O fim das negociações FARC/Chávez
Há uma guerra de vaidades em curso entre Álvaro Uribe e Hugo Chávez. No sábado, Uribe suspendeu bruscamente a intermediação de Chávez nas negociações pela soltura de reféns das FARCs. A alegação é de que o presidente da Venezuela não estava autorizado a conversar com o general Mario Montoya, chefe das Forças Armadas colombianas. Seu interlocutor no governo deveria ser Uribe e ninguém mais.
Não custa lembrar, a responsabilidade pela existência dos 45 reféns é das FARCs. De ninguém mais.
No entanto, citando o editorial de El Tiempo, da Colômbia:
A reação da Venezuela foi inicialmente cautelosa e, posteriormente, dura. Chávez declarou primeiro sua ‘aceitação’ e ‘frustração’ e logo, na madrugada de sábado, disse que se sentia ‘traído’ e que isto afetaria a relação dos dois países. O presidente francês, Nicolás Sarkozy, junto a seus familiares, pediu a Uribe que reconsiderasse, informou que enviaria uma carta formal e declarou que Chávez ‘é a melhor opção’. No entanto, apesar da indiscrição e teatralidade do mandatário vizinho, não se pode negar que em três meses sua gestão fazia com que as negociações enfim saíssem do ponto morto.
A idéia de que um contato entre Chávez e o generalato colombiano poderia despertar simpatias bolivarianas nos militares colombianos é certamente uma desculpa. Uribe estava incomodado porque perigava Chávez sair protagonista – até mesmo herói – de uma negociação destas, com os reféns a tiracolo.
É possível honestamente questionar as negociações. A partir do momento em que um chefe de Estado senta para dialogar com as FARCs, o status internacional das guerrilhas é elevado. Ganha legitimidade. Não se negocia com seqüestradores, com terroristas, com traficantes, sem efeitos colaterais.
Mas foi negociando que se lidou com o IRA e, um dia, o general israelense Itzaac Rabin apertou as mãos – carrancudamente – de Yasser Arafat. Não tem jeito: é negociando com quem tem o poder de matar e impor sofrimento que se evitam mais mortes, mais sofrimento. Ninguém disse que diplomacia era jogo limpo.
Álvaro Uribe continua com um problema nas mãos – um problema que evidentemente ele não tem condições ou mesmo competência para resolver. Talvez, como sugere o presidente francês, Hugo Chávez fosse o único interlocutor possível. Negociação é, infelizmente, a arte do possível. Se há um custo político? Evidentemente que há. O fortalecimento de Chávez, a legitimação das FARCs. É com esse objetivo mesmo que matam e seqüestram: para ampliar sua influência.
Desistir das negociações para não legitimar não é solução. E o problema continua lá, do mesmo tamanho. Há vidas em jogo. Uribe está brincando com essas vidas.
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Elias, pra mim, a sua explicação (#121) da pobreza estrutural (o que isso significa afinal?) causando inflação é retórica. Casos fundamentados para justificar a tese? Posso criar outra que diga o inverso. Algum economista de renome suportando isto??
Guilevy, pelo seu comentário #117, imagino que você possa ter sido um dos criadores do Plano Cruzado, ou Collor. Heterodoxia = wishful thinking!
A água num rio corre pelo caminho mais fácil possível. Com as sociedades ocorre o inverso — é preciso se esforçar, ter disciplina, poupar, planejar, analisar, ….!
Hilario,
Então dê sua explicação do porquê das maiores economias do mundo possuirem a melhor distribuição de renda.
Se é ortodoxia, heterodoxia ou profilaxia não importa - é fato.
Perdão aos demais.
Marcos Araujo,
1 - Não me lembro de linkar você com drogas. Um drogado não escreve bem como você.
2 - Não caro. No nosso modelo de Democracia, o equilíbrio é formado pelo tripé do executivo, o legislativo e o judiciáio.
3 - Nesse equilíbrio de forças, sendo repetitivo, a Democracia é proposta. E a massa teoricamente é representada. Ou pelo menos deve ter direitos e deveres iguais. Em síntese: o povo manda. O Povo. Com todas as mazelas que haja na proposta.
4 - revista Piauí. Fonte boa.
Abração
Ps.: Mas o povo precisa estudar ! O Povo.
isso mesmo, Pax.
Peguei este post já prá mais do meio, com os comentários já descambando prôs nada a ver, mas num dá para ficar de fora deste.
Chávez “intermediando” com as FARC? Ué, desde quando aquela cambada de comunas alugados pelos seus líderes ao narco traficantes estão precisando de sócio?
Tadinho deles. Enfiados naquelas selvas não sabem que o comunismo acabou aí por volta de 17 de outubro de 1917 e que hoje, fora serem leões de chácara dos traficantes, pouco mais podem fazer.
