Pedro Doria | Weblog

um pouco do mundo, todos os dias

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Este Weblog quer ouvir você

November 29th, 2007 · · 106 Comentários

Este Weblog é visitado diariamente por pouco mais de 3.000 pessoas. Nos últimos 30 dias, os leitores vieram de 97 países diferentes. Por ordem de números de acesso, descontando-se o Brasil:

EUA
Portugal
França
Reino Unido
Japão
Espanha
Argentina
Alemanha
Canadá

Há, ainda, visitantes freqüentes oriundos de Israel, de Moçambique, da China, África do Sul, Noruega. Uma mesma pessoa esteve no Weblog 16 vezes em dias diferentes entre 28 de outubro e 27 de novembro vinda do Irã.

Vocês têm algo a dizer sobre o país em que vivem? Todos aqui nos interessamos pelo mundo e este Weblog gostaria de publicar aquilo que você sabe e a maioria de nós, que vivemos cá no Brasil, não sabemos.

Como vêem o resto do mundo aí no país onde você vive? Qual o maior problema que seu país atravessa? Como são as festas populares? Seus vizinhos são pessoas tolerantes aos costumes dos outros? Ou são intolerantes? Você tem liberdade para dizer o que pensa? Há muitos imigrantes? Quantas línguas são faladas em seu bairro? O que se come e o que se bebe? Qual a bebida alcoólica preferida? Qual a religião que se professa por aí? Qual o papel que a religião tem na vida pública? Quão atuante é o governo? Qual o regime de governo? Quais jornais e revistas você lê e o que acha delas? O que há na televisão: tevês de todo mundo ou apenas as locais? Que tal o acesso à Internet? Qual o nível cultural e educacional? O que estudam seus filhos na escola? E como vão à escola? Como – e onde – namoram os jovens? Como se casam? As mulheres trabalham? Em que você trabalha? Há ciência? Gays circulam com liberdade? Há campanha para controle de Aids? Qual a moda das ruas? O que vestem homens e mulheres? O que impera: a direita ou a esquerda? Ou se dividem?

Quando você fala com a família que talvez viva no Brasil, que história costuma contar para dar idéia de como é o país em que vive?

O pôr do Sol é bonito?

As perguntas acima são pistas do que pode interessar – mas não é um guia obrigatório. E também não importa se você é brasileiro ou se é português, moçambicano, angolano. Falamos todos português. Conte-nos de seu país, seja ele destino turístico freqüente ou um lugar esquecido no mapa. Escreva em primeira pessoa.

Mas não ponha este depoimento nos comentários. Vamos dar um trato nobre a ele.

Todos os depoimentos serão publicados. Podem ser assinados como vocês quiserem – ou podem permanecer anônimos. No Brasil, nenhuma lei ou polícia obriga um jornalista a revelar suas fontes, então pode falar à vontade que o anonimato – quando for pedido – será preservado. Se alguém quiser incluir na assinatura o link para um blog ou site pessoal, não haverá problemas.

A proposta é a seguinte: gaste um tempo escrevendo e, quando puder, envie por email para pd@pedrodoria.com.br

Vou pegar o texto e editá-lo. Dar uma arrumada onde for preciso – jamais alterar o conteúdo, mas dar ritmo para uma leitura agradável. Aí envio de volta. Você sugere alterações, chegamos a um acordo e, apenas perante sua autorização, publico. Nunca publicarei mais que um depoimento destes por dia. É uma experiência. O que me dizem?

Atualização – Me perguntam sobre regiões do Brasil, se também vale. Claro que vale.

Tags: Administrativas · Mundo

106 Comentários até agora ↓




  • 1 confetti // 29/November/2007 às 6:14

    moi, je dis que je t’aime pd !

    bom dia impossivel invisibilidade !

  • 2 confetti // 29/November/2007 às 6:44

    ” O pôr do Sol é bonito? ”

    pd essa pergunta foi vc que formulou ?

  • 3 Pax // 29/November/2007 às 7:06

    Bingo !

    Agora queremos ouvir: Tíchia, RW, André Fucs, Gabriel, Cristina, Zictor, Confetti etc. Já terminaram seus textos? Estão esperando o que mesmo pô?

    Eu quero saber se há gaúchos tomando chimarrão e onde eles compram erva mate por aí.

    O josef mario quer saber se há uma boate Help no calçadão da praia.

    O Chesterton quer saber quem é o Reinaldo Histérico do jornalismo da região.

    Além disso, há petróleo no país? Exporta? Importa? Como é a matriz energética e o plano para essa questão? E a agricultura? Tem muito produto orgânico? E carne pra fazer churrasco?

    Existe um clube de lingeries pretas que você frequenta?

    Muito boa a idéia.

  • 4 Arkymedes // 29/November/2007 às 7:08

    Estou morando na Estonia fazem 11 meses e realmente, se nao fosse pela minha imensa preguica de escrever eu enviaria um relato sobre esse belissimo pais.

    Alias, se em suas estatisticas voce ver algum IP acessando daqui da Estonia, pode garantir que sou eu. Nao tem um dia que nao abro a pagina quando chego no trabalho e leio todos os posts e comentarios.

    Abracos!

  • 5 confetti // 29/November/2007 às 7:11

    pax, minhas sugestoes rocks ! :-)

  • 6 proftel // 29/November/2007 às 7:26

    Parabéns Pedro Doria.
    Meu, essa idéia é excelente.
    Tem uma coisa, eu e o Fred, será que a gente manda algum texto aqui do exterior também?

    KKKKKKK rsrsrsrsrsrsrs

    :-)))))

  • 7 confetti // 29/November/2007 às 7:29

    um blog que tem como cortininha “um pouco do mundo todo dia” so pode abri-la mesmo….abrir as possibilidades, todas !

    ale, pessoalmente nao sei nada de goiania, anapolis…adoraria…

  • 8 Gabriel // 29/November/2007 às 7:33

    E o Josue/Brancaleone? Ele tambem esta no estrangeiro, de uma maneira ou outra, nao? Eu gostaria de ler o relato dele.

  • 9 Pedro Doria // 29/November/2007 às 7:50

    Arkymedes, abre um email, digite algumas idéias soltas, eu dou forma a um texto. Não precisa ser hoje, ou amanhã. Dia desses… vamos lá =)

  • 10 Pax // 29/November/2007 às 7:53

    Bem, vou contar uma historinha que é verdade e tem relação com blogs.

    Entre 24 de dezembro de 2004 e 28 de fevereiro de 2005 saí fora e fui pras Ilhas Canárias encontrar com uns brasileiros que traziam um veleiro de 39 pés da Europa para o Brasil. O veleiro era de um casal, que já tinha uma filhinha e a mulher engravidou de novo e queria ter o filho aqui, perto da família. Falei com eles pela Internet, já os conhecia e acompanhava a viagem no site e vi que eles colocaram um banner dizendo que precisavam de mais um tripulante para a travessia. Me ofereci e deu certo. O banner foi postado em 22 de dezembro e numa correria danada arrumei minhas coisas e peguei um avião para Lisboa - Madrid - Ilhas Canárias - Gran Canária - Las Palmas - Puerto de La Luz. Cheguei no aeroporto as 23:00hs. As 23:45hs, 15 minutos antes do natal, entrei no tal veleiro, no maior porto de velejadores do mundo. Havia 2.000 veleiros ancorados.

    E todo veleiro tem que ter um log de viagem. Um diário de bordo. Alguns não tem, mas deveriam ter. O nosso tinha. Data, hora, latitude, longitude, ventos, barômetro, descrição de condições e alguma coisa que merecesse registro (não me lembro de mais dados, mas a gente fazia contas, deslocamento, velocidade média e mais outros dados).

    Em portos há polícia. De todo tipo. Boa e assustadora. Em Cabo Verde foi assustadora.

    O casal dono do veleiro contou que no ano que passaram no Mediterrâneo, a polícia portuária da Grécia abordou-os, entrou no veleiro, super simpáticos, tomaram um chá juntos, eles curiosos, perguntando de onde vinha e pra onde iam, como tinham passado, super simpáticos.

