EUA, Brasil, China, Japão e
quem deve quanto a quem
Os maiores compradors da dívida norte-americana não estão mais tão disponíveis a serem credores do que costumavam. De acordo com informações do Departamento do Tesouro, os cinco maiores credores dos EUA (Japão, China, Reino Unido, grandes petroleiras e Brasil) eram donos de um total de 1,224 trilhões de dólares em agosto de 2006 e 1,459 trilhões em agosto de 2007. Este é um aumento de 235 bilhões. Neste período de um ano, as únicas grandes compras vieram do Reino Unido (189,4 bilhões) e do Brasil (63,6 bilhões). A China aumentou seu investimento em apenas 13 bilhões e o Japão vendeu papéis no valor de 37,9 bilhões. Em outras palavras, os bancos centrais asiáticos – que costumavam ser compradores contumazes de dívida norte-americana – simplesmente não estão mais interessados.
Pescado de um artigo maior a respeito da composição da dívida externa norte-americana. Pois é: o mundo gira, a lusitana roda…
dica do Vitor Conceição
Ainda sobre o assunto:
- A China faz o mundo girar
(Todos juntos: EUA, Brasil, África, Irã…) Aqui nos EUA, a imprensa fala compulsivamente a respeito da viagem da secretária de Estado Hillary Clinton à China. Há... - Quem é melhor para o Brasil? Obama? McCain? Quem seria o melhor presidente dos EUA para o Brasil? Esta é uma pergunta que pode ser respondida de várias...
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A pergunta é: se os países asiáticos não mais financiarão a economia americana como vinham fazendo, quem fará isso?
Porque a única alteração nisso tudo será o nome do cliente.
Num intendo chongas deste papo de dividas entre nações. Aqui em casa quem paga as contas é a patroa. Entendo é de produção. Vou ficar no meu cantinho mas como um bom sniper, se alguem vacilar, leva bala…
Companheiros de esquerda, maoístas e bolivarianos
Eu, josef mario, devo dizer que, conforme costumava dizer o companheiro delfin neto, grande guru do companheiro lula - “dívida não se paga, se rola”. Portanto, enquanto o mundo gira e a lusitana roda, a dívida dos imperialistas direitões, reacionários e fascistas ianques muda de paternidade mas continua a rolar.
Muito obrigado.
Sempre vai ter alguém disposto a financiar a dívida americana. Se não, o mundo entra em crise…
E, se entrar em crise, vai todo mundo (”fly to quality”, no jargão) pros papéis seguros, justamente os americanos.
“Quem não dev, não tem”
Os únicos que tem sem dever são a cambada esquerdóide ( e agora ajuntados com os pervertidos bolivaristas) que desapropria, estatiza, nacionaliza e em fim, rouba mesmo na cara dura com a desculpa ideológica.
Prater, tem que dever sim. Propriedade sem dívida não movimenta a economia. Qualquer dono de boteco sabe disso e não precisa ser Delfim Neto pra dizer isso.
O Néco Meio Taloaqui do buteco na estrada para Bocaiúva sabe disso. A Araci do puteiro lá prás bandas do Cerro Azul idem. O Preto Nérsô ali do lavacar idem…
Complementando minha resposta acima: não é à toa que o risco-país, que a gente tanto ouve, é calculado pela diferença de juros entre os papéis de um detrminado país e os americanos, estes considerados “risco zero”.
Puteiros, botecos, açougues ou nações, economiaé tudo igual.
Mega, micro ou macro, é tudo produto, serviço e grana.
Paremos de elocubrações de economia.
Falar em rolar dívida e quem rola me lembrou o famoso besouro:
“O rola bosta africano é um besouro com pouco mais de 1 cm de comprimento e que se alimenta durante toda a sua vida das fezes frescas dos bovinos”.
É só substituir umas coisinhas aí.
Já sabem quem são as vaquinhas de presépio né, só haverá uma troca.
