Pedro Doria | Weblog

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War, versão Rio

November 30th, 2007 · · 60 Comentários

War in Rio

Rio de Janeiro, dezembro de 2007.

Depois de décadas de abandono e desprezo por parte das autoridades, a cidade do Rio de Janeiro finalmente encontra-se em guerra. Enquanto os políticos discursam para uma classe média desinteressada, esquadrões de extermínio, grupos paramilitares, policiais e narcotraficantes disputam o controle da capital.

O cenário disfarça, mas a realidade não engana. Entrecortada por montanhas, florestas e lindas praias tropicais, o couro come nas ruas da cidade. Em alguma esquina do centro, na favela ou nas ruas do bairro, sorrateiramente o dinheiro troca de mão e a arma troca de lado.

Nesse tabuleiro sem regras é preciso sorte: War in Rio.

Dica do Vitor Conceição

Tags: Brasil · Pop

60 Comentários até agora ↓




  • 1 Theo // 30/November/2007 às 3:38

    Esse eu queria jogar, já tinha visitado o blog dele uns dias atrás.

    muito bom

  • 2 Andre Fucs // 30/November/2007 às 4:16

    maldito vitinho, me roubou os créditos! :-)

    essa idéia é genial.

  • 3 Thiago // 30/November/2007 às 6:57

    Modinha de classe média… sou mais o Super Trunfo Católico!

  • 4 Darwinista // 30/November/2007 às 7:53

    O seu objetivo é conquistar a Baixada, a Zona Sul e mais um terceiro favelão à sua escolha.

  • 5 confetti // 30/November/2007 às 8:11

    nao quero jogar isso

  • 6 Arkymedes // 30/November/2007 às 8:18

    Se vender eu compro! :)

  • 7 proftel // 30/November/2007 às 8:21

    Há versão “Afeganistão”, “Iraque” e “Oriente Médio”?

    hehe

  • 8 Radical Livre // 30/November/2007 às 8:26

    PD, plagio de post é feio, né?

    isto já foi comentado ontem lá no ryff. sugiro a todos darem uma olhada lá antes de continuarmos por aqui.

  • 9 Pedro Doria // 30/November/2007 às 8:33

    Radical Livre – plágio? Cópia? Disso ainda não me haviam acusado… então sempre que eu citar algo que já tenha sido citado nalgum outro canto é porque copiei?

  • 10 Darwinista // 30/November/2007 às 8:36

    Radical, deixa eu ver se entendi. Então, se algum outro blog tratar de um assunto antes do PD, ele não pode mais escrever sobre?

    PD, melhor você fechar teu blog.

  • 11 Dom Casmurro Patriarca // 30/November/2007 às 8:40

    Eu vejo essa história com apreensão.
    Isso é a banalização da violência.
    Logo, logo, aparecerão malucos, armados até os dentes, fantasiados de ninjas, a invadir escolas, atirando a torto e a direito, matando pessoas que não têm nada a ver com esses delírios estapafúrdios.
    Realmente é triste mas parece ser inevitável.
    É uma praga da modernidade.

  • 12 confetti // 30/November/2007 às 8:59

    concordo dom cp ! por isso nao jogaria…mesmo sendo carioca “desgarrada”

  • 13 Pax // 30/November/2007 às 9:07

    Bem, eu jogaria com a seguinte estratégia (já tinha visto no Ryff ontem e estou me auto-plagiando)

    1 - Invadir com força os locais dos marginais, as favelas, o alto dos morros. Sem dó nem piedade.

    2 - Junto com a invasão, instalar um quartel da polícia no mesmo lugar onde é o quartel do tráfico

    3 - Imediatamente colocar um posto de saúde do lado, com médicos e remédios à vontade para a população local

    4 - Construir uma super escola, com café da manhã, aulas de qualidade, almoço, esportes, música, teatro e biblioteca a tarde, com um café internet à vontada pra galera.

    5 - Um serviço de assistência social com oportunidades de emprego, documentos grátis, como no Poupa Tempo de São Paulo, serviços de cidadania.

