Tem início a complicada eleição dos EUA
O evento mais importante do ano de 2008 está para começar: são as eleições norte-americanas. A imprensa brasileira e a de todo o mundo começa a ensaiar suas primeiras matérias aqui e ali – e não seria culpa de nenhum dos leitores imaginar que já é mais ou menos certo que teremos uma disputa entre Hillary Clinton, pelo Partido Democrata, e Rudolph Giuliani, pelo Republicano.
Não tão rápido.
A esta altura do ano, em 2003, tanto a revista Time quanto a Newsweek publicaram em suas capas o retrato do então governador de Vermont, Howard Dean, que era tido certo como o indicado pelos democratas à presidência. Foi o senador John Kerry quem disputou a campanha. Em finais de 1991, o jovem governador do estado sulista do Arkansas, Bill Clinton, era um desconhecido que tinha de lidar com um escândalo sexual que o envolvia com uma moça um tanto vulgar chamada Gennifer Flowers. Em novembro e dezembro de 91, Paul Tsongas, senador por Massachusetts, era o favorito, no topo de todas as pesquisas. Mesmo nos EUA, hoje, muito eleitor politizado sequer lembra quem foi Tsongas.
Não quer dizer, de forma alguma, que as pesquisas não sirvam de bússola. A esta altura do jogo, em 1979, nem o muito melhor preparado ex-diretor da CIA George H. Bush conseguiria derrotar o ex-governador da Califórnia Ronald Reagan. Reagan esteve no topo das pesquisas do dia em que anunciou que concorreria àquele no qual pôs os pés na Casa Branca. Era de um carisma inimaginável.
As lições das eleições passadas tampouco servem para nos guiar nesta. As regras estão mudando – e rápido. Para compreender isto, é preciso antes entender o que faz dos EUA a democracia madura mais complexa em funcionamento no lado de cá do mundo. Lá, o sistema realmente é federativo. Cada um dos 50 estados tem poder de fato – e autonomia. Não há uma eleição nacional. O que acontece são 50 eleições estaduais simultâneas seguindo regras próprias. Mas antes de haver a eleição de fato acontecem as pré-eleições, nas quais os partidos Democrata e Republicano de cada estado decidem quem indicarão para a Convenção Nacional.
Não é tão complicado: o partido em cada estado escolhe seu candidato. Cada estado tem um peso, que varia de acordo com sua população, e determina o número de delegados que envia para a Convenção Nacional. Cada delegação vota perante os convencionais reunidos. Quem tiver mais de 50% dos delegados disputa a eleição nacional.
Na maioria dos estados, estas pré-eleições são de fato eleições: os eleitores preenchem uma cédula, depositam na urna – votam. Em cada lugar, o que define os eleitores aptos a votar nestas eleições primárias muda. Nuns cantos é preciso ser registrado – ou afiliado – ao partido; noutros, é possível votar tanto nas primárias de um partido quanto nas de outro. Nuns terceiros, escolhe-se em qual primária partidária votará, mas não carece afiliação.
Ainda há os estados em que o processo de decidir o candidato não se dá numa eleição primária e sim num caucus. Em cada micro-região, os cidadãos se organizam numa escola, numa prefeitura – na praça pública – e saem discutindo. Ao final, levantam a mão até que uma decisão seja alcançada. Cada grupo destes informa seu indicado ao partido central do estado, quem leva mais votos ganha os delegados. Sim: nos caucus, a democracia alcança sua decisão à moda grega.
Tradicionalmente, a temporada eleitoral abriu sempre com o Iowa Caucus, em meados para finais de janeiro. Os candidatos a candidato passam dias – até semanas – em Iowa, conversando com as pessoas na rua, visitando certos restaurantes mais tradicionais, sendo questionados. Aos cidadãos de Iowa sempre sobrou este privilégio do contato direto. Daí, uns quinze dias depois, já fevereiro adentro, aconteciam as primeiras eleições primárias, em New Hampshire. Em 1991, Clinton ficou em terceiro em Iowa, num surpreendente segundo em New Hampshire. Só em março a temporada de primárias se acirrava, com uma atrás da outra, às vezes várias consecutivas. Há quatro anos, o favorito Howard Dean chegou num surpreendente terceiro em Iowa, soltou um grito televisionado estranho para seus cabos eleitorais e, de favorito, terminou com quase nada nas mãos no prazo de duas semanas.