Causa? que causa? só se for destruir os EUA tornando todos os americanos uns chapados…
Fala sério. Drogas, Comunistas, só faltava mesmo o Chávez metido naquela m… toda…
Radical,
Existe esquerda nos EUA, o que aqui se chama de “liberal”. E o NYT e’ conhecido como um orgao liberal. Desculpe se isso nao bate com suas ideias… o PD pode confirmar isso.
Veja Hilário,
Quem primeiro empregou o termo “pobreza estrutural” nesta lista foi você, não eu. Confira, se achar necessário.
Mas o termo existe. É usado para caracterizar situações em que o combate à pobreza está além de políticas compensatórias, tipo “bolsa escola”, “bolsa família”. Ou seja, políticas que atenuam o problema imediato da sobrevivência mas não eliminam a dependência.
A maior parte dos estudos que li — inclusive os alguns da Cepal — afirma que a pobreza é “estrutural” quando atinge mais de 5% da população. Daí pra baixo, diz-se que se trata de “pobreza residual”.
A “pobreza estrutural” está fora do alcance das medidas compensatórias porque implica um custo muito alto para a sociedade. Esta não tem como garantir alimento, educação, moradia, proteção à saúde, etc., em níveis adequados, para todas as pessoas dentro da faixa de pobreza.
Quando a pobreza é residual, esse custo é suportável.
Quanto ao componente inflacionário da pobreza, este é um ponto acerca do qual poucos economistas discordam. Estruturalistas, monetaristas e o escambáu, são praticamente unânimes em afirmar que, face à pressão contraditória sobre as finanças públicas (aumento da despesa sem elevação da receita), a pobreza exerce, sim, uma influência potencialmente desestabilizadora na economia.
As diferentes correntes divergem quanto à forma de reduzir a pobreza.
Para exemplificar: sem ser específico, o Chesterton citou uma linha de pensamento que surgiu na Europa lá por volta de 1909/1911, desenvolvida pelo economista austríaco Joseph Alois Schumpeter.
Schumpeter defendia que há necessidade de um período de acumulação sem distribuição, para viabilizar os investimentos que permitirão a geração de mais e maiores negócios. Aí, esses negócios se encarregarão de gerar mais emprego e renda, melhorando o nível geral de vida da população.
Para Schumpeter, se a riqueza for distribuída no momento de sua primeira geração, ela se transformará em consumo e não em poupança. E, sem esta, não haverá investimento, logo,não haverá crescimento.
É a chamada “Teoria da distribuição prematura da riqueza”.
Essa tese foi colocada em prática no Brasil, pela ditadura militar, no início dos anos setenta.
O então sumo-sacerdote da ecnomia, Delfin Netto, dava longas palestras afirmando: “é necessário deixar o bolo crescer, pra depois dividir”.
Crescer, bem que o bolo cresceu. Agora dividir…
O resultado foi uma inflação brutal, que levou décadas pra ser debelada, e só é mantida em níveis civilizados por conta de um tremendo arrocho monetário.
Em oposição, países que sempre praticaram políticas distributivas (já citei vários), têm combinado crescimento com estabilidade econômica.
É que a distribuição, ao aumentar o consumo, igualmente aumenta o lucro (logo, a poupança) e fomenta a produção. Acaba criando um círculo virtuoso, em especial quando o consumo se desloca para bens de consumo superiores (de alta elasticidade-renda).
Paro por aqui.
“A maior parte dos estudos que li — inclusive os alguns da Cepal — afirma que a pobreza é `estrutural` quando atinge mais de 5% da população. Daí pra baixo, diz-se que se trata de `pobreza residual`.
Mas há controvérsias.
“É que a distribuição, ao aumentar o consumo, igualmente aumenta o lucro (logo, a poupança) e fomenta a produção. Acaba criando um círculo virtuoso, em especial quando o consumo se desloca para bens de consumo superiores (de alta elasticidade-renda).”
Aí você perguntará: mas, se é tão fácil assim, porque todo mundo ainda não fez isso.
E eu responderei: porque não é tão fácil assim.
Exemplo: no Brasil, uma das formas de concentrar (e não distribuir) riqueza é o sistema tributário, que penaliza a classe média e beneficia os mais ricos.
Tente mudar esse sistema, tornando-o menos injusto.
Mas trate de atualizar seu testamento.
Você não sobreviverá 6 meses.
Por isso não é fácil!
Tem gente que está tendo pesadelo com o Chavez à noite, e o pavor é tanto, que já estão vendo assombração até de dia.
Estes dias recebi em minha casa a visita de um pastor batista amigo meu de São Paulo. Ele disse que participou de um encontro evangélico em Olinda, e lá ele conversou com um pastor venezuelano da Assembléia de Deus, que é uma igreja bem conservadora.
