito, aqui. Mas a acusação está citada porque, além de ser um dos mais importantes cientista políticos da América Latina, o Castañeda é também ex-chanceler mexicano, o que lhe concede fontes suficientes para ter acesso a este tipo de informação.

    Não fosse esta qualificação, não estaria citado.

  • 55 Mr X // 11/December/2007 às 14:55

    Caro Ricardo,

    O Chávez é tão elegante quando é democrático.

    E você esquece que, para os esquerdistas mais radicais, a reeleição infinita é válida apenas para seus partidários, jamais para seus opositores. Já imaginou um presidente de direita com reeleição infinita? Ia ser um gritedo esquerdista só. Por sorte, não acontece.

    Aristóteles, superado? Ah é, bom mesmo é Marx.

  • 56 Pedro Doria // 11/December/2007 às 14:57

    João Eberhardt: trata-se de uma coluna assinada por um analista, no caso, Carlos Castañeda. É editorial. É da natureza das colunas. Não é reportagem.

  • 57 Mr X // 11/December/2007 às 14:58

    pedro direitoba,

    Caminhamos em paralelo.

    ..Rumo ao abismo.

    :-D

  • 58 Pedro Doria // 11/December/2007 às 15:01

    pedro direitoba: não acho que o Chávez esteja acabado. Ele é presidente até 2012. Tem muito tempo pela frente.

  • 59 nada será como antes // 11/December/2007 às 15:03

    Até mesmo o Tomismo, como vertente filosófica derivada do aristotelismo, é superior a este.

    Pergunte a quem é do ramo, Mr X, para evitar jorro inconsequente de lágrimas ressentidas.

  • 60 Bacana de Miami // 11/December/2007 às 15:04

    Direitoba ,

    Se voce le ingles:

    “According to the Central Bank, the distribution of income has become less equal under Mr Chávez. The Gini coefficient, a standard measure of inequality, has risen from 44.1 in 2000 to 48 in 2005. Over the same period, income distribution has become more equal in Brazil, Mexico and Chile.”

  • 61 pedro direitoba // 11/December/2007 às 15:06

    Sr. ricardo de nick longo,
    vc. me parece demasiadamente agourento sobre a moratória da argentina que já não espanta nem bebê de colo. O governo argentino vem negociando sua dívida. O contexto internacional é favorável também. O arraso do neoliberalismo na argentina não foi nada para vc.? Um simples momentâneo mal-estar econômico que seria superado logo em seguida pelas forças da natureza? Ou mudança de política econômica, vide a própria tenebrosa moratória decretada com um país em pleno caos? Vc. deve estar brincando. Quanto ao segundo aspecto que vc. aborda, alguns mandatos em democracias duraram bem mais do que uma trileição do Chávez, como os 14 anos de Mitterrand. Ou em regimes parlamentares nos quais os primeiros ministros podem ser reeleitos sucessivamente. Acho que Citar o Offe, sem dúvida um analista importante do estado moderno, não desfaz o problema. Isso é argumento de força amparado no nome de um intelectual. Escola de Frankfurt não é signo de legitimidade de opinião. Achei a maior bobagem as declarações de Habermas sobre o estado na Europa e a defesa de um governo supranacional. E daí?

  • 62 confetti // 11/December/2007 às 15:06

    rw kkk

  • 63 Ricardo Alexandre da Silva // 11/December/2007 às 15:09

    Pedro Direitoba:

    Meu “nick” é longo mesmo!!! Hahahaha!!!

  • 64 pedro direitoba // 11/December/2007 às 15:12

    Bacana de Miami,
    Prefiro os dados da ONU. Mas veja que, se vc. sabe como se calcula o Gini, a disparidade desse coeficiente é uma medida para todas as faixas de renda, indicando provavelmente que hoje um crescimento da renda dos mais ricos também. Assim no vazio é a única coisa que posso imaginar. Agora, vc. descredenciaria a Cepal/ONU?

  • 65 Ricardo Alexandre da Silva // 11/December/2007 às 15:15

    Pedro Direitoba:

    Correndo o risco de fugir completamente do tema proposto, devo dizer que as políticas do Cavallo não eram neoliberais. Ou você considera neoliberal o atrelamento artificial ao dólar que por tanto tempo figorou entre os “hermanos”? Consulte os índices de liberdade econômicva da época e perceba que a Argentina não se encontrava (nem ainda se encontra) entre os setenta países de economia mais livre do mundo. Por isso é bobagem você criticar o neoliberalismo argentino.

    Por fim, não me parece que a fuga de investimento estrangeiro que vimos na Argentina tenha sido um reflexo econômico positivo da moratória. Mas sei que você vai falar que capital estrangeiro é desnecessário ou algo assim.

    A citação de Offe foi só para mostrar que nem tudo é preto no branco (SEGUNDA DIVISÃO?).

    Cordialmente,

    Ricardo Alexandre da Silva.

  • 66 Dr. Miranda // 11/December/2007 às 15:18

    nsca,

    eu continuo achando o Chávez um tremendo de um populista. Um populista de esquerda, vá lá, mas mais populista do que de esquerda. O tipo de esquerda que para mim não serve. Me explico.

    O camarada me inventa um socialismo do século vinte e um que tem muito do bolchevismo do início do século vinte. Ele mesmo vive dizendo isso. Em que se pese toda a importância histórica dos dez dias que abalaram o mundo, hoje a gente sabe também que nem tudo que Vladimir Ulianov e seus amiguinhos fizeram foi supimpa e joiado.

    Por outro lado, redução das desigualdades é assunto que tem que ser tratado com a máxima cautela. Primeiro, porque conceitos como “faixa de pobreza” são conceitos de direita. Ora, um caboclo que ganha menos de um dólar por dia é considerado miserável, mas o que ganha $1,50 por dia não entra na estatística. Depois, porque a redução de um problema catastrófico - como é o da distribuição de renda na AL - não significa nem de longe a resolução desses problemas.

