Reinaldo Azevedo defende Veja
das acusações do biógrafo de Che
A resposta do editor de internacional de Veja Diogo Schelp ao repórter especial da New Yorker Jon Lee Anderson foi publicada hoje por Reinaldo Azevedo em seu blog. Cá segue em tradução fornecida por ele próprio:
Caro Anderson,
Eu fiquei me perguntando, depois de lhe enviar um email pedindo (educadamente) uma entrevista, por que nunca recebi uma resposta sua. Agora sei que a mensagem deve ter-se perdido devido a algum programa antispam ou por qualquer outra questão tecnológica. Também não recebi sua ‘carta’ – talvez pelo mesmo problema. Tudo isso não tem a menor importância agora porque você resolveu o assunto valendo-se dos meios mais baixos – um email circular. O que lhe fez pensar que tinha o direito de tornar pública nossa correspondência, incluindo a mensagem em que eu (educadamente) pedia uma entrevista? Isso, caro Anderson, é antiético. Vindo de alguém que se diz um jornalista, é surpreendente. Você pode não gostar da reportagem que escrevi; ela pode ser boa ou ruim, bem-escrita ou não, editorializada ou não – mas não foi feita com os métodos antiéticos que você usa. Eu respeito a relação entre jornalistas e fontes. Você não. E mais: parece-me agora que você é daquele tipo de jornalista que tem medo de fazer uma ligação telefônica (assim são os maus jornalistas), já que tem meu cartão de visita e conhece meu número de telefone. Se você tinha algo a dizer sobre a reportagem — e já que sua mensagem não estava chegando a seu destino — poderia ter me ligado.
Eu não sei que tipo de imagem de si mesmo você quer criar (ou proteger) negando os fatos que o seu próprio livro mostra, mas está claro agora que é a de alguém sem ética. Você pode ficar certo de que não aparecerá mais nas páginas desta revista.
Sem mais,
Diogo Schelp
Anderson certamente estava a um telefonema de distância também – e o número da New Yorker não há de ser difícil de conseguir para um repórter de Veja. E Schelp quer inventar uma novidade profissional, o sigilo que a fonte deve ao repórter de não revelar jamais o que lhe foi pedido e perguntado.
Reinaldo Azevedo sugere que quem publicou a carta faz parte de ‘a canalha’. Este Weblog é a matriz, pois. Um dos argumentos é que, antes de publicá-la, não procurou ouvir de Schelp.
Publicar o que é público está na essência do jornalismo. A New Yorker é um dos dois únicos títulos tradicionais que crescem no mercado norte-americano, junto com a Economist. O motivo: credibilidade. Aquilo ali é um muro inabalável da qualidade jornalística, com uma história de quase um século e alguns dos maiores editores e autores de reportagens que passaram por esta profissão. Se um dos mais importantes repórteres de uma das mais importantes revistas do mundo acusa a qualidade da maior revista em circulação no Brasil, isto é notícia.
Houve, sim, quem tenha procurado Schelp e Veja ao longo do dia de ontem. Apenas editor e revista preferiram responder através de seu próprio veículo utilizando-se daquele encarregado de expressar a voz de Veja. É uma decisão de todo legítima. Sugerir que ninguém tentou ouvir sua versão é impreciso: assuma-se a escolha.
Azevedo – mas podem chamar pelo simpático Reinaldão – suspeita que quem divulgou a mensagem são os ‘adoradores de Che da imprensa brasileira’ e que blogs como este são ‘bloguinhos mixurucas’. Ele também afirma que a tradução deste blogueiro da carta de Anderson é petralha. O termo sempre me pareceu uma mistura de petista, do tipo ligado ao PT, com metralha – tipo os personagens Disney – ou canalha.
Não que ofenda, só que também é impreciso. Não voto no PT. Jamais trabalhei para o PT ou em governo ligado à esquerda. Meu encantamento com a figura do Che, que houve, passou lá com os 18 anos e não consigo encontrar adjetivos melhores para Fildel Castro e Hugo Chávez do que ditadores. Aliás, sim, tenho horror a qualquer governo que lida com o Congresso corrompendo-o. É que no mundo sem quaisquer nuances ideológicas de Azevedo, ou se está a favor dele ou se é ‘daquela laia’. Mas ser de imprensa é ser de oposição também à oposição.
(Mixuruca é indefensável. Mixuruca cá este Weblog é mesmo.)
Ele tem problemas com a tradução, vamos a elas. Accurate journalism, ele sugere, não é ‘jornalismo imparcial’. Ele prefere ‘cuidadoso’, ‘acurado’. Pois bem, sugiro até ‘preciso’ – acurado é termo de engenheiro. Mas lapso semântico de minha parte. Foi julgamento deste pobre tradutor amador que jornalismo cuidadoso e acurado é sempre imparcial. Imparcial não quer dizer que não possa chegar a conclusões; quer dizer que, para se chegar a conclusões, analisem-se tantos fatos e versões quanto possível. Se Azevedo tem problemas semânticos com a relação entre precisão e imparcialidade, ele há de estar certo. Aí ele reclama que flesh and blood não pode virar ‘pele e osso’. Vá. Tenho certeza de que pode pescar mais expressões mal traduzidas. Há uma penca delas espalhadas neste Weblog.
A tradução é precisa no sentido de que apresenta com clareza a intenção da crítica. Tenho certeza de que nenhum leitor teve dúvidas sobre o que pensa Jon Lee Anderson.
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Não acho que a Veja estivesse errada em sua reportagem. O tema da reportagem não era a vida do Che, mas o mito que se construiu sobre ele. Isso estava bem claro. Portanto não havia como “mostrar os dois lados”.
buuuuuu !
Continuo sem entender porque a VEJA devia mostrar “os dois lados”. Poxa, nem que fosse revista pornô gay! :-D
Ah, e o Reinaldo tá com enquete nova no ar sobre o Jon Lee Anderson, quaquaquá. Votem.
Catatau é mais um subjetivista epistemológico, logo um sujeito intelectualmente insano, daqueles caras que não são burros, mas dão bom dia a cavalo..
Eu li Fucô,,,,,não, não dá para entender Fucô, pois o texto não é determinístico. Imaginem um teclado que todo dia embaralhas as letrinhas, um teclado que deixa de ser deterministico. Você aperta a letra T e hoje, sai S, mas amanhã? Ninguem sabe.
Catatau querer desconstruir um mestre aristotélico como o reinaldão? Deixem de ser crianças.
