Pedro Doria | Weblog

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Faltou responder: quem é mesmo
esse tal de Che Guevara?

November 21st, 2007 · · 94 Comentários

Quem acompanhou com interesse a discussão a respeito de Che Guevara e saiu um tanto aflito sem entender bem quem, afinal, foi Che Guevara, provavelmente gostará de ver o filme Personal Che, de Douglas Duarte e Adriana Mariño.

O documentário foi exibido nos festivais do Rio e de São Paulo, o mestre crítico Luiz Carlos Merten o elogiou à beça. Trata, essencialmente, da questão de que o ícone Che virou um coringa que serve a qualquer um. Serve de símbolo do ódio que alguns da direita tem da esquerda; serve de ídolo marxista, santo boliviano – ídolo, pasme, neonazista. Serve aos cubanos exilados nos EUA como lembrança de tudo que não gostam no atual comando de seu país. É cultuado por gente da oposição na China. Essencialmente, fala do que Che realmente é: uma imagem de muitas coisas, poucas relacionadas a quem de fato foi.

Ainda na discussão, um tanto de repercussão: no Terra Magazine, Ricardo Kauffman compara as duas reportagens de Veja sobre o Che – a de 1997, a de 2007, e mostra o que faz de uma jornalismo e da outra, não. (Dorrit Harazim, que assina o texto mais antigo, está ali entre os cinco melhores textos jornalísticos brasileiros. A comparação tem um quê de covardia.)

No Observatório da Imprensa, Carlos Brickmann fala da Lista Negra que Veja reconheceu ter: ‘Lista negra é o oposto do jornalismo; é a negação da imprensa livre. A opinião é livre, mas levar ao leitor all the news that’s fit to print é a obrigação de cada jornalista.’; Alberto Dines, citando outra reportagem não relacionada de Veja, pede: ‘Ninguém é insubstituível, é certo, por isso cabe a pergunta – não está na hora de mudar a direção da Veja? Este tipo de jornalismo rancoroso, envilecido, já cansou. Lembra uma charanga tocada por latas velhas, nada tem a ver com o projeto original, edificante, concebido para elevar os leitores e não rebaixá-los à condição de pitbulls.’

Tags: América Latina · Cinema · Mídia

94 Comentários até agora ↓




  • 1 confetti // 21/November/2007 às 16:05

    eu pranaoperderohabito

  • 2 confetti // 21/November/2007 às 16:07

    la vem x dizer que nao curte caetano..)

  • 3 confetti // 21/November/2007 às 16:09

    bem la vou eu enfrentar o macadam gelado…(

  • 4 confetti // 21/November/2007 às 16:13

    pd ta querendo fazer uma opa ou um coup d’état no grupo abril ! ahah lobby pra isso ele tem !

  • 5 confetti // 21/November/2007 às 16:15

    opa = offre publique d’achat

  • 6 Maria // 21/November/2007 às 16:26

    Tá todo mundo de olho gordo prá cima de Veja.

    Gosto de Veja direitona mesmo. Prá variar essa merda todo ploticamente correta.

  • 7 Maria // 21/November/2007 às 16:26

    Tá todo mundo de olho gordo prá cima de Veja.

    Gosto de Veja direitona mesmo. Prá variar essa merda todo ploticamente correta.

  • 8 josef mario // 21/November/2007 às 16:31

    Companheiro pedro doria
    Eu, josef mario, devo dizer que este assunto do companheiro che está mais repetitivo do que as participações da companheira confetti neste prestigioso blog. Ou seja, já encheu os nossos bagos.
    Muito obrigado.

  • 9 Mr X // 21/November/2007 às 16:42

    incrívelmente e irracionalmente, concordo 100% com o Josef Mario.

    O tema do Che vs. Veja vs. Anderson cansou.

    No mais, respondendo à Confetti, acho natural a Veja colocar o mala do Caetano na sua lista negra, já que este mesmo se declarou publicamente afro-descendente alguns tempos atrás.

  • 10 Antônio // 21/November/2007 às 16:54

    http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI1983010-EI6584,00.html

    Neste link, uma breve análise das duas matérias de Veja sobre Che. Uma, há dez anos, na ocasião do 30° aniversário de morte. A outra, todos sabem, saiu há duas semanas.

  • 11 flavio // 21/November/2007 às 16:55

    Não entendo por que a Veja seria doutrinária. Se por isso se entende querer inculcar valores em seus leitores, não vejo no que ela erra. Basta o caso Renan, no qual a Veja atuou praticamente sozinha (à exceção de uma excelente reportagem do JN sobre os reais compradores da carne do senador). Ou, ainda, o mensalão, que começou com uma ampla denúncia da revista, a partir do vídeo do Marinho. Ou, ainda, o caso Francenildo, no qual a revista Época fez uma “denúncia” do suposto enriquecimento ilícito do caseiro, e no qual a Veja descobriu (ou, se não descobriu, ampliou) toda a rede de falcatruas que estava por detrás da pretensa “reportagem” da Época, envolvendo o Palocci, seu auxiliar direto (cujo nome me escapa - não sei se era Marcelo Coelho ou algo parecido) e o filho deste que, ora bolas, trabalhava na Época e vendeu a informação do pai-assessor. Foi pela “maldita revista” que se percebeu mais claramente de onde veio a “ordem” para a quebra do sigilo do caseiro.
    Foi pela “maldita revista” que estes, e tantos outros escândalos políticos, foram e são continuamente expostos.
    Quanto ao Che, eu jamais conseguiria admirar, senão apenas na adolescência, alguém com quem eu não conseguiria conviver, dada sua explícita prioridade à eliminação de seus desafetos, mesmo que fosse - como o mostra a reportagem de Veja - de um menino de quinze ou dezesseis anos.
    Sou leitor da “maldita revista”. E não aceito o aval crítico de um Dines que, confrontado pelo Diogo Mainardi sobre quem seriam os jornalistas ligados à Opus Dei (que, segundo o Observador, ditam as redações de quase toda a mídia nacional), preferiu calar-se.

    abraços

  • 12 Antônio // 21/November/2007 às 17:00

    desculpe, mandei o comment sem ler o post.

  • 13 Ricardo Cabral // 21/November/2007 às 17:14

    Parabéns, Antônio, pedir desculpas foi um gesto elegante.

  • 14 XxX // 21/November/2007 às 17:15

    A canalhice e parcialidade de Veja está aos montes em todas suas materias e reportagens, principalmente nas que diz respeito a politica, nas quais manipula, omite e ate mesmo cria (sim isso msm inventa) informações. So nao ve isso quem nao quer pelo amor de deus qualquer um com um minimo de senso crítico ja percebeu.