    Quisesse mesmo o Chávez um socialismo do século vinte e um (ou socialismo puro e simples), por que ele não estatizou de uma vez saúde e educação? Com a grana do petróleo, ele poderia garantir esses serviços públicos.

    Ao invés disso, ele andou distribuindo umas terras em ano de eleição, e só. Populismo. Distribuição de dinheiro é bacana, mas não garante inserção, não garante igualdade, não garante desenvolvimento do ser humano.

    Volto a dizer: Chávez tinha a faca e o queijo na mão para criar na Venezuela uma nova forma (de esquerda) de se fazer política. Caiu na velha armadilha sedutora do poder. Que eu queime minha língua, mas ele não representa a esquerda que eu quero.

  • 67 nada será como antes // 11/December/2007 às 15:23

    Ricardo Alexandre da Silva,

    O caráter de uma política neoliberal não se mede apenas pela política monetária.

    O câmbio argentino viveu décadas de artificialismo, iniciado pela ditadura como forma de transferência de renda.

    A política cambial implementada por Cavallo seguiu necessidades conjunturais , mas isso não significa antiliberalismo.

  • 68 Elias // 11/December/2007 às 15:30

    “O presidente da Venezuela tem sob seu comando potencial os militantes radicais de esquerda em todos os países. Uma sugestão sua pode trazer problemas internos para qualquer um.”

    “Comando potencial”? O que diabo é isso? Ou o cara tem comando ou não tem.

    Ninguém, na América Latina, jamais jogou ou joga esse futebol todo.

    Nem os cubanos, na época da “exportação das guerrilhas”. Tanto que elas deram em nada.

    Se isso é tudo o que o tal Castañeda tem a dizer, melhor ficar calado. Não compensa o trabalho de ser lido.

    O truque é velho: super-híper-ultra valorizar o inimigo, pra super-híper-ultra fomentar o medo que ele pode inspirar e, mais à frente, super-híper-ultra valorizar uma eventual vitória sobre o dito cujo.

    Até a ditadura militar brasileira usou esse truque. Só que com muito mais competência.

    A esquerda na América Latina tende à divisão. A “esquerda radical”, mais ainda. Pra juntar esse povo sob uma mesma bandeira de luta é preciso muito mais que uma “sugestão” de muito mais que um simples Chavez.

    A única coisa que poderia unir as esquerdas latinoamericanas em torno de Chavez — e mais na retórica! — seria um golpe da direita, ou um achaque dos EUA ou algo parecido.

    No mais, se Chavez tiver que murchar e secar, ele vai murchar e secar sem que a esquerda latinoamericana mova uma palha para salvá-lo. E, se mover, vai atrapalhar mais do que ajudar.

    No máximo, serão produzidos alguns panfletos, alguns atos serão realizados e alguns artigos serão publicados em jornais e revistas que quase ninguém lê.

    Esses direitobas latinoamericanos não se cansam de repetir truque velho. Não espanta que estejam levando tanta porrada eleitoral.

    Num dia, dizem que Chavez está montando uma super-potência regional, que ameaça o Brasil e blá, blá, blá…

    No outro, Chavez é incompetente, comanda um governo idem e, além do mais, corrupto, que está levando seu país à ruína.

    Que tipo de protozoário ainda acredita nesse papo?

  • 69 nada será como antes // 11/December/2007 às 15:35

    Dr. Miranda,

    Respeito sua opinião, mas Chávez não é populista, ao menos até o presente.

    Considero Chávez como um reformista dentro do sistema capitalista.

    Alguns adversários deste site podem não entender minha posição mas, nas atuais circunstâncias, reformas sociais são um tremendo avanço, provocam repercussões políticas em escala geométrica. Daí, meu apoio.

    Tivesse a América Latina líderes como Chávez desde 1940, por exemplo, muitos de nossos problemas teriam sido resolvidos.

    Distribuir terras e dinheiro também não me agrada. Afinal, propriedade é instituição capitalista e dinheiro se transforma em consumo primário, sem agregar valor produtivo à economia, além de gerar problemas de abastecimento como o que vemos atualmente.

    Meu apoio a Chávez, repito, prende-se aos avanços sociais.

  • 70 Zictor // 11/December/2007 às 15:36

    Ainda aquecendo para a night aqui em Hong Kong, eu me junto ao grupo dos “talvez”.
    Me parece tao possivel que ne, tem graca.

    PS: Perder a face é um conceito oriental.

  • 71 nada será como antes // 11/December/2007 às 15:38

    Pessoal, peço desculpas. Compromisso urgente.

    Voltarei amanhã.

  • 72 pedro direitoba // 11/December/2007 às 15:38

    ô do nick compridão,

    Neoliberal sou eu, que cumpri as recomendações do Consenso falido de Washington, o Cavallo só seguiu na raia para deixar a Argentina naquela maravilha que acabamos por conhecer. Sendo um povo burro não voltaram a eleger as pústulas sem-vergonhas do Menen e do Cavallo. Devem ter lá suas razões. Quer dizer que paridade do câmbio, abertura comercial e outras coisitas não era o receituário neoliberal, faltou ou não figorou ortodoxia suficiente? Tá bom, me engana que eu gosto. Esse negócio de capital estrangeiro não investir na Argentina foi tempo. O crescimento econômico deles também é ilusório? Preto no branco aqui, nem pensar. Pode ser preta no branco. E tem as moreninhas também!
    Cordialmente, salamalekes.
    Bacanudo de Miami, tenho preguiça de procurar a notícia toda, te agradeceria o link. Mas só vou poder ler depois de me diplomar no curso intensivo de inglês do Chester, pelo método frangão natalino. Salamalekes com muito acentos circunflexos no lê.

  • 73 pedro direitoba // 11/December/2007 às 15:39

    Perder a face é um conceito oriental.

    Esses amarelos…

  • 74 Cássio // 11/December/2007 às 15:43

    Ontem mesmo ouvi a mesma história de um amigo venezuelano me contou a mesma coisa, dando a margem de 10% de vitória da oposição. O “quase empate” teria sido uma concessão ao Chávez. Daí, perguntei a ele se, afinal, a oposição não era ela mesma tão ruim quanto Chávez, para ceder assim.