    Bem, o casal adorou, se entusiasmou, contou tudo que tinham feito até então, já um ano e meio morando no veleiro.

    Aí o policial pediu: Ok, muito bom seu relato, agora me passe seu diário de bordo que quero conferir o que você disse. E bateu todo o diário com a conversa “informal” que tinham acabado de ter.

    Boa polícia grega.

  • 11 Zictor // 29/November/2007 às 7:55

    Pedro Doria diz: “O que me dizem?”

    Eu digo que já copiei as perguntas no meu Gmail e vou respondendo aos pouquinhos, da forma que der.

    Imagino que deva haver curiosidades sobre a língua chinesa, então vou preparar um texto mais sobre isso.

    Também digo para o Dória que essa é uma ótima forma de gerar conteúdo para o blog com esforço reduzido. ;-)

    Também peço ao PD sua autorização para usar os mesmos textos como uma forma de gerar capital inicial para o meu blog que não consegue sair do lugar.

    Quaisquer outras perguntas adicionadas correm o sério risco de serem respondidas, viu, Pax?

    E vamos lá!

  • 12 Pedro Direitoba // 29/November/2007 às 7:55

    Estando no Rio podemos ser estrangeiros, como reparou a carnavalesca confetinho. Estrangeiros deslumbrados com outras plagas e tendo muito o que contar sobre essa realidade tropical. Portanto, já estou escrevendo meu texto sobre o assunto, seu PD.

  • 13 Pedro Doria // 29/November/2007 às 8:01

    Zictor: É claro que vc pode usar. Mas, acredite, edição dá trabalho dobrado… é trabalho invisível, que não aparece, mas é trabalho pacas. Por outro lado, é uma oportunidade única de ouvir o testemunho de quem conhece outras realidades num blog que trata, afinal, das coisas do mundo.

  • 14 Zictor // 29/November/2007 às 8:01

    Pax:

    Vou considerar a idéia de um diário de bordo

  • 15 Pax // 29/November/2007 às 8:02

    Uau Zictor, já estou imaginando o Clube das Lingeries Pretas de Xangai. Conte-nos tudo, não nos poupe dos detalhes, por favor. :-) !

  • 16 Pedro Doria // 29/November/2007 às 8:02

    BTW, Zictor, uó shi bashi-rén; uó shi bi-de; ni hao má? =)

  • 17 Pedro Direitoba // 29/November/2007 às 8:09

    Falar em estrangeiro, a coisa fede nas Filipinas. O que acontece aquela antiga colônia norte-americana?

  • 18 Nassau // 29/November/2007 às 8:18

    Pedro Dória livre iniciativa após o fim de nominimo,
    Você vem reformulando o seu blog continuamente, sempre com novas idéias, algumas são deixadas, outras mantidas, outras melhoradas. Não se acomoda, não relaxa e não se mantém na região de conforto.
    Pedro Dória, o empreendedor, daqui a pouco você terá o seu próprio império de comunicação.
    Boa sorte e muito trabalho.

  • 19 Pax // 29/November/2007 às 8:18

    Pedro Doria, eu nunca obedeço. É um problema que adquiri no Colégio Militar do Rio de Janeiro onde fiz o ginásio e científico (sim, nos meus 47 anos era assim que se chamava). Então, só de sacanagem, vou colocar um dos textos que fiz no barco, pra estimular os colegas a escrever. Não brigue comigo que eu brigo contigo !
    ———————————————–

    Então, acabei meu turno de 0000 Greenwich (utc) até as 0300. Passaram 3 navios por nós, dois ao mesmo tempo e um logo depois. Isso foi uma multidão nessas águas que não são rotas costumeiras de navios. A gente primeiro vê uma luzinha ao longe. Depois que ele chega mais perto a gente percebe que são duas. A convenção internacional coloca a luz mais alta atrás e a mais baixa na frente. Aí a gente consegue ver se ele tá indo ou vindo. Pega-se o binóculo (parafraseando a Alice Ruiz), olha-se melhor e repara-se que tem uma terceira luz a ser vista. Essa é vermelha ou verde. Se for vermelha significa que você está vendo o lado do motorista dele, ou seu bombordo. Se for verde você tá vendo o lado do passageiro. O navio que passou mais perto passou a aproximadamente 2,5 milhas náuticas (1,8km cada), que são uns 4,5 km. Umas duas avenidas Paulistas. Eles andam a 50 km por hora e a gente a 10 km por hora. Vendo as luzes você percebe de onde e pra onde o navio tá indo e sabe pra onde você tá indo. Se for rota de colisão você começa a se preocupar. É igual ao trânsito. Mas imagina você num fusquinha a 100 km por hora e uma carreta metida a Ferrari a 500 km por hora.

    Estamos com rumo de 200° na bússula. É Sul-Sudoeste, mais ou menos o ponteiro das 7 horas do relógio. O vento tá variando de Leste, Leste-Nordeste e Nordeste. De 1 às 3 horas no relógio. Nessa situação usamos dois tipos de combinação das velas. A vela da frente do barco é a genoa. A de traz, bem no meio do barco é a mestra (gib e main em inglês). A genoa é como uma mão em concha, com os dedos na horizontal. A mestra é como uma mão espalmada com os dedos na vertical, mas as duas ficam na mesma altura, num mastro de 15 metros de altura. Se o vento está nos pegando mais de lado é uma velejada gostosa, com as duas velas de um lado e o vento do outro. Quando o vento vem mais de trás, temos que mudar as velas para asa de pombo. Aí coloca-se a genoa para um lado e a mestra para o outro com o vento meio na nossa orelha esquerda. Nessa situação o barco fica como uma máquina de lavar roupas, balançando para a esquerda e direita. Pra dormir é um problema, pois além desse movimento tem o movimento de pêndulo do barco, levantando e abaixando a proa e a popa. Decidimos alterar nosso rumo durante as noites, para privilegiar o sono da galera, deixando o barco na primeira situação. De dia compensamos o desvio do rumo da noite. Irritação e distração são dois inimigos dentro de um barco que vocês nem imaginam. Sono traz as duas coisas. Nossa saúde psicológica vale o atraso de um ou dois dias.

    Para pilotar temos o timão que mexe no leme principal, maior e mais no meio do barco. Além dele temos o piloto de vento, automático e nos permite não ficar o tempo todo no timão. O piloto de vento funciona com uma pá de vento na popa do barco para fora da água, acima da altura do convés. Ele é todo mecânico e ajustamos o rumo escolhendo a posição que o vento vai atingir o barco. Quando o vento muda, ele muda a pá que mexe um leme menor embaixo da água e vai acertando o rumo. O timão a gente trava para deixar o piloto de vento trabalhar. Quando entram as rajadas, normalmente não vem do lugar onde era constante o vento. Nessas situações a gente destrava o timão e coloca o barco no rumo de novo no braço e espera pra ver se foi só uma rajada ou se o vento realmente mudou de direção. Quando tá de noitão, o maior tesão é ter o Cruzeiro do Sul apontando nosso rumo. Aí você esquece os equipamentos, sente o vento na cara, o balanço do barco, o timão na mão e os efeitos que você está causando ao virar o volante do fusquinha, olhando para as estrelas.

    Lucas ontem me passou a missão de cuidar do dessalinizador de água (water maker) e do gerador de energia, que ligamos para carregar nossas baterias. Possíveis outros textos desse aprendiz. Apesar de meus 45 anos, adoro aprender, cada vez mais.

  • 20 HRP Mané Reloaded // 29/November/2007 às 8:22

    Estonia!
    Meu Deus….muito legal……
    Aí turma do Irã…..acho vosso país lindo….adoro seus filmes!
    Mandem sim suas informações e impressões para cá…..aliás esse Pedro Doria(Weblog) é sempre uma caixinha de surpresas ….Parabens ao jornalista.

  • 21 Dom Casmurro Patriarca // 29/November/2007 às 8:24

    A idéia é brilhante.
    E ninguém poderá tirar esse mérito do Pedro Doria.
    Onde moro, é bem no Brasil, mas até parece “estrangeiro”.
    Uma cidade de porte médio, muito limpa, onde não há pixações nem sujeiras exageradamente visíveis, nem pobreza exageradamente visível e nem sequer existe favelas.
    É o Brasil limpo que começa a aparecer.