  • 15 Ricardo Cabral // 21/November/2007 às 17:22

    Antônio, quem trocou as bolas fui eu. Li o comentário 11 e pensei que fosse seu. Eu é que eço desculpas, pensei que o autor do comentário em questão tivesse lido o que o PD teria escrito e se arrependido das bobagens que escreveu, tão parecidas com as diversas que apareceram ao longo dessa conversa, desde o primeiro e-mail do Anderson… O que a esperança de que as pessoas aprendam a ler não faz, não é?

  • 16 Ricardo Cabral // 21/November/2007 às 17:22

    eço=peço

  • 17 César // 21/November/2007 às 17:27

    Flavio,

    Assim, de relance, consigo lembrar de apenas um opusdeiano com tremenda influência na mídia: Carlos Alberto di Franco, que, inclusive, comanda um “Master em Jornalismo’, cuja matriz intelectual tem como referência a Universidade de Navarra, na Espanha, não por acaso um feudo intelectual da Opus Dei.

  • 18 Chesterton Dracul // 21/November/2007 às 17:30

    é, Che cansou. Foi um merdinha, mas agora que está morto, deixa descansar.

  • 19 Douglas Duarte // 21/November/2007 às 17:35

    Gracias pela menção camarada. Ou antes, gracias pela menção, camarada.

  • 20 flavio // 21/November/2007 às 17:36

    César,
    Gostei de sua resposta. Acho que dar nome aos bois é preferível a não fazê-lo. Só gostaria de saber ( e desculpe a minha ignorância, estou sendo sincero) para qual veículo escreve ou influencia Carlos Alberto di Franco.
    No caso da contenda Mainardi/Dines, aquele apontou vários nomes importantes do jornalismo nacional ligados à esquerda/PT. Se errou, foi por pouco, dado que dos vários nomes que “denunciou”, dois são, respectivamente, presidente e vice da futura TV Pública que, diga o que disserem, está alinhada às idéias petistas/lulistas de visão de governo e sociedade.
    um abraço

  • 21 Pedro Doria // 21/November/2007 às 17:51

    César: neste caso, conheço. O professor Di Franco é um dos conselheiros do jornal no qual trabalho, O Estado de S. Paulo. Não há qualquer influência da Opus Dei na maneira como o jornal se pauta.

  • 22 César // 21/November/2007 às 17:55

    Flávio,

    Ele é um colunista eventual - não residente - em alguns veículos de imprensa. Já publicou artigos no Estado de São Paulo.

    Mas a principal fonte de sua influência vem do curso que dirige no Brasil que se destina a capacitar editores e chefes de redação dos principais periódicos brasileiros. Dentre os 11 professores provenientes da Universidade de Navarra, 6 integram a Opus Dei.

    Esta entrevista já é antiga, mas ajuda a esclarecer a profundidade e abrangência desta seita em vários setores da sociedade brasileira.

    http://revistaepoca.globo.com/Epoca/0,6993,EPT1106784-1664-9,00.html

    Não conheço a discussão Dines/Mainardi. Tão certo como a presença de jornalistas alinhados ao PT é o projeto da OD de irradiar sua visão peculiar nos meios de comunicação.

    Abraços.

  • 23 Clara // 21/November/2007 às 17:57

    “Listas negras do tipo “fulano não aparece neste jornal” talvez sejam raras; este colunista não teve a oportunidade de conhecê-las. Mas listas light, com restrições a personalidades ou grupos étnicos, sempre existiram.”(Carlos Brickman)

    Ora, por que o jornalista não dá nome aos bois? Fica dizendo “um grande jornal”, “outro grande…”

  • 24 César // 21/November/2007 às 18:03

    PD,

    Só agora vi sua resposta. Pelo que li e em razão do meu conhecimento sobre a Opus (freqüentei por algum tempo o “Centro” de Niterói), discordo respeitosamente de ti. Você pode não perceber, inobstante a sua inteligência e sagacidade, mas essa é uma semente que leva tempo a germinar, sendo um trabalho muito mais sutil do que pautar um jornal dessa envergadura.

    Além do mais, não o considero em posição confortável nesse assunto, visto que ele é conselheiro do seu jornal, com todo respeito.

    Abraços.

  • 25 flavio // 21/November/2007 às 18:17

    César,
    Se por “visão peculiar” você quer dizer a doutrina cristã, não entendo por que não seria assim, uma vez que o cristianismo é uma das bases do pensamento ocidental. Como bem mostra Auerbach (em Mimesis, um belo e importante livro), tal doutrina insere a identidade da “massa” no devir histórico, atribuindo-lhe um papel determinante, para além das classes sociais existentes então. É ainda assim que se dá o protestantismo, indo contra a Igreja como instituição degenerada, ou corrupta, e tendo como contrapartida o acesso individual a cristo, sem mediações. Tanto num caso como noutro, a moralidade das escrituras não foram negadas, a visão (ainda que peculiar) foi mantida e mostrou-se, como norte moral, mais libertária que qualquer outra visão do homem no mundo, entre os seus.
    Não quero aqui fazer proselitismo, pois é de uma ingenuidade que beira a bobagem. Acho, porém, que há uma diferença precisa entre a disseminação das idéias petistas/lulistas e as idéias cristãs. (Num fato, naturalmente, assemelham-se: que jamais se acredite radicalmente nelas, pois há muita história pelo caminho). Aquelas se pretendem “imparciais”, “reparadoras”, “corretas”, enquanto só fazem duvidar da democracia para alcançar tal fim. Estas, felizmente, há muito se dissociaram do poder temporal, e servem como meta de conduta, livre que somos para seguí-las, ignorá-las ou contestá-las.

    um abraço

  • 26 César // 21/November/2007 às 18:32

    Flávio, não é a doutrina cristã, mas uma específica doutrina cristã, toda especial à Opus, que nem de longe é unanimidade dentre as demais ordens eclesiásticas da ICAR. A versão oficial está em opusdei.org.br. Em sentido oposto, procure por opuslivre no google e forme sua opinião. Eu já tive o suficiente e tenho a minha.

    Abraços.

  • 27 Pedro Doria // 21/November/2007 às 18:35

    César: Tratamos de qualquer assunto, no jornal, mesmo aqueles considerados delicados pela Igreja Católica. Sempre apresentando ambos os lados. Acredite: não há influência sobre o conteúdo. Aliás, não precisa acreditar, basta ler o jornal diariamente que estará evidente.