  • 75 errado // 11/December/2007 às 15:52

    o que acho mais importante é a afirmaçao do economist. Mas to pensando em fazer uma viagem a Caracas pra conferir de perto esta historia…entre informaçao e contra-informaçao, só tirando a prova de S.Tomé…Resta saber se lá vou poder levantar o lençol e detectar a realidade…que sendo latino-americana, é antes de mais nada, fantastica.

  • 76 pedro direitoba // 11/December/2007 às 15:55

    levantar o lençol.

    Tem nego que é enxerido mesmo. Depois vai ver o que não quis ver debaixo do lençol do Chávez.

  • 77 Alba // 11/December/2007 às 15:58

    Acho bem curioso abrir espaço para o que não passa de especulação, afinal. E especulação fundada em bases bem mixurucas, convenhamos.

    Como lembrou o Elias, há contradição e grande, nesse discursinho de pintar o cara como o “demônio vermelho que põe em risco as democracias latino-americanas” porque tem não só o petróleo a 100,00, mas o controle do Exército, a quem zelosamente atende e, logo em seguida, levantar essa lebre de suposta tentativa de golpe.

    Seria ótimo, muito bom mesmo, que houvesse um pouquinho de respeito pela memória e pela inteligência das pessoas e que decidissem qual é o figurino em que desejam para Chávez - chefão ou títere?.

    Além do mais, também houve contradições pouco antes do plebiscito - enquanto alguns apontavam a quase inevitavel vitória (fraudulenta) do sim - outros já notavam que havia descontentamento, e nas áreas tradicionalmente chavistas, sendo arriscado apostar na vitória de Chávez.

    Ora, o cara é teatral, falastrão e tudo mais, mas não tem essa bola toda.

    E, quando perde e reconhece que perdeu, aí começa essa história das “sinistras intenções”. Como alguém disse, parece criança contrariada mostrando a língua a chamando de feio, bobo e chato. :))

  • 78 Paulo // 11/December/2007 às 16:04

    Veja só o que a a Wikipedia fala sobre Jorge Castañeda:

    “Castañeda llamó a detener la candidatura a la presidencia del izquierdista López Obrador “por las buenas o por las malas” y en un artículo en Reforma del 12 de abril del 2006 invitó abiertamente a las televisoras mexicanas a contribuir a la “estrategia del miedo”, para perjudicar a este último.”

    Não acredito que alguém que assume esse tipo de postura seja digno de credibilidade.

  • 79 Lise // 11/December/2007 às 16:12

    Olha, de rumores, esta história do plebiscito tem dos dois lados. James Petras escreveu sobre um possivel plano de desestabilizar Chavez antes do plebiscito http://www.venezuelanalysis.com/analysis/2911

    Ficou no rumor. Eu até estava tentada a acreditar (o modus operandi da CIA é este mesmo), mas ninguém viu um scan do documento, ninguém viu uma expressão em inglês que tenha vindo do dito cujo, então é difícil ser a velhinha de Taubaté.

    A história da CIA é tão possível quanto esta de tentativa de fraude de Chavez. E tão igualmente sem evidências.

  • 80 Alba // 11/December/2007 às 16:24

    Lise,

    E isso pra não mencionar os relatórios contraditórios da CIA sobre as “armas de destruição em massa” do Irã, que conseguiram plantar mais descrédito, se isso é possível, sobre o governo Moita (gostei dessa, posso usar?)

  • 81 Pedro Doria // 11/December/2007 às 16:41

    Alba: não se trata de especulação. O Castañeda diz que aconteceu e que fontes nas quais ele confia confirmam o fato.

    Acreditar nele é outra história.

  • 82 Mr X // 11/December/2007 às 16:42

    Até concordo com o Elias, mas, vejamos bem.

    O Nada Será, poucos comentários acima, diz que não quer o capitalismo nem a propriedade privada, quer algum outro sistema. Qual?

    Eu diria que é o comunismo, não soubesse que este está morto e enterrado.

    Já o Dr. Miranda quer um sistema que garanta “o desenvolvimento do ser humano”. Será a manipulação genética?

    O Chavez não é nenhum super-herói ou super-vilão, é apenas um medíocre repetindo os medíocres erros de nossa medíocre América Latina.

    A mesma América Latina na qual se reclama da corrupção mas se dá gorjeta pro guarda pra não pagar a multa.

    Quem espera solução mágica vai se lascar.

  • 83 Darwinista // 11/December/2007 às 16:46

    PD, considerando sua resposta (#54) ao meu comentário, seria legal se você pudesse também comentar o que escreveu o Paulo no #78.

  • 84 Alba // 11/December/2007 às 17:01

    PD,

    Se as fontes não são citadas e entram em flagrante contradição com o que era dito antes, desculpe, ou é especulação, ou é manobrazinha propiciadora de golpe, como diz o Elias..:((

  • 85 pedro direitoba // 11/December/2007 às 17:09

    O Castañeda disse está dito, pois ele tem fontes seguras e ilibadas, afora os detalhes já comentados por aqui sobre a estranha figura. Será que não dava para enserir outros aspectos nessa conversa fiada do Castañeda e na sua torcida pela queda do Chávez, sr. PD? Vc. acha mesmo que o Chávez está impopular? Com base no que? Saudações cordiais.

  • 86 Ricardo Alexandre da Silva // 11/December/2007 às 17:09

    Ô Direitoba, não entendi o que você falou sobre o “Gini” no comentário 64. Pode explicar melhor?

    Quanto ao neoliberalismo, na boa, não posso crer que você considere as políticas do Cavallo neoliberais. Será que todos os índices de liberdade econômica estão errados? Seriam pura invenção dos capitalistas, esses calhordas?