Pois bem, esse pastor venezuelano disse que nunca em seu país houve tanta atenção aos pobres quanto agora. Ele disse que foram criados mercados populares e pela primeira vez as camadas mais pobres tiveram acesso a quantidades e itens antes proibitivos. Outra coisa que ele disse, foi que existem milhares de médicos cubanos que atendem nas comunidades pobres, fazendo inclusive atendimento domiciliar. Estes médicos moram nas comunidades em casas simples, mas para os padrões cubanos, são bem confortáveis.
Agora vão dizer a este povo que o Chavez não é democrata, que democratas foram aqueles outros antes dele que estiveram no poder em um país riquíssimo em petróleo, mas que se lixavam com eles, porque as favelas só cresceram. Estes mesmos personagens apresentam o Chavez como o próprio demônio. Mas o que eles fizeram antes? O que eles têm a apresentar que consiga cativar a confiança e as esperanças daquele povo?
Abs.
Cháves não é democrata. Chávez apenas e tão sómente serve-se o povaréu - aliás é prá isso que existe povo, para alimentar gente travestida de democrata.
Incrível como qualquer um que apareça e seja conduzido pela massa maleável é logo chamado de “democrata”. Bom, talvez por que democracia seja um termo capaz de justificar todo e qualquer tipo de asneira cometido em nome da maioria. Muito FDP já foi democraticamente eleito. Barrabas é o primeiro que me lembro mas tiveram muitos outros e estes vigaristas do Evo e Chávez são apenas os atuais…
RW,
eu sei disso, mano. agora, o que se chama de esquerda nos EUA (ou liberal, como eles preferem), não é esquerda em nenhum outro lugar do mundo - não é na França, na Inglaterra, na Alemanha, no Brasil nem na China. o PD pode te confirmar isso.
continuo achando que você já está aí há muito tempo, embotou as idéias de tanto ouvir fox news.
Os comentários 126 a 129 são o supra-sumo da paranóia e, pela linguagem, produto de “mentes” confusas, porém ávidas por espalhar terrorismo. Isso mesmo, puro terrorismo ! A criação de interpretações do tipo “Lula está preocupado”, faz lembrar certas manchetes do mais tacanho jornalismo que infesta a TV brasileira, com frases como “causou comoção o incêndio em tal cidade” ou “a população do Rio de Janeiro está preocupada”. Ora , qual critério é utilizado para tais análises ? Como pode um simples relatório estabelecer o pensamento de um governante ou de uma população ? Mera retórica com o objetivo de semear pânico entre os menos esclarecidos. A CIA tem a mesma miserável capacidade da imprensa especializada nesse tipo de “análise” rasteira. Suposições e evidentes mentiras são equiparadas a dados concretos na cabeça de medíocres, como esse tal de Olavão, que mesmo em foto aparenta ser embolorado e, ainda por cima, comete o disparate de se apresentar como “filósofo”. Até os Nhambiquaras têm visão de mundo mais elaborada do que esse vendedor de insultos que, ao que parece, consegue perfilhar ingênuos ao seu redor.
Elias , dizer que a inflação brutal foi criada pela politica do acumular para depois distribuir de D. Netto é o máximo da empulhação.
Radical Livre, não adianta puxar o centro para o lado da esquerda. Como o Brasil não tem direita, você perdeu a noção do que é cenro. Sim, liberals, NYT são considerados no mundo civilizado, esquerda. O PT lá é considerado proto-fascista.
Elias, acumular poupança é uma espécie de dom, ou então algo que exige treinamento, disciplina. Significa abrir mão do consumo imediato, para consumir mais e melhor depois.
Existem`trocentos trabalhos psicológicos tentando determinar se isto é genético ou ambiental, ou sei lá o que. mas a verdade é que algumas pessoas tendem a consumir imediatamene e outras conseguem -planejar.
Ignorando momentaneamente as causas, poderiamos antever uma sociedade onde todos nascessem com o mesmo capital e a mesma educação. Mesmo assim, depois de alguns anos, alguns teriam acumulado, outros teriam vivido ” do chão para a boca” (pega a comida no chão e come).
Chest,
Grazie - I rest my case…
Chester, bobinho.
Não sejamos mais ignorantes que o necessário.
Imaginar que consumo não gera poupança é burrice.
Pode não gerar poupança na mão de quem consumiu (neste caso, gerou melhoria da qualidade de vida). Mas gera poupança sob a forma de lucro. Este é reinvestido, aí…
Claro que a política econômica da ditadura resultou numa inflação, bobinho.
Se não foi ela, quem terá sido, bobinho? Os esquimós? A mestruação da borboleta azul? A pomba do Divino Espírito Santo?
Bobinho…
É que o próprio processo de acumulação foi interrompido, bobinho.
Ele era totalmente baseado em fatores externos. Quando esses fatores externos se tornaram desfavoráveis, a coisa parou (houve a crise do petróleo e um porrilhão de outras coisas, que nem vale a pena listar aqui).
