A resposta do editor de internacional de Veja Diogo Schelp ao repórter especial da New Yorker Jon Lee Anderson foi publicada hoje por Reinaldo Azevedo em seu blog. Cá segue em tradução fornecida por ele próprio:
Caro Anderson,
Eu fiquei me perguntando, depois de lhe enviar um email pedindo (educadamente) uma entrevista, por que nunca recebi uma resposta sua. Agora sei que a mensagem deve ter-se perdido devido a algum programa antispam ou por qualquer outra questão tecnológica. Também não recebi sua ‘carta’ – talvez pelo mesmo problema. Tudo isso não tem a menor importância agora porque você resolveu o assunto valendo-se dos meios mais baixos – um email circular. O que lhe fez pensar que tinha o direito de tornar pública nossa correspondência, incluindo a mensagem em que eu (educadamente) pedia uma entrevista? Isso, caro Anderson, é antiético. Vindo de alguém que se diz um jornalista, é surpreendente. Você pode não gostar da reportagem que escrevi; ela pode ser boa ou ruim, bem-escrita ou não, editorializada ou não – mas não foi feita com os métodos antiéticos que você usa. Eu respeito a relação entre jornalistas e fontes. Você não. E mais: parece-me agora que você é daquele tipo de jornalista que tem medo de fazer uma ligação telefônica (assim são os maus jornalistas), já que tem meu cartão de visita e conhece meu número de telefone. Se você tinha algo a dizer sobre a reportagem — e já que sua mensagem não estava chegando a seu destino — poderia ter me ligado.
Eu não sei que tipo de imagem de si mesmo você quer criar (ou proteger) negando os fatos que o seu próprio livro mostra, mas está claro agora que é a de alguém sem ética. Você pode ficar certo de que não aparecerá mais nas páginas desta revista.
Sem mais,
Diogo Schelp
Anderson certamente estava a um telefonema de distância também – e o número da New Yorker não há de ser difícil de conseguir para um repórter de Veja. E Schelp quer inventar uma novidade profissional, o sigilo que a fonte deve ao repórter de não revelar jamais o que lhe foi pedido e perguntado.
Reinaldo Azevedo sugere que quem publicou a carta faz parte de ‘a canalha’. Este Weblog é a matriz, pois. Um dos argumentos é que, antes de publicá-la, não procurou ouvir de Schelp.
Publicar o que é público está na essência do jornalismo. A New Yorker é um dos dois únicos títulos tradicionais que crescem no mercado norte-americano, junto com a Economist. O motivo: credibilidade. Aquilo ali é um muro inabalável da qualidade jornalística, com uma história de quase um século e alguns dos maiores editores e autores de reportagens que passaram por esta profissão. Se um dos mais importantes repórteres de uma das mais importantes revistas do mundo acusa a qualidade da maior revista em circulação no Brasil, isto é notícia.
Houve, sim, quem tenha procurado Schelp e Veja ao longo do dia de ontem. Apenas editor e revista preferiram responder através de seu próprio veículo utilizando-se daquele encarregado de expressar a voz de Veja. É uma decisão de todo legítima. Sugerir que ninguém tentou ouvir sua versão é impreciso: assuma-se a escolha.
Azevedo – mas podem chamar pelo simpático Reinaldão – suspeita que quem divulgou a mensagem são os ‘adoradores de Che da imprensa brasileira’ e que blogs como este são ‘bloguinhos mixurucas’. Ele também afirma que a tradução deste blogueiro da carta de Anderson é petralha. O termo sempre me pareceu uma mistura de petista, do tipo ligado ao PT, com metralha – tipo os personagens Disney – ou canalha.
Não que ofenda, só que também é impreciso. Não voto no PT. Jamais trabalhei para o PT ou em governo ligado à esquerda. Meu encantamento com a figura do Che, que houve, passou lá com os 18 anos e não consigo encontrar adjetivos melhores para Fildel Castro e Hugo Chávez do que ditadores. Aliás, sim, tenho horror a qualquer governo que lida com o Congresso corrompendo-o. É que no mundo sem quaisquer nuances ideológicas de Azevedo, ou se está a favor dele ou se é ‘daquela laia’. Mas ser de imprensa é ser de oposição também à oposição.
(Mixuruca é indefensável. Mixuruca cá este Weblog é mesmo.)
Ele tem problemas com a tradução, vamos a elas. Accurate journalism, ele sugere, não é ‘jornalismo imparcial’. Ele prefere ‘cuidadoso’, ‘acurado’. Pois bem, sugiro até ‘preciso’ – acurado é termo de engenheiro. Mas lapso semântico de minha parte. Foi julgamento deste pobre tradutor amador que jornalismo cuidadoso e acurado é sempre imparcial. Imparcial não quer dizer que não possa chegar a conclusões; quer dizer que, para se chegar a conclusões, analisem-se tantos fatos e versões quanto possível. Se Azevedo tem problemas semânticos com a relação entre precisão e imparcialidade, ele há de estar certo. Aí ele reclama que flesh and blood não pode virar ‘pele e osso’. Vá. Tenho certeza de que pode pescar mais expressões mal traduzidas. Há uma penca delas espalhadas neste Weblog.
A tradução é precisa no sentido de que apresenta com clareza a intenção da crítica. Tenho certeza de que nenhum leitor teve dúvidas sobre o que pensa Jon Lee Anderson.
219 Comentários até agora ↓
1 Mr X // 14/November/2007 às 10:32
A implicância do Rei com a tradução achei bobagem, não mudava em nada o conteúdo do mail do Jon Lee, que era esse mesmo.
Mas a verdade é que o que todos suspeitavam era real: o tal Jon Lee revelou-se um otário vaidoso, que pelo jeito se acha o dono do Che… E isso de mandar circular por email é anti-ético pra cacete.
No mais, o Che vivo foi inútil, seu grande trabalho como propagandista do comunismo latinoamericano ele realizou depois de morto. Aliás, dá pra argumentar que o grande herói do comunismo cubano é mesmo Alberto Korda, que fez a célebre foto e não ganhou um tostão. Che foi só um guerrilheiro falido.
2 Temujin // 14/November/2007 às 10:33
A cada dia que passa, a Veja se consolida como a versão escrita do Cidade Alerta.
Importante é fazer barulho.
3 confetti na grève // 14/November/2007 às 10:38
mrx, guerrilheiro falido é o caray !
4 JW // 14/November/2007 às 10:39
“Eu respeito a relação entre jornalistas e fontes. Você não.“….não sou jornalista, mas no caso “a fonte” não seria o Anderson e “o jornalista” o Schelp? Uma pessoa procurada por um jornalista não pode falar sobre o que lhe foi inquirido? Não sairia na matéria, de qualquer forma?
Confesso que as vezes tenho uma visão meio “futebolística” com relação à questões ideológicas, de torcida mesmo. Mas uma coisa sou eu, um desconhecido, ser tendencioso e falar descalabros por mero gosto pessoal e outra é a revista de maior tiragem do País escrever o que quer sem se preocupar minimamente com a imparcialidade como a Veja vem fazendo há anos.
Aliás, em se tratando da Veja, torço sempre contra…
5 Dhian // 14/November/2007 às 10:43
Para os que tiveram estômago para ler a reportagem da Veja, ficou claro que se trata de um conjunto de declarações virulentas e truculentas contra quem não pode mais se defender. ChÊ não foi santo ou heróico em todos seus atos. Apesar disso, sua imagem circula o mundo e foi ícone de uma geração.
Mais importante que isso é olhar para o que significa a Veja atualmente. Tornou-se um reduto de rancorosos fascistas disfarçados de liberais. Dirige-se a classe média conservadora e pseudo-intelectualizada e reacionária. Triste de um país aquilo como revista mais vendida.
6 Mr X // 14/November/2007 às 10:50
Confetti,
O Che falhou na África, falhou na Bolívia, todos os seus “focos revolucionários” deram errado… Só em Cuba a revolução tomou o poder, mas quem saiu lucrando foi o Fidel. O Che fez seu maior trabalho como mártir, é isso mesmo, ele é o Jesus Cristo dos revolucionários ateus…
Tomo a liberdade de reproduzir aqui cópia de um comentário anônimo lá do blog do R.A., que diz tudo:
A reação histérica à desmistificação de um dos santos da igreja comunista - o Che- é, guardadas as proporções, a mesma do fanatismo religioso ante aos famosos “Versos Satânicos”. O marxismo - na origem,pretensamente uma “ciência” social -, à medida que, humilhado e vencido pela lógica e pelos fatos históricos, foi se tornando cada vez mais uma crença dogmática sustentada pelo fanatismo religioso de seus remanescentes fiéis.
Marx, que criticou o cristianismo e as crenças religiosas, irônica e involuntariamente apenas criou uma nova religião em substituição àquelas do cristianismo. Só que uma religião secular, sujeita, assim, ao contraste dos fatos e da realidade - aos quais não teve como resistir.
