Não sei como gostaria de ser lembrado e não quero interferir com meu karma. Uma pergunta como essas desperta a atenção das pessoas e, neste momento, o que me interessa mais é entender como as pessoas respondem àquilo que me chama atenção. Quero descobrir isso. Tentar checar minha subjetividade quando comparada aos mundos imaginados dos outros.
Seria legal ser lembrado como um poeta em êxtase ou um poeta cujo trabalho ajudou os outros a elevarem suas mentes; ou um poeta que espalhou um senso de expansão e compreensão, uma mente em expansão. Seria legal ser lembrado por uma energia generosa – paciência e generosidade. Mas isto é uma idealização neurótica de mim mesmo. Estou menos preocupado com a projeção que faço de mim mesmo e mais curioso com o que anda do lado de fora de minha mente. Então talvez eu queira ser lembrado como alguém que era curioso com o que se passava do lado de fora de sua mente.
O lance budista é boêmio por natureza. Ou permite a boemia. Não julga – é a prática da compreensão e não a palavra da lei e julgamento como cristãos e hebreus, tem uma estética mais precisa, como a mente do artista que é como a mente que medita: não importa em que você esteja pensando, você está interessado nesta coisa e não a rejeitando.
Não sei nada sobre a morte. Não lembro de ter morrido antes. A coisa mais profunda que sei é que sei que terei de dizer adeus a tudo que gosto muito. Vou fazendo isso aos poucos. Já não sinto tanta ansiedade para praticar sexo e tomo uns comprimidos para a pressão que me diminuem o tesão. Por causa da hipoglicemia, tive de dispensar as bolas de matzá, a challá. Também não como mais batatas ou borscht, porque tenho gota e pedras nos rins e borscht tem cálcio demais. Não posso mais comer massa ou o bom pão preto, pão de centeio ou torradas ou mesmo muffins, doces dinamarqueses, tortas ou bolos. Nem anéis de cebola, bagels. Não como mais carne vermelha, não se estiver tão crua que possa afundar meus dentes nela. Vou lentamente flutuando para pepinos e endívias e alfaces e azeite e limonada e um pouco de grão-de-bico, que tem menos carboidratos complexos. Já estou vivendo essas pequenas mortes.







129 Comentários até agora ↓
1 Fred Schmidt // 17/November/2007 às 10:41
“o que me interessa mais é entender como as pessoas respondem àquilo que me chama atenção. Quero descobrir isso. Tentar checar minha subjetividade quando comparada aos mundos imaginados dos outros.”
Nada como a idade.
Se muitos ja tivessem chegado neste estágio, o mundo seria bem melhor.
Viva a sabedoria, a experiência e a falta de testosterona…
2 Dom Casmurro Patriarca // 17/November/2007 às 10:50
Como eu não tinha a menor idéia de quem se tratava, fui na wikipédia e descobri lá:
“Irwin Allen Ginsberg (Newark, Nova Jersey, 3 de junho de 1926 – 5 de abril de 1997) foi um poeta estadunidense da geração beat, que ficou conhecido pelo seu livro de poesia Howl (1956).
Allen Ginsberg foi uma criança complicada e tímida, dominada pelos estranhos e assustadores episódios de sua mãe, uma mulher completamente paranóica, que acreditava que o mundo conspirava contra ela. Ao mesmo tempo, Allen teve que lutar para compreender o que estava acontecendo dentro dele, já que era consumido pela luxúria de outros meninos de sua idade.”
3 Dom Casmurro Patriarca // 17/November/2007 às 10:57
Fred Schmidt,
muito bom dia para você.
Creio que a idade tem lá mesmo as suas vantagens.
Acredito mesmo que o “bom gosto” é fruto da idade.
Quando se é jovem, come-se para saciar uma fome e bebe-se para saciar uma sede.
Com o tempo aprende-se a diferenciar as sutilezas dos sabores.
Até os “prazeres intelectuais” são assim.
Na verdade, devia-se dizer uma “pessoa amadurecida” e não uma “pessoa de bom gosto”.
Vamos sacanear os jovens hoje por aqui?
4 Fred Schmidt // 17/November/2007 às 11:07
Dom
É verdade
A minha surpresa foi tão grande ao descobrir os p?azeres e sabedoria da velhice, que aos 63 me sinto um menino doido para chegar aos 80.
Agora ca pra nós montores, esses gurizinhos testosteronas aqui não tão com nada, viu.
5 Fred Schmidt // 17/November/2007 às 11:07
Dom
É verdade
A minha surpresa foi tão grande ao descobrir os p?azeres e sabedoria da velhice, que aos 63 me sinto um menino doido para chegar aos 80.
Agora ca pra nós montores, esses gurizinhos testosteronas aqui não tão com nada, viu.
6 Fred Schmidt // 17/November/2007 às 11:10
Agora deu pra dár uns trecos aqui entre meu PC e o do PD
7 Ricardo Cabral // 17/November/2007 às 11:15
Dom Casmurro Patriarca, o problema da idade é que parte dessas vantagens que vc citou tb se perdem logo, porque o corpo passa a rejeitar quase tudo, como se fosse do contra, mas a memória do que é bom continua lá, inteira…
Ginsberg? Não li quase nada beat. Um Kerouac ali, um Burroughs acolá, e vários Bukowski — este costuma ser clássico na juventude de qualquer um —, já bem velhos na minha estante…
Aliás, o verbete para a Geração Beat da Wiki está bem bacana, deu pra ver que se não os percorri na leitura da prosa e da poesia, até que não estou tão distante deles no que se refere à trilha sonora que os acompanhava, e nem no gosto pelas artes plásticas dos seus contemporâneos.
8 Fred Schmidt // 17/November/2007 às 11:21
RC
cá pra nós, quantos anos vc tem?
9 Fred Schmidt // 17/November/2007 às 11:25
RC
Vc é médico?
10 Fred Schmidt // 17/November/2007 às 11:30
Como é mesmo o nome daquele bichinho, que parece uma minhoca, só que não é melado que nem ela, e quando a gente toca ele se encolhe, se enrosca todo quando cutucado?
11 Ricardo Cabral // 17/November/2007 às 11:36
Exatos 20 menos que vc, caro Fred, mas conhecendo de perto as idiossincrasias do envelhecimento — mais por convivência do que por experiência com o próprio, cabe acrescentar. E não sou médico não, essa é a profissão do sumido Chesterton.
12 Ricardo Cabral // 17/November/2007 às 11:37
Só um detalhe: dizem os meus detratores e suas más línguas que eu já nasci com 30 anos…
13 Dom Casmurro Patriarca // 17/November/2007 às 11:39
Ricardo Cabral,
eu sempre levei uma vida bem controlada e, no meu meio século de vida, ainda não sofro de muitas rejeições.
Dependendo dos hábitos de cada um, pode-se alcançar uma maturidade bem saudável.
Fred Schmidt,
eu também não sou muito fã dessa “turma testorona”, mas já está se formando uma turma jovem no Brasil bem legal mesmo.
14 Fred Schmidt // 17/November/2007 às 11:44
RC
Bom dia RC.
Beleza, aos 43, dentro deste nosso American Way of Life, mesmo que te digam que nascestes com 30 anos, acredite não.
Cada um é cada um, ja dizia o filósofo, eu diria, muito a contragosto do frugívero, de quem tambem sinto falta, somops produtos do meio, das circunstâncias.
Mas nas civilizações sábias, como as dos índios, o velho e a criança, eram os mais respeitados.
