O problema de Veja
A troca de mensagens pública entre o repórter Jon Lee Anderson e o editor de Internacional de Veja, Diogo Schelp é um bocado importante – e não pelo que ela diz a respeito de Schelp; pelo que diz sobre Veja.
A argumentação de Schelp em sua defesa é ruim. Fonte não deve qualquer sigilo a repórter – a nossa é uma profissão que deve operar às claras. O sistema de filtro de mensagens da Abril é de fato muito rigoroso e dá problema com mensagens perdidas a toda hora. Mas este é um problema que a Abril deve resolver com sua equipe técnica. Numa empresa jornalística, é um problema sério. Usar o anti-spam como desculpa para não ter contatado uma fonte é piada.
Por fim, ele reconheceu publicamente que Veja tem uma lista negra: quem cai lá não sai na revista. Não é o único órgão de comunicação grande que tem uma lista dessas, mas há um motivo pelo qual ninguém assume sua existência. É que não pode ter. Noticia-se, sempre, o que é notícia; e procura-se, sempre, quem melhor pode informar a respeito de um assunto. Quando uma publicação reconhece que tem uma lista negra, está dizendo que não tem pudores de usar sua influência para fazer com que alguém suma do mapa da relevância, independentemente de ser notícia ou não. (Não que, neste caso específico, Anderson vá sentir falta.)
Mas não era Schelp que deveria responder pela crítica e é injusto que a revista o tenha exposto desta forma. Nenhum jovem jornalista deveria ser obrigado a debater com um repórter de primeira linha do jornalismo mundial. É um debate perdido de início e, portanto, uma exposição cruel.
A reportagem sobre Che não saiu como saiu porque esta é a qualidade de trabalho que Schelp pode apresentar. Quem o conhece diz que é bom repórter, que jamais tem preguiça de apurar. A reportagem saiu assim porque assim é a linha editorial de Veja: a tese já está definida antes que qualquer repórter se lance à apuração. As fontes consultadas são aquelas que confirmarão a tese. Se alguém disser o contrário, que seja ignorado. Não é a curiosidade, a tentativa de compreender o mundo, que move a pauta de Veja. O que lhe move é a vontade de dizer o que seus leitores devem pensar.
O caso de Reinaldo Azevedo é diferente de Schelp. Este tem por função entrar mesmo nestas polêmicas e argumenta como lhe é típico: quando o debate é impossível de ser encarado, parte-se para lidar com os acessórios. Nos EUA, isto tem nome e há especialistas do ramo. São os spin doctors. Daí, que se debata a tradução, alguma questão ética imaginária, que se insinue que um repórter sênior da New Yorker, uma das revistas mais influentes do mundo, sentirá falta de ver seu nome em Veja.
Veja já foi a quarta revista mais vendida do mundo – hoje, deve estar entre a quinta e a sexta. Já foi uma revista indispensável. Veja foi uma revista que pautou a discussão no país. Há capas memoráveis – a do aborto, por exemplo, com incontáveis mulheres contando suas histórias pessoais; a entrevista de Pedro Collor que disparou o processo de um ano que culminaria com o impeachment de seu irmão.
Não foi sempre assim: o conceito de uma revista séria e rigorosa, com o noticiário semanal, era novo no Brasil de quando ela veio às bancas. Durante uma década, deu prejuízo. Quase quebrou a Abril, até então uma editora de pouca influência. Mas, aos poucos, Veja tornou-se indispensável. São muitos anos de trabalho para construir influência. Influência jornalística é ganha com trabalho sério, no dia-a-dia e chega apenas muito lentamente.
Jornal e revista também são produtos de hábito. Leitores cariocas por certo reconhecerão o exemplo do Jornal do Brasil. Foi um grande jornal, influente, importante. Começou seu lento processo de decadência há uns quinze anos. Mesmo quando já era evidente que o JB não era mais o mesmo, muitos leitores continuaram o comprando. Aí foram perdendo o hábito. A influência é perdida quando, dia após dia, semana após semana, o veículo vai provando que simplesmente não é mais o que foi.
Um veículo de comunicação constrói uma comunidade. É o comentar ‘você viu a Revista de Domingo ontem?’, ‘você viu aquela matéria no Fantástico?’ O veículo é relevante quando sugere o assunto, influi na conversa pública, dá a seu leitor ou espectador a percepção de que ele está informado, que tem assunto, que está capacitado a formar opinião, preparado para a conversa e o debate.
Influência, este espaço na formação do debate público, demora muito tempo para ser construída. Depois que foi, a influência pode ser mantida ou não. Não é de uma hora para a outra que a influência é perdida – mas, depois que foi, não há quem a reerga. É este o patrimônio que Veja tem e está, muito lentamente, dilapidando.
Aos poucos, muito aos poucos, começa-se a ouvir o seguinte comentário nas ruas: ‘você viu aquela matéria na Época?’ Não é questão de ser de esquerda ou ser de direita, este é um debate que interessa apenas a meia dúzia de leitores. A questão é aquela curiosidade inicial que leva o jornalista à rua. Ele não tem uma tese para comprovar, tem dúvidas. Está disposto a ser convencido, de apresentar tantos lados de uma história quantos possa haver.
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Pedro:
O fato de ter aumentado o número de processos judiciais contra a revista não significa que ela esteja perdendo credibilidade. Pois eu posso dizer exatamente o oposto: a revista repercute tanto que passou a incomodar mais gente. Afinal, ninguém chuta cachorro morto, não é mesmo?
Atente para isso também: publicar por força judicial um desmentido não significa que a revista tenha mudado de opinião. Afinal, a lei tem de ser cumprida. Eu posso cumprir uma ordem judicial, mas discordar do mérito dela. Percebeu a sutileza?
Também não entendi a sua “certa desconfiança” em relação a um suposto problema de caixa da revista. Não tem faltado anúncio a Veja e isso, claro, significa estabilidade financeira. Pelo seu raciocínio, as finanças da revista seriam melhores se não tivessem tanta demanda do mercado publicitário. Que lógica é essa?
Também não entendi por que diz que a revista tem “mantido a sua clientela”. Ora, ninguém é obrigado a ser leitor (ou “cliente”) do que quer que seja. Ninguém é “mantido”. Leitor não é refém. Quem lê é porque gosta.
Ah, sim, “certa desconfiança” tem cheiro de leviandade, o que é para o jornalista, como se sabe, pecado capital.
No mais, comparar Caras com Veja me parece –como direi?— desonestidade intelectual, porque uma revista não tem nada a ver com outra. São dois universos totalmente diferentes entre si.
Não force tanta a barra, Pedro. Não faça o que você acusa a Veja de fazer.
SURFÃO! eu estou muito alegre…o filho entrou na faculdade….e então que posso falar…mil
Reinaldo, Mainardi?
O PD ….bem ele é valente…dirá a resposta certa….e eu….longe de ser perfeito….aprenderei um pouco mais…..estou aqui , na terra, para isso!
ABS grande surf!
E prá encerrar:
Che foi sim um carniceiro, um assassino e um tremendo FDP. O fato dele ter executado um monte de gente em nome da “revolución” não o torna menos crápula ou genocida que Médici, Bush ou Osama.
Paulo S…a Veja tem, anualmente, perdido muitos processos contra ela…mais pela má qualidade de suas matérias e jornalistas…..pseudo jornalistas!
Mas tá….sonhe…….
Positivo Bronco!
Lendo artigose histórias sobre o revolucionario, achei muita merda e insensibilidade nos atos do Che….e se eu quisesse escreveria duas horas de merdas feitas pelo capitalismo contra a humanidade….eu o bom Surf já discutimos isso…..paz na terra aos homens de boa vontade..mais distribuição de renda, mais chances dos pobres estudarem, mais e melhores hospitais( viu seu LULA!) e mais socialismo cristão!
E estudem o espiritismo …boiolada!
Good nigth!
E o PD tá num clip muito louco lá no Ryff…
Gaynaldo nem toca mais no assunto?
O que houve? Deu diarréia nele?
Se o Gayzinho vai muito ao troninho, Enteroviofórmio nele!
Enterovioformio nele?
Não foi proibido?
Parabéns para o seu filho, Romeu!
Sr. Paulo Scorpiano, acho que vc. não me entendeu ou está forçando a barra. Não sou jornalista, portanto, não morrerei com esse problema de consciência. O que quis dizer era que a revista parece (eufemismo) querer sacrificar as páginas de matéria para arrecadar com propaganda, provavelmente com a perda da boquinha do governo. Veja só, para mim, o aumento de tiragem ou vendagem para seus clientes (assinantes ou consumidor de um serviço) não significa qualidade, foi isso que quis afirmar com a comparação entre a Veja e a Caras. Quanto ao desmentido, se a Veja concorda com ele ou não, pouco interessa. O que fica é que a revista criou uma matéria que foi contestada por falta de provas convincentes. Se isso não lhe diz nada… Outro fato é que se dá Ibope esse tipo de jornalismo leviano, pergunto-lhe se devemos aplaudir a imprensa marrom, que vive de escândalos e achaques. Antes mesmo de Balzac, sabíamos que escândalo vende jornal. Agora é esse seu guia de bom jornalismo? Acho que estávamos falando de qualidade do jornalismo da antiga Veja em comparação com os novos tempos. Infelizmente não posso obrigá-lo a concordar comigo. Tem gosto para tudo nesse mundo e a linguagem mediana é a preferida do mercado de classe média da Veja. Em resumo: vá à Veja, mas não me chame!
O jornalista anônimo diz que já trabalhou na Veja e garante que a lista negra da revista não é ficção. Mas, veja só, mesmo sob o anonimato, ele não cita os nomes da tal lista.
Na verdade, ele cita um nome: Caetano Veloso. Ou seja, a lista da Veja à qual ele teve acesso tem também um único só nome. Agora, com a lista do Pedro, já são dois nomes…
Claro, um ou outro nome pode ser boicotado por determinada publicação por causa de mesquinharias. Isso não é de hoje: sempre houve (desde Gutenberg) e sempre haverá. Está errado? Claro que está. Mas fazer o quê? Os incomodados que passem a ser “clientes” de outra publicação.
