América, o nome, faz 500 anos
Após cem anos de negociações e um preço final de 10 milhões de dólares, a Biblioteca do Congresso dos EUA arrematou e apresentará em exposição a única das 1.000 cópias do mapa múndi de Martin Waldssemüller da qual se conhece a existência.
Foi impresso em 1507 – há exatos 500 anos.
E é o primeiro mapa a apresentar o novo mundo pelo nome América. (É permitido chamá-lo de certidão de nascimento.)
Waldssemüller batizou o continente após ler um relato falso atribuído ao navegador genovês Amerigo Vespuccio, espião de Lorenzo dei Medici perante as descobertas hispano-lusitanas. Se Europa e Ásia foram batizadas com nomes de mulher, sugeriu o cartógrafo, era bastante justo que este quarto desconhecido do mundo tivesse nome de homem.
Os 500 anos de um nome?
Não faz muito, ‘América’ era um nome que representava esperança. Ainda há, vivos, europeus – judeus expatriados, portugueses, espanhóis, italianos – que vieram para o Brasil entre os anos 1930 e 50 com apenas este nome em mente: América. Uma terra de esperanças que atraiu, de norte a sul do continente, uma gente pobre e humilhada em busca de uma vida renovada.
Hoje, só os EUA mantiveram o hábito de chamar sua terra ‘América’. Mas entramos no último mês do ano do quinto centenário do nome. Não custa lembrar.
Ainda sobre o assunto:
- Uma aula sobre América Latina
num site gramsciano O site Gramsci e o Brasil apresenta uma batelada de entrevistas feitas por Mauro Malin com Antonio Carlos Peixoto, professor... - Avanço chinês sobre a América Latina Enquanto o presidente norte-americano Barack Obama se prepara para a reunião que terá com seus pares latino-americanos, no fim de...
- Che, 40 anos após sua morte O médico e guerrilheiro Ernesto Guevara de la Serna morreu no dia de hoje, há 40 anos. Seus amigos chamavam-no...
- Forças Armadas e Democracia na América Latina Honduras não é o Irã – mas enquanto os golpistas latino-americanos tentam impor um toque de recolher, também lá a...
- Há 90 anos, na Rússia Foram dias de trabalho intenso que fizeram com que este Weblog perdesse, ontem, uma data importantíssima: foi o 90o aniversário...



confetti
Puta sacanagem com o Colombo.
E essa história de América do Sul, Central e do Norte, quando surgiu?
Na verdade, teria sido muito mais justo chamar tudo de Colômbia. Foi um tanto oportunista por parte do Vespúcio.
Agora, sobre o continente ter significado abrigo e esperança pra muita gente, acho que teríamos que pensar um pouco até nos muitos expatriados da nossa comunidade do Weblog.
Isso, porque desde a época de Collor, o Brasil vêm se tornando cada vez mais terra de emigrantes, o que é triste, já que tantos destes emigrantes somam talentos que teriam muito a contribuir para o país.
No final, por mais que se diga que o país finalmente entrou no rol dos países de alto IDH, ainda há milhares de brasileiros usando a porta da emigração, não é?
Alba, vc me fez lembrar de um belo filme do Walter Salles e da Daniela Thomas, Terra Estrangeira…
E na Folha de hoje tem uma matéria correlata: País perde cada vez mais “cérebros” para o exterior (para assinantes), do Antônio Gois, dizendo que o “número dos que receberam visto dos EUA dado a profissionais qualificados cresceu 185%”, e que na última década “quase dobrou a proporção de brasileiros com nível superior vivendo nos países da OCDE, que reúne nações ricas”
E li sobre a diferença de IDH entre negros e brancos, só não lembro onde. Pareceu uma autalização dos estudos do sociólogo e economista Marcelo Paixão, da UFRJ, que já mostrara a diferença a partir dos dados de 2002, e que agora repete a dose, dizendo que pelo menos nestes últimos dados o IDH dos negros subiu mais do que o dos brancos, ainda que a diferença continue gritante…
Desculpem, esqueci de colar o endereço do link:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0212200701.htm
Faltou um fato curioso e não comentado no texto.
Já li que esse mapa foi elaborado por Leonardo Da Vinci, é verdade?
Ricardo,
Pois é, foi a primeira coisa que li na Folha de hoje. Mas quem de nós não conhece ou tem alguém da família vivendo longe?