  • 22 HRP Mané Reloaded // 29/November/2007 às 8:32

    Pois é…seria bom se além de receber informações de fora esse blog, e outros também pudessem mostrar os varios Brasis que existem….os da cidade limpa do patriarca e a cidade suja que são nossas periferias…..como tambe´m nossa produção artesanal, artistica….nossos vários sotaques, nossas várias formas de dançar e fazer música, e quanta coisa boa se faz por aí visando incluir todos os Brasileiros na cidadania…..
    Tem muita gente aí que fala pouco e faz muito pelo próximo….
    NAT!
    Obrigado de novo pela idéia dos correios!

  • 23 Eduardo // 29/November/2007 às 8:34

    Muito boa idéia!
    Gostei mesmo.
    Serve lugares exóticos como Diadema e Cubatão?

  • 24 HRP Mané Reloaded // 29/November/2007 às 8:44

    Voce poderia sugerir cidades como Mauá, Osasco, Guarulhos, Cidade Ademar(bairro) e muitas mais…são todas cidades dormitórios e ou zonas de alta criminalidade…..É o PSDB cuidando da gente!
    Cubatão já foi muito pior…eu mesmo trabalhei lá há dois anos nuns projetos de saneamento de depositos de dejetos e rejeitos industriais….melhorou muito!

  • 25 Nat // 29/November/2007 às 9:15

    Bem, eu já tinha me adiantado e já falei horrores sobre Niterói, minha cidade querida.
    Então, estarei aqui só como curiosa.
    Parabéns pela idéia PD! Só podia ser coisa de flamenguista, claro!!!

  • 26 Nat // 29/November/2007 às 9:16

    Essas gírias são uma coisa estranha… Quando eu digo falei horrores, estou querendo dizer que falei muito, mas falei bem, de Niterói ;- )

  • 27 Radical Livre // 29/November/2007 às 9:28

    outro dia eu estava pensando nisso. falávamos sobre a conferência de anápolis e tínhamos a nobre companhia dos ‘correspondentes’ fucs e gabriel. aí me bateu a idéia - não tem ninguém no líbano ou no irã para acrescentar algo no debate?

    boa iniciativa, PD.

  • 28 Tia // 29/November/2007 às 9:30

    Nat, também achei a Idéia “irada”rsrs

  • 29 Eduardo // 29/November/2007 às 9:32

    Mauá, Osasco, Guarulhos, assim como Diadema e Cubatão são cidades industrializadas, porém com altos índices de criminalidade e degradação urbana. Só disse isso para provocar um amigo meu.
    A idéia do Pedro Dória é realmente muito boa, só acho que deveria incluir as impressões que esses países tem do Brasil.

    Grande abraço,

  • 30 HRP Mané Reloaded // 29/November/2007 às 9:33

    Caro colega colega Radical….esses países figuram na lista negra ou “marron” da casa branca….eixo do mal….bla bla bla bla bla bla blá!
    E dizer que o cinema iraniano é tão gostoso de assistir e que o meu melhor professor era o de matemática financeira e nasceu no Líbano!

  • 31 Tia // 29/November/2007 às 9:35

    Isto que é globalização do bem!!Me emocionei com a idéia! Sejam bem-vindos povos!!!!

  • 32 Pax // 29/November/2007 às 9:36

    Niterói tudo bem, Flamengo? Hum…

    Essa Natalia, é realmente hiperbólica. Horrores quer dizer maravilhas na sua hiperbole cotidiana. As outras, bem, há quem possa falar com mais propriedade que eu, né André Café. Será que ela tem chulé?

  • 33 proftel // 29/November/2007 às 9:41

    Morei em Cubatão uns 3 anos, conheço bem o pedaço.
    A patroa também.

    :-)

  • 34 Gwyn // 29/November/2007 às 9:43

    Adorei a ideia..
    Vai ser muito bom poder ler as exepriencias de quem tambem e um estrangeiro.

    Vou poder dar minha contribuicao, mostrar um pouco do interior da Inglaterra vista pelos meus olhos….

    Pax, voce se lembra do que eu falei em Itanhaem ?? Pelo jeito eu estava certa…

  • 35 HRP Mané Reloaded // 29/November/2007 às 9:48

    Estou descendo para Bertioga a tarde….problemas da minha pobre propriedade com os fiscais da Prefeitura…..quem sabe de uma passadinha por Cubatão?
    Algum recado?

  • 36 Pax // 29/November/2007 às 9:49

    Tíchia !

    Não sei exatamente o que você quer que eu lembre. Minha memória é randômica, de acesso complicado. Me ajuda aí.

    Mas, fica uma outra sugestão: fotos nos comentários dos expatriados. Da Tíchia quero ver o tal do mato inglês.

    Bem, se quiserem mandar fotos das lingeries pretas também não vou discordar. Claro. Dispenso as cuecas dos meninos, “ças vas sin dire” (não sei se é assim em francês que se diz: nem precisa ser dito)

  • 37 Anonymous // 29/November/2007 às 9:59

    Como assim, gays circulam com liberdade? Gays mandam no mundo….

  • 38 Chesterton // 29/November/2007 às 10:00

    sans dire…

  • 39 Pax // 29/November/2007 às 10:05

    Merci beaucoup, le gran vieux e bon Chesterton.

    ça vas sans dire

  • 40 Gwyn // 29/November/2007 às 10:08

    Pax..

    eu falei para voce que achava que esse blog era lido por muitas pessoas que moravam no exterior..muitas que nao comentam mas que leem todos os dias, e o que o numero seria surpreendente uma vez que contabilizado…
    lembrou?

    SE quiseres eu mando umas fotos para voce…aonde eu moro foi uma vez, a centenas de anos atras, a floresta do castelo de Rockingham aonde os reis daqui vinham cacar. Foi construido por volta de 1070 a mando do William, the Conqueror…portanto moro bem pertinho desse castelo.. Numa vila com um monte de campos das fazendas envolta.

  • 41 Ana Lucia // 29/November/2007 às 10:10

    eu topo ! o pôr do sol quebequense e ottawense sao bonitos, mais bonitos que o de porto alegre :-)

  • 42 Pax // 29/November/2007 às 10:11

    Lembrei, você deu acesso direto ao meu banco de dados. Ele é ótimo, mas não tem chaves de acesso, o que é um problema. Você falou também em vender e mandar produtos para essas pessoas.

    Meu sócio que mora no Chile toda vez que vem me traz vinhos e azeites excelentes e leva um tanto de goiabada.

    Mande as fotos, mas que seja já. Beijos !

  • 43 Pax // 29/November/2007 às 10:13

    Bingo !

    Legal o blog de Ana Lucia.

  • 44 Chesterton // 29/November/2007 às 10:16

    Pax, você frequentou algum colegio em Porto Alegre?

  • 45 Pax // 29/November/2007 às 10:22

    Bem, depois que conheci a pinga Matodentro, de São Luiz do Paraitinga, penso em abrir um negócio de exportação de pingas para brasileiros expatriados. Alguém vai?

    Lá encontrei com uma cantora maravilhosa, a Ceumar. Ela “casou” com um holandês super legal, o Bem. Ficamos amigos em 2 minutos, mais ou menos. Ele me falou que uma pinga na Holanda custa algo em torno de 35 a 40 euros.

    Na hora - a gente estava na praça da cidade, ela passando som com o Luiz Tatit - fui no supermercado e comprei um litro da Matodentro pra ele e duas garrafinhas de 300 ml. A de um litro custa R$ 8,40 na praça. A amarela é melhor, a branca mais barata mas um pouco mais rascante.

    Abri a primeira, com meu multifunção Leatherman que estava na mochila (nessa hora um canivete suiço seria melhor, mas tinha levado esse e abri a rolha com o alicate mesmo).

    Acabou em 5 minutos. Tenho fotos disso.