Diferentemente das verdades científicas - que precisam de fatos e comprovação de suas teses-, as crenças dogmáticas não sobrevivem sem o reforço imprescindível de ídolos, gurus, santos e salvadores da pátria.Neste sentido, desmistificar um ídolo religioso pode ser uma ofensa muito mais grave do que contestar o próprio dogma- pois este é, por definição, “indiscutível”. Deve ser por isso que se diz que “discutir com bêbados e fanáticos religiosos é perder tempo”.
7 Saladino // 14/November/2007 às 11:07
“Você pode ficar certo de que não aparecerá mais nas páginas desta revista.”
Esse é meu trecho favorito. Muito audácia da pilombeta! Tadinho do John Lee Anderson: nunca mais vai aparecer nas páginas da Veja…
8 confetti na grève // 14/November/2007 às 11:08
reinaldo quem ?
9 Mr X // 14/November/2007 às 11:08
E digo mais, porque não se poderia fazer uma reportagem falando apenas mal do Che? Há centenas de matérias exclusivamente elogiosas em Caros Amigos, etc. O que a VEJA se propôs foi a mostrar o “lado escuro” do Che, muito menos divulgado. Questão de escolha. Não li a reportagem, mas acho que estava mais do que na hora de fazer isso mesmo, uma reportagem só jogando lama no Che. Tem que desmistificar mesmo. Chega de camiseta e calendário desse revolucionáro de araque!
Foi o que irritou os que idolatram a figura mítica do Che…
Fora no caso do Anderson, que, além de despeito pela revista não ter seguido o roteiro do seu livro, acho que foi mais vaidade ferida mesmo.
10 Pax // 14/November/2007 às 11:12
Reinaldo Azevedo? Veja de hoje? Bem, vamos falar de gente e revistas sérias ou perder tempo com bobagens?
Reinaldo Azevedo é bobo da corte que perdeu o poder. Fala algumas verdades? E oculta as que não lhe interessa também. A principal é que os que ele defende são corruptos. E as verdades que fala, e fala mesmo, fala com uma histeria que Freud conheceu bem ao tratar Bertha Pappenheim, chamada de “Anna O.” E essa histeria o desqualifica.
Há quem goste, claro. Há quem ache que a oposição é melhor que a situação, claro. Há quem ache que seu corrupto é melhor que o do outro, claro. Reinaldo Azevedo defende seus corruptos. E, por isso, é um corrupto.
Não há linhas e partidos políticos no país que não sejam corruptos. Não dá pra atirar pedras tendo-se telhados de vidro. E telhados do Reinaldo Azevedo são bastante suspeitos. Tadinho.
Mas é fácil, é só fazer como faço, passo batido. Não gosto de frangas histéricas. Não leio a Veja. Mainardis e Reinaldos não são leituras sérias. Leituras que me merecem.
11 Éd Lascar // 14/November/2007 às 11:13
Pedro Dória:
“Anderson certamente estava a um telefonema de distância também – e o número da New Yorker não há de ser difícil de conseguir para um repórter de Veja. E Schelp quer inventar uma novidade profissional, o sigilo que a fonte deve ao repórter de não revelar jamais o que lhe foi pedido e perguntado”
Não foi isso que Schelp reclamou e sim que Andersen publicou um email particular de tratativas para uma entrevista . Não é legal, é grosseiro da parte de Andersen.
Abs.
12 Rodrigo Eduardo Silva // 14/November/2007 às 11:14
Caro Pedro,
Boa matéria. Melhor porque através dela descobri seu WEBBLOG, que pela precisão e elegância do texto já adicionei aos meus favoritos. N ão tenho a menor credencial para indicar o que é ético ou não no mundo jornalístico de vocês. Mas sei que seu texto parece o mais próximo dessa palavrinha tão citada e vulgarizada. Parabéns. Seu novo e cativo leitor, Rodrigo.
13 Éd Lascar // 14/November/2007 às 11:15
Pedro Dória:
“Reinaldo Azevedo sugere que quem publicou a carta faz parte de ‘a canalha’. Este Weblog é a matriz, pois. Um dos argumentos é que, ..”
Pedê, isto não quer dizer que a “canalha” não tenha usado o texto como arma. E vemos que usou.
14 Éd Lascar // 14/November/2007 às 11:17
Putz Grila!!!
Pedro Dória:
“Houve, sim, quem tenha procurado Schelp e Veja ao longo do dia de ontem. Apenas editor e revista preferiram responder através de seu próprio veículo utilizando-se daquele encarregado de expressar a voz de Veja. É uma decisão de todo legítima. Sugerir que ninguém tentou ouvir sua versão é impreciso: assuma-se a escolha.”
Caraco, está lá no RA: Ele, mesmo trabalhando na Veja, só conseguiu falar com o Diogo Schelp à noite, depois de ínúmeras tentativas!
15 Leo Oliveira // 14/November/2007 às 11:20
Hahaha, “mixuruca” é sensacional.
Faz tempo que eu não via, ou lia, alguém ofendendo o outro chamando de mixuruca!!
16 proftel // 14/November/2007 às 11:20
Putz!
Meu, o “Reinaldão” falar que o pedaço aqui é um “bloguinho mixuruca”, pô, tá doendo no calo dele né?
Será que a audiência dele vem caindo?
Por que será heim?
kkkk rsrsrsrs
:-)
Desculpe usar parte do seu nick Éd mas, o tal de “Reinaldão” se laskou dessa vez.
17 Éd Lascar // 14/November/2007 às 11:20
“Não que ofenda, só que também é impreciso. Não voto no PT. Jamais trabalhei para o PT ou em governo ligado à esquerda. Meu encantamento com a figura do Che, que houve, passou lá com os 18 anos e não consigo encontrar adjetivos melhores para Fildel Castro e Hugo Chávez do que ditadores.”
Pedro Dória, o RA -para desdouro do mesmo- nem sabe que foi você o autor da tradução e que detonou tudo isto.
Seria uma “briga” boa, ams que eu nem quero que aconteça. Gosto muito dos dois.
:o)
18 Éd Lascar // 14/November/2007 às 11:22
Quanto a tradução:
Bobagem do RA. Ele é assim!
Abração, Pedrôôô!
19 Éd Lascar // 14/November/2007 às 11:24
Ô, Proftel, o RA não falava do Weblog, ao meu ver. Alguém mandou o texto -desconfio que tenha sido o Chestereton-Ahahahah……
Bom, eu não fui porque sei que iria emputecer o RA!
Ahahaahah…..
20 Luiz // 14/November/2007 às 11:25
Nós vamos continuar perdendo nosso tempo com “defunto ruim” ?
É melhor ignorar Tio Rei e seus Blue Caps …
21 Gaspar Frei // 14/November/2007 às 11:26
Detalhe que por duas vezes (Schelp para Anderson, Anônima para Schelp) o Reinaldo publica um email como modo de criticar exatamente aqueles que transformam emails particulares em públicos.
22 Éd Lascar // 14/November/2007 às 11:30
Pax.
“Reinaldo Azevedo é bobo da corte que perdeu o poder. Fala algumas verdades? E oculta as que não lhe interessa também. A principal é que os que ele defende são corruptos. E as verdades que fala, e fala mesmo, fala com uma histeria que Freud conheceu bem ao tratar Bertha Pappenheim, chamada de “Anna O.” E essa histeria o desqualifica.”
Que poder que Reinaldo Azevedo tinha, pelamordedeus?!!!!
Desconheço. Sua revista Primeira Leitura. Excelente, diga-se, terminou. Tinha uma tiragem limitadíssima. Ele não fez furdúncio por isso ter acontecido. Ficou na dele, abriu um bloguizinho tímido e…..FOI O MELHOR PRESENTE que o livre pensamento de qualidade recebeu na época! Trezentas vezes mais influente que uma simples revista elitista.(no bom sentido, claro)
Abs.
23 Éd Lascar // 14/November/2007 às 11:33
Ô, Gaspar Frei?! Lê a peça interira do Reinaldo, plííízze:
Lá está que Schelp com muita relutância cedeu O SEU PRÓPRIO email, e não o de Andersen!
Tks!
24 Ali // 14/November/2007 às 11:35
Queremos sangue, mete bronca PD………..
“Mixuruca é o caralho, meu nome agora é Pedro Dória, porra”
RA = Mister uruca = Zóio grande
# Rachel, beijo.
25 Éd Lascar // 14/November/2007 às 11:35
Pax:
“Há quem goste, claro. Há quem ache que a oposição é melhor que a situação, claro. Há quem ache que seu corrupto é melhor que o do outro, claro. Reinaldo Azevedo defende seus corruptos. E, por isso, é um corrupto.”
Pax, que corrupto que RA defende?! Nomes, por favor.
Abração!
26 Pax // 14/November/2007 às 11:36
Delsio, querido, você está com problemas de interpretação. Reinaldo Azevedo é o bobo da corte que perdeu o poder. Ele não é a corte. A corte foi, há uma nova no poder, tão corrupta quanto a antiga que se lambuzou como a de hoje se lambuza.
Bobos da corte são os palhaços que ficam fazendo palhaçadas para a corte rir. Sacou?