Este tempo folgado entre Iowa e New Hampshire e todo o resto foi responsável por determinar o ritmo das primárias. Candidatos se fizeram, ganharam cheiro de que subiriam, ou se destruíram, entre Iowa e New Hampshire. Mas, em 2008, as coisas serão diferentes.
Vários estados estão antecipando suas primárias – e a situação está confusa. Iowa trouxe seu caucus para logo o dia 3 de janeiro – o ano virou e, sem descanso das festas, a temporada já começa. O secretário de Estado de New Hampshire ainda não anunciou a data de suas primárias. Acontece que Michigan quer realizar as suas no dia 15 de janeiro – pende decisão judicial, por ser anunciada esta semana, para decidir se conseguirá ou não. Se Michigan o fizer, New Hampshire deverá convocar seus eleitores lá pelo dia 8. E uma penca de estados importantes devem tomar decisões ainda em fevereiro.
Diminuindo o tempo de absorção e definição das tendências, estes estados querem aumentar sua importância na escolha dos candidatos. Mas o resultado é que o jogo estratégico muda. Talvez não permita que algumas candidaturas amadureçam; ou, pelo contrário, pode contribuir para uma não definição de candidato.
Sim: nada é tão simples. Se, passadas todas as primárias, nenhum candidato alcançar os 50% dos delegados, a Convenção Nacional – lá por junho – se inicia aberta. Os delegados votam, ninguém ganha; conversa-se muito nos corredores, nova votação vem. Candidatos inesperados podem se anunciar como nomes unificadores do partido – a confusão impera. No final de três dias, alguém sairá vencedor. Democracia direta em ação.
No campo democrata, Hillary Clinton tem franca vantagem no pleito nacional. Mas veja-se nas pesquisas locais de Iowa e New Hampshire e a equação não soa tão precisa. Nos números do Instituto Strategic Vision, ela tem 29% em Iowa, contra 27% de Barack Obama – empate técnico – e 20% de John Edwards; na pesquisa do New York Times, Clinton tem 25%, Edwards 23% e Obama, 22%. Não há nada de definido por lá. Na mesma pesquisa do New York Times, em New Hampshire, a senadora tem 37% de vantagem contra 22% de Obama e 9% de Edwards. Não há definição do quadro democrata. Se, até o início de janeiro, algum dos candidatos conseguir vantagem grande em Iowa, pode criar momento de virada para um segundo lugar encostado em New Hampshire e produzir o efeito Bill Clinton de 1991.
Para os republicanos, o jogo é ainda mais imprevisível. O ex-governador mórmon de Massachusetts Mitt Romney está com 30% contra 19% do governador Mike Huckabee, do Arkansas, 12% de Giuliani e 11% do senador John McCain. Por conta de suas mudanças de posição tão freqüentes, Romney vem apanhando tanto que, sugerem os analistas, deve perder posições até janeiro. Giuliani, embora tenha o carisma do prefeito solucionador de problemas de Nova York que enfrentou o Onze de Setembro, é tolerante demais com os costumes: pró-gays, pró-aborto, casamentos em excesso e um dia foi travestido para uma festa. É um pacote duro de engolir para a base conservadora dos republicanos. E, bem, Huckabee tem a vantagem de ser novo no jogo, pouco conhecido. Novidade, às vezes, eleitores gostam. Em New Hampshire, a pesquisa do Times coloca Romney com 34%, Giuliani e McCain empatados com 16%. Isto: o governador do Arkansas sequer aparece.
O calendário eleitoral está em aberto e ele, provavelmente, definirá o rumo que a primeira fase da eleição que decidirá o sucessor de George W. Bush tomará.