    Elias:

    Não me parece que os perfis de Chávez sejam discrepantes. Que ele assuste os vizinhos, com o aparelhamento do exército em moldes incomuns na região, parece-me bastante razoável. Ou você discorda da existência de gastos intensivos nas três armas?

    O fato dele aparelhar belicamente a Venezuela absolutamente não contraria sua incompetência administrativa. É perfeitamente conciliável prestigiar as três armas e conduzir o país à ruína econômica, conforme demonstraram as ditaduras brasileira e argentina.

    Assim, o perfil retratado pelos “protozoários” da direita não é desarmônico, como você quis fazer crer. É, em suma, mais do mesmo. Uma repetição do que já vimos inúmeras vezes por aqui. O caudilho autoritário cujo governo corrupto leva o país à desgraça. Esse perfil é assim tão incoerente? Será que não há motivos para que os países vizinhos se preocupem com a instabilidade causada pelas bravatas chavistas? Sei, não…

    Cordialmente,

    RAS.

  • 87 pedro direitoba // 11/December/2007 às 17:09

    inserir

  • 88 Bacana de Miami // 11/December/2007 às 17:15

    Direitoba,

    Concordo com vc no #64 (pra voce ver que apesar de morar em Miami nao sou inflexivel) quando vc diz que “provavelmente que hoje ( sic) um crescimento da renda dos mais ricos também”.

    Isso e’ obvio, e posso comprovar in loco , pois vou com frequencia na Venezuela. Os pobres melhoraram, os ricos melhoraram mais ainda, e os chavistas nem se fala ! O que mais da hoje em dia em Caracas e’ chavista dirigindo Hummer e tomando Johnny Walker azul com um Rolex no pulso. Ou seja, o bolo cresceu (tambem com o petroleo a $100 tinha que crescer) mas foi dividido de maneira ainda mais desigual que anteriormente.

    Por outro lado, vou ao supermercado em Caracas e vejo as prateleiras vazias…

    Em tempo: os links para os artigos do Economist sao:
    http://www.economist.com/opinion/displaystory.cfm?story_id=10252006

    http://www.economist.com/opinion/displaystory.cfm?story_id=10251226

  • 89 pedro direitoba // 11/December/2007 às 17:19

    Nick compridão,
    índices de liberalidade ninguém mais leva a sério. Sempre foi uma forma de pressionar os governos para a abertura dos mercados. Não sei o que diziam sobre a Argentina na época do quadrúpede, mas quanto ao resto que anotei, não serve?
    Sobre o Gini estou esperando o cubano-brasileiro de Miami. O índice Gini, não entrando nos detalhes técnicos de correções da curva, mede a disparidade entre todas as faixas de renda e será maior conforme a distância entre os mais ricos e os mais pobres. Enquanto o Cepal está falando da diminuição de faixas de pobreza e miséria. Portanto, coisas diferentes. Vc. pode ter a diminuição da população miserável e ter um Gini mais forte, se a faixa mais rica concentrou mais renda, anulando a melhoria por faixa num índice global. Deu para entender? Capisco? Coisa difícil de acontecer. Sei lá. Será que é uma notícia vinda daqueles jornais cubanos de Miami? Saludos.

  • 90 Nassau // 11/December/2007 às 17:22

    Mais uma teoria da conspiração.

  • 91 Bacana (mas nao cubano, porra !) de Miami // 11/December/2007 às 17:23

    Direitoba,

    Minha resposta ao seu #64 e os links estao “awaiting moderation”.

    E cubano-brasileiro e’ o cacete ! sou carioca da gema, torcedor do flamengo, etc etc.

  • 92 Bacana (mas nao cubano, porra !) de Miami // 11/December/2007 às 17:29

    PD,

    Mandei um post, ficou alguns minutos “awaiting moderation” e quando dei refresh na tela ele sumiu !! What’s going on, dude ? Should I submit it again ?

  • 93 Ricardo Alexandre da Silva // 11/December/2007 às 17:35

    Direitoba:

    Io capisco. Obrigado pela explicação. Mas, sendo assim, teríamos que admitir, aceitando o que disse a “The economist”, que a redução da miséria acompanhou uma enorme concentração de renda. Aparentemente, isso soa pouco condizente com a proposta de socialismo defendida por Chávez.

    Cordialmente,

    RAS.

  • 94 RW in Miami // 11/December/2007 às 17:43

    Postando de novo…

    Direitoba,

    Concordo com vc no #64 (pra voce ver que apesar de morar em Miami nao sou inflexivel) quando vc diz que “provavelmente que hoje ( sic) um crescimento da renda dos mais ricos também”.

    Isso e’ obvio, e posso comprovar in loco , pois vou com frequencia na Venezuela. Os pobres melhoraram, os ricos melhoraram mais ainda, e os chavistas nem se fala ! O que mais da hoje em dia em Caracas e’ chavista dirigindo Hummer e tomando Johnny Walker azul com um Rolex no pulso. Ou seja, o bolo cresceu (tambem com o petroleo a $100 tinha que crescer) mas foi dividido de maneira ainda mais desigual que anteriormente.

    Por outro lado, vou ao supermercado em Caracas e vejo as prateleiras vazias…

    Em tempo: os links para os artigos do Economist sao:
    http://www.economist.com/opinion/displaystory.cfm?story_id=10252006

    http://www.economist.com/opinion/displaystory.cfm?story_id=10251226

  • 95 Pedro Doria // 11/December/2007 às 17:45

    Bacana: Quando há mais de dois links, o anti-spam segura. Não aparece para o público até que eu o libere… coisa que já aconteceu.

  • 96 RW in Miami // 11/December/2007 às 17:46

    Thanks, PD. Bom saber disto.

  • 97 pedro direitoba // 11/December/2007 às 17:55

    Gostei do sic na citação. Vou te contratar para corrigir meus erros de vírgula e te pago corrigindo seus acentos, com todo respeito. Obrigado. Alguma coisa temos em comum: o Mengão! Afinal é cubano-brasileiro de Miami ou de Caracas? Mui atenciosamente e com os bons costumes de sempre.