Elias, assim como o Rei da Espanha mandou o Chaves calar a boca, o Mainardi coloca o Lula no seu devido lugar e o Reinaldão trata os intelequituais esquerdopatas no bico da bota ( e o Olavão manda o Sader para a pqp).
Não tem outra coisa a fazer com gente desonesta. Não me venha o Lula com papo furado que a mim ele nunca enganou. Não existe diálogo com Lula, Che, Emir Sader, jornalistas chapa-branca, etcaterva…
Helio Fernandes é socialista, mas não é um sujeito que deixou de lado a lógica, a moral, a ética no seu discurso- olhem que aqui me atenho ao que ele escreve, não a sua vida pessoal, de dirigente de jornal, para acreditar nos frankfurtianos e seus descendentes (se precisa uns 15 anos de Aristóteles para brincar de socialista sem se queimar).
Crianças, em matéria de filosofia, atenham-se aos gregos e aos cristãos, o resto é subjetivismo - tipo, o mundo não existe, é fruto de minha imaginação.
Há quem tenha apreço pela flatulência panfletária de Reinaldo Azevedo. Não sou um deles.
Quanto à Anderson e Schelp, o que há de menos interessante é o grau de santimônia que cada um deseja alcançar na troca de recriminações.
Bom mesmo é a ironia mordaz de Anderson. Schelp apenas esperneia, vocifera. Retórica do eterno frustrado com a posse (e o mérito e a pose) da máscara de vítima.
E “flesh and blood” é mesmo “carne e osso.” Nothing more and certainly nothing less. But then again, Reinaldo Azevedo is always talking out of his hat.
Alguem me explica o que uma revista americana faz contratando um jornalista que se importa com Che Guevara?
My dear Chesterton-Dracul-El Cid-Orlando Furioso-Leif Eriksson-Lobishomem-Pitt the Younger,et cetera and so forth…
Explica-se sim:
Homo sum, nihil humanum a me alienum puto.
só concordo com a última palavra.
Falando sério: que merda deve ser trabalhar na Veja… Os caras ficam escrevendo aqueles absurdos, depois chegam em casa e, constrangidos (afinal, devo crer que a maioria não é realmente paranóico), não conseguem encarar de frente nem suas próprias mulheres. Deixam de freqüentar seus amigos. Não podem nem ir a um restaurante, pois acabam sempre ouvindo alguém em outra mesa comentar da canalhice da revista. A Veja, para se adequar ao tom nojento pautado pelo Civita (que, não sei se vocês sabem, é tão doido que pede aos seus médicos que conversem consigo em inglês, nas consultas… e que, quando as Torres Gêmeas foram atingidas, gritou: “Fomos atacados!”… [risos - o folclore é grande]), acaba destruindo até com as denúncias necessárias que faz. Tudo vira o mesmo discurso barato para leitor direitista descerebrado. Triste decadência, a da Veja. Começou com uma espécie de Time 2, terminou como a Seleções do Reader’s Digest 2…
P. S. Entrei no blog do Reinaldo Azevedo e deixei uma mensagem comentando o ridículo da resposta do Diogo Schelp ao Anderson. É claro que o débil mental não publicou o comentário.
CDEC,
Terêncio agradécio a preferência.
Anibal, aqueles que agem do modo que você descreveu no restaurante, não tem grana para ir a restaurante que preste.
[...] Na briga de traduções, há um detalhe: tanto Dória quanto Azevedo traduzem op-ed como “texto opinativo”, mas a realidade é mais complexa. [...]
Tanakara, sua anta, Flesh and Blood é Carne e Sangue.
Reinaldo Azevedo não passa de um traíra.
Qualquer jornalista que tenha um mínimo de bom senso, e como como consequência,ética e lisura,conhecem os modos e usos de R.A.
Não deixa de ter sua graça que tome a Veja como veículo para a promover a sua aberração de direita.
Quem o conhece, e seu golpes e tramas,não paga nem uma jujuba no caso Veja.
Chester,
Não coloco no mesmo plano o Mainardi e o Reinaldo, reconhecendo que pouco li deste último (nem pretendo ler mais).
O Mainardi tem senso de humor. Sua proposta é fazer a crítica pela ironia, pela abordagem bem humorada, ainda que mordaz.
E Mainardi não é apenas irônico. É auto-irônico, o que é prova de sanidade.
Ideologicamente estou a léguas de distância de Mainardi, mas sei que gente como ele é necessária. Imprescindível. Oxigena a democracia.
“Castigat ridendo mores”, né?
Li um texto dele, respondendo ao ataque de um leitor que pretendeu atingi-lo fazendo alusões depreciativas ao seu filho.
Mainardi demonstrou que, como todos que escrevem com humor, ele esbanja sensibilidade e humanidade. Seguramente o garoto, filho dele, tem em Mainardi o melhor pai que alguém como ele poderia desejar.
Reinaldo é diferente. É grosseiro, insultuoso, e paro por aqui porque já estou abusando dos adjetivos.
Cá pra nós: Reinaldo escreve mal. Você o aplaude porque está ideologicamente alinhado com ele. Se ele se referisse no mesmo tom e com os mesmos (péssimos) modos aos seus ícones políticos, você o trataria como a bactéria que contamina o protozoário que infesta a mosca que sobrevoa o cocô do cavalo do bandido.
E, se você quiser exemplificar, procure algo melhor que o rei da Espanha, que queimou seu próprio filme.
Juan mandou Chavez calar a boca? Pior para o Juan. Portou-se grosseiramente tanto quanto.
Chester, dois erros não fazem um acerto.
Alguém que ocupa o cargo de Chefe de Estado, ainda que por “direitos” dinásticos (o que já é um péssimo começo), deveria, pelo menos, desconfiar disso.
Alba,
Não sou merecedente de tanta merecedência.
Mas é recíproco.
Elias, eu não tenho o dom de julgar méritos literários de um e de outro autor. Meu cérebro é mais voltado para a matemática, as exatas. Então eu acabo apreciando o poder de síntese, a clareza, a objetividade. Nisto, O RA é ótimo. Acredito que o “texto” (jargão jornalístico que não pretendo explicar-entender) do PD seja melhor que o do RA, se vocês assim dizem. Para mim pouco importa. Helio Fernandes é como o RA um texto objetivo, não enrrola, e por isso, apesar de ser socialista, sempre procuro saber o que tem para dizer.