Eles ja sabiam do defeito do excesso de testosterona.
Mas Rc eu disconcordo de vc
15 Fred Schmidt // 17/November/2007 às 11:57
Dom
Eu não posso dizer que não sou fã da turma do testosterona, senão apanho por aqui, com 2 filhos nos 30 uma filha nos 30 e outra nos 19.
delicadamente vou dizer que eles ainda não alcançaram qa idade da sabedoria.
A ditadura, fez um estrago não só no país como também em pelo menos uma geração.
A ntendência é melhorar sem dúvida.
RC
Eu ousaria desclassificar o seu entendimento da idiossincrasia da velhioce, pois acho que sua estatística esta comprometida por uma base de dados insuficientes para se achar a média verdadeira
16 Ricardo Cabral // 17/November/2007 às 11:58
Fred,
Não desgostaria da experiência de viver em sociedades que valorizassem tanto a primavera quanto o outono das idades, com o perdão da má poesia. Nos dias de hoje, é comum verf como a velhice virou um infeliz sinônimo de inutilidade, enquanto a infância importa mesmo é pelo seu potencial consumidor… Pobre isso, não?
E um título do García-Marquez que vem a calhar: “O Amor nos tempos de cólera”. O “Memórias de minhas putas tristes” é fraco que dói, não está à altura da obra do Gabo.
17 Monsores // 17/November/2007 às 12:09
Ricardo Cabral, Fred e Dom Casmurro,
Bom dia amigos.
Eu tenho 23 anos, mas assim como o RC, dizem que nasci com 30. Acho que não pela maturidade, mas pelo meu estilo de vida, meus gostos em vários aspectos, pela serenidade que costumo fingir ter para conduzir meus problemas.
Enfim, sempre estive ao redor de pessoas muito mais velhas do que eu. Isso foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida. Aprendi a aprender. Olhar para o lado. Olhar as coisas sub specie aeternitatis, como dizia Spinoza.
Enfim, dialoguem. Vou pedir uma cerveja e ficar aqui olhando.
18 Fred Schmidt // 17/November/2007 às 12:10
RC
Home, vc ta doido?
Parece até o FHC, dizendo que os aposentados são vagabundos.
Cada vez mais, o homem chega na terceira idade mais ativo, apesar até de ser aposentado.
É só acordar cedo e ir nos parques ver os sábios fazendo sua caminhada, participando da vida da sociedade como voluntários, cruzando espadas com os testosteronas, comno façoi aqui.
Acorda home, e rápido que vc ta chegando lá.
A velhice, é linda.
Livros, são livros, na maioria das vezes retrato de estatísticas com base de dados insuficientes, ou simplesmente análise de caso.
Querido RC, te prepara que vc ainda vai ser muito feliz ainda
19 Fred Schmidt // 17/November/2007 às 12:14
Monsores
bom dia amigo
Vim trazer a minha experiência para os homens na crise da meia idade.
Digo-te - nada de nasceu com 30 anos.
Bobagem isso - preconceitos por falta de reconhecimento dea individualidade.
20 Pax // 17/November/2007 às 12:18
O Pedro Doria acordou Paz e Amor? Esse carioca nos prega cada peça.
21 Nat // 17/November/2007 às 12:19
Bem, eu tenho 25 e dizem o mesmo de mim. Para a mim a velhice é na alma. Vocês acreditam em alma? Eu acredito.
22 Fred Schmidt // 17/November/2007 às 12:19
Ave Pax
bom dia
23 Ricardo Cabral // 17/November/2007 às 12:20
Fred, eu concordo com tudo o que vc diz sobre o que signifique envelhecer, só não vejo muitas das sociedades ocidentais valorizando a velhice como vc diz. Esqueça o meu lado pessoal, não é dele que estou falando, desse estou cuidando razoavelmente. Falo mesmo é da percepção geral do papel dos velhos e das crianças, só isso, e que é essa percepção que me entristece. Os exemplos pontuais como o seu infelizmente não são a regra.
Monsores, bom-dia!
24 Nat // 17/November/2007 às 12:22
Explico-me. Não é pensar como uma pessoa velha, que é o que os outros acham. É uma necessidade que vem de não sei onde, um urgência desmedida de viver dez anos em um.
25 Ricardo Cabral // 17/November/2007 às 12:23
Ah, Fred, quem anda assumidamente na crise da meia-idade por aqui não sou eu, é o Direitoba. Da minha parte, estou bastante satisfeito com os meus 43. Só queria ter menos preguiça em relação aos exercícios físicos, porque o corpo já está pedindo que o cuidem um pouco mais…
26 Fred Schmidt // 17/November/2007 às 12:23
Nat
Se vc me explicar o que é alma…
Repito - preconceitos por falta de reconhecimento dea individualidade.
cada um tem suas atitudes, porém alguns ficam mais distante da média,, que pode, como no nosso caso em sendo humanos, achar que o que difere da média ou da moda é diferente.
Nada disso.
apelando para a Física, fenômeno é tudo que ocorre na natureza, logo….
27 Nat // 17/November/2007 às 12:24
Frend, esse bichinho é gongolo.
28 Nat // 17/November/2007 às 12:26
Ah Fred, se eu pudesse fazê-lo… É uma resposta banal a esses chamados que não sei de onde vem… que dão a impressão de terem nascido comigo. É essa urgência, essa necessidade feroz de viver, e viver, e viver, a qualquer custo.
Sempre achei que vou morrer cedo, e que já vim pra cá sabendo disso, e é por isso que sou assim.
29 Ricardo Cabral // 17/November/2007 às 12:29
Nat, essa sensação se chama “juventude”, e não necessariamente passa, mas quase sempre se transforma, muda o foco e, boa parte das vezes, a velocidade. Depois pode reaparecer, mas com outras questões.
30 Nat // 17/November/2007 às 12:29
Bem, deixa eu repensar a coisa e tentar explicar a sensação.
31 Fred Schmidt // 17/November/2007 às 12:30
RC
Home - o quente agora é ser velhinho beleza.
Hoje, a velhice é o melhor, e tive que ser ensinado para isso, com os velhinhos que ja perceberam isto.
Vc ta totalmente enganado no 23
Pat
Civilização ocidental Nat - American Way of Life - a maior frurada de todos os tempos.
Don
Vc lança a granada e corre — SOCORROOOOOOOOOO
32 Nat // 17/November/2007 às 12:31
Ricardo, querido, não concordo em absoluto que isso seja juventude. É claro que a juventude tem maior pressa. Mas é uma pressa prática, eu diria, não existencialista. Eu poderia reduzir esse sentimento não à juventude, mas, talvez, personalidade.
33 Fred Schmidt // 17/November/2007 às 12:35
Nat
É verdade Nat - gongolo
34 Nat // 17/November/2007 às 12:42
Fred querido, eu morava numa casa cujo dono tinha o apelido, entre nós, garotas de 15 anos, de gongolo. Ele era um senhor negro de 2 metros de altura, mas já nos seus quase 70 anos.
35 Dom Casmurro Patriarca // 17/November/2007 às 12:42
Nat,
existencialismo, a reponsabilidade de uma escolha.
Assumir totalmente as consequências de uma escolha.
Isso se poderia chamar existencialismo e também maturidade, não importando a “idade cronológica” de cada um.
36 Nat // 17/November/2007 às 12:44
É quase isso Dom CP. Eu tou aqui pensando, já coloco algo.