  • 46 Pax // 29/November/2007 às 10:25

    Não Chesterton. Mas frequentei a URGS, não oficiamente. Estava passando umas férias por lá e queria estudar um assunto sobre progamação de bancos de dados. Entrei na Universidade e me adonei de todos os livros sobre o assunto durante um mês.

    Nunca morei em POA. Meus pais e dois irmãos moram. Eu mesmo, só no interiorzão, nos pampas. Depois, direto pro Rio.

  • 47 Zé Bush // 29/November/2007 às 10:28

    well..that’s good.Testemunhos e considerações de outras que vivam em outras plagas (!) sempre serão bem vindos.

    É bom, é bonito, eu gosto e ajuda e entender melhor essa merda.

  • 48 Chesterton // 29/November/2007 às 10:30

    mas você estudou em algum lugar no RS?

  • 49 Antonio // 29/November/2007 às 10:31

    Excelente, PD! Sem palavras…

    E se valer as impressões de um observador em sua primeira viagem ao Velho Continente — farei um mochilão de 40 dias pela Europa, decolo no fim de dezembro e volto depois do carnaval — pode contar comigo.

    Abraço,

    ACT

  • 50 Pax // 29/November/2007 às 10:39

    Não Chesterton, minha primeira escola foi no Rio de Janeiro, uma escola pública na Urca que não me lembro o nome, na Avenida Pasteur. Depois em Brasília, no Marista, depois no Colégio Militar do Rio, depois UERJ.

    Pronto, quer me contratar?

  • 51 Chesterton // 29/November/2007 às 10:39

    Chest- um artigo muito bom do único psicanalista que dá para ler….

    Ilhas desconhecidas
    O amor e a viagem nos fazem descobrir que há algo, em nós, que não conhecíamos até então

    QUANDO ERA criança, um senhor canadense, Mr. Evans, foi contratado por meus pais para “treinar” meu inglês. O método de Mr. Evans consistia em narrar grandes eventos da História (com H maiúsculo) como se ele tivesse sido uma testemunha ocular. Conseqüência: há detalhes íntimos de várias cenas famosas que não sei mais se são fatos ou fantasias de Mr. Evans.
    Uma fonte de inspiração de Mr. Evans era a expedição de Lewis e Clark, que, entre 1804 e 1806, abriu o caminho do Oeste americano. Segundo Mr. Evans, em 7 de abril de 1805, deixando Fort Mandan para se aventurar no território desconhecido das grandes planícies, Lewis, pensativo, teria dito a George Gibson (o melhor atirador da expedição): “New land, George” (uma nova terra, George).
    Nunca pude confirmar a veracidade da dita conversa. Mas essa frase, aparentemente trivial, foi incorporada no meu léxico familiar. A cada vez que, numa viagem de férias, saíamos do país, meu irmão e eu não parávamos de repetir: “New land, George”. Ainda hoje, quando chego num lugar desconhecido, penso em Lewis e Gibson.
    Mais tarde, meu irmão e eu passamos a usar a mesma expressão quando - numa festa, por exemplo - avistávamos mulheres que despertavam nosso interesse. Um dos dois, invariavelmente, levantava a mão espalmada, como se quisesse proteger os olhos do sol, e dizia: “New land, George”.
    Na literatura, não é raro que um corpo amado e desejado seja comparado à paisagem de terras incógnitas. John Donne, num de seus mais lindos poemas (do século 17), chamou sua amada de “minha América, minha terra recém-descoberta”. De fato, há mesmo uma relação entre o amor e a verdadeira viagem. Vamos ver qual.
    De vez em quando, tenho vontade de viajar. O que chamo de viajar não tem muito a ver com viagens de férias. Tampouco significa necessariamente desbravar terras virgens.
    Encontrei a melhor definição do que é viajar numa maravilhosa e breve fábula de José Saramago, que acaba de ser publicada, “O Conto da Ilha Desconhecida” (Companhia das Letras). O protagonista explica assim seu desejo: “Quero encontrar a ilha desconhecida. Quero saber quem eu sou quando nela estiver”.
    Viajar é isto: deslocar-se para um lugar onde possamos descobrir que há, em nós, algo que não conhecíamos até então. Sem estragar o prazer dos leitores, só direi que, no fim da fábula de Saramago, talvez o protagonista não encontre sua ilha, mas ele encontra uma mulher. A moral da história é incerta, entre duas leituras opostas.
    Primeira leitura: quem casa não viaja (a não ser de férias); casar-se é desistir de viajar. É o que pensam, com freqüência, homens e mulheres casados. E é também o que os leva, às vezes, a se separarem. Quando achamos que o outro nos impede de viajar, ou seja, que ele nos priva da aventura de descobrir o que poderia haver de diferente em nós, o casal se torna nosso inimigo. Claro, na maioria dos casos, acusamos o casal de uma inércia que é só nossa.
    Exemplo: anos atrás, na França, um amigo se interessava pelas pessoas que desaparecem sem razão aparente e refazem sua vida alhures, sob outro nome, como se tivessem sido vítimas de uma amnésia repentina. Em todos os casos em que meu amigo conseguira entrevistar esses “desaparecidos”, os mesmos constatavam que, depois de seu sumiço, em poucos anos, eles tinham reconstruído uma situação de vida parecida com aquela que tinha motivado sua fuga.
    Segunda leitura: o protagonista descobre que a mulher ao seu lado é a própria ilha desconhecida que ele procurava e que a verdadeira viagem é o encontro com um outro amado. Faz todo sentido, pois o amor e a viagem, em princípio, têm isto em comum: ambos nos fazem descobrir em nós algo que não estava lá antes.
    O outro amado nos transforma. Tanto quanto a chegada numa terra incógnita, ele nos revela algo inesperado em nós.
    Por isso, aliás, o viajante e o amante podem esbarrar em problemas análogos: às vezes, ao sermos transformados pela viagem ou pelo amor, não gostamos do que encontramos, não gostamos dos efeitos em nós do amor ou da viagem. Essa é, em geral, a única razão séria para se separar ou para voltar da viagem.
    Moral dessa coluna (e talvez da fábula de Saramago): os outros não são nenhum inferno, são uma viagem. Agora, para amar, como para viajar, é preciso ter determinação e coragem.

    ——————————————————————————–
    ccalligari@uol.com.br

  • 52 Pax // 29/November/2007 às 10:41

    Ops, mentira, estudei em Resende antes do Rio. Fiz pré-primário e primeiro ano primário por lá. Não me lembro das escolas. O pré foi em particular, o primeiro em Pública.

    Sorry. Mas… porque?

  • 53 Pedro Direitoba // 29/November/2007 às 10:48

    Moro numa cidade pequena no interior de uma grande cidade chamada Rio de Janeiro. Nesse interior, convívo com as pessoas mais pacatas do mundo. Porém, quando se trata de defender suas privacidades, podem virar bicho. Poucos dias atrás, minha solitária e educada vizinha desapareceu. Pela movimentação do corredor, acabei tomando ciência que havia falecido há cerca de dois meses. Realmente, não me lembrava de me queixar nesse interim da ausência do carrinho de feira que ela costumava a não recolocá-lo na garagem. Mas a gentil macróbia fará muita falta, visto os novos vizinhos que acabo de conhecer e que costumam fazer embalos no cafôfo altas horas da noite. Dizem que os brasileiros são o oposto dos americanos, cuidam de suas casas e são vândalos nas ruas. Nada posso afirmar nesse sentido, pois a última vez que hospedei uma casal deles em casa, a mulher andava de calcinha e o amigo fazia vista grossa como se fosse hábito normal. não deu para perceber qual a zona que fazem no interior do lar, pois coloquei ambos num hotel, antes que o hábito ianque alcançasse a Memento.
    Falam mal dos cariocas em relação à outros estrangeiros brasileiros, como os fechados paulistas, os ensismesmados mineiros ou até os imprevisíveis gaúchos, coisa que pude comprovar como a mais deslavada mentira. Trata-se de gente da fronteira que se convida para tudo, mas não convida ninguém para visitar seu sítio, por exemplo. Os cariocas são sutilmente educados. Não gostam de visitas, já que o bar é a extensão do lar, onde podem receber civilizadamente seus convidados, inclusive sem o trabalho que isso dá posteriormente à debandada da horda. Por isso, é costume convidar para a parecer lá em casa, mas com o cuidado de não oferecer o endereço. O convidado se sente honrado pelo carinho e desobrigado de cumprir sua promessa de visita, já quem convida, se sente aliviado de saber que não será importunado e que fez um agrado a quem gosta.
    Quando tiver mais tempo e se me permitirem, voltarei a novas consideraçòes sobre a cidadezinha do bairro da Barra da Tijuca e do Rio de Janeiro em relação as minhas andanças pelo país. Um bom dia a macacada.