  • 28 flavio // 21/November/2007 às 18:35

    César,

    Compreendi o que você quis dizer.

    um abraço

  • 29 Bruno Mota // 21/November/2007 às 18:37

    “quem é mesmo esse tal de Che Guevara?”

    O maior vendedor de camisetas que já viveu?

  • 30 Fernando // 21/November/2007 às 19:04

    Desculpem o comentário repetido, mas o tema também é.
    Esses franceses não conhecem a Veja mesmo. Não é que eles estão com uma exposição sobre heróis na Biblioteca Nacional e colocaram justo o Che Guevara ?http://www.bnf.fr/pages/zNavigat/frame/cultpubl.htm?ancre=exposition_730.htm

  • 31 Pax // 21/November/2007 às 19:05

    Junto com Bob Marley, caro Doutor Bruno Mota. Só que Che ganha, vende boinas também.

    Mas temos uma discussão interessante, o Pedro Doria é acusado de estar sendo doutrinado pelo proselitismo OpusDeisiano. Báh, tô ficando com medo do Pedro Doria.

    Se ele começar a falar pra eu me inscrever sei lá onde, pulo fora do blog. Credo, cruz, vade retro. Sarta fora Pedro Doria.

    Veja é boba, sabe que Che foi inspirador da galera do poder, quis atacar com histeria por vias indiretas. Só que Che inspirou também a outra galera, a da oposição com alguma chance, a turma do Serra. Só não inspirou DEMOcratas e a turma do Alckmin. Esses foram inspirados pelos fascistas mesmo.

  • 32 flavio // 21/November/2007 às 19:27

    Nossa, Pax, você fez a mesma piada do Lula (DEM/ DEMO, ou DEMOS).
    Parabéns.

    Quanto à filiação facista, espero as correlações.

  • 33 Brancaleone // 21/November/2007 às 19:37

    Eu proponho o seguinte:

    Se queremos saber quem de fato foi Che, consultemos os que realmente o conheceram. Para isso, é necessária a ajuda do HRP Mané e seus dotes mediúnicos.
    Façamos uma sessão espírita e invoquemos os que foram mortos ou executados por Che e por suas ordens. É aconselhável encontrar um “cavalo” (médiun) capaz de suportar alguns milhares de espíritos. Ouçamos a voz dos que estão em outro plano (muito contra a vontade, diga-se).
    Claro que uns e outros vão querer invocar os espíritos dos mortos pela direita ( numa mórbida balança para ver quem é mais genocida…) e eles existem aos milhares tambem, mas aqui e agora estamos discutindo sobre um genocida da esquerda. Os genocidas de direita poderão ser discutidos no próximo post.

    Tentemos isso.
    Acho que é a única solução.

  • 34 Brancaleone // 21/November/2007 às 19:42

    Bob Marley e Che vendem camisetas?

    Um maconheirinho e um genocidazinho…

    Cada herói que este povo arruma que vou te contar…

  • 35 Pax // 21/November/2007 às 19:42

    caro flavio

    “espero as correlações” ?

    Devo-te algo? Não lembro.

    Mas posso afirmar que de você não espero porra nenhuma, haja vista sua brilhante visão Reinaldo Azevediana em # 11. Só posso dizer o que me vem à cabeça, do Barão de Itararé: “De onde menos se espera, daí que não sai nada mesmo”.

    abraços !

  • 36 Brancaleone // 21/November/2007 às 19:49

    O Alberto Dines é um chato. Um sujeitinho muito do crica, hipócrita de dar nojo que fica por aí gritando por “imprensa livre”, “imprensa honesta” e outras ilusões. Citá-lo como uma espécie de arauto ou bastião da decencia jornalística é realmente sem sentido.
    Repito : Imprensa livre e imparcial é utopia, uma impossibilidade econômica.

  • 37 Antonio Santos // 21/November/2007 às 19:52

    Agora querem além de detonar um jornalista, trocar a direção da Veja? Por que raios Dines et caterva tanto querem pautar e dirigir Veja e não fazem pra eles mesmos uma empresa que corra riscos, cresça e seja veículo de comunicação mais eficiente, com renome e lucrativo que seu desafeto? Ah sim!, não acreditam em empreendedorismo e preferem ter o fantasma capitalista pra culpar por tudo.

    Lista negra vergonhosa é 70% da imprensa ignorar sem dar o espaço que merece na vida cultural brasileira a diversas figuras como Carlos Lacerda, Mario Ferreira dos Santos e Bruno Tolentino e dar pauta pra Manos Browns, teorias de conspiração de OD a lá Código Da Vinci e esses ídolos de camiseta …

    Jornalista tem sim que criar sua pauta de acordo com sua inteligência e conhecimento, nunca é totalmente isento e imparcial porque, vá lá, ninguém nunca o é. Nem por isso o leitor deveria ser tão ignorante a ponto de engolir tudo. Mas o fato é que falta muito aos jornalistas e igualmente os leitores são cada vez mais frágeis e tolos.

  • 38 flavio // 21/November/2007 às 19:52

    Pax,

    Em #11, onde está a mentira? Ou eu não posso falar como leitor de Veja sem ser um “doutrinado”?
    Você é que faz acusações. Como ser moral, deve responder pelo que diz, não a mim, mas à sua consciência e a dos outros. Se Alckmin tem inspiração fascista, me diga de onde ela vem pois eu não sabia disso. Vou atrás das informações sem pré-concepções.
    Aliás, se você for capaz de desmentir qualquer uma das afirmações em #11, provando o contrário, eu lhe agradecerei o esclarecimento.
    De você eu espero isso, o esclarecimento. É melhor do que “porra”, não é?

    um abraço

  • 39 SK // 21/November/2007 às 20:07

    A Dorrit não foi ouvir o outro lado e ninguém comentou nada….

  • 40 Brancaleone // 21/November/2007 às 20:13

    Lista negra?

    Todos tem.
    Tem lista negra de diaristas que roubam,
    De padarias que “requentam” pão,
    De mecânicos ladrões ou incompetentes,
    De jornalistas bons, maus, honestos ou safados.
    Até de traficantes que vendem coisa da boa ou mistureba…
    O guia Michelin de restaurantes não é uma lista negra ao contrário?
    E as pesquisas de “carro do ano”?

    Fala sério e sem hipocrisia. Tem listas negras e listas brancas. O uso que se faz de uma ou de outra é que lhes dãos a cor que tem.