27 Éd Lascar // 14/November/2007 às 11:37
Pax,
“Mas é fácil, é só fazer como faço, passo batido. Não gosto de frangas histéricas. Não leio a Veja. Mainardis e Reinaldos não são leituras sérias. Leituras que me merecem.”
Pena, eles são bons.
‘Té!
28 Pax // 14/November/2007 às 11:39
São sim Delsio querido, são bons bobos da corte que perdeu o poder.
29 Éd Lascar // 14/November/2007 às 11:39
Sobre o #26.
Também aí -reconheço que me escapou- você está errado, Pax!
Ele é independente de todos os partidos. Pensa com suas próprias idéias. Estou cansado de ver ele bater no DEM e no PSDB. Quem o ouve mais é o PT, para desgraça dos dois primeiros.
:o)
30 Éd Lascar // 14/November/2007 às 11:40
Coisas da vida, choque de opiniões.
Para mim, Pax, são íntegros, combatem o mainstream que é petralha até a medula.
31 Éd Lascar // 14/November/2007 às 11:43
Esqueci de por a primeira frase entre aspas. Creio que é letra de música!
Estou musical hoje!
:o)
32 Te // 14/November/2007 às 11:44
“Você pode ficar certo de que não aparecerá mais nas páginas desta revista.”
Nooossa, quanta autoridade! Imagina o Anderson se lamentando “Eles falam de Big Brother mas não falam de mim, buááá!”
33 Luiz // 14/November/2007 às 11:45
Pax,
Que tal enforcar o último petista paulista nas tripas do último tucano paulista ?
Eles se merecem …
34 Éd Lascar // 14/November/2007 às 11:45
E quanto a pergunta do # 25, Pax?!
Tenho que sair para comprar água, se não eu vou morrer de sede no feriadão!
Volto à tarde.
35 Ésquilo // 14/November/2007 às 11:46
A Veja não consegue se defender sem passar mais vergonha ainda?
Se fazendo de vítima, inventando que fonte não pode falar nada sobre o jornalista que a contatou (mudou o lado da coisa toda?), fazendo beicinho e tirando o privilégio do sujeito de aparecer na Veja??
E o outro a atacar o tradutor então, ora, veja só a que ponto chegamos…
Ps.: Reportagem se não for imparcial é artigo/coluna.
36 Éd Lascar // 14/November/2007 às 11:47
Te,
(só mais essa)
ele é editor na Veja. Talvez quando saia , mude alguma coisa.
Autoridade , na revista, ele tem.
:o)
37 Andre Fucs // 14/November/2007 às 11:47
Pedro,
Qual o email o tal do Jon Lee utilizou para mandar os emails? Se for o do New Yorker ele pode solicitar a análise forense dos servidores deles e provar ou não o recebimento da mensagem pelo site de Veja. Nesse caso caberia à Veja provar que a mensagem não foi recebida.
Eu cá para nós tenho minhas dúvidas na versão da Veja e adoraria que o assunto fosse parar em um tribunal nos EUA onde as indenizações são mais gordinhas. :-)
[]s
38 Esprit de porc // 14/November/2007 às 11:48
Éd Lascar, como vc afirma que o Reinaldinho não sabia que o texto circulou aqui pelo weblog?
Quanto ao post, parabéns PD! Mete o pau nos babacas da Veja.
Quanto ao Anderson, coitado, vai ter que continuar a escrever para a New Yorker sabendo que jamais vai aparecer novamente na Veja. Deve estar muito triste…
39 Andre Fucs // 14/November/2007 às 11:49
Delsio,
Deixa de ser tiete. Quando eu morava em SP o nome disso era “pagar pau”, mas na terra onde eu nasci o nome disso é “pedir pra ser otário”. :P
40 Marcelo P. // 14/November/2007 às 11:52
Mixuruca?
Vamos pra briga, PD!
41 confetti na grève // 14/November/2007 às 11:52
dr andré às 3 da tarde é surpresa ! às 3 nao, as 12
:)
42 Pax // 14/November/2007 às 11:53
Delsio, pra completar e pintar minha opinião com mais realismo, fazendo do trocadilho todo uso que me permito, não leio Mino Carta nem Reinaldo Azevedo, nem Mainardi. Nem de um lado, nem de outro. Nem Veja nem Carta Capital.
Estão poluídos pro meu gosto. Seja de que lado forem. Prefiro, como disse o carioca flamenguista Pedro Doria, uma visão mais realista dos fatos, menos histérica como disse. Opinar sim, mas reafirmo meu ponto que a histeria desqualifica a opinião, mais que isso, produz opinião cega ou antolhada, tendenciosa e muitas das vezes maldosa e falsa.
Você gostar desses caras, RA e Mainardi, é um direito que cheguei até tomar tiro (não acertaram e na época corria bastante, e nada como um belo cagaço pra você se descobrir um velocista) para que todos tenhamos, pregando cartazes no centro do Rio de Janeiro. Sinta-se à vontade, mas me reserve o direito de filtrar o que acho ruim.
Abração Delsio !
43 Mr X // 14/November/2007 às 11:56
Ué André Fucs,
Tribunal porque? Agora é obrigatório citar o Anderson em toda reportagem sobre o Che? Eu, heim.
44 Pax // 14/November/2007 às 11:59
Caro Luiz (deolhonofato.blogspot.com),
“Que tal enforcar o último petista paulista nas tripas do último tucano paulista ?”
Se for no voto ou com os carapintadas na rua, conte comigo.
45 aiaiai // 14/November/2007 às 12:07
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Adorei a pendenga…A veja nem sempre foi a merda que é e, no futuro, pode vir a ser uma boa publicação novamente. Portanto, afora todas as bobagens que escreveu - tentando se defender do indefensável - menino Diogo naõ tem como ter certeza de que o Anderson nunca mais aparecerá em suas páginas.
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Como essa gente (jornalistas) se acha poderosa!!!
Valeu, novamente, PD. Cada dia adoro mais seu site mixuruca (adorei isso também kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk)
46 Ricardo Cabral // 14/November/2007 às 12:08
André Fucs, eu tava tentando encontrar uma palavra que definisse a atitude do caro Délsio, mas não encontrava. “Tiete”, com sua concomitante cegueira diante dos evidentes defeitos de seus ídolos, é perfeito para o caso!
47 Catatau // 14/November/2007 às 12:11
É típico do Reinaldo Azevedo e suas homenagens ao não-pensamento. Ele transforma o que estava em questão numa imputação ad hominem. Como se (1) estivesse em questão a tua tradução, e (2) refutar a tua tradução faz vinculá-la à esquerda, e ao próprio diálogo entre Veja e Anderson.
Sem contar a “qualidade” da escrita e dos nomes empregados pelo jornalista da Veja.
Mas vá lá, o cara costuma fazer dessas coisas mesmo. De “fora” do jornalismo tenho apenas a impressão de que a postura de Reinaldo Azevedo é uma das mais toscas que já vi. Como sou de fora, devo estar errado mesmo, e talvez haja alguma corrente jornalística que RA siga. E que corrente tosca!
48 Marcelo P. // 14/November/2007 às 12:14
Hilária a seção de comentários do RA:
“(…)como tive que trabalhar desde os 15 anos para ajudar a minha família, não me sobrou tempo para conhecer esse canalha com profundidade. Tal como os Beatles, que considero os pais da libertinagem, drogas etc.(…)”
49 Luiz // 14/November/2007 às 12:15
Pax,
Lógico que é na paz !!!
Ou quase …
50 Ricardo Cabral // 14/November/2007 às 12:15
Pax, me alinho às posições que vc tem em relação a todos os citados. Só confesso que ainda consigo encontrar alguma qualidade em muitos textos da Carta Capital — mesmo discordando de vários –, coisa que há tempos se tornou impossível na Veja…
Abs
51 Flavio Silveira // 14/November/2007 às 12:16
Gente, honestamente, discussão mais sem sentido. Quem é mesmo Reinaldo Azevedo? Ex editor de política da Folha, empresáio de mídia falido (por falar em veículos mixurucas, ele que sempre coloca vendas, circulação e número de acessos como os maiores comprovantes de qualidade de um veículo, qual era a tiragem da revistinha dele mesmo? 20 mil exemplares? E ela recebia verba do governo Alckmin?) Tá, o bloguinho dele (não estou falando de audiência) é muito lido, mas e daí? Tem muita gente nesse mundo que gosta de porcaria, acho que faz parte da condição humana.
52 Mr X // 14/November/2007 às 12:20
Gente, limitemo-nos aos fatos:
a) Não estamos, felizmente, em Cuba, a VEJA pode publicar o que quiser, não tem que pedir a permissão do Jon Anderson, aliás, poderia até nem ter citado o tal Anderson se quisesse, ou não ter respondido a ele.
b) O Jon Anderson tem todo o direito de discordar ou não gostar da matéria, e até de achar publicamente que sua versão é melhor. Não tem porque posar de vítima. Não é editor da VEJA e não decide o que se publica. Teria sido mais diplomático, no entanto, se mandasse o email de discordância para ser publicado na seção de cartas da revista, como normalmente se faz, ou apenas pessoalmente ao Diogo, em vez de fazer “corrente de email” pra se promover ou criticar a reportagem.
c) O que segue é uma briguinha de egos, “você não respondeu meu email”, “nunca recebi”. Seria interessante saber quem mandou e quem recebeu os emails sobre a entrevista, na verdade os dois podem estar mentindo.
