Veja, Che Guevara e Jon Lee
Anderson, seu biógrafo
O repórter Jon Lee Anderson, biógrafo de Che Guevara, foi procurado há umas semanas pelo também repórter Diogo Schelp, da Veja. O objetivo era uma entrevista curta para a composição da reportagem que saiu na revista a respeito dos 40 anos da morte de Guevara. É um entrevistado natural – afinal, Che Guevara, uma biografia, é a principal referência ao tema.
A própria revista, na reportagem que Anderson critica, descreve seu livro como ‘a mais completa biografia de Che’. Mas a cobertura daquele aniversário de morte já foi assunto deste Weblog.
Anderson respondeu a Diogo mas acabou não sendo procurado. Na semana passada, o veterano repórter de guerra da New Yorker teve acesso e leu a reportagem. Foi sua a decisão de tornar pública esta resposta a Schelp, que começou a circular por email entre os jornalistas brasileiros.
A original é em inglês, esta que segue é uma tradução:
Caro Diogo,
Fiquei intrigado quando você não me procurou após eu responder seu email. Aí me passaram sua reportagem em Veja, que foi a mais parcial análise de uma figura política contemporânea que li em muito tempo. Foi justamente este tipo de reportagem hiper editorializada, ou uma hagiografia ou – como é o seu caso – uma demonização, que me fizeram escrever a biografia de Che. Tentei pôr pele e osso na figura super-mitificada de Che para compreender que tipo de pessoa ele foi. O que você escreveu foi um texto opinativo camuflado de jornalismo imparcial, coisa que evidentemente não é. Jornalismo honesto, pelos meus critérios, envolve fontes variadas e perspectivas múltiplas, uma tentativa de compreender a pessoa sobre quem se escreve no contexto em que viveu com o objetivo de educar seus leitores com ao menos um esforço de objetividade. O que você fez com Che é o equivalente a escrever sobre George W. Bush utilizando apenas o que lhe disseram Hugo Chávez e Mahmoud Ahmadinejad para sustentar seu ponto de vista. No fim das contas, estou feliz que você não tenha me entrevistado. Eu teria falado em boa fé imaginando, equivocadamente, que você se tratava de um jornalista sério, um companheiro de profissão honesto. Ao presumir isto, eu estaria errado. Esteja à vontade para publicar esta carta em Veja, se for seu desejo.
Cordialmente,
Jon Lee Anderson.
Acaso Veja ou Schelp tornem públicas suas respostas, também serão publicadas.
Ainda sobre o assunto:
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eu !
cade tu rw ? :-))
ue? era pra ser entrevistado e nao foi…ponto…
qual o problema?
cheiro de ressentimento no ar…
a reportagem matou a pau…
Caramba! Agora quero ver as cenas do proximo capítulo.
Mas, ói, veja é outra coisa.
O Ministério da Saúde adverte:
Veja pode provocar lesões profundas e irreversíveis no cérebro. o
Veja cega
Veja mata.
abstrato: eu arriscaria dizer que a questão do Anderson não é ressentimento por não ter aparecido em Veja. Ele escreve, afinal, na New Yorker, que é uma das revistas mais prestigiosas do mundo.
NY é treta, mano.
meu deus, isto não acaba. até quando teremos gente plaudindo este assassino?
Aplaudem Che, aplaudem Franco…
nao li a reportagem da veja, mas tou aqui de boina com estrelinha, hasta la vitoria, siempre !!
A reportagem da Veja beirou o ridiculo.
Aliás, há anos a Veja não presta.
Desculpem, esqueci uma frase: Não perdeu grande coisa em não lê-la, Confetti.
É um “slap in the face” com luva de pelica. Nunca chegará, entretanto, a 90% dos leitores de Veja, que só lêem Veja.
Abraços.
rachel, o fred schmidt pintou la no open, deixou recado !
;-)
Sr Jon Lee Anderson, o senhor é um homem correto. E nem sei se a Veja merecia qualquer atenção de sua parte…
Veja se tornou um panfletão ilegível.
Porque será que eu não estou surpreso?
É apenas mais uma amostra do desprezível “jornalismo” feito por Veja e outros da sua laia.
E eu nem sou petista …
PD,
Você viu o meu e-mail sobre o Leo ?
Luiz: vi.
Confetti, qual OT? O de agr, que o PD acabou de abrir??
Ah, pelamordedeus… Francamente, não tenho nenhum fascinio pela figura do Che Quevara… Quanto antes for esquecido, melhor. O Jon Lee Anderson provavelmente ganha sua bela grana vendendo biografia do hômi, claro que não quer que o mito acabe.
Veja: nao leio mais. Não vale nada. Até Mainardi tem. Imagina se minha cabeça merece uma merda dessas.
Não , a revista Veja não mata nem faz mal aos cérebros, com exceção dos que nela escrevem. A matéria sobre Che, que tive o desprazer de ler, é a materialização cabal da parcialidade que, infelizmente, assola boa parte da imprensa brasileira na atualidade. Aquela revista, comprometida pelos anunciantes (que ocupam 60% do espaço gráfico, em média), é porta-voz da mais desprezível linhagem direitista que, na ausência de argumento , inventa e mente . O “jornalista” que assinou a matéria, por mais que escreva asneiras, não conseguirá obnubilar a imagem histórica de Che.
abriram as portas do clube dos ressentidos com a VEJA, pelo visto…eheheh
so tem frustrado metendo pau na unica revista no Pais, que ainda informa alguma coisa…
que mexe e remexe nos fatos que a maioria deseja que estejam em inercia absoluta…paradinhos, la no fundo da lagoa sombria dos casos esquecidos…
o Avacalheiros que o diga…
“Veja: nao leio mais. Não vale nada. Até Mainardi tem. Imagina se minha cabeça merece uma merda dessas.”
Pois é, o Mainari é INSUPORTÁVEL.
PD, sim pode ser…mas esse senhor deveria entender que o desejo manifestado pela revista em entrevista-lo, passou…
ou sua opiniao foi considerada desnecessaria para a elaboracao da materia…
o Mainardi é ótimo. Só quem se sente atingido pelas coisas que ele diz é que não acha.
tambem acho insuportavel aquela mania do Mainardi de ser independente, de escrever e revelar fatos escondidos debaixo dos cobertores petistas…
esse Mainardi eh mesmo uma verdade inconveniente….
..e o cara acha que virou oráculo sobre a vida do bandido? Mais um que se acha. Deve ser outro argentino disfarçado, procura,que temparente lá.