Como a riqueza gerada no período não havia sido distribuída, o consumo interno não se expandiu suficientemente pra garantir a continuidade da acumulação com base no dinamismo interno.
A economia entrou em parafuso…
Entendeu?
Bobinho…
isso é que é wishfull hinking…..kennesyano!
wishfull thinking
a inflação brasileira do período militar veio do desequilibrio financeiro do choque do petroleo, da bagunça contábil, e da impressão de moeda para “cumprir” com compromissos politicos.
ai, que quem consumiu não poupou, transferiu seu capital para quem finalmente vai acumular. Por sua vez, este investidor “acumulado” pode investir em algo que beneficie ou não o gastador. No exterior por exemplo. Enquanto houver um perdulário, há 100% de garantias de que haverá disparidade.
Brancaleone,
Concordo com você, democrata não significa que alguém obteve apoio popular, que foi eleito. Os políticos anteriores ao Chavez foram eleitos e o próprio Chavez também duas vezes, o que não o torna necessariamente um democrata, nem mesmo pelos referendos que ele patrocinou.
O que eu tento ressaltar é que sendo ou não um democrata, o cara olhou pro povão, e ta tentando melhorar a vida dele com políticas assistenciais sim, o que eu a princípio sou favorável num primeiro momento, ou paralelamente a outras políticas.
Particularmente considero Chavez uma personalidade autoritária, centralizadora, temperamental, passional, briguenta, e, portanto desequilibrado emocionalmente, o que por si só já o torna bastante limitado para o perfil de um estadista. Seu movimento de tentativa de perpetuação no poder via este referendo constitucional também depõe contra ele, o correto seria que ele preparasse o seu sucessor (o que seria absolutamente normal), o que seu estilo onipresente não permite.
Mas também se formos considerar do ponto de vista do eleitor venezuelano, qual a corja de políticos que eles dispõem por lá que os faria debandar do Chavez? O magnata dono daquela emissora golpista de televisão que teve a sua concessão não renovada após o período estabelecido pela própria constituição? Aquele grande democrata, legítimo representante dos ideais mais elevados da liberdade de imprensa? Fala sério. Imagina o que aconteceria a qualquer meio de comunicação que participasse com militares de tentativa de golpe de estado nos EUA ou qualquer país da Europa? Na verdade quais são as escolhas por lá?
Abraços.
Senhor Chesterton, o comentário 168, de Elias , explicou em poucas palavras a origem do processo inflacionário. No entanto, o senhor prefere (171, número sugestivo) tomar a parte pelo todo. Em literatura essa prática chama-se metonímia, às vezes torna o texto elegante , mas é recurso narrativo da ficção.
Usá-la ( a metonímia ) em economia, por exemplo, equivale a podar e/ou pular a essência do tema, o que resulta em puerilidade ou má-fé.
Nassau, Chaves tomou o poder para melhorar a vida do povo? Mas será que existe mesmo alguem tão ingenuo assim?
nsca….:)
confetti…:)))))
Não sei quais as intenções de Chavez chesterton, mas pelas informações que disponho a vida das pessoas tem melhorado, se não houvesse esta percepção popular como ele teria conseguido se reeleger e aprovar até aqui os seus referendos?
Se esta melhoria é sustentável, é outra históra.
No entanto você me parece radicalmente contra ações do Estado no sentido da promoção social, o que torna seu julgamento na minha opinião comprometido, pois você já parte do princípio de que elas são populistas e ineficazes.
Abraços.
Chesterton desculpe-me, esqueci de me reportar a você aí em cima.
Abraços.
esqueceu não. Bem Nassau, se você acha que o que o Chavez está fazendo é novidade, te conto: Não é. Chavismo é nova(?) roupa para velhas práticas. Mas, a história trágica se reoetirá caso eu goste e caso eu não goste dela. O povo Venezuelano terá o que pediu, principalmente os mais pobres, que são sempre os que pagam o pato. Esta é uma lei imutável da natureza, os mais frágeis são mais frágis (rsrs)
Chesterton,
Verdade estava na frase. Entrando em outra discussão.
Concordo com você em parte com relação à falta de cultura de poupança de nossa gente. Conheço famílias que moram na favela, tinham TV de 29″ , microondas (quando eram bem mais caros), e tantas outros artigos com prestações nas casas Bahia e não possuem uma poupança, não separam algo para um fundo de previdência privado, um plano de saúde, e até mesmo livros didáticos para seus filhos, mas gastam em churrascos e cerveja aos finais de semana. Esta mentalidade consumista, imediatista tem as suas razões históricas e geográficas.
Conheço uma pessoa que tinha uma renda em torno de 2000 reais e gastou no aniversário de sua filha de um ano 5000 reais com dinheiro emprestado.