O que não se pode dizer é que hoje em dia existam listas negras, daquelas da época da ditadura militar, quando alguns nomes não podiam ser publicados em hipótese alguma, mesmo em caso de morte.
Entre a Veja e Caetano Veloso há uma birra antiga, mas se o compositor for notícia mais ou menos relevante, se ele, por exemplo, entrar no Guinness como o “Vovô sabe tudo”, pode ter certeza de que estará nas páginas da revista.
Ao jornalista anônimo lanço um desafio: que ele cite um fato relevante (é o que importa em jornalismo) que deixou de ser publicado por qualquer veículo da grande imprensa porque o seu protagonista estava numa suposta lista negra.
Repito: um único fato relevante, unzinho.
Tem comentário meu no post sobre a tréplica do Anderson
Alguem aí vai me explicar o que é O jornalismo?
Como fazer uma reportagem dO jornalismo sobre Hitler? Vamos entrevistar seus atuais seguidores, e ver as boas causas que ele encampou? Vamos ver os avanços que ele trouxe a medicina? ( e trouxe). Vamos com equanimidade avaliar suas politicas e não melindrar is hitleristas atuais e quiçá convidá-los para falar a favor do lider nazista? Como é que fica?
Em um passado nem tanto remoto, os soviéticos preferiam os republicanos no poder nos EUA por serem mais previsíveis e estáveis em suas posições. Assim ficava mais fácil negociar conhecendo o adversário. Assim para mim é a revista Veja. Ela é ótima do jeito que está. Não quero que ela mude um centímetro de sua diretriz, quero Mainardi babando, Tio Gaynaldo vociferando e por aí vai. Não convencem a ninguém que já não esteja convencido, quem usa da munição fornecida pela Veja são pessoas como o Mr. Cheese que outro dia estava falando sobre os banhos do Che (não sei que diacho um cueca pode se interessar por esse assunto… Sei não…).
Perigoso são os 5ª colunas, os que se fazem de aliados, com esses é que tem que se ter cuidado…
Paulo Scorpii:
Sei não, vai ver que a tal lista é grande bacarai e não cabe aqui, que eu acredito nessa história acredito.
Quer um caso?
“Resolução referendando o chamamento a uma investigação internacional sobre o descumprimento do governo dos Estados Unidos em encarar e emendar a injustiça no caso dos Cinco, e fomentar a educação e as ações relacionadas com o caso”
Tá aí.
Você encontra aqui:
http://www.granma.cu/portugues/2007/noviembre/lun19/47GremioP.html
hehe
Pax: e-mail. :-)
como é que eu posso falar em algo que nunca aconteceu? Banhos do Che?
Cresce o número de paraguaias atravessando a fronteira para dar à luz em Mato Grosso do Sul, de olho no Bolsa Família e outras bolsas. Bom negócio também para prefeituras: quanto mais beneficiados, maior a verba federal.
Mas diz aí Butcher, vários médicos tem essa mania… Dizem que o excesso de banho elimina a flora, e possibilita infecções… É isso? Você também é chegado em andar com a bunda encerotada?
Butcher você será o nosso en(viado), para dar boas vindas a las hermanas que vêem ao nosso país usufruir de nossa hospitalitade e de nossa relativa prosperidade…
Sou mais a Veja. A revista não tem exatamente que divulgar o que é “notícia”. A descoberta do campo de petróleo já “descoberto” há 2 anos e reempacotado pelo marketing de franklin Martins é notícia? A Veja tem que dizer o que todos pensam porque todos pensam? E se estiver errado, como no caso da idolatria de comunistas assassinos, temos que ser pautados pelos idiotas porque são maioria? Veja reflete o pensamento de seu público. Talvez a vontade que a publicação torne-se irrelevante obscureça os fatos e a análise destes. E só para terminar, esta tietagem quase adolescente com a New Yorker… fala sério!
http://www.youtube.com/watch?eurl=http%3A%2F%2Fwww.cavaleiroconde.blogspot.com%2F&v=V60UZYF6sQk
“Enquanto os caes ladram desesperados, o “índios” Chavez e Morales passam. E ficarao na História.”
Stalin e Pol Pot também “ficaram na história”…
O problema do socialismo e dos revolucionários ou utópicos em geral (sejam socialistas, nazistas, islamistas, etc.) é que invertem as coisas. Julgam que o que não existe (a igualdade de classes, ou a superioridade ariana) é que é a “ordem natural”, e o que existe, o mundo atual, é que está “errado”. Por isso cometem os maiores genocídios.
Exemplificando. O mundo é por natureza injusto. Por exemplo, eu gostaria de poder transar com todas as garotas da segunda-feira postadas aqui pelo PD. Infelizmente, isso não é possível.
Mas não seria um mundo mais justo se, digamos, as moças da segunda-feira fizessem uma rotatividade sexual, transassem com o PD na segunda, com o Pax na terça, comigo na quarta, com o Éd, hão, não, com o Brancaleone na quinta, e assim por diante. Seria muito mais justo, não concordam? Alguém poderia assim criar um sistema chamado “sexualismo”, e argumentar que essa é a ordem natural das coisas, não o que existe de fato - que as moças da segunda-feira só dão para o PD em troca de aparição no blog, ou para sujeitos muito jovens ou velhos com muita grana e carrão importado.
Da mesma forma, o socialismo toca em desejos reais humanos - a igualdade, a fraternidade - mas não pode realizar-se na prática, pois choca-se com a verdadeira realidade do mundo, que é muito diferente das abstrações marxistas.
Pedro,
Brilhante texto! Uma radiografia do que é a Veja, hoje.
Eu ainda nao acredito que vcs estão nessa discussão…a anos so vejo a Veja por suas fotos,que alias tb andam bem fraquinhas, e discutir linha editorial???A Folha a tempos tem seu livro que dita “regras” do jornal…o Estadão tb tem…nunca vi o da Abril se é que tem tb.Se tiver o tal traira Azevedo sabe muito bem quais seriam as regras as quais são as regras de um bom jornalista.Isso vem desde o primeiro emprego…desde a adolecencia,…infancia..etc etc etc….isso na minha terra se chama respeito…não so a quem lé mas tb quem faz…saludos a todos
PS: Pedro..se for possivel para de dar ibope ou sei lá o que para esse tal Reinaldo…
Yo no creo en listas, pero que las hay, las hay…
Pode ser até que não houvesse lista nenhuma até outro dia mesmo, mas agora há.
Foi anunciada pelo próprio “editor de internacional” de Veja, Diogo Schelp, e contempla o nome do desafeto dele, o jornalista Jon Lee Anderson.
Não existe então uma lista? A não ser que lista de um só nome não possa ser considerada lista.
Existe sim, há muito tempo, e contempla diversos nomes. Não há mais como negar.
Vão dizer agora que é coisa de petistas, essa lenga lenga toda, esse nhénhénhém, pero que las hay, las hay.
Esse pessoal, quando se defende dessas constatações, me leva a lembrar do Maluf; lembram dele?
Quando era acusado pelo Ministério Público, dizia que era coisa de petista. Quando foi acusado na Suiça e na Ilha de Jersey, continuou afirmando que era coisa de petista.
Logo mais vão dizer que Anderson é petista ou, como dizem hoje, petralha. Tudo para tentar manter a fachada da revista.
Veja é para mim como que a Maluf das revistas: bandida, dissimulada e cara de pau.
Os irmãos Diogo e o Gaynaldo são como o Adilson Laranjeira; eles são os laranjeiras, ou laranjões, da família Civitta.
ps. Gaynaldo e Dioguinho “Lista Negra” nem falam mais do assunto do Anderson. A paulada foi doída, estraçalhou. Mas eles renascem, podemos esperar. Devem ter aquela incrível capacidade de recuperação das baratas.
Por que´non te callas? Poque não te calas? EEEEEE…..
Bom dia …os pássaros estão cantando!
O ar está levinho e fresco…..lá na fazenda do Pax deve estar a mesma coisa!
A Veja não dará ….mas os tumultos na compra de ingressos para um jogo do Flamengo, ontem, são de uma barbarie atroz!
E a policia ajudou e muito nessa barbarie.A vergonha é saber que toda a nossa policia age assim……
Pedro Doria,
Não concordo com essa tua abordagem. A direção editorial de Veja hoje em dia assemelha-se mais a uma quadrilha editorial do que a uma redação jornalística. Isso se comprova quase que semanalmente. Que a linha editorial dessa quadrilha é um roteiro criminoso pré-determinado pelos chefes da quadrilha, isso é certo. Mas, cá entre nós, querer poupar o rapaz por não ser o protagonista, mas somente a ferramenta desse serviço sujo? Ora, cá entre nós, quem empresta o seu nome para esse tipo de sujeira tem que responder sim. E tem mais, o rapaz é arrogante! Veja como ele respondeu à carta do jornalista da New Yorker. E estúpido, risível, ao ameaçar aquele consagrado profissional com a pena capital: excluí-lo das páginas da revista! Tenha dó, Pedro. Não venha tentar justificar essa canalhice. Quem conhece aquela redação sabe que muitos jovens jornalistas caíram fora para não se prestar ou terem seus nomes associados a essa sujeirada semanal. Ainda ficou muita gente boa lá, mas entre eles também os jovens pistoleiros de aluguel como esse tal Diego Schelp. Por favor, não me venha alisar a cabeça dessa molecada sacana!
Pistoleiro de Aluguel! ahahahahah, DIRETO AO PONTO……aliás a Veja ….não dá pra não deixar de ler!
Dino meu encanto. Você tem toda razão. A Veja deve permanecer do jeitinho que é. Uma despesa a menos.
E besteira por besteira de admiradores da Veja, a única que não li por aqui, talvez por não ter lido tudo, até porque já sei o que está escrito, é que o PD fala mal da Veja porque não foi convidado para trabalhar lá. De resto, já vi também jornalistas excelentes ( da área de cultura) irem para lá e DESAPARECEREM. E sem nenhuma implicação política, simplesmente é uma porcaria de revista já faz tempo.
Uma interessante coincidência, o JB começou a estertorar quando da sua militância monarquista na época daquele plesbicito. Só não fui investigar se eles eram a favor do velho que nem português fala ou do militante da TFP que parece muito com uma caricatura de outros da mesma estirpe ideológica.