Companheiro pedro doria
Eu, josef mario, devo dizer que caso fosse, com o perdão da má palavra, o companheiro abstrato, retirar-me-ia deste conceituado blog envergonhado, para nunca mais voltar, após a brilhante resposta dada pelo companheiro no seu comentário 4.
Muito obrigado.
Abstrato, eu nem devi dirigir a palavra a vc, mas fá-lo-ei.
Primeiramente, aprenda pontuação. Vírgula mal colocada, separando sujeito de predicado, é coisa de ignorante suburbano - único tipinho que consegue estar ainda mais baixo no meu consenso que a classe média.
Segundo, eu sempre fui a primeira defensora da Veja. Acho ridículo - volto a dizer - quem critica sem argumentos a Veja, o Lula e as universidades públicas. Nos três casos sempre me parece despeito e inveja.
Mas que a Veja, nos últimos anos, só tem noticiazinha calhau, pra encher espaço, ninguém (com um pouco menos de dor de cotovelho que vc) discorda. Vide as matérios de cunho “científico” que tem trazido. Até biologia pra boi dormir de “Os homens são de marte, as mulheres são de vênus” o leitor teve que aturar.
Mas, enfim…. pérolas aos porcos.
Mainardi é como Jabur: adoram aparecer, sempre na “direita” - seja lá o que isso signifique hj no Brasil.
Um quê de lacerdismo? Talvez. Chamem-me de paranóica (aqueles a quem dou mora), mas eu vejo.
e o Lulla la precisa de argumentos pra ser criticado?…ahahahaha
gosto de receber esporro de gente assim, culta….
O problema não é o Che. Poderia ser qualquer assunto. O problema, senhores, é a atitude: se os fatos (ou as interpretações destes) me contradizem, às favas com eles!
A Veja pode sustentar qualquer posição ideológica que quiser - faz parte do jogo. Mas esquivar-se do bom debate, das visões distintas e opostas à tese inicial que se pretende defender, isso é não é jornalismo.
É doutrinação.
César,
Já eu estou no campo utópico dos que acreditam que o jornalismo deve meramente informar, sem ser influenciado ou se deixar influenciar por posição nenhuma.
Mas, infelizmente, a imparcialidade parece ser característica inerente a deuses e alienígenas, não a seres humanos.
a Rachel eh o meu Jon Lee Anderson…
me despreza, mas perde tempo em escrever cartinhas de resposta…
josef
nem achei tao brilhante assim…e acredito que o PD tambem nao tenha achado…
Peraí, Rachel, estende esta sua crítica às publicações da esquerda para ver no que vai dar (gostou da crase?).
ou é extende?
O discurso do Mainardi.
O Lula é ladrão, o povo brasileiro é raça inferior, o Lula é ladrão, o povo brasileiro é raça inferior, O Lula é ladrão, o povo brasileiro é raça inferior….
Depois muda de assunto
O Lula é ladrão, o povo brasileiro é raça inferior, o Lula é ladrão, o povo brasileiro é raça inferior, O Lula é ladrão, o povo brasileiro é raça inferior….
Depois varia um pouco
O Lula é ladrão, o povo brasileiro é raça inferior, o Lula é ladrão, o povo brasileiro é raça inferior, O Lula é ladrão, o povo brasileiro é raça inferior….
Haja saco.
bem, mas e a mentira do Mainardi?
e os argumentos do tal Jon desqualificando o Diogo sao bem fraquinhos..
licoes baratas de moral pra la de cliche….
o mesmo nivel de desqualificacao utilizado pelo tal de Zeca Baleiro, tentando atingir o RA…ahhaa
algo do tipo, “os idiotas tambem devem opinar e a prova disso eh a existencia do seu blog”….foi isso ai ou algo que o valha….
“….imaginando, equivocadamente, que você se tratava de um jornalista sério, um companheiro de profissão honesto. Ao presumir isto, eu estaria errado”
pufffffffffffffffff! :P
eh de se fazer xixi nas calcas de tanto rir….
Chesterton, velho e bom Chesterton, você acha o povo brasileiro raça? E inferior? Putz. Pô.
Pax
nao eh verdade…tem muito mais…o extenso leque de opcoes bandalheiristicas que o petismo proporciona nao deixaria o Mainardi ficar tao limitado nos seus comentarios…
Os “humoristas” ainda não leram Henri Bergson e, por isso, não conseguem produzir nenhum gracejo.
Achei legal para comprovar o nível de jornalismo da Veja nos últimos anos, independente de que lado que eles apontem. A maioria de seus apoiadores defende por que lê o que gostaria de ouvir, o que eu sempre considerei que é o melhor modo de se enganar alguém.
Mensagem aos esquerdistas:
Arrangem novos ídolos, por favor. O Che não dá pra aturar… “obnubilar a imagem histórica do Che”, PQP…
A reportagem da Veja é parcial? Claro que é. A sua celebração na Caros Amigos também. E a biografia do Jon Lee Anderson também é parcial, a quem queremos enganar? O Jon agora se acha o Papa das biografias cheguevarianas, well, tenho notícias pra ele, existem pelo menos umas 50 outras biografias do assassino socialista no mercado. O Jon ficou de achar que é indispensável. Não é.
p.s. Não vale escolher o Chávez como novo ídolo tampouco. Tem alguém de esquerda que pense?
“Jornalismo honesto, pelos meus critérios, envolve fontes variadas e perspectivas múltiplas, uma tentativa de compreender a pessoa sobre quem se escreve no contexto em que viveu com o objetivo de educar seus leitores com ao menos um esforço de objetividade.” (Jon Lee Anderson).
Simples e objetivo. Por acaso é preciso mais argumentos para não se ler a “revista” Veja nos dias de hoje?
Li muito essa revista ao longo dos anos. Hoje é bem mais difícil gastar o meu tempo com ela, por ver a sua perspectiva enviesada do mundo até naquelas notinhas sobre quem morreu, quem foi preso e sei lá mais o quê… Dá no mesmo lê-la ou folhear uma Caras, por exemplo, enquanto se espera no consultório do dentista. Pena, porque nem sempre foi assim…
VEJA bem,
Jon Lee Anderson disse tudo. Chamou o reporter de VEJA de desonesto e a revista de parcial. Aliás, “a mais parcial análise de uma figura política contemporânea que li em muito tempo”.
Resumindo, reportagem desonesta e sectária.
