Sérgio Cabral, Freakonomics e o aborto do crime
A outra, é um tema que, infelizmente, não se tem coragem de discutir. É o aborto. A questão da interrupção da gravidez tem tudo a ver com a violência pública. Quem diz isso não sou eu, são os autores do livro Freakonomics (Steven Levitt e Stephen J. Dubner). Eles mostram que a redução da violência nos EUA na década de 90 está intrinsecamente ligada à legalização do aborto em 1975 pela suprema corte americana. Porque uma filha da classe média se quiser interromper a gravidez tem dinheiro e estrutura familiar, todo mundo sabe onde fica. Não sei por que não é fechado. Leva na Barra da Tijuca, não sei onde. Agora, a filha do favelado vai levar para onde, se o Miguel Couto não atende? Se o Rocha Faria não atende? Aí, tenta desesperadamente uma interrupção, o que provoca situação gravíssima. Sou favorável ao direito da mulher de interromper uma gravidez indesejada. Sou cristão, católico, mas que visão é essa? Esses atrasos são muito graves. Não vejo a classe política discutir isso. Fico muito aflito. Tem tudo a ver com violência. Você pega o número de filhos por mãe na Lagoa Rodrigo de Freitas, Tijuca, Méier e Copacabana, é padrão sueco. Agora, pega na Rocinha. É padrão Zâmbia, Gabão. Isso é uma fábrica de produzir marginal. Estado não dá conta. Não tem oferta da rede pública para que essas meninas possam interromper a gravidez. Isso é uma maluquice só.
Pescando o assunto do Open thread, vale ler a entrevista concedida pelo governador do Rio, Sérgio Cabral Filho, ao G1 – que, diga-se, é um portal novo que está dando um show de bola em toda a concorrência. Cabral tem tido o mérito de trazer à tona discussões que, no Brasil, são escamoteadas. É o caso da legalização das drogas ou, agora, do aborto.
Frakonomics é um livraço: inusitado, nos faz encarar certos problemas por prismas novos. Mas a questão da relação entre aborto legal e a redução de criminalidade é o ponto fraco dos estudos. É controverso e há bons argumentos no sentido contrário.
Levitt e Dubner apontam, estatisticamente, que homens entre 18 e 24 anos são os mais dispostos ao crime. Aí mostram que a legalização do aborto nos EUA, em 1973, lançou uma redução na criminalidade a partir de 18 anos depois, em 1992. Sempre baseando-se em números, os dois mostram que a redução da criminalidade é maior nos estados que legalizaram aborto antes de 1973.
Parece um conceito intuitivo: menos filhos de pobres, menos crime. O verbete na Wikipedia faz um bom balanço dos problemas.
Se a relação fosse esta, os índices de criminalidade indicariam quedas entre os mais jovens primeiro – é a geração cujos criminosos não nasceram. Mas ocorreu o contrário: são os criminosos mais velhos que largaram a vida de crimes a partir dos anos 1990. Steve Sailer, um jornalista conservador, pesca nos números que o número de assassinatos cometidos em 1993 pela trupe entre 14 e 17 anos é 3,6 vezes maior do que a da turma que tinha esta idade em 1984.
Poderia-se argumentar que, com menos jovens concorrendo no mercado de trabalho em princípios dos anos 1990, nos EUA, homens mais velhos encontraram emprego e não se sentiram tentados ao crime. Isto explicaria como o aborto fez com que o crime entre homens mais velhos caísse primeiro. Argumentaríamos, também, que talvez o número de asassinatos cometidos por jovens tenha aumentado mas, ainda assim, o crime em geral caiu, confirmando a tese.
Mas conte-se, ainda, que em 1993, começou a parceria Bill Clinton, Robert Rubin e Alan Greenspan, que trouxe a bonança econômica para os EUA. Melhor economia, mais emprego, menos crimes.
No fim, este é o problema de brincar com estatísticas: são condicionantes demais com os quais lidar. Existe a relação? A resposta mais honesta a se dar é que talvez sim, talvez não. É inconclusivo.
Não se de deve legalizar o aborto porque isto abortará possíveis criminosos. Um bebê não é criminoso por natureza. A sociedade é que deve ser capaz de oferecer a ele uma vida digna. Há excelentes argumentos pró-aborto. Mas não este.
