Cristina Kirchner, a nova presidenta
Os resultados oficiais parciais já próximos do fim da apuração não deixam quaisquer dúvidas a respeito da eleição de Cristina Fernández de Kirchner, na Argentina: são 44,88% dos votos válidos a seu favor contra 22,99% de Elisa Carrió e 16,90% de Roberto Lavagna. As eleições deixam à mostra um país dividido entre cidades e campo, entre quem tem algum dinheiro e os descamisados.
A chegada de Cristina Kirchner contém uma promessa de melhora institucional muito necessária. Certamente as promessas são fáceis de fazer e difíceis de cumprir. Nesta lista de coisas por realizar está dar condições de crescimento ao país, parar de manipular os índices de inflação, corrigir os abusos dos gastos públicos, lutar a cada dia e a cada hora contra a insegurança, aumentar os esforços para remover os núcleos de pobreza e marginalidade, melhorar os serviços de saúde e de educação.
Cristina é presidenta de um país fragmentado. Um terço de nós vivemos como se vive razoavelmente no Primeiro Mundo. Outro terço mal sobrevive por conta da carência e desesperança cotidianas. Esta fragmentação se expressou no evidente corte social do voto. A vitória de Cristina se deveu ao respaldo dos setores mais carentes de proteção. Seu mandato é para governar por eles. Mas também deverá governar para a metade do país que não votou nela.
É assim que ela quer ser conhecida: presidenta, não presidente. Que se faça. O perigo do voto dos descamisados, embora evidentemente sejam os mais carentes de apoio de qualquer governo, é que costuma ser uma massa de fácil manipulação. São susceptíveis aos regalos do fisiologismo. E o primeiro Kirchner governou sem jamais ouvir a oposição, num evidente traço autoritário. Ainda é cedo para dizer que a presidenta seguirá estes passos de seu marido.
A senadora de esquerda Elisa Currió assume, com esta eleição, o posto de líder da oposição. Carrió recebeu pesadamente o voto de classe média e o voto urbano.
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sucesso cristina ! mostra ai que com mulher no comando nao rola injustiça !!
fala pd…tudo belê ?
Quero ver como vai ficar a economia por lá, só isso.
Tomara que dê certo.
:-)
ai ai… Agora é que esses “descamisados” vão fugir mesmo, todos aqui para Búzios. Eu não mereço…
Deveriam eleger Don Diego Maradona, El Dios.
“Descamisados”, quem inventou essa ladainha foi a ex-garota de programa e ex-primeira dama Evita.
Mulheres no comando? Quá quá quá, quem vai comandar mesmo é o marido, desde a sombra.
Não tenho esperanças para a Argentina. Perón e Evita geraram entre os pobres uma necessidade de assistencialismo que dura até hoje, bem como uma cultura política de paternalismo, demagogia e corrupção.
Lema da Cristina K: “Sabemos lo que falta. Sabemos como hacerlo.”
Paródia que vi: “Sabemos lo que falta. Sabemos donde está depositado.”
mrx eu vou te largar………
Bem, depois não reclame que não avisei confetti, o cara é desengonçado. Quando o corpo todo é assim, a cabeça não escapa. Tadinho.
Sei não, mas com umas 2 taças de Malbec acho que poderia dar uma de estagiário com a Cristina. Será que ela gosta dos puros cubanos?
A Argentina também terá a sua Rosinha Garotinho. Coitados.
pax, o que ele ja disse de bobagens hj….racista, misogyno, cinico, etc…me da uma raiva !
Argentina: Igualzinho ao Brasil do Mulla, nao é mesmo? Esta Brasil maravilhoso onde o sistema de saúde está ao nível do dos países escandinavos - assim declarou o Cretinácio uns meses atrás! E onde se mente sobre o contole da inflaçao, mal jugulada - pode saltar fora do saco a qualquer instante - por juros escorchantes que fream o desenvolvimento e pauperizam a classe média.
Racista misógino eu? Onde quando?
Ué confetti, nada a ver. A Cristina nem é a primeira “presidenta” mulher do mundo, e já houve e há primeiras ministras competentes há muito tempo, Tatcher, Merkel etc.
Mas a Evita era mesmo garota de programa. E quem acha que a mulher do Kirchner vai divergir muito do marido? Melhor era que ficasse em casa “governando” o fogão.
Haha, essa foi só pra provocar.
Kkkkk… ;-) :-P
Tô dizendo !
Os descamisados devem é colocar as camisas de volta E IR TRABALHAR. Menos as mulheres bonitas, que podem ficar de peito de fora.
:-D
Só se esqueceram de um detalhe: Cristina Kirchner é a primeira presidenta eleita da Argentina mas é a terceira mulher a mandar naquela República com o apoio do marido poderoso.
Ou seja: depois de Evita (que era o suporte de Perón) e Isabelita (que foi colocada lá pelo caudillo) teremos “Kirchner 2, la misión” - se bem que ela parece ser a força da casa, na verdade.
A ver, a ver - bienvenida …
Bem, acho curiosa essa quase “tradição” argentina de colocar uma primeira dama no poder, em continuidade ao marido, como observou o FPS3000 aí em cima. Mas a fórmula tende a se gastar.
Lá como cá, eleitores apedeutas ignorantes de carteirinha e cãodidatos idem ou piores, eternizando desta forma a américa latrina…..ô raça.
Fala sério!
Vai ser uma Rosinha mais ajeitadinha!
Espero que se recupere , mas os dois tem um projeto, semelhante à Chávez (financiado por ele , inclusive) de se “perpetuar” no poder! Desde que consigam ajeitar economicamente……não parece ser o horizonte neste passo.
Espero que sim, se não vai sobrar ……para o Kct! E todos os outros brasileiros.