Quem não enxerga isso só pode integrar acriticamente a mesma seita.
olh, ele faz piada como povo brasileiro, que chama de raça, no mesmo sentido de Raça rubronegra (sim, existe). E nós sabemos que o povo brasileiro é bastante chinfrim.
Vamos fazer esta pergunta, existe alguém de esquerda hoje em dia que mereça respeito intelectual?
O que acontece hoje com a casta neoliberal brasileira é uma crise de identidade. Como pode, é a pergunta que se fazem, um governo neoliberal de um “gauche” ser mais neoliberal e ter melhores resultados neoliberais que o governo neoliberal de um neoliberal?
Como não há resposta satizfatória, desandam a bradar preconceitos e críticas pessoais.
Eu
Chesterton, não existe absolutamente ninguém “hoje em dia” que mereça respeito intelectual. Já há algum tempo.
Tem gente na Itália que cultua o Mussolini. Tem gente na Alemanha e na Áustria que cultua o Hitler. Tem gente na Rússia que cultua o Stálin e o Lênin. Era mais do que natural esperar que houvesse gente na América Latina que cultuasse a imagem do Che Guevara.
Isso não significa que o outro ladismo, tão em voga na imprensa brasileira, deva dominar qualquer peça jornalistica. Afinal, quem por aqui já assistiu algum documentário ou reportagem mostrando o outro lado do Hitler? O lado não monstruoso? E se alguém fizer isso será bem recebido.
A Veja fez o que fez porque considerou que perto das monstruosidades perpetradas por Che Gevara, qualquer gesto de humanidade dele foi insignificante.
Resumo da Ópera: como tudo o que a América Latina traz para o mundo é de pouca importância, Che Guevara é o nosso pequeno e insignificante Hitler.
Agora confesso que estou curioso com a reação da mídia brasileira. Se o corporativismo vai fazer a coisa passar em brancas nuvens, vai haver um questionamento sério ou vai ficar no rame-rame direitaxesquerda de sempre.
Este trecho
“” Esteja à vontade para publicar esta carta em Veja, se for seu desejo.
Cordialmente,
Jon Lee Anderson.”" é supra sumo da ironia.
Fui leitor de Veja. Mas lá pelos idos de 99/ 2000 alguma coisa por lá saiu do lugar.
Talvez tenha sido decorrendo do alinhamento dos 5 planetas. Ou quiçá problema de bug do milênio.
Abandonei sei medo a assinatura e leitura semanal de veja e não sido saudade ou mesmo síndrome de abatinência.
digo “”sem medo”"”
“”síndrome de abstinência”"
Ora, convenhamos cá entre nós, esse negócio de imprensa imparcial é balela, não há nada mais parcial do que se dizer imparcial, isso é quase uma impossibilidade epistemológica. A VEJA é muito clara quanto a sua linha editorial, ela se poicionou dessa forma e ponto. Cá entre nós novamente, é de um terrível mau gosto, mas enfim…
Sinceramente o que existe mais de Che do que um assassino? Existe mais alguma coisa? O cara matou em Cuba, foi incompetente o suficiente para não conseguir ser ministro, depois foi matar mais na Bolívia. Depois de ter ido matar na África. Ponto. Não existe mais nada.
Eu - Eu respondo. Isso porque qualquer liberal que acabou de perder as fraldas sabe que governo nenhum cria nada da noite para o dia. Resultados - principalmente macroeconômicos - possuem um tempo de maturação de mais ou menos 12 anos. Portanto os resultados do atual governo neoliberal de hoje foram construidos no governo neoliberal passado, cabendo esse governo neoliberal garantir o futuro e não o presente.
Como qualquer estudantes de 1º período de economia sabe (ou qualquer um com dois neurônios) rendimentos presentes não são garantias de rendimentos futuros.
[]´s
“Por que não te callas”
Rei Juan Carlos I da Espanha, colocando o Ditador Chavez no seu devido lugar da história: o lixo.
o livro
agora vai…o livro que esse sujeito escreveu deve ser algo como um marco na historia da imparcialidade, nao?
arrogante e despeitado…a Veja deixou o sujeito chupando o dedo, deu-lhe uma banana e entao o Senhor Imparcialidade perdeu seu tempo em escrever uma cartinha cheia de cliches educados…
o pior de todos os tipos sao esses que gostam de desqualificar “com educacao”, garbosos, altivos, achando que estao escrevendo a sacada do seculo…
um bom uso pra essa cartinha chinfrim esta no banheiro…
A VEja tem o lado: da Democracia! Chê não era um.Pau nele! Tem de mostrar seu lado negativo, porque simplesmente: ELE EXISTE!
Pax, nunca ouvi o Diogo falar nestes termos de raça inferior falando dos brasileiros. Eu já vi ele desancar -como todo mundo com um mínimo de inteligência- o conceito de raça falando dos seres humanos.
Eu assino a Veja. É a melhor ,disparado, revista de informação do Brasil.
Abs.
A Veja tem UM lado: da Democracia.
Sorry!
Homero!!!
Muito bom teu resumo da ópera, maravilha…rsrsrs.
Caro Lascado, bem a calhar… Se coubesse à VEJA ou a qualquer outro arauto do opinódromo o exercício da democracia aí é que estaríamos todos lascados… quem exerce esta somos nós! por mais amorfo que esse nós de povo possa parecer… Mas é claro, eu respeito que a VEJA posicione livremente sua linha editorial, onde quer que deseje…
Pax,
O Mainardi tem razão em parte, é só prestar atenção aos comentários dos admiradores do dito cujo, que você entenderá a quem ele quis se referir como raça inferior.
Há muito a Veja se transformou numa publicação segmentada.
Seus leitores buscam nela apenas a reafirmação daquilo no qual já acreditam.
Há alguns anos, o Brasil tinha boas revistas semanais. Hoje não tem nenhuma.
Parece praga de mãe…
Aqui em Belém, um empresário brilhante montou um império de comunicação. Jornal, rádio, tevê… tudo operando tecnologia de ponta (ele era fascinado por inovações tecnológicas).
Quando ele morreu, há uns 15 anos, o jornal rodava cerca de 45 mil exemplares de 2ª a sábado, e 100 mil aos domingos.
Aí os veículos do grupo foram transformados em partido político. Nos últimos 12 anos, eram, na prática, a assessoria de comunicação do PSDB.