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“confetti na grève // 14/Novembro/2007 às 14:24
pd,
nao sei se vc tem visto : tenho sofrido assédio moral no seu blog….isso nao é crime ? faço o que ? choro, grito, xingo, paro de frequentar o blog ?”
Agora resta saber, depois da explicação do modelo, quais as posições desses candidatos sobre:
- Economia
- Saúde Pública
- Política Externa, principalmente guerras no Oriente Médio e combate ao terrorismo
- Aborto
- Casamento Gay
- Imigração
Me parecem os principais pontos que os americanos discutem no momento. Algum outro que tenha esquecido? Pode ser que sim, mas um quadro com a lista acima corrigida e mostrando essas posições de cada um seria bem apropriado no meu entender.
Go, go, go, Mitt!!!
:o)
Um mórmon na presidência, nada mau!
GOD BLESS AMERICA!!!
Hã…Hum… Eh… Bom dia, pessoal.
;-) :-P :-D
Sou mais o Giuliani.
No mais, não entendi Tsongas do artigo. Vou ler de novo, depois comento.
votaria nos republicanos por eliminação.
Al Gore, só pra provocar !
http://i45.photobucket.com/albums/f78/jonjayray/hilldeal-1.jpg
PD,
Eu nunca tinha realmente tentado entender como funcionavam as prévias das eleições americanas. Agora ficou claro. E esse tal caucus lembra mesmo a Ágora grega…
Uma pena que nesses muitos anos de história os acontecimentos (e certas figuras) tenham turvado um pouco os ideais de liberdade nos quais os EUA se fundamentaram. Mas ainda assim, é um lugar admirável - no que tange estes aspectos democráticos da vida…
Parabéns pelo respeito ao bom jornalismo que você demonstra diariamente neste ótimo (e mixuruca) blog. Continue - sempre haverá quem te faça companhia: e isso torna as coisas mais promissoras pro futuro.
Abraços.
Do lado republicano fico com o Mr X, com o Giuliani. Mas quero que os republicanos paguem pelos erros do Bush. Então, fico, de novo com meu Al Gore. Se não der, entre Obama e Clinton ainda não me decidi.
E preciso decidir rápido, as eleições americanas dependem dos meus comentários, claro.
erros de Bush?
http://article.nationalreview.com/?q=NmU5NDc4ZGFjZTUzNDAzYjZjNTAwNzc2ODkzYThlZTY=
Entre todos os democratas, penso que Hillary agüenta melhor o tranco e terá mais fôlego para o pleito nacional. O momento é bom para candidatas, por mais que a conversa sobre mulheres no poder seja sempre bem rasa, como se esquecesse que há toda uma máquina ao redor de qualquer presidente, fazendo com que este aja de maneira coerente com o aparato que o sustenta. Tanto que tenho dúvidas sobre uma mudança substancial na política externa norte-americana só porque o seu presidente vier a ser do sexo feminino. (Já foi falado algo sobre o assunto por aqui, creio.) Essa mudança se dará sobretudo por contraste com o atual governo, já que qualquer coisa será melhor do que a desastrada administração Bush para a imagem dos EUA no mundo…
Por outro lado, volto ao batido tema da tendência mais protecionisa dos democratas, o que pode prejudicar o Brasil em relação ao comércio exterior.
Ah, agora as perguntas idiotas, PD, sobre o que para este ignorante aqui ainda não ficou claro.
1) Quer dizer que o começo do processo só se dá dentro dos partidos, e dependendo do estado, o contingente da população que não estiver afiliado fica de fora?
2) Como os próprios delegados são escolhidos?
3) Depois que um candidato é escolhido, determinando assim os delegados correspondentes, li que estes não são obrigados a votar necessariamente nesse candidato, por mais que seja o que acontece na maioria das vezes. Então o meu voto inicial para um pode se transformar em voto para outro candidato?
4) Como os candidatos independentes participam desse processo?