Acredito na pluralidade de idéias sim, mas antes na honestidade. A esquerda peca neste ítem sem saber, de tão desinformada e mal-formada.
Por exemplo, o Lula diz hoje que a democracia na Venezuela é plena, porque Chaves vai vencendo eleições e plebiscitos. Ou o cara é ignorante ou é muito desonesto, não sabe o que é democracia ou sabe , e dissimula com objetivos anti-democráticos. Entende o meu ponto de vista?
Delsio,
Quer mesmo saber quem são os corruptos que o Reinaldo, também conhecido por Gaynaldo, defende?
Vai aí uma listinha inicial:
O Henrique Cardoso, que comprou o apartamento do banqueiro, que distribuiu dinheiro para Ongs (criou as “Oscips”) e que comprou a reeleição duas vezes: uma na aprovação da emenda e outra através da imprensa cor de merda.
O mesmo Henrique Cardoso que demitiu o Xico Arara Graziano por este ter descoberto, através de grampo telefônico, as falcatruas do Sivam.
O Sérgio Motta, cuja viúva até hoje movimenta um “fundo de campanha” da ordem de bilhões de reais, que comprovadamente comprou votos para a emenda da reeleição.
O sucessor do Sergião Mota, Luiz Carlos Mendonça de Barros, o auto denominado Mendonção, o homem que foi grampeado organizando as putarias das privatizações e cujos filhos ficaram milionários vendendo informações privilegiadas.
O mesmo Mendonção que era dono da revista Primeira Leitura, que vivia de publicidade oficial e de empresas devedoras aos tucanos, e que dava emprego para bajuladores como ele mesmo, Rei(Gay)naldo Azevedo.
O José Serra, idealizador e realizador do golpe das ambulâncias e dos famosos sanguessugas, e operador do sistema de arrecadação de dinheiro dos laboratórios, através do irmão de seu sucessor Barjas Negri, Jorge Negri.
O mesmo José Serra que se vangloria de ter a imprensa no bolso e que passou recentemente 10 dias na Suiça fazendo algumas transferências bancárias para azeitar suas futuras campanhas.
O Geraldo “Opus Dei” Alckmin, cujas obras foram de tal forma caras que o próprio José Serra se recusou a pagá-las e mandou que uma grande “coleta” fosse feita antes de liberar medições do seu (do Geraldo) governo.
O finado Mário Covas, cujo filho tem concessões do estado e amigos que falam abertamente do quanto enriqueceram durante os anos de governo do pai.
O mesmo finado Mário Covas, que era muito vivo enquanto vivia, e queria indicar os centros de treinamento de trânsito, ou coisa que o valha, pois era uma fonte de muita “remuneração” e de “custos políticos”.
E por aí vai…
Matou a cobra e mostrou o pau!!
Companheiro Salci Fufu
Eu, josef mario, devo dizer que o seu comentário foi perfeito. Meus parabéns!
Muito obrigado.
Salci Sufu, por que você não está na Abin!?
Ah, sim, eu sei! Porque o Molusco só emprega incompetente!!
Que monte de asneira!
A Primeira Leitura era de Mendonça e passou a Reinaldo de Azevedo. Com este sempre foi uma revista modesta e íntegra. Bem como José Serra o foi. Covas?! Desconheço que tenha sido assim tão corrupto e deletério à São Paulo, ou este estado teria quebrado , simplesmente. Pois as três administrações anteriores foram o que há de mais de corrupto, noves fora a adm. federal de Lula!
Abobrinhas e mentiras. Bem petralha. É um vício, morre-se com ele.
Abs.
petista chamando outros de corruptos é programa humoristico….
Caramba, Pax, você fala que nem o Dino!
Está na hora de passar naquela dona judia lá no Rio.
Abs.
Não, Chest, claro que o Pax não é um petista. Ele compra versões petistas muito facilmente, sei lá o porquê!
Tem dados aí que desconheço, e que devem ser verdades, mas outros totalmente infundados. E os que são corretos não chegam à Reinaldo Azevedo. Nem a amizade dele com Mendonça tem a ver com qualquer compensação financeira que o Pax supõe.
O Reinaldo Azevedo tinha a revista. Ela era deficitária. Houve uma campanha de falsas denúncias sem pé nem cabeça, para quem acompanha o RA, pois a citada Nossa Caixa, que participava como anunciante estava na mão do então resolvido (por si mesmo, e alguns figurões do partido) candidato preferencial à presidência pelo PSDB. Ora, se era assim, porque eu desde que leio o Reinaldo -quase três anos atrás- ele bate na tecla que José Serra tinha que ser o candidato pelo simples fato dele ter mais cacife eleitoral?, atacando as fraquezas e inconsistências da candidatura Alckmin?!
The things don’t add up?!
Outras coisas também estão incorretas, mas não adianta lidar com convicções inamovíveis.
Abs.
mas cadê o Pax aqui, não me referia a ele.
Ô, Chest!? Quem me chama de Delsio, aqui?! E com este fraseado simpático , embora equivocado:!
Porrada! Porrada! Porrada! Mas sem mordidas, porque se um jornalista morder o outro, os dois morrem.
Acho até engraçado esse reinaldo aí falar de Ptralismo por parte do P.D.Não soou meio contraditório?Como se dissesse que o PD não poderia ser imparcial .A pergunta é :E a Veja ?pode?
Não volto a tocar no nome desse panfleto recheado de sofismas .
O PD fez um texto muito interessante sobre o Che.Crítico.Ele não o deve ter lido antes começar as acusações.Não lerei o que fala também, por puro desprezo.Se tivesse o RA lido o post que é até recete, perceberia a crítica apresentada , diferente por apresentar uma visão que é parcial a opinião do autor ( não a uma ideologia ),e não se revoltaria à toa…
Eu , cético no que se refere a possibilidade de um texto ser imparcial,gosto do blog do PD por que ele compensa suas posições.Eu leio e me posiciono, não preciso de apostila politizante como alguns .Não tenho que vestir o cabresto que parece vestir a maioria das pessoas que sabem que há uma discussão interessante sobre sistemas políticos rolando .
Delsio,
Quais foram os três governos corruptos que antecederam ao de Mário Covas? Fleury, antes Quércia, e antes Montoro?
Se alguém é capaz de afirmar isso, deveria ter continuado, pois antes de Montoro, São Paulo teve Marin, e antes desse Maluf. Poderia voltar até Carvalho Pinto, esse conhecido como honesto.