  • 98 Pedro Doria // 11/December/2007 às 18:01

    Darwinista: Você tem toda razão.

    Paulo: Castañeda é um político e fez campanha contra o Obrador. Não vejo em que isto lhe contamine a credibilidade. Campanha é campanha. E o uso do ‘medo’ da vitória de um outro candidato pode parecer feio mas é um recurso político para lá de antigo. Política não é uma arte moral. Políticos só fingem moral.

    A questão fundamental é: ele dirigiu a política de relções exteriores do México. Foi o chefe da diplomacia. Tem contato com quem fez o mesmo em toda América Latina.

    Ele conhece gente próxima o suficiente ao governo Chávez que teria a informação de uma negociação destas? Não há dúvidas de que conhece.

    Podem ter mentido para ele? Podem. Por certo.

    Ele pode estar mentindo a respeito de uma informação objetiva? Tendo, pessoalmente, a achar que não. Considero que possa exagerar. Mas com tantos detalhes a ponto de dizer com quem se deu a negociação – e, diga-se, o general negociador não negou nada.

    Se o Celso Amorim deixar o cargo amanhã e disser daqui a um ano que a Cristina Kirchner tentou fraudar eleições na Argentina, fará todo o sentido prestar atenção no que ele diz. Acreditar ou não fica para uma segunda etapa.

    Mas não são as únicas coisas que fazem o que ele diz parecer plausível.

    O governo venezuelano estimou que a contagem de votos terminaria por volta da meia noite. Atrasou imensamente.

    Seria de todo razoável que Chávez pedisse uma recontagem, a diferença foi pequena demais. Ele não pediu. É estranho. Só uma fraude explica? Não. Ele pode ter tido medo de ser acusado de mau perdedor, o que politicamente é ruim.

    O Chávez parece alguém capaz de tentar fraudar eleições. A mim, parece. Aí, evidentemente, entra na especulação.

    Mas considero que os dados todos justificam a divulgação deste texto. É uma acusação séria feita por quem tem peso para ser ouvido.

  • 99 Denão // 11/December/2007 às 18:08

    Hugo Chávez não aceitou nem nunca vai aceitar essa derrota. De um jeito ou de outro ele vai conseguir empurrar guela abaixo da população as porcarias que ele inventou. A Venezuela não é democrática, quem acredita nisso são só os chorões do PSOL, os abestados do PSTU e o senil do Fidel Castro. O Lula finge que acredita. Melhor não contrariar.

  • 100 RW in Miami // 11/December/2007 às 18:12

    Direitoba, manda um teclado ABNT que os acentos aparecerao como milagre… ;-)

  • 101 Nassau // 11/December/2007 às 18:55

    Nem os mais antichavistas neste blogue botaram muita azeitona nesta empada na revelação colhida de fonte sigilosa do Castañeda, se limitaram às antigas discussões sobre a figura de Chavez e seu governo, ora populista ora popular, sobre o preço do barril de petróleo, o potencial dos poços da AS.

    Em se tratando da figura de Chavez, as polarizações são tão acentuadas, as tramas, teatralizações, propaganda e contra propaganda, que um ex-ministro do governo Fox mais do que comprometido com uma visão à direita, sair espalhando boato de suposto general venezuelano faz parte do jogo.

    Por outro lado votar contra reeleição indefinida não significa necessariamente desaprovação ao governo. No Brasil mesmo, apesar da popularidade indiscutível do Lula, pesquisas apontam rejeição ao terceiro mandato. Foi o que aconteceu no plebiscito das armas, independentemente do apoio popular ao Lula, e do empenho do governo e dos partidos de centro e esquerda pelo “desarmamento”, perderam. A coisa não é tão simples a automática assim, tem muito anticorintiano ferrenho que vota no Lula. Parece que existe um consenso de que a alternância no poder ainda é o melhor. Muitos dos que são contra o terceiro mandato, poderiam muito bem votar em um candidato apoiado pelo Lula.

    Considerar Chavez acabado em função deste plebiscito é um grandessíssimo engodo.

  • 102 Mr X // 11/December/2007 às 19:01

    Socorro! Tá cheio de comunista infiltrado aqui!
    Valei-me, São Olavo de Carvalho!

    :-D :-D

  • 103 outro leitor // 11/December/2007 às 19:40

    Castañeda tem tanta credibilidade quanto FHC. O problema é que no México tungaram o Obrador, que pediu recontagem (não aceita) e que mantém até hoje um governo paralelo.
    Daí o Castañeda parte para a especulação, como se a Venezuela tivesse um sistema eleitoral tão vulnerável quanto o mexicano.

    Senhores, a Venezuela tem o sistema de votação mais confiável do mundo - urnas eletrônicas brasileiras (nunca tiveram um resultado contestado), com a garantia do papel de votação na urna. Chávez as trouxe para lá - se ele pedisse a recontagem, seria um contrasenso tremendo, além de que o resultado seria exatamente o mesmo.

    Por último, não custa afirmar o que alguém já disse - se é assim como afirmado pelo insuspeito chanceler, por que a oposição não pede a recontagem?

  • 104 Nassau // 11/December/2007 às 19:42

    Mr.X,

    Não adianta disfarçar, um hacker egresso de um grande blog que me confidenciou que você é um comuna. Ele conhece suas origens petistas, e disse que seu propósito aqui é mexer com os brios dos visitantes esquerdistas para que saiam do armário e se manifestem indignados com suas provocações ;-)
    abs.

  • 105 Pablo Vilarnovo // 11/December/2007 às 19:47

    Pedro - Não fica por aí, as informações são de que Chavez tão fulo da vida, ao receber os militares, se retirou a um aposento e depois apareceu. Suas mãos apresentavam machucados como se tivesse socado uma parede ou algo assim.