Confesso que não cumpri a minha meta expressa no post da tréplica do Anderson: acabei desistindo. Quando vi que tudo o que foi dito lá seria repetido por aqui, pensei: não tenho mais nada a acrescentar! O Elias e um ou outro comentarista bem que tentaram trazer a discussão outra vez para o ponto de partida, isto é, falar do que é fazer bom jornalismo, mas parece que muitos preferem não escutar… S´tenho uns pontinhos a avaliar:
Uns dizem que imprensa não é imparcial. Estão certos, mas isso não significa que se igualam na parcialidade e nos métodos, caso contrário tampouco se faria distinção entre imprensa de qualidade e imprensa marrom.
Outros dizem que uma agenda política justifica qualquer coisa. Curioso esse argumento, porque volta e meia é do que se acusa a quem se opõe aos argumentos do outro…
Alguns dizem que gostaram da reportagem sobre o Che, porque seria “do contra”. Que argumentozinho mais adolescente! O que se discute é se aquilo é reportagem, não se é a favor ou contra!
Muitos aplaudem a decadência jornalística da Veja, enquanto outros dizem que é um bastião da liberdade e da democracia…
Pois em rlação a este último ponto, da minha parte, não me alinho a nenhum dos dois lados. Ela anda fazendo um papelão, e não faltam exemplos, muitos já citados aqui. Preferiria que ela resgatasse a sua credibilidade, fosse uma espécie de Merquior da imprensa — ou pode ser um Lacerda, um Paulo Francis, sei lá, escolham aquele que vcs mais admirarem, à esquerda ou à direita —, que mesmo odiado por muitos, era, no mínimo, reconhecido como um bom debatedor. Mas em relação à Veja, temo que o “ponto de não retorno” já tenha sido ultrapassado…
No mais, ponto para você, Pedro Doria. Seu posicionamento foi bastante equilibrado ao longo deste debate, especialmente neste último, onde deixou mais claro como vê todo esse imbroglio.
P.S. A minha singela contribuição com um exemplo das tolices que aparecem ultimamente na Veja. Na edição do dia 23/09/2007, apareceu uma notinha sobre a devolução ao Peru, por parte da universidade de Yale, de “[...] 350 vasos e artefatos incas retirados de Machu Picchu em 1911 [...]. Os objetos foram [...] levados para os Estados Unidos em caráter de empréstimo, mas a universidade apoderou-se das peças. Só agora, quase um século depois, concordou em devolvê-las. Antes tarde do que nunca. Espera-se que o Peru saiba conservá-las. Dia 17.” (grifos meus.)
Até numa notinha curta, a Veja dá um jeito de se mostrar babaca. Se ela conhecesse o “Museo de Oro del Perú”, veria o quanto deveria dobrar a língua antes de terminar dizendo esse “Espera-se que o Peru saiba conservá-las”. Essa arrogância tão idiota só depõe contra ela…
Por tudo que li, uma das teses mais consistentes apresentadas pelo pessoal da “direita” é que, pelos parâmetros defendidos pelo Pedro Doria, é impossível fazer bom jornalismo, por exemplo, a respeito do nazismo.
Eu digo que não e já li ótimas reportagens a respeito do nazismo.
A tese mais aceita, pelos pessoal de bom senso, é que o nazismo foi o fruto da extrema humilhação a que a Alemanha foi submetida após a Primeira Grande Guerra.
Uma política de extremismos, por parte da Europa vencedora, levou a um regime de mais extremismos ainda por parte da Alemanha perdedora.
Situações extremas levam a reações extremas.
O nazismo foi um regime atípico e totalmente localizado naquelas condições pré-existentes.
Companheiro ricardo cabral
Eu, josef mario, devo dizer que a mesma dose de admiração que nutro pelo companheiro tenho em asco e desprezo por esta famigerada revista veja. Todavia o exemplo dado pelo companheiro para o caso dos vasos e artefatos incas devolvidos ao peru me pareceu infeliz. Realmente em países da américa latina nunca se sabe o que acontecerá amanhã. Eu, josef mario, dou como exemplo o caso recente do acervo do companheiro jorge amado com quase 250 mil peças que quase foi doado para uma universidade americana, por falta de recursos e absoluto desinteresse das autoridades competentes brasileiras. Felizmente a atuação e o empenho do companheiro e amigo joão ubaldo ribeiro, ao que parece, conseguiu reverter a situação. Mas eu, josef mario, pergunto: até quando existirão no brasil companheiros com colhão e prestígio para tais iniciativas? A mesma pergunta vale para o peru ou qualquer outro país da américa latina.
Muito obrigado.
Companheiro Josef Mario, respeito mais ainda os seus comentários, sempre muito bem fundamentados e equilibrados, mas desta vez a comparação com a realidade brasileira não procede. Em se tratando do cuidado com o patrimônio próprio cultural, especialmente quanto às civilizações pré-colombianas, o Peru é um exemplo de nos matar de inveja, só perdendo para o México. O companheiro já esteve no “Museo de Oro del Perú”? Já esteve no Museu de Antropologia da Cidade do México (considerado o “Louvre”na matéria)? Recomendo uma visita, e dê um jeito dos repórteres da Veja encarregados dessas notinhas preconceituosas irem lá também. Verá que infeliz foi a nota da revista, tanto quanto o descaso patropi com a obra do Jorge Amado, mas não o meu comentário.
Cordiais saudações.
É, Ricardo Cabral, eu também não tive muita paciência para entrar nesse lero-lero aqui. Hitler, de novo! Quem aguenta?
Mas não deixo de registrar o belo texto do PD e aplaudir este site como um todo — que é feito de maneira democrática, pois os comentários, sejam eles contra ou a favor do blogueiro, são publicados, ao contrário da censura desmedida de blogues como o de Reinaldo Azevedo, que se auto-proclama defensor dos princípios democráticos. (É aquela velha máxima: faça o que eu digo, mas não o que eu faço…)
Abraços,
ACT
Eu digo que não e já li ótimas reportagens a respeito do nazismo.
A tese mais aceita, pelos pessoal de bom senso, é que o nazismo foi o fruto da extrema humilhação a que a Alemanha foi submetida após a Primeira Grande Guerra.
Amigo Patriarca,
Essa tese era a de Hitler e dos nazistas. É claro que as perdas da Primeira Guerra tiveram um impacto forte na inflação alemã, mas a instabilidade política, oriunda das tentativas de derrubada de Weimar e avanço do movimento operário levaram os capitalistas a financiar o cabo Hitler e seus poucos discípulos. O nazismo não pode ser explicado apenas com base nas cláusulas draconianas do tratado de Paz, mas na ascensão da organização operária e do movimento comunista, junto com a crise do estado liberal representativo no contexto da maior abalo do capitalismo, o crack de 1929. Esses movimentos autoritários se difundem pela Europa e ganham adeptos até entre os vencedores, como França e Inglaterra. Existem divergências sobre o caracter geral do nazismo ou fascismo, se podem ser considerados como parte de um modelo geral de estado autoritários, caso da Hanna Arendt e outros, ou fenômenos circunscritos a esse contexto histórico e diferenciados, como para Ernest Nolte e Renzo de Felice.
Com toda a admiração. Abs.
Amigo Pedro Direitoba,
observe que a Alemanha teve um tratamento bem diferente após a Segunda Grande Guerra e um comportamento bem diferente também.
Abs
Vou pro trampo,
até mais, gente.
Argumentar que a matéria publicada não é o reflexo da qualidade do trabalho do reporter só pode ser uma piada de mau gosto…Sim, a revista tem sua linha editorial mas o tal jornalista assinou um texto e deve sim ser cobrado por isso!
Se ele poderia ter feito melhor, se não estava inspirado ou se é muito jovem não é problema nosso…
No comentário 160, o Paulo Scorpii procura desacreditar a história da lista negra da Veja.
De saída, ele anota que o jornalista anônimo citou apenas um nome: Caetano Veloso.
Admitindo o boicote a Caetano (por causa de uma “birra antiga”), mais à frente ele concede que, com a “lista do Pedro”, a quantidade de boicotados aumentou para dois nomes.
Bem, ao que eu saiba, a “lista do Pedro” não existe. PD se limitou a citar o que disse o funcionário da Veja, segundo o qual o jornalista americano nunca mais seria citado na revista.
PD concluiu — ao meu ver, corretamente — que, com suas (dele) palavras, o funcionário da Veja estava admitindo publicamente a existência de uma “lista negra” na revista.
Há uma distância de bom tamanho entre PD afirmar que a lista existe e, no outro extremo, citar a afirmação de um funcionário da revista, reconhecendo expressamente a existência da tal lista.
Mas fiquemos, então, com o que diz Paulo Scorpii. Não existe lista negra na Veja.
Só que ele mesmo se encarrega de estragar tudo, em desfavor de seus argumentos, ao dizer:
“Claro, um ou outro nome pode ser boicotado por determinada publicação por causa de mesquinharias. Isso não é de hoje: sempre houve (desde Gutenberg) e sempre haverá. Está errado? Claro que está. Mas fazer o quê? Os incomodados que passem a ser ´clientes´ de outra publicação.”
Pombas! Afinal, existe ou não a tal lista?
A deduzir do que afirma Paulo Scorpii, a lista negra da Veja não existe, mas não deixa de existir. E os incomodados que se mudem.
E que se durma com o barulho desse comentário do crioulo doido…
O pior é que Scorpii ainda achou de arrematar, triunfante: “O que não se pode dizer é que hoje em dia existam listas negras, daquelas da época da ditadura militar…”.
Claro que não se trata de lista negra da época da ditadura militar, até porque esta já acabou. E foi tarde.
É uma lista negra da época da democracia, Scorpii. Ainda assim, lista negra.
Você mesmo disse.
Sou um assinante de Veja e da The Economist que já leu esporadicamente a Carta Capital e a Isto É. Como deixei de ler essas duas últimas revistas, as poucas reportagens (mentirosas e mistificadoras, na minha opinião) dessas duas publicações que me chegam às mãos através de amigos e conhecidos, me bastam para considerar acertada a minha decisão.