37 Fred Schmidt // 17/November/2007 às 12:46
Nat
Tem muito leitor de cabeça de doido que talvez possam te explicar melhor, não quero te afirmar que seja certo o que eu falo, eu apenas passo as sensações que tenho da vida que o meu meio me criou.
Assim como o que o nosso escritor aí de cima disse, o da postagem.
somos um complexo de hormônios, meio, etc.
Passamos desde que nascemos sendo influenciados pelo meio.
Quais meios?
A família, a escola, o trabalho, o país, o sistema etc…
Ninguém reage da mesma maneira a estes estímulos, é só ver o que acontece aqui no blog do PD.
A sqabedoria é saber que isso é assim mesmo e procura dominar nossos instintos para não fazer mal aos outros.
Coisa que quase nunca conseguimos, mas fazer o quê?
Tudo é normal.
38 Alba // 17/November/2007 às 12:47
Bom dia, amigos,
Bom papo, de que eu gostaria de participar se não tivesse que sair pra mais uma comemoração de aniversário do meu muito querido sobrinho de 13 anos.
O que, pra escrever bobagens, completa o quadro: Fred - 63
Ricardo - 43
Monsores -23
Meu sobrinho - 13
E tem o PD e o Esprit de Porc com 33 pra ficar aí no recheio. :)
Nat, querida, eu era talvez tão inquieta como você. De certa forma, ainda sou, apesar da fama de tranquilidade. :)
39 Ricardo Cabral // 17/November/2007 às 12:48
Nat, quanto à “pressa prática” (gostei dessa definição!) da maioria dos que estão ao seu redor, pode ser. Mas se vc ler a obra de vários poetas, escritores ou mesmo de um Noel Rosa, por ex., verá que essa urgência também os acompanha, ainda por cima muitos deles tendo morrido cedo. Não se vê uma urgência tão reflexiva em todo o mundo, mas é uma daquelas pelas quais boa parte da humanidade passa. Aos 16, por exemplo, eu estava certo de que não passaria dos 35, e me lembro nitidamente de muitas das sensações em torno disso. O curioso foi descobrir de vários dos meus amigos sensações semelhantes, variando no máximo o “ano da morte”… Não preciso te dizer que quase todos estão bem vivos, né?
P.S. Não quero que soe estar desmerecendo o que vc diz sobre a tua experiência pessoal. Ela é intensa, profunda, e quis apenas te dizer o quanto muitos de nós a sentiram e ainda sentem, mesmo com focos diversos. Basta te dizer que um dos meus escritores prediletos foi, e continua sendo, Albert Camus (O Estrangeiro, A Queda, A Peste, O Mito de Sísifo, só para citar 4 que continuam muito importantes para mim.)
40 Ricardo Cabral // 17/November/2007 às 12:52
(Esse “ou mesmo de um Noel…” pareceu demérito à obra dele. É o oposto disso. Sambista dos bons, o poeta da Vila fez tudo aquilo e morreu tendo apenas 26!)
41 Fred Schmidt // 17/November/2007 às 12:57
Alba
Bom dia
42 Alba // 17/November/2007 às 12:57
Bom, antes de sair: Feliz Aniversário ao Éd!
Parabéns!!!
43 Nat // 17/November/2007 às 12:58
Bem, acho que a minha sensação de velhice, é, na verdade, uma combinação de fatores. E que no fundo eu atribuo a algo superior porque não consigo achar explicação plausível no que eu conheço, porque talvez isso não venha do que eu conheço, mas do que eu apreendi em idades que fica difícil lembrar agora. Não entendo nada de psicologia, mas não acho essa idéia absurda.
Na verdade essa sensação de ter que viver dez anos em um, vem da minha convivência com a minha mãe, que, de uma maneira ou de outra, me fez querer ter idade suficiente pra me mandar de casa tão logo o possível. Consegui fazer isso aos 14, mas pra mim eu já tinha uns 30 ali, de tanta espera.
Acho que a necessidade me fez criar desesperadamente uma base mais sólida, por isso aparentemente mais velha, aos olhos dos outros, porque eu precisa urgentemente sair da minha situação.
Aí eu já acho que entra algo de personalidade. Eu queria, e quis tanto, que podia ter simplesmente enlouquecido, ficado deprimida, atada aos fatos. Mas não foi o que aconteceu, eu continuei querendo e fazendo acontecer.
Além disso tudo, eu ainda cresci com a minha mãe dizendo que o importante era viver o hoje e o agora, que a vida acaba muito rápido, e a gente precisa ter pressa pra “Achar uma existência pra gente”, era exatamente a frase dela, logo.
Ela sempre disse que se a gente não acha um sentido pra vida rápido, a gente não envelhece. A gente congela, e morre.
A velhice é coisa boa, é o processo das pessoas que encontraram sentido na vida e seguiram seu rumo natural.
O resto das pessoas, como ela, era condenado a morrer com a velhice na alma. Porque não se permitiu colocá-la pra fora.
44 Fred Schmidt // 17/November/2007 às 12:59
Ed
Parabéns pra você nesta data querida…..
45 Ricardo Cabral // 17/November/2007 às 13:03
Nat, belíssimo relato.
46 Nat // 17/November/2007 às 13:06
Isso é uma via de mão dupla. A pessoa acha que quer viver intensamente porque vai morrer cedo, porque se acha velho. Mas aí ela não consegue viver tão intensamente quanto quer, porque isso é impossível, e pode se afundar numa depressão e acabar morrendo cedo, mesmo.
47 Fred Schmidt // 17/November/2007 às 13:06
Nat
Eu acho que o posicionamento da sua mãe é totalmente identificado pelo comportamento Amway.
Ela assimilou muito bem a menssagem Amway.
característica da civilização ocidental pós guerra.
Você mesmo ja entendeu tudo.
resta agora digerir o que aconteceu, lembrando que sua mãe também foi produto do meio, talvez um pouco mais exacerbada, porque como eu acho, cada um reaje diferente ao mesmo estímulo.
48 Nat // 17/November/2007 às 13:07
Fred, é na segunda o aniversário do Éd, dia 19.
49 Nat // 17/November/2007 às 13:11
Fred, é exatamente aí que eu queria chegar. Será que a gente sempre é produto do meio? Minha família é toda depressiva. Já sabemos que a depressão é genética. Mas, ela teve cinco irmãos, e todos trabalharam isso de maneira diferente, embora todos tenham resquícios depressivos.
Essa reação diferenciada aos mesmos estímulos vem da onde? Eu chamo de personalidade, nasce com a pessoa.
50 Nat // 17/November/2007 às 13:14
Tem gente que chama de Alma. Por isso muitos acreditam que a velhice é um “estado de espírito”. Não a velhice do corpo, que é algo natural e irreversível. Mas essa velhice do ser, do pensar, do querer viver mais e além, que é fruto da vontade de cada um, reagindo aos meios com que ela convive, e com as ferramentas psicólogicas que ela possui.
51 Fred Schmidt // 17/November/2007 às 13:19
Nat
entendi que era hoje, mas ja podemos começar a comemorar…
Huummmm
agora é ciência biológica.
vamos ver se algum doutor explica isso pra gente.
52 Pax // 17/November/2007 às 13:20
A idade no ocidente é mais maltratada que no oriente. Essa sabedoria não temos.
Velho é uma delícia, pena que dura pouco.