    Segue o Relato do Blog Notolatina:

    “Mas, afinal, o que aconteceu nos bastidores do poder naquelas 8 horas de angustiante espera? Ao tomar conhecimento de que a vitória da oposição era acachapante e por isso mesmo difícil de se fraudar, Chávez começa a analisar em seu gabinete com o alto Comando Militar no Fuerte Tiuna, encabeçado pelo Ministro da Defesa, General Gustavo Rangel Briceño e os chefes do CUFAN – general Carlos José Mata Figueroa (Exército), vice-almirante Va Zahim Ali Quitana (Armada), general Luis José Berroterán (Aviação) e general Fredys Alonzo (Guarda Nacional), além de Jesse Chacón, Diosdado Cabello, José Albornoz e Miguel Pérez Abad. Estes diziam a um indócil e irascível Chávez que ele tinha que acatar os resultados da derrota, quando mandaram retirar o palanque armado na frente do Palácio com um boneco gigante do presidente (ver foto) e dispensar os jornalistas convidados para uma coletiva de imprensa.

    O Ministro da Defesa, Gustavo Briceño, levanta-se e depois de expressar seu respeito ao Comandante-em-Chefe, o adverte de que a Força Armada não iria reprimir a população. Chávez observa todos e em seguida diz: “Me mentiram, me enganaram” e recrimina Cabello com violência porque o Comando Zamora lhe informava constantemente a vitória do SIM, enquanto os informes da DIM e do DISIP diziam o contrário. Em seguida Chávez começou a receber mensagens desde a Brigada de Pára-Quedista acantonada em Maracay e da Brigada Blindada acantonada em Valencia, dos militares identificados com o general Baduel, dizendo que era inconveniente prolongar essa agonia e que eles não iriam reprimir a população, caso a verdade lhes fosse negada e se consolidasse a fraude mais uma vez. Chávez manda buscar um funcionário do CNE para que confirme as informações e este afirma que os dados são “irreversíveis”.

    Os generais dizem então a Chávez: “Presidente, ponha as cifras que quiser, sempre e quando ganhe o NÃO, como é o justo, o preciso e o verdadeiro; não queremos enganos. E outra coisa: deve deixar muito claro que as tendências do voto não vão mudar, nem hoje nem amanhã. Queremos que chame o CNE e diga isso em seu nome e com o nosso respaldo”. Chávez fica calado e depois se retira para um aposento que possui no Forte e fica lá por um bom tempo. Neste quarto, sozinho com sua consciência e encarando de frente sua derrota, ele deve ter esmurrado paredes (e talvez, chorado, porque apresentava os olhos mais inchados do que de costume), pois como mostram claramente as fotos, no momento em que ele resolve “admitir” a derrota e faz um pronunciamento em cadeia nacional, sua mão direita apresenta cortes e hematomas que não haviam quando votou, conforme pode-se ver nos detalhes.

    Finalmente ele retorna e “aceita” a vitória do NÃO. Esta foi a jogada: internacionalmente ele apareceria como um democrata e internamente, evitava uma provável guerra civil. Os números revelados para o mundo, portanto, foram os do acordo que passam longe de ser uma “vitória pírrica”, conforme debochou o ditador venezuelano. As cifras REAIS, conforme apontavam as últimas pesquisas de intenção dos votos feitas no último dia permitido pelo CNE, 25 de novembro, que davam 49% para o NÃO e 34% para o SIM, com uma diferença pró-oposição de 15%, foram: Bloco do “NÃO” – 6.585.433, e Bloco do “SIM” 3.265.324.”

  • 106 Pablo Vilarnovo // 11/December/2007 às 19:50

    Esse vídeo mostra a interceptação de uma conversa via rádio entre um prefeito da venezuela e os comandos de Chavez. Civis armados pelo ditador.

    segue o link

    http://www.tu.tv/videos/grave-muy-grave

  • 107 Thiago Azevedo // 11/December/2007 às 19:56

    Na minha opinião, o Chaves (o sim) perdeu este plebiscito porque o voto não era obrigatório. Se todos no país votassem, acho que ele levaria. Bem que podia ser assim aqui no Brasil…

  • 108 pedro direitoba // 11/December/2007 às 19:59

    PD, vc. está escorregado na maionese que nem o Viralouco. Antes do pleito, algumas projeções foram dadas por agências externas de uma vitória apertada do sim. A derrota foi uma surpresa para o Chávez. Quanto à confiabilidade do Castañeda, basta ler seus próprios leitores e comentaristas. Mas se eu fosse o Castañeda te contratava para assessor. Vai ser cabeçudo assim lá em Caracas.

  • 109 Elias // 11/December/2007 às 20:00

    Mr X,

    A meu pensar, o fato do Chavez ser esquerdizante, estatizante ou que for, é questão secundária.

    Seja o que diabo for, ele não é ameaça para o Brasil ou para a América Latina.

    A Venezuela não tem como ameaçar o Brasil. Nem a Colômbia. Nem a Bolívia. Nem os 3 países juntos. Nem os 3 países juntos, multiplicados por 2.

    A diferença é descomunal.

    Qualquer que seja o presidente de qualquer desses países, independentemente da linha idológica, só terá a ganhar mantendo boas relações com o Brasil. E só terá a perder, se abrir mão disso.

    O Brasil é o melhor parceiro pra qualquer país na América Latina. Compra bem, paga em dia e vende produtos de excelente qualidade a preços competitivos. Não deve nada a ninguém, tem uma política externa serena e equilibrada, não interfere nos negócios internos de seus parceiros, não tem pretensões territoriais, nem imperialistas, etc, etc.

    Por outro lado, é bobagem subestimar o poder de fogo do Brasil. Até porque, em comparação com seus parceiros latinoamericanos, é um país grande demais, forte demais, com uma imensa capacidade de retaliação.

    Acho compreensível que um ex-chanceler de um país que compete com o Brasil, fique procurando chifre em cabeça de cavalo para criar desinteligências entre o Brasil e a Venezuela.

    Até aí, tudo bem. O país dele tá perdendo o jogo. O Brasil duplicou suas exportações nos últimos 4 anos, e isto significa ocupar um lugar de maior destaque no mercado mundial.