A solução é chamar o chestinho pra fazer as contas.
Se com um pib de 2 tri o Brasil gera 40 bi, imagine o que ele vai calcular com um PIB de 16 tri - de dólares.
Ou seja: Bush logo logo vai lançar uma tar de CPMF lá
O Greenspan é republicano.
A última entrevista que li dele, dizia que pior que o Bush, não há.
E que o melhor governo, para ele, foi o do Bill Clitoris.
Por isso ninguem precisa correr e vender seus papéis americanos, que Hillary, esta sim, Clinton, vem aí.
Dever sim, mas com lastro (ter com o que pagar). Senao, é suicídio financeiro.
Oa americanos sempre adoraram viver acima de seus meios, pensando que, queira ou nao, o resto do mundo financiaria seu modo de vida perdulário, consumista e destruidor do meio ambiente. O consumerismo americano (e nosso também) nao é sustentável a longo termo; o planeta morrerá primeiro.
Um dia a casa cai, e este dia está chegando mais cedo do que eles pensavam. Haja guerra no mundo pra movimentar a economia ianqui e financiar o gigantesco déficit. Quanto mais guerra Tio Sam promove mundo afora, mais armamentos vendem e mais o complexo militaro-industrial interno é estimulado, gerando empregos e ajudabdo a manter o modo de vida perdulário deles (o americano, em geral, é um dos povos mais endividados do planeta e um dos que economizam menos).
Sem guerras - a grande maioria estimulada e patrocinada por Titio Sam - a economia americana vai pro buraco.
Realmente, a indústria de armas é o maior problema econômico do país.
mas a riquesa Americana é enorme, e a tecnologia também.
A realidade vai cobrar os desvarios do Bush.
Mas enquanto o governo perde trilhões as empresas de armas e outras chacais se locupletam.
Isto quer dizer que apesar de haver uma perda do governo, a sociedade, as indústrias de armas e outras ganham.
E ainda o rombo não é tão grande assim, e que o US $ apenas mudou de mãos, e o povo, é quem vai ter que pagar isto com novos impostos, pois foi o dinheiro dele que foi torrado pelo Bush.
Precisa ver se a China não comprou títulos americanos ou, simplesmente, não comprou títulos. Ou se reduziu geral a compra de…
Ajudaria se o autor do artigo houvesse publicado um gráfico demonstrando a evolução das reservas chinesas, japonesas, etc., no mesmo período. Se as reservas evoluíram na razão inversa da evolução das compras de títulos americanos, aí sim, daria pra dizer que os títulos da gringolândia estão perdendo competitividade.
Caso contrário, é fogo fátuo.
Para o Brasil, os títulos americanos continuam sendo a melhor opção, até mesmo pelo volume de negócios com os EUA e com países dentro da esfera de influência deste.
O rendimento pode não ser lá essas coisas, mas a liquidez é parada ganha. Até porque esses títulos continuam sendo pouco vulneráveis a chuvas e trovoadas.
Um indicador interessante é a porcentagem entre o PIB e o endividamento.
Se o que eu entendi dos gráficos, o endividamento está entre 5 tri e 8 tri, isto significa que ta mais ou menos 50% do PIB.
De acordo com a CIA esta parecido com o da Inglaterra.
O do Brasil se não me engano chega a 100%
Pela CIA a relação é de 42,7% na Inglaterra
link da CIA
https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/geos/uk.html
Podem dizer que fui eu que mandei que vcs vão ser bem atendidos la.
Marcos Araújo:
Assino embaixo o que você escreveu, aliás, acho que houve um post sobre aquele balanço nas bolsas aqui ou no Riff, não lembro, falei mais ou menos isso, um dia a casa cai.
É tudo grana virtual, tá no limbo, na rede, sem lastro, grande parte existe em cima d’uma previsão.
Ah, muitas vezes os dados da CIA são meio errados, mas de um modo geral é mais ou menos.
Fazer o que né?
Ela sempre foi assim meio ineficiente.
