A 5a frase completa da pg 161
A quinta frase completa da página 161 do livro mais próximo deste pobre blogueiro é bastante boa:
‘But if we have learned anything from history we have learned that this is a dream.’
Está em First Democracy, The Challenge of an Ancient Idea, de Paul Woodruff. Conta a história do surgimento, em Atenas, do conceito de democracia e é um dos livros que os prezados leitores com tanta gentileza enviaram.
Quem me perguntou isto – e o que não revelará sobre nós a quinta frase completa da página 161 do livro mais próximo? – foi a moça Rachel. E o diabo é que fica a obrigação de reivindicar de outros companheiros que tasquem lá as suas.
O Idelber Avelar, tenho certeza, terá um livraço ao lado.
O professor Luiz Antonio Ryff, espero que não estará lendo algo Nonsense.
O Bitt por certo terá algo de estratégia militar à cabeceira.
E o Tas, tenho certeza, mencionará algo surpreendente.
A dos prezados leitores, qual é?
Ainda sobre o assunto:
- Calculadora de esperança de vida Os prezados leitores que perdoem, mas cá este blogueiro tem uma idade real de 20 anos e uma esperança de...
- Pergunte ao ministro Salvo mudanças repentinas de agenda, Lula Borges estará com o ministro Guido Mantega, na próxima quinta-feira. Em seu blog, ele...



Hahahahaha
Obrigada, Pedro!
Nunca tive um livro tão grande perto de mim. Nem na estante. :-))
tou lendo um que acaba na pagina 141….ediçao francesa saindo esse mes chez “zones”…muito educativo…
http://www.thirdworldtraveler.com/Propaganda/Propaganda_Bernays.html
xi, meu livro de colorir só tem 20 páginas..
“In the industrial zone at Petaling Jaya outside Kuala Lampur, a line of dingy blue buses began delivering workers for the 2P.M. shift change at the Motorola Plant”
Wawasan 2020 de William Greider parte de uma compilação chamada Globalization Reader que faz parte das leituras do semestre da faculdade.
Noss, nem me lembre dessas leituras pra faculdade….
“Num estudo, voluntários tinham de ouvir Sagração da Primavera , de Stravinsky: alguns tinham apenas de ouvir a música; outros tinham de, conscientemente, tentar se alegrar enquanto ouviam música.” Daniel Gilbert, Psicologo de Harvard em “O que nos faz felizes”.
Humm parece que fui censurado. Posso saber o motivo?
As autoridades se viram num dilema perente aos bispos.
Eunucos pelo reino de deus, Uta ranke~heinemann
off
Ele poderia pefeitamente tê-la atirado aos lobos.
- A história perfeita de Eva Braun.
Putz. Nao tenho nenhum livro aqui agora no trabalho. Serve jornal?
Isto só funciona com “produção”, Pedro Dória. Ou , como você ou a RAchel falou, para dar como dica de leitura.
Melhor, já que as frases estão num contexto, que se explique , em rápidas pinceladas este contexto. Se der para ser assim, eu até mando a frase que encontrei.
Na cabeceira tenho sempre um livro de orações de Kardec, e uns tres ou quatro livros espiritas por que me acalmo lendo-os……recomendo aos mais stressados!
Bah, che! Eis minha frase de minha leitura mais amena nesses dias em tradução simultânea especial do inglês anglicanizado para o javanês autêntico ainda cultuado nos arredores de Goa, por imigrantes de Java:
“Mas monopólio significa realmente qualquer empresa em grande escala. E dado que o progresso econômico nos Estados Unidos é, em boa parte, o resultado do trabalho realizado em uma série de empresas que nunca foram mais de que 300 ou 400, qualquer ameaça grave ao funcionamento destas semeará uma paralisia no organismo econômico, em grau muito maior que uma ameaça semelhante no correspondente número de empresas em qualquer outro país Schumpeter “Business Cycles”.
Legal esse meme.