    E o Dines que funde um jornal que fale a verdade, sómente a verdade, nada mais que a verdade e veja quanto tempo dura.
    Aliás, jornal não é juiz e não tem obrigação de decretar verdade.
    Vão pesquisar, ouvir outras fontes e descubram qual é a verdade ou pelo menos concluam o que voces considerão verdade.
    Ficar sentado esperando que um jornal, revista ou Tv lhe tragam a verdade prontinha, mastigadinha e indiscutível é a suprema preguiça e o cúmulo da burrice…

  • 41 Douglas Duarte // 21/November/2007 às 20:20

    Em tempo: como diretor do documentário citado pelo PD no post acima, me apresso em esclarecer que quem for ao cinema tentar descobrir “quem foi” Che Guevara sairá decepcionado. Personal Che não é uma biografia, mas um filme sobre “o que significa” Che hoje – e significa muitas coisas. Antes que venham as coronhadas, tanto gente alinhada com a opinião da Veja e gente de esquerda tem voz no filme – o que não considero mérito, mas, no caso, procedimento estático. O filme se apóia em perguntas.

    Ainda: se há pecha que não se pode pespegar a sério em Che é a de genocida. Mesmo os opositores mais ferozes contaram 179 vítimas vagamente documentadas das execuções estatais comandadas por ele. “Você acha pouco?” já ouço alguém dizer. Não. Mas tampouco dá conta de um genocídio, afiança dizer que matou “milhares” ou ampara comparações a Pol Pot.

    Por fim: as biografias de Che têm pontos fortes e fracos. Ler mais de uma é o único caminho para saber quem foi. Jon Lee Anderson levou seis aos na feitura do seu tijolo de quase 900 páginas, Castañeda quatro para o seu. Cada obra tem um perfil: a de Anderson é, de muito longe, a mais completa em fatos – documentados ou acareados com mais de duas fontes, como convém. A de Castañeda tem um tanto mais de análise sociológica e pende um tico para a direita (muitos em Cuba o consideram agente da CIA). A do mexicano Paco Taibo III tem a apuração mais frouxa e o texto mais solto – sua praia são os romances policiais, embora tenha acabado de soltar novo livro sobre Pancho Villa. Não perderia muito tempo com a de Pacho O’Donnel.

    Questão de escolha.

  • 42 Douglas Duarte // 21/November/2007 às 20:22

    Procedimento estético, quis dizer.

    Embora procedimento estático – no sentido de habitual – também funcione.

  • 43 HRP Mané Reloaded // 21/November/2007 às 20:24

    Pedro Doria..tudo muito legal…mas Che foi um grande caminho…ele, um assassino danado, e voraz..motivou com seus outros predicados a juventude de muitas gerações…..idéias….utopias….a serem melhor pensadas…O mundo vai melhorar, entendendo que é preciso “incluir!”

  • 44 Rodrigo // 21/November/2007 às 20:24

    enviando esta mensagem tanto ao sr Dória, quanto ao sr Gomes…

    resolvam suas discussões aqui:
    http://www.autoracing.com.br/forum/index.php?showtopic=46385

    e que vença o melhor

  • 45 Pablo Vilarnovo // 21/November/2007 às 20:30

    HRP - “Pedro Doria..tudo muito legal…mas Che foi um grande caminho…ele, um assassino danado, e voraz..motivou com seus outros predicados a juventude de muitas gerações…..idéias….utopias….a serem melhor pensadas…O mundo vai melhorar, entendendo que é preciso “incluir!””

    Nossa… sem comentários…

  • 46 HRP Mané Reloaded // 21/November/2007 às 20:33

    PV…e o capitalismo…sem nem porque assassino..o que dizer dele….Che era cheio de defeitos…vinganças dessa cambada de desgraçados..mas o capitalismo do séc. XIX/XX sistematico na matança de gente ..O que dizer dele?

  • 47 HRP Mané Reloaded // 21/November/2007 às 20:34

    PV…. viajando, ou aproveitando uma oportunidade!?

  • 48 Ricardo Cabral // 21/November/2007 às 20:37

    Caramba, não mudam os argumentos! Até essa conversa de que criticar a Veja por ela não se comportar à altura de sua história é querer pautá-la…
    Querem um exemplo singelo sobre o que um jornalista pode fazer? Leiam o arrazoado do Pedro Doria aqui em cima. Não vejo propriamente como uma matéria, é mais uma nota para um blog. Só que os ingredientes estão todos ali, simplesmente porque ele aponta diferentes fontes e perspectivas sobre o assunto de que se propôs a falar, fontes de todo tipo, diga-se de passagem. Só não creio que haja mais pelo simples fato de que o próprio assunto vem sendo discutido há vários posts, seria chover no molhado.
    E em relação ao Che, o que fica dessa história é que o mito resiste às demonizações, mas que ao mesmo tempo não pertence a um único e exclusivo grupo ou filiação partidária. Aliás, uma passada de olhos na página do filme Personal Che, filme esse que já está entre as minhas prioridades, dá bem a medida sobre como as coisas são bem mais confusas e complexas do que aquele último panfletinho de 5a. que a Veja produziu quis dar a entender.

  • 49 Pablo Vilarnovo // 21/November/2007 às 20:40

    Aliás, para mim Che foi mais um que acredita que o indivíduo nada mais é que uma engrenagem em uma máquina do Estado, sem direito à individualidade, à opinião própria, à desejos e anseios pessoais. Por pensar assim, o indivíduo é descartável frente à importância do Estado ou de uma suposta maioria (que sempre é composta por uma minoria). Sua vida é perfeitamente descatável se assim o Estado desejar.

    Assim pensou ele, como todos os outros assassinos estatais de sua laia.

  • 50 Ricardo Cabral // 21/November/2007 às 20:43

    Caro Douglas Duarte, o seu comentário veio enquanto eu estava escrevendo o meu, se tivesse lido eu nem precisaria ter comentado sobre o seu filme e as questões que tão bem expôs sobre ele. Desde já digo que pretendo assisti-lo!

  • 51 Chesterton Dracul // 21/November/2007 às 20:58

    Mas o Flavio é um craque!

