Há 90 anos, na Rússia
Foram dias de trabalho intenso que fizeram com que este Weblog perdesse, ontem, uma data importantíssima: foi o 90o aniversário da Revolução Bolchevique, a Revolução de Outubro.
1917 foi um ano agitado para a Rússia. Entre a queda do regime do Czar, em março, e o 7 de novembro, houve quatro governos provisórios, todos instáveis, incapazes de dar conta de uma solução. Nos dias correspondentes a 24 e 25 de outubro no calendário russo – daí o disparate de datas – os homens conduzidos por Vladimir Ulianov, Lênin, ocuparam prédios públicos da capital produzindo um golpe dentro do golpe e tomando o governo. Os comunistas mantiveram-se no comando até 1991.
Neste período, ergueram a Rússia que estava em frangalhos, combateram e derrotaram – com ajuda norte-americana – o Nazismo, transformaram-se em uma das duas maiores potências do mundo e contribuíram – com ajuda norte-americana – para a polarização de quase meio século 20 e aí o sistema que construíram não mais se sustentou.
Provavelmente ainda é muito cedo para compreender os sucessos e os fracassos da experiência soviética. É fácil demais dizer, ora, o comunismo caiu de podre que era, embora muitos dos comentaristas por certo o dirão; é um quê mais complicado. Do outro lado estão os dogmáticos que se recusam a reconhecer que aquela foi uma ditadura do início ao fim, um Estado policial com momentos particularmente duros, como no governo de Joseph Stálin.
A União Soviética produziu o maior genocídio e a maior distribuição de renda do século 20. Se este não é um legado complexo, o que será?
Para quem vive no Rio de Janeiro, o Partido Comunista Brasileiro apresentará o filme O homem com a câmera na mão, de Dziga Vertov, hoje, às 19h30, na Associação Scholem Aleichem – Rua São Clemente, 155. A entrada é franca e o filme, talvez o primeiro documentário, não apenas é histórico como revolucionário no cinema. A cópia vem da Polytheama, a histórica locadora de Júlio Miranda que tem a maior coleção de cinema mudo da América Latina. Na seqüência, Zuleide Faria de Melo, presidente do PCB, e Carlos Alberto Barão, historiador da UFF, debaterão esta história.
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A revolução Russa, assim como todas as outras revoluções não teriam como acontecer, infelizmente, sem o uso excesivo da repressão;
que me perdoe gandhi!
Como sempre a tal da Associação Sholem Aleichem (ASA) emprestando suas dependências para fazer propaganda cominista. Por que essa “gente” (aspas a vontade) não exibe também uns filminhos nazistas? Ora, genocidas por genocidas, se eles se dizem uma entidade judaica, que pelo menos sejam eqüânimes na propaganda do genocídio…