53 confetti na grève // 14/November/2007 às 12:21
gritando na gritaria :
oi ricardo !! :)
54 Hugo Chávez // 14/November/2007 às 12:30
Che Guevara não é nada, olha o que fizeram comigo… http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI2062651-EI6584,00.html
55 Mr X // 14/November/2007 às 12:35
Aliás, parece que não é a primeira vez que o Jon Anderson tem um faniquito autoral:
O Jorge Castañeda, autor de uma outra biografia do Che, fez uma ótima palestra no Ciclo Fronteiras do Pensamento, em Porto Alegre. Mais tarde, Anderson também fez uma palestra no mesmo local, e deselegantemente tentou desqualificar o trabalho de Castañeda.
Pelo jeito, o tal Anderson se acha o dono de Guevara… “Se eu não autorizo, não pode!” Hahahaha.
56 Pax // 14/November/2007 às 12:36
Ricardo Cabral, mestre Ricardo,
Taí, tentarei mais uma vez, vou comprar alguma edição na banca. Depois te conto o que achei. Tenho lido a Piauí. Boa pra caramba. Comprei as três últimas e não me arrependi. Mas sou um absoluto infiel. Quando qualquer dessas revistas me enchem o saco, pulo fora rápido. Não assino mais nada, nem jornal nem revista. Gostava muito do Nomínimo e em especial do Weblog onde aprendo bastante. O Nomínimo se foi, mas aqui continua muito bom (que o carioca não nos leia e relaxe), com bons e variados artigos (posts), com bastante dinâmica e gente comentarista de todas as matizes, mas gente muito inteligente, que me faz estudar, exceto quando falam de RA e quetais.
Aqui, me sinto em casa, mesmo sabendo que minha participação é de um mixuruca comentarista de um mixuruca blog de um mixuruca carioca. Pior: flamenguista.
57 Ricardo Cabral // 14/November/2007 às 12:42
Mr. X, menos. Há uma distância enorme entre o peso da Veja e o da New Yorker, e não dá nem para comparar a estatura do Anderson em relação ao Schelp, chega a ser covardia.
E oi Confetti, beijo grande!
58 Do inglês capenga // 14/November/2007 às 12:43
Passarei ao largo da discussão.
O que me intriga é o Reinaldo Azevedo tentar desmoralizar a tradução, transcrevendo “ipsis literis” o e-mail do Schelp no site:
… “it seams now”: “seams”?
… “relly on”: “relly”?
59 rosa // 14/November/2007 às 12:48
Desde o outro post sobre essa história que eu quero perguntar:
alguem ai tem um site onde se possa ver uma foto do Schelp?
Explico: o Anderson é o maior gato. Por isso, por enquanto, eu estou do lado dele. Mas se o Schelp for bonitinho, além de ordinário (que isso a gente já sabe que ele é), pode ser que eu mude de opinião.
beijos a todos
com carinho
rosa
60 Mr X // 14/November/2007 às 13:04
Ricardo Cabral,
…e daí?
O Castañeda escreve na Newsweek, também foi desancado pelo tal Anderson, de quem eu jamais tinha ouvido falar e que parece ser mais um jornalista com complexo de superioridade… Continuo achando que a Veja tem o direito de escrever o que quiser.
Aqui uma resenha dos dois livros, que, no fundo, parecem ser até parecidos:
http://www.sigloxxi.org/Archivo/CHE-ES.HTM
O Reinaldo tem sim algumas implicâncias bestas, como esse negócio da tradução. E o Diogo Schlep podia ter passado um corretor automático no seu ingrês. Fora isso, ele tem razão.
61 Pax // 14/November/2007 às 13:05
Tive a pachorra de ler o blog do Reinaldo Azevedo.
Agora falo com mais propriedade. É histérico. Nada vale a pena. Mais engraçado são os comentaristas. Chamam-no de Rei. Eu gosto dessa história de Rei. Rei do Bacalhau em Sampa é ótimo. Rei do Futebol pro Pelé é apropriado. Rei da música pro Roberto Carlos também, apesar de não ser meu gosto musical. Agora temos o Rei, Rei da Histeria.
Pedro Doria, você quer ser o Rei dos Mixurucas?
62 Ronel // 14/November/2007 às 13:14
Quem vai ao Maraca ver o Mengão destruir o Atlético-PR? A Torcida Jovem tem uma bandeira com a imagem do Che. Para os guevaristas. Temos também uma bandeira da Inglaterra, para os conservadores.
63 Carolina // 14/November/2007 às 13:25
O apelo à ética funciona em toda e qualquer situação. Afinal, ética não é universal, mas, antes, um conjunto de valores que cada um (pessoa ou grupo) toma/estabelece para si.
Quando Diogo Schelp diz que abrir uma troca de e-mails na internet é antiético, ele o faz porque esta ação o prejudicou; se o tivesse beneficiado, jamais poria a tal “ética” no meio disso tudo.
De que ética está falando? Da jornalística, segundo a qual é permitida e incentivada uma série de conchavos e acordos nos bastidores?
Fazer circular um e-mail que revela um pouco desta “ética”, a praticada por Veja, é, justamente, prestar o serviço jornalístico que a revista não presta.
64 Noël Coward // 14/November/2007 às 13:32
Na guerra dos comentários PD está ganhando de lavada. 63 PD X 40 RA, so far. Não são os comentários e a profusão destes o que ele usa como medida de sucesso de seus posts e blog?
E BTW, a tradução do PD não tem nada de intrinsicamente ruim. OpEd por “parcial” é justificável. “Editorial” (OpEd) significa “um texto que toma partido”, entre outras coisas. Portanto, “parcial”. Nenhum “petralhismo” nisso.
On the other hand, a correção por “cuidadoso” do RA é coisa de tradutor vagabundo, ou melhor: uma tradução “inacurada”, como o PD bem apontou.
ASS: Noël.
65 Éd Lascar // 14/November/2007 às 13:38
André pago “pau” para o RA, pago “pau” para o Pedro Dória quando achar que devo. E devo!
Abs.
66 MaGioZal // 14/November/2007 às 13:40
Virge. Os dois weblogs que eu mais tenho lido (e comentado) ultimamente são justamente este blog aqui… e o blog do Reinaldo Azevedo. Estranho.
67 Éd Lascar // 14/November/2007 às 13:41
Pax, você não respondeu a minha pergunta, que foi : Quais corruptos RA protege ou defende?!
Você se pôs equidistante dos dois. Eu não me aceito ser. Não quero ficar ao lado de José Dirceu, Mino Carta, Sader, Renan, Salvatis, Lulas da Silva!
68 Mr X // 14/November/2007 às 13:42
O curioso é que o Jon Lee Anderson não parece discordar de nenhum dos fatos da reportagem. Só não gostou do jeito “editorializado” em que foi escrita, e do fato de não ter sido entrevistado como “a” autoridade em Che.
Quanto a divulgar emails privados a outros, é anti-ético não no jornalismo, no qual tudo menos matar a mãe parece ser permitido, mas de acordo com a ética do ciberespaço, e das relações sociais em geral.
69 Éd Lascar // 14/November/2007 às 13:44
Pax.
Aqui também há personagens folclóricos. Nada de mais.
Quanto ao Rei…..errrr….ele se Chama Reinaldo, não?!
Vamos deixar de chamar a Natalia de Nat. O Proftel de Prof, o Mx.X de Mr. Coiso, O Pedro Dória de Pedê….entaum!!
:o)
70 Pax // 14/November/2007 às 13:53
Delsio querido, vamos parar com o círculo. Ame o seu Reinaldo Azevedo que eu não amo o Pedro Doria. Leio e participo, mas se ele um dia virar histérico, paro de ler e participar.
Fico onde acho melhor, mas equilibrado. Dê-me esse direito. Assim como dê-me o direito à opinião. Alguma vez não lhe reservei o mesmo? Abraços !
Pedro Doria, não lhe reservo o direito de virar histérico. Pô, não me apronte essa. Dá um trabalho danado encontrar bons blogs com bons comentaristas, começar a comentar, entrar na turma, enfim. Não me sacaneie. Pode até ser flamenguista pois não te acho deus, mas histérico não. Putz.
71 Antonio // 14/November/2007 às 13:55
Mr X, meu bom e velho camarada adversário:
Claro que a Veja pode escrever o que bem entender sobre Che. Felizmente, não estamos em Cuba.
Mas o fato dela tê-lo feito de uma determinada maneira é mais uma evidência do que em debates antigos (travados ainda na época do nomínimo) chamávamos de “mau jornalismo”.
Sabemos que a imparcialidade absoluta é uma fantasia. Sabemos também que, numa democracia, é desejável a existência de publicações diversas, com matizes ideológicos diversos.