Ainda sobre o assunto:
- Maconha, o direito de se manifestar
e o crime de apologia O post do Lula Borges sobre a passeata da maconha vale ser lido, sim. Sei que alguns de vocês rejeitam...



Putz, Pax!
Nem uma linha? :((
Pax
pela teoria do chest, que discordo, o chest teria feito o aborto dele.
Imagine o que estaríamos perdendo?
Apesar dos pesares é gente boa.
Companheiro pax
Eu, josef mario, devo dizer que felizmente sou macho e espada. Todavia, respeito a opção sexual dos companheiros fred, ed lascar e chesterton porque deste convívio democrático entre os extremos (viados e machos) é que surge o equilíbrio, isto é, os companheiros giletes, muito bem representados neste blog por você companheiro pax.
Muito obrigado.
Ás meninas que estavam convrsando, desculpem-me, tava acompanhando legal, se interrompi perdoem-me, maws é que o open, mas conhecido como chat, acaba gerando canais independentes.
Alba, esse assunto é duro pra mim. Mas me permito ficar por aqui.
Fred, o Chesterton é um dos grandes escribas aqui deste boteco do carioca. Inteligência superior. Sempre discutimos. 98% das vezes discordamos. Mas, juro, aprendo um monte com esse médico indomável.
Aê, vocês já votaram aí embaixo, no Best Blogs? Na boa, acho uma boa. Ajudar o carioca não custa nada afinal.
Agora, trincheira que ele mesmo vai me dar bronca aqui e não tô nessa, com essa idade toda.
Eu sabia que tinha alguma coisa em comum com o chest, nem que fosse na cabeça virtual do amigão Josef Mario
Pax
Votei
O engraçado é que o retorno do blog de votação caiu na caixa de span.
Salvei-o e mandei lasca
Tranquilo Fred, a Alba estava apenas comentando e eu acompanhando!
Viadinho companheiro josef mario, se não fosse off topic, e a possibilidade do surubeiro me dar uma bronca, eu repetiria a tese que levantei tempos atrás, nem me lembro em que post. Mas repito aqui o que disse, que essa história do viadinho companheiro achar que tudo é coisa de viado, é coisa de viado, portanto o companheiro é viado. CQD - Como queríamos demonstrar.
O companheiro pax, bem, na verdade o companheiro não é gilete. O companheiro pax é assexuado. Na verdade sou um código fonte. Nada além disso. Uma criação do companheiro surubeiro pra dar sustento ao seu blog de viados.
Muito obrigado.
querido, mano, camarada, Josef Mario
To ficando preocupado.
Fui dar uma geral no meu blog e vi que um cara fez uma pesquisa no Google para ver pau grande.
O meu foi o oitavo colocado.
Por isso se foi vc que fez a pesquisa, desculpe a decepção.
Ui! Essa foi ótima!
natália
blz. Fiquei encabulado de esfriar os posts. Desculpe
pela teoria do chest, que discordo, o chest teria feito o aborto dele.
Imagine o que estaríamos perdendo?
Apesar dos pesares é gente boa.
Fred. voc|ê bebe?
Fred, eu sou novata aqui! Não meto o bedelho, embora eu me divirta bastante! Acho que o papo já deu o que tinha que dar! É assunto controverso demais para tréplicas longas!
sobre o Comentario 88
Excelente Elias é por aí mesmo.
Mr X,
Na Itália católica o aborto já é permitido.
chestinho
porra, ja tava querendo ir a psicóloga de Pax, porque tu não falava comigo.
Bebo socialmente, bem pouco aliás, me excedo um pouquino no parassol da lagoa, mas a turma me resgata.
esse assunto é duro, pq quando você espreme, espreme, vai fundo, …é crime. Os principios morais da humanidade estão arraigados demais profundo na mente humana (religião, genética, não sei) .
É muito engraçado ver aqui no blog gente pró vida, que é contra o “absurdo” que é matar um “inocente”, declarar depois que é a favor do bombardeio de países alheios.
hahahaa
só aqui mesmo.
desculpe gente mas a primeira palavra aí de cima é apenas uma exclamação
se você não está bêbado, me explica como é que chegou a tal conclusão…
Theo
É verdade
Chest
pernitir fazer o aborto é uma coisa.