E é mesmo um filme maravilhoso. Se alguns de nós têm saudade de sua região de origem, que dirá ter que se adaptar a outro país, com outros códigos, outros comportamentos ?
Acho que isso fala muito sobre o tipo de país que construímos e suas sucessivas crises, sem falar da abismante desigualdade de renda, mesmo sem considerar as diferenças entre brancos e negros.
Por outro lado, nós recebemos ainda os mais pobres dos pobres. Como alguém lembrou lá no post do Morales, há centenas, talvez milhares de bolivianos em São Paulo, trabalhando clandestinamente em confecções no Bom Retiro e sendo impiedosamente explorados.
Sem falar dos africanos. Fico horrorizada quando sei de alguns que embarcam clandestinamente para Santos e chegam mortos. Só muito desespero justifica tal coisa, não é?
Alba,
Eu sou formado em Direito pela Federal de Pernambuco e falo seis línguas, será que me encaixo neste grupo?
PS: Já fiz mais da metade das perguntas do PD
Já viajei um pouco por alguns cantos deste mundo, Alba, e foi estranho ver o progressivo recrudescimento das autoridades alfandegárias em relação aos brasileiros ao longo das décadas. Foi muito ruim, por exemplo, ser revistado na Cidade do México, uns bons 20 anos atrás, como se fosse um potencial candidato a emigrante ilegal atravessando a fronteira com os EUA…
Zictor,
Acho que você é um exemplo acabado de talento que poderia talvez ser muito aproveitado aqui, embora eu não saiba das razões que o levaram à China. Mas suponho que tenham sido melhores oportunidades profissionais, não?
E êêba! sobre você estar respondendo às questões. :))
Ricardo,
Você já viu fotos de imigrantes africanos tentando entrar na Europa ? De chorar :(
E mesmo nós, brasileiros, somos mesmo cada vez mais discriminados.
No fim, a tal globalização quer liberação de mercados, de capitais e coisa e tal, mas não está lá muito interessada em gente. :((
Olha, espalhar cérebros brasileiros pelo mundo para aprenderem o que há de melhor não é tão ruim assim.
Você gera uma rede de brasileiros no mundo que indiretamente acabam favorecendo nosso país. Eu me lembro que a Índia fez algo semelhante. Eu estou pelo mundo agora, mas um dia sonho em voltar para o meu país para ajudar.
PS: Quase terminando as perguntas do PD
well…anualmente universidades européias ofertam bolsas de estudo de mestrado e doutorado a estudantes brasileiros. Porque são bonzinhos? Claro que não. É a melhor maneira de arregimentar pesquisadores e trabalhadores capacitados a custo zero. Após o mestrado, muitos ficam por lá mesmo, seja na Alemanha, Suiça, França, Inglaterra, etc. Empregados (e bem remunerados) em empresas de ponta que trabalham em parceria com as universidades.
Lá as universidades estabelecem parcerias com empresas de ponta, que oferecem material, treinamento e financiamento em troca de profissionais capacitados e projetos de pesquisa. Produtos e métodos são desenvolvidos dentro de universidades com o apoio e financimento de empresas privadas. É negócio de risco, mas quem é ousado e competente acaba se dando bem.
Aqui no Brazil, se uma empresa chegar perto de uma universidade pública com uma conversa dessas é logo taxada de exploradora e de tudo que não presta.
Infelizmente no Brazil universidades e empresas ainda vivem de costas uma para a outra, salvo pouquíssimas exceções.
Zictor,
Em princípio, conhecer o mundo abre horizontes, ensina, torna as pessoas mais tolerantes. Nada tenho contra isso. O que me incomoda é quando o número dos que saem se torna alarmantemente alto, sabe?
Acho que há dois, talvez até três, tipos de emigrantes: os que se encaixam na descrição feita pelo Zé Bush, que são os cérebros, disputados pelos países ricos porque realmente é excelente negócio usar o talento de alguém em que estes paíse ricos não investiram um centavo na formação.
Pelo que sei, a CNPQ começa a regulamentar essa coisa de bancar um bolsa de doutorado na Europa para, em seguida, perder o pesquisador para os europeus.
Aí, há o grupo dos que buscam melhores oportunidades, que não encontram aqui.