Quando abrem um pequeno negócio, no ano seguinte já querem fazer prestação de carro zero Km.
No Japão o governo um tempo atrás teve que dar incentivos ao consumo devido à alta taxa de poupança de sua população.
Mas estimular esta mentalidade é tarefa de longo prazo, e confisco de contas correntes e cadernetas de poupança não ajudam muito neste processo.
Abs.
Chesterton,
“Os mais frágeis são mais frágeis”, isto não é darwinismo social? Como seres humanos criados a imagem e semelhança de Deus, não nos diferenciamos alguma coisa? Não temos obrigação moral perante nossos irmãos? Algo em nós não nos impulsiona a querer e promover enquanto estiver ao nosso alcance o bem comum?
Abs.
..desisto.
eu tento discutir racionalmente os problemas, e ele vem com argumentos altruistas.
nessa dita “guerra de vaidades” entre os dois fiquei em grande dúvida…de que se envaidece o uribe?…
Chesterton,
Você foi fatalista ao afirmar que “os fracos são os fracos”, para mim isto é induísmo ou darwinismo social.
As sociedades são forjadas pelos seus valores, pelo que elas acreditam. Grandes mudanças históricas advieram destes movimentos. Eu acredito no livre arbítrio, que pessoas, grupos organizados, movidos por ideais fazem diferença, para mim o reducionismo econômico não vale apenas para os marxistas.
Abs.
Correção: “hinduísmo”.
andrea,
Uribe é mais elegante, o Chavez está acima do peso :-)
abs.
nassau
o chavez é fofo…(risos)
andrea,
Bom aí eu já não posso falar nada…
O que você andou fazendo da vida? Daqui a pouco reaparece o espezinhador também :-)
Beijos.
Chesterton,
Uma notícia que você vai detestar.
O IDH do Brasil subiu durante o governo Lula.
Agora, o Brasil está entrando no primeiro pelotão. O dos países com IDH alto (acima de 0,800).
Que coisa horrível, né? Hoje você não vai dormir direito.
Vai ter pesadelos. Vai pensar: “daqui a pouco os porteiros de edifício vão querer casa própria. Vão até se alimentar bem todos os dias, manter seus filhos na escola… É a perdição! Onde este país vai parar? A que inferno essa esquerda está querendo nos levar? Passei a vida toda chamando esse pessoal de burro, incmpetente… Agora, o que vou dizer? O pessoal já vive dizendo que sou doidinho… O que será de mim, meu Deus?”
Tudo bem, Chester… Relaxa e aproveita.
E, Chester,
Sua análise macroeconômica não tem um pingo de densidade.
A emissão de moeda, o rodar da guitarra, é conseqüência, Chester. Se alguém rodou a guitarra, é porque foi levado a isso. Estava com as burras secas.
Na verdade, isso aí é uma linguagem figurada. Há dezenas de maneiras de se “criar” moeda sem imprimir dinheiro.
Papel moeda, Chester, é somente um tipo de moeda. É a chamada “moeda manual”.
Existem outros tipos de moeda. Exemplo: a escritural, cujo montante é infinitamente superior ao da moeda manual, em qualquer economia.
É por aí que as coisas acontecem, viu Chester? “Imprimir dinheiro” é, muito mais, uma forma de falar…
Bobinho…
O Brasil era o 63 na lista e agora é o 70.
Melhorou? Talvez. Mas em comparação com os outros (o que poderia ter feito) piorou. Qual crédito o Lula leva? Duvidoso.
Engano seu se eu quero o pior para o Brasil, não sou petista em governo tucano. Eu quero mais clientes, já que minha clientela é de classe média remediada.
Mas será que distribuindo dinheiro chegaremos lá? E quando o dinheiro acabar? (sim, kenesyanos acham que o dinheiro é infinito)
Exatamente o que eu quis dizer, o país na época se endividou, foi ao opne market para fechar as contas, e aí=inflação.
Mas eu lucro com isto, quanto mais oLula gasta, mais meu futuro está garantido, já que me tornei um avalista do governo. 50% da minha renda é de juros que o Lula me paga.
eLIAS, RECOMENDO:
Como a Picaretagem Conquistou o Mundo
Francis Wheen
Salve, andrea!
Beijo, Nassau!
Chest,
Obrigada. Graças a você, aprendi mais um pouco, através do Elias. :)
E sobre aquela questão das armas, olha só o que foi publicado no El País:
“27/11/2007
Brasil compra armas e reforça a defesa das fronteiras
O governo Lula aumentará em 50% os gastos bélicos em 2008
J. Marirrodriga
Em Buenos Aires
Mais armas e de melhor qualidade para ter mais peso político na América Latina. Desse modo o Brasil decidiu dar uma virada significativa em sua política de defesa. O governo de Luiz Inácio Lula da Silva, junto com a cúpula militar do país, está elaborando um plano estratégico que será revelado no início de 2008, baseado em um aumento de até 50% dos gastos em material bélico, uma reorganização das defesas de fronteira e costeiras e a adoção do papel de referência principal como árbitro nos conflitos que possam surgir no subcontinente.
