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TV Brasil pública e a segunda
reeleição de Lula

October 30th, 2007 · · 103 Comentários

Está se consolidando a idéia de que a TV Brasil, a tevê pública brasileira, é má idéia. Talvez seja. Mas há bons argumentos no sentido contrário e Alberto Dines traça alguns:

Parte da oposição ao projeto da TV Brasil tem origem na ranhetice (”É do governo? Sou contra”). Outra facção opositora apóia-se na convicção maniqueísta de que só a iniciativa privada, isto é, o mercado, é capaz de produzir qualidade. Participam desta aguerrida facção as corporações empresariais (sempre avessas à concorrência e à diversidade), grandes e médios veículos confortavelmente instalados no sistema de pool e os opinionistas – sempre os mais barulhentos, escolhidos a dedo para reverberar, repercutir e botar a boca no trombone. Daí, o apelido – trombonistas.

O Brasil vive um bom momento. Já o vivia no governo Fernando Henrique. Se tudo der certo, continuará vivendo no governo que suceder ao atual. O bom momento não é dado pelo governante mas pelo fato de haver uma república democrática implantada que independe do governante. As instituições funcionam melhor do que jamais funcionaram. Se o Congresso aqui e ali entrega-se aos vícios de outrora – muitos deputados e senadores não perceberam que o país está mudando –, lá vem o Supremo e cumpre seu papel, aceita as acusações, analisa os processos. O Executivo comete erros mas é cobrado.

Não vivemos um momento perfeito, de forma alguma. Os problemas do país estão aí, expostos, no mesmo lugar em que sempre estiveram. Mas fora um ou outro tresloucado, ninguém finge que há solução miraculosa: nem um plano, nem um golpe, tampouco um homem salvador. É um dia após o outro, uma eleição após a outra, e mais algumas décadas disto.

É hora de olhar a coisa pública independente do governo, portanto. Uma Petrobras ou uma rede de escolas públicas ou uma TV Brasil não pertencem a este presidente. Pertencem a todos. Argumentar ’se é deste governo, não quero’ é usar um argumento bobo. O país está mudando. É hora de começarmos a fazer uma distinção que qualquer democracia tradicional faz. A coisa pública é de todos. O governante é só quem está responsabilizado momentaneamente por ela.

Dines continua:

Os privilegiados trombonistas escolheram nova linha de argumentação para combater o estabelecimento de um núcleo de TV pública: o dinheiro do contribuinte não pode ser gasto com programas que produzem traço de audiência.

As ‘estrelas’ não se envergonham do culto ao Ibope. Escolhidas e mantidas pela loteria das pesquisas, só acreditam neste tipo de darwinismo, apostam apenas no interesse do público, esquecidas do interesse público. A subserviência aos ratings não garante qualidade; garante publicidade. Os anunciantes não estão preocupados com a qualidade intrínseca da programação; querem entreter e, nos intervalos, vender. [...]

A TV comercial jamais poderia desenvolver uma linha de programação infantil como a da TV Cultura. Ou desenvolver algo parecido com o Roda Viva. Em matéria de troca de idéias, a TV privada consegue no máximo apresentar talk shows apoiados na fórmula celebridades + mundanidades + curiosidades. Nunca antes da meia-noite.

Pluralidade de vozes é sempre uma boa idéia para a democracia. O medo de que a TV Brasil seja não uma PBS à americana ou uma BBC à britânica e sim uma equivalente à tevê pública de Hugo Chávez, este sim, é um medo pertinente. Mas o que faz da tevê pública venezuelana uma máquina de propaganda é o fato de que Chávez controla os três poderes e tem sua reeleição garantida por anos a fio.

Lula não controla os três poderes, por mais que o quisesse. E, bem, por enquanto ninguém fala a sério a respeito de uma nova reeleição. Porque, quando andaram suspirando, teve gente saltando de tudo quanto é lado.

Se as instituições estiverem mesmo bem azeitadas, a idéia nasce e morre sem que ninguém tenha a chance de cogitá-la a sério.

Tags: Brasil · Mídia

103 Comentários até agora ↓




  • 1 proftel // 30/October/2007 às 0:23

    Aqui em casa o que salva a maioria dos sábados e domingos é a TV Escola (com muito documentário bom), Futura, Cultura de Sampa, TVE do Rio.
    Um ou outro seriado durante a semana na Record e SBT, alguns jornais e a Record News que é nova no pedaço.
    A TV Senado e TV Câmara de vez em quando uma entrevista.
    Pô, sou suspeito pra falar mas, tem coisa boa na TV pública sim.
    Creio que minha grana tá sendo bem usada aí.

    :-)

  • 2 Chesterton-Dracul- El Cid // 30/October/2007 às 0:27

    para que outro canal publico?

  • 3 Brancaleone // 30/October/2007 às 0:31

    Tô moído demais.
    Pela manhã eu venho atucanar vocês.

    Boa noite.

  • 4 Chesterton-Dracul- El Cid // 30/October/2007 às 0:33

    Os militares brasileiros agora consideram a Venezuela, país do semi-ditador Hugo Chávez, a “hipótese de guerra” nº 1 do Brasil, em lugar da Argentina. Por isso, o ministro Nelson Jobim (Defesa) passou vários dias fantasiado de general, participando de exercícios do Comando da Amazônia, baseados em um hipotético ataque venezuelano, que incluía um bombardeio da hidrelétrica de Itaipu por caças venezuelanos Sukhoi, de fabricação russa.
    Baita susto
    Os exercícios coincidiram com o envio de caças venezuelanos Sukhoi para La Paz. Mas eram para intimidar os separatistas de Santa Cruz de la Sierra.
    Indigência
    O general Augusto Heleno, comandante da Amazônia, tem dito que não há dinheiro nem para deslocar tropas brasileiras para as nossas fronteiras.
    Humilhação
    A situação dos militares é tão ruim que o Brasil tem hoje apenas a quarta melhor Força Aérea da América do Sul. Perde até para a do Peru.

  • 5 Éd Lascar // 30/October/2007 às 0:43

    350 milhões ao ano para um capricho de Lula e jornalistas /artistas amigos é uma estultície. Mesmo porque já temos outras tevês educativas que fazem o papel de oferecer uma tv aberta alternativa.
    Franklin Martins et caterva vão se refestelar. Eles sabem o que é bom para ver . Estes idiotas dos brasileiros tem que ser levados pela mãozinha. `Pfui!

    Abs.

  • 6 Chesterton-Dracul- El Cid // 30/October/2007 às 0:51

    e dando traço na audiência…

  • 7 Rico // 30/October/2007 às 1:02

    “Se as instituições estiverem mesmo bem azeitadas, a idéia nasce e morre sem que ninguém tenha a chance de cogitá-la a sério.”

    E se não estiverem? O que se faz?

  • 8 Homero // 30/October/2007 às 1:06

    R$ 350 milhões para a nova TV pública significam R$ 350 milhões que poderiam ir para a Educação, para a Saúde, para a Segurança Pública, para a Justiça, ou para a Infra-estrutura. Ao invés disso, os R$ 350 milhoes vão ser usados para financiar um bibelô que não vai salvar vida, nem sarar doença, nem vai instruir ninguém.

    Uma TV pública que dá traço na audiência não tem razão de ser do ponto de vista social, porque não chega no pobre. Quem é que assiste a PBS nos EUA? É a elite!

    Será que o nosso país está numa situação econômica tão fulgurante, que pode deixar de investir R$ 350 milhões nas áreas necessitadas para investir no deleite da elite econômica e intelectual?! (E olha que eu nem falei em garantir vida mansa para os jornalistas amigos do poder.)

  • 9 Éd Lascar // 30/October/2007 às 1:14

    Hugo Chávez fez a dele e fechou a RCTV, fazendo com que a TV Venevísion do homem MAIS RICO DA AMÉRCA LATINA , Gustavo Cysneros fôsse levada a altos picos de audiência e….faturamento sem a concorrência.

    Cysneros um bolivarista! Sim!

    :o)

  • 10 Éd Lascar // 30/October/2007 às 1:16

    A média da tv do chapolin: 4 pontos!

    Na mídia hoje:

    1ª Edição - Espectador ignora nova TV “revolucionária”

    Agências Internacionais
    29/10/2007

    Em março, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou com pompa a entrada no ar da Fundação Televisão Venezuelana Social (Teves), no lugar da RCTV, até então a campeã de audiência no país. O presidente dizia que a RCTV era “golpista”, motivo pelo qual não renovou sua concessão, e que entraria no ar uma TV mais afinada com a Revolução Bolivariana. Sete meses depois, entretanto, os venezuelanos em sua maioria escolheram ignorar a pública Teves, com a audiência migrando maciçamente para as outras emissoras privadas do país.
    A RCTV tinha uma média de 30% da audiência, quando foi tirada do ar. A Teves, por sua vez, está atualmente abaixo dos 4%.
    A queda de audiência vem sendo registrada desde que a emissora pública começou a funcionar, num fenômeno que só foi revertido nos meses de junho e julho, quando transmitiu com exclusividade os jogos da Copa América de futebol e alcançou 8,9%. Desde então, os números voltaram a piorar: 6% em agosto; 4,6% em setembro; e 3,6% no início de outubro.

  • 11 Éd Lascar // 30/October/2007 às 1:18

    Sabe aquela Hora do Brasil, tão fatídica e enfadonha quanto a Morte (não!, minto, a morte é mais estimulante! Eheheh) deu um boost danado à radio-difusão privada e aos walkman da vida!

    Ahahahah….

  • 12 Éd Lascar // 30/October/2007 às 1:28

    Educação que é importante. De qualidade nas escolas. Com ela se pode formar um cidadão mais lúcido que elegerá melhores programas, que ao subirem os índices os patrocinadores se interessarão mais, em um efeito dominó. Impor uma programação cabeça é mostrar o crucifixo ao diabo. Que haja (não sei se está certo o haja,mas que seja! :o)) alternativas bem cuidadas sim, o público afluindo para elas, demonstrará que são boas.

    Abs.

  • 13 Éd Lascar // 30/October/2007 às 1:29

    Seis tá bom! Estou dando muita audiência à Lula!

    :o)

  • 14 Theo // 30/October/2007 às 4:32

    Tv pra ter audiência tem q ter baixaria.

    Uma vez na faculdade um professor meu explicando as nuances do mercado decretou, vc tem que vender o q o público quer comprar, e não o que vc quer vender.

    Eu então perguntei se as Redes de TV não tinham o mesmo pensamento, e por isso colocavam no ar somente o que o público quer consumir, ou seja baixaria.

    Ele gagejou e não soube me responder.

    Então eu cheguei a conclusão que castelo rá-tim-bum não vai fazer sucesso nunca, e o ratinho sim, isso pq ao contrário do as cabeças pensantes gostam de propagar, que o povo não tem alternativa de diversão, o povo gosta mesmo é de uma baixaria, o povão ama calipso e bruno & marrone, vcs queriam oq???

    alias eu não entendo como alguém pode gostar dessas duas bandas, no calipso a mulher é feia e tem a voz horrível, no bruno e marrone, um parece um sapo e o outro nem falar sabe muito menos cantar.

  • 15 MaGioZal // 30/October/2007 às 7:18

    Na minha modesta opinião, acho que este projeto de TV pública nacional que o governo Lula quer implantar abre um precedente perigoso.

    Perigoso porque em primeiro lugar, o Brasil não tem tradição de independência no que se refere à mídia controlada pelo estado. Muitos vão dizer “peraí, mas na imprensa privada isso muitas vezes é comprometido também”. Mas a questão é que numa emissora pública nacional com o comando em Brasília, com recursos estatais à disposição, e portanto sem a chance de falir como as emissoras privadas, isso se torna algo que pode dar um potencial de poder muito pernicioso, para se dizer o mínimo.

    Quando se fala nisso o pessoal gosta de citar a BBC, mas se esquece de lembrar que a BBC tem um sistema de governança e gestão extremamente rígido, cheio de “checks and balances” e sobretudo completamente independente de qualquer ação do governo. Fora um episódio ou outro, como a censura que sofreu na II Guerra Mundial, geralmente dá para se contar nos dedos as vezes em que a BBC “pisou no tomate” feio. E nas vezes em que pisou, assumiu depois.

    Infelizmente, no mundo da comunicação estatal a BBC é exceção, não regra. A PBS Americana, até onde eu saiba, tem um sistema diferente de operação, mais decentralizado, mais ou menos mais próximo do modelo de TV pública que tem havido nestes últimos anos. Vejam bem, se até mesmo em países europeus avançados como a França e a Itália houveram casos de forte interferência do governo na linha editorial de suas emissoras públicas, por que no Brasil, que não tem tradição de liberdade de expressão e independência jornalística, isso não seria diferente?

    Dois fatos para reforçar minha teoria: na criação da tal TV pública nacional por decret… ops, medida provisória, não se falou nada a respeito de algo parecido com o “board of governors” que controla a BBC de Londres; pelo contrário, apontou-se como dois principais coordenadores desta TV jornalistas que são de uma certa forma alidados de Lula, tanto que trabalham no governo dele.

    E tem mais: o post comparou a TV pública como a Petrobras como um exemplo duma empresa que seria “do país, e não do governo”. Infelizmente, a gente sabe que não é assim: basta ver o que aconteceu na Bolívia. Uma empresa de petróleo privada ia fazer um escarcéu sem limites sobre a ocupação de suas refinarias por tropas, para dizer o mínimo. Mas como o governo Lula é “companheiro” do governo Evo Moráles, tudo ficou por isso mesmo.

    E o aparelhamento dos altos postos da Petrobras porgente do PT ou ligada ao PT ou ainda a coalizão partidária que o apóia?

    Enfim… eu acho que o modelo “a la BBC” de emissoras públicas funciona bem mesmo em países desenvolvidos, democráticos e parlamentaristas, cujo chefe de governo não concentra tanto poder nas mãos. O Brasil é apenas democrático (há menos de duas décadas), mas é presidencialista e sobretudo subdesenvolvido.

    Nos anos 50, quando a TV foi implementada no Brasil, foi escolhido o modo norte-americano de se fazer e se difundir a TV. Não acho ele ruim. Acho que do jeito que está, com as TVs públicas operando em nível estadual, já está mais do que bom.

    Acho que só faltaria liberar a TVs câmara e senado para o sinal aberto aéreo, para o povão poder acompanhar o que se passa em Brasília. Mas isso é uma outra história.

  • 16 Pablo Vilarnovo // 30/October/2007 às 7:20

    Ué, mas se já temos a TVE para que mais uma TV do Governo?
    Porque Dines não comenta que todos até agora contratados para essa TV são Lulistas? Isso é uma TV do PT. Nada mais que isso.

  • 17 Pablo Vilarnovo // 30/October/2007 às 7:21

    Aliás, para mim, é um abuso, um absurdo num Estado que não consegue administrar hospital, segurança e colégio querer adminstrar uma TV.

  • 18 Brancaleone // 30/October/2007 às 8:29

    Fato:
    A TV Pública brasileira é de qualidade sim. Em casa as TVs Educativas, a TV Escola, etc., são integrantes da “grade” doméstica. Minha filhota do meio cresceu assistindo ratimbum, “senta que lá vem estória” e tantos outros. Até hoje não perco Mar sem Fim, Terra, Open University e por aí vai.
    O receio é o dom do PT. O toque de Midas ao contrário, capaz de f… até a melhor das idéias.
    Tá certo, mais uma TV estatal é exagero mas numa dessas, o PT ( e agora eu tô no meio desta corja) acerta a mão e mantem o padrão.
    Mas é preocupante a possibilidade de termos uma espécie de TVPT.

  • 19 Brancaleone // 30/October/2007 às 8:32

    E ao contrário do que se pensa, existe alguns poucos decentes e inteligentes no PT. São uma ínfima minoria rodeada de escória (como aliás acontece em todos os partidos) mas vai que a TV nova fica justamente com eles? muito embora literalmente TODOS os ´petistas competentes e honestos não estejam exercendo nenhuma função no atual governo…

  • 20 confetti // 30/October/2007 às 8:37

    bom dia josua ! :)

  • 21 Zictor // 30/October/2007 às 9:23

    Esse medo todo demonstrado parece-me mais oposicionismo ou medo de qualquer coisa do PT. Acho a idéia da TV em si boa. Só deveria-se tomar cuidado e direcionar mais as críticas, não simplesmente condenar a idéia como um todo.

  • 22 Dom Casmurro Patriarca // 30/October/2007 às 9:25

    O Pedro Doria sempre nos coloca uns textos fantásticos.
    O Alberto Dines fala as coisas com a autoridade quem realmente entende do a assunto.

  • 23 Tia // 30/October/2007 às 9:26

    A Dudinha ama TVE. E Dudinha sabe das coisas .Ela tem 2 anos e 8 meses. Tem muita coisa boa feita nas TV educativas. Da traço por que infelismente o povo se acostumou ao que é ruim.

  • 24 Dom Casmurro Patriarca // 30/October/2007 às 9:38

    Lembro-me de uma vez, quando eu era ainda estudante, um professor de economia, querendo provar a “superioridade” da iniciativa privada sobre as empresas públicas, selecionou um grupo de empresas dos dois lados e começou a estabelecer comparações.
    O tiro saíu totalmente pela culatra!
    Correios, Petrobrás, Banco do Brasil, Caixa Econômica, ganharam todas, de goleada.
    É isso aí.
    A coisa não passa mesmo do ” se há governo, sou contra.”
    Banco da iniciativa privada jamais se interessará em abrir agências em pequenas cidades.
    E empresas privadas de energia elétrica, levarão eletricidade para bairros pobres e lugarejos ermos?
    TVs comerciais têm o mínimo interesse que seja em melhorar o nível de cultura das pessoas?
    Um país de “Economia de Mercado”, no sentido mais radical, é simplesmente um país de gananciosos.

  • 25 Dom Casmurro Patriarca // 30/October/2007 às 9:52

    Por falar nisso, estou seriamente convencido que a Parmalat pertence à máfia.
    A Parmalat é uma empresa totalmente criminosa.
    Depois daqueles escândalos todos, falência fraudolenta etc. agora está a colocar soda cáustica, água oxiginada e outros aditivos que sabe-se lá, num dos alimentos mais consumidos por todos.

  • 26 Chesterton-Dracul // 30/October/2007 às 9:57

    com monopolio estatal fica fácil, ne casmurro.

  • 27 Raul Campos // 30/October/2007 às 10:03

    Independentemente da questão em si, há uma desonestidade no texto do Dines: ele diz que só são contra a TV Pública as corporações, empresas e “opinionistas escolhidos a dedo”. Ou seja: só discorda quem é diretamente interessado. Então nenhum cidadão independente e de plena posse de sua capacidade de análise pode achar que o dinheiro do contribuinte seria mais bem aplicado em outro lugar? Em qual dessas categorias se encaixa Nelson Motta, que escreveu um dos melhores artigos a respeito do assunto?

    O curioso é que, se alguém nessa discussão parece ser parte interessada, é o próprio Dines, que tem a versão televisiva do seu Observatório produzida pela TVE e pela TV Cultura e veiculada pela Rede Pública de Televisão.

    Não estou absolutamente dizendo que ele argumenta como “interessado”‘; acredito que suas opiniões sejam sinceras e isentas. E acho que seria honesto da parte dele conceber a possibilidade de que alguém do lado oposto é igualmente capaz de defender aquilo em que acredita, e não seu mesquinho interesse pessoal.

  • 28 Te // 30/October/2007 às 10:04

    Eu também prefiro as TVs culturais e educativas. Infelizmente só tenho acesso à TVE Rio e lamento que só quem tem TV por assinatura pode assistir a todas as TVs. Por que em vez de usar essa verba para criar uma nova TV estatal não a usam para ampliar o sinal das que já existem para todo o país? Seria ótimo se TVs como a Cultura e a STV fossem assistidas por todo o país ou que um programa produzido por universitários do Amazonas tivesse a chance de ir ao ar em rede nacional.

  • 29 Cláudio Melo // 30/October/2007 às 10:07

    Muito bom o post.

    Concordo com o Alberto Dines quando ele diz que as coisas estão melhores porque estamos amadurecendo como uma democracia.

    A qualidade da TV aberta é sofrível. Lembro de um trabalho quando cursava letras em 1987 Leitura Crítica da TV. Uma frase é atribuída a Silvio Santos: Não se lava focinho de porco com sabonete. Domingo, as TVs privadas de sinal aberto nem deveriam funcionar.

    Penso que a questão de criação de uma TV pública deve responder a algumas indagações: Queremos uma TV pública de alcance nacional? Como deve ser o modelo de gestão? Quais são as experiências bem sucedidas e como podemos obter sucesso? O que desejamos evitar?

    Não é de bom tom enfrentar a questão pensando “só no nosso”. A maioria aqui tem TV paga.

    Outra coisa: Falar no Estado e no país como se fosse algo estranho e distante. O país é nosso. O Estado pertence à sociedade. Ele será como quisermos que ele seja. O Presidente da República, seja do PT, PSDB ou de qualquer partido é presidente de todos os brasileiros.

  • 30 Renato // 30/October/2007 às 10:09

    Se essa TV agregar os programas das outras TV´s, como a Senado, Câmara e cia. já seria ótimo. Vi uma discussão sobre pena de morte na TV Senado que achei genial, levantava prós, contras e NÃO tentava te empurrar para nenhum dos lados.

    Mas concordo que ela tem de ser controlada pelo menos por uma comissão externa ao governo, preferencialmente um conselho com gente fora do executivo também.

  • 31 Cláudio Melo // 30/October/2007 às 10:10

    Raul Campos,

    Seu argumento exposto no comentário 27 é pertinente. Você está certo.

  • 32 Mr X // 30/October/2007 às 10:12

    Efetivamente, concordo com o patriarca, o Dines fala as coisas com a “autoridade de quem entende”, isto é, um jornalista a soldo do PT.

    TV pública apartidária no Brasil?

    Quaquaquá, Seu Dória, Hahahaha Seu Dines.

    Mesmo o “exemplo” da BBC é ruim, pois se financia extorquindo os ingleses (e até estrangeiros que moram no UK). Uma facada de “TV TAX”, mesmo que você não assista jamais à BBC. Sou contra. É roubo.

    TV foi feita pra mostrar enlatados americanos e aqueles documentários sobre a vida sexual do pato selvagem da Tailândia do Discovery Channel. Quem quer cultura que vá ler um pouco.

  • 33 Dom Casmurro Patriarca // 30/October/2007 às 10:32

    Mr. X,

    você acabou de oferecer uma típica demonstração da mente “se há governo, sou contra.”
    Ora, dizer que o Dines é ” a soldo do PT”?
    Como se o Dines fosse um simples subserviente sem opinião própria.
    Pelo que sei, o Dines goza de ótima reputação em toda a sociedade brasileira, muito especialmente, nos meios jornalísticos.

  • 34 Chesterton-Dracul // 30/October/2007 às 10:32

    Dines opina como interessado de 2 formas, ideologicamente e profissionalmente. É sim um defensor de mais uma sinecura.

  • 35 Mr X // 30/October/2007 às 10:37

    Quer apostar que o Dines vai terminar tendo algum cargo e/ou programa nessa tal TV Lula? Só com esse artigo já ganhou uns bons pontos.

    Como se não bastasse a Record News do “bispo”… :(

  • 36 Chesterton-Dracul // 30/October/2007 às 10:41

    Dines goza de ótima reputação…o que oicorre é que pessoas adquirem reputação numa área e a seguir começam a dar palpites em outras áreas, importam a reputação e a aplicam na área onde não tem reputação. A reputação de Dines é técnica, a TV petista é coisa da política. Mais um aparelho petista de hegemonia cultural.
    Não, às minhas custas universitários não vão brincar de fazer TV.

  • 37 Dom Casmurro Patriarca // 30/October/2007 às 10:50

    Minha opinião sobre o Chavez e sua TV estatal, é que ele é o Getulio Vargas da Venezuela.
    O Chavez nãoo é um democrata, mas também não é um ditador sanguinário, e a maioria do povo o apoia.
    Só nos resta torcer para que tudo dê certo.

  • 38 Éd Lascar // 30/October/2007 às 10:55

    Concordo que Dines é um petista de carteirinha! Ele é parte interessada, MESMO! Como alguém alertou com propriedade aí em cima.

    O MaGioZal #15 falou bem!

    A PBS é uma rede assossiada. Que façam isto então, com gente competente e não com aliados políticos subservientes, tipo a Cruvinel e Franklin ………errrrrrr…..pensando bem esta chusma saindo das tvs privadas e mídia….vai dar uma aliviada no petralhismo entranhado nelas, tipo o que se disse uma vez , à favor da TV LULA:

    “Se há um lado positivo na criação da TV pública está na desestatização das empresas privadas de comunicação.”

    :o)

  • 39 Éd Lascar // 30/October/2007 às 10:56

    Associada, claro!

    Sorry

  • 40 Éd Lascar // 30/October/2007 às 11:02

    O Mr. X falou bem!

    Tv é entretenimento que pode ser cultura , sem problemas. Querem Educar?! Parem de sucatear os aparelhos existentes e invistam em bons salários de professores e equipamentos para isso! E o público leia um livro, pelo menos, na vida, viu Seo Lula!!!

    Não vejo TV aberta há mais de 20 anos! Estou largando a TV por assinatura agora, sou cliente dela há 6 anos, pouco assistia , era um dinheiro jogado fora! Nem o Manhattan que acho divertidíssimo eu lembrava de assistir……..anteontem se o Pax não desanca um dos manhattistas (eheheheh) eu ia passar batido!

    Fez algum mal para a minha cultura desprezar totalmente a TV?!!

    I don’t think so!!

    :o)

  • 41 Carlos Magno // 30/October/2007 às 11:12

    Já vi muitas pitonisas cairem do cavalo.

    Tudo por enquanto são previsões baseadas num pessimismo brasileirissimo.

    Mas se der certo e o modelo for bom e servir, muitos vão querer dizer que sempre foram favoráveis.

    Acho que é pagar pra ver, pois como está só os grandes monopólios estão ganhando miliardariamente!

    Há o evidente risco inerente a todo e qualquer empreendimento, e oligarquias podem sempre querer usurpar, então rifa-se ou buscam-se outras soluções!

  • 42 Chesterton-Dracul // 30/October/2007 às 11:20

    os petistas por formação ideológica acreditam que a TV doutrina as pessoas, que existe um programa privado de doutrinação ideológica nas tardes de sábado e domingo. Os petistas acreditam que até o circo faz isso. Porque acreditam? Porque é exatamente isto que rpetendem fazer. Usar a TV para martelar na cabeça do povo a lavagem cerebral de sempre…
    ” somos bons, somos puros, acreditem em nós, só queremos o bem, somos altruistas, não queremos nada para nos…”

  • 43 Chesterton-Dracul // 30/October/2007 às 11:24

    empreendimentos estatais não correm nenhum risco, pois sempre o contribuinte é chamado para pagar os rombos. O risco é justamente o projeto dar certo e virar um dreno de verbas.

  • 44 Dom Casmurro Patriarca // 30/October/2007 às 11:31

    No Brasil é exatamente ao contrário.
    Os empresários ricos pedem empréstimos, não pagam, e o governo arca com o rombo.
    17 bilhões, só no Banespa.
    Banco Santos.
    Quantas falcatruas!
    Schincariol e Parmalat que o digam.

  • 45 Zé Bush // 30/October/2007 às 11:38

    well….alguém aqui duvida que essa TV pública servirá de porta voz do governo de plantão? Ou que servirá como cabide de emprego para os “intelequituais” progressistas e revolucionários que adoram expor suas teorias revisionistas e infantis? Estamos no Brazil, onde tudo é possível!!!

    Esse povo adora fazer proselitismo, desagravos, doutrinação e toda forma de “intervenção” social que julguem “revolucionárias”. Pura bobagem!. Mas uma bobagem que vai sair do nosso sofrido bolsinho e garantir a vida de muita “gente boa”.

    Quanto a televisão, para mim é apenas um eletrodoméstico com efeitos decorativos. Serve apenas para ver dvd nos domingos a tarde.

  • 46 Éd Lascar // 30/October/2007 às 11:41

    TV LULA, NÃO! Pelamordedeus , eu vou me suicidar com os apresentadores com aquela lingüinha plesa!!!
    CRUVINEL!!!!Passa, passa! Quê!? ela não morde, não?! O que ela está fazendo com os dentes fincados na minha perna?!!

    Deusnoslivre!

    :o)

  • 47 Chesterton-Dracul // 30/October/2007 às 11:48

    empresarios pegam dinheiro publico porque existe a possibilidade de favorecimento politico. Não existe crime organizado sem a presença do estado. A única solução? Tirar a importancia do estado. Como? Diminuindo a arrecadação.

  • 48 Chesterton-Dracul // 30/October/2007 às 12:20

    Bertolt Brecht resumiu-a assim: “Mentir em prol da verdade.” O pressuposto filosófico da fórmula, incompreensível a quem desconheça as sutilezas do marxismo, é que o socialismo é a essência oculta do processo histórico, a finalidade secreta a que tendem inconscientemente todos os atos humanos. Se, mentindo, você apressa o advento do socialismo, está ajudando a revelar a verdade. Se, ao contrário, você se apega à realidade dos fatos para argumentar contra o socialismo, está atrapalhando a revelação e servindo portanto ao reino da mentira.

    Notem como isso inverte, de um só golpe, a relação lógica não só entre o falso e o verdadeiro, mas entre o conhecido e o desconhecido. Para a mentalidade humana normal, o passado pode ser conhecido mediante documentos e testemunhos, mas o futuro só pode ser conjeturado. Para o revolucionário, o futuro é a única certeza: o passado pode ser modificado à vontade conforme os interesses superiores da revolução a cada momento.

  • 49 josef mario // 30/October/2007 às 12:26

    Companheiros de esquerda, maoístas e bolivarianos.
    Eu, josef mario, devo dizer que a audiência é a inimiga número 1 da qualidade. Gostaria, mesmo, que estes direitões, reacionários e fascistas que vivem a criticar a tv pública, que me apontassem um único programa na tv brasileira que tivesse, ao mesmo tempo, audiência e qualidade. Portanto, se não fosse criado um canal, sem preocupações comerciais, com o compromisso único com a cultura e a qualidade, continuaríamos eternamente neste ciclo vicioso. Ou seja, o nosso povo continua ignorante porque não vê programas de qualidade e, ao mesmo tempo, os programas de qualidade não são criados porque não tem apelo comercial e não dão audiência.
    Muito obrigado.

  • 50 Harpia // 30/October/2007 às 12:28

    A idéia de uma TV pública oferecendo programação de qualidade, que certamente terá menos audiência do que, por exemplo, o Faustão, não deve ser descartada a priori.

    De fato, a idéia é tão boa, mas tão boa, que já foi implementada. Os já citados castelo rá-ti-bum e o Roda Viva são exemplos disto.

    A pergunta que me faço é: por que mais uma ?

  • 51 Éd Lascar // 30/October/2007 às 12:31

    Já faz tempo que o Josef Mário não vê tevê também!

    Isto já existe, ca-ma-ra-da!! Programas de qualidade e programas que são apresentados pelos scholars marxistas da USP, também! :o)

    Agora querem fazer é a TV LULA, vai ver que o pai ficou com ciúmes da tv que ele mandou dar para o Lulinha!

    :o)

  • 52 Éd Lascar // 30/October/2007 às 12:35

    Vamos ter A Invenção dO Contemporâneo em todos os rincões!?

    Ahahaahhaha……ái , meudeus! Com o cara saindo do primeiro grau mal sabendo escrever?
    Tá, vai ser traço, traço e mais traço! Um troço!

    Tudo regado a muito dinheiro do povão!

  • 53 Éd Lascar // 30/October/2007 às 12:37

    SEgue # 51

    “-Pô, eu também quero brincar, num vali !!!”

  • 54 Pedro Doria // 30/October/2007 às 12:45

    Harpia: a TV Cultura é transmitida apenas para São Paulo. No resto do país, só é possível assisti-la pela tevê paga.

  • 55 Carlos // 30/October/2007 às 12:51

    O objetivo fundamental da canalhocracia petralha é ter em mãos uma TV governamental e não uma TV pública e muito menos estatal, ufanando a sete ventos que é para a quebrar o monopólio dos meios de comunicação, tudo às custas dos idiotas apedeutas que os colocaram no “puder”…..ô raaça.

    Fala sério!

  • 56 Harpia // 30/October/2007 às 12:55

    Pedro Doria,
    Não seria o caso, então, de torná-la nacional ? E aproveitar os bons programas de outras estaduais, se existirem ?
    Será que não deveríamos aproveitar o que já temos de bom, para diminuir o custo do investimento ?
    Acredito que sim.

  • 57 Chesterton-Dracul // 30/October/2007 às 13:07

    quem decide o que é de qualidade ou não? O telespectador? Alguns iluminados? A Igreja? O cCongresso nacinal?Os políticos?
    temos que decidir se queremos decidir o que é bom para nós ou se alguém vai fazer isso pela gente. Em principio, se um programa tem audiência é porque para esta parte da população aquela é a melhor opção no momento. Simples.
    senão cairemos naquela dos educadores iluminados, os engenheiros sociais (que tanto conhecemos no seculo 20) que vão decidir o que é bom, bonito, saudável. Não só a ditadura do politicamente correto, mas o autoritarismo de um lider violento.
    Faustão é de excelente qualidade porque é eficiente a dar a sua audiênciaaquilo que se propõe. Dizer que isto é mentira é burrice ou má intenção.

    Agora uma questão de gosto pessoal. Eu particularmente prefiro musica brasileira de 60 anos atrás, choros, violão instrumental, etc. Acho a música popular de hoje em dia um lixo repetitivo. Se fosse do governo petista poderia muito bem inventar um projeto para dar musica de “qualidade” ao povo e encher a TV com chorinhos e violões. E iria fazê-lo com um excelente e irrespondivel argumento: a musica quye eu gosto tem muito mais “qualidade” que Zeca balero et caterva. Irrespondivel.
    Mas, a diferença é que eu não me proponho (como os esquerdistas em geral) a cagar regras para os outros, não pretendo impor minha vontade, estou apenas preocupado com meus ouvidos. Entenderam ou vou ter que desenhar?

  • 58 confetti // 30/October/2007 às 13:10

    desenha chestao !! kk

  • 59 Éd Lascar // 30/October/2007 às 13:14

    Sim, deixa eu me intrometer, a TV Cultura é regional, o que não deixa de aproveitar as produções das TVs Educativas que estão instituidas nos outros estados e vice-versa!

    Simples, quais os programas regionais que vão além do traço , com dois, quatro dígitos no Ibope?! Devem ter algum valor por este fato em si! Analise-se se podem ser uma atração nacional e mandem para a rede de tv estaduais públicas. Ia dar um bruta salto de qualidade nas TVs ditas Educativas.

    Abs.

  • 60 confetti // 30/October/2007 às 13:14

    pago imposto-tv todo ano, beneficiando canais publicos que passam muita publicidade ( france2, arte, la cinq, france 3, etc )
    e praticamente nunca vejo esses canais…mas se nao pagar, é assimilado sonegaçao de imposto !
    e portanto é frança, primeiro mundo…..

  • 61 Chesterton-Dracul // 30/October/2007 às 13:17

    Confetti, não é porque é Françca que não é uma porcaria. A França é responsável por grande parte das porcarias que vemos hoje no mundo.
    Sim, acho que teria que desenhar, v. tem razão.

  • 62 Éd Lascar // 30/October/2007 às 13:18

    Vou dar uma de Alba:

    Disse tudo, Chesterton!!!

    :o)

    PS.: Perdôe a brincadeirinha, Alba!

  • 63 Marcos Araújo // 30/October/2007 às 13:20

    Esta nova TV cultural do Mulla será um veículo de propaganda ideológica e política dos neopetralhas. Como já mencionaram vários bloguistas aí acima, já existem várias e muito boas TVs culturais no Brasil.

    Isto faz parte do plano infernal de aparelhamento do Estado e manipulaçao das massas. Veículo de mentiras e dados falsos, nas costas da classe média, que financiará a piada. Espero que tal TV nunca veja a luz do dia. Va(n) esperança, claro. A politicalhanada patropi faz o que quer com os impostos do cidadao…

  • 64 Harpia // 30/October/2007 às 13:24

    Chesterton : Faustão é de excelente qualidade porque é eficiente a dar a sua audiênciaaquilo que se propõe>/i>

    Interessante definição. À luz deste raciocínio, o Castelo Rá-Ti-Bum tem a mesma excelente qualidade que o Faustão.

    Desculpe, mas isto não é o tal relativismo que tanto nos causa asco ?

  • 65 Nassau // 30/October/2007 às 13:25

    PD,
    Assino em baixo seu artigo. E não precisa se corporação comercial para ser avessa a concorrência, se algum comerciante puder ser o único a oferecer alguma oferta ou produto, para ele será melhor assim. Por outro lado, qualidade não significa necessariamente chatice, depende da capacidade de quem produz. Programas, filmes, reportagens podem ser muito bons e muito atraentes. Às vezes eu tenho a impressão que a elite por preconceito considera o povo todo idiota ou quer idiotizar e infantilizar o público intencionalmente. Talvez o caminho mais fácil, o menos trabalhoso, o mais econômico seja apresentar um show de besteirol e pastelão.
    A oferta pública a meu ver pode desencadear, quem sabe, alguma mudança positiva nesta área, pelo menos será mais uma opção.
    Abs.

  • 66 Harpia // 30/October/2007 às 13:26

    Chesterton : Faustão é de excelente qualidade porque é eficiente a dar a sua audiênciaaquilo que se propõe

    Interessante definição. À luz deste raciocínio, o Castelo Rá-Ti-Bum tem a mesma excelente qualidade que o Faustão.

    Desculpe, mas isto não é o tal relativismo que tanto nos causa asco ?

  • 67 Igor // 30/October/2007 às 13:30

    Sobre a TV de Grátis, é uma forma de chegar àqueles outros 150 milhões de pessoas que ainda não são atendidos pelo bolsa família e afins! Mais uma das artimanhas do nosso Pesidente, como diria o Fê lá do chá com pão!
    []’s

  • 68 Éd Lascar // 30/October/2007 às 13:33

    Êpa, havia esquecido este detalhe que a Harpia ressaltou!

    Faustão é intragável, se o povão gosta, merece!

    Éééééeaaaaaa!!!

  • 69 Pedro Doria // 30/October/2007 às 13:34

    Harpia: Mas o projeto da TV Brasil é de substituir as redes locais que existem. Não é mais uma, e reorganizar o que há.

  • 70 confetti // 30/October/2007 às 13:35

    cedriki,
    albin teria dito “chest vc esta coberrrto de razao” ! kkk

  • 71 Harpia // 30/October/2007 às 13:36

    Éd Lascar,

    Na verdade, é o Harpia. :-)

    Também, quem manda ter um nick destes ?

    Abração.

  • 72 confetti // 30/October/2007 às 13:36

    ” França é responsável por grande parte das porcarias que vemos hoje no mundo.”

    mon chest chéri, pourquoi tant de haine ? a gente ta falando de tv …. e eu nao disse que estava feliz pagando imposto tv

  • 73 confetti // 30/October/2007 às 13:38

    nassau, eu leio seu nick assim : nassô…:)

  • 74 Chesterton-Dracul // 30/October/2007 às 13:38

    porque há um certa impressão no ar de que se vem da França deve ser imitado, principalmente esntre os intelequituaishh

  • 75 confetti // 30/October/2007 às 13:38

    pd,
    tem dias que nao paro de dizer “oi pd” e vc nem me olha…:(

  • 76 abstrato // 30/October/2007 às 13:38

    olha o Dines de olho num fututo empreguinho…ehehe

    esse homi ve looonge….

  • 77 Éd Lascar // 30/October/2007 às 13:39

    Olha, a discussão aqui é irrelevante.

    A picaretagem já está instituída. Vai começar este ano ainda a tal da TV LUlA!

    Então……oremos….é só o que resta a fazer!

    Abs.

  • 78 Éd Lascar // 30/October/2007 às 13:40

    Tá falado. O Harpia está correto, Faustão vá para o inferno!!!!

    :o)

  • 79 Chesterton-Dracul // 30/October/2007 às 13:41

    Não harpia, relativismo é outra coisa. é não saber a distinção entre o bem e o mal. E Faustão definitivamente não é do mal. Pode ser desinteressante, pode ser chato, entediante, aborrecido, sem graça, murrinha, mas não é do mal. Castelo ra tim bum, que eu saibe, se encontra neste ramo de entretenimento.

  • 80 confetti // 30/October/2007 às 13:46

    74, que bobagem !

  • 81 Harpia // 30/October/2007 às 13:50

    Pedro Dória,

    Então, me desculpe pela ignorância. Mas acho que o projeto está sendo mal divulgado, pois a minha percepção, e a de muitos mais, inclusive a de alguns comentaristas aqui, é que se trata de criar uma estrutura nova do zero, desprezando a atual, mais ou menos como o Brizola fez aqui no Rio com os CIEPs.
    Daí que na mesma hora pensei, opa! mais um cabide de empregos…
    Enfim, não é a primeira vez que aprendo com você e com os comentaristas aqui do Blog, e, a julgar pela qualidade do weblog - cada vez melhor ! - certamente não será a última. :)

  • 82 Pedro Doria // 30/October/2007 às 14:41

    Harpia: gentileza sua. Mas o projeto não está fechado, ele ainda está em concepção. E já está sendo metralhado antes que fique claro que cara a TV Brasil terá.

  • 83 Pedro Doria // 30/October/2007 às 14:41

    oi, confetti =)

  • 84 Nassau // 30/October/2007 às 14:53

    confetti.
    nassô tem alguma coisa a ver com sadô? Espero que eu não seja tão torturante.
    Beijão.

  • 85 Éd Lascar // 30/October/2007 às 14:58

    Manda ver aí , Confetti, a resposta. Porque eu estou louco para sentar no meio do sofá de três lugares, agora mesmo; atrapalhando tudo!!!

    Ahahahaha….

  • 86 Nassau // 30/October/2007 às 15:00

    Hárpia,
    Talvez algumas coisas fossem melhor se zeradas. Que tal uma nova PM? Os CIEPs eu achei uma boa esperiência, e estão aí até hoje. Salas amplas, quadras, bilbliotecas. Na periferia os espaços dos CIEPs são usados para aniversários, casamentos, encontros religiosos, futebol, até para abrigos em várias enchentes os seus espaços foram utilizados em todo o Estado.
    Abs.

  • 87 Nassau // 30/October/2007 às 15:01

    Ed,
    Contenha-se :-)
    Abs.

  • 88 Éd Lascar // 30/October/2007 às 15:02

    Ôpa, o projeto pode ser metralhado?!!

    Quanto está valendo uma K-47 no correria mais próximo?!!

    PS.:Just kidding, não precisam mandar a federal aqui que eu só tenho facas de cozinha!

  • 89 Marcos Araújo // 30/October/2007 às 15:05

    Pedro Doria // 30/Outubro/2007 às 13:34

    “Harpia: Mas o projeto da TV Brasil é de substituir as redes locais que existem. Não é mais uma, e reorganizar o que há.”

    Pedro: Desta vez você me fez rolar por terra na gargalhada. Sobretudo na última frase - “reorganizar o que há”. Quanta ingenuidade!Ainda estou gargalhando…

  • 90 confetti // 30/October/2007 às 15:23

    nassau, “au” em frances se pronuncia “o” ! e quando leio seu nick é so nassô mesmo, ai me toquei que nao tem nada à ver ! kkk

  • 91 Alicate // 30/October/2007 às 16:01

    O novo DIP em formação:

    http://txt.estado.com.br/editorias/2007/10/29/cad-1.93.2.20071029.5.1.xml

  • 92 chest // 30/October/2007 às 16:24

    PD é ótemo humorista…300 milhões para reorganizar…..

  • 93 Marcos Araújo // 30/October/2007 às 17:16

    Chest: Bota mais algumas centenas de milhoes aí - pra distribuir entre os cupinchas do Mulla e petralhas. E incluo aqui toda a oposiçao!

    Oposiçao??? Ó meu deus, e tem oposiçao no Brasil?! Tem mesmo é mensalao e “postos de confiança” pra comprar essa oposiçao todinha. O balcao de negócios continua sôlto. A tal TV Brasil acabará saindo por meio de uma autoritária e anti-democrática medida provisória do Mulla (mais uma!) - querem apostar?

  • 94 Harpia // 30/October/2007 às 18:12

    Nassau,
    A tentação de começar do zero, como no seu exemplo da PM, é grande, mas não costuma ser sensata.
    Na prática, pelo menos aqui no Brasil, termina-se duplicando uma estrutura, e todos os seus problemas. No caso dos CIEPs, bem, casamentos e batizados não era exatamente o que queria o Darcy Ribeiro, não é ?
    Agora, a analogia da PM não serve para a TV pública, a não ser que você considere que a atual programação das Educativas tenha a mesma “qualidade” que o serviço prestado pela PM do Rio de Janeiro. :)

  • 95 Anonymous // 30/October/2007 às 19:37

    Hárpia,

    O projeto original do Darcy Ribeiro foi bom e talvez tivesse que funcionar paralelamente com as outras escolas até que se consolidasse. Infelizmente como tantos outras obras e projetos, são abandonados quando se muda o governo, aliás a educação pública há muito está abandonada, o último grande projeto de envergadura neste País, com ênfase, verbas, foram os CIEPs. De qualquer modo, mesmo que os CIEPs não estejam funcionando em tempo integral, eles oferecem espaço e conforto para os alunos e também funcionam como um centro integrador nas comunidades, isto fazia parte da idéia original.
    Voltando a discussão em questão nesta coluna, eu concordo com um modelo que agregue e sinergise esse monte de emissoras públicas locais, isoladas e dissintonizadas.

    Já a PM, eu tenho uma idéia, “disfudir” o Estado do Rio da antiga Guanabara de modo que a atual PM fique com os cariocas, enquanto que os fluminenses (não de time) criam uma nova PM, com a sobra de impostos da Petrobras que atualmente é distribuído para o município do Rio. Bom, o meu problema eu resolvi.
    Abraços de tamanduá.

  • 96 Nassau // 30/October/2007 às 19:38

    Desculpe, mandei aí em cima e esqueci de me identificar.

  • 97 Pax // 30/October/2007 às 22:21

    Olha, sei muito não, mas conheço a presidente de uma dessas tvs aí que tá saindo fora. E se ela tá saindo fora é porque é ruim, pois ela é ótima.

  • 98 Pax // 30/October/2007 às 22:21

    Ou seja, tô com um pé atrás sim senhor.

  • 99 proftel // 31/October/2007 às 7:55

    Pedro Doria:

    Enviei e-mail ontem sobre esse post aqui.

    :-)

  • 100 Éd Lascar // 31/October/2007 às 9:04

    Reinaldo Azevedo dando um baile na…..TV LULA:

    Excerto:

    Lula News, mistificações e o Custo Esquerda
    A jornalista Tereza Cruvinel, futura presidente da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), gestora da TV pública, participou ontem de uma audiência na Câmara. Num dado momento, afirmou: “As pessoas perguntam se o jornalismo será chapa-branca. Não, nós vamos fazer jornalismo sem adjetivos. Agora, eu não vou te assegurar que algum ministro não vá querer fazer alguma matéria a favor dele”. Fernando Ferro (PT-PE), um dos deputados que estão na articulação para que Lula possa disputar um terceiro mandato, foi explícito, como é de seu feitio: “Não quero TV chapa branca, mas também não quero TV chapa-preta, aquela que não deixa a gente falar”. Ele quer falar. A questão é a seguinte: esse negócio de “TV pública” não passa de uma formidável impostura. E direi por quê.

    Para Cruvinel, a garantia da independência está assegurada pelo Conselho Curador, que contará com quatro ministros e 15 pessoas “da mais alta credibilidade”. Conversa mole. A Lula News já nasce como um aparelho do governo e, caso o PT venha a deixar o poder algum dia, permanecerá como aparelho do partido, a exemplo do que se vê hoje nas estatais, nos fundos de pensão, na maior parte do Ministério Público e em boa parte da máquina administrativa.

    Acho que ainda não fui suficientemente claro. Essa conversa de “independência” é pura picaretagem. No governo Lula, é evidente que a TV vai servir a seus propósitos. Porque é assim que essa gente compreende o estado: a serviço do partido. Na hipótese de ele ser sucedido no cargo por um nome da oposição, o que estou afirmando é que a sucessão não chegará à televisão, que continuará a ser… Lula News. Entenderam a jogada?

    Os petistas estão montando uma agência de notícias, agora aberta ao grande público (que, acredito, tende a ignorá-la), com o dinheiro dos desdentados: R$ 350 milhões por ano. Pagarão a conta, sim, mas será o tal “conselho”, escolhido a dedo, que dará as cartas. Não vai acontecer nada muito diferente do que se vê, por exemplo, na TV Cultura, da Fundação Padre Anchieta. O governador José Serra interferiu na indicação do presidente da Fundação, mas o governo não tem nenhuma influência na TV.

    Isso é bom ou isso é mau? Depende. Se o governo não interfere, alguém interfere. A tendência é que grupos de poder se encastelem nesses entes sustentados com dinheiro público e lá permaneçam. Se as emissoras privadas — e, de maneira geral, o jornalismo — já sofrem a óbvia influência “do partido”, imaginem o que não acontece quando se cria essa cultura da “independência”, segundo a qual cabe ao governo apenas pagar a conta. Os valentes se consideram acima do jogo democrático.

    Nesse sentido, seria muito mais legítimo e transparente que a tal TV fosse, sim, um órgão do governo de turno. Ainda que pareça contraditório afirmá-lo, a informação teria mais credibilidade porque se estaria estabelecendo uma relação transparente com os telespectadores — mesmo que meia-dúzia. O governo é de Lula, então se tem a TV petista; o governo é do PSDB, então se tem a TV tucana. O governo é do DEM, então se tem a TV dos democratas. Da forma como as coisas estão encaminhadas, teremos sempre a TV petista. Pouco importa quem esteja no poder.”

    O restante aqui:

    http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2007/10/lula-news-mistificaes-e-o-custo.html

  • 101 Marcos Araújo // 31/October/2007 às 14:35

    Éd Lascar - Comentário 100

    Éd: Sei que corro o risco, aqui neste espaço, de ser acusado de direitoba, golpista, elitista, idiota, inimigo do povo, tucano, novo democrata, neoliberal, viado, o que seja. Mas que estou de pleno acôrdo com o Reinaldo Azevedo aí acima, isto sim, estou. O cara tem plenamente razao, senao por esta simple e tao verídica frase:

    ” Os valentes se consideram acima do jogo democrático.”

    Os valentes sao toda essa curriola de escroques políticos que nos ferram há séculos, de qualquer associaçao de malfeitores (verdadeiro nome dos partidos políticos brasileiros) que seja. Esta frase é o retrato sem retoques do Brasil.

  • 102 Thiago // 31/October/2007 às 18:20

    Pô, Pedro. Concordo que é atrasada a hora de nós entendermos o sentido de patrimônio público. Existem florestas e mais florestas escritas sobre o patrimonialismo brasileiro. Agora, é inegável que existe razão na preocuação de o governo privatizar a TV pública, não, é?! É só olhar o que o governo tem feito com as estatais (CEF, Petrobrás) e com as agências reguladoras (Zuanazzi tava aí pra mostrar) para perceber que a privatização do patrimônio público tem sido a tônica do governo. No aspecto das práticas patrimonialistas (porque a consciência tem mudado, sim) o Brasil, infelizmente, não tem mudado em nada.

  • 103 Thiago // 31/October/2007 às 18:31

    Só mais uma coisa, sobre a tal “qualidade”. Tinha uma professora de história cultural na UnB que sempre dizia: “pra quem sabe ver, programa do Ratinho é riquíssimo”.

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