  • 54 Arkymedes // 29/November/2007 às 10:50

    Bom, entao ta.. vou comecar devagar.. logo mando alguma coisa :D

    abracos!

  • 55 Pedro Direitoba // 29/November/2007 às 10:50

    Encontrei a melhor definição do que é viajar numa maravilhosa e breve fábula de José Saramago, que acaba de ser publicada, “O Conto da Ilha Desconhecida” (Companhia das Letras). O protagonista explica assim seu desejo: “Quero encontrar a ilha desconhecida. Quero saber quem eu sou quando nela estiver”.

    Citando um comunista? Nossa, que contradição!

  • 56 Pedro Direitoba // 29/November/2007 às 10:55

    Reparo que tenho assassinado a língua portuguesa por aqui. Desculpem-me, é a pressa. Tenho que trabalhar, enquanto o Frangão entesoura as rendas de suas aplicações.

  • 57 Chesterton // 29/November/2007 às 11:03

    curiosidade, estamos fazendo um site dos ex-alunos.

    Quem citou comunista foi o Caligaris, o problema é só dele.

  • 58 Pax // 29/November/2007 às 11:05

    Ou, talvez, assassinado o saco de um monte de gente um pouco menos neurótica que gosta de dividir por aqui. Depois dessa, só uma piscina pra me deixar na boa. Na boa.

  • 59 Chesterton // 29/November/2007 às 11:05

    Direitoba, isso mesmo, como o Lula só pensa que pode governar gastando, eu tenho que emprestar dinheiro para ele. A dívida pública anda em quanto hoje em dia, alguem sabe? Alguem sabe quanto subiu?

  • 60 Pax // 29/November/2007 às 11:06

    Ex alunos donde, caro Chesterton? Onde você estudou por lá?

    E, desde quando moras no Rio?

  • 61 Pax // 29/November/2007 às 11:10

    E o Gruta Azul, porque você não faz um site dos iniciados no Gruta Azul?

    E a Churrascaria Sto Antonio, se não me engano na Dr Timóteo - Moinhos de Vento, o melhor lugar para se comer carnes em POA? Um site para os iniciados nos prazeres do sangue?

  • 62 Chesterton // 29/November/2007 às 11:10

    moro há 24 anos.

  • 63 Pedro Direitoba // 29/November/2007 às 11:11

    Os paulistas para os cariocas podem ser considerados um capítulo a parte e vice-versa. Mas acabei entendo um pouco dessa gente ao morar por lá. Só pessoas muito especiais enfrentam um governo federal e depois de derrotados se sentem heróicos em sua tentativa separatista e constitucionalista. Um longo capítulo histórico que não gostaria de esmiuçar.
    Bom, volto mais tarde sobre esse assunto intrigante de amor e ódio.

  • 64 Chesterton // 29/November/2007 às 11:12

    A santo Antonio continua por la´, o Gruta Azul acho que era o Dragão Verde, não lembro mais.

  • 65 Pedro Direitoba // 29/November/2007 às 11:14

    Esse cara não nasceu no Rio, pois a cidade tem tradição anti-direitoba. Quanto à divida pública, se o frangão nào sabe, foi herdada dos tempos FHC, como comprovam os dados e controlada, como comprovam também as estatísticas. Do que reclamas????

  • 66 Pax // 29/November/2007 às 11:15

    Sim, não lembra, entendo… pelo menos fingirei que entendo, velho e bom Chesterton.

    Há algo em comum entre você e mim, gostamos dos textos do Caligaris pacas.

    Abraços, fui, 2.000 mts me esperam.

  • 67 De La Silva // 29/November/2007 às 13:11

    Não visitei muitos estados, e nunca saí do país. Mesmo assim sempre observo e costumo analisar os processos que envolvem as relações entre pessoas nos mais diversos ambientes e situações, a comunicação realizada e o que pode haver por trás do discurso.

    Noto e evidencio a existência de um numero menor de pessoas com forte interesse em dominar, e um maior número de pessoas que não se dão conta de serem dominadas.

    Por ter acesso a tantas ferramentas e “janelas” do mundo devidas em grande parte a imprensa libre, e outras nem tanto, posso afirmar que o ser humano guardadas as devidas proporções é rigorosamente:

    IGUAL!

    Apenas uma pequena parcela, as aberrações* da natureza, destoam do comportamento determinista que o ambiente, a educação, o conhecimento, os genes e o acaso moldam o indivíduo.

    Apesar do discurso brochante, penso de verdade que esta proposta será um exercício prazeiroso.

    Proponho que cada um dos participantes, com a permissão do senhor Dória, insira no seu texto:

    FOTOS PESSOAIS DE SUA REALIDADE (e não imagens capturadas da internet)

    Para que a proposta seja mais rica e a experiência mais agradável do que imagino será.

    Que tal sr. Dória? Estou sendo um fanfarrão? Será que os participantes gostariam de mostrar o cenário em que habitam? Eu gostaria muito de ver.

    Eu peço a permissão de enviar a minha visão da realidade em que vivo ao blog por estes dias. E sei que o PEDRO DIREITOBA irá fazer comentários respeitosos, edificantes, claros, concisos e isentos àààààÀ ààÀ minha participação.

    De antemão peço ao PAX, aquele que conta histórias interessantes da sua vida, que quando escrever coloque fotos dos fatos que contou. Tenho uma grande curiosidade pela HEIDE.

    Gostaria de ver a realidade em fotos de SÃO CARLOS, OSASCO, NITEROI, SÃO VICENTE, SALVADOR, PORTO VELHO, GOIANIA, BRASILIA, UBERLANDIA, TERESINA, MACEIO, BELO HORIZONTE, LONDRINA, CANOAS, SÃO JOSÉ DOS CAMPOS, CAXIAS DO SUL, CASCAVEL, CRICIUMA, PORTO ALEGRE, VITORIA, entre outras cidades, que só conheço por nome. E dos países estrangeiros que costumam REGISTRAR em fotos seus cenários, diferentemente dos brasileiros, que poucos registros fazem.

  • 68 Pedro Direitoba // 29/November/2007 às 13:16

    O gauchinho parece nervoso. Nada como água fria para acalmar a vanguarda.
    Bom, nesse interior do Rio, transplantaram um pedacinho de Brasília. Nada de esquinas e sociabilidades de pedestres, que podem trocar um papo rápido com conhecidos pelas ruas de outros bairros como Ipanema. Isso explica a paixão dos barrenses pelos seus carros e shoppings. Em São Paulo essa paixão motorizada, que surge sempre numa gozação ao carioca, que gosta de fusquinha e uma nega chamada Tereza, é hereditária e bem italiana. Estando de férias em Gaurujá, reparei que nào era a causa dessa paixão não ter coisa melhor para se ocupar, como maldosamente pensam os cariocas. Não senhor. Estando na praia num belo dia de sol, observava atentamente uma linda jovem e seus adornos naturais, quando ouvi um rebolicho entre meus companheiros paulistas. Logo me aproximei relatando que a garota era uma uva, como diria meu avô. Eles olharam para mim sem saber o que eu estava falando. Nada de sacanagem e observações airosas sobre aquees atributos femininos que acabaram de balançar ao vento diante de nós. O papo era a potência do motor de seus carros. No Rio, quando garoto, falávamos da célebre competição de pirocas, imortalizada num samba do Chico Buarque. Aqui, o membro viril se metamoforizara em veículo veloz, talvez priapismo psicológico. Algo assim, só na Barra da Tijuca.