    6 - Com a população se acostumando ao verdadeiro Estado tomando conta, implantação de policiamento comunitário, duplas a pé, parando de bar em bar, de casa em casa, conversando com as pessoas, sabendo o que anda rolando, quem faltou aula, quem fumou o primeiro baseado, quem cheirou a primeira carreira, quem forneceu. Matar o mal pela raiz, no sentido figurado mas efetivo.

    Quero ver se perco a posição. Em cada favela a mesma estratégia.

  • 14 Pax // 30/November/2007 às 9:08

    Onde está a falha da minha estratégia?

  • 15 Darwinista // 30/November/2007 às 9:11

    Pax, excelente estrategista. Um jogo de War entre a gente ia ser daqueles que demoram muitas horas (falsa modéstia pra que, né não?).

  • 16 HRP Mané Reloaded // 30/November/2007 às 9:15

    Pax em (parodiando o velho e bom MAD HATHER lá do Fiúza) Wonderland…..EEE.
    Já o Frangão diria….não existe almoço grátis!

  • 17 HRP Mané Reloaded // 30/November/2007 às 9:18

    Se é para falar em tristeza…vamo lá…..O Corinthians Paulista acaba de fechar contrato de prestação de serviços com a “Eco-Vias”!
    Que é para “fazer a operação descida” calmamente!

  • 18 Pax // 30/November/2007 às 9:23

    Pois é Darwinista.

    O problema da minha estratégia é achar político com culhão pra fazer. Não há. Essa sugestão para o Rio, o pobre Rio que desce ladeira abaixo - ou favela abaixo, já discuti com amigos tempos atrás. Nada falta. O poder tem poder armado que sobre, dinheiro que sobre mas coragem não.

    Você acha que a população favelada do Rio não gostaria dessa solução? A grande maioria é de pessoas ordeiras, gente que acorda as 5 pra ir trabalhar, gente que não aguenta mais o poder do tráfico, os tiroteios cotidianos, gente que quer paz. Pelo menos tenho esperança que isso seja uma absoluta verdade.

    Só que a politicanalhice, seja de que partido for, joga pro Jornal Nacional, joga pra mostrar que a polícia vai lá, mata 5 ou 6 e depois abandona o local à sua sorte. E o povo que lá vive?

    Bem, ontem o Radical Livre completou minha proposta com suas idéias que peço permissão pra aqui completar, e que me parecem também excelentes idéias que completam a minha proposta, saca só:

    “7 - abertura de ruas, calçamento, esgoto, serviços de coleta de lixo;
    8 - reurbanização, construção de pequenos prédios e moradias geminadas vendidas a preço de banana ou doada;
    9 - legalização de todo o comércio informal (bares, açougues, mercados, video-clubes, cabeleireiros etc);
    10 - finalmente, agora que o estado já cumpriu seu papel: cobrança de impostos e iptu.

    aí, ao invés de favelas, finalmente teremos bairros.” (Radical Livre)

  • 19 Pax // 30/November/2007 às 9:26

    Pois é HRP, sou um otimista. Ainda acho que nosso Lula vai acordar e ler o Weblog, gostar dessa sugestão e ajudar o Cabral a descobrir o Rio.

    Esse papo de valentia do Cabral não me convence em nada. Dar tiro de helicóptero pra aparecer na TV que resultado dá?

  • 20 Darwinista // 30/November/2007 às 9:29

    A complementação do Radical também é muito boa, e realmente nenhuma das 10 idéias é um trabalho de Hércules.

    E como essas medidas teriam um retorno eleitoral líquido e certo, só me vem à cabeça um motivo pra que elas não sejam implementadas, e não acho que seja falta de coragem: é comprometimento com o tráfico. A quantidade de autoridades (políticas, judiciárias, policiais) que levam o seu no comércio de entorpecentes é muito maior do que a gente pode sequer imaginar. Então, mexer nisso pra que?