A grana continuou entrando, mas o jornal foi perdendo leitores. De 45 mil e 100 mil, fechou o ano passado rodando 13 mil e 25 mil, ou coisa parecida.
Então deu-se a m… (pra eles). O PSDB perdeu as eleições. A grana parou de entrar. A circulação continuou estagnada e o jornal foi ultrapassado pelo concorrente, que hoje abre vantagem cada vez maior.
Os anunciantes pressionaram para o jornal reduzir o preço da veiculação. Proposta recusada. Os anunciantes também se bandearam pra concorrência (que não é lá esse chocolate todo, diga-se).
Do ponto de vista tecnológico, o jornal continua lá em cima. É impresso em um equipamento importado da Alemanha (Roland, salvo engano), que imprime a cores naquele papel fino, etc e tal. É capaz de rodar, num único dia, a tiragem de um mês. Imprime revistas, frita peixe… enfim, faz o diabo! Parece que é o único — ou dos poucos — no Brasil.
No mais, é o retrato da decadência. Fala-se que a Globo estaria pressionando no sentido de que o grupo transfira a estação de tevê para outra empresa, e por aí vai…
Lembro de uma entrevista com a Lilian Witte Fibe, na qual ela dizia que o maior patrimônio de uma empresa jornalística é a credibilidade. Sem isso — disse Lilian — a empresa pode se segurar por algum tempo, mas o castigo virá galope. Aí ela descrevia o passo a passo do processo.
Parece um pré-retrato do que aconteceu com esse grupo.
Será que a Veja se segura? A meu pensar, não.
Os sujeitinhos que se escondem sob os pseudônimos de Chesterton e Abstrato são obviamente retardadinhos. Não há posição política que sustenta uma reportagem leviana como aquela da Veja sobre Che Guevara. Trata-se de uma questão técnica: aquilo é péssimo jornalismo, só. Aliás, nem jornalismo é, tal o grau de inexatidão. Na verdade, se fossem menos doidos, sujeitos como Chesterton e Abstrato perceberiam que, na verdade, uma revista como a Veja só prejudica a direita. Afinal, é mais do que hora de se demolir o mito Che Guevara - mas isto tem de ser bem-feito, ou fica ridículo, e é o jornalista que se autodemole. Um sujeito como o Chávez, para lembrarmos outro exemplo, só adquiriu a força que tem porque a imprensa oposicionista venezuelana fez muito mal seu trabalho, editorializando o que, como notícia sabiamente apurada, teria muito mais força.
Volta e meia me cai na caixa de e-mail algum texto atribuído à jornalista.
Sei não, fico meio com pé atrás, ô Pedro Doria, esse texto é do Jon Lee Anderson mesmo ou é mais um desses que se parecem corrente?
Por nada não, acho que o gringo não se daria o trabalho em responder, a não ser que se conhecessem muito bem.
:-/
Pablo Vilarnovo.
Essa resposta pegaste de onde?
VEJA bem, acho que já a li anteriormente em algum lugar…
proftel: o email veio do próprio Anderson.
Há algum tempo a Veja não passa de uma combinação de panfleto udenista com livro de auto-ajuda.
Mas me parece que seu atual posicionamento político é menos ideológico do que mercadológico. Uma estratégia para chegar a um público-alvo, que é a classe média de SP e do do interior de SP (não por acaso tem gente na Abril que chama a Vejona de Veja Bauru…). São eles que têm dinheiro para comprar o que quem anuncia na Veja vende.
É como o Zorra Total, que busca atingir um outro público-alvo, a classe C e D, com seu humor bem popular.
O equivalente dos bordões e das mulheres seminuas do Zorra Total, na Veja, são termos como “esquerdistas bocós”, capas com o Lula levando um pé na bunda, matérias que parecem ter sido escritas durante a Guerra Fria etc. e tal.
Afinal, no fundo, no fundo, o que interessa aos Civita é o mesmo que para os Marinho: fazer dinheiro com seus veículos vendendo espaço em suas revistas para anúncios ou tempo em sua programação para comerciais.
Una meIERda de coments!
Eu - Fique livre para contesta-la quando quiser. Se puder…
Prazengoff, mais um. Próximo.
A Veja contratou o Reinaldo Azevedo, que publicava a Primeira Leitura. Só isso a faz a melhor revista do Brasil de longe. Assinem.
Putz…. É pra ensacar a viola e se mandar….
Adeus.
Pedro Doria:
Bom, aí já é diferente, o troço muda de figura e, se o kra mesmo escreveu é porque ficou descontente paca’s com o andamento da coisa por aqui.
Eu vi a reportagem da Veja, a gente que está acostumado a roer e virar do avesso a história fica muito crítico com um troço daquele, puxando só pr’um lado.
Podem escrever, daqui prá frente se o Jon L. Anderson comentar qualquer coisa na revista em que escreve sobre o Brasil ou qualquer outro toque que diga sobre, vai levar pedrada da Veja, vai ficar como aquele jornalista que falou dos goró do Real Molusco.
Quer saber, o kra falou foi é pouco sobre a dita reportagem.
:-)
Che foi um crápula assassino.
A esquerda insiste em considerá-lo herói só porque foi um genocida de esquerda, mas genocida é genocida, não importa porque ideologia assassine pessoas.
Che devia ter algum tipo de perversão, um desvio de conduta, talvez sífilis, gonorréia ou demência precoce. Talvez apenas tivesse merda na cabeça mas é um assassinozinho de gente inocente sim.
O próprio Fidel tratiou de livrar-se dele mandando “revolucionar” o continente e não duvido nadica se não foi Fidel que entregou o mané genocida.
Pena que Che morreu rápido. Merecia sofrer e muito antes de ir dessa para pior…
Vem cá, agora fiquei curioso, o repórter Diogo Schelp escreveu só o que saiu lá na Veja ou escreveu mais alguma coisa que foi “filtrada” pela editoria?
Não cabe o benefício da dúvida em cima do Schelp? Numa dessas o kra tá lá defendendo o dele, escreveu um monte e cortaram o que não interessava.
Olha, não conheço o kra alguém aí pode responder?
De boa, é só curiosidade mesmo.
:-)
http://www.claudiohumberto.com.br/Portals/8/2007/11_novembro/Lezio%20Jr%2012-nov-2007.JPG
já ouviram falar de Cubazuela? Hitler anexou a Austria, Chaves vai encampar Cuba assim que Fidel morrer.
Pablo Vilarnovo.