Continuo a ler a Veja e a The Economist por que acho que, apesar de ambas terem uma clara linha ideológica, elas escrevem o que me interressa.
Já a Carta Capital e a Isto É não me parecem ter uma lógica editorial, e sim uma lógica de Poder: elas existem para levar o Lula e o Quércia a alcançar e manter o Poder. Por isso a existência de reportagens sobre a Rede Globo em outubro passado, ou a sobre espiões da CIA no Brasil.
Acho que a Carta Capital tende a deixar de existir quando o Lula deixar de ser presidente, pois ela já teria cumprido a sua missão. Mas não me importo muito com isso (como leitor, como contribuinte é claro que me importo), pois não sou leitor da revista e não serei prejudicado quando ela deixar de existir.
Já se a Veja ou a The Economist deixarem de existir, serei prejudicado, pois terei que escolher outras revistas semanais para ler. Isso me leva a seguinte questão: por que os Não-leitores de Veja se preocupam tanto com a linha editorial da revista?
“¿Por qué no te callas?” // 20/Novembro/2007 às 3:17 173
PS: Pedro..se for possivel para de dar ibope ou sei lá o que para esse tal Reinaldo…
chest:
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“Continuo a ler a Veja e a The Economist por que acho que, apesar de ambas terem uma clara linha ideológica, elas escrevem o que me interressa.” (Homero) (grifos meus)
Pensamento crítico passou longe, caro Homero.
Ler o que se espera? Nesse caso, recomendo romances policiais, best-sellers e quetais. Filmes pipoca, telenovelas tb. Todos seguem uma fórmula, dando mais do mesmo ao que as pessoas pedem. São ótimos — dispenso as telenovelas, troco por um bom romance policial —, cumprem o que prometem. Só não pretenda grandes reflexões críticas a partir deles, até porque não é sua vocação.
Os não-leitores de Veja que comentaram por aqui foram, até onde pude perceber, leitores da Veja. Deixaram de lê-la, segundo relatam, por ela ter abandonado a sua função jornalística, e não tanto por ser de direita (sem assumi-lo de forma explícita, diga-se de passagem). Além do mais, ela vende muito e faz barulho. Pena que hoje em dia ande valendo menos do que um pacote de Biscoitos Globo, que tb vende muito e faz barulho quando amassamos e jogamos fora a embalagem.
Mais uma vez eu tenho de ler sobre a tal notícia requentada da descoberta de Tupi. Eu também me lembro do vazamento precipitado de informação sobre essas reservas de petróleo e gás na bacia de Santos. No entanto, se até agora os mais cautelosos manifestam as suas “reservas”, o que dirá dois anos atrás. Há que se lembrar também de outros campos que pareciam bem mais promissores e que ao final geraram certa frustração. De lá para cá podem ter certeza, pesquisas foram muito mais aprofundadas, e agora se pode anunciar com maior grau de segurança o conteúdo da descoberta.
Por outro lado, ninguém desconhece os muitíssimos e poderosíssimos interesses veiculados à indústria do petróleo e o seu caráter eminentemente estratégico e geopolítico. Se considerarmos os interesses estritamente nacionais e do ponto de vista empresarial para a Petrobras, valeria muito mais a pena comprarmos gás da Bolívia pelas condições anteriores e guardarmos as nossas reservas para quando o barril de petróleo chegasse à casa dos 200 dólares. No entanto contingências conhecidas por todos, com o barril chegando a 100 dólares e com a nacionalização na Bolívia e o crescimento cada vez maior de influência de Chávez, o escasseamento das atuais reservas, a antevéspera da cúpula ibero-americana, e o reinício de negociação com a Bolívia, prepararam o terreno econômico e político (além do maior embasamento técnico) para a confirmação oficial desta notícia extremamente promissora para o nosso País, e que foi fato noticioso nos principais meios de comunicação no mundo inteiro.
Abs.
época não é a revista que quebrou o sigilo do caseiro francenildo? não é a revista que alterou a foto do hugo chávez para retrata-lo como mau?
bem, entre época e veja…
Acho que deve ser lançada uma campanha “Não-Veja”. A revista perdeu a credibilidade. Segue-se o pensamento único, o modelo pré-concebido e inverídico de revista libertária e investigativa. Não é preciso ser jornalista para saber que uma matéria deve ser conduzida com o mínimo de profundidade jornalística, com a tomada de versões contrapostas, com a colhida de depoimentos, com a oitiva de especialistas, historiadores etc. A conclusão obviamente cabe ao jornalista e à linha editorial da revista, mas seria preciso ao menos passar os dois lados da moeda. A matéria sobre Che, orientações políticas à parte, fere princípios basilares do jornalismo. Representa uma versão única e parcial da história, demoniza ficticiamente o personagem, versa sobre atributos puramente discriminatórios (fedor, como se tal atributo pudesse ser exclusidade dele numa mata) etc. Fosse um artigo, vá lá, mas foi uma matéria jornalística lançada para ter conotação de verdade (ou desmistificação) histórica. Joga-se a história no lixo ao se publicar somente um lado. No desespero de atender a demanda e as expectativas do seu mercado consumidor, Veja acaba perdendo credibilidade, pois a massa crítica percebe claramente os textos puramente apelativos e parciais. Veja precisa de mais jornalismo e menos verborragia pseudo-jornalística.
Chest, essa é pra tú (2):
Dê uma olhada nessa notícia de 2005, publicada no site do Curso Abril de Jornalismo. Na época, Jon Lee Anderson fez um bate-papo com os trainees, que futuramente trabalhariam na Veja, Exame e revistas afins:
http://cursoabril.abril.com.br/servico/noticia/materia_82279.shtml
Quer dizer: há dois anos, em 2005 a Abril considerava o jornalista norte-americano uma pessoa de “brilhante trajetória profissional”, digno de ser chamado de jornalista. Hoje ela diz o contrário, para defender aquela matéria horrível do Che, no mínimo indefensável.
Veja o primeiro parágrafo da matéria publicada:
Jornalismo na Guerra: Jon Lee Anderson bate-papo na Abril
21 de Julho de 2005, 17:24
“Foi uma aula de jornalismo. Entrevistado no dia 13 de julho pelo editor-executivo da revista Veja, Carlos Graieb, o jornalista americano Jon Lee Anderson, colaborador da revista New Yorker, falou sobre sua brilhante trajetória profissional, desde quando era um jovem correspondente na América Central até o reconhecimento internacional. O encontro integrou o Ciclo de Palestras que comemora os 30 anos do Prêmio Abril de Jornalismo.”
A mídia depois que começoua a descambar anda tropeçando nos próprias pernas.
Ricardo Cabral,
O Chico Anysio comentou os números da audiência de televisão dizendo o seguinte: “O Ibope mostra o que as pessoas assistiram, não mostra se as pessoas gostaram ou odiaram.”
Quando eu disse que a Veja e a The Economist escrevem o que me interessa, eu não disse que concordo com tudo o que elas escrevem. Os assuntos e abordagens escolhidos me interessam, só isso. Mas e se eu concordasse com tudo, qual seria o problema?
Seria bastante saudável se você, que deixou de ler a Veja (assim como todos os ex-leitores que se manifestaram por aqui), abandonasse essa mania de de tentar pautar uma revista que você deixou de ler.
Eu procuro evitar esse cacoete autoritário de tentar impor as minhas preferências aos editores de uma revista que eu não leio mais, como a Carta Capital.
Talvez esse seja o Problema de Veja que o Pedro Dória não percebeu: uma grande quantidade de não-leitores (principalmente no governo e na imprensa) que querem mandar na revista.
Ótimo texto do PD. Na verdade acho que foi um ótimo desempenho durante toda essa história. Se o Che era um santo ou um demônio é irrelevante. O que ficou claro foi o fim da Veja como um meio de jornalismo sério. O que é uma pena para o país, sou um ex-leitor e realmente acho lamentável um bom veículo de informação com tal alcance se tornar arma de manobra na cabeça de uns ditadorzinhos.
No mais, sempre achei o Reinaldo candidato perfeito a Lênin, deve estar se sentindo patriotíssimo em xingar um americano.
Homero (coment. 197), para começar, não sou um não-leitor da Veja tentando pautá-la. Leio a Veja de quando em vez, ainda que reconheça os engulhos que venho sentindo quase sempre que o faço. (Aliás, se você reparar bem, pus um pequeno exemplo de viés que enxergo na Veja, lá no “P.S.” do comentário 181, e que se refere à edição de 23/09/2007, o que não creio ser tão distante no tempo…) Deixei bem claro que gostaria que ela voltasse a fazer jornalismo, ou seja, que seja rigorosa na forma como trabalha em prol da notícia, parando de fazer com que (o que seria) a notícia se acople às suas diretrizes. Como não creio tratar-se de um veículo irrelevante, e ao mesmo tempo convém ter o que conversar com muita gente que a lê, fazê-lo acaba sendo um exercício a que me obrigo esporadicamente.
Você me imputa um cacoete autoritário, o de tentar pautar veículos de informação. Não, caro Homero, não faço isso. Só não espere que eu fique indiferente àquilo que considero absurdo, engodo, empulhação, “forçação” de barra. Infelizmente tenho visto isso acontecer em excesso com a Veja. Repito: infelizmente.
Ah, faltou dizer que por alguma estranha razão tenho recebido a Isto É em minha casa há mais de um ano. Não pedi, não pago, mas eles mandam. Acabo lendo, mas quase nunca lembro do que li, tão fraquinha que ela anda. E continuo lendo a Carta Capital, reconheço que com um pouco mais de freqüência do que a Veja. Os engulhos são em menor quantidade, devo acrescentar. O resto eu vejo pela internet, entre uma leitura de trabalho e outra. Essas, últimas, definitivamente, me dão mais o que pensar.
Entre ler o que interessa e ler apenas o que gostaria como sendo a verdade já tem uma longa distância.
E de mais a mais a própria Veja deu um tiro no pé elogiando o cara ao fazer a matéria e atacando-o na réplica. Excepcional exemplo do João Marco no comentário 196.