Agora, considerar o governo Montoro como um governo corrupto só pode ser coisa de quem não conhece política, ou coisa de quem não conhece São Paulo. Acho que você deve ser carioca, acertei?
Havia sim uma ala corrupta no governo Montoro, eram os secretários Serra, do planejamento e Paulo Renato, da educação. Covas também foi secretário de Montoro por um tempo e depois foi indicado prefeito da capital.
Quem insinuava que Covas era “do ramo” dos “negócios escusos” eram exatamente Henrique Cardoso, Serra e Paulo Renato.
Quem chamou Covas de vivaldino foi o ministro da justiça de Henrique Cardoso, disse publicamente e saiu nos jornais. Sabe o nome do ministro? Adivinhe!
Quem chama abertamente Geraldo Alckmin de malandro é também Serra. Quem vive em São Paulo sabe que Serra não está mentindo nesse caso. Ele mandou cortar os pagamentos de todos os contratos da secretaria dos transportes, todos, sabia?
E quem diz que Serra é bandido? Não sei quem diz, sei que Sérgio Motta dizia, abertamente, para quem quisesse ouvir. ACM também dizia, era só ter uma oportunidade. Ah! Tasso Jereissati também dizia, disse ao próprio presidente Henrique Cardoso, mais de uma vez.
E quem afirmou que Sérgião gostava de dinheiro sujo? Foi Covas, por diversas vezes, até para se defender das acusações que outros da equipe de Henrique Cardoso lhe faziam, sempre mirava no pobre menino rico Sergião.
Ah! Não podemos esquecer de Henrique Cardoso. Quem disse que ele também era chegado numas quirerinhas? Quando ele ainda era senador e cumpria o restante do mandato de Montoro, quem dizia que ele era “esfomeado” era o Sergião. Quando ele era senador de segundo mandato e se tornou ministro, quem dizia que ele “arrecadava bem” era Serra. E quando ele se tornou presidente, quem continuou a dizer que “gostava de um presentinho” era Covas, então governador, também de primeiro mandato.
O ciclo não se encerra aí. Tem o Paulo Renato, tem o José Aníbal, tem o Aloysio, tem o Goldmann, de cada um deles sei de histórias, e não sou o único que sabe, quem é do ramo sabe muito mais que eu.
Eu nunca votei no PT, a não ser nos dois últimos segundos turnos para presidente.
Votei diversas vezes em Montoro e Ulisses. Votei, mas não votaria mais, em Roberto Freire. Votei em Brisola, que tal?
Votei em Covas e já até fiz campanha para Geraldinho Alckmin, embora sabendo que ambos eram comemorados por seus correligionários como “competentes fazedores de caixa de campanha”.
De todos os que votei, o que mais admirei sempre foi Montoro, além de Ulisses, que só foi legislativo.
Montoro, ao que eu saiba, foi de honestidade incontestável e sabia que Henrique, Covas e Serra eram “do ramo”, mas via neles uma forma de combater Quércia.
E eles combateram tão bem que superaram Quércia em muito, no quesito corrupção.
Catatau “subjetivista epistemológico”? Nem aqui, nem na China!
Foucault não “determinista”, um dia S, e outro T (um “relativista”)? Nem aqui, nem na China!
RA, “mestre aristotélico”? Nem aqui, nem na lua!
Filosofia cristã nesses termos? Só se não existiu filosofia medieval, nem Berkeley, e nem vários outros!
;)
[...] O blog do também respeitado jornalista Pedro Dória, colocou o e-mail de Anderson na rede. Veja aqui. [...]
Êpa, muita informação junta, peraí, Pax. Antes de tudo, o qu tem a ver Reinaldo Azevedo com todos estes caras!? Ele fala através da revista e ,agora, do blog. Não é ouvido! Quem mais se utilizou das análises do RA foi o PT. Inclusive na última campanha presidencial.
Sou santista. Sempre vivi aqui.
Tinha até me esquecido do Franco Montoro. Não foi nem chu nem mu! Foi anódino, talvez por isso. Falo de Maluf, Quércia, Fleury!
Quanto ao Paulo Renato, tem notícia dele na mídia e no blog do RA:
Condenando e pedindo para o cara pedir o boné e parar de assinar artigos (for good!)…….com o imprimatur do presidente do Bradesco.
Não há compadrio com o erro, da parte do RA!
Só faço uma observação: como um editor de internacional de uma rvista como a Veja tem um inglês daqueles? a primeira carta dele ao Anderson parece escrita pelo Falcão, o cantor brega. por aí dá pra ver como a revista é feita - o editor de Inter não sabe se expressar razoavelmente em inglês, a crítica de cinema só assiste a blockbusters, o crítico de música não sabe o que quer dizer acorde, etc, etc…
NInguém, NINGUÈM, superou Quércia&Fleury em corrupção, Pax.
Talvez Lula!, mas aí já é de alçada federal!
P. Doria, por conta do link do comment. 182, cheguei a um pequeno artigo do David Coimbra, do Zero Hora.com, intitulado “As Vejas que vi”, que toma como ponto de partida a comparação de duas reportagens de capa da própria revista: a última, “Che: Há 40 anos morria o homem e nascia a farsa”, e outra, de uma década antes, “O Triunfo final de Che”, assinada por Dorrit Harazim. Como o próprio David Coimbra indaga, “E agora? Em qual Veja devo acreditar?” Pois o próprio se posiciona: “Sei a resposta: na de há 10 anos”. Mas vale a pena o que ele comenta depois, para não parecer que sua escolha se refere a uma ser contra e a outra ser pró-Che:
“Não porque a atual desmoraliza Che Guevara. Pouco me importa Che Guevara. Importa-me a Veja. Criei-me lendo essa revista, leio-a desde o tempo em que ela balizava o jornalismo brasileiro. Acontecia algo grave durante a semana, como, sei lá, a crise do Senado, e eu ia entender na Veja. Mas, por algum motivo, a Veja mudou.”
Melhor ir lá e ler o resto. Não aprofunda as questões, não trata de fazer uma análise densa do que ocorre com a Veja, mas desvia o foco dos argumentos reducionistas de sempre — e que se repetem também neste post —, caindo nos “petralhas e comunistas” vs. “direitobas fascistas” que só faz com que ninguém escute ninguém e todos urrem como num espetáculo de “vale-tudo”…
Ricardo Cabral, obrigado pelo link ao excelente artigo sobre Veja.