Títulos emitidos por qualquer país são dinheiro vivo, alguns mais vivos que outros. Com um título do Tesouro americano é possível comprar qualquer coisa em qualquer parte do mundo.
A União Européia, com o euro, quer chegar a uma condição semelhante à do dolar mas … falta muito.
O mundo gira, a Lusitana roda, os papéis norte-americanos voam a jato. Os do Brasil viajam em carro-de-boi gemedor.
Fred: No Brasil a relaçao PIB/dívida interna parece estar por volta de 61% - foi o que lí outro dia no JB. Um desastre. Grande parte desta dívida gigantesca é composta de obrigaçoes emitidas pelos vários níveis de govêrno: municipal, estadual, federal (sem lastro suficiente!) e financiada pelos banqueiros nacionais e internacionais, que lucram zilhoes por ano, às custas do povo brasileiro.
Nao é por menos que o Manteiga vive dizendo que o govêrno federal nao pode viver sem a CPMF. Balela! Pode, e muito bem. É só reduzir de 50% o tamanho da máquina infernal que engole tudo: a burocracia brasileira, lotada de cupinchas dos eternos donos do poder.
E pensar que a economia mundial clama pela ajuda dos comentaristas daqui….
Depois deste post, só de ler tudinho, tõ formado, doutorado, magnum cum lauda e os diabo a quatro em economia mundial, seus problemas e principalmente as soluções.
E pensar que a maioria aqui mal e mal administra o cartão de crédito…
Como num entendo nada, vou mesmo é cutucar…
vc hj ta cheio de ravia né josua…
marcos
é verdade.
Na realidade o Brasil tem que ser repensado.
Como dizia De Gaulle - não é um país sério
É complicado.
Eu tinha visto que a relação era quase de 100%. Não me lembro de onde - o caos - em relação à dívida interna
Fred Schmidt,
Seus dados são pra lá de pessimistas. E incorretos.
Veja lá:
1 - A dívida externa total do Brasil representa 16,7% do PIB. O Setor Público (União, Estados e Municípios), responde por 45,7% dessa dívida.
2 - As reservas internacionais brasileiras equivalem a 76,9% da dívida externa.
Esses são os dados atualizados até 17-10-2007.
E, para reflexão de quem vive chamando o Lula de burro, incompetente, etc.:
A situação em dezembro de 2002:
1 - A dívida externa total do Brasil representava 38,8% do PIB. O Setor Público (União, Estados e Municípios), respondia por 63,1% dessa dívida.
2 - As reservas internacionais brasileiras equivalem a 22,9% da dívida externa.
Ou seja, de 2002 até aqui, a trajetória foi a seguinte:
a - o endividamento externo sobre o PIB caiu 56,9%;
b - a participação do setor público na formação do endividamento externo caiu 27,6%;
c - a capacidade líquida de pagamento do país cresceu 235,8%.
Como apontou o PD em um comentário, o problema brasileiro não é mais a dívida externa. É a dívida INterna do setor público (nem tanto do setor público federal, mas, principalmente, dos Estados e Municípios).
A melhor maneira de se verificar a capacidade de pagamento da dívida é analizando o perfil.
Um perfil alongado implica menos desembolso anual e, portanto, maior facilidade de pagamento.
Correção. Na situação em dezembro de 2002:
“2 - As reservas internacionais brasileiras equivalIAM a 22,9% da dívida externa.”
elias
é verdade - confundi com a dívida interna como coloquei antes da sua postagem.
é verdade - a situação do Brasil melhorou muiiiiiiiiiiito, em relação a dívida externa - basta ver os indicadores risco do país etc
mas temos que melhorar e muito em quase tudo para poder chegar a ser um país estável financeiramente.
Dei uma pesquisada no pai dos Burros - atualmente o Google — e acabo de ver que a dívida interna ultrapassou os 1 tri
Realmente agora é hora de resolvermos melhorar esta situação, já que a externa melhorou.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u105993.shtml
Isso é sincronicidade junguiana ou Pedro tá com link na PF?