“I returned the rats to their cages”
Do livro “Welcome to the Monkey House” (1968) - Kurt Vonnegut
Até que enfim chove. Frase do Dalai Lama Pedro Di.
Foi a Minas? Ô pegador de ondas?
A transigência com o elemento nativo se impunha à política colonial portuguesa: as circunstâncias facilitaram-na.
Casa-grande e senzala
“– Dom Estácio, só podemos dar um nome a esses promontórios luxuriantes. E ela o é: Santo Antônio da Lagoa de Abril.”
Veja a coincidência: essa é do “Tontas Coisas” do Chacal…justamente quando se falou há pouco tempo do filme Podecrer…
Putz…Vonnegut, Freyre…fiquei até sem graça com o meu!
Em parte tamanho zelo justificava-se, pois nas celebrações religiosas públicas o que mais chamou atenção dos viajantes e cronistas que visitaram nossas igrejas coloniais, foi a falta de compostura por parte dos participantes, mau exemplo advindo dos próprios curas e celebrantes, ora displicentes no trajar, ora irreverentes nos olhares e risadas, clérigos e leigos ávidos de aproveitar aqueles preciosos momentos de convívio intersexual a fim de fulminarem olhares indiscretos, trocarem bilhetes furtivos e, os mais ousados, tocarem maliciosamente o corpo das nem sempre circunspectas donzelas ou matronas.
“História da Vida Privada n Brasil - Cotidiano e vida privada na América portuguesa”
Vol. 1.
Já estou no finzinho do volume, vou encarar o próximo talvez na semana que vem.
Esse é o da cabeceira da cama, livro chato deixo no banheiro.
rsrsrsrsrs
“Dizia ser ela própria a reencarnação de um seringueiro brasileiro, transplantado para as geladas estepes russas.”
Guerrilheiros da Intolerância
Hermínio C. de Miranda-Ed.Lachatre.
Explico:
A frase fala de Barbara Ivanov, cientista russa, que esteve no Brasil , em palestras, na década de 80. Ela foi apresentada ao mundo ocidental em 1979 por Henri Gris e William Dick no Livro “The new Soviet psychic discoveries” e foi cognominada por eles de “A Procelária” (uma ave que prenuncia borrascas, e parece que acertaram no nick, já que a “borrasca” aconteceu. :o) , já que estudava a reencarnação em pleno regime comunista materialista e tinha o estado soviético sempre nos seus calcanhares, através dos seus agentes e o apelido era porque estes agentes poderiam se destacar do público e acabar com as palestras a qualquer momento.
Ela deve ter morrido. Era a coisa mais simpática a senhora, eu me lembro dos artigos que falavam de suas conferências aqui. Falava português, que aprendeu em poucas semanas, com excelência.
Bom, mas o capítulo fala de um episódio da vida de Annie Besant, de sua luta pela liberdade de expressão em……1876, contra o Campbel Act, que tentava censurar um livrinho publicado lá em 1853, “The private companion of young marrried people” de Charles Knowlton(publicada nos EUA em 1832, sem o nome do autor, que ele não era besta!Mesmo assim ele foi processado , pagou U$ 50 de multa , mais 3 meses de cadeia) ) que pugnava pelo controle da natalidade “..com detalhes fisiológicos que os moralistas de plantão acharam explícito demais.”. Bem o livreiro, Henry Cook, que paginou a edição de 1876 resolveu por uns desenhos! Ahaha…..esses ingleses!!! Pronto, foram denunciados. O caso ficou conhecido como Watts-Cooks, o primeiro meliante aí era co-editor de Bradlaugh , suposto amante de Annie Besant (viveram juntos algum tempo) , era ela ainda oficialmente casada com o Pastor Besant, ou seja Sra. Besant. Bem, os dois compraram a briga pela causa da liberdade da publicação. Perderam, mas consideraram alguns atenuantes e….a multa foi de apenas 25 libras; destruir as matrizes do texto e mais os livros do estoque.