ACT
Ô, Ricardo não será mais certo falar de
” …última ‘Che: Há 40 anos morria o homem e nascia a farsa’, ASSINADA POR DIOGO SCHELP e outra, de uma década antes, ‘O Triunfo final de Che’, assinada por Dorrit Harazim.”
aBS.
Salci Fufu,
Nem queira saber o que o PSDB fez aqui no Pará.
2006 se encerrou com a prisão de Marcelo Gabriel, filho do ex-governador tucano Almir Gabriel.
Almir governou de 1995 a 2002 e elegeu o sucessor, Jatene, que governou de 2002 a 2006. Foram 12 anos de reinado tucano. Almir voltou a se candidatar em 2006 e perdeu.
Nesses 12 anos, Marcelo, o filho de Almir, saiu da condição de dependente sem renda para a de milionário empresário, dono de mais de 20 empresas. Todas trabalhando para o Governo do Estado.
Sua prisão foi adiada pela PF, para que não se acusasse o governo federal de influenciar nas decisões de voto. Só depois de apurados os resultados da eleição é que Marcelo foi preso, na “Operação Rêmora” (Rêmora é aquele peixe que se alimenta com os restos dos alimentos dos tubarões).
Um dos sócios de Marcelo Gabriel está preso. É o Chico Fereira, assassino confesso de 2 irmãos do deputado Alessandro Novelino.
Chico atraiu os irmãos Novelino para uma reunião na sede de uma de suas empresas. Lá ele algemou os dois e, juntamente com um ex-policial (Sebastião Cardias), e um radialista (Luiz Araújo), garroteou e matou as vítimas.
Os corpos foram atados a lastros de concreto, preparados com antecedência, e jogados na confluência dos rios Arapari e Guamá, entrada da Baía do Marajó. Para localizá-los, foi necessário escanear o leito dos rios. Os corpos foram resgatados, os assassinos estão presos e já confessaram os crimes, narrados detalhadamente em seus depoimentos.
A trama envolve contratos com o Governo do Estado (na gestão tucana), agiotagem para financiamento de campanhas eleitorais e o escambáu. No quesito agiotagem, fala-se que algumas dívidas estavam em fase de “cobrança executiva” (no ramo da agiotagem, essa expressão tem um significado muito especial…).
Como a turminha perdeu as eleições, o fluxo de grana foi interrompido. Aí os ex-amigos se desentenderam e deu no que deu.
Os fatos estão longe de ser esclarecidos, com destaque para a explicação da súbita riqueza de Marcelo Gabriel. Seu pai, o ex-governador Almir Gabriel, pelo que se sabe, mora em um apartamento luxuosíssimo, de propriedade do filho.
Um dos assassinos dos irmãos Novelino prestou depoimento dizendo que além das duas vítimas, havia pelo menos mais 3 na lista de assassinatos programados.
Uma dos marcados para morrer era a médica Sandra Leite, petista, atual presidente do instituto de previdência do Estado. Tão logo tomou posse, Sandra detonou o esquema de contratações fraudulentas que beneficiava as empresas do grupo de ex-amigos e sócios de Marcelo Gabriel, hoje inimigos de morte. Literalmente.
Bem, parece que, por decisão judicial, os autos do processo da “Operação Rêmora” serão tornados públicos. Sabe-se lá o que eles contêm…
E olha que estou falando somente dos “rêmoras” tucanos. Nem cheguei aos tubarões. Estes, num só lance, sumiram com mais de R$.500 milhões (isto mesmo, mais de R$.500 milhões) da dívida ativa do Estado. Não me pergunte como. E isso é só uma parte. Tem mais, muito mais…
Esse tipo de notícia dificilmente seria — ou será — lida, mesmo que numa mísera notinha, nos blogs ou colunas de certos jornalistas, autoproclamados paladinos da decência e da moralidade.
Pudera, né?
Ô, Ricardo Cabral, quer dizer que David Coimbra é um puro isento jornalista?!
Sem agenda secreta, talvez?!
Duvido! Talvez ele seja ……tão isento quanto Tereza Cruvinel, Paulo Henrique Amorim e Mino Carta.
Abs.
É, parece que acertei:
David Coimbra, este ano, depois de tudo, de toda a sacanagem política que sofremos:
“Apesar do desgosto do fotógrafo, encantei-me com a autenticidade de Olívio Dutra, e tomei o episódio como um símbolo da maior qualidade do seu partido: a coerência. Foi fermentado por tal coerência que o PT cresceu. Era algo novo no Brasil, um partido que participava do jogo democrático sem fazer concessões iníquas em troca do poder. E o PT ensinou aos outros partidos que coerência e sucesso não são excludentes, na política.
Foi esse o grande bem e o grande mal que o PT fez ao Brasil. O PT mostrou que a política séria é possível, que a política séria até existe, mas, elevado ao ponto mais alto ao qual um partido pode se alçar, atirou-se na incoerência. Alguém pode argumentar que nem todos no PT são incoerentes. Por exemplo, Olívio Dutra, que, de fato, continua sendo um autêntico,. Mas, ora, também há autênticos no PMDB, como Pedro Simon, e nenhum partido é mais fisiológico do que o PMDB, que topa todas as perversões por um carguinho. A ponto de o próprio Simon negar o PMDB. Simon vive num idealizado MDB, partido que ele pensa ter existido.”
Tá explicado para mim o repto acima, explicado por Ricardo Cabral. Ele sofre porque foi traído pelo sofá, que deixou a mulher traí-lo. Queimou o sofá! Tadinho.
:o)
Éd,
Você que conhece mais do que eu o que o Reinaldo escreve e, por isto, está mais familiarizado do que eu com o gosto que o rapaz tem por adjetivos, diga lá: com que adjetivos ele obsequiaria alguém que se envolvesse nas peripécias que a aristocracia tucana paraense andou cometendo?
Afinal, tem pra todos os gostos: fraudes em licitação, dispensa de dívida tributária em troca de financiamento de campanha, ordens para assassinato em larga escala, sonegação, apropriação indébita de contribuições previdenciárias,empresas fantasmas, obras fantasmas, superfaturamento e, mais recentemente, assassinatos de ex-amigos.
Como o Reinaldo faria para se referir a esse povo? Ele escreveria uma fileira de adjetivos ou arranjaria um meio de condensar, como fez com “petralhas”?
Dê só um palpite…
Simples, Elias. Ele diria a canalha, não tucanalha pois isto seria um derivativo de sua atribuição aos petistas safados!