Contestar o quê? Essa tese de que o governo Lula só está dando certo por causa do anterior governo FHC é narcisista. Lula poderia fazer um governo neoliberal incompetente e a economia estar uma merda. Por outro lado, deveria ter feito um governo de transição que começasse o pagamento da dívida social que a elite deste nosso Brasil ainda tem com seu povo, a saber: educação de qualidade para a população de baixa renda, real incentivo a micro e pequena indústria, reforma tributária digna do nome, fomentar a ciência e a tecnologia pois só assim entraremos no século 21, reforma agrária, etc.
Mas não, apesar de tímidas iniciativas, o que vivemos hoje é um aprofundamento do neoliberalismo (basta ver os lucros crescentes dos bancos). Tanto que o discurso oposicionista, fora a bravata da CPMF, não contempla crítica econômica pelo simples motivo de rezar com a mesma cartilha.
Volto a afirmar, o que os neoliberais não conseguem engolir é a competência do governo neoliberal do “sapo barbudo”.
O mais engraçado de tudo é que leitores da Veja como o Chesterton e o Abstrato são ridicularizados dentro da própria redação da revista. Afinal, com poucas exceções (casos de paranóia extrema), os jornalistas que trabalham na revista só escrevem certas coisas mais absurdas porque são pagos para isso. Não há nenhuma convicção envolvida. O jornalismo é, no fundo, uma modalidade de prostituição. Em vez de corpos, mentes de aluguel. Com o agravante do romantismo fora de lugar, quando o sujeito, mesmo sem convicção, se empolga com o ritmo do trabalho: pede-se que dê o rabo, e ele acaba beijando na boca…
luiz prazengoff myrtes, essa definiçao do jornalismo é interessante ! o “quarto poder” anda em plena crise de identidade mesmo….
Broncoleone Josuégua…..que mentalidade atrazada!
Quase facista….os demonios estão livres por aqui….vou tentar escrever com racionalidade…até o PD está meio fora do controle! Hummmmmmmmmmmmmm…..
HRP:
Desculpe, esqueci que genocidas de esquerda (ou que pelo menos dizem que são de esquerda) podem ser genocidas à vontade que são considerados heróis. Sempre esqueço que até as maiores atrocidades da esquerda sempre são”atos nobres”, perpetrados pelos mais nobres interesses da causa proletária.
Pol Pot foi um anjo. Stalin disputaria um nobel da Paz com Madre Tereza.
Che era um crápula sim
prazengoff,
há anos eu chamo os jornalistas de “proletários intelectuais”. São pessoas super-preparadas (às vezes) mas que, assim como os operários da indústria, fazem tudo o que o patrão mandar - e ainda ganham mal pacas.
Jornalismo é uma das profissões liberais mais mal pagas no Brasil. Um cara com dez anos de profissão, réporter de primeira, por exemplo, raramente leva mais de cinco mil para casa no final do mês.
Branca,
parece que Madre Tereza não era nenhuma santa…
agora, você se equivoca. A esquerda tem seus ídolos, sim. Alguns caem (stalin, pol pot, mao etc), outros permanecem. O problema é que a tal da reportagem não contribui em nada para a queda do ídolo guevara, aliás aquilo não é uma reportagem coisa nenhuma.
5 mil tá mais que bom, quer o quê, 50 mil?
Dona Myrtes, ainda não disse a que veio. Vai tocar o quê?
http://www.reason.com/news/show/28850.html
Broncoleone…não da mais para fazer esse joguinho de desculpar seus erros jogando o dos outros na cara do oponente….e larga dessa porr..de mania de me confundir com comunista…. voces radicais sempre a procura de oponentes tão desmiolados quanto…!….EEEEEEEEE…..Larga “deu” tio!
Gente vcs tão defendendo o Che!!!!!
O cara foi morto pelo exército da Bolívia!!!!
Precisa dizer mais alguma coisa???
Se juntar a gente aqui do blog, cada um com um 38 a gente capitula a bolívia em 2 dias no máximo, isso hoje, imagina 40 anos atrás.
Estou com Saladino!
viva!
impressiona-me como o mundo de Matrix está arraigado em alguns leirores.
“Veja: melhor meio de informação do país?!”
esse trem descarrilhou a quase 10 anos e dai só vem desgovernado descendo a ladeira e espalhando seus escobros e sua mercadoria vencida.
VEJA, melhor revista brasileira, disparado. Melhor meio de comunicação? Prefiro a inerneta.
Ótima a recuperação que o Elias fez da questão da credibilidade. Me lembrou o que aconteceu com o JB no Rio. JB era “O JORNAL”. Era o jornal mais respeitado. Referência. Saiu no JB. Se o JB tinha publicado era verdade. O Globo era um jornal com espírito de tablóide popularesco. Até a diagramação era algo que estava no limite do Dia, o jornal que espremido escorria sangue.
Então o JB começou a cortar custos. E dizem, havia alguém da diretoria que chegava de helicóptero. Dívidas, ainda segundo gente antiga no jornal, que no mesmo esquema das dívidas de falência desonesta, não afetavam em nada a fortuna pessoal dos proprietários. E toca de deixar estagiário a escrever matéria. E de assim em assim, o JB foi caindo de qualidade, até o dia em que parei de ler, achando que o próximo passo seria a Danusa Leão ser responsável pela editoria econômica. Fui ler o Estado de São Paulo, porque a Folha, depois daquele momento iluminado das Diretas, também foi despencando. Agora leio o Globo, na internet, não tenho passarinho para forrar gaiola, nem vendo peixe. Não há papel jornal capaz de dar vazão às proezas fecais de rotweiler. As análises são tendenciosas sim, vide Miriam Leitão, uma mulher tão sofredora quanto Zélia, aquele cabelo não deixa a coitadinha em paz! Mas sabendo quem está falando você descobre porque está dizendo o que está dizendo. E via de regra as informações são corretas.
E o que Saladino disse me pareceu perfeito. Irretocável.
De resto, é ler qualquer coisa com o pé atrás.
Que bela resposta do John Lee Anderson! Parabéns para ele.
Pelas minhas contas, baseado nesse post tem uns 33% de direitaças aqui, mas fazem um barulho insuportável… (parece bem mais)
a razão impera.
Qualé, não é difícil, Esprit… VEJA você, a esquerda ainda tem seu ídolo maior em Che…
Ora, o que o Che fez de útil? Era um guerrilheiro, um soldado da revolução. Descartável. Pode-se dizer que seu maior trabalho ele fez depois de morto - virou o poster-boy da causa comunista mundial. Uma imagem que dura ainda. O Jesus Cristo dos comunas.