De mais a mais esse tipo de direitismo panfletário e maquiavélico é mais um auxílio para a esquerda.
Pior que dar Ibope ou sei la o que para esse tal de Reinaldo…é que cada vez que nome e citado…toc toc toc toc..na madeira,,,o ego dele vai ate….
O Reinaldão dá uma porrada no tal do Gomes, lá no tal do Gomes tem um link para… Pedro Dóóóóória… O homem que entregou a França de bom grado aos nazistas… ehehehheheheh….
Vâmo lá… comecei a ler o “texto”…
“É injusto que a Veja tenha “exposto” o Schelp desta forma”
“O que move a Veja é a vontade de dizer o que seus leitores devem pensar.”
Reinaldão… um “spin doctor”
“Começa-se a ouvir “você viu a Época”"
!!?????????!?!?!?!?!? Como é?? A Época ?!?!?!?!?
Aí é foda… brochei… Tirou toda a minha vontade de demonstrar a sua burrice e prepotência. No dia em que você conseguir enfileirar dois argumentos medianamente construídos eu volto pra te dar porrada. Por enquanto você mesmo tá fazendo o serviço sozinho.
E o problema é da Veja, eheheheheheheheh….
PS: Chesterton, você aqui, ainda???? Que raio de masoquismo é esse????
A linha da Veja em nada difere da da Carta Capital. Ocorre que como a Veja agora é oposição pode vestir a toga de “defensora das instituições” (ed lascar) ou da legalidade. O que ela faz muito bem ao tentar destruir na raiz uma eventual emenda para possibilitar o terceiro mandato de Lula.
Agora, como recordar é viver, leiam uma reportagem de Veja sobre o então projeto de reeleição do FH na Câmara:
http://vejaonline.abril.com.br/notitia/servlet/newstorm.ns.presentation.NavigationServlet?publicationCode=1&pageCode=1161&textCode=64126&date=currentDate
Destaco um trecho:
“Mas se o povo brasileiro, conforme constatação dos institutos de pesquisa, aprova por tamanha maioria o governo de FHC, por que então proibir que ele concorra de novo ao Planalto? Essa é a mola que empurra a reeleição para a barriga do Congresso nesta semana. A digestão será barulhenta.”
Pergunta pros Vejistas: A Carta Capital não escreveria igualzinho se no caso fosse o Lula-lá.
A veja está morta e a época moribunda. Discutir Schelp e Reinaldo é o mesmo observar duas pulgas brigando para ver quem é a dona do cachorro.
“leu na Veja? problema seu”… mas Época como alternativa é dose também… Caros Amigos é uma Veja da esquerda, as mesmas táticas manipuladoras, mas para comprovar teses opostas as da Veja. Jornalismo sério em revista hoje em dia é duro de encontrar.
Ricardo Cabral (comentário 181): “A minha singela contribuição com um exemplo das tolices que aparecem ultimamente na Veja. Na edição do dia 23/09/2007, apareceu uma notinha sobre a devolução ao Peru, por parte da universidade de Yale, de “[…] 350 vasos e artefatos incas retirados de Machu Picchu em 1911 […]. Os objetos foram […] levados para os Estados Unidos em caráter de empréstimo, mas a universidade apoderou-se das peças. Só agora, quase um século depois, concordou em devolvê-las. Antes tarde do que nunca. Espera-se que o Peru saiba conservá-las. Dia 17.” (grifos meus.)”
Um belo exemplo, Ricardo Cabral. É claro que o jornalista (ou o editor) sabe a existência do belíssimo museu do ouro do Peru.
O que ocorre é simples: quem escreve na Veja é mal-intencionado. Quem lê, acredita e repete aquelas sandices é ignorante. Triste isso, mas é verdade…
Quanto a esse fato triste, tenho que concordar contigo, Esprit. Mas num país ideal eu discordaria, não é? Minto: concordaríamos nos elogios a um veículo de imprensa de qualidade… Pena ter que acordar!
“Demônio dos Infernos”?
“Reinaldão”?
“[...] volto pra te dar porrada”?
Rapaz, quanto anabolizante! Tem certeza que teria algo a dizer? Porque essa sua “estréia” marrenta não foi um bom exemplo, não?
Desfie alguns bons argumentos, vá, articule umas poucas idéias entre um impropério e outro. Serão bem-vindas, acredite!
O melhor da blogosfera…
O problema de Veja, em Pedro Doria | Weblog.
O grande problema da web como plataforma, em Techbits.
Anotações sobre o BlogCamp MG, em BlogCamp Brasil.
Haicai, em Ter Par Pra Trepar.
Porque a Lei de Murphy existe: dez filmes que comprovam …
Imparcialidade? Isso existe? Sincermante sem ingenuidade e além do que a certas figuras das quais é impossível qualquer espécie de “imparcialidade” ou vamos ser imparciais com Hitler? Por favor. Che era um assassino autoritário que contribuiu para a criação de uma das ditaduras mais longas da américa. Esse é o herói da canalha? Tem que ser totalmente desmistificado mesmo e além do que se você lesse o livro desse senhor sobre o Che vai perceber que a reportagem foi até branda. Percebe-se que ele nega o próprio livro! Antes de falar besteiras não seria melhor comprar e ler o livro? Isso sim é jornalismo de segunda linha comentar coisas que não sabem, falar bem ou mal de um livro sem ter lido etc.
Nossa, esse seu artigo foi muito bom.
Definitivo.
Junior,
teu nome já diz tudo.
Você ainda vai ter que comer muito feijão, garotinho.
Acho incrível que o jornalismo brasileiro abrigue figuras como Diogo Mainardi e Reinaldo Azevedo. Jornalismo este (não as empresas jornalísticas, que fique bem claro) que tanto lutou nos anos de ditadura. Agora vem esses dois posando de cavaleiros da verdade e defensores da democracia. A que ponto chegamos. Quando jornalistas são processados por seus pares ou criam desafetos entre seus colegas, há algo muito significativo a se refletir.
Mino Carta resumiu muito bem o espírito que norteia a imprensa brasileira atualmente, ao relatar que “não há mais liberdade de imprensa, mas sim liberdade de empresa” no Brasil.
O que ocorre é um fenômeno muito simples de se entender: a Veja há muito tempo assumiu a defesa de um segmento de mercado e a ponta-de-lança de um conceito editorial voltado ao liberalismo puro e simples, defendido com unhas e dentes pela classe média e pelo empresariado brasileiros (principalmente de São Paulo).
Tais pessoas são em geral anti-lulistas e anti-petistas convictos, já que Lula e o PT representam tudo aquilo que esses segmentos repudiam, a saber: os vencedores por esforço próprio, vinculado a movimentos populares e minorias sociais, em contraponto à obtenção de formação por status travestida de “educação” e à glorificação de valores do liberalismo puro - para o qual esses segmentos, aliás, estão bem defendidos, já que são donos de boa parte do capital desse país.
É para esses que Veja escreve, e são esses que vão segurar as vendas da revista - até quando, não sei; mas aos carentes de uma postura sincera da Editora Abril, segue um conselho: leiam a Exame, ao menos lá eles falam o que pensam de verdade.
http://www.projetobr.com.br/web/blog/5#5003
Pedro, na verdade, a mudança não foi da revista, que sempre pecou pela editorialização das maérias e, apesar disso, continua dando alguns furos - e, ao contrário da CC, ainda faz reportagem, enquanto que a revista do governo usa suposições, improváveis, como se fossem. A mudança foi de quem está no poder desde 2003 e sabe como ninguém usar um exército de jornalistas-militantes autodeclarados independentes para tentar desqualificar quaisquer podres que sejam trazidos à tona.
Continue com o blog
Abs
Ah bom! Agora que o João Pequeno recomendou, o PD pode continuar a ter um blog.
Viu, PD? Acho que era a permissão que vc precisava…
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.
Mas que tucano arrogante, rapaz! “Tucano arrogante” é pleonasmo…eu sei. Mas, não resisti.
Quanto ao post, eu achei muito bom: ironico (tadinho do repórter/editor kkkkk) e verdadeiro ao mesmo tempo.
João, é só ler a matéria do Terra sobre as matérias da Veja sobre o Che de agora e de 10 anos atrás pra ver que a revista mudou um tantinho sim.
Pois é, tudo isso que vc. diz aí é muito útil na teoria. Na prática o bicho pega e cada um quer livrar o seu dia. O ato jornalístico (sim, ato como remissão ao que vem ao imaginário de imediato) virou um ato… Basta escolher a posição que melhor lhe dá prazer…
Pedro Amaral, quero o telefone do seu terapeuta
excepcional
parabéns pelo texto
(…)Antes só para falar um pouquinho desse panfleto (Veja), quando penso que essa publicação da Editora Abril chegou ao fundo do poço, descubro que ela não só chegou como gostou e ainda está cavando mais fundo… O que pensar ou dizer de uma revista que abriga entre seus colunistas pessoas de uma ideologia tão execrável e repugnante, capazes de defenderem a política dos falcões estadunidenses quando esses invadem o Iraque para saquear o seu petróleo ou ameaçam fazer o mesmo ao Irã e a qualquer outra nação soberana que não se enquadre na sua ideologia, passando assim rapidamente a pertencer ao “eixo do mal”? O que pensar ou dizer de páginas e mais páginas que exalam ódio e preconceito por tudo que se pareça com América Latina, vendo as massas os latino-americanas como um bando de índios e mestiços débeis e incapazes, eternos dementes, que deveriam reconhecer o seu lugar e continuar pacificamente sendo guiados por uma elite esclarecida e usurpadora?(…)
http://www.blogdohudson.blig.ig.com.br
Mas fica a pergunta, li Gigabytes de paginas de blogs dos jornalistas da turma contra Veja, e tirando o debate ideológico medíocre, não existem de fato, acusações sérias sobre ética. O Imbróglio criado a partir do embate do Jornalista Americano biógrafo de Chê Guevara e o jornalista de Veja não contem fatos mais sólidos a respeito de eventual falta moral ou ética dos Funcionários da Editora Abril. Quem faltou com a ética foi Lee Anderson, que quebrou as mais básicas regras entre fonte e jornalista, por pura vaidade (Sem contar o fato de que é bem possível que as tais réplicas não passem de um embuste, pura mentira pra jogar ovos no Jornalista de Veja.)