Até amanhã!!!
acabei de ver o PIB brasileiro de 2006 - 2,3 tri
ou seja - a relação dívida interna/PIB é de um pouco menos que 50%.
Ta melhor que pensava.
Mas ta onerando demais o governo.
Nossa poupançasinho - os impostos pagos - ta sendo comida pelo juros
Obrigada, Elias. Sempre aprendo com você!
Bingo, Elias!
Vejam que o post começou dizendo quais são os maiores CREDORES dos EUA.
O Brasil passou a credor externo.
O que nós temos uma é grande dívida interna. Sabem esse negócio de sair por aí criando municípios por meio de emancipação de distritos? Pois é. Lembram quando vocês saíram da casa dos pais? Alguns distritos querem se emancipar, saindo da casa dos pais mas não têm como pagar as contas. Sim, porque emancipação significa também que você vai pagar suas contas. Mas na hora da onça beber água muitos municípios vivem mesmo é de repasses do FPM.
O problema não está no governo federal. Fiquem de olho nos seus prefeitos.
A dívida interna vem se tornando mais administrável com as reduções sistemáticas na SELIC, interrompida na última reunião. Os altos juros internos também fazem a dívida crescer.
Do jeito que as coisas andam daqui há pouco será mais seguro aplicar em papéis do Tesouro Nacional do que nos Treasure Bonds.
Não sou catastrofista nem anti-americano no sentido que comumente se atribui à expressão, mas, certa vez um jornalista fez ao presidente Reagan uma daquelas perguntas que eles ficam se coçando pra fazer mas muitos desistem. Na verdade ele perguntou e respondeu ao mesmo tempo e deixou Reagan meio sem saída. Disse o jormnalista: A história mostra que todos os impérios que existiram na humanidade floresceram, conheceram o apogeu por algum período e depois declinaram. O Senhor acha que o império americano veio pra ficar? Que outra resposta o Reagan poderia dar?
Sobre o peso do complexo industrial militar na economia americana eu comentei lá no blog do Bitt. Ele não é pequeno e, Fred Schimidt, eles tem, sim, uma disposição danada pra continuar guerreando. Vi há pouco o filme O Bom Pastor, sobre a origem da CIA. Robert De Niro, que dirigiu o filme, pôs os personagens pra dizerem umas coisas interessantes e verdadeiras.
A princípio fiquei assustado quando anos atrás fui descobrindo que empresas conhecidas por aqui por fabricarem máquinas de escrever, lâmpadas ou remédios, no seu país de origem, os EUA, as tais empresas têm como negócio principal a produção de armamentos, com contratos de dezenas ou centenas de bilhões de dólares.
Fred Schimidt,
Seu blog é muito bom. O que aconteceu com o copacabana way of life?
Elio Gaspari escreveu uma lúcida coluna quando a dívida interna ultrapassou a marca de um trilhão de reais.
O perfil da dívida interna está melhor. O governo vem resgatando os papéis que vencem no curto prazo e lançado outros com prazo de resgate mais longo.
Em termos de dívida o Brasil é dos brasileiros. isso é bom.
Oi Claudio
Nós não sabemos da realidade do que se passa nos bastidores da elite americana um milionésimo.
Os USA quiseram ha pouco tempo atrás remanejar 2 bases Americanas por contenção de gastos.
Desistiu, 2 cidadesw iam falir.
A indústria da guerra é mastodonte nos USA.
Os Republicanos normalmente representam-na.
O intuito de Bush e principalmente Chenney - o chefão - não é ganhar guerras - é faze-las
Charles Mills explica tudo direitinho nos seus livros
Que que houve com o copacabana way of life - ta lá não?