O RA não é tucano. Não sei de onde se tira isso. Ele cansa de bater neles. Acima falei do Paulo Renato. Esta semana teve o caso do Ronaldo Cunha Lima. Levou porrada do Reinaldo, que sobrou para o juiz do Supremo também!
O Azeredo de Minas Gerais, desde que despontou toda a sujeira ele pede a cabeça dele, pois transigir com o erro dá margens ao supremo mandatário falar a porcaria que quiser. Como ontem, por exemplo.
Abs.
Parabéns ao Elias! Disse tudo sobre o RA. O blog dele transpira ódio coletivo.
Éd,
Tietagem leva à cegueira. Ou melhor, tietagem É cegueira. Reduzir todo o debate a quem vota ou deixa de votar no PT, e a repetição ad nauseam dessa expressãozinha tão peculiar - “petralha” é ignorar deliberadamente as outras questões que foram aqui colocadas, inclusive a ridícula declaração do Reinaldão de que o americano jamais será publicado pela Veja. Pode até ser considerada como ato de censura, mas no final, soa apenas pelo que é…ridícula.
Também não responde às questões de estilo muito bem dissecadas pelo Elias. Quem substitui argumentos por adjetivos é porque não os possui. E pretende ganhar no grito, na desqualificação - que é a maneira mais baixa de confronto.
O artigo cujo link o Ricardo postou fala exatamente sobre como a Veja perde credibilidade quando substitui reportagem por doutrinação. Ele acentua que o artigo de Dorrit Harazim foi baseado em farta pesquisa. Já o segundo artigo parte de uma visão pré-formatada, que já decide a priori quem é “bom” e quem é “mau”. E parte para a demonização.
Vários comentaristas deram exemplos de como a Veja manipula os fatos, mas alguns por aqui insistem em ignorar o principal e valorizar o acessório. A mim, isso é que parece convicção inamovível - também chamada de fé.
Salsi Fufu,
Eu sabia de algumas das trampolinagens dos tucanos, mas estou impressionada pelo alcance. Obrigada pela informação!
Elias,
Idem. Puxa vida, eu li sobre o Almir Gabriel e tudo mais, mas gangster é pouco, viuge!
Pedro, já tinha saído na CartaCapital um comentário do Jon Lee Anderson sobre a reportagem da Veja. Transcrevo abaixo. E opino: o ponto não é que ele tenha se sentido ofendido por não ter sido ouvido. Mas que achou a reportagem da Veja ruim. E ponto. O que Anderson disse à Carta:
“Vi o artículo de Veja na semana passada. Que ridículo! Baseado em fontes parciais e comprometidas, sem nada de novo a acrescentar, é um exemplo singular de jornalismo barato, ou seja, algo construído a partir de nada com o objetivo de fazer sensacionalismo. O resultado parece jornalismo investigativo, mas na realidade é puramente tablóide.”
Éd Lascar, sobre o seu comentário 189, o que tenho a dizer é que a sua tietagem pró-Veja e RA começa a beirar o ridículo. Você é o suficientemente inteligente para reconhecer que todos os que leram esta seqüência de posts do PD sabem que a última reportagem da Veja sobre o Che Guevara foi escrita pelo Schelp, daí a irrelevância do que vc trata de “corrigir” no meu comentário. Por outro lado, a menos que se leia o tal artigo do David Coimbra ou que se tenha em mãos o original de Dorrit Harazim, é pouco provável que qualquer um dos que por aqui comentam soubessem ou lembrassem da autoria deste último. Depois do seu comentário, o que foi que vc fez? Correu para encontrar alguma matéria que confirmasse as suas próprias teses: o sujeito é PT, e o que ele diz, portanto, não vale nada.
Você se deu ao menos ao trabalho de ler o artigo? É pequeno, eu mesmo fiz considerações sobre ele, se é que você notou, comentando que ele não aprofunda as questões que coloca. O que considerei uma boa sacada foi ele fazer a comparação de dois artigos da própria Veja, coisa que eu ainda não tinha visto, menos ainda em se tratando de duas reportagens de capa que não só andaram em direções opostas, mas parecem ter sido exercícios de jornalismo muito diversos um do outro — com pontos favoráveis ao mais antigo. E se vc perceber, o jornalista fala da importância que a Veja teve e ainda tem no cenário nacional, mas questiona se o que ela faz hoje é merecedor desse lugar. Da minha parte, como mero leitor que tenta ser minimamente crítico, posso te dizer que li muito a Veja na minha vida, mas que nos últimos anos tem sido difícil engolir seus vieses em quase todos os campos, seja na política nacional e internacional, seja sobre ciência, literatura ou cinema, assuntos que costumam me interessar. E olhe que passo longe de qualquer extremo, portanto serei capaz de voltar a lê-la com algum prazer!
Por último, desconstruir mitos alegando coisas como “ele não gostava de banho”, “tirava meleca do nariz e comia” ou qualquer estupidez do gênero não é nenhum mérito. Há desconstruções mais interessantes, pertinentes e consistentes, como aquelas sobre Mao Tse Tung, por exemplo, só para pegar um personagem histórico dito comunista e para lá de controverso. Você, meu caro Éd, se quisesse “ficar de mal” do dono do Weblog, por exemplo, poderia pinçar vários posts sobre comportamento, religião e sexo, fazer uma ediçãozinha safada e dizer que o cara é um pervertido, um amoral e sei lá mais o quê. Sei que vc não faria isso, até por já ter expressado a sua admiração pelo PD, mas entenda, volta e meia o que vc diz (na tentativa de defender aqueles que vc gosta) acaba beirando isso.
Ricardo Cabral, eu tenho que fiz bem em apontar a imprecisão sobre sua esmerada -talvez, por isso mesmo- informação sobre David Coimbra. Eu , quando o fiz, também fui impreciso. Me corrijo agora a matéria ” assinada por Diogo Schelp e DUDA TEIXEIRA”. Assim deveria estar . Não me desculpo pelo reparo.
Fiz bem novamente em duvidar de David Coimbra. Felizmente existe esta net maravilhosa que não deixa que se calem Reinaldos Azevedos, como a mídia petralha tentou. Na grande mídia eles são a maioria, na net , não são!
Coimbra dá voltas e age indiretamente. Quer mesmo a Veja sem credibilidade. Não vai conseguir. Ela está aí, graças à Deus, revelando falcatruas de Lula, de Renan e de quem quer que seja.