Por outro lado, acusações feitas por Diogo Mainardi e Reinaldo Azevedo, por exemplo, são incisivas e diretas. O Partido que hoje ocupa o governo, financia jornalistas que em troca de dinheiro, emprego, etc. Esses Mercenários ideológicos defendem o governo na impressa, seja a mídia qual for. A História de Flavio Gomes é emblemática. É muito difícil confiar na opinião de algum jornalista, se o salário dele depende do Governo. A resposta para essas acusações claras e diretas é atacar o Meio de comunicação (Veja) e seus membros. O Mais curioso de tudo, é que enquanto se prestam a esse papel, alguns desses “jornalistas for hire” exibem, orgulhosamente em seus currículos, sua participação na Imprensa Golpista.
É um fabuloso tempo pra ser Sindicalista, Senador e Petista, todo mundo esta mamando nas tetas do governo! Parece-me que pra jornalistas de ética torta, a vaca esta dando muito leite também! Vai dar pra comprar muito carro Vintage, pra ir passear no shopping Iguatemi, fazendo pesquisa de campo contra o Inimigo Burguês.
… e então pergunto, Quais são os fatos que corroboram as acusações contra a falta de Etica dos Jornalistas de Veja? Porque contra Flavio Gomes, os fatos são esmagadoramente eloquentes.
A REPORTAGEM QUE A VEJA NÃO FEZ!
Por quê?
O Leilão da VARIG e a venda para a GOL.
É muito curioso que um assunto abordado de forma tão abrangente pela Revista Época em junho de 2006, em oportuníssima reportagem do jornalista Eduardo Vieira, tenha sido enfocado de forma tão superficial pela Revista VEJA.
O que chamou a atenção do jornalista, foi o envolvimento da figura de um cidadão que se intitulou o “novo dono da VARIG”, mas que, notoriamente, não tinha recursos para tal empreitada.
Ademais, segundo divulgou o Site de um grande Jornal paulista, no último dia 05 de outubro, o dinheiro da revenda da VARIG para a GOL, pode ter ido parar em conta na Suíça. No caso, o investidor e capitalista nascido em Hong Kong (que, de fato, foi quem aportou os recursos para a compra da VARIG no Leilão), teria sido “enganado por seus sócios brasileiros no negócio”.
Segundo o Site, parte do dinheiro da revenda para a GOL, ou seja, US$ 85 milhões estariam em uma conta na Suiça, valor este que o investidor teria conseguido bloquear (junto à justiça dos EUA), após ter constatado um desvio de US$ 13 milhões.
Ou seja, dinheiro que pode ter saído do Brasil de forma irregular.
E.T.: Na edição, desta semana, da Revista VEJA, um belo anúncio de 2 páginas: uma imponente Aeronave da VARIG.
Parabéns! Muito bom o texto.
E é interessante ver a distância que separa os seus argumentos das palavras de seus detratores . Na verdade, o termo correto para retratar aqueles que se propõem a rebater as afirmações de alguém deveria ser “debatedores”. Mas não se aplica aqui, pois sem condições de refutar os seus argumentos com fatos ou análises inteligentes, o que fazem é partir prá porrada pura, simples e irracional.
Você acabou de ganhar um leitor diário!
Todo veículo de comunicaçao tem sua linha editorial., e é bom que seja assim. Cabe aos leitores identificä-los. É bobagem querer que sejam totalmente imparciais, como se fossem instituições santificáveis.
Todas têm sua ideologia.
Não tenho mais raiva da Veja, quando a leio(quase nunca), dou umas boas gargalhadas. Quanto ao repórter Shelps, não acho que se deva passar a mão na cabeça dele não, é responsável por seus atos, e se presta-se a esse papel e recebe salário por ele, que esteja preparado para as consequências
Cada leitor tem a Veja que merece.
Manoel, vc. não entendeu. Cada veículo pode ter a linha que quiser. Mas, de acordo com “supostas” éticas jornalísticas, todos os lados devem ser ouvidos…. E se eu dou uma entrevista, no mínimo, mereço um satisfação dizendo se a matéria vai sair ou não…
Maria:
Experimenta os livros do Lee Anderson e vc entenderá…
Típica obra jornalística de primeira.
Abraço!
É visível !
Veja está tornando-se irrelevante e não vejo que poderá ter volta. É só esperar.
Algum maluco aí em cima escreveu: “Quem faltou com a ética foi Lee Anderson, que quebrou as mais básicas regras entre fonte e jornalista, por pura vaidade …”
Ei, desinformado, quem tem obrigação de sigilo em relação à fonte é o jornalista, não a fonte. Você é burro ou só se faz de burro?
Piada que está correndo por aqui: escrevendo naquele inglês medíocre, o Diogo Schelp já trocou o nome para Diogo Schnaps.
É uma pena que um post tao bom como este termine numa discussao em que o maior argumento de alguns é dizer que os outros sao de esquerda. E eu que pensava que a polarizaçao e linha de argumentaçao pateticamente infantil era privilégio dos atuais debates na Espanha (aqui até meteorologia já está se tornando uma discussao dessas).
Eu lia a Veja quando morava aí e considerava um meio válido. De uns tempos para cá os números que trazem algumas pessoas que me visitam servem pouco mais que para limpar os vidros da casa. Menos as páginas que o Diogo Mainardi escreve, essas jogo fora direto porque me causam náuseas. Mas isso é só a minha opiniao, assim como acredito que o Pedro tentou colocar no post.
Já faz tempo que deixei de acreditar na isençao da imprensa, mas isso nao significa que eu nao ache uma pena que um meio de comunicaçao que antes eu considerava válido se transformou em propaganda pura e dura.
Nao me formei em Comunicaçao, mas me parece que uma linha editorial pode ter uma tendência clara sem deixar de apresentar todos os lados de uma argumentaçao, até porque o que dá força para uma tese é poder comparar duas linhas de pensamento.
Considerações bem feitas… Fui leitor de Veja desde a infância, a aprendi naquelas páginas, mas graças À Deus, hoje sou capaz de compreender que aquela revista de outrora tem em comum com esta apenas o nome. Há muito que Veja partiu para o reducionismo e o simplismo, sempre adotando a linha da crítica destrutiva e da parcialidade deslavada. Mal escrita, com termos pseudo modernos, cheia de lugares comuns e concessões aos medíocres. Em suma, hoje é uma leitura dispensável para qualquer um que não se tenha por acéfalo.
A reportagem sobre o Che, publicada na Veja é boba. Pueril. Nada além. A turma da revista é tão desnorteada que imagina que, atacando Guevara, atinge o PT e o Lula. O mercado já cuidou de digerir a figura revolucionária do guerrilheiro e o transformou em objeto de consumo. E quem usa camisa, biquíni, tatuagem do Che só quer estar na moda. Nada ideológico. Só a Veja pode encontrar ameaça nisso. É tão maluco quando chutar o Che para atingir PT e Lula. Pior que a reportagem, só mesmo a argumentação do autor contra Anderson. É sintomático. O conhecimento que ele tem de jornalismo está refletido na matéria que ele produziu. Não satisfeito, partiu para a agressão explícita – pornográfica até – ao jornalismo.
Na verdade, o problema de Veja não é o governo e está distante de questões ideológicas. É infinitamente menos complexo. O problema chama-se Caras. A Veja ficou sem rumo quando perdeu a hegemonia das salas de espera de consultórios e salões de cabeleireiro para a Caras. O jornalismo marrom da revista nasceu aí, remonta a um período bem anterior à chegada de Lula ao poder. Ter cedido o espaço antes ocupado pela direita esclarecida em suas páginas para a direita truculenta – que ficou encolhida no período pós-ditadura – é mera conseqüência do efeito Caras.
Abç,
jeferson melo
FPSxxx
até agora, ninguém reclamou muito dos jornalistas da Veja (embora até eu ache que há limites para o que eu faria para pôr comida na mesa lá em casa).
O problema básico é a linha editorial e o tipo de “jornalismo” que a Veja tem feito nos últimos tempos.
Veja bem, eu leio o Globo todo dia, apesar de raramente concordar com um editorial ou mesmo com a seleção das cartas exibidas no painel do leitor - mas leio, porque ali ainda tem informação. No caso da Veja, cada vez tem menos
Nossa EU CANSEI DE SER QUEIMADA VIVA PELA ASQUEROSA REVISTA VEJA NENHUM COMENTÁRIO MEU FOI PUBLICADO O QUE É ISSO COMPANHEIRO D E M O C R A C I A???????? QUE VCS TANTO QUER PR SEUS PSEUDO JORNALISTAS COMO MAINARDI,ARGH!!!!!!!!!!!!!!SEM COMENTÁRIOS AHHHH FAÇO PARTE DA GRANDE MASSA BURRA NORDESTINA NEGRA QUE NÃO SABE VOTAR E SOMOS SEMI-ANALFABETOS NÃO É DONA LIA LUFT??????E TODOS DA REDAÇÃO AH TB LEIO COM AJUDA CLARO A “CAROS AMIGOS” É NÓS LEMOS MAS Ñ VCS,ISTO ÉS ,ÓIA QUE MERDA,E TUDO GLOBAL E ASQUEROSO.SABEMOS VOTAR QUANDO A TURMA DO CANSEI PEDE PR OS NES VOTAREM EM UM CANDIDATO SULISTA OU DO SUDESTE NÓS VOTAMOS O CONTRARIO SÓ PR CONTRARIAR………………………
Dória,
Impecável. Vou roubar. :)
Quanto à história de que “Veja” foi a primeira revista no formato, tenho minhas dúvidas. O primeiro número de Veja é de 11 de setembro (sic) de 1968; a lendária revista “Realidade”, lançada em outubro de 1966 _ e o que é mais estranho, pela própria Abril, embora seu projeto editorial fosse completamente diferente.
Aliás, é possível que o destino de “Realidade” esteja na origem da Veja, já que ela começou a se dar mal com o AI-5 em 1968 e a censura prévia _ que acabou levando à demissão de jornalistas e queda de qualidade. Pode ser que “Veja” tenha surgido explicitamente como um “produto alternativo” à Realidade, mais adaptada ao “novo ambiente”.