  • 52 Brancaleone // 21/November/2007 às 21:01

    Pôxa!!!!
    Che matou só 179?
    De novo proponho uma escala:
    de 1 a 20 mortos, assassino.
    de 21 a 30, serial killer.
    de 31 a 50, matador
    de 51 a 80 complica. Para mim já é genocida, pervertido e coisas piores.
    Claro, se ele matou pela causa que acredito (seja ela qual for), é um herói, um guerreiro, um líder. Mas se ele matou pela causa de meu inimigo, é assassino sim, genocida sim.
    Hipocrisia da graúda. Coisa de humano.
    Até eu quando me descuido penso assim…
    Fazer o que né? Sêmo gente e gente pensa assim

    Ficamos de novo naquela: O meu genocida é melhor que o seu…

    êta mundão!!!!!

  • 53 Brancaleone // 21/November/2007 às 21:05

    ófitópique necessário:

    É só no meu PC ou a página do PD tá “meio manca” prá carregar?

    Demora, patina e às vêzes fica ” concluído mas contem erro…”

    Alguem aí tá quenemqueu?

    Outras páginas tão carregando normais para minha dsl 400…

  • 54 flavio // 21/November/2007 às 21:14

    Acontece a mesma comigo, Brancaleone. E olha que eu sou dsl 150….

  • 55 Pax // 21/November/2007 às 21:50

    flavio,

    prove essa tua afirmação abaixo ou “Porque não te calas?”

    “Basta o caso Renan, no qual a Veja atuou praticamente sozinha”.

  • 56 Douglas Duarte // 21/November/2007 às 21:52

    Usar genocídio para designar a execução de 179 pessoas de diversas etnias, classes sociais, preferências políticas, cidades e atividades não é questão de mátemática, mas de de latim. Faz-se genocídio contra armênios, judeus, chechenos, tibetanos, tutsis, curdos e por aí vai. Fosse uma tribo de 179 parecidos, até concordava. Não é o caso.

    Aprender a vituperar direito é dever de qualquer um – especialmente de comentaristas de blog.

  • 57 Letícia // 21/November/2007 às 22:03

    Mudar ou mater a direção de uma revista é decisão que só cabe à Editora Abril. Esse comentário do Dines é muito inapropriado. Principalmente se levarmos em conta a história dele com a Veja. O adjetivo rancoroso parece se aplicar muito mais a ele! Acho o comentário dele de um autoritarismo revoltante e assustador.

  • 58 Letícia // 21/November/2007 às 22:18

    Afinal de contas, qual é mesmo o veículo no Brasil (ou mesmo no mundo) que não influencia ou faz a cabeça de seu leitor? “Carta Capital”? Give me a break…

    Essa postura de muitos de querer tutelar o tipo de informação a que o leitor tem acesso, sugerindo que não se pode incutir “idéias reacionárias” na cabeça do “ingênuo leitor” é pavorosa! E se fossem “idéias progressistas”? Estaria tudo bem?

    Cada vez mais chego a conclusão de que independente da qualidade do seu jornalismo (que de fato escorrega muitas vezes), o que incomoda mesmo na Veja é o fato de ela não se alinhar ao tal pensamento progressista e continuar vendendo muito.

  • 59 proftel // 21/November/2007 às 22:44

    Pra mim chega de Che, já tá prá lá de conversado esse troço.
    Se matou 170 e poucos, olha, piloto de avião que faz cagada mata muito mais.
    Sem contar comida estragada, doença mal curada e polícia atrapalhada.

    To sartando fora.

    Té mais.

  • 60 flavio // 21/November/2007 às 22:57

    Pax,
    Você me pede, caso eu não prove o contrário do que você diz, que me cale.
    Te pedi esclarecimento, não uma sentença.
    O caso Renan é emblemático da nossa mídia. Veja insistiu nele até não mais poder. Sofreu críticas, inclusive do próprio Dines, o Observador. Afinal, era, ou estava sendo, autoritária. Atuou, quase sem concorrência, até o momento em que, na matéria do JN, as provas acerca das vendas dos bois se mostraram completamente furadas. Atuou, e atua, na denúncia de seus golpes, e de suas próximas investidas. Uma “revista” como a Carta Capital, por exemplo, apenas deu vazão ao ódio público pelo desvio de dinheiro que é nosso quando o caso Renan já estava nos seus finalmentes.
    O que é uma pena. Concorde ou não, Veja foi anterior na divulgação dos fatos. E, caso não tenha sido, foi a que colocou toda sua tradição em jogo para apontar e divulgar, massivamente, os desvios de um sujeito que, em boa parte graças a ela, nós sabemos ser um canalha, um corrupto. Em suma, que tornou o que era um fato de bastidor em um senso comum, aliás, muito bem posto, sem erros ou arranjos morais.
    Não creio estar errado. Não creio mesmo. E isso porque não mobilizei qualquer opinião minha para esta justificação.
    Aliás, penso que sua pergunta tenha sido algo retórica, pois você, Pax, pode botar um monte de veículos que “denunciaram” o Renan.
    Duro vai ser encontrar algum com a insistência de Veja.

    Bem, uma sentença é melhor do que um “porra”.

    um abraço

  • 61 flavio // 21/November/2007 às 23:36

    E, Pax, eu posso saber sobre as inspirações fascistas do Alkmin agora? (#31)

    outro abraço

  • 62 Chesterton-Dracul- El Cid // 22/November/2007 às 0:00

    piloto de avião que faz cagada mata muito mais…………

    chest- já ouviu falar em dolo?

  • 63 Brancaleone // 22/November/2007 às 0:05

    Intindi:
    Se a gente mata 5 pessoas e estas duas pessoas são os últimos 5 índios de uma tribo e isto extermina a tribo (e raça) é genocídio né?
    Mas se eu matar 100.000 chineses e como eles são uns 3 bi, 100.000 chineses mortos não fazem falta nem exterminam a raça, daí não é genocídio!!!!
    Brilhante!! Genial!! Lógico!! Óbvio!! Simples!!

    Demorou, mas eu aprendi a pensar como um hipócrita…

  • 64 Brancaleone // 22/November/2007 às 0:10

    E é claro, a palavra genocídio tambem pode ser substituída por “execução”. Soa como coisa legal, decorrente de processo jurídico justo. Melhor ainda. Se eu “executar” os 100.000 chineses e não apenas trucidá-los, é não-genocídio mas tambem justo e até divertido…

    Pôxa!! Impressionante como o ser humano usa da lógica para chegar à verdade!!
    Tenho orgulho de pertencer a esta nobre raça…

  • 65 Brancaleone // 22/November/2007 às 0:17

    Aí o judeuzada, parem de encher o saco do tal de holocausto e genocídio - aliás, holocausto é mais ou menos grave que genocídio - afinal, nos campos de extermínio morreram ciganos, deficientes físicos e outras raças alem de judeus e como a morte dos 6 milhões de judeus não exterminou a raça, mal e mal chega a ser assassinato em massa, mas nunca holocausto e muito menos genocídio.
    Hitler esta final e justamente absolvido.