Obrigar todo mundo fazer o aborto é outra coisa.
Mas como o Theo ta falando aí, em certos casos, não fazer é mandar uma criança morrer na guerra.
São dois crimes de qqer jeito.
Chest
meu coração é mole de mais
Tem primeiro o que definir o que é vida, pra mim nas primeiras semanas é só carne.
Pax, querido,
:))
Reconheco que é um tanto off-topic, mas apenas gostaria de deixar minha resposta ao Pedro Dória:
Caro Pedro Dória,
Agradeco novamente a sua resposta.
Voce é bastante atencioso e eu aprecio isso( näo estou sendo ironico).
Creio que voce ficou um pouco irritado com meu último e-mail. Reconheco que fui provocativo, mas isso foi para instigar o debate…( Porém näo retiro uma vírgula do que disse. Hugo Chavez näo é um ditador. A menos q se considere todos os principais líderes ocidentais ditadores. Essa má vontade em relacäo a ele näo existiria se ele dizesse amém a tudo o que os Estados Unidos pregam.)
Näo concordo com tudo o que voce escreve, mas gostaria de dizer que considero-te um bom jornalista e respeito as suas opiniöes. Debater com alguem como voce é sempre um prazer. Voce é uma pessoa racional, o que é ótimo. Por tudo isso, tenho-o em grande conta.
Saudacöes
Quando é que tá vivo?
quando o coração começa a bater?
quando tem ondas cerebrais?
quando o espermatozóide entra no óvulo?
pq se for definir vida o próprio espermatozóide eu já matei mais que muito comunista por aí.
Hugo chaves sim poderia ter sido abortado
Theo
Essa definição do quando, não tem fim.
tens razão.
O problema é quando, por um conjunto de fatores a mãe chega a conclusão que não tem possibilidades nem de suportar a gravidez.
Como foi o caso da senhora em questão.
E ela não tem como fazer isto.
E aí o ponto final foi onde ela chegou.
Matou o filho da pior maneira possíve, vai ficar, possivelmente presa.
Ou seja ela esta num, verdadeiro calvário humano, que poderia ser evitado caso ela pudesse fazer o aborto
Chest theo
Não bebi nada hoje, mas me atrapalhei com as teclas aqui vou retificar um momento.
entre matar e mandar para a guerra há uma enorme diferença, gigantesca. E guerra por guerra, só tá vivo quem peleia. isto não é coração mole, Fred , é miolo mole.
Theo
Essa definição do quando, não tem fim,
tens razão.
O problema é quando, por um conjunto de fatores a mãe chega a conclusão que não tem possibilidade nem de suportar a gravidez, como foi o caso da senhora em questão e ela não tem como fazer o aborto,
o ponto final, foi onde ela chegou.
Matou o filho da pior maneira possível, vai ficar possivelmente presa, e ta passando pelo maior stress, que ninguém merece.
Ou seja ela esta num, verdadeiro calvário humano, que poderia ter sido evitado ,caso, ela pudesse fazer o aborto
“O aborto é uma eugenia com requintes de crueldade”
Se vc realmente acha isso e nao tah na rua bombardeando clinicas ou matando aborteiros, vc eh um frouxo.
Se a mulher botasse OVO não teríamos este tipo de problema. Chocava se quisesse, quantos quisesse, na hora que quisesse.
Nosso problema e questão central é o OVO. Se a mulher boatsse ovos, não teria as partes pudendas rasgadas. Não sofreria no parto, não esperaria 9 meses. Não menstruaria. Enfim, em vez do aborto porquie nao uma adaptação evolutiva?
Chest
Coração mole foi a explicação para o 163
A guerra que eu falo, é de expor uma criança a uma situação muito dificil.
A mãe com um filho indesejado, situação econômica insustentável, ou seja, colocar a criança numa situação praticamente sem condição de sobrevivência, como numa guerra
monstro
seria uma solução mas não dá.
Aliais se o Estado fosse competente ate dava.
Era só fazer uma captação do ovo 9óvulo +espermatozoide botar no nitrogênio e esperar.
Os ricos ja fazem isto.
Poderia também ter uma gestação acompanhada e se conseguir uma adoção.
Infelizmente o Brasil, não tem a menor capacidade, no momento para fazer isto.