No mais…Reinaldão te respondeu, cê viu? Acho que as caixas de comentário sua e dele dão toda a medida da diferença entre vocês. Aqui tem um monte de comentários críticos à você. Lá na caixa dele, só o rame-rame dos reinaldetes. Eu resto o meu caso. Abçs!
A revistaVeja, faz um jornalismo indigente e o Tio Rei é o protótipo do “perfeito idiota latino-paulistano” de “Dois Corgo” !
O tio rei ficou deslumbrado com a cidade grande e erigiu um altar em casa para Olavo de
Carvalho onde todas as noites entoa mantras filosoficos tais como “UhUh PINOCHET” !
Hermenauta,
“Acho que as caixas de comentário sua e dele dão toda a medida da diferença entre vocês. Aqui tem um monte de comentários críticos à você. Lá na caixa dele, só o rame-rame dos reinaldetes. ”
É que lá o Reinaldão bloqueia os comentários que divergem das idéias dele. Além do que o fã-clube do Reinaldão vive batendo ponto aqui, pra criticar os comentaristas e o PD.
a reportagem da veja pode ter exagerado. mas o que ela mostrou para uma geracao que endeusasa o argentino bom no dedo… estavamos enganados? estamos sendo enganados? sabem os biografos. e o americado, se nao apontou erros crassos na reportagem, por que chiou tanto? por que nao foi citado como gostaria ou por que a reportagem apresentou fatos que nao constam no seu livro? o fato é que mesmo escrevendo para uma grande revista nao significa que ele seja o melhor. pode ser até bom. mas nao ao ponto de desmerecer os outros. afinal, a veja é uma das maiores revistas do mundo. pode ser que nao tenha a mesma tiragem da americana, mas que ela é importante para o pais, isto ninguem duvida. a nao ser os que andam com os cotovelos eternamente doloridos.
Fui assinante de Veja por quase dez anos e sou testemunha do declínio da revista. A maior parte das matérias são orientadas, fogem de qualquer possibilidade de estabelecer um debate, o que é prova de burrice. É o mesmo que faz o Reinaldo Azevedo. Quando se mostra incapaz de argumentar, desqualifica seus interlocutores, fugindo do debate de idéias. Assim, não há como manter indefinidamente o público leitor. Um dia, as pessoas percebem a manipulação.
Discordo pelo seguinte: profissionais do jornalismo estão sujeitos a adquirir vícios ideológicos. Até por ligação com sindicatos, sabe-se que boa parte dos jornalistas no Brasil tem fetiche por Che Guevara, da mesma forma que tem simpatias históricas por Che Guevara. É isso o que, apesar de todas as ressalavas que eu tenha a fazer à revista, como de resto, dá um certo valor à crítica pioneira de Veja a Che Guevara. Isso introduz novos elementos racionais na análise do comportamento (e das paixões que efetivamente os motivaram) de personagens que, num dado contexto cultural, passaram a ser automaticamente mitificados. Em relação a Anderson, o que essa polêmica mostra para mim é que ele transmitiu informações sobre Che Guevara, comprometido com o desejo de fazer um retrato o mais fidedigno possível da personagem, cuja interpretação quer controlar, de maneira que, independente dos fatos apresentados, a imagem da personagem seja invariavelmente a mais benevolente possível.
Correção: Até por ligação com sindicatos, sabe-se que boa parte dos jornalistas no Brasil tem fetiche por Che Guevara, da mesma forma que tem simpatias históricas pelo PT.
Pois é: falaram tanto de uma suposta lista negra da Veja na qual Lee Anderson teria sido incluído e, no entanto, o americano voltou a ser citado pela revista, na edição desta semana. Que lista negra é essa?
Pronto, Scorpii (coment. 246), isso significa que não existe lista negra… Não force, vá! Com tanto barulho em torno do caso, a notinha da Veja sobre o Anderson, pinçando informações sobre a biografia do Che que “ficassem do mesmo lado” do panfleto da revista, não é nem de longe uma maneira de provar a inexistência de uma listinha de proscritos, não?
E Paula (coment. 245), a Veja bem que poderia ter feito uma bela crítica ao Che, ou ter tentado elaborar teses para entender a razão do mito em torno dele ainda permanecer. Porém, quando ela publicou um mero panfleto travestido de reportagem, perdeu uma bela oportunidade de dar sustentação às suas teses. Vá ler a tréplica do Anderson, partindo logo da frase que se segue: “Permita, também, recapitular por um momento a metodologia utilizada por você para distorcer as informações que o público de Veja recebeu:[...]“. Leia tudo o que vem depois e perceba, de uma vez por todas, por que aquilo não se pode chamar de reportagem.
Ah, quero deixar registrado que se fosse para colocar o Che no lugar de santo, o resultado seria tão panfletário quanto a tosca demonização publicada pela revista, daí que nem um pouco jornalístico também.
Você, ao ousar criticar a melhor revista do mundo - a única coisa feita por brasileiros que, de tanta qualidade, não parece ser feita por brasileiros -, só pode estar delirando ou, simplesmente, se corroendo de inveja por não trabalhar nesse órgão jornalístico que, de tão importante para a sociedade brasileira, já representa não uma, mas nossa melhor Instituição Nacional.
Ainda quero lembrar a todos que, lá, na redação da mais independente e destemida das revistas do país, trabalha o, disparado, maior intelectual brasileiro de todos tempos, o destroçador de todas reputações que merecem ser destroçadas Diogo Mainardi.
Acho muito exagerada essa defesa da revista que não tem absolutamente nada de especial, aliás pelo contrário a cada dia que passa a veja tem cada vez mais propaganda e cada vez menos texto.
Ricardo, eu nem leio a Veja, aliás, nenhum resumo semanal, apenas jornais diários. Não considero a Veja nada excepcional, mas é, sem dúvida, a melhor publicação semanal do mercado brasileiro. A propósito sequer li a supracitada reportagem. Em relação às fontes consultadas por Schelp para dar suporte a suas (dele) impressões sobre Che, justamente por não ter lido a reportagem, não tenho como saber se está resumida aos nomes citados por Anderson. O que me leva a supor que talvez não esteja é o fato de Schelp ter buscado entrevistar inclusive Anderson. No mais, achei os argumentos da primeira mensagem de Schelp dirigida a Anderson fracos. Mas achei os argumentos de Anderson, além de nada brilhantes, deselegantes, intelectualmente infantis, até.
Paula, fico sem entender a sua posição. Particularmente, acompanhei toda essa discussão, dei-me ao trabalho de ler a tal matéria (?!) da Veja, li outra da própria revista feita 10 anos atrás (e que lidava com o mito do Che de forma bem diferente), li as cartas, réplicas e tréplicas, li o que o Reinaldo Azevedo escreveu sobre o assunto e, além do mais, quase todos os comentários por aqui. Tenho uma opinião clara sobre a revista não ter feito uma boa matéria, mas sim um mero panfleto, e que perdeu a oportunidade de resgatar um pouco da credibilidade que ela parece fazer questão de perder, dado a falta de apuro jornalístico. O ponto nem é se ela é conservadora, de direita, liberal ou sei lá quantos outros adjetivos. O ponto é fazer o dever de casa, trabalhando jornalisticamente. Nisso ela anda deixando a desejar…
[...] Por Pedro DóriaA troca de mensagens pública entre o repórter Jon Lee Anderson e o editor de Internacional de Veja, Diogo Schelp é um bocado importante – e não pelo que ela diz a respeito de Schelp; pelo que diz sobre Veja.A argumentação de Schelp em sua defesa é ruim. Fonte não deve qualquer sigilo a repórter – a nossa é uma profissão que deve operar às claras. O sistema de filtro de mensagens da Abril é de fato muito rigoroso e dá problema com mensagens perdidas a toda hora. Mas este é um problema que a Abril deve resolver com sua equipe técnica. Numa empresa jornalística, é um problema sério. Usar o anti-spam como desculpa para não ter contatado uma fonte é piada.Por fim, ele reconheceu publicamente que Veja tem uma lista negra: quem cai lá não sai na revista. Não é o único órgão de comunicação grande que tem uma lista dessas, mas há um motivo pelo qual ninguém assume sua existência. É que não pode ter. Noticia-se, sempre, o que é notícia; e procura-se, sempre, quem melhor pode informar a respeito de um assunto. Quando uma publicação reconhece que tem uma lista negra, está dizendo que não tem pudores de usar sua influência para fazer com que alguém suma do mapa da relevância, independentemente de ser notícia ou não. (Não que, neste caso específico, Anderson vá sentir falta.)Mas não era Schelp que deveria responder pela crítica e é injusto que a revista o tenha exposto desta forma. Nenhum jovem jornalista deveria ser obrigado a debater com um repórter de primeira linha do jornalismo mundial. É um debate perdido de início e, portanto, uma exposição cruel.A reportagem sobre Che não saiu como saiu porque esta é a qualidade de trabalho que Schelp pode apresentar. Quem o conhece diz que é bom repórter, que jamais tem preguiça de apurar. A reportagem saiu assim porque assim é a linha editorial de Veja: a tese já está definida antes que qualquer repórter se lance à apuração. As fontes consultadas são aquelas que confirmarão a tese. Se alguém disser o contrário, que seja ignorado. Não é a curiosidade, a tentativa de compreender o mundo, que move a pauta de Veja. O que lhe move é a vontade de dizer o que seus leitores devem pensar.O caso de Reinaldo Azevedo é diferente de Schelp. Este tem por função entrar mesmo nestas polêmicas e argumenta como lhe é típico: quando o debate é impossível de ser encarado, parte-se para lidar com os acessórios. Nos EUA, isto tem nome e há especialistas do ramo. São os spin doctors. Daí, que se debata a tradução, alguma questão ética imaginária, que se insinue que um repórter sênior da New Yorker, uma das revistas mais influentes do mundo, sentirá falta de ver seu nome em Veja.Veja já foi a quarta revista mais vendida do mundo – hoje, deve estar entre a quinta e a sexta. Já foi uma revista indispensável. Veja foi uma revista que pautou a discussão no país. Há capas memoráveis – a do aborto, por exemplo, com incontáveis mulheres contando suas histórias pessoais; a entrevista de Pedro Collor que disparou o processo de um ano que culminaria com o impeachment de seu irmão.Não foi sempre assim: o conceito de uma revista séria e rigorosa, com o noticiário semanal, era novo no Brasil de quando ela veio às bancas. Durante uma década, deu prejuízo. Quase quebrou a Abril, até então uma editora de pouca influência. Mas, aos poucos, Veja tornou-se indispensável. São muitos anos de trabalho para construir influência. Influência jornalística é ganha com trabalho sério, no dia-a-dia e chega apenas muito lentamente.Jornal e revista também são produtos de hábito. Leitores cariocas por certo reconhecerão o exemplo do Jornal do Brasil. Foi um grande jornal, influente, importante. Começou seu lento processo de decadência há uns quinze anos. Mesmo quando já era evidente que o JB não era mais o mesmo, muitos leitores continuaram o comprando. Aí foram perdendo o hábito. A influência é perdida quando, dia após dia, semana após semana, o veículo vai provando que simplesmente não é mais o que foi.Um veículo de comunicação constrói uma comunidade. É o comentar ‘você viu a Revista de Domingo ontem?’, ‘você viu aquela matéria no Fantástico?’ O veículo é relevante quando sugere o assunto, influi na conversa pública, dá a seu leitor ou espectador a percepção de que ele está informado, que tem assunto, que está capacitado a formar opinião, preparado para a conversa e o debate.Influência, este espaço na formação do debate público, demora muito tempo para ser construída. Depois que foi, a influência pode ser mantida ou não. Não é de uma hora para a outra que a influência é perdida – mas, depois que foi, não há quem a reerga. É este o patrimônio que Veja tem e está, muito lentamente, dilapidando.Aos poucos, muito aos poucos, começa-se a ouvir o seguinte comentário nas ruas: ‘você viu aquela matéria na Época?’ Não é questão de ser de esquerda ou ser de direita, este é um debate que interessa apenas a meia dúzia de leitores. A questão é aquela curiosidade inicial que leva o jornalista à rua. Ele não tem uma tese para comprovar, tem dúvidas. Está disposto a ser convencido, de apresentar tantos lados de uma história quantos possa haver.” [...]