  • 69 De La Silva // 29/November/2007 às 13:24

    A sim!

    Sobre as cidades que gostaria de ver registros pessoais de fotos, faltou a referência ao “Yin-Yang”, as cidades irmãs, as metrópoles nacionais, as adversárias e cosmopolitas supimpas: Rio de Janeiro e São Paulo.

    Ps: O Brasil é torto, quase não existem cidades ao noroeste e oeste. Se houvessem mais cidades desenvolvidas do porte de RJ e SP o Brasil seria mais forte.

    * loucos e maníacos

  • 70 HRP Mané Reloaded // 29/November/2007 às 13:29

    Gsotei muito do papo carioca do Surf…..sempre viajei para o Rio e nos tempos pré Brizolla o Rio era uma maravilha…depois poucos estive por lá!
    Mas continua lindo….e a turma sempre afável!

  • 71 Pedro Direitoba // 29/November/2007 às 13:42

    Minha estadia no norte foi curiosa, mas passageira pela Manaus, sem condutor e motorneiro. Incrível a radicalização que a vida em shopping se tornou para o manauára (talvez o colega D Silva explique melhor esses termos. Numa vez chamei um paulista de paulistano e ele não gostou). Os cariocas consideram que os paulistas possuem uma vida noturna melhor e bons restaurantes. Mas nenhum carioca se deslocaria para Sampa sem sentir um punhal cravado na sua alma. Caetano cantava sobre a Bahia que onde o mar não bate não batia o seu coração. Frescura tropicalista de lado, louvo a amizade dos paulistas, muito mais fiel do que a dos cariocas, porém bem mais difícil de se enturmar, apesar da Albita, o Romeu e o De Lascar serem tão simpáticos. Quem já morou em Sampa sabe a verdade dessas palavras. O Doriana poderá me confirmar, mas não o fará com medo de ser demitido do Estadão.
    Brasília, a cidade parente da Barra não tem mistérios. Vive-se só meses por lá. É como se todos fossem a minha vizinha que morreu. Um dia reuni amigos em vista à cidade e fomos ver o agito de Brasília. Escolhemos o bar mais badalado numa sexta. Resultado: atrapalhamos o único casal que namorava e o garçon enfarado, que descansava do trabalho no próprio trabalho. Uma ótima diversão é andar de bicicleta pelo parque Piton Farias até cansar. Como é dito por lá: Eis uma cidade em que os homens passam a ver novela e as mulheres a entender de futebol. A vida em Brásilia são os clubes. Para quem não é sócio…

  • 72 Thiago // 29/November/2007 às 14:28

    ótima idéia, PD.

    e já que as regiões brasileiras entraram na ciranda, mandarei meu texto pra te contar o que se vê aqui da Mantiqueira.

    abraço!

  • 73 Henry Shinasky // 29/November/2007 às 14:28

    Hello, bródis! É bom ver que algumas viúvas do Nominimo continuam por aqui, né velho Pax?

    De minha parte, redescobri há pouco o weblog e pretendo dar uma passada de vez em quando, só pra zoar o PD.

    Pra começar, PD, seu livro “Eu gosto de uma coisa errada” é sobre a Surfistinha?

    Abração e prometo colaborar quando em viagem e observar algo curioso.

  • 74 RW in Miami // 29/November/2007 às 14:46

    Cacete…. eu moro em Miami ! tem algum lugar mais “lugar-comum” que Miami ? Todo mundo conhece isso aqui !! Vou ver se entre fraldas e mamadeiras consigo mandar um relato com uma visao alternativa daqui (gay ? Hispana ? Praieira ? O que voces sugerem ?).

  • 75 Pedro Doria // 29/November/2007 às 14:51

    RW in Miami: tenho certeza que você, mais de uma vez, ouviu algum comentário de brasileiro sobre Miami e pensou consigo mesmo… ‘esse não entende nada de Miami’.

    O que nós não entendemos de Miami? Qual o peso da presença cubana aí? Como é a cultura de praia — como a do Rio? O que é bom fazer sexta-feira à noite? Que pergunta deveríamos estar fazendo?

  • 76 proftel // 29/November/2007 às 15:37

    De La Silva:

    Colocarei fotos daqui no iogurte, não sei se o Pedro Doria bolou algum espaço ou uma forma de apresentar essa sua sugestão.
    Talvez com fotos enviadas colocar tipo uma apresentação .ppt no youtube e taskar o link aqui, sei lá.
    Também não sei como o pessoal que quer privacidade irá se virar com essa sua sugestão.
    Aliás, ninguém aqui tem que provar nada e da forma como você colocou aí em cima (ao menos foi assim que recebi o texto) sua proposta está parecendo interrogatório de delegado.
    De boa, foi a impressão que eu tive.

  • 77 Alba // 29/November/2007 às 15:43

    Idéia maravilhosa, PD!

    Não li todos os comentários, mas parece que algumas pessoas já começaram a escrever, o que é ótimo!

    E me poupa o e-mail que eu ia mandar pro Zictor pra saber mais da China. :)

    RW,

    Tenho a mesma curiosidade do PD. Principalmente sobre os cubanos e os latinos em geral, viu?

  • 78 Pax // 29/November/2007 às 15:49

    De La Silva,

    Pena, não tenho foto alguma da Heidi, infelizmente. Se tivesse, e ela concordasse, colocaria.

    Mas para matar sua curiosidade, veja a primeira foto depois da lista abaixo, parece com ela. Era um primor.

    http://www.freeweb.hu/playboymagazin/playboy/

    pedrodireitoba, não tenho me dirigido diretamente à sua pessoa por uma questão de opção. Dirijo-me a quem me interessa. Mas, pense aí, a maioria dos comentaristas adorou a idéia do Pedro Doria de histórias legais sobre suas regiões. Não acredito que você tenha o direito de sacanear a maioria com suas neuroses, covardias e histórias chatas pra caralho. Democracia tem limites também. Pense nisso. Alivie-nos.

  • 79 d.m. // 29/November/2007 às 15:49

    Estou acessando de Londres, mas em breve torno aa Italia.
    Adorei a ideia!

  • 80 proftel // 29/November/2007 às 16:22

    Pax, olha, li e reli o que o direitoba escreveu, não achei onde ele se colocou contra a idéia do Pedro Doria.

    ?

  • 81 cristina // 29/November/2007 às 16:25

    bela ideia e belo entalanço ein? responder a isso tudo? meu deus, não sei se consigo, mas eu vou tentar, talvez no fim de semana, ok?

    Portugal em segundo e só eu aqui? não é possivel..

  • 82 Marcos Araújo // 29/November/2007 às 16:53

    Ô Pax, mermao. Você é gaúcho? Tem sangue quente? Manera, rapaz, manera. Acho que entre você e o Surf Direitoba, precisa entrar um minerim como eu pra espalhar a paz.

    Gosto de ler você o que você escreve (e confesso que você escreve pra chuchu aqui), mas também gosto de ler o que escreve o Direitoba, seja sobre suas “neuroses, covardias ou histórias chatas pra caralho.” Discordo do seu comentário.

    Abraçao do minerim Marujo.

  • 83 Ana Pulg // 29/November/2007 às 17:05

    Pedro,

    Exatamente, por causa desse teu jeito de um pouco do mundo, todos os dias, é que aporto por aqui.
    Essa idéia é brilhante e fiquei até arrepiada quando vi o retorno dos colegas.
    Vai ser muito bom!

  • 84 pedro direitoba // 29/November/2007 às 17:51

    Gaúcho enjoado! Procure sua psicanalista de plantão. Pode pendurar na minha conta se quiser. Ui. fiquei arrepiado com sua descompostura, parece dono do blog. Um típico rompante gaúcho. Sobre os gaúchos… Não me lembro no momento um relato que possa servir ao caso. Talvez minha memória se ligue mais tarde.
    Marcos, sim Minas, que tenho estado tão perto esse ano. Os mineiros são peculiares. Os paulistas julgam os mineiros como dissimulados. Os cariocas possuem um grande contato com Minas. Uma pesquisa antiga sobre os migrantes do Rio revelou que a maioria vinha de Minas. Causos muito curiosos. Abs.