Abs.
Como “perpetuar” no poder? E nao faram 48% dos argentinos que ELEGERAM a presidenta? Se nao der certo, a tirarao de lá dentro de 4 anos - nao? Nao imagino o eleitor argentino tao idiota quanto o eleitor brasileiro, que SEMPRE elege aqueles que mais botam ferro nele.
Marcos, nunca subestime a burrice humana, para votar ou para o que quer que seja…
Para o Clarín, 1/3 + 1/3 = 1.
A Elisa Carrió teve 23% e o Roberto Lavagna ficou com 17%. Portanto a Carrió não é a única figura da oposição pois a diferença para o Lavagna foi pequena.
O mais importante de tudo: A confetti não confessou se gosta de ficar por cima.
Normalmente elas gostam, dá um enorme prazer. Aposto que a Cristina gosta. Eu gosto também. Não sempre, mas gosto sim, bastante confesso, só cá entre nós.
Mulheres, assumam sua posição clitoriana já !
estranha essa democraciazinha onde o cara não precisa ter mais votos que a soma dos adversarios pra se eleger no 1o turno.
a cristina teve poco menos de 8 200 000 votos dentro de um universo de mais de 18 000 000. Ou seja: A MAIORIA DOS ELEITORES NAO QUERIAM CRISTINA KIRSCHNER NA PRESIDENCIA.
dito isso pergunto pro PD: qual o sentido de ter dois turnos se nesse esquema quase sempre o primeiro colocado leva no primeiro turno, a não ser em eleições extremamente disputadas??
noossa, só reparei nesse amor em cristo agora.
bela piada.
ou então não é piada, esse banner tá rendendo uma grana e o palhaço sou eu.
[...] gostaria. Mas que virá, virá. Enquanto isso, contentem-se com o que já escreveu o Pedro Doria, aqui. Você pode deixar uma resposta a este comentário aqui, ou colocar um link para este debate no seu [...]
A meu ver o problema das eleições majoritarias, hoje em dia, em países não desenvolvidos, é que uma pessoa tem que prometer uma porção razoável de coisas à classe majoritária. Não vejo diferença entre a presidenta e o marido. São os pobres que elegem. E os pobres não têm acesso à cultura e formação eficientes, pois isso interessa às classes dominantes. Além disso, esses países, ou vão para a quebra das instituições ou vão para o assistencialismo barato e inflacionários, a que dão o nome de inclusã social para quase tudo. Dependentes de capital estrangeiros para financiar a fazer lucrar aqueles que financiaram suas eleições, esses governantes falam , de um lado, e fazem , de outro, mantendo inalterada a equação econbômica dos gupos que financiaram suas eleições. Duvido que A Sra. Kirschnber consiga algo mais do que o seu próprio marido conseguiu. Não porque seja mulher. Talvez ela seja até mais capaz do que ele. É que a questão é a financeirização mundial estilo curto prazo, que não permite nada efetivo, nada com futuro, nada que perdure e beneficie a população pelo tempo necessário para uma inclusão real. Acho que ela não tem esse pensamento, mas apenas a rettórica.
Estou super gratificada em ver que uma mulher mais uma vez elegeu-se como Presidenta de um Pais. Como Brasileiera estou contemplada na pessoa da Cristina,e tenho certeza que a Argentina via passar por uma grande mudança para a história da humandiadade, com o brilhantismo e a garra dessa grande mulher.
Parabens cristina, você representa para mim também as mulheres brasileiras.
Rebeca…sentir-se contemplada? Tenha orgulho das mulheres capazes de seu País e não de uma corrupta, quase concumbina de Chávez. A presença feminina não é o suficiente, habilidade e competência é que são importantes e o sexo nada tem a ver com isso! Recordo-me da célebre frase de uma música de Caetano “o que será que faremos senão confimar, a incompetência da América católica, que sempre precisará de ridículos tiranos”, bem colocada essa frase para a época e tão atual ao mesmo tempo. Deveria você, em nome de todas a brasileiras, já que auto-designou-se nesse jugo, orgulhar-se de mulheres brasileiras que levaram ao mundo o brilho do feminismo de nosso país.
A chegada de Cristina Kirchner contém uma promessa de melhora institucional muito necessária. Certamente as promessas são fáceis de fazer e difíceis de cumprir. Nesta lista de coisas por realizar está dar condições de crescimento ao país, parar de manipular os índices de inflação, corrigir os abusos dos gastos públicos, lutar a cada dia e a cada hora contra a insegurança, aumentar os esforços para remover os núcleos de pobreza e marginalidade, melhorar os serviços de saúde e de educação.
Cristina é presidenta de um país fragmentado. Um terço de nós vivemos como se vive razoavelmente no Primeiro Mundo. Outro terço mal sobrevive por conta da carência e desesperança cotidianas. Esta fragmentação se expressou no evidente corte social do voto. A vitória de Cristina se deveu ao respaldo dos setores mais carentes de proteção. Seu mandato é para governar por eles. Mas também deverá governar para a metade do país que não votou nela.
É assim que ela quer ser conhecida: presidenta, não presidente. Que se faça. O perigo do voto dos descamisados, embora evidentemente sejam os mais carentes de apoio de qualquer governo, é que costuma ser uma massa de fácil manipulação. São susceptíveis aos regalos do fisiologismo. E o primeiro Kirchner governou sem jamais ouvir a oposição, num evidente traço autoritário. Ainda é cedo para dizer que a presidenta seguirá estes passos de seu marido.
[...] Cristina Kirchner, a nova presidenta A Cristina nem é a primeira “presidenta” mulher do mundo, e já houve e há primeiras eternizando desta forma a américa latrina…..ô raça. Fala sério! [...]