  • 21 Pax // 30/November/2007 às 9:34

    Creio que você tem razão, muito infelizmente, Darwinista.

  • 22 HRP Mané Reloaded // 30/November/2007 às 9:37

    Pax…só incluindo se resolve a questão…voce está absolutamente certo……
    Um reparo no trabalho do “ilustre” governador…..dois jovens traficantes descendo a encosta do morro sendo atingidos, sem qualquer chance de sobreviver , pelos atiradores de um helicoptero da policia carioca, trabalho brilhante assassinato a sangue frio!…essa cena dantesca correu o mundo e ela fala por sí só do quilate de nossas policias e governantes…….”dando circo ao povo”….muito edificante.

  • 23 HRP Mané Reloaded // 30/November/2007 às 9:41

    Meninos do blog….há alguns anos atraz um ex comandante geral da Policia Militar do Rio diante da passeata, do que acho deveia ser Movimento Reage RIo, ou coisa que o valha, declarou…..”Bem, esta tudomuito bonito, todo mundo pedindo paz e dizendo não a violencia, mas não vejo ninguém pedindo para acabar com o tráfico de drogas e dizendo não as drogas”…..hipocrisia e comprometimento com o trafico…..claro que os governantes estão “NO BOLSO”!

  • 24 Rachel // 30/November/2007 às 9:46

    Odeio War. Não consigo entender o lance dos dados. Girar milhões de vezes aqueles benditos dados, num sei qtos exércitos, aaaff…

  • 25 Darwinista // 30/November/2007 às 9:49

    Rachel, se você odeia porque não entende, é porque não te explicaram direito. Depois que você pega o jeito do jogo, vira um vício dos mais difíceis de tratar.

  • 26 Nat // 30/November/2007 às 9:52

    Falar de fora nos parece fácil não é? Mas é dura a rotina desses policiais. O cara que estava naquele helicóptero perseguindo aqueles dois garotos, morre dois dias depois metralhado lá em cima! E aí? Ninguém disse que é assassinato a sangue frio. Os caras levam saraivadas de tiro o tempo todo. Não sou a favor do olho por olho, dente por dente, mas sejamos um pouco mais justos neste caso.
    É claro que a proposta do Pax é perfeita, mas até hoje é utópica. Faltou um detalhe principal aí, que eu chamaria de marco zero. Não adianta ter “poder armado que sobre”, nem “invadir à força”. Essa violência que estamos vendo aí vem justamente da força que tem sido usada pelo governo do Cabral, que ressalvadas algumas coisas, está muito mais presente no morro do que antigamente.
    O marco zero tem que ser a troca da polícia, reestruturação psicológica, não armamentista.
    As armas podem sobrar (embora com muito menos poder de fogo), a coragem se arruma, mas faltam a ética e o caráter da nossa força policial.
    Não adianta um batalhão especializado da polícia subir o morro, e outros corrompidos avisarem da subida, ou protegerem os marginais em troca de rios de dinheiro.
    A guerra do Rio de Janeiro, porque é uma guerra declarada, é uma guerra de poder velado, e não armado. É a guerra do suborno, da submissão, e de quem paga mais.
    Assim como no resto do Brasil, e em todas as esferas do poder.

  • 27 Zé Bush // 30/November/2007 às 10:07

    well…..uma vez a polícia carioca teve uma “recaída” e resolveu cercar uma dessas favelas.Ninguém entrava nem saia.Todos os acessos fechados.Operação pente fino mesmo.Coisa de uns 2 anos atrás…

    Pois bem……teve neguinho “gente boa” aqui em baixo que já estava subindo pelas paredes.Teve gente que passou mal e nem conseguia dormir direito, my friends….

  • 28 Pax // 30/November/2007 às 10:07

    Natalia querida,

    A guerra no Rio é armada sim senhora. Velada também, nos escritórios do poder, mas na rua é com 9mm, .380, ponto 30, ponto 50, granadas, tem de tudo querida, até o velho e bom 3oitão ainda rola, mas já é café pequeno.