Vou até ver
Com isso, já dar para botar uma certa banca e dizer para os americanos que nós brasileiros, caso queiramos visitar os EUA, não precisamos de visto algum! Isso não é óbvio?
ta - ta lá:
http://www.copacabanawayoflife.blogspot.com
Fred Schimidt,
Ato falho. Eu acessara o Copacabana e depois o Cidadania e pensei que o primeiro, modificado. Ambos são bons, mas comentar lé é meio complicado. O blog do Bitt era assim e só passei a comentar depois que ele mudou. Antes não conseguia.
Já li alguns livros sobre o peso do complexo industrial militar na economia americana. Eles precisam das guerras e as fabricam, como você disse. Quando me referi ao filme no comentário acima foi exatamente isso que quis dizer.
A importância econômica da produção de armamentos nos EUA e sua utilização em guerras já não é nehuma novidade. Até Michael Moore mostra isso em um dos filmes dele. A quantidade de cidades americanas que vivem em função das bases militares e das indústrias militares não é pequena.
Quanto às guerras, bem, bombardear uma cidade com bombas confeccionadas com depleted uranium é qualquer coisa de insano.
A indústria precisa da guerra para sobreviver e fazer seus testes.
as maiores atrocidades foram cometidas em Fallujah e outros locais, tem uma certya arma química feita com fósforo branco, que esta proibida pela ONU e que os USA usaram a dar com pau no Iraque..
Houve uma investigação sobre o uso de armamento à base de fósforo branco e outras bombas incendiárias, proibidas pela convenção de genebra.
Já disse: a convenção de Genebra foi para o vinagre.
Num, vou falar aqui disso mais não.
Se não levo pito de pd.
Mas que este governo dos USA é fdp isto é.
Pessoal, tô aqui imaginando o churrasco de casa que tá na Califórnia, isso será um tombo nas seguradoras não?
E se quebrarem algumas?
Como fica a coisa?
O que aconteceu com a dívida interna — especialmente na era Palófi — é que a taxa básica de juros a empurrava pra cima e garfava parcelas cada vez maiores do orçamento fiscal (para amortização do principal e pagamento do serviço).
A despesa com a dívida se tornou, isoladamente, no principal item de gasto no Orçamento da União.
Aí, com o Mantega, o governo começou a derrubar os juros básicos, trazendo-o para patamares que, embora ainda altos, pelo menos são mais civilizados.
Se o governo tiver sucesso na estratégia de alongar o perfil da dívida, os juros poderão cair ainda mais, soltando um pouco as amarras do crescimento econômico.
A principal função social do sistema financeiro é financiar a produção. Isso só se torna possível quando o lucro do sistema financeiro (juro) é menor que o lucro da produção.
No Brasil das últimas décadas, o sistema financeiro tem financiado mais o governo que a produção.
Aí a coisa pega…
Elias,
O cenário econômico doméstico nunca foi melhor.
A queda paulatina dos juros tem impulsionado setores da economia que vinham estagnados há anos, ou apresentado crescimento pífio, abaixo do crescimento do PIB.
Mas há outros setores que têm crescido mais que o PIB.
Vivemos uma franca expansão na construção civil e as negociações no setor estão mais maduras. os bancos privados têm uma maior participação no fechamento dos contratos de mútuo habitacional, coisa que antes era praticamente uma exclusividade da CEF.
Na indústria automobilística não fossem os importados e provavelmente já teríamos pressões inflacionárias. A demanda está bastante aquecida e os números do mês passado foram superiores em vinte e sete por cento em relação ao mesmo período do ano anterior.
O IBOVESPA tem batido recordes sucessivos e mostrou-se praticamente imune à última crise externa no setor imobiliário fortemente securitizado.
Lá fora os BACENs intervieram para evitar a expansão da crise e manter a confiança no sistema.
Aqui, praticamente ficamos assistindo de camarote.
Esse é o trunfo da economia americana: sua moeda, o dólar e o lastro desta, a confiança. O dólar sobrevive de fidúcia.
se os gestores começarem a achar que o dolar não é mais confiável, as taxas de juros do tesouro americano vão subir, para atrair o capital, como o pT fez. Subiondo as taxas de juros americanas o mundo entra em recessão e todo mundo se fode.