    Nada mais compreensível que o competidor procure melar o jogo para o Brasil.

    Estranho é que brasileiros teimem em bater palmas para esse tipo de cretinice.

    Que, no frigir dos ovos, é inconseqüente. Das bobagens do Castañeda não se deve esperar nada que se aproveite. E, como disse o Barão, de onde menos se espera, daí é que não sai nada, mesmo.

    Essa história de “comando potencial” e de “poder de sugestão” sobre as esquerdas, então… tenha paciência!

  • 110 RW in Miami // 11/December/2007 às 20:04

    Esse relato do Pablo apareceu em varios jornais na Venezuela (El Universal, El Nacional, etc.). Onde tem fogo tem fumaca….

  • 111 Pablo Vilarnovo // 11/December/2007 às 20:08

    pedro - que a derrota foi surpresa para Chavez para mim não é novidade. Chavez chegou ao nível de ditadura que ninguém quer mais falar a verdade para ele. Se sente isolado. Sabe pouco do que acontece fora de seus muros. Sabe o suficiente para inflamar o povo à violência.

    Só para exemplificar o Baduel sofre um atentado quando foi votar. Foi salvo pelas pessoas…

  • 112 Lise // 11/December/2007 às 20:31

    Totalmente off topic - mas o título não devia ser “fraudar o plebiscito”? Forjar resultados, ainda vá, embora me soe estranho. Mas o plebiscito seria fraudado.

    Ah, meu português já foi para as cucuias há tempos…

  • 113 Elias // 11/December/2007 às 20:53

    “Your comment is awaiting moderation.”

    PD,

    Por que isso aí no meu comentário #109?

  • 114 Hugo Albuquerque // 11/December/2007 às 21:17

    A direita da Al gostaria, mais que o próprio de Chávez, que ele vencesse o plebiscito para que pudessem estampar nas manchetes que “o golpe foi dado”.
    Acontece que ele perdeu e aceitou o resultado e muita gente ficou desmoralizada com a atitude do mandatário daquele país.
    Restou para os direitistas dizer que “não foi bem assim” e que houve mais coisa, para não passarem por baixo e terem como responder quando algum esquerdista os indagar algo como “quem é o ditador agora?”.

  • 115 Hugo Albuquerque // 11/December/2007 às 21:18

    Aliás, uma vitória ou uma derrota apertada era justamente para onde as pesquisas apontavam.

  • 116 Lise // 11/December/2007 às 21:24

    (elias, se tinha dois links no teu comentário, o anti-spam bloqueia, foi o que o PD disse para outro).

  • 117 Chesterton-Dracul- El Cid // 11/December/2007 às 21:40

    Se o voto na Venezuela fosse obrigatorio , Chaves perderia contra 75%.

  • 118 Alba // 11/December/2007 às 21:44

    Lise,

    Acho que seu português não foi tão pras cucuias assim. Seria mesmo um título melhor.

    Aliás, PD, desculpe pelo off-topic, imagino que esteja com muito trabalho e é claro que não ganha muita coisa com esse esforço benemérito de manter essa comunidade com perfis tão díspares, mas por isso mesmo, tão interessante.

    Não estaria na hora de falar um pouquinho dos cliques nas propagandas e dos livros?

    Beijo

  • 119 Pedro Doria // 11/December/2007 às 21:48

    outro leitor: as urnas eletrônicas brasileiras não são seguras e já houve resultados questionados, sim, caso das eleições para governador do Distrito Federal, em 2002.

  • 120 O Espezinhador // 11/December/2007 às 21:50

    Se Chavez é um vizinho incômodo, então basta um esforço conjunto dos serviços de segurança dos países vizinhos em formar comandos que engendrem um atentado.
    Matar Chavez é a solução. Pode falhar nas primeiras vezes mas numa hora alguém dá sorte e consegue.

  • 121 O Espezinhador // 11/December/2007 às 21:51

    Mas infelizmente ninguém matará Chavez. Chavez tem bons vizinhos, muitos deles comprometidos com o Foro de S. Paulo que é a entidade que verdadeiramente governa a América Latrina.

  • 122 Chesterton-Dracul- El Cid // 11/December/2007 às 21:54

    Não matam Chaves porque Lula o protege.
    Quando surgiram as primeiras notícias de que começavam a faltar carne, leite e ovos na Venezuela, não me surpreendi. Socialismo é isso mesmo. Sempre foi. Nada de espantar que começasse a faltar comida no socialismo do século XXI do fanfarrão Hugo Chávez. E pensei com meus botões: logo vai faltar papel higiênico. O socialismo sempre foi incompatível com papel higiênico. Não deu outra. Li há pouco, em reportagem do Lourival Santana, que começa a faltar papel higiênico na Venezuela.

    O papel higiênico foi inventado há apenas 150 anos. É coisa recente em termos de história. Mas seu uso não é lá muito universal. O mundo muçulmano não o usa muito.

  • 123 Pablo Vilarnovo // 11/December/2007 às 22:09

    Hugo- Não não eram não… As pesquisas, ilegais diga-se de passagem, pois Chávez proibiu pesquisas, davam margem de 10% ao No.

    E aliás, quando Chávez qualificou a vitória do No como vitória de merda realmente ele estava aceitando democraticamente a derrota. Quando ele afirmou que continuará seus planos mesmo sendo derrotado pela vontada dos venezuelanos ele está sendo, carinhosamente, educadamente, democrático…

  • 124 Hugo Albuquerque // 11/December/2007 às 22:17

    As que eu vi e ouvi, pelo menos, apontavam para isso.
    Depende muito de como o instituto de pesquisa calculou o peso da abstenção.

  • 125 Paulo // 11/December/2007 às 22:21

    PD:

    Primeiramente, obrigado pela resposta.