53 Nat // 17/November/2007 às 13:22
Poemas da minha mãe, dos 15 aos 20 anos.
http://minuto-de-vida.blogspot.com/
54 Nat // 17/November/2007 às 13:30
Fred, acho que a ciência pode explicar muita coisa, mas ainda não consegue explicar justamente isto, o fato de que cada organismo reage de maneira diferente às mesmas coisas. E se a gente for diminuindo as relações, com a quântica, nem um elétron é previsível mais.
55 Monsores // 17/November/2007 às 13:31
Saudade desses bons papos por aqui.
Já era em tempo.
Matt Ridley, no livro “O que nos faz humanos”, levanta a velha discussão de até que ponto somos instinto ou criação. Criação, leia-se a soma daquilo que convivemos desde que nascemos, instinto, leia-se “aquilo que nascemos com”. Dos instintos primitivos e congenitos, já sabemos bastante.
É uma leitura interessante. Chega-se a óbvia conclusão que nunca saberemos, mas dá pra dar umas pinceladas de definições aqui e acolá. No fim, a ciência às vezes complica mais do que explica.
O que penso, principalmente depois de ler o livro, e analisando minhas próprias experiências, é que nascemos sim com pré-disposições a algumas sensações e traços de personalidade. Os acontecimentos da nossa vida, entretanto, fazem com que essas pré-disposições se solidifiquem e criem raízes, ou nunca se manifestem. Simples assim.
Ainda, quando nascemos, não varrem nosso código genético a procura dessas pré-disposições. Assim, não existe uma fórmula individial para vivermos. Temos que aprender sozinhos quanto peso podemos carregar ao longo da vida e, penso que está aí a beleza da coisa.
Adoro alguns dos meus neurotransmissores, outros já penso que deveriam ser mais regulados. Gosto da minha inconstante inconsciência, mas a minha consciência me prega peças o tempo todo.
A individualidade começa no DNA. Se molda na criação, se remolda no meio, e vendo a experiências de vocês, creio que na velhice, se aflora.
A unica coisa que temo na minha velhice, é por aflorar a minha invidualidade, quando começarem a cair minhas verdades tidas como absolutas, como irei reagir? O meio vai mudar. A genética vai ficar, a criação também. E as verdades, para onde vão?
Sobre envelhecer cedo, não consegui esquecer esse verso de música:
“And like a ten minute dream in the passenger’s seat
While the world was flying by
I haven’t been gone very long
But it feels like a life time”
Nat, por essas e por outras, no dia 03 de janeiro de 2009 irá mesmo ocorrer uma espécie de alinhamento dos astros no Universo :)
56 Fred Schmidt // 17/November/2007 às 13:32
Nat
Minha formação é de exatas.
É meio difícil para mim ficar pensando nas coisas dete modo.
Mas sei que é importante pensar assim deste modo.
A minha maneira de pensar, como engenheiro é:
Qual é o problema?
Qual é a causa?
Qual é o efeito?
O melhor é eliminar a causa.
Se não der para eliminar de cara, vamo botar mertiolate no efeito. Se der.
E vamos dar um jeito na causa.
Por isso eu fico meio desesperado ver a turma falando sempre as mesmas coisas aqui e brigando sempre do mesmo jeito,
Só remoendo o efeito.
Isso vem confirmar as posições diferentes que cada um assume em rtesposta a um estímulo.
O que eu posso dizer para vc, é que a a vida é linda, se nós realmente pararmos e ver que ela é realmente linda, devagar sem olharmos muito para dentro de nós, e sim para fora como quer o nosso velhinho da postagem aí de cima.
Talvez leve tempo
57 Nat // 17/November/2007 às 13:35
Pois é Monsores, eu concordo com quase tudo, mas alguém pode me dizer como nasce a personalidade? Digo, existem coisas que nascem com a gente, traços de personalidade. Ok, ok, agora da onde vem a personalidade?
58 Fred Schmidt // 17/November/2007 às 13:38
Monsores
Vc não é velho.
vc é gênio.
Velho é sábio, ou seja, aprendeu bastante.
Gênio independe da idade
59 Esteban // 17/November/2007 às 13:42
hola,
acá nosotros muy nos perguntar ? Cuál la razion que Hugo Chavez y Evo Morales fazen y dizen lo que quer con brazil y brasileños ainda baten las palmas para el ditadores.
Evo Morales tomou la forcia petrobras de brasileños y su presidiente aceitou muy calado y ainda hablou que fue justo.
Hugo Chavez faz una propaganda muy ruin en mundo de proalcool brasileño y su presidiente ainda bate las palmas para el ditador Hugo Chavez.
perdón nuestra indescricion, más es mucho dificil de entender porque brasileños tien tanto miedo de Hugo Chavez y Evo Morales.
la verdad es que si continuar asin Hugo Chavez y Morales conseguindo tudo de brazil la força y con mucha facilidad, con cierteza su provincia de ACRE será también tomado na força y con cierteza su presidiente y brasileños van más una vez ficar caladitos y ainda bateren las palmas para el ditadores .
perdón la sinceridad y portuñol,
más acá es motivo de destaque y mucho comentario que presideinte de brazil es Nino de recado de Fidel, Chavez y Morales.
para nosotros, presidiente de brazill es un covard que tien mucho miedo de Hugo Chavez.
Acá mucho si destaca que la defeza de presidiente de brazil sobre Hugo Chavez, no es apoio para el ditador y sin miedo de Chavez como tambén es una gran posibilidad de Lula copiar las atitud de Chavez pára inplantar en brazil.
nosotros no ter dubida que Evo Morales con apoio de Hugo Chavez, va tomar la provicia de Acre y más una vez presidiente Lula va ficar con rabio entre las pernas y si acovardar.
brasileños substiman Hugo Chavez que copia Fidel. E presidiente de brazil que quer copiar Chavez.
para nosotros la defeza de Lula el ditador Hugo Chavez, es porque Lula quer copiar las inteción y atitud de Hugo Chavez para inplantar en brazil.
saludo
Esteban Crustille
Córdoba”
60 Nat // 17/November/2007 às 13:45
Chávez e existencialismo não combinam…
61 Fred Schmidt // 17/November/2007 às 13:49
Monsores
O que o tempo me levou a ter certeza é a de que aquilo que penssamos, a nossa fé ou conhecimento, pode estar errado.
Sabendo disso, sempre desconfio do que acho certo.
Pode não ser.
Aí a coisa fica jóia, porque eu me regozijo sempre com o novo conhecimento, acho o maior barato.
62 Monsores // 17/November/2007 às 13:53
Nat,
Personalidade, em meu entendimento é a soma.
Nascemos sim com parte dela, nos primeiros anos, que Ricardo Cabral, me ajude, dos 3 aos 5 anos somos uma espécie se superantena que capta tudo a nosso redor, e desenvolvemos o restante sempre, ao longo da vida.
As pessoas costumam confundir personalidade com essência. Eu as separo. Minha personalidade vejo mais como minhas reações as ações e eventos da vida. Minha essencia, ao meu entendimento, é o interno. O inconsciente, o puro. E isso, creio que nasceu 80% comigo. O restante foi sendo adicionado como um tempero.
Mas eu não sou a pessoa adequada a definir qualquer coisa. Sou um curioso.
Acho que o Ricardo Cabral e o Chesterton podem explicar melhor.
Fred, caro Fred. A genialidade está a nos luz de quem vos fala. Acho que tenho uma capacidade de síntese um pouco aprimorada. Mas nunca criei nada de significante.