Ahh! Se tudo fosse tão simples… Existem outras formas de contracepção… Pílula, camisinha… Vê-se logo que são idosos e o pior de tudo, já estão desmemoriados. Camisinha tira o prazer, pílula anticoncepcional afasta o risco de uma gravidez indesejada e afasta a libido junta… Quem é que está a fim de entrar no samba ou baile funk broxada? Pobre não é perua pequeno-burguesa que finge estar a fim e ou finge orgasmo e sabem o que é pior? Quer ter filho do bandidão sim, estou cansado de ver isso.
Por outro lado existe um paradoxo miserável. O sistema previdenciário vê a população ativa envelhecer e a equação começa a não fechar, necessita de população jovem e ativa, daí incentiva de todas as maneiras a natalidade, com licenças, assistência etc, mas a situação social decomposta entrega ao sistema, cada vez mais marginais, então o sistema contrata o cap. Nascimento e o cap. Aborto e outros para se livrarem desses indesejados… E por vai…
Em tempo… Sou pessoalmente contra o aborto, mas a favor que seja legalizado, se é para fazer merda, que seja no lugar certo.
Dino
vc vai chegar la
Dino
O último parágrafo é exatamente o que achamos e vc conseguiu sintetizar muito bem.
pilula tira libido de quem?
Ches, é só constatação.
Dino
Se prepara que os velhinhos vão te lascar.
O velho é muito mais experiente que o novo.
As desvantagens de se ter perdido um pouquinho a memória, é que quando a gente não quer fazer alguma coisa, diz que esqueceu e todo mundo perdoa.
No ,eu caso também tenho uma deficiência auditiva por ter trabalhado em Estalçeiro de construção naval, onde o barulho em determinados locais é insuportável.
Então quando eu não quero escutar uma coisa eu digo que não ouvi e quando ops outros estão pensando que eu não ouvi, eu ouvi tudo.
Os velhinhos se viram e como vc ve são muito mais espertos que os jovens.
Bem, é claro que eu estou sendo generoso comigo mesmo quando digo “minha tese”, quando não mais é uma observação que me parece procedente.
As pessoas, ao longo da vida, mudam muito pouco, quase imperceptivelmente, a personalidade. A não ser quando assaltadas por uma degeneração mental. Mesmo as que mudam para pior, como disse o/a “EU”, na verdade não estão mudando nada, estão apenas revelando que realmente são. Certos rompantes altruístas podem esconder uma soberba de superioridade inexistente; uma presunção de santidade que arrefece quando tem que dar um sarrafo no companheiro de viagem para ficar mais bem aquinhoado. Aí, vem Ohhhs da vida!
Mudamos muito lentamente, como as longas fases e eras geológicas. Tá bom!, nem tanto, mas quase!
:o)
a turma do pro vida me da nauseas / como e possivel por razoes religiosas ou eticas, ou seja la o que impedir alguem de decidir ter ou nao um filho ? nenhuma mulher decide abortar por prazer, sei do q estou falando /
a legalizacao da interrupcao voluntaria de gravidez. ja foi resolvida em quase todas as sociedades ocidentais….so paises, digamos…mais religiosos ou tradicionalistas, ou hipocritas, continuam usando da puta culpabilidade judeo crista pra nao autorizar /
vejam como se passou em portugal….vejam os tradicionalistas americanos….vejam no brasil…
nao queria participar desse post, nao pude me controlar lendo alguns argumentos…bidons…
Sei que o que vou escrever é off topic, mas….
Um nosso colega de blog vem ,com todo o direito, revelando desconfiança sobre o comportamento do padre Julio Lasncelloti, da pastoral de São Paulo que cuida de menores infratores hhá 30 anos…..Primeiro foi o porque dele estar sendo extorquido, depois suspeitas sobre mau uso do dinheiro da prefeitura por sua ONG…e por fim uma denuncia de pedofilia….Well well well:
Um dos envolvidos e agora preso, bandidinho que extorquia o padre, confessou que jamais viu o padre praticando atos libidinosos e não entedia porque o padre mandava dinheiro para seu parceiro….e a policia civil de Sampa, pasteleira de primeira, nega-se a revelar a identidade da testemunha que teria visto o padre em 1999 praticando pedofilia….. mas também não tem provas de que a mesma tenha trabalhado com o padre!
Ademais a testemunha é da igrja do Bispo Edir!