O Brasil prevê gastar em 2008 cerca de US$ 4,6 bilhões em compras de material para defesa, sem contar os salários dos 310 mil integrantes das forças armadas, distribuídos em 190 mil militares no exército, 70 mil na aeronáutica e 50 mil na marinha. Um número que eleva em 50% os US$ 3 bilhões orçados para este ano.
Mas, diferentemente do que fizeram outros países da região, como Chile ou Venezuela, os brasileiros não empregarão a maior parte desse dinheiro em compras no mercado internacional de armas, e sim desenvolverão uma indústria bélica própria, que, além de garantir uma menor dependência de sistemas estrangeiros, colocará o Brasil como referência para outros países na hora de fazer suas próprias aquisições.
O Brasil vai intensificar a fabricação de aviões de combate e treinamento, sistemas antitanque, veículos blindados, pequenos navios, eletrônica, radares e munição, em um ambicioso programa apoiado por capital privado nacional. Paralelamente, começou a mobilização permanente de tropas na fronteira amazônica, com a construção de uma rede de bases militares para vigiar a fronteira mais extensa da América do Sul.”
Acho que responde muita coisa, não?
Orçamento de US$4,5 bilhoes em gastos com material bélico é risível. É só enxugar a máquina estatal e acabar com as escandalosas mordomias em todos os níveis de govêrno que sobra dinheiro pra consertar o Brasil inteirinho, e mais dezenas de bilhoes para comprar material bélico.
Tempos atrás o Brasil tinha sua indústria de armamentos - esquecí no nome - e exportava veículo blindado Cobra até para a África do Sul. O que aconteceu? Alguém sabe?
Alba, os militares de 64 faziam isso e erama cusados pelos esquerdistas de gastar em armas desnecessárias.
Alba,
Uma das maneiras em que o Estado se faz presente e impõe minimamente a sua soberania e exerce o seu poder de dissuasão frente a prováveis ou potenciais inimigos externos é através de suas forças armadas.
Aquilo lá está largado mesmo há muito tempo, e está a mercê de tudo quanto é tipo de pilhagem, desde narcotraficantes, narcoguerrilheiros, eco traficantes, pistoleiros, grileiros e tudo quanto é tipo de predador ambiental e social, enquanto as nossas forças armadas estão sucateadas e esvaziadas.
País que se preza não descuida de sua segurança.
Beijos.
Pois é, mas o argumento não era que Chávez e Morales eram ameaça?
E nem colei todo o artigo.
Como o Nassau notou com a sensatez de sempre, nossa fronteira norte sempre foi uma peneira. Tá na hora de consertar.
E, Marcos, concordo com você: houvesse menos corrupção, muito mais coisas poderiam ser feitas, certamente.
sobre a industria de armas brasileiras, houve um post no nassif há algumas semanas detalhando seu estado. Por incrível que pareça, ainda dá tempo de recuperar.
aliás, o país que mais gasta com compras de armas na america do sul atualmente é o chile, seguido da colômbia. claro que eles só compram armas dos americanos, né?
os amigos do Elias em ação
http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=461JDB002
As Fôrças Armadas brasileiras estao sucateadas -um exército de brancaleones, sem querer ofender o digno comentarista deste pedaço :o))
De quem a culpa?
Imagino que o Chile poderia invandir e até tomar um pedaço do Brasil, se fosse o caso. E mesmo a Bolívia! Óia o Acre aí, galera (quem sabe tem razao o Chupacabra?)
Chester,
Tanto as armas eram desnecessárias que nunca foram usadas.
O mais próximo que o Brasil chegou de uma guerra foi na guerrilha do Araguaia, onde “Urutus”, “Cascavéis” e até mesmo helicópteros, tinham a mesma utilidade que tem um freezer no Alasca.
O Brasil necessita, sim, mexer no seu aparato militar. Mas o negócio hoje se relaciona mais com tecnologia de ponta… por aí.
Isso demanda uma outra estrutura de FAs, implicando a profissionalização, com o conseqüente fim do serviço militar obrigatório… enfim, um montão de coisas que não foram nem tangenciadas pelos governos militares.
A estratégia militar daqueles governos era voltada para o cone sul. A estratégia atual é direcionada à calha norte.
Isso afeta muito mais coisas do que você pode imaginar.
x-x-x-x-x-x
Do meio pro fim da ditadura militar, o Brasil não se endividou porque entrou em crise.
Foi o inverso: entrou em crise porque se endividou.
É só olhar uma planilha do BC mostrando a evolução da dívida externa brasileira. O crescimento da dívida é anterior ao estabelecimento da crise.