É isso!
Desculpem aí!
:o)
Qualquer um brasileiro: Claro. Não entendi o que seu comentário tinha a ver com o assunto do post. Há um Open thread, abaixo, no qual cabem quaisquer comentários.
Talvez por uma deformação profissional, agravada, além do mais, pela maratona em que logo o envolveria a agenda do belga em Buenos Aires, Rímini tendia a pensar no ciúme como numa máquina arbitrária, mas implacável, especializada em traduzir o idioma diáfano do amor para uma gíria de pesadelo: o amor fluía sem problemas até tropeçar numa impureza, a impureza formava uma dobra, a dobra gerava um efeito de funil, o fluxo do amor de afinava - e tudo se invertia e trocava de sinal, e Rímini, que um minuto antes encarnava um promissor espécime de pai, agora era um descarado e selvagem pedófilo.
O Passado, Alan Pauls.
Mto bom!
Companheiro Mané,
acabo de voltar da terra do Gabeira. Teve uma coisa muito engraçada. A cidade vive uma praga de pernilongos. Pelas ruas, vários ambulantes vendem uma raquete para matar mosquito, que é elétrica e dá choque., isto é, eletrocuta os bichos. Criou-se, assim, um novo esporte na cidade, o tênis de mosquito. Talvez um negócio promissor. Só na terra do Gabeira. Juiz de Fora é bairro afastado do Rio, todo mundo torce pelo Mengão, que vai se preparando para o campeonato carioca muito bem.
Os livros próximos a mim todos têm menos de 161 páginas. Os imediatamente próximos a eles não são meus e estão todos na mesma posição, achei “desonesto” ficar escolhendo um deles.
Então fui ao meu quarto com o propósito de pegar o livro mais perto da minha cama (portanto, mais próximo de mim na maior parte do dia)
A 5ª frase da página 161:
“Os gritos recomeçam de toda parte”.
(dita pelo personagem “Bazuca”)
Fiquei torcendo pra que a frase fosse “Me dá uma branca!” ou a emblemática (para os fãs da obra) “NOSSOS SOLDADOS!”.
Mas não foi.
O livro: “A Queda de Murdock”, de Frank Miller, edição em formatinho da Editora Abril. Quando Miller era o detentor de todos os poder intelectual da Nona Arte…
“Freddie ainda se encontrava sob o efeito de sedativos em seu próprio quarto na casa dos pais”. De “O Poderoso Chefão”, edição de bolso da Record.
Fiquei com uma pulga atrás da orelha. Se todo mundo sabe da praga de pernilongos, por que a prefeitura não usa o fumacê, que em carioquês, significa o carro com inseticida. Que estará ganhando com o excelente comércio de raquetes para tênis de mosquito? Parece que o negócio é importado. UHHHH, daqui a pouco vem reclamação da chefia. Abs, Romeu.
Companheiros de esquerda, maoistas e bolivarianos
Eu, josef mario, devo dizer que o texto abaixo se refere aos belíssimos versos finais do fausto II de goethe.
“Alles Vergangliche
Ist nur ein Gleichnics;
Das Unbeschreibliche;
Hier wird’s Ereignis;
Das Unzulangliche,
Hier ist’s getan
Das Ewig-Weibliche
Zieht uns hinan”.
Muito obrigado.
“Her high, firm, uncowled bosom was proud and rosy.” de Kurt Vonnegut em God Bless You, Mr. Rosewater. Mas ainda nao cheguei a essa página na leitura do livro pra poder explicar o contexto… Até o ponto em que li, o livro é sensacional.
Has aften döem on de es pre güem arden.
What them son de you?
“Achava assim porque não lhe era possível recordar exatamente o estado de espírito em que se encontrava antes de conhecer Angiolina”.