    Fala sério.

    Che foi um crápula.
    Che foi genocida sim.
    Carregar a cara de gente como ele na camiseta ofende a memória de suas vítimas e familiares delas.

  • 66 Dino // 22/November/2007 às 3:16

    Josué pare de falar bobagens como tivesse falando um tratado cientifico, eu te respeito como ser humano, você é um cara inteligente, bastante pragmático é certo, mas inteligente, mas não se empolgue com essas baboseiras que você encasqueta… Que conversa é essa de “vitimas”? Você conhecia essas “vitimas”? Acaso a execução de um torturador, assassino e outros desta camarilha, em tempo de revolução, teria se constituído algum crime? Não é você mesmo que vive pregando tiros de sniper contra bandidos e governantes do seu desagrado? Comparar a morte de inocentes judeus, ciganos, deficientes físicos (esqueceu só de 20 milhões de russos), com o justiçamento de criminosos é demais. Por quem você se lamenta? Pelo Escadinha? Marcola? Cap. Guimarães? Cel. Ustra? Sergio Paranhos Fleury? Seriam pessoas desse naipe que teriam sido executadas, que a imagem de Che vilipendia a memória? Que memória?
    Você é pacifista? Porque não colocou o nome do seu filho de Ghandi? O que você homenageou matou muito mais que Che.
    Josué tome tenencia…

  • 67 HRP Mané Reloaded // 22/November/2007 às 6:30

    Dino o Bronco anda esquisito…saudades do pré 1985!
    Chavez anda com os cabelos em pé porque está perdendo poder e controle das sua militancia….é público e sabido que no episódio de duas samanas atraz os rapazes armados atirando nos estudantes eram chavistas, mas depois confirmou-se que eles são contumazes em praticar violencia por conta própria…..ontem uma deputada em Caracas invadiu um programa de tv e agrediu por 08 minutos o apresentador……ela já conhecida por sua violencia….Chavez vai cair por soltar a redea e não filtrar seus representantes,,,,,!!!!!!

  • 68 Paulopes // 22/November/2007 às 7:04

    Só se fala na Veja, Veja e Veja. E ainda há quem diga que a revista está decadente…E, pelo visto, os leitores que se têm como de esquerda lêem mais a revista da direita do que a da esquerda, a CartaOficial, digo, CartaCapital, cujos textos não repercutem nem no bairro onde se encontra instalada.

  • 69 Nilton // 22/November/2007 às 7:42

    Pedro, na Piauí de alguns meses atrás saiu uma matéria muito boa sobre o filme Personal Che. Se não me engano foi escrita pelo próprio Douglas Duarte.

  • 70 Pax // 22/November/2007 às 7:49

    flavio, vamos lá que você é perseverante e isso me agrada.

    Essa tecla que o Renan Canalha caiu por conta da Veja, do Reinaldo Azevedo e do Jornal Nacional é uma invenção do Reinaldo Azevedo. Vá lá nos seus alfarrábios e Veja isso (com todo o trocadilho que posso). Não é verdade. Vários veículos deram a matéria. Eu não leio Veja e acompanhei o caso. Sou uma prova inequívoca. Assim como eu, milhões de brasileiros não lêem Veja e acompanharam. Basta essa prova inequívoca para eu questionar essa paternidade que o Reinaldo Azevedo quer tomar a si. Mas Reinaldo Azevedo, Rei como gosta de ser chamado por um séqüito de idiotas do seu blog histérico, acha que é pai. Nesse caso nem exame de DNA pode provar. Mas você persiste.

    E vou um pouco mais longe, o alardeado quarto poder, é um poder sim, mas calma lá, não é tão grande assim como jornalistas bobos acham. Quem derruba presidente do senado (com s minúsculo mesmo), quem derruba presidente da República, quem realmente tem esse poder é o povo cara. Eu não leio a revista veja (sim, com minúscula mesmo) há muito tempo, mas escrevi para senadores, escrevi aqui, escrevi em jornais, recebi réplica e tréplica de senadores, inclusive do PT, discuti o assunto no sul onde comento no mais importante blog político de lá (acredito que sim). Enfim, tô quase achando que fui eu quem derrubou o Renan Canalha, o boqueteiro que paga suas putas travestidas de jornalistas com meu dinheiro. Agora ficamos assim, é uma disputa de paternidade entre o Reinaldo Azevedo e mim. Podem chamar o histérico Rei para a porra do teste do DNA (o porra, com todo o trocadilho que posso).

    Alckmin? Camarada perseverante, se você acha que um governador que faz festa na butique mais canalha do Brasil, mais que isso, coloca a filha pra trabalhar lá, no antro do mais alto contrabando de futilidades chique, elogia e defende essa gente, bloqueia 60 cpis, tem uma relação muito esquisita com um chinês com bons contratos com o estado, que tem uma pousada ilegal onde você encontra o ex-governador boa parte de seus fins de semana, onde levava caravanas de professoras estaduais para lavagem cerebral, o filho do chinês tem empresa com o filho do governador, tem uma relação muito esquisita com essa maluca (pra não dizer mais) corrente da Opus Dei da igreja (você conhece?), não é a cara do fascismo, bem, então vamos voltar ao banco da escola e estudar um pouco mais o que foi esse movimento. Alckmin é perigoso. Muito. Alckmin faz mal ao PSDB. E o PSDB precisa ser forte. Precisamos de uma democracia com partidos fortes. Melhor um PSDB com pensamentos mais alinhados com um FHC que um DEMO alinhado com ACMs da vida. Enfim, agora passamos à opiniões e me permito todas, mas estaremos fugindo do assunto.

    E, pra terminar e não fugir tanto do post do dono da casa, a visão distorcida que Veja quer imputar a Che me parece a visão do falecido CCC. Mas, bem, quem tem âncoras como os idiotas do Mainardi e do Reinaldo Azevedo é bem chegado ao CCC mesmo. Não consigo ter outra interpretação. Coisa mais anacrônica impossível.

    Mas vamos lá flavio, confesse como nos porões da ditadura, num pau de arara e com choques elétricos na genitális, você é jornalista? Da veja (com v minúsculo)? Confessa !!

    Abraços !