Tradicional inimigo católico!
Muita sujeira…em que, ao que parece, a policial serviu de laranja!
Manchar a honra do padre e depois desmentir tudo…é aonde vai parar essa trama….Alguém lembra do drama da Escola de Base?
Perdão PD!
Já vi filmes sobre o processo de aborto e realmente é algo nojento. Conheço mulheres que pagaram um e o processo faz um tremendo estrago, principalmente psicológico. Acho que é uma medida seríssima, horrenda e sem volta.
Agora legislar em cima da barriga alheia é muita cara de pau, ainda mais com discursinhos para tentar virar o estômago dos fresquinhos, lamentável.
O assunto é tão sério que na Itália, base do catolicismo, o assunto foi decidido por plebiscito.
Vamos lá, o assunto é tão sério que deixemos que todo mundo decida. Afinal se é para fazer merda, melhor fazer direito.
Ximidt,
COntinuo defendendo uma adaptação no metodo de gestacao, nao natural: um OVO.
Sobre o comentario 193, concordo! Deterministicamente somos egoístas.
HRP, realmente a inveja costuma destruir pessoas inocentes. LEvantar suspeitas sobre a honra de pessoas é muito comum e extremamente SUJO. Logo as pessoas julgam o “suspeito” sem nem conhecê-lo, nem sua história e o destroem como se fossem juiz e carrasco. Não sei porque o ser humano faz isso, Freud explica.
Quanto ao aborto, é preciso, antes de rechaçá-lo como crime, considerar o que vem a ser um humano. Qualquer um pode saber que o ser humano deve ter autonomia, isto é, seu corpo não deve estar ligado ao cordão umbilical. Até poucos meses antes dos nove “regulamentares” o ser que se encontra no útero está em processo, em desenvolvimento, sem possibilidade de vida autônoma. Portanto, é dependente daquela que o gesta. Nesse período, morrendo a mãe, é interrompida a gestação e aquele ser em processo de formação se esvai. Não há como defender ou contrariar o aborto sem ter presente esta questão. Quanto ao ilustre governador do Rio de Janeiro, está claro que é um celerado em busca de holofotes para suas polêmicas e preconceituosas declarações. Vira e mexe, lá vem ele com uma frase ou expressão bombástica. Assim talvez garanta que o foco se desvie dos terríveis problemas que êle, governador, não consegue solucionar.
Ê, Mané!!!
Se alguém fala alguma coisa contra o São Lancelotti é totalmente desqualificado. Ora este Pio homem deverá ser canonizado em breve. Se não pelo papa pelo jornaleco Hora do Povo!
Abs.
Beijo….Ed!
HRP, Lancelotti deveria rezar uma missa como homenagem à imprensa. Sabem o título da Folha para o texto acima? “Para preso, padre Júlio não praticou pedofilia”. Já que é para dar título para a fala do rapaz, por que não: “Preso diz que padre sempre deu muito dinheiro a Anderson”? Ou “Preso diz que padre ia atrás de Anderson todo dia”? Ou “Preso diz que chegou a pegar até R$ 30 mil com padre”? Ou “Preso diz que Lancelotti pagava altas somas em dinheiro vivo”? Convenham: sobre todas essas questões, Everson pode falar com mais propriedade do que sobre pedofilia. Por acaso morava com o padre? Ah, sim: a CNBB se solidarizou uma vez mais com Lacenlotti. Já deu a sua absolvição. Sem nem mesmo esperar a investigação. Deve achar a história corriqueira, convencional.
Eu volto ao “caridoso” Júlio Lancelotti, mas lá no Open, onde o Mané deveria ter postado a “provocação” dele.
Abs.
confetti,
to com vc, em primeiro lugar, o que é que o homem tem a ver com essa história de aborto?? a mulher é que tem que decidir.