(O narrador Emilio Brentani, no livro “Senilidade”, de Italo Svevo)
” Quase ninguém tinha licença de visitar o interior desse palácio; dizia-se, porém,com visos de verdade, que por dentro ele era muito mais esplêndido do que por fora, a ponto de ser feito de ouro ou prata o que em outras casas se fazia de ferro e bronze; e o dormitório do senhor junta -dinheiro, especialmente, era tão deslumbrante, que nenhum homem ordinário seria capaz de ali fechar os olhos para dormir.”
Contos de Nathaniel Hawthorne
E junto ao livro do Svevo tem os “Seminários de Zollikon”, do Heidegger. Só que o cara é tão difícil, tão complicado, que não conseguiria dizer onde começa a quinta frase da página 161. Entendê-la então, menos ainda!
(E faz mais de um mês que eu não consigo passar da página 37, com grupo de estudos e tudo o mais…)
“Il n’y avait que de l’angoisse étincelante dans l’air.”
Voyage au bout de la nuit, Céline.
“No caminho para casa meu velho parou junto ao parque”.
Na Berma de Nenhuma Estrada, livro de contos de Mia Couto.
Pax, obrigado pela sugestão.
(E faz mais de um mês que eu não consigo passar da página 37, com grupo de estudos e tudo o mais…)
Esse foi o comentário mais interessante que li. Ou os caras são analfabetos ou o grupo dificilmente se encontra ou quando isso acontece é para outras finalidades. Deve ser um grupo de estudo com o Bushesterton. Saludos, Seu Cabral
Legal o Mia Couto, aí, Anrafel! Limpo , limpo.
Fôsse eu já tinha sido atacado por duas vírgulas e um ponto de interrogação.
Preciso de um detetizante, stat!!!
:o)
“Porá o incenso sobre o fogo perante o Senhor, para que a nuvem do incenso cubra o propiciatório, que está sobre o Testemunho, para que não morra.” Levítico 16:13.
Quinta frase da página 161 de “A Bíblia Anotada”, Ed. Mundo Cristão, tradução Almeida RA.
É Deus falando com Moisés, em um dos detalhes que cabia a Arão no dia da expiação.
Ora, la koiné a cui se pensa analizzando in termini comunicativi la strutura di un racconto a fumetti, con cosa si identifica?
Umberto Eco, Apocalittici e integrati
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Prezado Companheiro Josef Mario,
o termo na 2a. linha que você transcreveu é mesmo “Gleichnics”?
Danke schön
Seu Direitoba, duvido que o Chest quisesse ler Heidegger. E te convido pro grupo, 4a. feira, daqui a duas semanas. Se você ajudar a gente a chegar na página 38 com todos os conceitos que o cara colocou lá, será escolhido o cabeça do grupo!
Abraços
Prezado Seu Cabral, se o ritmo de leitura é realmente esse, o convite caberia para uma rodada de chope. Pois uma obra tão intragável não merece ser lida. será que a sua edição não é em alemão gótico em homenagem ao culto Himmler?
Delsio,
Eu estive em um seminário com a Bárbara Ivanov no Centro de Convenções da Bahia, em um ano que não lembro.
Sim, ela falava um português muito bom, correto nas entonações, etc. custava acreditar que aquela simpática velhinha fosse soviética. Não parecia.
Bom, eu estou lendo A Mandrágora, de Maquiavel, mas não chega até a página 161, porque é uma dessas edições de bolso, vendidas em bancas. :(
Seu Direitoba, parece que foi bem traduzido para o português, mas o cara é muito barra pesada. No primeiro capítulo ele começa com uma frase de Kant e desmonta a dita cuja de um jeito mega difícil, ainda mais para quem não é filósofo! Quanto ao chopp, melhor que seja com autores mais ao sabor do dito cujo, tal como “Prolegômenos para uma exegese da obra de Carlos Zéfiro”, título que gostaria de ver publicado por aí, já que acho o máximo… a palavra “prolegômenos”.