  • 71 Pax // 22/November/2007 às 7:52

    Taí, agora alguém falou de uma boa revista: a Piauí. É essa que tenho lido. Valeu Nilton, por lembrar aos comentaristas do pedaço que ainda existem boas revistas que podem ser compradas nas bancas.

  • 72 Dino // 22/November/2007 às 9:17

    Contelopes, eu sou leitor assinante de Carta Capital e não leio a Veja, algum problema?

  • 73 Brancaleone // 22/November/2007 às 9:54

    Êta saco!!!

    Ninguem tem paciência comigo ( e isso imitando o palhaço Cháves - o verdadeiro, não o venezuelano…).

    Esclarecendo de uma vez por todas:

    Vítimas são vítimas, sejam de que lado forem.
    Genocídas são genocidas, não importa de que lado sejam.
    Os “nossos” (de direita) são tão genocidas quanto os de esquerda ou cristãos ou muçulmanos ou judeus ou vuduístas. Eu pelo menos admito e considero úteis os “nossos” genocidas. O fato deles terem matado e trucidado em nome e pela “nossa causa” não os tornam heróis. Bush é um genocida. Útil, mas não deixa de ser genocida, da mesma maneira que Che foi um genocida útil às causas da esquerda.

    E Dino:

    Lawrence da Arábia matou talvez mais que Che e eu nunca neguei isso. Ele é assassino como Che mas é “do nosso” lado.

    Eu não aguento mesmo é uns e outros aqui afirmarem que um sujeito que mata 100, 200 ou 200.000 não é assassino só porque matou em nome de alguma asneira ideológica ou religiosa.

    Todos, sejam de quais ideologias forem, em que deus (es) acreditem, são assassinos sim. Varia apenas o fato de terem sido úteis ou não.

    Paramim, Che, Bush, Mengele, Fernandinho Beira Mar e Torquemada são idênticos no que fizeram ou seja: assasinatos. O porquê fizeram apenas explica mas não os inocenta no contexto da humanidade.

    Quanto a minha sugestão de snipers espalhando o estrumne que existe na cabeça de alguns líderes tipo almedinjá ou chávez é apenas para minimizar o número de vítimas, já que a outra opção seria invadir os países deles e acabar com os que votam em gente como eles…

  • 74 Pax // 22/November/2007 às 9:58

    Bush se diferencia? Tá matando bem mais que os citados acima. E mentindo mais também.

  • 75 Brancaleone // 22/November/2007 às 10:12

    Ô Pax!!!

    De voce eu não admito um pensamento do tipo “quem mata 9 é menos assassino do que aquele que mata 10″ pois considero voce parte a elite pensante daqui - elite esta a qual eu não pertenço, diga-se
    Matou é assassino e pronto.

    Se um sujeito que mata 5 é condenado a 100 anos de prisão, um que mata 10 seria condenado a 200?

    Bush mata e mente? os outros todos que eu citei tambem.

  • 76 errado // 22/November/2007 às 10:15

    Pedro,
    o mais interessante é que na redaçao da Veja deve-se viver numa redoma de vidro a prova de criticas, porque estas observaçoes a respeito da condução da linha editorial aparentemente nem chegam a ser discutidas internamente, tamanha a certeza de que eles estao certos e o resto do mundo errado. Pra Veja, proponho criar o premio Avestruz, pelo comportamento similar ao da ave, que costuma enfiar a cabeça (pequena em relaçao ao tamanho da ave) em buraco…
    Depois que sua derrocada se consumar, nao adianta mais chorar sobre o leite derramado. Nao adianta dizer que nao foram alertados.

  • 77 Brancaleone // 22/November/2007 às 11:33

    Prá encerrar este papo da Veja:

    Os pró Veja que citem alem de Veja, outro tipo de jornalismo que só informe a verdade de forma imparcial.

    Os anti Veja que façam a mesma coisa ou seja, citem UM, UM uniquinho jornal brasileiro - tá, vou ser bonzinho - UM Jornal de qualquer país do planeta que só publique a verdade ou pelo menos as informações de forma imparcial.

    Parem com esta utopia de querer imprensa “imparcial” ou pior de tudo ” que informe a verdade”. Isso não existe.

  • 78 rodolfo // 22/November/2007 às 12:01

    é isso aí, errado, Premio Avestruz da Década pra Veja!
    “Matem o Cavalo” do Veríssimo, publicado no Noblat, enxerga menos árvores e mais floresta nessa história: http://oglobo.globo.com/pais/noblat/post.asp?cod_Post=81385&a=111

  • 79 Douglas Duarte // 22/November/2007 às 12:06

    Já que é pre dar exemplos de jornalismo (gaveta onde a matéria da Veja só entra com paciência, boa vontade e leniência), aí vão alguns. Para a brincadeira ter graça, cito dois de órgãos radicais de esquerda de um país abertamente comunista e outra de um panfleto doutrinário editado aqui no Brasil por uma facção terrorista que acha o PSOL moderado demais.

    NYT cobre fatos novos: o aniversário da morte de Che e como seu legado é faca de dois gumes para a família.
    http://www.nytimes.com/2007/10/09/world/americas/09che.html

    New Yorker faz reportagem (repita-se: reportagem) abertamente crítica à frivolidade de uma certa esquerda ao celebrar o aniversário da morte do mito. http://www.newyorker.com/talk/2007/10/22/071022ta_talk_widdicombe
    (Meu adendo é que faltou reportagem: do outro lado da ponte, em Nova Jersey, há cubanos que o odeiam e latinos que o amam. Podiam ter conversado com ambos)

    Terra Magazine entrevista três biógrafos, um companheiro de guerrilha na Suécia e, para quem gosta de coisa mais levinha, ainda destaca como Che gostava de esportes e fazia sucesso com a mulherada. (mais links no corpo do texto) http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI1975684-EI6580,00.html

  • 80 Camila Conti // 22/November/2007 às 12:24

    Sobre o Che: vale citar o livro do Flavio Tavares “O Che Guevara que conheci e retratei”. Sobre a discussão: é boa, mas acho que perdemos o foco. Abraços!

  • 81 El Torero // 22/November/2007 às 18:09

    Um pouco atrasado, mas vá lá…
    Em #52 o Brancaleone fez uma escala na qual diferenciava assassino de matador, de serial killer, de genocida pelo número de assassinatos cometidos. O personagem deste livro
    http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=3291&tipo=2&isbn=857665220X seria um genocida também!?

  • 82 João Marcos // 22/November/2007 às 19:17

    Vamos ver…

    Quais as pessoas que estão cheios e cansadinhos do assunto Veja e Che.