  • 29 Pax // 30/November/2007 às 10:12

    well, Zé Bush, cheirar pó e fumar baseado, a galera não vai parar mesmo.

    Lá na terra do Bushinho, incrível, mas em NY, acredite, fuma-se muita bosta de vaca e cheira-se muito pó de mármore.

    Mas quem manda é a polícia.

    Aqui, bem, quem manda nas vacas e nas marmoarias é a polícia que é mandada pelo pessoal das Câmaras, das Assembléias e do Congresso.

  • 30 Nat // 30/November/2007 às 10:13

    Pax, querido, é claro que eu sei que a guerra é armada. Eu só quis dizer que arma se combate com arma, é o que eles tentam fazer todos os dias.
    Para mim, o problema maior é justamente a parte da guerra que é velada, como disse antes.
    A falta de ética e o corrompimento dos policiais envolvidos nessas batalhas é que deveria ser atacado primeiro.

  • 31 Nat // 30/November/2007 às 10:14

    Se não se resolve o problema dos policiais, você acaba dando muito mais armas ao inimigo.

  • 32 HRP Mané Reloaded // 30/November/2007 às 10:27

    NAT seu discurso sobre os dois mortos pelo helicoptero soa vazio pois é eivado de ressentimento….as forças policiais, de estado, do estado de direito tem a absoluta necessidade de se manter nos restritos e definidos por lei trilho da ordem jurudica….
    Óbviamente que não se pode permitir o “olho po olho”
    De estado bandido estou cheio…pago muito imposto mas ao contrario de muitos tenho ciencia de que esse imposto bem aplicado nos levaria a um país melhor….dividir o pão….de viloencia desnecessaria estou cheio também….foi-se o tempo em que assistia essas drogas tipoTropa de Elite e Rambos da vida….a policia é feita para dar exemplo…..exemplos que o estado daria se se comprometesse a fazer e fizesse o que o PAX em tres ou quatro sentenças lá em cim asugeriu….eu diria pois o “OBVIO ULULANTE” do bom e velho e já falecido jornalista.

  • 33 Radical Livre // 30/November/2007 às 10:29

    PD: alguém tem que dar uma de troll aqui de vez em quando…

  • 34 HRP Mané Reloaded // 30/November/2007 às 10:32

    E Falando em policia estupida….quem puder veja a reportagem de hoje em todos os tele jornais, sobre a reintegração de posse de um terreno federal ocupado por sem terras/sem tetos, solicitada pela prefeitura de Limeira-SP, aonde a policia deu um show de faniquitos, cafajestismo e truculencia….sendo que até o reporter fotográfico da Folha SP foi agredido e ameaçada descaradamente…..Já disse…temos que combater o crime….mas com essa policia bandida e com esses governantes querendo reeditar metodos policiais da ditadura, a coisa vai muito mal!

  • 35 Nat // 30/November/2007 às 10:38

    HRP, não concordo com você. Acho que em hora nenhuma se comenta que os policiais do helicóptero estavam atirando porque foram recebidos à bala por aqueles dois garotos.
    E que dois dias depois, quando o policial foi morto em cima do helicóptero, todo mundo pensou que é normal, visto que policial morrer faz parte.
    Os caras morrerem nas mãos do policial é assassinato. O policial morrer nas mãos dos caras é azar.

  • 36 Dom Casmurro Patriarca // 30/November/2007 às 10:49

    Nat,

    de todas os comentários, o seu de nº 26, achei o melhor.
    Enquanto não mudarmos essa mentalidade da “Lei de Gerson”, do cacarejar em vez de fazer, aparências, das fogueiras das vaidades, fica muito difícil mesmo.
    Mas localizar o problema já é meio caminho andado.
    Já estamos visualizando o caminho certo.