Aliás, eu diria que o grande herói cubano nem é o Che, mas o fotógrafo Alberto Korda, que tirou essa foto mítica do Che e não ganhou nem um centavo por isso.
é, Pedro…eu simplesmente nunca leio a Veja, porque quem usa a Internet todo dia, nao precisa de uma revista semanal que traz as mesmas noticias ja lidas. Por outro lado, fico imaginando o que passa na cabeça do Civita, qdo lê uma resposta desta que diz simplesmente: a Veja nao faz jornalismo. Portanto, devia mudar seu foco e produzir uma revista de opiniao sobre os fatos. Ahí, ninguem poderá dizer que nao foi avisado sobre o conteúdo da mesma. Eu ja li tantas “pseudo-reportagens” totalmente baseadas em manipulações da verdade vinda desta revista que simplesmente nao perco mais tempo com isto. Por outro lado, neste espaço do seu blog, eu aprendo e prazeirosamente leio comentarios. Voce tem meu respeito como jornalista.
“Em toda a esquerda só tem boiola!”
(Olavão, no seu programa de rádio do dia 12/11)
Errado, a Veja é a melhor revista semanal do Brasil. Se você não gosta de revistas semanais, faça como eu e usa a interneta.
Esprit de porc: pra vc ver q os direitobas são tão hipocritas q não exercem aquilo q sua bandeira representa, a maledita democracia, q é a bola da vez deles.
revista veja? só uso pra limpar merda de cachorro (qdo ganho um exemplar, é claro)
Vira, mexe, remexe e de novo caímos naquela de “Imprensa verdadeira”.
Não existe isso. Nenhum jornal, revista, rádio ou TV de qualquer lugar do mundo tem o poder divino de informar a verdade porque não existe verdade na informação. Toda a informação tem a opinião de quem informa. Não existe no universo alguem que informe alguma coisa sem ser parcial, interessado ou falso.
Exigir uma revista semanal imparcial, ou um jornal ou uma rede de TV imparciais é como querer que uma prostituta seja fiel sem deixar de ser prostituta.
Veja é parcial. A Globo é parcial, a Folha idem,a Voz Operária idem, o jornal do MST tambem. Cada um puxa a brasa prá sua sardinha.
Pensar o contrário é ingenuidade ou burrice…
esquerdista só limpa a bunda com palha de milho.
Muy macho tu Olavón, señor equis… ( sobre o comentário 103). E é para fazer o quê, elogiar a profundidade do comentário dele?
Catzo, é claro que há miopia e mesmo cegueira em pessoas que se dizem de esquerda. A história, aliás, é boa por isso, por permitir análises sobre a complexidade dos fatos, justamente em função da distância que lhe é própria. E nesse sentido, qualquer pessoa que se diga de esquerda e que tenha alguns neurônios funcionando reconhece equívocos cometidos em nome de princípios de esquerda. O que irrita é ler diuturnamente neste weblog, que a miopia ou cegueira seja prerrogativa do pensamento de esquerda. Isso é tosco e idiota, quando não pura má-fé. Só para dar um exemplo em relação ao tema dos ídolos, particularmente não tenho nenhum, nem nunca tive. Admiro pessoas, atitudes, idéias, mas não incondicionalmente. E a idolatria de quem (ou do que) quer que seja vai na contra-mão disso. Isso não me impede de reconhecer que Che, Gandhi, Hitler, Madre Tereza de Calcutá, Aristóteles, da Vinci sejam figuras históricas, envoltos em aura mítica (e equiparam-se apenas nisso, não no que cada um fez, por favor!). Desconhecer esse aspecto é ser idiota. Tratá-los como intocáveis por conta disso, tal qual um dogma religioso, também é. E descontextualizá-los para tentar criticá-los, idem.
Ah, o tal trecho que destaquei lá em cima do e-mail do Anderson, falando do que ele entende por jornalismo, é um princípio que não distingue esquerda ou direita, pois diferencia jornalismo de mera opinião, ponto. O resto é torcida, medição de pau e outras bobagens adolescentes, como essa imbecilidade do Olavão que o mr. x colocou no tal comentário 103.
e existe aquela imprensa de fofoca, trivialidades, cinema, tv, não ideológica, que é xingada por todos, e o povaréu compra (sei, quando o socilaismo chegar o povo vai ser “educado” para não “gostar” disso).
Nos meus tempos de estudante havia aquele discuros de que a imprensa, a literatura em geral, deveriam ser revolucionarias (ou não seriam legítimas). Uma bobagem…..
Chest, já que vc a defende tanto, explique o que você entende que faria da Veja a melhor revista do país na atualidade? Quais os critérios que vc utiliza para afirmar isso? E não vale dizer que é porque vc acha e pronto. Isso seria resposta de criança, coisa que vc parece não ter mais idade para ser.
“Veja é parcial. A Globo é parcial, a Folha idem,a Voz Operária idem, o jornal do MST tambem. Cada um puxa a brasa prá sua sardinha.
Pensar o contrário é ingenuidade ou burrice…” (Brancaleone, coment. 106)
Dizer que por conta dessa parcialidade eles se equivalem e, portanto, devem ser lidos da mesma forma, tb é ingenuidade ou burrice, só para seguir utilizando as palavras que o Brancaleone empregou.
[...] Veja, Che Guevara e Jon Lee Anderson, seu biógrafo 13 11 2007 Do Blog de Pedro Dória [...]
Abstrato, matou a pau mesmo!!
matou a decência, a verdade factual, a História…
É verdade, são muitos os assassinados por Veja. Não só nessa matéria, mas em praticamente todas as edições dos últimos 4 ou 5 anos.
engraçado…êsse abstrato é um bobo.Vai ver que fica orando na TFP pras pessoas irem conhecer o blog do filho…e continua invejando o Ênio.rs….
Li todos os comentários e percebi que muitos de vocês são gabaritados e conhecem profundamente o tema de meu interesse:
É verdade que o Olavo é Viado?
E o tio rei?…
Não solte pum por aqui Sr Ulianov.
Muito Obrigada
PD,
O fio do Open deu pau. Estava querendo postar uma bobagem que saiu na BBC sobre curvas e inteligência, mas não consigo.
Caso apareça tudo de uma vez depois peço desculpas antecipadamente.
Luis Myrtes,
Muito interessante seu comentário.
