Oswaldo Aranha e a criação de Israel

Brasil · História · Israel e Palestina · 10/12/2007 - 08h19 - 230 Comentários

Em 29 de novembro de 1947, a partilha da Palestina foi aprovada na 49ª Sessão da 2ª Assembléia-Geral da ONU, sob a presidência do diplomata brasileiro, com o seguinte placar: 33 votos a favor, 13 contra e 10 abstenções. Foi o fim de um processo febril de negociações. E o começo de uma era sem fim de confrontos. O projeto sionista de uma pátria para os judeus ganharia ali legitimidade internacional, o que levou à criação do Estado de Israel no ano seguinte. Meses antes da partilha, porém, formou-se um grupo nas Nações Unidas – o Unscop, United Nations Special Committee on Palestine – para estudar a divisão. Fabregat, García Granados e García Salazar atuaram nele, inclusive trabalhando ao lado dos judeus num alojamento ainda hoje preservado num bairro residencial de Jerusalém. Oswaldo Aranha, não. Recebeu a proposta nos EUA, aparou divergências e levou-a a votação – para vencer.

A história de Oswaldo Aranha, o brasileiro responsável pela criação de Israel, contada por Laura Greenhalgh.

(A decisão da ONU de criar Israel e Palestina faz 60 anos em 2007.)

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