“só porque o seu presidente pudesse vir a ser do sexo feminino”
(Mas ainda não estou certo sobre qual a melhor formulação da frase…)
Essa do Lula foi dose. Até pra mim.
“Só porque seu presidente possa ser uma mulher” … acho que simplifica no contexto que propuseste.
Valeu, Pax, achei melhor mesmo.
well…uma coisa fica clara. Nos EUA uma candidatura nasce e se fortalece do consenso.Claro que rolam interesses e “trocas”, mas a coisa é feita de uma maneira aberta, onde todo mundo vê e sabe quem está apoiando quem e porque está apoiando. Isso é ótimo pois delimita interesses e estabelece alianças sólidas. O jogo é aberto e a regra vale para todos.
Claro que a população participa e se envolve, cobrando de seus representantes uma posicionamento definitivo. Daí a vantagem do voto distrital (lá, são condados). Também lá existe a cultura do acompanhamento e cobrança do representante local através de grupos organizados de classes, profissões,etc.etc. Representante eleito que não cumpre suas promessas leva cartão vermelho. As vezes leva até coisa pior.
De tal forma que um candidato de determinado partido representa o conjunto de vários interesses e expectativas de várias regiões e grupos do país inteiro. A soma ponderada de pequenos interesses (as vezes até antagônicos entre si) é que vai construir e desenhar uma candidatura nacional.
Pode dar errado? Pode. Prá isso é que existe eleição a cada 4 anos.
Pensando bem, PD, a primeira pergunta que fiz é desnecessária. Candidatos são candidatos, e devem estar atrelados a partidos, como em qualquer canto, sendo escolhidos pelos seus filiados, ou então indicados. Em compensação, continuo sem saber como os tais candidatos independentes participam do pleito.
Tem resposta minha para o Delsio no post sobre o Gaynaldo.
Ótimo artigo, Pedro Doria. A ver certos comentários por aqui, até parece que tem muito brasileiro bem mais preocupado com esta eleiçao que os próprios americanos. Seja democrata ou republicano eleito em 2008, dá no mesmo. Muito pouco mudará na política interna ou externa americana.
Bonjour Confetti: “Assédio moral”??? Que papo é este? Aconselho parar de se queixar. Pega mal. Participe, comente, dê sua opiniao (até agora nao ví nada, ou muito pouco), argumente, ironize, provoque. Quero - queremos - conhecer suas idéias, c’est compris? Ça va?
Nao se importe com o Josef Mario, ele é um tremendo provocador, gozador e brincalhao. Gosta de espezinhar uns e outros por aqui, na brincadeira. No fundo é um bom sujeito que nao lhe quer mal algum. Muito pelo contrário, penso…
Bonne chance!
Ricardo Cabral: candidatos independentes podem ser afiliados a outros partidos – e, assim, são escolhidos por um processo similar, apenas em escala muito menor. Ou não precisam ser afiliados a partido nenhum. Para que se elejam, precisam de um número determinado de assinaturas em cada estado – varia de estado para estado – que lhes permita incluir seu nome na cédula. Não é difícil – é só caro demais tocar uma campanha nacional.
Meu preferido e’ o John Edwards. Acho mais solido, mais elegivel, e gosto das posicoes dele defendendo as classes media e baixa. Claro que vou votar no candidato que for escolhido nas primarias (qualquer dos tres democratas nessa corrida e’ melhor que um candidato republicano), mas acho que os democratas dificilmente ganham da maquina conservadora se o resultado for Hillary. Obama, maybe.
Quem é a máquina conservadora, o Schwarzenneger? :-D
Não voto em mulher.
Mulher é péssima administradora, e quando ela é da pra ser ruim é pior que homem.
Ainda acho que é cêdo para falar em eleição nos EUA, há muita água pra correr debaixo da ponte.
Meu, mó feriadaço desses, falar em política e esquentar a cachola, brigado, tô a fim não .
:-/
Pô, Theo, não sou de forma alguma politicamente correto mas… controla o machismo aí, vai?