  • 37 Nat // 30/November/2007 às 10:51

    Na verdade isso tudo é um misto de hipocrisia com descrença.
    O carioca (digo classe média) é um povo bastante hipócrita.
    Aprendeu a conviver com a violência do jeito que melhor lhe aprouver. Se for no morro, ótimo porque é longe, se for no vizinho, é indignação, revolta.
    Se em vez de um helicóptero da polícia fosse um do Exército eles iam dizer bem feito pros marginais.
    Policial executa, Exército protege. Estigmas gerados por anos e anos de razão nesta frase.
    Alegria de carioca é exército na rua. Fica melhor que Carnaval.

  • 38 cesar augusto // 30/November/2007 às 11:05

    o brasil vai na contra-mao do mundo. cidades europeias maravilhosas tem em seus centros grandes atracoes… sao paulo destroi cada vez mais o centro da cidade… o turismo movimenta nacoes por todo o planeta… o rio da um jeito de espantar cada vez mais o estrangeiro…
    e ninguem faz nada…

  • 39 Silvio César // 30/November/2007 às 11:06

    Enquanto o tráfico e a criminalidade forem considerados parte da estrutura econômica do país, sátiras como esse War Rio serão bem vindas. É para provar que, no jogo da politicagem corrupta, do criminoso com poder, do jeitinho brasileiro de se dar bem em tudo, jogar pelas regras normais não dá para vencer. Game over para todos nós.

  • 40 Harpia // 30/November/2007 às 11:12

    Gostei do estilo irônico do criador do jogo. Não sei se vocês leram os textos do blog, mas há trechos de fina ironia como :

    “As Regras do jogo se mantiveram inalteradas, e constituem os mesmos princípios morais comercializados em lojas infantis: matar, destruir, conquistar e aniquilar seus amigos”

    “Para inspirar os participantes, acrescentamos ao objetivo uma frase do líder revolucionário Emiliano Zapata: ‘Es mejor morir de pie que continuar viviendo de los rodillos’, que em português pode ser traduzida como ‘põe na conta do Papa’.”

    Já a realidade, que não tem graça nenhuma, é que a favelização do Rio vai continuar porque é um grande negócio para muita gente.

    É uma abordagem cínica, eu sei, mas o fato é que a Favela é um bom negócio para a senhora de classe média que vai poder ter acesso à mão de obra barata para lavar, passar e cozinhar, para o jovem filho desta senhora que vai ter um local perto para comprar o seu fumo e/ou pó, para o policial e/ou político que leva uma comissão da venda de fumo e pó, para o vendedor de fumo e pó que tem uma posição estratégica (lugar difícil de invadir) para o seu “negócio”, e para o morador que, apesar da pobreza, vai ter mais qualidade de vida do que o morador da periferia da cidade, uma vez que vai ter luz “de graça”, tv a cabo “de graça”, e acesso internet banda larga “de graça”, dentre outras “regalias”. E a melhor vista da cidade, diga-se de passagem.

    Os políticos cariocas não querem o fim das favelas. Muito pelo contrário, nos últimos anos elas tem sido estimuladas por estes mesmos políticos, que encontraram um fórmula para “criar” eleitores do nada. E por policiais corruptos que descobriram que dominar uma favela é mais lucrativo do que cobrar percentagem dos traficantes (fala-se em R$ 1,5 milhões/mês por Rio das Pedras, por exemplo)

    O que fazemos aqui no Rio para interromper este processo ? Oh, nos indignamos todos entre um chope e outro, no intervalo da novela.

    E mais nada.

  • 41 luciana // 30/November/2007 às 11:12

    Lembra muito a Chicago da Lei Seca. As autoridades fingiam que estava tudo bem, a classe média enchia a cara e muito político, juiz, jornalista e gangster ganhou rios de dinheiro enquanto morria gente.

  • 42 Darwinista // 30/November/2007 às 11:22

    Harpia, acho que você só esqueceu de uma coisa na sua muito boa argumentação: a glamourização (sei lá se é assim que escreve) da favela, do estilo favela de viver e ser feliz. E a maior garota propaganda dessa distorção é aquela aberração chamada Regina Casé.