  • 85 Radical Livre // 29/November/2007 às 20:07

    Chester (#59) a dívida publica tem subido nominalmente e baixado em relação ao PIB - este último número é o que conta.

  • 86 Marcos Araújo // 29/November/2007 às 20:25

    Oi Direitoba: Interessante. O jovial colega Pax gosta de contar uma penca de “causos” (empregados(as) que roubam, caes que estraçalham galinhas, porretadas no cachorrada “pra que aprendam”, e por aí vai. Acho divertido e gosto de ler, pois mineiro adora ouvir e contar causos. Porém, minha percepçao - errada, muito provavelmente - é que ele gosta de sempre ter razao. Seria coisa de gaúcho?? :o))

    O paulista tagarela se engana. Mineiro em geral nao é dissimulado; é discreto, prudente e nao é de emitir opiniao sem antes matutar um pouco (se isto é dissimulaçao - tá bem). Se dá bem com o fluminense e o carioca. Nas vêzes que visitei o Rio, nunca ouví um comentário negativo sobre mineiros da boca de cariocas. Pelo contrário, ouvia elogios e aprecio. Pessoalmente, acho os cariocas muito simpáticos e me dou bem com eles, apesar de achá-los um pouco provincianos, centrados sobre si mesmos. Deve ser a brisa do mar, né?

  • 87 Marcos Araújo // 29/November/2007 às 20:27

    Ah, sobre gaúchos, conheço um. Digamos, uma. Uma lôra qui é um muiérao, êta trenhao doido!

  • 88 proftel // 29/November/2007 às 20:54

    Vou ficar lá no Open.

    :-)

  • 89 HRP Mané Reloaded // 29/November/2007 às 21:34

    Amigos e colegas….vejam que estamos nos anos dourados…ou caminhando para eles…a p´roxima geração será nossa geração mais “brilhante”?…nem sei!”
    Mas creio que saímos dos anos perdidos!

  • 90 Monsores // 29/November/2007 às 21:49

    Boa noite, povo.

    Passo brevemente para dar um Alô.
    Amanhã volto, se der.

    Abraço,
    André

  • 91 proftel // 29/November/2007 às 22:07

    Desculpe aí Pedro Doria mas, o assunto pode até interessar a você.

    Pessoal, leiam com atenção o comentário 163 do Open aí embaixo.

    :-/

  • 92 pedro direitoba // 29/November/2007 às 23:02

    Marcos Caramujo,
    realmente acho que o carioca tem algo de arrogante que é insuportável para os paulistas. Carioca segue a risca o lema de que não se deve perder a piada, ainda que perca o amigo. Talvez tenha algo de parisiense nisso, sem o mal-humor dos franceses. Numa vez tive que aturar um parisiense enchendo o saco, com mil tiradas sarcásticas. Fazem isso até que vc. se irrite e parta para a porrada. Então passam a te respeitar. Como vivi passeando pelo Brasil, reparei que a comunicação de massas arruinou com os particularismo locais e regionais, difundindo o carioquês pela Globo. Mas já reparei disparidades incríveis entre cidades, que são engraçadíssimas, mas temo ser reconhecido através desses causos por quem acabar lendo isso aqui. Sou um pouco paranóico, já que quem tem suas extremidades tem medo. Um desses casos hilariantes foi em Minas, mas percebi que se tratava de uma coisa regional da área inicial da Mantiqueira para quem sai do Rio. Visitei o interior do Oeste, Pantanal, a miséria de alguns aldeamentos indígenas, cidades que nem existem no mapa. Interior de São Paulo, Bauru, Jundiaí, Piracicaba… em Minas e no interior de São Paulo descobri uma iguaria que era preparada nos tempos coloniais no Rio de Janeiro: bunda de tanajura. isso foi para mim exótico pracas nesse Brasilzão infinito. O nordeste e a identidade conciliadora do baiano, que não conheci um que não fosse bom de copo. O carioca é um baiano apaulistado. Ê, Minas. Uma terra acolhedora e que ninguém dá soco na mesa. Um fato engraçado que mostra a diferença de espírito entre o mineiro e o carioca foi uma discussão política num grupo de pessoas que só tinha eu e mais uma carioca. Os únicos a declararem voto fomos nós dois, os outros, mineiros, se entreolharam e nada falaram. Rimos muito do fato.

  • 93 Brancaleone // 29/November/2007 às 23:52

    Meu lugarzinho, piquininho, póbrinho mas enricando de poquinho em poquinho…

    Por décadas isso aqui foi o Vale dos Esquecidos. De Curitiba a Adrianópolis, 130 Km de curvas, subidíssimas e descidérrimas que sufocavam na poeira ou enterravam na lama. Uma viajem a Curitiba podia durar 4 horas ou 4 dias. Terra ruim, cascalhenta, pedregosa - o granito Tunas sai daqui - acidentada que cabrito aqui usa corda e nunca se vê o horizonte pois onde a terra aplana um tico e é coisa rara, vem florestas de pinus que cegam a vista prá curva da terra.
    Povo sem origem. Terra de passagem onde os que ficam só estão esperando um lugar melhor para ir e por isso nunca constroem nada alem do próximo lugar para onde vão. Dizem que aqui é como curva de rio: Tudo que não presta enrosca e fica.
    Eu vim para ficar seis mêses e já fazem 5 anos que estou e ao contrário de muitos, não vou embora. Trouxe família que até hoje me xinga e só mesmo uns finais de semana metropolitanos com shopings e engarrafamentos aplacam o não gostar daqui que eles sentem.
    Povo esquisito, desleixado mas apegado à terra que desleixam. O Pinus e o asfalto da BR 476 atraiu gente do Brasil inteiro. De 3.800 para 6.400 habitantes em apenas 4 anos - eu no meio. Muitos agora voltam de onde vieram e outros vão em frente. Vieram para cá com dólar a quase 3,00 e madeira vendendo bem. Com dólar a 1,78 emprego já falta e toca a voltar…
    Vou ficando por aqui. 27 anos sem nunca ter ficado mais de um ano em lugar nenhum me cançou. Sentei onde deu e foi aqui. Coisa de peão.
    Adoro este lugar. Adoro a gente daqui. São humanos demais e isso significa dizer que podem ser bons e maus, maravilhosos e decepcionantes. Trabalho aqui, tenho orgulho do que faço, tenho orgulho da minha peonada toda e tenho certeza que eles gostam de trabalhar comigo.
    Sou recem chegado, mas conheço todos e todos me conhecem.
    Aqui você pode sair de manhã deixando a roupa estendida no varal e caso chova e você esteja trabalhando, a vizinhança vem e recolhe a roupa para você…
    Se alguem faz pão em casa, sempre mandam um ” atrás do cheiro”…
    Sempre mato dois coelhos: Um é meu e outro eu reparto com os vizinhos…
    DSL chegou faz pouco e celular não tem nem vai ter…
    Para alguns aqui pode ser um inferno, mas existem os que como eu, gostam de calor…

  • 94 Alba // 30/November/2007 às 0:09

    Josué,

    Muito bela descrição! Você é talentoso de verdade, quando não está falando sobre Chávez e Morales e otras cositas :)

    Beijo

  • 95 Marcos Araujo // 30/November/2007 às 0:31

    Oi Branca, seu moço. Trem bunito qui ocê iscreveu. Gostei.

  • 96 Marcos Araujo // 30/November/2007 às 0:47

    Ô Surf Direitoba: Rapaz, quando menino, la’ por onde nasci’, tanajura peguei muitas em tempo de chuva. Formiga voadora muito special. Era cada bundao! Esmagava aquilo e dava aquele leite bem branquinho. O pessoal pegava centenas logo ao sair do formigueiro pra fazer aquela boa farofada. Nunca quis provar, mas parece que é uma guloseima, proteina pura, coisa pra levantar cavalo doente.

    Quem sabe hoje se acha em supermercado, congeladas, prontinhas pra degustaçao?