Companheiro pedro doria
Eu, josef mario, devo dizer que ia concordar com o companheiro theo pela 1ª vez na vida mas este seu comentário 27 cortou o meu barato.
Muito obrigado.
Já eu sempre voto em mulher. Melhor ainda se for bonita, boazuda, bunduda, carinhosa - ah, aquelas beldades da Help! - e cheia da grana. Pra comprar o meu voto…
Boa parte do interesse dos brasileiros pela eleição americana vem da época da ditadura militar.
De um canalha como Nixon, um republicano, não se podia esperar nada, apenas apoio ao regime.
O democrata Jimmy Carter fez as pressões devidas e ajudou a apressar a distensão lenta e gradual.
Economicamente, achava-se que os republicanos representariam vantagens para o Brasil, vez que eram menos protecionistas e os produtos brasileiros entrariam nos EUA mais facilmente.
Hoje isso parece ser vã ilusão. A política econômica para o resto do mundo não tem muitas diferenças.
Que o digam os exportadores de laranja e os empresários siderúrgicos.
Ou seja, as americanas continuam sendo merecem toda atenção dos jornalistas, dos empresários e das pessoas comuns.
Mas o caminho das pedras está mesmo nas nossas eleições.
Bom, post, PD, bem resumido. Mas acho que o sistema americano é complexo demais para que se possa explicar em um simples post de blog.
Faltou você explicar como tem rolado briga entre os Estados americanos por causa das primárias. Porque as candidaturas amadurecem ao longo das primárias, mas o eleitorado de cada Estado americano é muito diferente, então, quanto antes forem as primárias de um Estado, mais influência tem este Estado no curso que será tomado pelos debates e na formação dos discursos dos candidatos.
Os eleitores republicanos da California (maior Estado) se preocupam com aquecimento global e temas semelhantes, mas como as primarias do Estado costumavam ser mais do meio para o fim (eu acho), o peso do Estado acabava sendo quase ignorado porque o bonde já estava andando e só lhe cabia o papel de decidir entre os primeiros na base do voto útil.
Foi por isso que muitos Estados começaram a antecipar suas primárias.
O que houve com a pré-candidatura de Fred Dalton Thompson? Ele apareceu um tempo atrás e depois não se falou mais disso… Alguém sabe?
Bom, ninguém me convence que as eleições americanas não são uma verdadeira bagunça. Basta lembrar da primeira eleição do w bush.
Claro que as eleições americanas são uma bagunça… mas é melhor uma eleição bagunçada como a dos EUA do que uma bem organizadinha como as do Iraque da época do Saddam…
Pelo menos as eleições deles são a mesma bagunça há mais de 200 anos… e as nossas, que a cada quatro anos são uma bagunça diferente?
Fabiano,
as nossas são uma bagunça diferente de 4 em e anos, mas tenho esperança de que as regras do jogo sejam estabilizadas. Afinal, o Campeonato Brasileiro não muda de regulamento há 5 anos, né mesmo?
[...] (A descrição exata deste processo de seleção dos candidatos, incluindo a diferença entre caucus e primárias, está num post anterior.) [...]
Ora, na medida em que só dois partidos decidem os candidatos através dos seus afiliados, onde está a democracia aí ? E para ficar digamos assim mais esclarecedor, de quantas pessoas estamos falando efetivamente, as votantes através de seus partidos ?
[...] apenas o André Kenji abordou o tema com mais atenção e propriedade. Previsão: Em breve o Pedro Doria ou o Reinaldo Azevedo (e, com eles, a Veja e o Estadão) começam a falar disso enquanto o resto da [...]
[...] houve por aqui um post sobre como funciona este período de escolha de candidatos nos EUA, incluindo a diferença entre primárias e [...]
[...] dois artigos escritos pelo jornalista Pedro Dória, do Estadão, em seu blog, que você pode achar aqui e aqui. Mas, explicando rapidamente, por enquanto eles brigam por um lugar na [...]
[...] Os interessados no pleito norte-americano podem entender seu complexo funcionamento através da explicação do jornalista Pedro [...]