  • 43 HRP Mané Reloaded // 30/November/2007 às 11:38

    Pois é seu Silvio..comentário super feliz….maaaaas enquanto ficarmos lamentando mortes de policiais( e desculpando seus metodos estupidos e violentos) e aceitando assassinatos de bandidos a sangue frio estaremos na mesma….no jogo do oba oba organizado de torcidas….dum lado o Bope e do outro o tráfico….e JURO…..eu nem sei quem é o mais insano dos dois!
    Glamourização de favela e de truculencia policial…..esse “misture” dando um bom samba do croulo doido!
    Mas tem gente que gosta….os comentários tão aí pra provar!

  • 44 Harpia // 30/November/2007 às 11:39

    Darwinista, Não acompanho o trabalho da Regina Casé, então não posso concordar ou refutar a sua opinião.

    Mas você tocou em um ponto interessante. Existia sim uma romantização da favela, aonde as pessoas “estavam mais perto do céu”, aonde a “alvorada, lá no morro que beleza” nascia para todos e bem, segundo o próximo verso, “ninguém chora, não há tristeza”.

    Aí todo mundo ficou muito “surpreso”, lá pelos anos 80, quando aquela galera que estava “mais perto do céu” veio dividir a praia com a “gente de bem” … e aí já não dava mais para tapar o sol com a peneira.

  • 45 HRP Mané Reloaded // 30/November/2007 às 11:40

    PAX! aquele teu plano de urbanização forçada ainda não deixou de ser a melhor proposta!

  • 46 HRP Mané Reloaded // 30/November/2007 às 11:41

    Brizolla/Moreira Lima…..dois santinhos do pau oco!
    Foram eles que acertaram a coisa com os traficas……maquiando e adubando dá!
    Deu no que deu!

  • 47 nada será como antes // 30/November/2007 às 11:46

    Não bastassem as dificuldades da vida em favela, o que se assiste diariamente é a banalização e a industrialização da violência de ambos os lados.
    Há muito tempo a questão das favelas e violência e criminalidade se transformou em fonte de rendas.
    Polícia exige mais verbas, ONGs exigem financiamentos de “projetos”, governadores requisitam verbas e tropas federais, intelectuais comprometidos com as elites exigem bolsas de pesquisas, etc.
    Quando tropas cercam determinada favela, restringindo a liberdade de ir e vir, a Constituição é rasgada no capítulo dos direitos e garantias individuais.
    No final das contas, o produto da corrupção, das extorsões, das verbas e dos financiamentos ficam bem longe das favelas , que continuam miseráveis e relegadas ao isolamento.

  • 48 HRP Mané Reloaded // 30/November/2007 às 11:47

    Melhorar as coisas e não indignar-se tomando um chopp pode começar pelo ato sugerido pela NAT….pegar lá no correio umas cartinhas das crianças carente, para o papai noel e enviar-lhes presentinhos……esse papo de violencia deu…..
    Volto mais tarde.

  • 49 Harpia // 30/November/2007 às 11:52

    Pax e Radical Livre, o plano é perfeito. Pena que os detentores do poder político/policial não irão aplicá-lo nunca, uma vez que é interessante política e financeiramente manter tudo como está.
    Pena que os cariocas e fluminenses não apeiam esta gente do poder. Olha só o nosso scout: Brizola, Moreira Franco, Brizola, Marcelo Alencar, Garotinho, Rosinha, Sergio Cabral.
    Eu ainda acho que o maior culpado pela situação do Rio é o carioca (eu incluído).

  • 50 Pedro Doria // 30/November/2007 às 12:00

    Radical Livre: =)

  • 51 S Leo // 30/November/2007 às 12:25

    É Pedro, veja só como cada um reage a seu jeito. Quando vi seu post, o que pensei foi outra coisa: caramba, ele não passa mais lá pelo Sítio. E não conheço o blog do Ryff, mas ele deve ter postado depois do Tiagón, lá do Bereteando, onde fui descobrir esse jogo. Coisa boa é assim, se espalha como fogo no cerrado da blogosfera, ás vezes antes, às vezes depois de chegar aos formadores de opinião, como você. Esse garoto é craque.