O crescimento sem distribuição não favoreceu a acumulação. Para compensar a ausência desta, o Brasil ia buscar dinheiro lá fora. Com essa grana, turbinava o investimento.
Quando a grana externa ficou mais rara — e muito mais cara — por causa de um porrilhão de fatores, crise do petróleo inclusa, o país entrou em parafuso.
O porre acabou. Ficou a ressaca…
Inflação, correção monetária, crise de liquidez, ciranda… tudo isso, Chester, é conseqüência.
Elias, estou sendo pra lá de repetitiva, mas como esse é um post moribundo, acho que sem maiores problemas: Sabe que que te amo!
Armas não são para usar, é para o vizinho saber que se se meter a fresco, leva chumbo.
Minha imaginação é ótima, e sei direitinho o que v. pensa.
“O crescimento sem distribuição não favoreceu a acumulação. Para compensar a ausência desta, o Brasil ia buscar dinheiro lá fora. Com essa grana, turbinava o investimento.”
chest- ai….ai…ai.
Chávez ameaça empresários que protestam
Mais um faniquito do “democrata” Hugo Chávez: o presidente da Venezuela ameaçou hoje os empresários da Fedecámaras - a Federação Nacional do Comércio - de ficarem “sem empresas, sem Fe, sem de e sem câmaras”, referindo-se à sigla da entidade. Ele reagiu assim às críticas da Federação à reforma constitucional, acusando-a de agir politicamente, sem obedecer à “racionalidade econômica”. O presidente da Fedecámaras afirmou que faria o possível para evitar a reforma. As informações são do jornal venezuelano El Universal.
Alba,
Assim eu explodo!
Chester,
Então o Brasil não foi invadido por causa das máquinas construídas pela Engesa…
Cara, você não tá bem… não mesmo!
A Engesa fabricou blindados pra exportar, Chester.
As FAs compraram umas poucas unidades que, hoje, estão superadas tecnologicamente. Não servem nem pra dar segurança em estádio de futebol.
xxxxx
No Brasil, quem acumula pra investir é o Estado.
Mesmo o particular, quando investe, é dinheiro emprestado (BNDES) ou cedido graciosamente pelo Estado (SUDENE, SUDAM).
Tô falando de investimento mesmo, não de trocados.
Se o Estado quebra, não tem investimento. E até você, Chester, já admitiu mais acima que, com a ditadura, o Estado brasileiro quebrou.
É que você já não diz mais coisa com coisa…
Elias,
Pára de incomodar o Chest, plís?
Ele precisa de de um tempo de reflexão e de estudo, que aliás, sugere a toda gente.
Quem sabe?
Meu Deus, Elias, você não diz coisa com coisa e a Alba acha que v. tem razão?
http://www.opinionjournal.com/extra/?id=110010844
Oi, Chupacabra: Nesta parada com o Chavez, a Fedeca’maras perde. Aposto com quem quiser.
Pessoal,
Segundo a teoria “Elias-CEPALiana”, conclui-se que não há mais pobreza estrutural no mundo, que maravilha!
Por isso a franqueza do Chest soa arrogância para os cordiais blogueiros: o que se escreve é ignorância, sonho, ou propósito ideológico?
Alba, cuidado com a embalagem …..
Claro que a Fedecamaras perde, um ditador tem a capacidade de destruir tudo, o que ele não consegue fazer é construir.
Elias é um estatólatra, deve viver de dinheiro publico assim como a Alba. Esta mentaliudade é muito comum no hemisferio sul.
Chest, querido,
Eu só trabalho em empresas particulares.
Não se sabe bem que nova indumentária o ministro Nelson Jobim (Defesa), irá utilizar desta vez. É possível que sua excelência se arme até com borduna, adornado com cocar e outros apetrechos indígenas. Mas, certamente, não deverá abrir mão de vistoso cachimbo da paz, no caso de bem sucedido. O que se tem como inegável é que a situação requer paciência e apurada reflexão.
As Forças Armadas se mostram muito preocupadas com a situação das reservas indígenas no estado de Roraima, com a iminência de retirada dos não-índios da Raposa/Serra do Sol. O secretário de Política, Estratégia e Assuntos Internacionais, general de Exército José Benedito Barros Moreira, defende a integração entre índios e não-índios para evitar o que classifica como “retrocesso”.
Barros Moreira, que esteve recentemente na Região Amazônica, visitando pelotões de fronteira (e observando “iniciativas realizadas em convênio com o Programa Calha Norte”), disse acompanhar “com preocupação qualquer tipo de situação que possa trazer antagonismo social dentro do país”.
A Amazônia tem 11 mil km de fronteiras internacionais, “quase que totalmente ocupados por reservas indígenas”. O que mais chama a atenção nessas reservas é o fato de estarem situadas em locais que abrigam as maiores jazidas de minerais raros do planeta.