E há também os que emigram em busca mesmo de melhores condições de vida, como nos acostumamos a ler sobre o pessoal de Governador Valadares. É o pessoal de que fazia parte o Jean Charles…
E agora vou pra praia. No seu relato, você fala sobre as praias da China? Deve ser curioso.
E você é pernambucano?
Imigrante brasileiro é gente boa.
Não se ajunta em grupelhos mal intencionados, não se torna terrorista nem ataca o país que os recebeu.
Brasileiro tambem não sai incendiando carros, saqueando lojas ou enfrentando a polícia como fizeram na França.
Brasileiro não é tão otário assim. Quando vai fazer a vida lá fora, luta para fazer a SUA vida e não fica servindo de laranja para liderezinho terrorista.
…sinto lembrar ao sr. brancaleone que quem incendeia carros na frança são FRANCESES
…é descabido e desonesto chamar filhos e netos de imigrantes de “imigrantes”, tal como fazem aí
.:não me estranha que se revoltem
oh, yeah…
se a arabia saudita é o único país do mundo cujo nome deriva de uma família, os eua são o único país sem nome…
…porque americanos somos todos de norte a sul
…o que lhes sobra? united staters?? isso lá é nome de nacionalidade???
Ao ler este post, me lembrei de minha nona, que veio pequenina da Itália e quando a nostalgia lhe batia cantava la canzione Mérica, que já apareceu no filme O Quatrilho.
Da l’Italia noi siamo partiti
siamo partiti col nostro onore
trenta sei giorni di macchina e vapore
e em América siamo arrivà
Merica merica merica
Cossa sarala sta merica
merica merica merica
un bel mazzolino di fior
Nella merica siamo arrivati
no abiam trovato ne paglia e ne fieno
abbiam dormito sul nudo terreno
come le bestie abbiamo riposa
L’America l’è lunga e l’è larga
a l’è fata de monti e de piani
e com l’industria dei nostri Italiani
abiam formato paesi e città.
Vou colocar a tradução:
Da Itália nós partimos / nós partimos com nossa honra / trinta e seis dias de máquina e vapor / e na América nós chegamos /
Merica merica merica /Que coisa será esta merica / merica merica merica / um bonito buquê de flor /
Na América nós chegamos / não achamos nem palha e nem feno / dormimos no desnudo terreno / como as bestas repousamos /
A América é extensa e ampla / encantada de montanhas e de planície / e com a indústria de nossos italianos / Formaram países e cidade.
Tenho, aqui comigo, um livrão com a História da Cartografia.
Aqui diz, que a glória do descobrimento colombiano foi arrebatada, durante certo tempo, ao Almirante, por Américo Vespúcio, porque se acreditava que o lugar de chegada de Colombo eram os fins asiáticos .
Que Waldseemuller contribuiu para esses erro quando propôs batizar o Novo Mundo de América.
Que mesmo tendo retificado o equívoco, não se conseguiu mais trocar a denominação do continente.
Dom,
O Waldseemuller para sua “Introdução Cosmografial” de 1507, se baseou no planisfério de Alberto Cantino, 1502 e no mapa-mundi de Nicolas Caverio, de 1505, conservado na Biblioteca de Paris, que segue o mesmo modelo do de Cantino, que foi desenhado em pergaminho, por um genovês ????, mas o idioma da toponímia demonstra sua origem portuguesa. Diz-se que o mapa corresponde a motivações políticas e que assinala os contornos terrestre que desejavam destacar.
Alba, quando morava aí na Baixada Santista conversava muito com um amigo do meu irmão que trabalha no porto de Santos.
Seguinte, os africanos que aqui chegam moribundos deram muita sorte.
A maioria quando descoberta em alto mar, principalmente em navios de bandeira do sudeste asiático são jogados no oceano sem dó.
Viram comida de tubarão (se é que tem tubarão tão longe do litoral).
Quanto aos brasileiros que saem daqui d’onde moro, um corretor falou “-Olha, o mercado de imóveis está inflacionado na cidade por conta das donas que sairam prá “trabalhar” na Suíça ou pr’aquelas bandas, estão voltando com as bolsas cheias de euro e comprando de tudo por aqui”.
Já foi o tempo que se mandar prôs EUA e juntar $ valia a pena, o marido d’uma colega de trabalho, aqui caminhoneiro, voltou depois de 3 anos, trabalhou como “chapa” e não conseguiu se aprumar, voltou falando horrores do terrorismo da migração de lá, chegam numa cidade e fecham tudo, enchem prisões e deportam meio mundo.