Mas há uma linha — ética? não sei, você me diga — que, se cruzada, complica as coisas. É possível ser ideologicamente comprometido com uma visão de mundo sem no entanto manipular grosseiramente o que se escreve a fim de desqualificar, nos piores termos possíveis, tudo aquilo que lhe é diferente.
Eu acho que isso é mau jornalismo. Vou lhe dar um exemplo.
A edição 2031 da revista Veja (faz pouco tempo) teve como principal reportagem a questão do aquecimento global. Veja mostrou os argumentos conflitantes: de um lado, a maioria dos cientistas, catastróficos em suas previsões; de outro, alguns poucos céticos. Ou seja, Veja estava nos mostrando que não há consenso na comunidade científica quanto ao aquecimento global. Mas o curioso é que, no fim do artigo, Veja resume os principais argumentos de ambas as partes, afirmando em seguida “quem está certo”, ponto por ponto. Placar final: Céticos 4 x 2 Catastróficos. Ora, se não há um consenso sobre a questão – se a ciência não deu ainda a última palavra –, como é que Veja, que não é uma publicação científica, pode afirmar quem está certo?
Mandei um e-mail à seção “carta aos leitores” fazendo esta pergunta. Não foi publicado. Não obtive resposta.
Abraço,
ACT
ps - Doria, parabéns pela polêmica. A insistência em detalhes de tradução só mostra a mesquinharia contra a qual vc se coloca.
72 josef mario // 14/November/2007 às 14:00
Companheiro pedro doria
Eu, josef mario, devo dizer que este assunto para mim tem o mesmo interesse do que o peso dos cérebros das companheiras carla rodrigues, cristina e confetti somados. Isto é: zero. Todavia a afirmação do companheiro de que não seria eleitor do PT me deixou muito preocupado. Afinal, qual o partido político que tem a simpatia do companheiro?
Muito obrigado.
73 B // 14/November/2007 às 14:08
Um e-mail antieticamente publicado não pode ser mais importante do que o que o Jon Lee disse.
O Schlep só o que fez foi atacar nesse ponto fraco do adversário sem prestar contas sobre a “carta-denúncia”. Lutadorzinho medíocre, lutando com a guarda assim baixa, logo, logo vai ser nocauteado.
74 Éd Lascar // 14/November/2007 às 14:10
Pax, e amar o Pedro Dória, posso também?!!
:o)
Não respondeu, ainda, a pergunta, though!
Abs.
75 Éd Lascar // 14/November/2007 às 14:16
Ah! Mais uma coisa, André!
Eu pago “pau” para o André Fucs…….quando ele merece.Errrrrr….quase sempre, diga-se!
Tenho o direito de!
:o)
76 Ana // 14/November/2007 às 14:17
Sempre leio o blog e comentários, mas raramente escrevo algo. Mas não posso deixar passar em branco a melhor parte do patético texto escrito pelo tal Rei. Uma pessoa mandou um e-mail para o jornalista da Veja (como ele é editor internacional com aquele inglês paupérrimo?) falando que se fosse tratado daquela forma por alguém respeitado se mataria!! Sinceramente, senti a mesma coisa quando li o e-mail do Lee - vergonha, muita vergonha pelo tal de Diogo…
77 josef mario // 14/November/2007 às 14:33
Companheira ana
Eu, josef mario, devo dizer que o fato da companheira ter se referido ao inglês paupérrimo daquele companheiro editor internacional merece todo o meu aplauso e, de certa forma, surpresa. Os companheiros deste blog, de uma forma geral, não conhecem nem ao menos o português, o que dizer, então, do inglês. Compareça sempre com os seus comentários porque pessoas cultas e inteligentes como a companheira são de muita importância para que este blog atinja um nível de comentários pelo menos medio.
Muito obrigado.
78 chato // 14/November/2007 às 14:34
jornalistas se crêem como os sábios da era moderna, por isso são tão esnobes e presunçosos
79 Éd Lascar // 14/November/2007 às 14:52
Putz, minha viagem à Paris dançou bonito!
Eh, língua esta minha!
:o)
80 Pax // 14/November/2007 às 15:05
Que nada Delsio, mandar-te-ei uma passagem para Paris para o tal encontro com josef mario. Já lhe disse, podes amar Reinaldo, podes amar Pedro, podes amar Paulo, podes amar Mario e podes sair do armário.
Mas me dê o direito de não amar Reis histéricos.
Abração Delsio :-)
81 errado // 14/November/2007 às 15:06
Dear Pedro,
I don´t need to read it in translation. I can understand english a little. So, I just have a word to express my opinion about Reinaldon : fool. Absolutely. He don´t have any arguments for a good discution. God, be misericordious, cause he does not know what he does.
best regards
82 Éd Lascar // 14/November/2007 às 15:08
Ahahaha…..
Abração, Pax!
Tá certo!
:P
83 Leila // 14/November/2007 às 15:14
A resposta do Diogo e’ de uma grosseria impar. Se ele fosse tao bom jornalista, nao teria se contentado em apenas pedir entrevista a um escritor famoso por e-mail. Nao obtendo resposta, tentaria obter por outros meios.
Concordo que o e-mail circular e’ algo deselegante e panfletario. Mas o jornalista da Veja sairia por cima se simplesmente explicasse o mal entendido na falha de comunicacao, em vez de ficar xingando o escritor de anti-etico e esbravejando, e ainda por cima passando recibo de que o escritor passara’ a ser censurado pela revista. Bem imprensa de Banana Republic.
Otimo post, Pedro.
84 lao // 14/November/2007 às 15:22
Veja não é uma revista que prima pela imparcialidade e verdade.
Vamos para o próximo post ..
abrs,
85 Marcos Araújo // 14/November/2007 às 15:28
Joe Mario no # 77: Pega leve, Joe, pega leve…
U purtuguês dus cumpanhero aqui inté qui num tá tao ruim assim nao, dotô. Quanto ao inglês, só confio no do Dracul Chupacabra, copiador-mor do blog que, ao que parece, viveu uns tempos na Flórida, onde comprava camisas de 2 doláres, “de ótima qualidade”, afirmou aqui tempos atrás.
86 Marcos Araújo // 14/November/2007 às 15:32
Quanto ao Reinaldao, mais parece um viadao histérico.
87 AerUbu 1 // 14/November/2007 às 15:32
Luiz, #33#
Que maravilhosa sugestão! Nesse dia estaremos seguros de devemos ainda enforcar o último pmedbista nas tripas do último democrático, do último psolista com as tripas do último psbista, do último pcdbista com as tripas do último pcbista…
88 AerUbu 1 // 14/November/2007 às 15:37
E o mais engraçado. Que bela propaganda ele fez do seu blog hein Doria? rsrsrsrsrs
89 anrafel // 14/November/2007 às 15:42
Todo profissional, em algum momento, se acha proprietário da ética no seu ofício. Um editor da Veja invocando os preceitos da ética jornalística é risível.
90 Noël Coward // 14/November/2007 às 15:45
Propaganda nada. Propaganda sem link? Foi um gesto covarde, isso sim. “Para não dar holofote a quem não merece”.
Ele, RA, fala como se o pessoal do No. precisasse de holofote alheio, tst. Meio patético, convenhamos.
91 Guilevy // 14/November/2007 às 15:46
Pedro Doria.
Não sei se me somo aos que te incitam à polêmica ou te parabenizo pela elegância e paciência.
De qualquer forma, estamos aqui.
92 Do inglês capenga // 14/November/2007 às 15:47
para Josef mario # 77
Caro, já tinha notado os erros no comentário 58. Dá uma olhada…
93 Antônio // 14/November/2007 às 15:54
A Veja utiliza da mania pobre de responder críticas desqualificando o crítico. Hugo Chávez e Renan Calheiros são alguns dos que utilizam do mesmo instrumento. O tremendo mau jornalismo praticado por Veja semana após semana, não há argumento que absolva. A reportagem sobre Che Guevara é apenas mais uma das tendenciosas e pré-concebidas histórias, cujos jornalistas de Veja encampam seu pensamento ultraliberal, dono da verdade - como a de diversos oligarcas brasileiros -, fazendo meia dúzia de entrevistas apenas para “corroborar” suas idéias e publicando como se não fosse um texto opinativo.
Tudo que Veja acusa seus principais inimigos de fazer, faz ela mesma.
Doria, parabéns por responder às críticas que o foram dirigidas sem desqualificar o crítico, mas gostaria agora de saber sua opinião sobre todo este episódio. Tenho certeza de que você pode externá-la, pois, assim como Anderson, “nunca mais aparecer naquela revista” seria uma benção para ti, belo jornalista que é. Notei no post certa reserva em julgar o episódio.
94 Éd Lascar // 14/November/2007 às 16:00
É verdade, este tal de email circular é coisa de petralha!
:o)
95 Alba // 14/November/2007 às 16:02
Antônio,
Que bom “revê-lo”! Volte mais vezes, viu?
Nada tenho a acrescentar ao que foi dito sobre “Veja - o Panfleto” e Reinaldão, o histérico.