Olá Pedro Dória. Sua análise da situação — bem vinda neste momento em que, para variar, a discussão já descambava para o bestialismo sectário — foi muito equilibrada e de grande qualidade, como de costume. Apesar de leitor não muito fiel, respeito um bocado seu trabalho e sei que por aqui posso sempre encontrar um olhar no mínimo razoável sobre os temas abordados — coisa que revistas inteiras, como a Veja, não parecem conseguir oferecer.
Aproveito a deixa para dar a dica:
O assunto virou tema do artigo desta semana de Paula Góes no Global Voices Online (que, evidentemente, já está também disponível em português). A quem interessar, vale a pensa dar uma olhada por lá.
Abraços do Verde.
tu soh pode ta d sacanagem , o senhor é um fanfarrão!! a Época é ridícula, matérias bobas, parece o fantástico d taum ruim!
Para mim a Veja realmente conseguiu derrubar de vez o mito. Dela própria.
I’d prefer reading in my native language, because my knowledge of your languange is no so well. But it was interesting!
I’d prefer reading in my native language, because my knowledge of your languange is no so well. But it was interesting! Look for some my links:
[...] *do Blog do jornalista Pedro Doria [...]
Muito bom. Estou lendo artigos meio a esmo no seu blog.
Gosto da Veja, mas ela é tão tendenciosa quanto as outras, infelizmente.
E é claro q ela tem uma lista negra.
Não sou nem um pouquinho de esquerda, mas o discurso progressista-conservador de direita (e liberal manco, em costumes e economia) da Veja já encheu, e há muito tempo… É chato, ponto. A Veja trata o leitor como se este fosse um burro com freqüência, como se fosse um idiota programável.
O chest tem fetiche pelo Che. Por que não responde, por exemplo, à Alba #47 ?
Que conversa de cachorro louco.
O cara fala sozinho…
Todo mundo já falou e eu repito: ninguém está pedindo para a VEJA “falar bem do Che”.
Claro, temos coisas mais importantes para discutir (pois como alguém bem lembrou, a revolução armada acabou, Che morreu há muito tempo, até o Fidel tá definhando, bola pra frente). Mas se é pra malhar o Che, que malhe direito! Que faça jornalismo!
Ricardo disse tudo: “O ponto é fazer o dever de casa, trabalhando jornalisticamente. Nisso ela anda deixando a desejar…”
Interresante a ler as opinioes e pensamentos neste assunto. Eu tenho lido varios artigos da revista Veja. Entretanto eles reportam informacao como a de Pedro Collor, tudo bem. Porem como algums leitores tem falado, outro attitudes aparecem.
Neste caso, tambem, uma revista claramente nao vai publicar artigos de jornalistas quem tem um atitude inclinado ao outro lado do spectrum. Eu, no lado da esquerda no sentido de responsibilidade social, pessoal, e ambiental, conscientizacao sobre contabilidade de custo inteiro, e dos direitos de propriedade trabalhista e comunidade que e contra a crenca em as direitas de individuos privilegiados e seus redes preferidos.
Revistas como Planeta refletem esta entendimento numa maneira bem justa, e o site Adital.org.br tambem. Chiz negro’s comentario sobre Anderson escrevendo sobre Che Guevara suge que claro, uma revista conservadora como Veja nao vai querer um artigo da interpretacao de imperialismo dos EUA traindo os principios de direitos de comunidades e individuos a entrar um mercado e estar protegido contra manipulacao de grande empresas, como foi a intencao de leis la como o Ato Anti-Monopolia de Sherman em 1892. Eles querem as ideas consistente com Milton Friedman e os gerentes de Corporacoes Multinacionais quem ganha pela exploracao de trabalhadores, comunidades, e o meio ambiente.
Mark Rego-Monteiro
Desenvolvimento Sustentavel
Rua abaixo, rua acima vejo(J.P.S.). Que pelas almas vem gritando, Valei-me! Valei-me! Daqui eu não passo a te valer, só as 3 Almas dos Aflitos que passam a te valer, as 3 Almas que passam a te valer. As 9 Almas que passam a te valer são as que morreram enforcadas, as que morreram desastradas, as que morreram pelo mal do amor. Que junte às 3 às 6 e encorpore no corpo de (J.P.S.). Se estiver dormindo, não dormirá; Se
estiver bebendo, não beberá; Se estiver conversando, não conversará; se estiver com outra mulher, não ficará, não terá prazer com mulher nenhuma enquanto para mim J.P.S. não VOLTAR, Não sossegará. Tomai vós em nome de Deus Pai todo poderoso que dai força às 3 Almas dos aflitos para vencer o coração de (J.P.S.)para mim (GMFS)mais ninguem. Reza 1 Pai-Nosso e 1
Ave-Maria ofereça as Almas. TER SEU AMOR PARA SEMPRE: Pelos poderes da terra, pela presença do fogo, pela inspiração do ar, pelas virtudes da água, invoco as treze almas benditas pela força dos corações sangrados e das lágrimas derramadas por amor, para que se dirija até onde está neste momento JPS, trazendo seu espírito até mim amarrando-o definitivamente ao meu. Que seu espírito se banhe na essência do meu amor e me devolva o amor em dobro. Que JPS jamais deseje outra mulher ou se interesse por outra pessoa; que seu corpo apenas a mim GMFS pertença. Que somente se realize em todos os sentidos e se sinta feliz apenas comigo. Que JPS não coma, não beba, não durma, não fale, não descanse, não ouça, não veja, não cheire a não ser na minha presença, pois se não fizer isso, a terra se abrirá e a natureza estremecerá. Que os meus grilhões o prendam
para sempre a mim pelos poderes desta Oração. Que assim seja, assim se realize, assim está feito. Amém. Após rezar horas abertas…”Que o seu amor por mim seja maior que o número de pessoas que irão ler esta
mensagem” São Cipriano, feiticeiro e cristão, justo e ímpio, conhecedor e dominante em suas artes religiosas, te invoco de todo o coração, corpo, alma e vida para a realização de meus objetivos. Peço a todas as forças superiores, a Santíssima Trindade, forças do mar, do ar, do fogo, da natureza e do Universo para que faças cair em meus braços JPS e fique preso a mim GMFS na minha mão, amoroso, carinhoso, fiel, sincero,
leal, trabalhador, ciumento e honesto.”JPS que da minha mão você jamais escape”.Que debaixo deste Santo Poder tu JPS não possas comer, nem beber, nem dormir, nem descansar, nem trabalhar, nem estar em parte
alguma do mundo, sem que esteja em minha companhia. De fome nem tu nem eu haveremos de morrer, de sede nem tu nem eu haveremos de ficar,dinheiro na tua mão e na minha mão não há de faltar, os meus inimigos nem eu, nem tu haveremos de ter, pois não haverão de nos enxergar.
Enquanto você JPS não voltar para junto de mim o seu descanso será como vivem as almas do purgatório, queimando e vagando constantemente pelo mundo, como o vento no ar, as ondas no mar, a maré a subir e a
descer, sempre em constante movimento, será esse o descanso que te dou, enquanto a mim tu não vieres definitivamente para sempre. Ó Cabra Milagrosa que no monte subiu, traga até mim JPS que dentro de seu coração, seu pensamento, sua mente, não possas agüentar de solidão e volte para mim como um cordeiro, manso e dócil, que será carregado debaixo de meu pé esquerdo com todo amor. Que JPS volte para mim de todo o coração, corpo, alma e vida, fique comigo, seja fiel, amoroso, sincero,leal, honesto, trabalhador, saudável, e ciumento, me faça feliz e sinta-se feliz comigo para sempre e que nosso amor seja fortalecido e intensificado espiritual e sexualmente cada dia mais para sempre. Que assim seja, assim se realize, assim está feito. Amém. Agradeço.
Publique em 7 altares diferentes com fé, pois essa oração é poderosíssima.
Acredito e vou ter JPS para sempre