O ENSINO DA MATEMÁTICA NO BRASIL
A Evolução
Semana passada comprei um produto que custou R$ 1,58. Dei à balconista R$2,00 e peguei na minha bolsa 8 centavos, para evitar receber ainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer. Tentei explicar que ela tinha que me dar 50 centavos de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la. Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem entender.
Por que estou contando isso?
Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950,que foi assim:
1. Ensino de matemática em 1950:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção desse carro de lenha é igual a 4/5 do preço de venda . Qual é o lucro?
2. Ensino de matemática em 1970:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção desse carro de lenha é igual a 4/5 do preço de venda ou R$ 80,00. Qual é o lucro?
3. Ensino de matemática em 1980:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção desse carro de lenha é R$ 80,00. Qual é o lucro?
4. Ensino de matemática em 1990:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção desse carro de lenha é R$ 80,00. Escolha a resposta certa,que indica o lucro:
( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00
5. Ensino de matemática em 2000:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção desse carro de lenha é R$ 80,00. O lucro é de R$ 20,00. Está certo?
( )Sim ( )Não
6. Ensino de matemática em 2007:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Se você consegue ler coloque um X no R$ 20,00.
( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00
Aonde vamos parar ?
__._,_.___
Ô Dracul Chupacabra: Muito bacana o seu comentário 47. É isso aí. O sistema nao educa de fato e nao ensina mais a pensar; é o nivelamento por baixo. A surpresa e a paralisia da balconista é o exemplo perfeito desta tragédia.
Aonde vamos parar? Ótima pergunta. Parabéns pelo comentário.
Chesterton,
Logo após a eleição do Lula, em 2002, houve um ataque terrorista, discretamente estimulado pelo pessoal que perdeu. O dólar disparou, batendo em R$.3,50.
Lembra, criança?
As empresas com passivo em dólar ficaram na pior. Sua dívida quase duplicou, da noite para o dia, sem que algo pelo menos parecido acontecesse com seu faturamento, seu lucro, etc.
Lembra, criança?
Se o governo não interferisse, essas empresas poderiam quebrar, ou, no mínimo, alegar que estavam quebrando.
Se isso ocorresse, o país estaria com um problema de bom tamanho. O governo perderia a credibilidade, haveria fuga de capital, etc.
A culpa de tudo, evidentemente, seria atribuída ao governo de esquerda. Um bando de porraloucas, etc e tal.
Não é, criança?
Ao elevar a taxa básica de juros, o governo atraiu, inicialmente, o chamado “capital volátil”. O preço do dólar foi derrubado ao longo de 2003, e o volátil foi sendo, gradualmente, substituído pelo capital de risco (à medida que o “risco país” foi caindo).
Não foi, criança?
Nada a ver com o quê você disse.
Cláudio,
O grande problema — que causou irritação dentro do próprio PT — é que, com o dólar lá embaixo, o Palófi insistiu em manter elevada a taxa básica de juros, já em 2004/2005.
É certo que houve os (muitos) problemas com o Chavez (eufemisticamente e ironicamente citado como “fator chave de instabilidade” na ata do Banco Central). Mesmo assim, um monte de gente, dentro do próprio PT, considera que o Lula exagerou no remédio, e que faltou audácia.
De outra parte, no governo, não falta quem diga que a luva de pelica com que o Chavez foi tratado é que permitiu que as exportações brasileiras para Venezuela se elevassem do US$ 600 milhões em 2002 para os atuais US$ 3 bilhões atuais. Isto gerou um monte de empregos (e lucros) por aqui.
No mais, concordo com você.
Ah, sim, só pra completar.
As proporções da dívida externa em relação ao PIB que demonstrei em um comentário mais acima, leva em conta o valor da dívida externa bruta.