Na Raposa/Serra do Sol, por exemplo, situa-se a segunda maior reserva brasileira de nióbio. Em artigo no Alerta Total (15/10/07 – Perdemos Roraima?), a jornalista Rebecca Santoro informou ser o nióbio “um mineral praticamente imprescindível à indústria aeronáutica, à aeroespacial e à de tubos para a construção de gasodutos”.
“Segundo a teoria “Elias-CEPALiana”, conclui-se que não há mais pobreza estrutural no mundo, que maravilha!” (Hilário)
Onde foi que escrevi isso, Hilário?
Se quiser, dê uma olhada acima.
Eu disse que a maioria dos estudos afirmam que a pobreza tem caráter “estrutural” quando se situa ALÉM do alcance da políticas compensatórias (tipo “bolsa-escola”, “bolsa-família”, etc). Estas só funcionam nos casos de pobreza “residual”.
Disse também, que alguns estudos afirmam que a pobreza é “estrutural” quando atinge mais de 5% da população. Mas que há controvérsias quanto a essa taxa.
É só combinar lé com cré…
Em quantos países a pobreza atinge mais de 5% da população?
Isso é dizer que não existe pobreza estrutural no mundo?
Tá pior do que o Chester!
Chester,
Tô com 41 anos de batente. Menos de 5 em governo e mais de 36 na iniciativa privada.
Elias, siga comigo:
Premissas:
1.pobreza causa inflação (teoria Elias)
2.não há inflação no mundo atual (fato)
Consequência: não há pobreza!
Isolar duas variáveis e “esquecer” o resto para justificar uma tese é fácil.
Shalom!
Hilario,
hilário!
Guilevy,
Concordo, é hilário mesmo!
Sobre “porquê das maiores economias do mundo possuirem a melhor distribuição de renda.”: sim, é fato, há variações consideráveis, mas é fato. Isto contudo não comprova nada.
Já ouviu dizer que correlação não implica em causalidade?
Isto não é hilário, e sim ….
Questões muito, muito interessantes.
Espero respostas do Elias, já que meu conhecimento de Economia, como de resto, de muita coisa, é bem limitado. :(
Hilário,
Agora cê foi hilário. Isso é silogismo.
Em primeiro lugar, quem disse que não há inflação no mundo?
Você. Só você. Não sei de ninguém mais fazendo essa afirmação.
Leia o que eu escrevi. Eu disse que pobreza é um fator POTENCIALMENTE desestabilizador, etc, etc.
Hilário, em análise econômica, quando se usa os termos POTENCIALMENTE ou TENDENCIALMENTE não se está falando em fato, e sim num fenômeno que, se deixado a si mesmo, se materializará.
Exemplo: David Ricardo dizia que a taxa de lucro é descrescente. Marx corrigiu esse equívoco, notando que há uma baixa TENDENCIAL da taxa de lucro. Essa tendência, ensinou Marx, pode ser revertida com manipulações na composição orgânica do capital (transferindo, por exemplo, o “excesso” de capital de um país, para outro, onde o capital seja escasso).
Se Ricardo estivesse correto, o capitalismo já teria acabado, após centenas de anos com taxa decrescente de lucro.
Como a baixa é apenas TENDENCIAL ou POTENCIAL, ela pode ser revertida.
No Brasil, por exemplo, a inflação POTENCIAL ou TENDENCIAL é contida com políticas de contenção monetária. Retira-se dinheiro de circulação com medidas tipo:
a - aumento da taxa de depósito compulsório sobre depósitos à vista, no sistema bancário;
b - desestímulo ao crédito direto ao consumidor;
c - aumento da tributação.
Um exemplo prático. A Constituição de 1988 criou a aposentadoria do idoso, expandindo o gasto público. Medida inflacionária.
Para compensar essa medida, o governo aumentou a tributação (CPMF, COFINS, etc.).
Ou seja, o dinheiro colocado em circulação com a aposentadoria, foi também retirado de circulação via tributo, com o objetivo de obter uma conta de soma zero.
Certo?
Leia novamente o que escrevi sobre pobreza “residual”, medidas compensatórias, etc., e você observará uma linha de coerência facilmente inteligível.
Enfim, Hilário and Chester,
A pressão inflacionária gerada pela pobreza está sempre presente, sob a forma de demandas de gastos assistenciais que, em sua maior parte, constituem despesas “não elegíveis” (ou seja, aquele tipo de despesa que o governo TEM de fazer, de qualquer jeito).
Se essas pessoas não fossem tão pobres, não dependeriam tanto do Estado, e a pressão sobre as “não elegíveis” não seria tão grande.
Para evitar que o potencial inflacionário não se realize, o governo rateia o ônus com a sociedade. Ou parte dela (no caso do Brasil, a classe média, principalmente).
Sacou?