Quem emprega ilegal e é descoberto tá frito, a legislação e as penas são severas, ninguém está arriscando mais, e outra coisa, quem volta está contando que o maior perigo são os próprios brasileiros que deduram.
O kra trabalha como “escravo”, se laska e não consegue fazer um pé de meia, aí volta.
É o que tenho ouvido falar por aqui.
E não são poucos, infelizmente.
Escrevi d’uma vez aí, desculpem algum erro.
:-/
Ana Pulg:
Olha, você gosta de mapas?
Um presentinho aqui:
http://www.serqueira.com.br/mapas/index2.htm
:-)
Proftel,
É verdade que na administração Bush, por conta do bendito “combate ao terrorismo”, os controles à imigração aumentaram e a vida não está fácil para brasileiros e latinos em geral.
Mesmo assim, em algumas cidades, pelo que tenho lido, a aplicação da nova legislação a brasileiros, que eram 40% da população, afetou a economia de tal forma, que pedem pela volta dos brasileiros.
E obrigadíssima pelos mapas. Não sei se a Ana Pulg gostou, mas eu adorei! :)
Sempre gostei de história e geografia. Nunca “estudei” estas matérias na escola, mas LIA estas matérias.
Uma frase marcou-me ainda nas séries iniciais:
“…morreu pobre e esquecido em Valadolid…”
Esta frase refere-se a Colombo e foi um final triste, desanimador e desestimulante.
Com o tempo aprendi que o futuro e a história são extremamente ingratas e injustas…
Rodolfo:
Por obséquio, informe qual é a fonte da informação do post 16.
Confetti: Só acredito no post 16 se voce avalizar o que o Rodolfo postou…
josua quem nasce na frança é frances, seja la filho de quem for….uma das discriminaçoes mais recorrentes é chama-los de imigrantes….rodolfo esta certo …
Os brasileiros estão abandonando o barco não só devido aos altos salários lá fora mas também pela violência endêmica aqui e a qualidade de vida definhando ano após ano. Só bobo ainda não percebeu que as grandes cidades brasileiras, onde costumam ser produzidos esses gênios, estão à beira do colapso devido à deterioração urbana.
Agora vem o presidente anunciando ‘programa de urbanização de favelas’ e outras maquiagens que não resolvem nada e ainda vão atrair mais pobres e gerar mais favelas. Dinheirama jogada fora. Isso é como enxugar gelo.
Proftel,
Achei um presentão. Curto muito mapas. Cada que vez que tu escreves sobre a ação do vulcanismo, vou lá naquele mapa, daquele site… hehehe… e esse aí tem curiosidades.
Pelo jeito, eu e a Alba vamos nos lambuzar.
Ana e Alba, que bom que vocês gostaram.
Aqui há algumas imagens de satélite, não gosto muito do site da NASA mas…
http://visibleearth.nasa.gov/view_set.php?categoryID=2249
:-)
Ana e Alba:
Aqui há informações sobre o Mapa de Piri Reis, interessante o assunto, não sei como ninguém falou sobre ele ainda por aqui:
http://www.sbmrj.org.br/Historia-pirireis.htm
:-)
Pedro,
Escolha:
Américo Vespúcio
ou
Amerigo Vespucci
Por outro lado tomara que o dinheiro compre aos antigos donos um péssimo de um karma.
Acho nojenta a capacidade humana de comprar peças da história para deixar guardadas ou melhor, esquecidas no fundo de uma biblioteca.
Ricardo, Alba
Naturalmente vi a matéria da folha mas chega a dar pena da mentalidade do tal do presidente da Comissão Nacional de População e Desenvolvimento.
Afirma o ilustre:
“O Brasil fornece talentos para esse mercado global. O ponto é saber se é benéfico ou deletério. Se o trabalhador tiver estudado numa universidade pública, é deletério, pois foi o Estado que subsidiou sua educação.”
Eu fico cá pensando com meus botões. Subsidiou quem homem branco? A universidade pública não é paga através dos impostos que pagamos?!?!