“O Talentoso é aquele que acerto o alvo que ninguém acerta, o Gênio é aquele que acerta o alvo que ninguém vê.” Arthur Schopenhauer
De qualquer forma. Obrigado pelo elogio :)
63 Dom Casmurro Patriarca // 17/November/2007 às 13:53
Nat,
pelos seus comentários, concluí que você é uma pessoa bem madura.
Vou me arriscar a dar uma definição de “alma”.
Acredito que seja um pouca da “centelha divina” que existe em cada ser humano.
É aquele “algo mais” que nos identifica.
Os grandes problemas pscicológicos são quando essa pequena centelha não tem como participar do meio em que vive e fica totalmente anulada.
64 Fred Schmidt // 17/November/2007 às 13:53
Hermano
Bien venido
Esquienta non, viene tomar una caipirita acá que tudo ha de dar cierto.
65 Monsores // 17/November/2007 às 13:55
” está a anos- luz de quem vos fala”, por favor.
66 Fred Schmidt // 17/November/2007 às 13:58
Monsores
O alvo vai se configurando com o tempo.
O gênio não é gênio todo o tempo. E o é em algumas árteas.
Pela tua idade e pelo comportamento sei que indelevelmente estas configurando o alvo.
67 Dom Casmurro Patriarca // 17/November/2007 às 14:04
Monsores,
tal como o caso da Nat, vejo em você uma pessoa bem madura também.
Quanto a essa história de “aproveitar a a vida”, vejamos o que diz Epicuro, o tão incompreendido e tão detratado Epicuro.
“Chamamos ao prazer princípio e fim da vida feliz. Com efeito, sabemos que é o primeiro bem, o bem inato, e que dele derivamos toda a escolha ou recusa e chegamos a ele valorizando todo bem com critério do efeito que nos produz.
*
Nem a posse das riquezas nem a abundância das coisas nem a obtenção de cargos ou o poder produzem a felicidade e a bem-aventurança; produzem-na a ausência de dores, a moderação nos afetos e a disposição de espírito que se mantenha nos limites impostos pela natureza.”
68 Nat // 17/November/2007 às 14:08
Dom CP, talvez seja isso, mas existem inúmeras condições, pscicológicas e físicas que, ou acreditamos, ou não. Se acreditamos, aceitamos, e ponto. Se não acreditamos, ficamos tecendo outras inúmeras teses inconclusivas, mas isso já nos abastece da centelha (aí eu diria não divina, mas existencial) necessária pra continuar seguindo.
69 Fred Schmidt // 17/November/2007 às 14:09
Dom
Acho a cultura japonêsa bem enquadrada neste último parágrafo, não?
70 Ricardo Cabral // 17/November/2007 às 14:12
Pessoal, ficarei de fora da conversa sobre de onde vem a personalidade, tá? Saio para almoçar e não sei a quantas andará esta conversa no hora emque voltar. Só não sei bem se subscrevo a questão de uma essência em qualquer um de nós. Não entendo haver nada de indiviso em relação a nós humanos, algo que possa ser chamado de “essência”. Somos uma espécie de “obra em aberto”, um conjunto de potencialidades que podem ou não vir a ser desenvolvidas, e que só existem “no mundo”, jamais “fora do mundo”. E tome-lhe escolha ao longo da vida para vir-mos a ser o que (ou quem) potencialmente podemos ser…
Bom sábado pra vocês!
71 Fred Schmidt // 17/November/2007 às 14:12
monsores
O Nash, custou para achar a sua tese na faculdade, que levou o nobel 45 anos depois
72 Fred Schmidt // 17/November/2007 às 14:15
Ricardo, Nat, Monsores, Don, Hermano, (hehehehe), demais, vou indo também para o almoço.
Um abração, que nós volta
Boaaaa Taaardeeeeee Rocinhaaaaaaaaaaa
73 Monsores // 17/November/2007 às 14:16
Epicuro me ensinou que escolhas excluem, Dom Casmurro.
Não sou de seguir ensinamentos, já te disse isso. Mas respeito quem tem coragem suficiente de escrevê-los.
Uso a filosofia como forma de obtenção de minhas próprias matizes. Uso a ciência como mediadora das minhas escolhas. Ignoro a religião, mas respeito a criatividade da fé. E o poder que a fé pode trazer a quem a tem.
Sou um eterno entusiasta no ser humano. Creio que mentes são sempre promissores, desde que geograficamente privilegiadas e bem condizidas.
Penso que a idade é uma forma de razão, mas basear-se nela para negar o novo é uma forma de burrice. Penso que a juventude é uma forma de energia muito positiva, mas com tanta força, que destruidora.
Enfim. Vivo desses clichês.
Mas sempre olhando pro lado.
74 Monsores // 17/November/2007 às 14:18
“Sou um eterno entusiasta no ser humano. Creio que mentes são sempre promissoras, desde que geograficamente privilegiadas e bem conduzidas. “
75 Nat // 17/November/2007 às 14:25
Seu mal é a divisão geográfica Monsores. Não faça isso, é generalizar…
76 Fred Schmidt // 17/November/2007 às 14:25
Nat
Voltei por causa da tua mãe.
Não tinha lido ainda, li depois que saí.
Não sou chegado a poesias, mas cara, que potência, logo na primeira fiquei todo arrepiado, de tanta força!
Lindas, lindas m,esmo.
Beijos tchau
77 Monsores // 17/November/2007 às 14:28
Não interprete mal a divisão geográfica, Nat.
Quis dizer que alguns são geograficamente abastados. Nascem com facilidade ao conhecimento.
Imagine um esquimó, um índio ou um aborígene. Qualquer um tem a mesma capacidade de aprendizado que nós, mas sua localidade não facilita seu desenvolvimento. Será isso bom ou ruim? Acho que nem eles sabem, já que a maioria vive alheio a todas essas nossas coisas.
Geograficamente privilegiados estamos nós, dentro do contexto da nossa conversa.
É o que quis dizer.
78 Monsores // 17/November/2007 às 14:29
Aborigine, por favor.
79 Nat // 17/November/2007 às 14:34
Monsores querido, você pode fazer uma divisão cultural, genética e até oportunista, mas nunca geográfica.
Tem gente que acredita que escolhemos estar no local onde estamos, seja Brasil, ou Somália.
As mentes promissoras, independente de onde estão, se adaptam às necessidades quase nulamente atendidas, e sobrevivem e se desenvolvem.
Existem comunidades no meio do nada que possuem seus guias espirituais, com sabedoria nata, gênios em outras muitas formas de interpretar o existencialismo que estamos discutindo aqui, muitas vezes superiores a nós.
Porque neste caso não há forma de comparação. A comparação muitas vezes exclui uma abordagem mais crítica da situação, mas tem gente que tem a necessidade de comparar pra entender, não simplesmente aceitar.
80 Monsores // 17/November/2007 às 14:43
Nat,
Antes de mais nada, não sou a favor da comparação, mas ela é necessária. O fato de eu usar dela para tirar minhas próprias conclusões não faz com que eu não as aceite.
A relação não precisa ser excludente, pode ser complementar.
Dentro do nosso contexto de vida, de conhecimento, de cultura, de base de dados, esse contexto que estamos aqui compartilhando, tais civilizações, se desenvolvidas ou não, não possuem acesso. Somos abastados geograficamente quando, por escolha, podemos navegar entre as culturas, a maioria delas que quiseremos. O fato de você saber a hierarquia dos deus da mitologia de uma aldeia na África comprova isso. O contrário é mais difícil de acontecer.