  • 52 confetti // 30/November/2007 às 12:40

    globalization…..

  • 53 Radical Livre // 30/November/2007 às 14:40

    Harpia,

    com muito orgulho, posso dizer que não votei em nenhum dos vencedores para o governo do estado nos últimos 21 anos. no primeiro governo do brizola ainda não tinha idade - e teria votado no candidato do PT, já que o voto era vinculado e fiz campanhas para vários candidatos proporcionais.

    eu ia culpar a fusão, mas aí fica fácil demais.

  • 54 Ana Pulg // 30/November/2007 às 17:22

    Não conheço o Rio, só fiz breve visita, portanto é difícil falar sobre o que não se conhece. Mas, a partir do War do Fábio, fiquei refletindo e comparando com experiências já vividas e tirei algumas conclusões:

    Não adianta invadir, será uma carnificina e não temos equipamentos apropriados para aprisionar os caras e nem meios de acabar com o narcotráfico e armas, que vai da elite ao favelado.

    O negócio e separar o joio do trigo, trabalho para uns 20 anos e quiçá o resto da vida.

    Pegaria a listinha do Pax, do post 13 e 16, deixaria de fora as duas primeiras que falam em invasão a força, porque não existe um político com culhão para tanto (talvez o exército) e aplicaria o resto. O resto é tudo o que se precisa para formar um bairro, uma cidade. Mas tem formas de se chegar ao resto. Uma das formas, que vi bem sucedida, aqui em Porto Alegre é democratizar um percentual do orçamento da cidade (no tempo que acompanhei variou de 12 % a 8%) para que seja aplicado conforme os resultados das votações. Isso implica numa mudança na forma de administrar a cidade, com respaldo da população.

    Cada associação ou comunidade pode dispor de quantos delegados quiser, desde que compareçam ao fórum de abertura no início do ano. Para cada 10 pessoas presentes escolhe-se 1 delegado. Ao delegado cabe levar as propostas e votar. Porto Alegre tinha 8 regiões, hoje tem mais uma, que são as ilhas. Eram 12 temas a serem votados ( parece que tem mais um):

    1- Saúde
    2- Política habitacional
    3- Assistência Social
    4- Pavimentação
    5- Saneamento Básico
    6- Desenvolvimento Econômico
    7- Educação
    8- Cultura
    9- Transporte e Circulação
    10- Esporte e Lazer
    11- Área de lazer
    12- Organização da cidade

    Votava-se num ano, para no seguinte entrar no orçamento e as obras serem executadas.

    Pelo nosso bairro buscávamos macro drenagem, separador de esgoto e pavimentação de
    uma travessa. É um bairro residencial, com toda a infra necessária.O que aconteceu de mais importante por aqui foi a urbanização de uma praça, que eu já acho o máximo.

    Mas foi participando dessas reuniões que vi como uma cidade é frágil e pulsante. Como as favelas começam a se transformar. Eles carecem de tudo. Lutam por creches, postos de saúde, e quando conseguem o posto de saúde, já todo equipado, tem que lutar para que tenha funcionários. São mega problemas. Votar era um parto, não sabia se erguia o braço direito ou esquerdo. A miséria é muita e tudo que era solicitado era básico. Votava-se para transferência de comunidades que tinham suas malocas em cima do leito de rua, se o novo loteamenteo teria um sanitário instalado ou não, sobre uma usina de reciclagem de lixo,por uma determinada área para joguinho de futebol ou uma quadra de vôlei. Muitas vezes abríamos mão de nossas reivindicações e negociávamos a favor de alguma comunidade. Os caras são bons para defender seu pedaço. Claro que tinha jogo político, mas comecei a admirar a muitos pela dignidade não vencida.
    Assisti a uma série de transformações. Alguns nos primeiros anos disputavam pavimentação, que com ela já vinha água e esgoto. Depois, corriam atrás de creches. Outros atuavam em ordem inversa.