    Quem se interessar na farofada de bunda de tanajura, aqui vai a receita:

    http://www.altiplano.com.br/CBTanajura.html

    Vai que é coisa fina, galera!

  • 97 Rosaclara // 30/November/2007 às 3:08

    O Direitoba esteve em Brasília nos seus primórdios, a cidade não é assim há muito tempo. É verdade que é uma cidade escondida, você tem saber onde encontrar as pessoas. Também não pode esquecer que o funcionalismo que habita a cidade é bem diversificado tanto na sua origem quanto no seu destino. Digamos que no principio eram cariocas na sua maioria da zona norte ou subúrbios (já se aposentaram, mas permaneceram na cidade), com os governos militares, vieram os gaúchos, depois nordestinos de uma maneira geral e mineiros e agora com os concursos públicos, temos paulistas do interior…os goianos não estão no serviço público mas é a maioria dos prestadores de serviços. Também há a população flutuante que são os políticos e os DAS (essa praga que só aumenta) que chegam geralmente querendo inventar a roda, tem mais de 40 anos, não querem conhecer a cidade e ficam até altas horas nos ministérios e no congresso, fazendo reuniões improdutivas porque as mulheres ou maridos e filhos ficaram nas cidades de origem. Além do salário eles recebem o chamado “auxilio piscina” entre R$2.400,00 e R$2.000,00 para pagarem hotéis ou apart-hoteis que moram de terça a sexta (só até a hora do almoço), pela lei quem recebe o auxilio não tem direito a passagem aérea toda semana, mas há sempre como burlar: “reunião no BNDES para discutir…”. Há os funcionários do GDF que moram nos arredores e tem aquelas camionetes de cabine dupla. Brasília é assim…cheia de tribos que preferem suas tabas e seus rituais. Mesmo assim já começam a aparecer rituais comuns como parar em faixa de pedestre e aplaudir demasiadamente (como se tivesse coceira nas mãos) os shows de música, teatro e até cinema… Outra coisa interessante que não sei se é só aqui…todas as secretarias (as fazem agenda e atendem telefone) lêem e ouvem Arnaldo Jabor…é como se ele fosse o JG de Araújo Jorge dos nossos tempos.

  • 98 pedro direitoba // 30/November/2007 às 9:27

    Broncão, gostei do seu depoimento. Como disse estive em cidades tão pequenas que não estão em mapas e a população esperava às vezes um ano para algum padre aparecer para casar e então faziam fila. O padre é que organizava a papelada jurídica do casamento, como uma volta ao padroado. Tem que se ter uma grande capacidade de adaptação e improvisação para conseguir viver nesses lugares. Talvez seja melhor do que os grandes centros, pelo menos mais humano como vc. descreveu. Já que as relações de auxílio mútuo são fundamentais para a comunidade sobreviver. Mas tem gente que odeia cidade pequena pela perda do anonimato. Era uma queixa comum aos urbanóides que passam a morar em pequenas cidades. Mas na realidade, e era isso que estava explicando, muitas vezes numa megalópolis só conhecemos bem o bairro que vivemos.
    Marcos, eu não provei, só observei e me lembrei de uma descrição de um viajante francês ao qual serviram umas tanajuras condimentadas de entrada numa refeição no Rio. Ele provou e adorou. Mas francês come lesma, dando um nome bonito de escargot.
    RosaClara, morei em Brasília um ano. Faz tempo. Gostei do parque florestal ou reserva florestal, onde costumava passear. Sem esquecer do Clube de Chorinho. Mas tenho a impressão de que a vida social é nos clubes até hoje. Graças ao bom Deus, essa popularização do Jabour é só por aí. Cineasta fracassado, de um filme só, que declarou que queira ganhar dinheiro nos anos Collor. Foi meu vizinho em Ipanema e tremendo boa vida. Chegava a me dar certa raiva quando saía para trabalhar na semana, às sete tentando vencer o engarrafamento das oito, e dava de cara com o Jabour de calção e camiseta indo passear toda manhã.

  • 99 Clara // 30/November/2007 às 16:08

    Idéia sensacional, Pedro. Como disse lá no Ryff, moro nesse tabuleiro aí em cima o qual todo mundo tem uma opinião a respeito, mesmo que não conhecça.

    Já que falamos em WAR, meus dois avós (masculino plural) lutaram na Primeira Grande Guerra, Um desertou o exército russo, o outro foi prisioneiro de guerra por quase dois anos, na Áustria.

  • 100 proftel // 1/December/2007 às 7:25

    Meu avô por parte de mãe lutou na primeira e na segunda, quando meu tio queria se alistar no exército alemão ele sacou um 7.65, encostou na cabeça do meu tio e falou “-Se vai morrer que seja aqui”.
    Acabou com a coisa assim.

    Escutei isso da minha avó, da minha tia e da minha mãe várias vezes, um dia criei coragem e perguntei pessoalmente a ele o que rolou, a história foi confirmada.

    :-)

  • 101 proftel // 1/December/2007 às 7:26

    Ah, meu avô, minha avó e meu tio eram austríacos.

  • 102 proftel // 1/December/2007 às 7:27

    Minha mãe e minha tia nasceram aqui no Brasil.

  • 103 O mundo visto pelos leitores: Índia // 6/December/2007 às 5:00

    […] Este post faz parte da série O mundo visto pelos leitores. […]

  • 104 Ana da China // 11/December/2007 às 13:32

    Olá, Pedro! Talvez, esteja chegando tarde para postar meu comentário no seu blog. Fui apresentada a ele por Zictor.
    Bem, vamos aos poucos.
    Moro em Wuhan, capital de Hubei, província na região Central da China. Mais conhecida como o Dragão de Sete Cabeças da China, justamente porque o índice de malandragem consegue ser superior ao padrão chinês.

    Posso dizer que o meu pôr-do-sol é coberto de fumaça da poluição, ao ponto dos olhos arderem. Aqui, uma cidade que em dois anos dobrou de tamanho (isso mesmo, sem exagero!), acompanhando o ritmo frenético da economia chinesa, concentra a indústria pesada, tais como aço, automóveis, etc. É bom deixar registrado que existe uma cortina que separa a verdadeira China de Shanghai e Beijing. Saindo dessas “cidades monstruários”, o cuidado com o meio ambiente não existe, cachorros continuam pendurados nos açougues, crianças fazem suas necessidades nas jardineiras, mas, nada que tire o brilho de uma aventura por essas bandas.

    Falar sobre como eles nos vêem é, com certeza, rir de todas as vezes que saio às ruas. Como toda estrangeira, sou observada como o ser mais estranho do mundo. O Brasil? Hum! Aí está uma questão interessante: quando o conhecem, ou rola um desprezo - só tem favela, Amazônia e futbol, “Brasileiro tem dinheiro para vir à China?” - ou um carinho por Martha, a nossa jogadora que arrasou no estádio da cidade, durante a Copa do Mundo. Para a Europa, eles pouco se lixam. Para a África - lugar transmissor de Aids. Já os Estados Unidos - o Eldorado.

    Por falar em Aids, taí um negócio que assusta. O chinês é reprimido no que tange o sexo. As notícias do jornal tratam a doença como culpa do sexo. Não do sexo sem camisinha. E, por isso, fica mais fácil colocar a culpa na África.

    Os problemas que a China enfrenta são diversos. Uma longa história para contar e refletir. À minha família, mais que as coisas comezinhas, retrato minhas aventuras no meu diário de bordo - http://www.mainhadissequeeuialonge.wordpress.com. Entrem e fiquem à vontade!

  • 105 Sobre o mundo pelos leitores // 11/December/2007 às 14:50

    […] já estou com uma boa coleção de depoimentos sobre vários países do mundo e, paulatinamente, revendo texto por […]

  • 106 swoxIrok // 19/February/2008 às 15:55

    Even out of the maderchod environment, in France, I don’t naked pictures of keira knightley woefully composite as I believe that over there multi would laboriously retrieve a rhetorical hot naked brazilian women to say I coax your wireless secret but in Britain I tap to sooth it baggy but sobbingly always successfully.

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