Isso não nos torna donos da verdade, tampouco mais ricos em conhecimento do que ninguem, mas nos dá possibilidade de escolha. Por essa possibilidade de escolha, nos considero mais abastados geograficamente.
Se isso é justo, certo ou injusto, nunca saberei.
81 Dom Casmurro Patriarca // 17/November/2007 às 14:46
Fred,
concordo que boa parte da cultura oriental é bastante epicurista, no bom sentido , é claro, não no sentido da má interpretação.
Vou dar um passeio com a patroa.
Até mais gente.
82 HRP Mané Reloaded // 17/November/2007 às 14:46
Nat…a espiritualidade define tudo….e a principal maneira de nos elevarmos é ajudar aos mais abaixo…para que evoluam como nós(EMPIRICAMENTE…ALGUÉM…SINTO MUITO…ESTOU longe dessa condição…infelizmente)…ai ai.
A tarde aqui está linda e vou passear..pelo mato….
83 Nat // 17/November/2007 às 14:54
Monsores, a comparação pode ser complementar, mas nunca será assim, se for desta maneira. A partir do momento em que você se considera mais abastado por ter o poder da escolha, você já está olhando o outro, através da comparação, como um ser inferior.
Esta visão etnocentrista da vida é muito confortável, mas um pouco preconceituosa, mesmo sendo atenuada pelo fato de que você só se julga abastado porque conhece a vida deles, e eles não a sua. De fato, nem posso te julgar por isso, pois você não faz idéia de como é a vida deles, a não ser que se preocupe com isso agora e vá lá ver de perto. E, neste ponto, estamos iguais, porque falo sem ter ido lá (seja onde for este lá).
Mas não pense assim, porque eles provavelmente acham que você é tão inferior a eles por viver num mundo onde as escolhas são inúmeras e imensas, onde todos se preocupam em observar, analisar, comparar e criticar o modo de vida dos outros, sem questionar se eles são felizes, e sábios, desse jeito.
84 Monsores // 17/November/2007 às 15:11
Nat,
Então você me entendeu. Para isso, inclusive usou de comparação. Os inferiores e superiores daqui e os inferiores e superiores de lá (seja lá onde for).
Ainda assim, aos meus olhos, dentro do nosso contexto de existencialismo estamos mais abastados geograficamente do que eles.
Estudei etnias, e é uma das coisas que mais gosto de estudar. Culturas e religiões diferentes também. Estudei pouco, muito pouco. Mas foi o suficiente para eu considerar o cristianismo, autoritário, por exemplo.
Explico: Há uma tribo que pensa que Deus criou o cachorro primeiro que o homem, e o cachorro, para essa tribo, é sagrado. Deus só criou o homem porque temos a capacidade de sorrir, e com isso, podemos agradar o cão.
Há tribo que atribui a tarântula a propriedade de Deus. Há tribo que pensa que foi um casal de corvos que criou o mundo. Eles se encontraram na linha do equador, transaram e tudo nasceu. Há tribo que pensa que foi um grande pênis, o seu deus. (Esses machistas, provavelmente hehe).
Com que direito alguma religião se sente dona da verdade? Com a propriedade de quem estava bem localizado o suficiente para poder sair navegando por aí, matando e “evangelizando”? Com a ambição de que todos pensemos da mesma forma? Algumas dessas tribos já nem existem mais porque brigaram pelo que mais tinha valor para eles: sua cultura, conhecimento e seus dogmas religiosos.
O mesmo acontece com a cultura. Com a idéia. Com o pensamento. Eu nunca vou querer que ninguem concorde com meu ponto de vista simplesmente por tê-lo. Seja uma tribo, um irmão, ou você.
“Mas não pense assim, porque eles provavelmente acham que você é tão inferior a eles por viver num mundo onde as escolhas são inúmeras e imensas, onde todos se preocupam em observar, analisar, comparar e criticar o modo de vida dos outros, sem questionar se eles são felizes, e sábios, desse jeito.”
Quanto a esse último parágrafo, acho que você se confundiu. Em momento algum eu disse que eles são inferiores, ou menos felizes do que eu ou qualquer um que viva no mesmo contexto que eu. E não lembro de ter criticado o modo de vida de ninguém. Pelo pouco qu estudei sobre alguns desses povos de lá, de alguns tenho até inveja.
Era isso. Desculpe desviar do foco ao mencionar a religião, mas a expansão marítima européia ilustra, de determinado prisma, o que quis dizer com Geografia privilegiada.
85 Nat // 17/November/2007 às 15:23
Ok, acho que fui mais além do que você disse. A possibilidade de escolha pra mim é algo tão imprescindível (toda vez que eu vou escrever uma palavra agora eu penso no Abstrato hehehe), que posso ter te julgado por mim, e achado que você seria capaz de achá-los mais infelizes pela falta de escolha. Eu já pensei assim, e muito, não nego.
É difícil para todo mundo que tem a possibilidade de estudar sobre outros povos, tem a liberdade de discutir sobre isso, e de escolher o que pensar, imaginar que existam pessoas que não o fazem, por opção, ou por simples inexistência de questionamentos a respeito disso.
Acho que essa geografia privilegiada só me angustia quando entramos na difícil percepção da nossa própria geografia. É muito mais difícil para mim aceitar que existem milhões de pessoas ao meu lado que não têm acesso às liberdades que eu, e, por coexistirem nessa geografia privilegiada, devem ter tantos anseios quanto os meus, mas não têm onde encontrar uma resposta.
Por isso prefiro não generalizar nada, a não ser certa distinção cultural, genética ou oportunista. O privilégio geográfico pode ser coisa de acaso, ou destino, mas o acesso à cultura deveria ser sem distinção territorial.
86 Monsores // 17/November/2007 às 15:28
Natália, querida.
Chegamos a um consenso, creio.
Adicionamos, não?
Volto a dizer, sinto falta dessas conversas no blog, ultimamente.
87 Nat // 17/November/2007 às 15:33
Eu quis dizer o acesso à cultura dos que anseiam tê-lo.
88 Gwyn // 17/November/2007 às 15:47
Nat e Monsores ..
estou a horas lendo o que estao debatendo, e estou adorando, e muito bom poder questionar nossas verdades dessa forma.
Posso ter entendido errado, e me perdoem se o fiz, concordo com a Nat quando ela fala ..”Existem comunidades no meio do nada que possuem seus guias espirituais, com sabedoria nata, gênios em outras muitas formas de interpretar o existencialismo que estamos discutindo aqui, muitas vezes superiores a nós.”
Com razao existem culturas , que mesmo sem essa possibilidade de escolhas, como diz o Monsores, sao capazes de encontrar verdades para sua existencia como nos. Sao genios sem esse privilegio
Eles nao sao superiores a nos, somente diferentes na forma de ver e interpretar o mundo que vivem.
Nat, eu acredito que a Vida da a todos instrumentos, seja a possibilidade de escolhas, seja o acesso a cultura ou outras formas que possibilite a todos chegarmos a um mesmo fim, a uma mesma conclusao.
Agora, para podermos ter a sensibilidade de compreender isso, teriamos que conseguir “ser” “estar” e “viver essas diversas e diferentes culturas que temos acesso e conhecimento, o que acredito ser humanamente impossivel. So podemos observar, comparar, analisar atraves do nossos “olhos”. E nao atraves do ser e pertencer…
89 Nat // 17/November/2007 às 15:53
Disse bem, Gwin. É a síntese do que queríamos discutir aqui.