Portanto, escrevo apenas pra fazer número no blog mixuruca, já que dizem que estatística é coisa de que o Reinaldão gosta. :)
96 josef mario // 14/November/2007 às 16:02
Companheiro Do inglês capenga
Eu, josef mario, devo dizer que o companheiro está coberto de razão. Portanto, eu, josef mario, gostaria de retirar os elogios que fiz à companheira ana em meu comentário 77, já que esta companheira, como ficou demonstrado, é uma simples copiadora das opiniões alheias. Companheira ana, por favor, retorne ao tanque!
Muito obrigado.
97 Antonio // 14/November/2007 às 16:17
Alba, não sei se vc se referia a mim (Antonio, assim mesmo, sem acento, vulgo ACT) ou se ao meu xará Antônio, do comentário n 93.
De qualquer forma, é bom estar de volta.
Abs,
ACT
98 Elias // 14/November/2007 às 16:18
“A canalha está em festa. No dia 3 de outubro, a revista VEJA publicou um excelente texto de Diogo Schelp, editor de Internacional, e Duda Teixeira por ocasião dos 40 anos da morte do Porco Fedorento e mito sexual das esquerdas Che Guevara — aquele do tal “endurecer sem perder a ternura”. Já que tudo em Che vira mercadoria barata — até seus biógrafos —. a frase deveria ser adotada como lema do Viagra.”
Nunca leio nada desse Reinaldo Azevedo. Fui lá, agora, pegando o link do PD, e dou de cara com isso.
Não respeito ninguém que escreve usando adjetivos em demasia. A adjetivização é o refúgio preferencial de quem não tem substância. De quem escreve coisinhas pouco substantivas.
“A canalha está em festa”, o “Porco Fedorento” (Reinaldo deve ter convivido com porcos perfumados”)… caramba!
Um amigo me disse que ele é o principal disseminador do “apedeuta” com que uma galerinha costuma se referir ao Lula (achando, certamente, que é muito inteligente fazer isso…).
Aí o blog do PD é “mixuruca”.
É… pode ser. Mas o texto do PD é milhares de vezes melhor do que o do Reinaldo.
PD é mais criterioso. Já sei: produz um texto mais… acurado! E é milhões de vezes mais cuidadoso que Reinaldo, ao usar adjetivos.
Em resumo: é mais respeitável.
Espanta que alguém educado como Delsio/Éd Lascar veja alguma qualidade nas grosserias do Reinaldo.
Talvez seja aquela velha história do dogmatismo ideológico. Tá do meu lado, então pode tudo.
Pena. Essa maneira de pensar — exatamente essa maneira de pensar — está na base da corrupção endêmica neste país.
99 Alba // 14/November/2007 às 16:21
É você mesmo, desculpe pelo acento. E é excelente tê-lo de volta! :)
100 Kitagawa // 14/November/2007 às 16:23
O inconformismo do Anderson tem fundamento, sim. Nenhum jornalista, cientista, historiador sério quer ter seu nome diretamente envolvido num panfleto ideologicamente dirigido travestido de jornalismo, ainda mais num veículo do porte da Veja.
101 Eduardo // 14/November/2007 às 16:31
Vocês dão muita bola para esse histérico da Veja.
Talvez Faustão seria mais interessante e profundo.
102 Luiz // 14/November/2007 às 16:42
AerUbu 1, #87,
Você me entendeu …
Mas acho que tirando os irmãos siameses do caminho, tudo melhorará consideravelmente.
O resto do país (e mesmo os paulistas) vai agradecer.
103 Mr X // 14/November/2007 às 16:46
Well… De todo este bafafá só pude concluir as seguintes coisas:
a) Por mais gente que ele tenha matado, não dá pra falar mal do Che: só pode falar mal do Papa, do Bush e do Reinaldo Azevedo.
b) Não mande email circular, nem responda apressadamente a seus críticos. Use sempre o corretor automático. Se alguém lhe escrever, responda, mesmo que seja para recusar polidamente.
c) Ao escrever uma matéria sobre o Che, não esqueça de ressaltar a importância da biografia feita pelo Jon Lee Anderson, mesmo que você tenha gostado mais daquela do Castañeda. Alguém pode ficar nervoso.
d) Os americanos imperialistas não prestam. A não ser quando desautorizam uma publicação “de direita” brasileira, aí são incensados.
e) Alguns acham que o Che, tivesse sido médico, teria ajudado mais à humanidade do que com seu delirante messianismo. Embora é possível que, se seguisse a carreira, virasse um desses médicos açougueiros e, no fim das contas, o número de vítimas como médico se equivalesse àquelas que causou como guerrilheiro.
104 Alba // 14/November/2007 às 16:47
Perfeito, Elias! :)
105 Pedro Doria // 14/November/2007 às 17:11
Mr X: vc certamente entendeu que nenhuma das questões em discussão passa por qualquer um dos pontos que vc citou, não é mesmo? ;-)
106 rosa // 14/November/2007 às 17:16
Companheiro Josef Mário,
Estava contando com vc para me fornecer um link onde possa ver uma foto do tal do editor de internacional, shelapa, sei lá. É que só vou me posicionar definitivamente depois que puder comparar o jon (um gato) com esse tal shulepa…ALGUÉM, POR FAVOR, ME TIRA DESSA ESCURIDÃO!!!
107 André Monnerat // 14/November/2007 às 17:20
Essa do repórter da Veja prometer em represália que o americano “nunca mais vai sair na revista” é genial.
108 aiaiai // 14/November/2007 às 17:21
Puxa…
A Leila (83) tocou num ponto interessante. Na sua ânsia de esbravejar, o Diogo acabou por dizer que sim, existe censura na Veja. Será que eles tem uma lista negra, um caderninho de desafetos??? Ou seja, agora vai ter que explicar que diabo é isso…quer dizer que tem como um editor de internacional bloquear nomes de pessoas em toda a publicação??? A censura se restringe a Veja ou será levada a todas as publicações da Abril???
109 Do inglês capenga // 14/November/2007 às 17:24
Eita, RA corrigiu os erros de inglês do texto!
110 Antonio // 14/November/2007 às 17:26
X, eu lhe saúdo educadamente (comentário 71) e você me ignora assim? :-) Achei que velhos conhecidos mereciam um pouco de consideração.
Mas, repare: a discussão aqui não é mais sobre “imperialistas” ou “quem matou mais”…
E você há de concordar com o Elias (outro bom e velho companheiro de debates) quanto à diferença entre o Reinaldo Azevedo e, por exemplo, o próprio Pedro Doria. Qualquer leitor com um mínimo de bom senso sabe identificar onde há jornalismo bem feito e onde há um jorro de raiva banhada em acidez e radicalidade. É claro que, no fim, tratam-se de opiniões. Mas se a forma revela alguma coisa sobre o conteúdo — e, convenhamos, não dá pra separar completamente as duas coisas –, então temos motivos suficientes para desconfiar de quem abusa da adjetivação “baixa” e “suja” para veicular seus pensamentos.
O jornalismo, já se disse, vive de credibilidade. Sei não, mas acho que você dificilmente conseguirá convencer a alguém de que um jornalista pode obter ou manter sua credibilidade valendo-se de grosserias, xingamentos — enfim, valendo-se de uma histeria acusatória e mal educada.
Abraço,
ACT
ps - Obrigado, Alba! :-)
(E um abraço pra ti, Elias.)
111 Danilo Maia // 14/November/2007 às 17:27
Sabe do que mais, PD. Essa pessoal: Reinaldo Azevedo, Mainardi, assim como seu principal contraponto, a turma da Carta Capital, está caindo em desuso. Essa coisa de escrever pra chocar dá bastante certo por um tempo, mas é perecível.
Esse pit-jornalismo causa enfado nos leitores, que com o tempo se cansam e buscam material mais completo e menos parcial.
Paixão no jornalismo é bom na hora de apurar as matérias, não no recheio delas.
O erro de Veja e de outras é subestimar seus próprios leitores.
Como não acreditam que eles possam formar suas próprias opiniões, tentam enfiar suas teses goela a baixo.
Num mundo onde cada vez mais as pessoas ganham ferramentas para expressar suas próprias idéias, em pouco tempo não haverá mais espaço (ou ao menos vai encolher bastante) para esssa categoria.
Continue a frente dessa confraria da mesma maneira que vem fazendo, pois aqui está o futuro.
112 Esteban Vianna // 14/November/2007 às 17:29
Meus caros,
a implicância do Reinaldo Azevedo com a tradução não tem nada de besta, gratuita ou ingênua. É um artifício que ele usa com freqüência (e que, justo e coerente como sói ser, ele critica quando utilizado por outros): pega um texto imenso e tenta achar lé um erro de concordância, colocação pronomial ou pontuação (até digitação vale, na falta doutro) para desqualificar como ignorante o autor. Só depois disso - tendo estabelecido que seu adversário é um canalha ignorante - passa a desfilar, quando os tem, outros argumentos (vários deles válidos, diga-se). Mas aí já pouco interessa o que ele diz: sua claque já se cansou do texto e se convenceu.
Na tradução procura pelo em ovo. Acusa pequenas imperfeições e sugere novas traduções inferiores, a meu ver, àquelas propostas peloPD (que, em alguns poucos casos, não são mesmo as melhores; para “flesh and blood” eu teria usado carne e osso mesmo).