    Concordo que a política não é uma arte moral. Hugo Chávez também não exitou em usar o “medo” como arma política ao afirmar, por exemplo, que quem votasse no SIM estaria votando em George W. Bush. Mas quando você apresenta Castañeda apenas como “cientista político”, sem dizer que ele promoveu uma campanha de difamação contra Obrador, um político ideologicamente próximo a Chávez, você omite uma informação vital. Ora, se Castañeda topou derrotar Obrador “por las buenas o por las malas”, por que ele não faria o mesmo com Chávez?

    A única evidência que corrobora com a versão de Castañeda é que até o momento ele não foi desmentido. É um evidência forte? Certamente.
    Até por que saiu na famosa Newsweek. Mas não é tão improvável que Chávez e Baduel não tenham tomado conhecimento desse artigo. Afinal, o texto foi publicado já faz quatro dias e eu não vi ele ser repercutido em lugar algum (tirando aqui, claro).

    De resto, as provas de Castañeda são fragilíssimas. Creditar uma informação a “an intelligence source” é truque velho. Dizer que os presidentes latino-americanos tem medo de Chávez é opinião, não informação. Quais são as outras evidências? Eu, sinceramente, não vi nenhuma. Além do mais, por que a oposição
    aceitaria que o resultado fosse adulterado? Eles certamente tiveram acesso aos dados, já que, assim como o governo, eles tinham observadores nos locais de votação. Medo da reação de Chávez não pode ser, pois a oposição, historicamente,
    jamais demonstrou temor de confrontá-lo.

    Chávez parece alguém capaz de tentar fraudar eleições? Não sei. O que eu sei é que todas as eleições anteriores que ele disputou foram referendadas por organização independentes, como a OEA e o Instituto Carter.

    abraço

  • 126 Arilo // 11/December/2007 às 22:40

    Discordo da posição do Pedro Doria, porque nem todo mundo que possui ideologia padece de maniqueísmo.

    Confesso minha posição de esquerda; mas contesto a versão apresentada por conta da falta de verossimilhança.

    A imprensa sempre apontou uma apertada disputa. Jornais brasileiros noticiaram pesquisa de boca de urna que dava vitória apertada à Chavez, tanto que chegaram a informar, irresponsavelmente, a vitória do “sí”. O sistema de votação venezuelano é mais (muito mais) seguro do que o brasileiro, conforme afirmaram vários observadores internacionais.

    Acusar, sem provas, a democracia venezuelana é irresponsabilidade.

  • 127 Mr X // 11/December/2007 às 22:44

    Elias,

    O Chávez é ameaça para os venezolanos sem papel higiênico, não para o Brasil.
    Com o Brasil de Lula, o Chávez é até amigo ideológico e, deixando a ideotologia de lado, parceiro comercial.

    Mais preocupante é a conexão com o narcotráfico e o terrorismo, que certamente existe (os amigos de Chávez e Lula são as FARC, o Beira-Mar, a Síria, o Irã, etc)

  • 128 proftel // 11/December/2007 às 22:49

    Passei os olhos nos comentários acima, hoje foi pauleira no serviço.
    Pra mim o Chaves engoliu a derrota não por pressão, o cara não é burro, qualquer vacilo e os EUA que já estão até a tampa com ele arrumam uma desculpa e congelam os bens da Venezuela em tudo quanto é parte.
    O kra se laska.
    Nem precisa dar tiro muito menos botar porta-aviões nos costados dele.

    hehe.

  • 129 proftel // 11/December/2007 às 22:51

    Ah, não precisa papel higiênico não, no serviço falaram que ia faltar e eu taskei na lata “-dá um sabugo de milho prá cada um, limpa e é reaproveitável, só dar uma lavadinha”.
    Arrumei um e deixei em cima do gabinete do meu computador.
    Quando alguém perguntava o que era aquilo eu explicava “-Tão falando que vai faltar….”.
    Até hoje não faltou.

    kkkkkkkkk rsrsrsrsrsrsrs

    :-))))))

  • 130 Chesterton-Dracul- El Cid // 11/December/2007 às 23:01

    Politica não é moral, a achar que toda moral é a política é que é o grande problema.

  • 131 Chesterton-Dracul- El Cid // 11/December/2007 às 23:06

    Proftel, o fiofó é teu…

  • 132 mamamia // 11/December/2007 às 23:07

    O ULTIMO GOLPE NA VENEZUELA FOI DADO POR QUEM E COM O APOIO DE QUEM???? A DIREITA VENEZUELANA, COM O APOIO DOS EUA E SUA EMBAIXADA!!!! QUER DIZER QUE O PLESBICITO NA REALIDADE FOI UM GOLPE QUE CHAVEZ QUIS DAR!!! EHEHEHEHEHEHE CONTRA QUEM?? CONTRA ELE PRÓPRIO?? COCNTA OUTRA PIADA!

  • 133 proftel // 11/December/2007 às 23:08

    Ué Chest, tá morando na Venezuela?

  • 134 proftel // 11/December/2007 às 23:14

    Vou nessa, já passei da minha hora.
    Fiquem com o Chaves, Chaves, Chaves….
    Claro que é aquele do seriado, é mais saudável.
    Boa noite a todos (as).

    hehe

  • 135 L.C.A. // 11/December/2007 às 23:27

    Agora recebo o artigo, escrito pelo ex-ministro mexicano Jorge Castañeda, reproduzido pela revista Newsweek e baseado numa “fonte” do “serviço de inteligência” americano segundo o qual Hugo Chávez teria tentado fraudar a apuração do referendo, só sendo demovido disso depois de uma ameaça de golpe militar. Considerando que a “informação” foi publicada por um antichavista doente, numa revista americana, tendo como fonte os mesmos que inventaram as armas de destruição em massa no Iraque eu considero a credibilidade do artigo próxima de 0%. Os Estados Unidos querem derrubar Chávez desde 2000. E vão continuar tentando. Não aceitam a presença dele no governo nem até 2013.

  • 136 Brancaleone // 11/December/2007 às 23:28

    Se você esperava por um grande líder, se seus sonhos de um america latrina decente dependiam de um homem, se voce acha que o mundo precisa de um exemplo de governo voltado aos pobre