    Mr. X, Branca, Chrest, Josef.

    Interessante, quando o assunto não agrada ficam cansados.

    Veja é uma revista de circulação nacional, que não tem oficialmente a defesa da ideologia (não vem escrito na capa “Somos ideologicamente de direita”).

    Agora vou pegar uns dizeres na pagina de assinatura da dita cuja:

    “VEJA e seus quase 8 milhões de leitores estão empenhados na busca por este Brasil melhor, com mais justiça, educação e qualidade de vida.

    Para isso, não pode faltar a informação confiável e esclarecedora você encontra em VEJA para entender melhor o que acontece no Brasil e no mundo. São os fatos mais importantes da semana e as tendências que vão fazer parte do seu dia-a-dia. Política, saúde, tecnologia, economia, diversão, arte… VEJA traz informação e entretenimento para a família inteira.”

    Eu li direito: “informação confiável e esclarecedora”???? Pra quem cara-pálida.

    Uma coisa é ser revista semanal de notícias voltada pra família sem distinção de classe e ideologia como dito na mensagem, e outra é ser nicho de mercado.

    Assinantes e leitores da Carta Capital tem sua ideologia bem definida já os da Veja não.

  • 83 O Espezinhador // 22/November/2007 às 23:16

    Alberto Dines é um idiota. É tudo o que eu tenho a dizer por agora.

  • 84 O Espezinhador // 22/November/2007 às 23:17

    Não vou responder à esquerdalha que habita este blog. Vou me limitar ao último, o tal do João Marcos:

    Carta Capital é um revista de canalhas para leitores idiotas.

    E é só. Até o próximo.

  • 85 Brancaleone // 23/November/2007 às 8:38

    João Marcos:
    Num tô cansado de Che e Veja. Veja aliás eu leio regularmente. Já do Che eu tenho umas camisetas que uso para limpar o chiqueiro, muito embora os porcos reclamem bastante do cheiro depois…

    Na verdade eu num aguento é gente querendo transformar assassino em herói, em revolucionário que trepa numa pilha de cadáveres de inocentes ( sim, muitos mortos eram inocentes) para ser visto e ouvido.
    Outros querem uma tal de “imprensa imparcial e verdadeira”. Claro que Veja é parcial, passional. Até jornal de condomínio é assim.
    Você não entendeu meu textos ou eu não me fiz entender. Não tô cansado nem de um de outro, aliás acho divertidíssimas estas dicussões aqui. O que me irrita é gente que não se considera humano…

  • 86 Roberto // 23/November/2007 às 15:16

    Pedro, olhe só o que o filho da puta escreveu:

    “Chineladas
    Há um blogueiro tontinho, entre muitos, que vive tentando chamar a minha atenção. Daí que não tire o meu nome da boca. Parece petralha atraído por botija. Gosta de se dizer “independente” — embora costume ser “independente” de um lado só. Fiquei sabendo de sua existência quando o Vaticano divulgou aquela tradução errada da palavra “plaga”, lembram-se? Logo de cara, escrevi aqui: “é chaga”, não “praga”. Foi um deus-nos-acuda. O inominado resolveu fazer graça, com a ignorância de causa característica. É um vagabundinho.

    Já saiu a tradução oficial do texto papal. Está lá: “é chaga”, não “praga”. O papa veio ao Brasil depois disso e repetiu o que escrevera: “é chaga”, não “praga”. E o babaca, evidentemente, em vez de se desculpar, volta ao ataque. Não só tem a ambição de ser meu crítico como pretende, também, ser um analista ferino da revista VEJA. O que falta a essa gente? Simancol e umas chinelados no traseiro. Além de muita leitura. Em vez de tentar tirar os veículos em que trabalham da semi-obscuridade, contribuem para torná-los ainda mais bisonhos.

    Saia da minha aba, vagabundo! Vá estudar! Pronto: ganhou uma moedinha de Tio Rei. Já pode se orgulhar à mesa do sujinho, arrotando cerveja choca. Eca! Que nojo! ”

    É um filho da puta. E um covarde: nunca publica os comentários que lhe são desfavoráveis, preferindo fingir que só recebe mensagens de apoio.

  • 87 Hugo York Bataille // 23/November/2007 às 15:24

    VOcês já passaram pelo prédio da Abril em São Paulo? É só chegar perto do prédio, e já se sente o fedor da merda que é produzida lá dentro. Tem gente que acha que o cheiro vem do rio Pinheiros, mas não é verdade.

  • 88 Pax // 23/November/2007 às 16:46

    Xi, o Rei da Histeria tá querendo pegar o PD de porrada? Chineladas?

    É a volta do CCC. É a cara do Reinaldo Azevedo. Tadinho do histérico. Pra esse não vou indicar minha psicanalista judia do Leblon não. Ela não merece e ele não tem cura mesmo.

  • 89 Pedro Doria // 23/November/2007 às 17:12

    Tinha visto sim, Roberto, deixa ele… é que peguei no ponto fraco e ele sabe =)

    A parte mais divertida é aquela na qual ele chama O Estado de S. Paulo de ‘veículo da semi-obscuridade’… tem só uns cem anos mais de tradição do que a Veja ;-)

  • 90 Gisele // 30/November/2007 às 0:18

    Aqui em Barcelona o aniversário da morte de Che resultou numa exposição chamada: “Ch€, Revolução e mercado”, que mostra exatamente como a imagem dele foi absorvida pela indústria e transformada num brinquedo a ser moldado ao bel prazer de cada um. Tem isqueiro, tem foto de Anne Leibvotiz (a fotógrafa das estrelas de Hollywood), o famoso quadro de Andy Warhol e por aí vai. São mais 300 coisas. É no mínimo interessante que, depois de 40 anos, ainda haja tanta paixão em volta desse homem.

  • 91 Marta Costa // 6/December/2007 às 15:41

    Li um artigo com uma visão interessante sobre Che, gostaria de compartilhar.

    http://segundasintencoes.wordpress.com/2007/12/05/o-verdadeiro-che/

  • 92 hatboxes // 12/December/2007 às 8:57

    http://fun-things.info/christmas-cards/christmas-card-by-father-nature-greeting-card.html

  • 93 soapboxd // 12/December/2007 às 21:52

    http://pursecases.info/replica-handbags/brighton-replica-handbags.php

  • 94 Yamagishi // 17/December/2007 às 5:31

    http://lingerie-weow.info/sheer-lingerie/lingerie-collection-sheer.php

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