América, o nome, faz 500 anos

América Latina · América do Norte · EUA · História · 2/12/2007 - 10h53 - 60 Comentários

Após cem anos de negociações e um preço final de 10 milhões de dólares, a Biblioteca do Congresso dos EUA arrematou e apresentará em exposição a única das 1.000 cópias do mapa múndi de Martin Waldssemüller da qual se conhece a existência.

Foi impresso em 1507 – há exatos 500 anos.

E é o primeiro mapa a apresentar o novo mundo pelo nome América. (É permitido chamá-lo de certidão de nascimento.)

Waldssemüller batizou o continente após ler um relato falso atribuído ao navegador genovês Amerigo Vespuccio, espião de Lorenzo dei Medici perante as descobertas hispano-lusitanas. Se Europa e Ásia foram batizadas com nomes de mulher, sugeriu o cartógrafo, era bastante justo que este quarto desconhecido do mundo tivesse nome de homem.

Os 500 anos de um nome?

Não faz muito, ‘América’ era um nome que representava esperança. Ainda há, vivos, europeus – judeus expatriados, portugueses, espanhóis, italianos – que vieram para o Brasil entre os anos 1930 e 50 com apenas este nome em mente: América. Uma terra de esperanças que atraiu, de norte a sul do continente, uma gente pobre e humilhada em busca de uma vida renovada.

Hoje, só os EUA mantiveram o hábito de chamar sua terra ‘América’. Mas entramos no último mês do ano do quinto centenário do nome. Não custa lembrar.

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