90 Monsores // 17/November/2007 às 15:55
Gwyn, querida.
Bom ver-te por aqui. E obrigado pela contribuição.
Foi providencial :)
Como andas?
91 Gwyn // 17/November/2007 às 15:57
Nat,
“…Eu quis dizer o acesso à cultura dos que anseiam tê-lo.”
Para voce, para seus olhos e seus anseios ter acesso a cultura e a diversidade e conhecimento das escolhas seja essencial para o que voce busca.
Para uma outra pessoa, uma outra cultura o que buscam nao necessariamente precise do acesso a essa cultura, mas alguma outra coisa.
Para esses outros talvez cultura, e escolhas demais tirem o foco da busca..
92 Gwyn // 17/November/2007 às 15:59
Nat,
Fico feliz por saber que minha interpretacao de texto ainda esta “valida”..rsrsrsrs.
Estou aqui lendo voces e na verdade deveria estar me preparando para ir trabalhar…adorei !!
93 Gwyn // 17/November/2007 às 16:01
Monsores…
Voce e um amor…
Eu estou bem, ainda me restabelecendo do choque cultural…por mais anos que eu viva nesse vai e volta ainda nao aprendi a “absorve-lo” harmonicamente..rsrs..
Ah! desculpas e minha intromissao…
94 Monsores // 17/November/2007 às 16:04
ô Patrícia, imagino que deva ser difícil ficar indo e vindo mesmo. Os contrastes são sempre chocantes, não?
No seu caso não foi intromissão, foi contribuição mesmo.
Trouxe mais coerência a coisa. :)
95 Gwyn // 17/November/2007 às 16:06
..nao aguentei ficar lendo sem dar palpite…
um beijo grande para voces, a troca de ideias de voces valeu o dia de hoje …
96 Nat // 17/November/2007 às 16:07
Gwyn, estava apenas comentando com o Monsores, que esse privilégio geográfico dele contém uma série de distorções dentro dele mesmo. Então, não estava me referindo à outra cultura com anseios aos acessos culturais, mas à nossa própria, que é tão desigual nesta distribuição.
E não foi intromissão, que isso… É uma discussão que deve ter vários interlocutores…
97 Gwyn // 17/November/2007 às 16:10
Andre,
Voce nao imgina o choque que e, acho que nem eu mesma permito-me ter consciencia do tamanho…
Como eu disse num comentario anterior, uma mistura imensa de sentimentos..acho que o maior deles e o de impotencia..e o questionamento..” PORQUE??”..
agora tenho que ir…estou super atrazada..
um beijao
98 Gwyn // 17/November/2007 às 16:16
Nat,
“Então, não estava me referindo à outra cultura com anseios aos acessos culturais, mas à nossa própria, que é tão desigual nesta distribuição.”
Voce sintetizou em palavras o que eu falei de “impotencia” e do “porque??” do meu choque cultural.
Eu sou uma otimista e nao acredito que a Vida seja madastra, portanto o que falei sobre outras culturas, acredito que podemos tambem inserir a mesma visao para a nossa tao desigual distribuicao a acessos culturais..os seus anseios nao necessariamente sao de todos..
Mas, vou ter que concordar com voce se voce me dizer que, mesmo que os anseios nao sejam iguais, todos temos que ter as mesmas oportunidades…e nao e bem o que acontece…
99 Gwyn // 17/November/2007 às 16:17
Agora fui mesmo….
Tchau !!! ate mais tarde…
100 Ana Pulg // 17/November/2007 às 16:47
Monsores,
“Sou um eterno entusiasta no ser humano. Creio que mentes são sempre promissores, desde que geograficamente privilegiadas e bem conduzidas.”
Concordo que o espaço pode privilegiar mas não é determinante, porque uma mente pode ser promissora em qualquer tempo e lugar.
Teríamos ainda que chegar a um consenso sobre promissora.
Abraço
101 Ana Pulg // 17/November/2007 às 17:09
Tudo tem seu tempo. Tem tempo de chupeta, de rasuras, de canções de roda, do bambolê, da paquera, de crises existenciais, do casamento, de criar filhos, de produzir e também de envelhecer. Só pelos quarenta pararei de correr contra o tempo. Sempre havia algo que estaria perdendo, algo que me consumia. Tinha que por o pé na estrada e buscar incessantemente.
Certa vez, num camping, copie uma frase que estava gravada por lá, que falava sobre o tempo: passado, presente e futuro
“Ao amanhecer, todas as confusões de ontem são coisas do passado. Hoje, inicia-se um novo dia que nunca existiu…”
E isso é muito bom. Podemos escolher se neste novo dia carregamos conosco as confusões do passado ou não.
A vida é bela. O dia está lindo!
102 Fred Schmidt // 17/November/2007 às 17:10
Rocinha voltei
Boa tarde a todos
Ana
O que eu entendi que o Monsores disse, é que existem lugares, economicamente mais desenvolvidos em que em se tendo mentes ativas ela podem evoluir mais rapidamente.
é isso ou viajei na maionese?
103 Monsores // 17/November/2007 às 17:18
Fred, é mais ou menos isso.
A discussão está em torno do que é evolução ou progresso. Se o que chamamos de progresso não é necessariamente o que os Aborigines chamam.
Chegamos num consenso quando entendemos que, independente de suas motivações de conhecimento, o mesmo acesso que temos, qualquer um deveria poder ter. Daí a desenvolver, vai de cada um.
104 Dino // 17/November/2007 às 17:34
Ana, como você disse há tempo para tudo, inclusive tempo para ficar velho e decrépito, enxergar mal, sofrer de demência e senilidade, Alzheimer e esclerose, não é natural ir ficando mais sábio, ao contrario é torturante. Deixamos de enxergar e não veremos nossas rugas, ficamos dementes e não percebemos a eminência da morte, é assim que é natural, é para isso que somos feitos, quando contrariamos as leis naturais, exercitando corpo e mente se negando a envelhecer, deparamos com a tristeza do fim consciente, não sei se é tão bom assim… Já tive caso na minha família.
105 Fred Schmidt // 17/November/2007 às 17:35
Monsores
palavras, confundem a gente.
Se progresso fosse evolução a Terra não estaria dando estes achaques, causado pelo aquecimento global.
Não necessariamente o progresso é uma evolução, mas a evolução com certeza é progresso.
Monsores:
Uso a filosofia como forma de obtenção de minhas próprias matizes. Uso a ciência como mediadora das minhas escolhas. Ignoro a religião, mas respeito a criatividade da fé. E o poder que a fé pode trazer a quem a tem.
não sei se vc tomou a religião católica como exemplo maior.
Foi totalmente desvirtuada.
Jesus era comunista sim. Cara legal.
Depois que Constantino tornou o cristianismo religião de Roma, ela acabou.
106 Monsores // 17/November/2007 às 17:37
Fred,
Nesse ponto sou bem ateu mesmo. Falo de qualquer religião. Tenho uma antipatia bem grande pela católica, mas não me identifico com nenhuma mesmo.
Pelo menos hoje. Talvez isso mude um dia. Não sei. Acho difícil.
107 Fred Schmidt // 17/November/2007 às 17:42
Monsores
A poucoi tempo descobri que sou Deista.
Mas por experiência própria, era ateu.
Se Deus é astronauta ou outro ser, não faz para mim a menor diferença.
O que importa são os conceitos estabelecidos, na cristã por Jesus.
É produto da minha vivência. Caso particular.