Éd Lascar, hoje e amanhã serão dias de cão, não poderei desenvolver o que vc me pede, e quando eu puder voltar para comentar, este post já terá sumido no tempo e virado história…
Te adianto que tinha lido a história do teu sobrinho e sabia já algo da tua própria história, ambos ótimos exemplos de como a infância não necessariamente é destino, ao contrário do que se costuma dizer em certas correntes psicológicas. Isso não quer dizer que devamos abdicar de cobrar do Estado que exerça funções para as quais está destinado, algumas delas apontadas pelo Elias, pelo Dino, por vc…
Quanto à questão da liberdade e do destino, gosto de uma historinha que ouvi na faculdade, nos anos 80. Falava-se na época sobre algumas pesquisas com genes ligados à violência extrema — na verdade, até onde sei ainda não há dados conclusivos sobre o assunto, por mais que se queira dizer que sim —, pesquisas essas feitas com criminosos violentos e psicopatas em geral. Numa delas, o tal grupo de genes supostamente associados à agressividade foi encontrado num par de gêmeos idênticos. Um deles de fato estava preso, tinha virado um criminoso violento. O seu irmão gêmeo, por sua vez virou… criminólogo! Correta ou não (do ponto de vista da predisposição genética), o que se deve destacar é que há margem de liberdade, sim. Ela é estreita, e o mundo impõe sobre nós um “coeficiente de adversidade” em hipótese alguma despresível. Porém, mesmo entrevados, tetraplégicos ou presos na pior das solitárias — situações que refletiriam a mais extrema falta de liberdade —, ainda temos uma última possibilidade (e, portanto, escolha): a de lidar com essa falta de liberdade de maneira singular, seja maldizendo-a, conformando-nos, deprimindo-nos, refletindo sobre ela, ou mesmo escolhendo tirar a nossa própria vida — se tivermos meios para fazê-lo, claro —, entre outras possibilidades que agora não me ocorrem — aliás, o filme “Mar Adentro”, do Alejandro Amenábar, trata de algo do gênero, quando narra a vida de Ramón San Pedro, tetraplégico que conseguiu se matar com o auxílio de amigos.
Um indicador de nossa liberdade é, por incrível que pareça, o sentimento de culpa. Claro que aprendemos a sentir culpa tb, fruto de séculos de herança judaico-cristã, onde entre outras coisas já nascemos culpados por sermos “frutos do pecado original”… Mas há uma dimensão dessa culpa que vai além disso, que não é apenas uma construção sócio-cultural que deva ser combatida, não é apenas um instrumento de alienação. Refiro-me à culpa como um indicador de inautenticidade, de que não estamos realizando o nosso “projeto-homem”, indicador de que estamos desperdiçando aquilo que potencialmente podemos ser (seja lá o que isso for). Neste sentido, a culpa funcionaria tal como a febre, que entre outras coisas indica que temos uma infecção. Claro, muita coisa é complicada em relação a isso. 1) Que raio de “projeto” somos? Não sabemos. Se existe um destino, se existe algo traçado para nós escrito em algum canto, não sabemos em que livro/estante/biblioteca está. Pior: nem em que língua foi escrito! Os que tem crenças religiosas encontram algum conforto, algumas pistas nesse assunto, mas elas não são a coisa mais sólida deste mundo… 2) Como diferenciar: a) a culpa “herdada” da tradição judaico-cristã; b) a culpa meramente neurótica; e c) a culpa existencial, essa de que falei antes? É bastante difícil tb, elas não vêm com etiqueta ou código de barras… Enfim, a culpa não é só um estorvo, como muitos teimam em acreditar. Ela é como a dor, tem uma dimensão adaptativa, reguladora (do indivíduo, não apenas dos agrupamentos sociais), por mais que incomode um bocado… O problema é a tendência a combater a dor, não de onde ela vem, da mesma forma que tomamos anti-térmicos para livrar-nos do incômodo da febre, em vez de investigar o que a produz. Fazemos o mesmo com a culpa, da mesma forma que com a angústia: tratamos de livrar-nos delas, seja por meio de comportamentos “escapistas”, seja com o uso de drogas — os psicanalistas costumam dizer que o superego se afoga no álcool… —, compulsões etc. Funciona precariamente, devo dizer, mas somos mestres no famoso “me engana que eu gosto”…
Bom, fico por aqui. Espiarei de vez em quando o que vcs escreverem, porque não tem jeito, o Weblog vicia!
Abraços a todos
Vlw! Ricardo Cabral!
Aguardaremos novas intervenções. Aí eu preciso copy and paste das suas anotações para mó de usar na minha monografia se eu me aventurar a fazer psicologia!
:o)
O livro sobre as falcatruas do Lula, que foi proibido, está disponível para leitura na Internet.