Me fez lembrar um filme sobre um jornalista alemão que trabalhava no Ministério da Informação.
Ele escrevia um monte de mentiras sobre o desenrolar da guerra. A Alemanha tava dando farelo, mas os textos dele diziam que o país estava a dois passos da vitória (e do paraíso).
Em particular, esse jornalista tentava convencer sua (dele) noiva, de que só publicava mentiras. Ela ficava uma arara!
Ela acreditava mais nas mentiras que ele publicava do que nas verdades que lhe falava pessoalmente. Talvez porque a palavra impressa tenha um peso próprio, específico e maior do que o que se diz oralmente. Talvez porque seja mais fácil a gente acreditar no que deseja que seja verdade.
Sei lá…
Tradição de cultura onde a escrita prevalece há muitos séculos. A palavra voa, a escrita permanece. Alguns trabalhos nem tão recentes assim, como o de duas historiadoras norte-americanas que investigaram uma velha tradição oral da comunidade africana-americana. Dizia a lenda que não foi Jefferson o responsável por uma série de realizações geralmente atribuídas a ele, mas um de seus escravos, irmão de uma escrava que foi sua amante, lá de Jefferson. As duas, e é uma pena que meus artigos copiados do NYT book review não estejam aqui comigo, comprovaram que a tradição oral se confirmava.
Na realidade muitos documentos são tão dignos de credibilidade quanto muito boato que circula por aí. Mas serviu de fundamento para descreditar as culturas ágrafas que o colonialismo gadunhou.
PD,
você comparou o Guevara ao Brancaleone em seu post original sobre os 40 anos da morte do guerrilheiro.Uma vez que nossa tradição é ibérica, Guevara é a encarnação do Dom Quixote. A aderência de um ao outro é inacreditável.
HAUEHAUEHAUHEUAEA
Ainda to rindo do comentário 93 do Theo…
muuuuuuuuuito bom!
Só um adendo: estive em La Paz no final de agosto. Há um prédio do Exército boliviano no caminho para o aeroporto. É uma área realmente grande, toda murada e eletrificada. “Adornando” os muros, foram feitas pinturas tipo parede de sorveteria do interior, enaltecendo as Forças Armadas, a Bolívia, o presidente e tal.
Pena que não deu pra fotografar, mas tinha inscrições do estilo de “nosso sangue derramado pelo país é nossa mais honrada contribuição”.
[...] 12/Novembro/2007 · 15:34 · 79 Comentários [...]
eu eu eu, diogo schelp e a veja se deram mal!!
Mas é claro que se trata de um “hoax.” Que carta é essa que só aparece traduzida, sem o original? Que não é enviada diretamente para o destinatário, mas é convenientemente “tornada pública”?
Mas o mais impressionante é ver que tem gente que se incomoda tanto com esse assunto a ponto de produzir uma asneira dessas…
Como sempre, chegando atrasada.
Meus salve,salve, procê Ricardo Cabral. Origem e finalidade do discurso afinal, são básicos. E ninguém como você pra desmascará-los.
A VEJA é indigesta e digo isso com meus parcos recursos intelectuais, porque assume que “parcos recursos intelectuais” são apanágio da maioria. E é assim que vende o seu peixe antecipadamente podre.
Obrigado pela parte em que me incluiu, Alba, só não creio merecer tanto crédito assim…
Prezado Marcelo Camanho: a carta foi enviada ao destinatário e tornada pública. O original está aí:
Dear Diogo,
I was intrigued as to why I never heard back from you when I replied to this email you sent me (see below). And then I saw the article you wrote in Veja, which was the most one-sided perspective on a contemporary political figure I have seen in a long time. It was precisely this kind of highly-editorialized reporting, either hagiographically in favor, or — as in your case — demonizingly against, that led me to write my biography. I sought to put some flesh and blood on Che’s overly-mythified bones in order to understand what kind of person he really was. What you have written is an OpEd piece camouflaged as a piece of accurate journalism, which, of course, it is not. Honest journalism, to my knowledge, involves incorporating different sources of information and perspectives, and attempting to place the person or situation you are writing about into context, so as to educate your readers with at least a semblance of objectivity. What you have done with Che is equivalent to writing about, say, George W. Bush, and relying almost entirely on quotes from Hugo Chavez and Mahmoud Ahmadinejad to bolster your own point of view. I am, glad, in the end, that you did not follow up with me for the interview, because I would have spoken to you in good faith, under the mistaken assumption that you were a serious journalist, and an honest colleague. And In that assumption, I would have been sadly mistaken. Please feel free to publish my letter in Veja if you wish.
Yours, Jon Lee Anderson
Ricardo,
Caláro que você merece, “vôte”! É uma expressão típica do nordeste. Mas acho que enfeitei demais. Como diz o Xico Sá, vôte! :))
Quem lê a Veja
Só lê a Veja
Porque se lesse outra coisa
Não leria a Veja
Mr. Anderson,
I was wondering, after I sent you an email asking (kindly) for an interview, why I never got an answer from you. Now I know that the message must have been lost because of these anti-spam programs or any other technological reason. I also didn´t receive your “letter” – maybe because of the same problem. All this doesn´t matter anymore, because you decided to solve the issue through the lowest means – a circular email list. What in the world made you think that you had the right to make public our message exchange, including the message where I (kindly) asked for an interview with you? This, Mr. Anderson, is unethical. Coming from someone who calls himself a journalist, it´s astonishing. You may not like the article I wrote; it may be good or bad, well written or not, editorialized or not – but it was not made with the unethical means that you use. I respect the relationship between journalists and sources – you don´t. And more: it seams now to me that you are that kind of journalist that is afraid of making a phone call (I mean that kind of bad journalist), since you have my businesscard and know my phone number. If you had something to say about the article, and since your message was not arriving, you could have called.
I don´t know what kind of personal image you want to create (or protect) denying the facts that your own book shows, but it´s clear now that it is an unethical one.
You can relly on the fact that you are not going to appear in the pages of this magazine again.
Best,
Diogo Schelp
Anderson é um canalha. Não pensem que ele mandou o e-mail a Schelp com cópia para todos os outros. Nada disso. Na versão aos “companheiros”, foi também enviada uma introdução, esta que segue: “Fyi, friends — see below my letter to Diogo Schelp of Veja, who published a scurrilous hatchet job on Che Guevara a couple of weeks ago, using the Miami crowd as his main sources. All best, jon lee” Ou: “Amigos, vejam abaixo minha carta a Diogo Schelp, da VEJA, que publicou uma difamação obscena sobre Che Guevara, há duas semanas, usando a turma de Miami como sua fonte principal”. Vangloria-se do malfeito, da grosseria, da estupidez, da arrogância.