Já há algum tempo que venho batendo nessa tecla nem o governo brasileiro nem a iniciativa privada absorveram a mudança do perfil do expatriado brasileiro. Como escrevi no meu blog faz alguns meses, tente investir no Brasil a partir do exterior. PESADELO. Regras complicadas e desinteresse do setor financeiro restringem o perfil do investidor aos clientes com grandes fortunas. Basta olhar para a Índia para perceber o potencial econômico do imigrante. Já nós brasileiros, exceto pelos dekasséguis somos absolutamente ignorados.
Quanto ao subsídio do governo brasileiro, bom esse eu confesso, joguei fora quando fui jubilado do CEFET. Tive que terminar o segundo grau em um curso supletivo do governo estadual (RJ). :-)
Já a faculdade teve que ser particular mesmo, visto que poucas são as universidade públicas que oferecem cursos noturnos. Fiz um ano mas como fui contratado para ser enviado para um projeto em Israel fui forçado a trancar. Hoje sou estudante de uma universidade aberta no Canadá. Estudo remotamente com os livros que recebo em casa, falo com meu professor por email e telefone, interajo com outro alunos via internet enquanto as provas sou obrigado a fazer sob a vigilância ou de um funcionário do governo canadense ou de um professor universitário aqui na Austrália. Como a Austrália também possui uma universidade aberta, não é difícil encontrar centros de realização de provas.
@brancaleone
“O estado moderno saudita foi fundado em 1932 por ABD AL-AZIZ bin Abd al-Rahman AL SAUD (Ibn Saud) depois de 30 anos de campanha para unificar a maior parte da península arábica.” (CIA World Factbook - https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/geos/sa.html)
…não lembro em qual documentário eu ouvi esse interessante detalhe (pode ter sido o Power of Nightmares - http://www.archive.org/details/ThePowerOfNightmares)
e fazendo uma rápida recompilação na lista de países, não aparenta haver outro semelhante estado nacional/familiar
q catzo isso tem a ver com o post? bueno, tirando a relação parasitária que tem sauditas e estadunidenses, nada!
enfim…
André,
Pois é, o mundo mudou mesmo. Hoje no Estadão, há uma entrevista com Joseph Stiglitz, que foi presidente do Banco Mundial, e com Eric Hobsbawn. Há um trecho aqui:
http://www.estado.com.br/editorias/2007/12/02/cad-1.93.2.20071202.31.1.xml
A orientação dos dois é bem diferente, mas concordam em que a globalização econômica andou mais rápido que a globalização política, o que vem gerando problemas de âmbito mundial - desde o aumento dos níveis de pobreza até a ameaça de esgotamento dos recursos naturais.
Quanto aos expatriados brasileiros, desculpe, mas acho justo que o cara reclame de perder quem se formou em universidades públicas, bancadas por todos nós. Afinal, esse pessoal tem boa formação e vai trabalhar em países que não investiram nada nessa formação.
Por outro lado, é justo que encontrem aqui as condições que são ofertadas fora, ou algum tipo de incentivo.
Logo a seguir à matéria do Antônio Gois, há outra, dizendo dos cuidados de alguns países para conservar seus cérebros.
“Numa tentativa de segurar seus melhores quadros, os países que são alvo desse interesse também tentam criar condições para repatriar seus quadros de alta qualificação. Coréia do Sul e Taiwan, por exemplo, criaram programas para recrutar e oferecer a seus melhores quadros salários competitivos, melhores condições de trabalho e ajuda com habitação e educação dos filhos.”
Agora, que o Brasil trata muito mal seus expatriados é a mais pura verdade. Reforçando o que você disse, a Gwyn, que mora na Inglaterra e trabalha com cartões de crédito, diz que é praticamente impossível socorrer alguém que tenha sido assaltado no Brasil, mandando dinheiro. Os obstáculos burocráticos são tão grandes, que a pessoa acaba tendo que se virar de alguma outra forma. :(
Será que aqueles imigrantes imaginariam que seus descendentes considerariam seus sobrenomes como símbolos de status (no Brasil ao menos)?
Proftel,
Não conhecia o trabalho de cartografia do turco Peri Reis.
Obrigada
TÔ tão interessado…..brasileiro fora do Brasil….estudado?
Hummmmmmm……coitadinhos!
Em Miami tem de montão…..o Mangabeira que o diga…….carreira ou nação?
Por isso os alemães ainda cultuam seu bel hino…que não é nazista não! Alemanha, Alemnha ,acima de tudo……..que belo país!