108 Fred Schmidt // 17/November/2007 às 17:45
Monsores
O homem conseguiu desvirtuar o Bíblia tanto o entendimento da Bíblia, que não sei se rio, ou se me acho uma besta.
Vou fazer uma coletânea de casos pra te passar.
109 Fred Schmidt // 17/November/2007 às 17:48
Monsores
Vou tirar uma soneca, que o sangue ta todo no abdome.
Nos vemos mais tarde
Abraços
110 Monsores // 17/November/2007 às 17:49
Abraços, caro Fred.
Espero a coletanea.
111 Tia // 17/November/2007 às 17:52
No esquenta
Gilberto Gil
Não me iludo
Tudo permanecerá
Do jeito que tem sido
Transcorrendo
Transformando
Tempo e espaço navegando
Todos os sentidos…
Pães de Açúcar
Corcovados
Fustigados pela chuva
E pelo eterno vento…
Água mole
Pedra dura
Tanto bate
Que não restará
Nem pensamento…
Tempo Rei!
Oh Tempo Rei!
Oh Tempo Rei!
Transformai
As velhas formas do viver
Ensinai-me
Oh Pai!
O que eu, ainda não sei
Mãe Senhora do PerpétuoSocorrei!…Pensamento!
Mesmo o fundamento
Singular do ser humano
De um momento, para o outro
Poderá não mais fundar
Nem gregos, nem baianos…
Mães zelosas
Pais corujas
Sejam como as águas
De repente ficam sujas…
Não se iludam
Não me iludo
Tudo agora mesmo
Pode estar por um segundo…
Tempo Rei!
Oh Tempo Rei!
Oh Tempo Rei!
Transformai
As velhas formas do viver
Ensinai-me
Oh Pai!
O que eu, ainda não sei
Mãe Senhora do Perpétuo
Socorrei!…
112 Ana Pulg // 17/November/2007 às 18:46
Bem Dino, não acho bom um fim, e muito menos com a tristeza do fim, consciente.
Lamento a morte, mas ela existe. Então, enquanto ela não vem, quem sabe vivamos de maneira mais suave, como se deslizássemos, ao invés de ir socando tudo e por tudo?
Podemos escolher a vida que queremos ter. Os mais velhos tem essa sensibilidade mais aguçada, até porque já experimentaram muitas perdas. Taí o Ginsberg dizendo : -Já estou vivendo essas pequenas mortes.
113 Nat // 17/November/2007 às 19:02
Grinsberg morreu de câncer de próstata, aos 70 anos.
114 Nat // 17/November/2007 às 19:03
Como me disse um amigo agora há pouco, que também frequenta este blog mas não tem paciência pra comentar, a percepção da velhice pra quem, constatadamente, sabe que vai morrer, é outra…
115 Ana Pulg // 17/November/2007 às 19:07
Nat, li os poemas de tua mãe. Resgatá-los com tanta vida, deve ter sido de certa forma alentador.
Beijo.
116 Nat // 17/November/2007 às 19:12
É, Ana, foi sim. Na verdade eu até sabia que ela escrevia, mas ela nunca me deixou ler absolutamente nada. Até que, depois da morte dela, naquela coisa chata de arrumar as coisas, achei esse caderno, que ainda não publiquei todo no blog, e muitas outros escritos perdidos por aí.
117 Mr X // 17/November/2007 às 19:48
Poetas beat, não tenho muito mais paciência pra isso não…
A única coisa boa da velhice deve ser a perda do desejo sexual (já que você não tem mesmo mais condições pra seduzir ninguém), e a perda do apetite (já que você não pode comer tudo o que quer mesmo.
Por outro lado, na velhice se é em geral mais sereno do que na ansiosa juventude. A não ser que você seja um velho ranzinza, mas aí são outros 500.
Falando nisso, quer dizer, mudando completamente de assunto, alguém sabe o nome dessa deusa orelhuda que aparece de vez em quando no banner do blog do PD?
118 Deise Guelfi // 17/November/2007 às 20:17
O que realmente me incomoda neste assunto é que o corpo já não acompanha os anseios. Sinto viva, plena, no melhor momento, e o corpo… falha…
Mr. X,
Lembra-se de mim?
119 Mr X // 17/November/2007 às 20:28
Deise! Tudo bem? Quanto tempo… Estão voltando todos os colegas dos velhos tempos do PD? :-)
120 Brancaleone // 17/November/2007 às 22:49
Êêêtcha!!!
Nada pior no mundo que poeta velho. É o pior tipo de velho, pior até mesmo que alzhaimer.
O cara finalmente descobriu que perdeu a melhor parte de sua vida escrevendo asneiras, chatices inomináveis e agora não tem jeito. Tá banguela, ruim das tripas e a única coisa que sobe é a pressão e a única coisa que endurece é a coluna…
Bem feito, quem mandou ser poeta. ~Eta gentinha pentelha!!!
121 Brancaleone // 17/November/2007 às 22:53
Num guento gente que não sabe envelhecer.
Tem gente que quer ficar com 25 anos por toda a eternidade, ocupando espaço e aporrinhando os outros.
Tô cum 47. Já não faço as mesmas trilhas, já não fico acordado uma noite inteira. Acampar na beira do rio já incomoda.
Tô cum filho de 21, uma filha de 10 e uma outra de um ano (agora, dia 19/11). Já fiz minha parte. Quero é continuar envelhecendo e deixando cada vez mais espaço para eles e espero nunca vir a ser um saco, uma mala ou um fardo para eles. Que a morte me seja rápida!
122 Extremista de Centro // 17/November/2007 às 23:15
Acredito, veementemente, que não seja nem uma coisa nem a outra. Muito pelo contrário.
123 Mari Nassif Xavier // 18/November/2007 às 1:53
Olá, despertador de questões curiosas. Gostei do blog, incluí nos meus FOP’s, e aproveito pra pedir desculpas pelas conjecturações de uma rebelde profissional.
beijo,
MX
124 Deise Guelfi // 18/November/2007 às 3:04
Pois é, Mr. X. Alguns ainda mantenho contato. É bom falar contigo de novo. Continua polêmico? :)
125 Pax // 18/November/2007 às 8:26
Imagina Deise, o desengonçado Mr X, enorme Mr X de 2,10 m de altura polêmico? Que nada, é um doce. Bom que você voltou.
126 HRP Mané Reloaded // 18/November/2007 às 10:23
Broncoleone….envelhecer tá…se entregar não…vejo que voce está cheio de sonhos e planos….mudam as atividades, mas é preciso continuar….curtir mas na base do “go ahead”!
Bom dia aos conhecidos, aos desconhecidos e a quem mais vier!
Tres filhos! que beleza…muita agua pra rolar!
127 Esprit de porc // 18/November/2007 às 12:42
Com esse orkut agora ninguém consegue esconder data de aniversário! :-)
Parabéns, Délsio (sou freqüentador de longa data, antes mesmo da era Mr X, Chesterton, Pax, etc. - desde os tempos da marco e da Deise Guelfi, só para ficar em dois exemplos)
128 Deise Guelfi // 18/November/2007 às 22:45
Esprit de porc
Revele-se, amado! Eu adoraria saber quem é!
129 marta // 22/November/2007 às 12:08
Kaddish é um poema maravilhoso e perturbador, prá quem quiser conferir. Eu acho que envelhecer é muito muito muito chato ( tenho 61 ). Preferia ter parado nos 32. Mas gosto de respirar…
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