    Acho, que o Rio foi muito permissivo e não olhou para seu povo.

  • 55 Radical Livre // 30/November/2007 às 18:54

    Ana Pulg,

    ainda rola orçamento participativo aí em POA? ou depois da saída do PT morreu? realmente, por tudo que eu tinha lido - e pelo que você descreveu - parece ser uma idéia 100%.

  • 56 Ana Pulg // 30/November/2007 às 21:58

    Radical Livre,

    Ainda rola, era um dos compromissos do Fogaça. Não tenho acompanhado e não sei se a administração está cumprindo, mas que as comunidades estão, é certo, porque são tri politizados.

    Dos conselheiros do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Ambiental, 8 representam as regiões, 8 as secretarias e 8 entidades como UFRGS, IAB, SINDUSCON…e mais o Secretário do Planejamento.

    Em função de novas eleições para o Conselho e de alterações que estão sendo efetuadas no Plano Diretor, me envolvi novamente e participei de inúmeros eventos.

    No encontro que houve com os vereadores, encontrei companheiros e camaradas da antiga, ainda com todo o fôlego.

    Houve conchavos entre a região leste e nordeste, para eleger os Conselheiros destas regiões. Depois de muitos acordos, ficou decidido quem iria se candidatar.

    Houve data para inscrição para formar o Colégio Eleitoral. Só pode se inscrever quem comprova que reside nestas regiões. E houve a eleição. Seram diplomados na Prefeitura e iniciarão seus trabalhos em 2008. Tudo gracioso.
    Já os representantes do governo, e das entidades(lobistas) são pagos.

    Esclareço, não sou petista. Mas tenho muita admiração pelo jeito como as coisas são organizadas por eles.

  • 57 Ana Pulg // 30/November/2007 às 22:03

    Gostaria de corrigir o post 54, onde digo que aqui tem 8 regiões.
    Na real tem 16, cada uma com seu Centro Administrativo. O que acontece é que são agrupadas de duas a duas, para formar as Regiões de Planejamento, que participam do Plano Diretor.

    Parece complicado, mas pode ser mais fácil de entender, do que as regrinhas do War.

  • 58 Nassau // 1/December/2007 às 9:40

    Pax,
    Votaria em você para governador do Rio.
    Abs.

  • 59 Pax // 1/December/2007 às 10:43

    Putz Nassau, quero não. Ia aparecer um monte de corrupto querendo me cooptar. Será que algum de nós aguentaria uma situação dessas?

    - Aê, governador Pax, aqui tá sua parcela lá dos transportes públicos, uma ajudinha pra sua campanha, coisa pouca, mas é o que temos, só uns 10 milhões.

    - Aê governador Pax, a sua parte nos bingos, 5 milhões.

    - Aê governador Pax, como combinado, a grana do lixo, 20 milhões.

    - Governador Pax, trouxemos a grana lá do carequinha mineiro, a sua parte das veiculações das propagandas, são 9 milhões.

    Quem aguenta? Aí pra gerenciar a grana você tem que abrir conta no exterior, se envolve com doleiro, tem que dar uma parte da grana pro partido, vem outros querendo morder, o dia fica infernal e não dá pra fazer nada pro povo, afinal o dia tá tomado por “assuntos de maior interesse”.

    E o pior é que acredito que é assim que rola, a grande parte do dia. Mas tem outras horas, que você tem que ir em inauguração de obra (que você levou 20%, claro), de entrevista pra TV Plin Plin, essas coisas chatas pra caralho.

    Melhor colocar o Pedro Doria como governador. Aí a mulher dele é que manda mesmo, fica um modelo Evita Peron e eles resolvem a parada toda.

    Abraços !

  • 60 Corcunda // 13/February/2008 às 13:16

    Tá,

    E o jogo porra, eu quero saber do jogo
    o Rio de Janeiro não tem mais jeito”

    Põe o tabuleiro pra baixar que quero matar uns traficantes!

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