Andersen pode muito bem ser do mesmo naipe que David Coimbra. Ou na NYRB não existem canalhas?! Ou, para ser mais ameno: não existem pessoas com agenda política?!
I don’t think so!
Abs.
Você é surdo, Éd, não escuta, não pondera. Seus argumentos são os de um mundo preto ou branco, que aliás é algo em franca contradição com a sua própria história pessoal, de que já falou tantas vezes por aqui. Essa sua história eu admiro, diga-se de passagem. Já a sua mania de não-argumentar, não. Fica difícil dialogar assim! Não quero que você concorde comigo, não se trata disso. Apenas que questione o que eu digo, mas com argumentos, não tentando pegar na vírgula do meu texto. Espero bem mais de você do que isso.
Encerro por aqui a minha parte neste assunto, ainda que não pretenda com isso que a última palavra seja a minha. Posso voltar, se entender que há possibilidade de debate, já que, fora do teatro ou da literatura, acho os monólogos extremamente enfadonhos.
Abraços
É impressão minha, ou esse “Éd Lascar” é um maluco cuja paixão pela revista Veja ultrapassa os limites do fetichismo? Ou será funcionário da Veja? Ou - vejamos o IP - é o próprio Reinaldo Azevedo?
Acho que é baitola vejiano…
Bom, já me queixei de vocês ao Pedro Dória!
Ahahaha….
Abração, Ricardo Cabral!
Tem uma coisa nessa discussão toda que eu não consigo entender. Porque esquerdistas e direitistas radicais acusam-se mutuamente de canalhas, ladrões? Porque uma pessoa que tem uma visão de mundo oposta é necessariamente um fdp mau caráter?
Há outros modos de enxergar o problema. Pode-se pensar, por exemplo, que o que separa esquerdistas de direitistas é, no fim das contas, uma questão de método, de “meios”. Os “fins”, o resultado desejado, é o mesmo: uma vida em sociedade mais próspera, justa e livre de sofrimento o tanto quanto possível. É isto o que esquerda e direita, em tese, querem. Divergem somente no modo de se chegar lá.
Assim, quando eu vejo um direitista falando, não reconheço automaticamente — deixem-me frisar: automaticamente — nele um canalha, um mau caráter sem escrúpulos. Reconheço nele um sujeito que pensa diferente de mim, que deseja o mesmo que eu, só que por outras vias. Se vier a ficar provado que, além de pensar diferente, ele rouba, mente, corrompe e come criancinhas, bem, aí terei todos os motivos para condená-lo ao que de pior há em meu vocabulário.
O que me espanta é maneira como os radicais de ambos os espectros políticos desqualificam a priori aqueles que se lhes opõem. A condenação precede o julgamento: para o direitista radical, todo petista é canalha, e vice-versa.
E isto me espanta por um motivo: um dos maiores pilares de nossa civilização é a capacidade de ouvir o outro, de dialogar, de ser, enfim, tolerante. Isso é também um dos pilares do sistema político que erguemos e do qual nos orgulhamos, a democracia. Não é a toa que os regimes políticos levados a cabo por radicais esquerdistas e direitistas acabaram do jeito que vimos.
Digo isso motivado por comentários do tipo “Andersen pode muito bem ser do mesmo naipe que David Coimbra. Ou na NYRB não existem canalhas?!”
ACT
Digo isso porque não apenas o Reinaldo Azevedo, mas alguns comentadores aqui neste espaço, fazem uso deste expediente: condenar automaticamente o adversário a
Ops, acabou indo junto parte do rascunho.
ACT
O certo é: “O que o fez pensar…” e não “O que lhe fez pensar…”, como está na carta do editor internacional de Veja. Só se, por ser editor internacional, esqueceu-se do português…
Que Quercia e Fleury foram corruptos não posso afirmar taxativamente mas, como todos, tenho a convicção que foram sim, acho mesmo que foram e acho que foram “muito” corruptos.
Que Covas e Geraldinho foram corruptos tenho certeza. Colegas meus da escola de engenharia ficaram milionários e comentam abertamente nas reuniões onde nos chamam, aos outros, de ingênuos e idealistas.
Para que se tenha uma idéia, aquele bárbor crime perpretado pela Suzane von Richthofen (lembram?) foi motivado sabem por quê? Exatamente pela partilha de recursos, dinheiro, depositados em uma conta que o finado pai fizera com que a filha assassina adminstrasse.
Mentira? Procurem na história, “ponham no google”, e vejam quem é o padrinho da menina, quem é o advogado dela e vasculhem o noticiário que vão achar declarações de um promotor, afastado do caso pelo Marreyzinho. Marreuyzinho é pródigo em afastar promotores para empurrar casos para o esquecimento, lembram do crime da Rua Cuba?
Voltando à corrupção, Covas, depois da morte da filha, chegou a declarar que tinha que “enfiar a mão na merda”. Ele, espiritista que era, achava que estava imbuido de alguma missão; achava isso mesmo, acreditava nisso, e meteu a mão mesmo, não na merda, mas nos dez porcento que são tão corriqueiros que já nem mais são considerados corrupção, são chamados de “taxa de negócio” e “custo político”. Nunca ouviram falar disso?
Da minha turma de escola, seis trabalharam no estado, todos eles ficaram milionários durante os governos Covas/Alckmin. Milionários mesmo, não pouco milionários; homens de vários milhões.
Pois bem, sabem o que todos têm em comum? São amigos (sócios) de um tal Zuzinha. Sabem que é o tal Zuzinha? O Google está aí, logo ao lado.
Alguém citou o Almir Gabriel. Ele foi candidato a vice presidente na chapa do Covas, lembram? Lembram o que houve naquela eleição? Os tucanos, Henrique Cardoso na frente, abandonaram Covas e deram uma mãozinha para o Collor. Henrique Cardoso afirmava que Covas era “muito guloso”, Sergião Motta concordava.
O que Gaynaldo tem a ver com isso? É só ler as colunas dele e ver que ele defende todos esses “tucanos de rapina”. De vez em quando dá uma pauladinha só para fingir que é isento e para aumentar o valor de sua pena de aluguel.
Só não vê isso, só não sabe disso, que é de fora, ou daqui ou da realidade.
Se quiserem tem mais, é só pedir.
Isso, Pedro, humilha.