A obra, que compila todos os escândalos do desastroso governo do Chefão petista, não conseguiu editora para publicação.
Como todas se negaram a publicá-lo, seu autor Ivo Patarra, resolveu colocá-lo na Internet à disposição para leitura on-line ou para baixar.
http://www.escandalodomensalao.com.br/
Ricardo Cabral, excelente texto. Parabéns.
No mais, como um código fonte que deseja compilação humana, a sua questão sobre que projeto somos é muito interessante. Assunto pra post se o carioca se interessar. Sobre culpa, bem, sugiro procurar a psicanalista judia do Leblon que está esperando o Chesterton, velho e bom Chesterton aparecer.
Ricardo,
Parabéns! :))
não tenho culpa de nada, tenho mais do que preciso, mas menos do que mereço, daí que vou a luta.
Alguém por aí falou em não ter estômago para matar um feto.
Interessante é que todos tem estômago forte quando estão vendo por exemplo, uma mãe paupérrima levando suas 5 crianças sem educação, doentes e desnutridas para um ineficiente ou inexistente SUS. E lá na consulta, se percebe que os remédios ela não vai conseguir comprar e a base da doença é carencial e ela não vai conseguir resolver… Lindo quadro, não? Melhor mesmo é deixar esta mãezinha ter mais 5. Sabe como é, reposição, caso algum “não consiga vingar”, como se diz por aqui.
Outro exemplo, o que existe aos milhares, garota jovem e pobre que morre após aborto ou tentativa de, clandestino. Também não revira o estômago? Parece que não.
Este tema não tem um “lado certo”. Mas você tem que escolher um lado.
Sou a favor do aborto. Mas ele sozinho, é lógico que não resolve os problemas.
O Sérgio Cabral começou bem sua análise, fazendo um bela de uma cagada no final, chamando os filhos de pobres de criminosos.
Bom, é impossível ler todos os comentários (minha disponibilidade de tempo não me permite, infelizmente), mas saiu o que eu já esperava por aqui.
De minha parte quero enfatizar que ser a favor da legalização do aborto NAO E ser a favor do aborto.
Eu adoraria viver num mundo onde o aborto não existisse, mas ele existe e muita gente morre ou sofre sequelas terríveis em operações mal-feitas. Então, que se libere o aborto no Brasil de uma vez por todas.
Srs e sras da famigerada elite nacional.proíbam os pobres de teremm filhos.Aliás , mate-nos todos, só nós pobres cometemos crimes mesmo ,a solução é esta, auscwitz ainda está lá!
fabrica de marginais? isso é a frase de um governador?como alguém vota num sujeito que , incapaz de resolver o problema social de sua em seu estado , diz que tem uma fábrica de marginais em suas favelas?
isso mesmo , engravatado, a imcompetência das administrações históricas não só do rio como do país todo é que é uma máquina de marginalização de indivíduos.
política rígida de controle de natalidade?A China tem algumas histórias interessantes …lá funciona.tão bem que há até infanticídio quando o filho não corresponde às expectativas dos pais .Se o rebento não nasce com o sexo que os pais experam ou com alguma deficiência , ele vai para um orfanato , ou simplesmente morre.
Preconceito é ,nem dá pra se discutir , o melhor termo pra essa visão: a criança nem nasceu e já é condenada á morte por POSSÍVEL e ou PROVÁVEL inclinação para o crime.
Relaxem queridos , seus Rolex(es) estão a salvo, pelo menos enquanto gente como seu Sérgi estiver no poder…
Acho que ninguém falou em aborto compulsório.
Falou-se em direito de optar pelo aborto. Coisa que não existe hoje (não legalmente em todos os casos).
Por que tanto melindre? Direito a procriação? É só o que há!
Legalizar o aborto, por que nao legalizar a prevenção?
Tenho pavor a crianças, mas pela minha idade não posso fazer uma laqueadura, o que cionsidero o meio mais adequado para se evitasr filhos.
Hoje, quem ganha menos de R$ 5.000,00 mensalmente, deveria ser proibido de ter filhos, pois não terá condições de dar uma vida digna a ele e estará apenas criando mais um desempregado faminto no país.
Me desculpem as mães pobres, pois a minha também é, mas é um CRIME colocar no mundo mais um sofredor.