Já revisionou o nazismo e parte para o século XXII…sem vãs esperanças…….enqunto iisssooo os nossos oriundis, espanholitos e afins tiram passaporte europeu…..problema deles….. low profile…..EEEEEE……..
Definitivamente…..Brazil ame-o ou deixe-o!
reportagem da Folha ?…sempre “equidistante”….vai virar uma Veja!
well….e quando nosso continente americano comemora seus 500 anos, essa data ficará indelevelmente marcada nos anais da humanidade marcando também a merecida queda do asqueroso Corinthians para a briosa segunda divisão de futebol.
E que lá permaneça por mais 500 anos.
Como persistente torcedor do glorioso Juventus Paulista, é o que desejo do mais profundo do meu coração e da minha alma.
Tenham uma ótima semana. Fiquem com Deus que eu fico com o resto.
Alba,
Todos nós preferiríamos que o profissional brasileiro usasse seu talento no Brasil mas insisto no fato que a reclamação do sujeito é completamente descabida. Sem entrar no mérito de quem pagou o que, no qual discordamos, acho importante observar que apesar do sujeito ir trabalhar em um país que nada bancou em sua capacitação, os frutos do trabalho desse profissional podem alavancar investimentos diretos e indiretos no Brasil além de facilitar a integração do país em um mundo globalizado. A velha história de que todo brasileiro é embaixador de seu país. Por sinal vale lembrar da forma construtiva com que os Libaneses vivendo no Brasil ajudam o Líbano.
Não apenas isso mas diga-se de passagem Índia e China não estariam onde estão se não tivessem uma diáspora tão numerosa.
No fim das contas o que precisa ser feito não é “combater” o êxodo mas se beneficiar dele e isso passa por questões muito mais sérias tais como o descaso e corrupção. Para alguns morar fora do Brasil é mais como um exílio do que uma alegria.
Esprit de porc,
Pois é. Isso é de fato curioso mas ocorre também nos EUA, Austrália, Israel e outros países hispânicos. “Nobrezite” deve ser uma daquelas raras doenças que dão em cachorro vira-latas! :-)
Desculpem, mas a historia não é bem assim.
Colombo insistiu ate morrer que tinha chegado na Ásia, ja Americo Vespúcio dizia que era um novo continente. Daí a homenagem do cartógrafo alemão, que fez o mapa para os reis de Castela, o que mostra que a crediblidade de Colombo estava em baixa.
Quanto a saida de brasileiros para o exterior…
Sou formado em ciencias da computacao pela Federal de SC e juro! tentei de todas as formas me firmar na profissao. Montei inclusive meu proprio negocio mas nada.
Empacotei o malote, me mandei pra Portugal (que eh um lixo de lugar pra se falar a verdade) pra virar garcom durante 9 meses e conseguia mais dinheiro que minha “profissao” no Brasil. Me mandei pra Espanha e fiz ainda mais grana. Conheci uma bela moca estoniana que me convenceu que eu poderia me dar bem na longinqua e fria Estonia e ca estou.
Trabalho hoje em uma empresa de navegacao de luxo que faz o transporte de passageiros entre Tallinn e Helsinque. Sou webmaster e responsavel pela manutencao dos computadores.
Tenho todos os beneficios que voce pode imaginar, coisas que nao teria no Brasil nem “fu*” Meu salario eh maaaaaaaaaaaaaaaaaaais do que eu imaginaria conseguir no Braza, e isso num pais ex-republica sovietica, que soh foi conseguir a independencia novamente em 1991 e que eh considerado um dos mais atrasados da Europa..
Brasil? piada…
E ahh, desculpe o off-topic.
a estonia nao é considerado o pais mais atrasado da europa : isso é passado ! a economia ta “explodindo” na area de “serviços”…..
arky, tou sempre indo em findi ai do lado, no spot mais legal da europa atualmente : vilnius, na lituania
Oi confetti, nao disse que era o mais atrasado, mas com certeza ainda esta longe do pessoal da Europa Ocidental.
E essa onda de que a economia esta “explodindo” tem seu lado bom e ruim, a famosa “bolha dos paises balticos” eh que ta pra explodir isso sim.
Ainda nao conheco a Lituania, o maximo que andei por aqui foi na Finlandia e Letonia esse verao de carro. Mas minhas proximas ferias quero ir mais longe e ver se chego em Vilnius.
Quando quiser dar uma passadinha em Tallinn tambem, avisa :D Sempre eh bom poder conversar na propria lingua, que alias ja to sentindo uma falta danada.