“Não é um apelido, mas poderia ser, considerando como se formam os apelidos. Pra que tanto mistério, bobão? Eu mesmo digo por que no vídeo gravado aí do lado: é porque eu tenho dois buracos na cabeça decorrentes da extração de dois tumores: um deles bem no cocuruto, onde os botos têm um “respiro”. Ponho o chapéu — no dia-a-dia, um boné de “mano” da periferia, hehe — para não deixar os outros constrangidos.” - Reinaldo Azevedo, retirado do Formador de opinião.
Tá tudo explicado: o RA tem “miolos” a menos!
Ah, e parabéns aos sempre ótimos comentários do Pax, Elias e Ricardo Cabral. Leio seus comentários com atenção. Mas nunca deixo de ler os do Chesterton, Ed Lascar e Mr X: são sempre muito engraçados!
Desculpem-me pelo texto acima, eu estava sem meus óculos e o algumas das teclas aqui estão gastas e apagadas.
Aproveitando o embalo, retomo o fio do assunto: citei toda essa canalha tucana somente para provar que o Gaynaldo defende corruptos.
Não quero dizer com isso que outros não sejam igualmente corruptos, do DEMO, do PT, do PMDB e de todos os demais partidos.
Só me dispus a falar desse assunto, já tão banal, para tentar não permitir que essa canalha tucana venha querer nos enganar mais uma vez, fingindo pureza, como certas artistas de bordel.
Nosso “menino moço” de “Dois Córgos” descobriu uma maneira até que astuta de ganhar o “leitinho das crianças”: ser o chefe da torcida tucana, pago pela revista que os tucanos pagam.
Gaynaldinho achou seu caminho, é uma espécie de Cláudio Humberto dos tucanos.
Cláudio Humberto “pagava pau” para Collor, Gaynaldinho é um pouco mais promíscuo, “paga pau” para vários, a começar de “Mendonção”, seu ex-patrão.
REinaldo Azevedo, Veja… onde puxo a descarga?
Pedro, do que valha minha opinião de quem mora nos EUA há 10 anos - são as “correções” de Azevedo que são risíveis, não tua tradução. Num outro site, tive a pachorra de cotejar as duas traduções:
- “One-sided” se traduz perfeitamente como parcial, especialmente em jornalismo, mesmo que o Reinaldo queira usar “unilateral”. A palavra “unilateral” existe em inglês, normalmente para tratados, feitos por uma entidade (governo ou não), sem esperar reciprocidade de uma ou mais partes. Como “unilateral disarmament” - que não é a mesma coisa de “one-sided disarmament” (aliás, nem faz muito sentido).
- “put some flesh and bone” não é “colocar humanidade”. Significa tornar mais realista, mais concreto. Senão Anderson teria usado “to humanize”. Ainda que não perfeita, a tradução inicial “pôr pele e osso” exprime melhor o conceito.
- “What you have written is an OpEd piece camouflaged as a piece of accurate journalism”
(tradução Dória) : “O que você escreveu foi um texto opinativo camuflado de jornalismo imparcial”
(tradução Reinaldo): “um texto opinativo disfarçado de jornalismo cuidadoso”
“Camuflado” funciona bem - disfarçado, com quer Reinaldo, seria “disguised.” Mas isto não é importante. “Accurate” traduz bem como correto, preciso, como resultado de uma prática cuidadosa - e não “cuidadoso” em si. Posso ser cuidadosa - e ainda assim estar completamente errada. Como o contraste é com a “peça opinativa”, de novo, a tradução inicial de “imparcial” se adapta melhor aos sentido original, ainda que não seja perfeita.
- “I am, glad, in the end, that you did not follow up with me for the interview,”
(tradução Dória): “estou feliz que você não tenha me entrevistado.”
(tradução reinaldo): “Estou contente, por fim, que você não tenha insistido comigo para fazer a entrevista.”
“Insistido,” porcaria nenhuma. Anderson teria usado “to insist”. “To follow up” é simplesmente continuar o contato já iniciado e respondido que teria resultado em uma entrevista (o que está implícito na frase seguinte de Anderson, e fica explícito na tradução).
E não entendi muito bem as críticas que dizem que Anderson teria ficado “com ciúme” de não ter sido citado. Puxa, Anderson é normalmente mencionado no mesmo fôlego de Seymour Hersch, das reportagens de Abu Ghraib. É jornalismo investigativo da melhor qualidade. Suas recentes reportagens sobre a ocupação do Iraque estão entre as raras peças que realmente trazem alguma reflexão e conteúdo na imprensa americana.
A idéia de ele teria ficado “magoado” por não ser ouvido para a Veja (que fez questão de usar o nome de seu livro, para dar legitimidade à matéria), ou preocupado porque nunca mais terá seu nome na revista, é simplesmente ridícula.
[...] Sua primeira mensagem, comentando a reportagem de Schelp sobre Che Guevara, foi publicada aqui; a resposta de Schelp, também. (Peço apenas que não aponte como erro o ‘gentileza’ inicial, aí embaixo. [...]
Bem, que o Reinaldo Azevedo e a Veja deixaram a máscara cair bonito deixaram.
Mas infelizmente duvido que se emendem.
Não entendi a crítica à Veja. Um monte de gente escreve sobre o porco fedorento, com uma visão altamente favorável. Mesmo que eu acreditasse que a reportagem de veja foi exageradamente crítica (não acho), ela nem mesmo estaria equilibrando a propaganda guevarista mentirosa de décadas. Até os defensores de guevara, aqui, admitem implicitamente isto. Mesmo eles admitem que ele cometeu crimes e tinha graves defeitos. É pintado em todos os lugares como um santo. Quando a Veja faz uma reportagem mostrando o outro lado, aqueles que nunca reclamaram da louvação a guevara agora descem o sarrafo na Veja.
Pergunto aos acusadores da Veja: Alguma vez vocês reclamaram de distorção a favor? Mesmo que achem que a Veja distorceu contra, deviam ter reclamada da distorção a favor anterios. De qualquer forma, como a Veja pode ter distorcido, se seus críticos não são capazes de citar uma única informação falsa na reportagem? Nem o americano fã de guevara foi capaz.
I’d prefer reading in my native language, because my knowledge of your languange is no so well. But it was interesting!
Ainda esta discussão? O assunto está mais fedido do que porco fedorento ou dolar em cueca de petista…
Parabéns, Pedro, você conseguiu 218 comentários!Quem sabe um outra tradução possa atrair o Mainardi…
I’d prefer reading in my native language, because my knowledge of your languange is no so well. But it was interesting! Look for some my links: