Muitas vezes, nos deixamos levar por estereótipos imaginados para tecer considerações a respeito de certos lugares. É por isso que as fotos postadas pelo André Fucs, nos comentários de alguns posts abaixo, são importantes. Gaza, como ela é, vinda de um site palestino:
Há lugares pobres. E há vizinhanças arborizadas à beira mar.
Gaza não é um gueto. Não é um imenso complexo de favelas. Gaza é um lugar onde vive gente rica, gente de classe média e muita gente pobre. Nisto, é um lugar igualzinho a qualquer outro no Oriente Médio árabe.
Outra das críticas constantes é que a região está empobrecendo por conta dos limites de ir e vir impostos por Israel. É verdade. Limites parecidos, até mais rígidos, são os impostos nos campos palestinos por Líbano e Jordânia. A se contar pela sede de sangue, o Líbano é, atualmente, o inimigo número um dos palestinos. Sua estratégia é entrar abrindo fogo.
Mas Israel, Jordânia e Líbano não impõem estes limites por crueldade. Homens bomba, atentados contra a vida de reis, tentativas de golpe de Estado, instabilidade constante, focos de fanatismo às vezes incontroláveis vêm junto com os palestinos. Não é simples. Palestinos são, muitas vezes, estimulados, manipulados ao terror por Estados árabes que bem gostam da manutenção da situação jamais resolvida entre Israel e Palestina. O inimigo externo convém.
Para enxergar a situação como uma simples dicotomia com Israel de um lado, Palestina do outro, é negar-se a compreender os fatos todos. Há mais elementos no jogo que não tem nada de trivial. Como resolver?
Esta, afinal, é a resposta que se busca desde 1948.