Ana Pulg,
já faz um bom tempo que li sobre Da Vinci ter desenhado o primeiro mapa da América que realmente não consigo identificar a fonte.
Mas tenho certeza que li algo a respeito.
Eu também sou fã de cartografia.
É um assunto que nos leva a muitos mistérios.
Proftel,
o mapa de Piri Reis é um dos grandes mistérios ainda não resolvidos.
Louis Pauwels e Jacques Bergier, em vista de certos fatos como o Mapa de Piri Reis, com suas informações precisas, totalmente impossíveis para a época, os desenhos da planície de Nazca, a mais que gigantesca escultura atrás de Machu Picchu, levantam a hipótese de que, aqui na terra mesmo, já houve várias civilizações que alclançaram um alto grau de desenvolvimento e que, ou por uma guerra nuclear, ou pela queda de um meteoro gigante etc., desapareceram, deixando apenas alguns vestígios.
Acho uma hipótese bem razoável e acredito muito nela.
Sobre o mapa de Piri Reis…
vale a pena dar uma olhada nesse link.
http://www.ceticismoaberto.com/referencias/preis.htm
por sinal uma pergunta para confetti:
quem pagou a sua graduação?
:-)
qual delas dédé ? kk
pq não todas? :-)
André,
Não discordo do você diz sobre o lado positivo do êxodo. Apenas gostaria que aqui, houvesse mais investimento em pesquisa de ponta (sei que existem alguns centros, mas ainda poucos).
Dom Casmurro Patriarca:
Compartilho da sua impressão.
Há um outro mapa da Antártida, um couro, pensavam que era uma ilha, na década de 70 com imagens de satélite verificaram que o tal “mapa” era a Antártida sem gelo.
Vai saber né?
:-)
“Aqui no Brazil, se uma empresa chegar perto de uma universidade pública com uma conversa dessas (financiamento de pesquisa) é logo taxada de exploradora e de tudo que não presta.” (Zé Bush)
Menos, Mr.Bush, menos…
E porque essa “uma empresa” de que você fala não procura uma universidade privada?
Ora Bush… Onde é que você trabalha? Não parece ser em empresa. Nem em universidade.
A coisa mais difícil do mundo é encontrar uma empresa brasileira que queira investir em pesquisa e desenvolvimento.
Mesmo que o laboratório seja dela e ninguém tasque… ela não investe.
Mesmo que, por não investir, ela acabe perdendo participação relativa no mercado… ela não investe. O Brasil está cheio de exemplos de grupos empresariais que se ferraram por não investir em P & D.
Há casos em que o sacripanta recebe um financiamento maneiro do BNDES e, uma das condições contratuais é investir em P & D.
Na hora do vamos ver, nesses casos, advinhe onde mais as auditorias do BNDES encontra indícios de desvio de recursos para outros fins?
Não vou dar a resposta. Faça só um esforço e tente advinhar.
Olá Pedro Dória,
Você está sabendo que o Bispo Dom Luiz Cáppio já vai completar uma semana em uma nova greve de fome?
Leia as noticias no blog acima, pois creio que seja um assunto que mereça comentários.
Caro Pedro Dória,
Estou chegando atrasado para este tópico, e vi que o assunto derivou para emigração, expatriados, e outros que tais.
Eu só queria lembrar um texto, acho que foi do Clóvis Rossi, mas não me lembro a data, quando ele falava que fazia bastante sentido os americanos (dos Estados Unidos) se chamarem de americanos, pois existe a América, o continente, e a América, o país deles, que afinal se chama Estados Unidos da América, assim como o México se chama Estados Unidos do México, e como a república brasileira se chamou por um bom tempo de Estados Unidos do Brasil.
E temos um país chamado Colômbia, e o distrito de Colúmbia, nos Estados Unidos, a capital federal deles. Se, como os comentaristas informam acima, Colombo não tivesse insistido até o fim que havia chegado à Índia, talvez o continente inteiro se chamasse Colômbia. Como seria o país de Uribe hoje?
a pesqusa é mt boa
eu quero os nomes das americas só iso pelo a mor de eius por favor se vc ama deus por min pela ketiliani
Eu estou com um trabalho apara faezr de história,e a pergunta foi: Porque foi dado o nome de América? Queria saber porque!! me ajudem bjs