Mas o que interessa, mesmo, é o valor da dívida externa líquida: o que o Brasil deve, menos o que devem para o Brasil.
Pelo conceito “dívida externa líquida”, o Brasil não é devedor, mas credor. Salvo engano, o crédito final está em torno de 8% do PIB.
Essa, Chester, é uma das razões do tal prestígio de Lula no exterior.
Elias, o dólar btu 3,50 antes da posse do Lula, aliás foi quase a 4 reais, porque ele ainda não tinha esclarecido se iria aplicar oprogramado partido ou se iria triro PT. Traiu o PT. Lembra mami?
O governo FHC foi de esquerda, lembra mami?
Que o PT não tinha alternativa a subir os juros, eu tb sei, assim como os eua nãot eria alternativa,aumentariamos juros e o mundo iria parao buraco.
Vou te contar um segredo, mas é proibido de espalhar. Lembra quando os candidatos a presidencia, Lula incluido, foram mendigar 40 bi de dolares para o pais não quebrar no fim do governo FHC , POR CAUSa do medo de o PT entrar para quebrar? O Bush concordou e se passou o seguinte diálogo:
Bush: escutem aqui, vocês querem 40 bi e deois vão me dar um calote?
Lula: o Buxi, nada disso eu vou trair o PT
Bush: ta bom, ma o presidente do Banco Central tem que ser o Meirelles..
Lula; Ta bom Buxi, ta bom, não fica nervoso (ruido estranho de fundo enquanto Lula apalpava asbolado Buxi). Escuta, sera que eu posso comprar um avião?
Bush: compra esta merda, mas fique sabendo que se me derem um calote, mando mando derrubar esta joça com todasua familia dentro….
fecha o pano.
Chester,
O eu quis dizer é que a elevação de juros no Brasil em 2003 foi decorrência da crise cambial fabricada com a conivência do governo que saía.
Claro que ela estourou antes da posse. Daí porque eu disse “…Logo após a eleição do Lula, em 2002…”. A rigor, o ataque se delineou a partir do momento em que a vitória do Lula se revelou inevitável, ou seja, antes mesmo da eleição.
De qualquer modo, havia, no Brasil, a crise cambial que não existe hoje nos EUA.
Uma grande diferença, portanto.
Se você ler com atenção, perceberá que isso não é crítica aos EUA. É elogio, Chester.
Tanto que, em meu primeiro comentário, eu duvidei que a China tenha deixado de comprar títulos americanos em benefício de outra aplicação.
Na prática, estou dizendo que os EUA dificilmente necessitarão elevar os juros, como o Brasil necessitou, pra atrair compradores para seus títulos.
Sacou agora?
No mais, é conhecida — até porque amplamente noticiada — a história do aval do Lula ao reforço de caixa pedido por FHC. Não consta que ela tenha sido feita à revelia do PT, nem que este tenha se oposto a ela.
FHC precisou do reforço porque suas reservas eram baixíssimas, especialmente se comparadas ao nível com que o Lula trabalha.
Já citei aqui, mas não custa lembrar: FHC encerrou seu mandato operando com reservas equivalentes a 22,9% da dívida bruta; Lula opera com reservas equivalentes a 76,9% da dívida bruta.
Uma diferença e tanto, ao se ter em conta o fato de que a participação do setor público na formação da dívida bruta recuou 27% e de que a dívida externa líquida é negativa.
Atualmente, na prática, a reserva só é mobilizada — quando é — para compensar fluxos de caixa.
“Atualmente, na prática, a reserva só é mobilizada — quando é — para compensar fluxos de caixa.”
Isso é o que eu imagino, né? Sei lá o que acontece na Casa Grande…
Sou da senzala.
Alguém sabe me dizer quanto está a divida do Breasil com os EUA? ou se já foi paga?
Olha, seu website é MARA, só que não tem o que quero :/
Se alguém souber sobre a Indústria de Armamento no Japão… Me contate pelo meu msn!
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