Reinaldão
Chest- isto para mim encerra a polêmica.
rs, a resposta do Diogo é hilaria e ainda ameaça o cidadao dizendo que ele nunca mais vai aparecer nas paginas da Veja! Hallelluia! Isto nao é ameaça, é uma dadiva divina. To be forgot by Veja! it don´t have price!
parece que a opinião dele é diferente da sua, afinal ficou chateadinho porque não apareceu na Veja….
E pensar que um dia fui defensor do Che! Qualquer um que tenha o mínimo de interesse em aprender, com as variadas fontes de informação hoje disponíveis, e que não seja um aleijado moral, chega à conclusão de que esse cara era um facínora e que suas “idéias” são as precursoras do mal absoluto. A reportagem de Veja nada mais é do que atualização para o Brasil do avanço da discussão sobre Che nas nações mais avançadas, que, justamente por discutir esse tipo de coisa, são as nações mais avançadas. Para quem leu Debray, Cabrera Infante e Vargas Lhosa isso é assunto requentado.
[...] (fonte: Pedro Dória) [...]
Chest, você às vezes me surpreende pela teimosia. Não pode nunca voltar atrás? A informação que vc escreveu, p. ex., é a mais confiável? Quer dizer que os fatos não se encaixam em sua ideologia, danem-se os fatos? Meu caro, evite baixar ao nível (?!) do Abstrato e passe menos ridículo, te suplico! Seja o advogado do diabo, função que às vezes — eu disse às vezes, viu? — vc exerce bem. Mas defensor do defensável? Critique a esquerda, critique o governo, critique o Lula, mantenha o seu humor cáustico, mas não passe pelo idiota que vc não é — mas que volta e meia parece querer ser.
Abraços
Concordo com todas as palavras do sr. Anderson. Afora a página do Roberto Pompeu de Toledo, fica difícil não encontrar panfletarismo nos demais textos. A “revistinha”, conforme Roberto Jeferson, que entende de baixaria, fede.
Ao que parece, a “revista” em questão contratou lobistas para defendê-la com unhas , dentes e até agressões aos demais comentaristas. É claro que qualquer um tem o direito de ler e concordar com as asneiras de Veja. Porém, igual direito têm os que discordam e analisam com senso talvez mais apurado. Quase todas as publicações da Editora Abril são parciais e pró-USA : o fundador era norteamericano e as primeiras revistas foram de quadrinhos da Disney, produtos dirigidos à propaganda imperialista.
Paulo, rever opiniões ao longo da vida é sinal de maturidade, não tenho dúvida. Mas simplesmente trocar uma uma posição acrítica por outra é uma besteira sem tamanho. Ter um posicionamento crítico em relação ao Che passa longe de Miami e dos esquemas mentais primários que tem aparecido na Veja nos últimos 10 anos, como alguns (bons) comentários neste weblog já apontaram.
Concordo com o Francisco, afora o Roberto Pompeu de Toledo, que escreve muito bem independente de concordar ou discordar de sua opinião, não se salva muito mais.
Seja Che ou a Madre Teresa ou o Papa o problema não é a Veja ter dado sua opinião, mas o mal jornalismo exemplificado no caso. Aos defensores aviso que hoje é o Che mas amanhã pode ser alguém em quem vocês acreditam. Eles vão atacar ou promover simplesmente porque lhes interessa.
[...] e que blogs como este são ‘bloguinhos mixurucas’. Ele também afirma que a tradução deste blogueiro da carta de Anderson é petralha. O termo sempre me pareceu uma mistura de petista, do tipo ligado [...]
PD,
você prometeu, agora tem que publicar a resposta do Diogo Schelp, que aliás tá ótima… O tal Jon Lee revelou-se um otário vaidoso, que se acha o dono do Che…
No mais, o Che vivo foi inútil, seu grande trabalho como propagandista do comunismo latinoamericano ele realizou depois de morto. Aliás, dá pra argumentar que o grande herói do comunismo cubano é mesmo Alberto Korda, que fez a célebre foto e não ganhou um tostão. Che foi só um guerrilheiro falido.
“quadrinhos da Disney, produtos dirigidos à propaganda imperialista.”
Ah ah ah! Voltamos a 68 e ninguém me avisou?
O “nada será” pelo jeito jamais leu quadrinhos do Mickey e do Pato Donald, talvez o papai comunista proibia, e portanto ficou assim recalcado… Cuidado com o Tio Patinhas, Nadaserá, ele pode lavar seu cérebro e convencê-lo que o único jeito de ficar rico é sendo pão duro e tendo uma moedinha da sorte…
Eu sabia que era picaretagem do Andersen. Ele ficou sentido por não se ajoelharem ; fazerem jejum; abluções por sua magna palavra.
Grande Diogo Schelp! Não tem mesmo que dar mais a palavra a quem procede desta forma. Má fé e orgulho ferido não dariam em outra coisa.
Se Andersen tem em sua agenda humanizar Chê, ótimo. Não venha querer dar uma de imparcial.
Abs.
O NaSCA tem de ser um feature permanente por aqui!
O blog do Pedê fica muito melhor com ele!!
Ahahahah….
Mr X , já respondí às sua dúvidas no comentário número 35 do post sobre Ahmadinejad. Continue passando bem .
Obirgado, Nadaserá, eu sempre passo bem. :) E já respondi sua correspondente dúvida no mesmo post.
Ah, acho que a Abril publicou os quadrinhos da Disney, não por estes serem “pró-EUA”, mas por darem dinheiro mesmo.
Sugiro aos amigos que consultem o blog do Paulo Ghiraldelli e leiam o que ele tem a dizer lá sobre o Olavo de Carvalho.
Se for verdade, O. C. é completamente louco.
O buraco da Veja é sempre mais embaixo. Por que nunca se fala, no restante da imprensa, sobre o fato de que os jornalistas de lá são orientados, quando entram, a nunca publicar fotografias de negros - a não ser que sejam FAMOSOS ou MUITO BONITOS ou CRIMINOSOS - para não afastar o leitor e para não incomodar o Civita? Isto não é segredo para ninguém, entre jornalistas. Você nunca ouviu falar disso, Pedro?
O que esperar de uma revista destas?