113 Mr X // 14/November/2007 às 17:47
Olá Antônio! :-) Não havia visto anteriormente.
O Reinaldo tem seus defeitos e suas implicâncias bobas. Mas ele é bom. Agora, ponderado ele não é mesmo.
E, em termos de comentaristas de blogs, aqui costuma ser mais variado e divertido.
114 Microempresário // 14/November/2007 às 17:52
Tudo isso me lembrou de uma bela frase que li não sei onde, há muito tempo atrás:
“O jornalismo brasileiro está tendo um fim semelhante ao Império Romano: restaram ruínas e algumas colunas.”
115 GloriaP // 14/November/2007 às 17:54
Li a matéria da Veja depois da quantidade de barulho que fez. Sinceramente, alguém tem que avisar pra esses repórteres que a seção de matérias não é a de artigos, e que a apuração não é algo feito para comprovar uma tese que eles levam consigo. A Veja tinha boas fontes, ótimas fotos, excelente material de pesquisa. A idéia de mostrar o outro lado de Che é ótima, já que as babações de ovo desse guerrilheiro já excederam o limite também. Por que não analisá-lo como figura histórica? Ótimo. Mas em vez disso, a Veja soltou adjetivos a torto e a direito (”patético” é um deles, dos mais patéticos aliás) e não se conteve. Tinha que botar o dedo “extrema direita” em evidência.
116 Clara // 14/November/2007 às 18:04
Comentários no blog do Reinaldão são moderados.
haja!
117 pirulito // 14/November/2007 às 18:04
Pedro, nos poupe do Kikovardeazevedo!
118 Éd Lascar // 14/November/2007 às 18:05
Obrigado pelo “educado”, Elias. Nem sempre sou.
Às vezes a franqueza toma formas de rudeza. Assim vejo RA. Franco demais para este mundo politicamente correto.
Um dos textos mais acurados (eheheh) sobre o homossexualismo que eu li na minha vida foi dele.
E, é evidente, que eu não preciso explicar porque RA prefere traduzir o apelido , registrado por um (então) correligionário de Chê Guevara, Regis Debray, que o entrevistou na Bolívia, de “El Chancho”. Para se utilizar simplesmente de “O Porco” , poderia-se pensar em várias razões, tais como :
-comilão;
- aneiras rudes nas horas da refeição;
-gordo
mas Debray deixa claro o apelido: Guevara não gostava de tomar banho, daí a fedentina.
Logo perfeita a tradução de Reinaldo Azevedo:
Porco….fedorento!
:o)
119 pirulito // 14/November/2007 às 18:11
Dizem que a Veja é a revista mais vendida do Brasil. Peço encarecidamente que, entao, ela pare de mandar exemplares gratuitos com propostas indecentes: assinatura por seis meses. Tenho crianças em casa e aqui nao entra pornografia.
120 Chesterton Dracul // 14/November/2007 às 18:11
Legal saber que o PD largou Che aos 18 anos, 15 anos atrás, ito ele não confessava. De qualqur modo o biógrafo do CHe é um fofoqueiro.
121 Chesterton Dracul // 14/November/2007 às 18:15
Dhian // 14/Novembro/2007 às 10:43
Para os que tiveram estômago para ler a reportagem da Veja, ficou claro que se trata de um conjunto de declarações virulentas e truculentas contra quem não pode mais se defender.
Chest- Che nãoprecisa se defender, tem uma legião de defensores.
ChÊ não foi santo ou heróico em todos seus atos. Apesar disso, sua imagem circula o mundo e foi ícone de uma geração.
Chest- mas que bosta de geração, hein?
Mais importante que isso é olhar para o que significa a Veja atualmente. Tornou-se um reduto de rancorosos fascistas disfarçados de liberais. Dirige-se a classe média conservadora e pseudo-intelectualizada e reacionária. Triste de um país aquilo como revista mais vendida.
Chest- o problema é que proletário não sabe ler, de modo que só da classemédia para cima se compra revistas. Então uma editora deve fazer revista para quem, pra os bois no pasto?
122 O Escriba » Leu na Veja? Azar o seu. // 14/November/2007 às 18:15
[…] citado na revista Veja. Caramba, Anderson deve estar inconsolável, né não? pfff…. Clique aqui para ler a resposta do […]
123 Éd Lascar // 14/November/2007 às 18:21
Ô, Esteban, vai estudar um pouco de inglês, vai!
:o)
Michaelis inglês/português
“flesh and blood” = A natureza humana
outro , da net. The free dictionary:
1. human. Many of the cartoon characters are more popular than their flesh and blood counterparts.
2. if you say that someone is flesh and blood, you mean that they have feelings or faults that are natural because they are human. I may be a priest, but I’m not immune to pretty women. I’m only flesh and blood, after all.
Capice!?
124 Éd Lascar // 14/November/2007 às 18:24
Eu amo o Pedro Dória!!!!!!!
:o)
125 Mr X // 14/November/2007 às 18:25
Porque falar mal do Che é de “extrema direita”?
126 reiazedo // 14/November/2007 às 18:28
“A New Yorker é um dos dois únicos títulos tradicionais que crescem no mercado norte-americano, junto com a Economist. O motivo: credibilidade. Aquilo ali é um muro inabalável da qualidade jornalística, com uma história de quase um século e alguns dos maiores editores e autores de reportagens que passaram por esta profissão. Se um dos mais importantes repórteres de uma das mais importantes revistas do mundo acusa a qualidade da maior revista em circulação no Brasil, isto é notícia”
Reinaldo Azevedo e Shelp nao seriam aceitos lá nem como lixeiros. A New Yorker deve esta temendo o confronto com a Veja. O mundo verá uma guerra de tintans ahahahahahahaha
127 Antonio // 14/November/2007 às 18:30
Bom, se um jornalista não é “ponderado”, ele é o quê? Um desequilibrado?
Discordo de que franqueza e incorreção política tenham algo a ver com isso. Não é preciso ser histérico, mal educado e mesquinho para veicular uma opinião “franca” e “politicamente incorreta”. Acho que o próprio Diogo Mainardi é um exemplo disso. Até quem discorda de quase tudo que ele escreve (como é o meu caso) é obrigado a reconhecer a diferença do texto dele para o texto do Reinaldo Azevedo ou do velho Olavão.
ACT
128 Chesterton Dracul // 14/November/2007 às 18:33
Tem uma coisa engraçada nesta história. A New Yorker dá uma importancia praa Veja desproporcional ao desejo dos mais variados esquerdistas….
129 josef mario // 14/November/2007 às 18:35
Companheiro pedro doria
Eu, josef mario, devo dizer que pelas informações que disponho o mercado norte-americano teve um decréscimo medio de 3% no último ano. Quanto ao new yorker, apesar de não ter certeza, acho duvidosa esta informação de que teria crescido.
Muito obrigado.
130 Frederico Jufre // 14/November/2007 às 18:35
Li hoje pela primeira vez o blog do Reinaldo Azevedo, devido a esta polêmica. O tom da escrita dele (corroborado pela foto) deixa bem claro do que se trata: na infância e na adolescência, certamente foi aquele menino meio obeso esculachado por todos os colegas e desprezado por todas as meninas; depois de velho, resolve se vingar do mundo, tornando-se “o” escroto (já que não sou amado por aqueles que desejo, serei odiado por aqueles eles…). O mais engraçado é que, segundo vi, ele gosta de chamar o Lula de “apedeuta” (o que de fato Lula é), mas ele mesmo, “Reinaldão”, mostra-se tremendamente ignorante - especialmente nas notas que escreveu para acompanhar uma entrevista com o psicanalista Contardo Calligaris, publicada originalmente em alguma revista obscura e disponível em PDF no blog. Ele consegue atribuir livros de um autor a outro, erra a nacionalidade de mais de um intelectual citado, troca as bolas ao resumir suas obras… Um verdadeiro samba do apedeuta doido.
131 Éd Lascar // 14/November/2007 às 18:46
Áimeudeus, eu preciso fazer outras coisas e este blog não deixa!!! Ahahahah….
Vou sair agora e fazer uma encomenda de Silk-screen em camisetas. Uma dúzia para distribuir por aqui:
Eu Pego No Pau do Pedro Dória!!!
Ahahahaha…
132 Éd Lascar // 14/November/2007 às 18:47
Ops…..lapso psico-analítico!! Ahahaha..
Os dizeres serão:
Eu Pago Pau Pro Pedro Dória!!!!
:o)
133 Alba // 14/November/2007 às 19:11
Sobre o “estilo” Reinaldão, que é capaz de coisas como discorrer sobre aquilo que não leu, entre otras cositas, recomendo o texto do Catatau sobre a análise “reinaldiana” de Tropa de Elite, recorrendo, entre outros a Kant.
Catatau escreveu um dos melhores textos que já li, na forma tanto como no conteúdo. Se a minha máquina não estivesse tão lenta, eu buscaria o link pra vocês. De toda forma, vale a pena visitar o blog do catatau e ler o texto que eu chamo de “Desconstruindo Reinaldão” :)
134 Luiz // 14/November/2007 às 19:50
Tá no Hermenauta:
“Não se fala em outra coisa na Big Apple:
Depois que o Jon Lee Anderson conseguiu obter garantias de Diogo Schelp, da Veja, de que “pode ficar certo de que não aparecerá mais nas páginas desta revista”, tem gente fazendo fila na frente da New Yorker, onde o Anderson trabalha, pra descobrir como é se consegue essa façanha.”
135 Pablo Vilarnovo // 14/November/2007 às 20:04
Pronto, finalmente a blogsfera virou definitivamente um programa da Oprah. E pior, por causa de Che Guevara. E infelizmente aconteceu no Blog de uma das pessoas de esquerda que eu conheço que mais admiro.
Dois jornalistas cheios de brios, de testosterona. Cada um querendo, ao seu modo, seus cinco minutos de fama.
Um se acha proprietário da biografia de Che. Aí que quem escrever algo diferente dele. E pior, na minha modesta opinião é traído por sua tentativa assumida de ‘humanizar’ Che e coloca-lo no contexto de sua época nada mais é que uma tentativa de justificar, ou na menor das hipóteses, diminuir os crimes cometidos por Guevara ao longo de sua carreira.
Por favor, nem vou entrar no mérito dos crimes contra a humanidade cometidos por Guevara.
O outro jornalista quer ganhar seus minutos de fama. Poderia ter muito bem ignorado o email de Mr. Annnnderson (imaginem o Agente Smith).
Ou seja, na blogsfera de hoje, ganha a discussão quem tiver a última palavra.
136 Éd Lascar // 14/November/2007 às 20:10
Alba, eu não sei quem é Catatau, mas sei quem é Hélio Fernandes.
:o)
137 Alba // 14/November/2007 às 20:15
Éd,
O blog do Catatau tá aí do lado, nos links de blogs de comentaristas. E o cara manja pacas de filosofia, sabe?
Como Hélio Fernandes cabe nessa discussão, s’il vous plait?
138 Elias // 14/November/2007 às 20:15
Mr X, Chester e Éd,
A questão aqui não é ser contra ou a favor do Che.
A questão é bom ou mau jornalismo. Ou, nem isso: a questão é escrever um bom texto.
De um jornalista, o mínimo que se espera é que escreva bem.
Para o texto ser direto e contundente, não há necessidade de ser grosseiro.
De mais a mais, a boa análise política passa longe da fulanização. A fulanização na análise política é a arma dos demagogos. De gente sem conteúdo ou que prefere escrever sem conteúdo, exatamente para melhor servir propósito demagógico de sua escrita.
Agora há pouco, li alguns textos do Reinaldo Azevedo. Pelos textos que li, ele trafega no limite da chamada “imprensa marrom”. A forma, exageradamente agressiva, não raro insultuosa. O conteúdo, resteiro.
Nada mais impróprio do que se referir sistematicamente a alguém como “apedeuta”. Quem usa esse termo da maneira doentia como é usada pelo Reinaldo “et caterva”, está, na prática, se portando como um apedeuta.
Nada mais impróprio que alguém se sirva sistematicamente da fulanização na análise política e se ache no direito de acusar quem quer que seja de demagogia. Está sendo demagogo tanto quanto.
Gente desse tipo não merece respeito de que tem um mínimo de respeito por si mesmo.
É incrível que pessoas que querem parecer inteligentes não percebam isso.
139 Esteban Vianna // 14/November/2007 às 20:21
Caro Éd Lascar,
ter de apelar para dicionário Michaelis mostra o quanto vc domina o idioma de Chaucer (na wikipedia explicam quem ele é).
Você realmente é um digni discípulo do homem do chapéu branco.
Nã0 disse que “humanidade” não era uma tradução correta para “flesh and blood”. Disse que “de carne e osso” é melhor. Melhor porque mantém a metonímia do original. “Carne e osso” também significa ser humano e ter fraquezas humanas em português. “Sou apenas de carne e osso”, podemos dizer, e dizemos, em português, para nos desculpar de nossas inerentes fraquezas. Também pode querer dizer ser real, tridimensional (”o autor constrói personagens de carne e osso”). A expressão portuguesa é até mais rica que a inglesa. Pode significar, por exemplo, ao vivo e em cores, de corpo presente (”cá está o António, de quem muito falo, em carne e osso”) .
“Pele e osso” de fato não é a melhor tradução (estou chutando, mas acho que o PD tivesse “carne e osso” em mente e, na pressa, misturou as estações), pois que a expressão em geral traduz magreza extrema.
Em tempo: capisce (com sc, que se pronuncia como nosso ch), tempo presente, talvez não fosse a melhor forma de concluir o e-mail (muito embora seja a expressão “of choice” de nove entre dez mafiosos cinematográficos). Assim como os brasileiros, a maioria dos italianos talvez preferisse nesse caso o pretérito de “ha capito?”
Espero que meu texto tenha sido claro, e esteja à altura de quem goza com o histrionismo verborrágico do Reinaldão. Posso reescrever em espanhol, francês, alemão e, até, ingrêis.
140 Éd Lascar // 14/November/2007 às 20:26
Você confundiu tudo, Esteban! Também me surpreendi assim ao avaliar o arrazoado do Reinaldo e depois o seu.
Confunde “flesh and bone” = Very Thin , magro , fraco , principalmente , com “Flesh and blood ” que o Michaelis ,apesar de nacional, brasileiro, se dá bem traduzindo!
Abs.
141 Éd Lascar // 14/November/2007 às 20:28
Eu mal falo o inglês (estou sendo bem bonzinho comigo mesmo!) , mas percebi que você traduziu errado. O Pedro Dória também, mas ele está fazendo um blog que não lhe rende quase nada. Não é um trabalho que ele possa se dedicar 100% do tempo. Foi besteira, para mim, do Reinaldo partir daí, mas todo o resto o Rei está certíssimo!!!
:o)
142 Éd Lascar // 14/November/2007 às 20:32
Quando falei apesar de ….parapã…parapará…eu tentava traduzir o pensamento do Esteban!
Ahahah…..
143 Éd Lascar // 14/November/2007 às 20:36
Alba, este mesmo que Catatau “desconstruiu” o Hélio tirou uma máxima. Entau…., você sabe quem é Hélio Fernandes, pois não?!
:o)
Catatau não é o sideshow man do Zé Colméia?!
Ehehehe…
144 Éd Lascar // 14/November/2007 às 20:37
Consertado:
Alba, Deste mesmo TEXTO que Catatau “desconstruiu”, o Hélio tirou uma máxima ética.
Entaum…., você sabe quem é Hélio Fernandes, pois não?!
:o)
Catatau não é o sideshow man do Zé Colméia?!
Ehehehe…
145 Éd Lascar // 14/November/2007 às 20:44
Na internet eu só tenho dois endereços fixos:
Reinaldo Azevedo e Pedro Dória, ou vice-versa, mais vice-versa do que outra coisa.
Todo o resto vem de notícias ou interesses momentâneos, não metódicos. Depende do meu humor. Algum ensaio. Pouco. Vídeos da Yahoo. Pouco. Tudo “vareia”.
Não leio outros blogs. Ultimamente não tenho entrado nem no meu, quanto mais no do Catatau!!
Ahahahha…..
146 Cláudio Melo // 14/November/2007 às 21:11
Alba,
http://catatau.blogsome.com/2007/10/18/reinaldo-azevedo-e-o-lixo-da-filosofia/#more-817
147 Alba // 14/November/2007 às 21:37
Mil obrigadas, Cláudio Melo!
Minha máquina está uma carroça. Se houvesse carroças pré-históricas, ganhava o primeiro prêmio :((
Éd,
Nada que o Hélio Fernandes escreva responde às questões que o catatau coloca. E Catatau era o simpaticissimo companheiro - e voz sensata - do Zé Colméia, sem dúvida! :)
Elias,
Morro de inveja da sua habilidade em colocar as coisas no seu devido lugar. Putz! Só não digo que te amo (de novo) porque senão vão dizer que sou desfrutável, como diria minha vózinha. :)
148 Cláudio Melo // 14/November/2007 às 21:49
Na biografia do Assis Chateubriand o Fernando Morais afirma que o jornalismo brasileiro não primava pela notícia, mas pela polêmica. As pessoas não compravam jornais para se informarem sobre os fatos ou formarem opinião sobre determinados assuntos. Compravam para acompanhar mais um capítulo de brigas homéricas que travava na imprensa os proeminentes da época.
A mais célebre delas foi entre Ernesto Carneiro Ribeiro e Ruy Barbosa sobre a redação do projeto do Código Civil, que passou a vigorar a partir de 1916. Ruy foi aluno de Ernesto, que recebeu de J. J. Seabra a incumbência de revisar o Projeto do Código Civil da autoria de Clóvis Beviláqua.
O Projeto recebeu uma Réplica de Ruy e Ernesto emendou com uma Tréplica.
Tudo isso prosperou porque nosso ambiente cultural se presta exatamente a isso: jornalismo alimentado por polêmicas.
É em em um ambiente desses que vicej