Prolegômenos é muito bom. Também gosto de “sintaxe”, “holística”…
Caramba, que maravilha ter conhecido a Bárbara Ivanova, mesmo que seja em conferência! Todas as fotos e artigos que li sobre a pesquisadora ela passava uma simpatia no semblante!
Quequiá, seu Claudio Melo, quer me instilar inveja, seu agente do mal!? Sái pra lá, que eu não invejo nem o Bill Gates! ……….Errrrr……êpa!…..o Bill até que invejo!
Ahahhaha…
Olá, Alba, tudo bem? E melhor não nos empolgarmos com listas palavras — já basta a lista dos títulos de livros que viceja (êpa!) por aqui —, caso contrário isto daqui vira um open thread e a gente será sumariamente deletado… : D
Pois é, Ricardo. Corremos mesmo este risco. :(
Beijo!
“O weh!, ein unglückseliges Geschick!” Está no “Das Gelehrtenmahl”, de Athenaios.
Companheiro bafo
Eu, josef mario, devo dizer que, ao invés de gleichnics, o correto é, obviamente, gleichnis. Descupe-me o engano.
Muito obrigado.
Ricardo Cabral, não gostomuito de Steinhagger, não.
No princioda primavera de 1926 ……
Tempos Modernos
Depois do atentado no Paquistão, eis que me deparo, na página 161 do livro “Ecos de Paris”, coletânea de artigos escritos por Eça de Queirós durante sua estada na capital francesa, com este parágrafo:
“Mas demais falámos de bombas! Bem vos basta, caros colegas e amigos, as que aí vos caem em casa (e que decerto também não compreendeis bem) sem terdes ainda de vos preocupar, por dever crítico, daquelas que aqui estouram sobre o nosso velho mundo. Todas estas bombas, com efeito, são bem difíceis de explicar, de deslindar… Rebentam, matam, há mulheres que choram, e a desordem social cresce. Todavia elas são arremessadas com convicção e por um amor ardente do bem público. Enfim, o que podemos afirmar sinceramente é que - cá e lá más bombas há.”
Pois é, velho Eça, estás certíssimo: as bombas são arremessadas com convicção e por um amor ardente do bem público…
Acabei de ler, “Falsa Impressão” de Jeffrey Archer.
De real só a sequência dos maiores valores de venda em leilões , de obras de arte -1980 a 2005.
” - Então você está encrencado - disse o motorista. - Eu sei do que estou falando, também sou irlandês.”
Companheiros de esquerda, maoístas e bolivarianos
Eu, josef mario, devo dizer que outro livro que tenho em mãos ( a caminho da lixeira), cujo autor faz-me sempre lembrar que a imbecilidade humana é infinita, diz o seguinte na linha 5 da página 161: “Assim descobrira, entre outras manobras, o trem da alegria da comgás, preparado para o dia 30 de dezembro”.
Muito obrigado.
Repito-me, no momento, com exatidão de página e rodapé devido às reclamações dos mais ortodoxos do Doria:
“Uma vez que o índice de Atkinson obedece à condição de Pigou-Dalton, podemos utilizá-lo como uma medida estatística de desigualdade mesmo que não se aceite a idéia de que o bem-estar social seja uma função aditivamente separável e simétria das rendas individuais”. Rodolfo Hoffmann, Distribuição de rendas.
Muito útil esse negócio da página 161, frase sétima. Pois estava exatamente procurando a explicação para um problema e fui consultar o manual do Hoffmann e tava lá a resposta.
Da próxima vez, virei aqui antes de começar a ler para ver a partir de qual a página e parágrafo começo. Muito bom, PD.
frase quinta, ora. é que ela começou na linha acima e terminou na sétima. Precisamos ser precisos na precisão.
“El laconismo fotográfico, la organización exquisita, los procedimientos oblicuos y suficientes de La ley del hampa, han sido reemplazados aquí por la mera acumulación de comparsas, por los brochazos de excesivo color local.” Borges, “Films”; Prosa Completa;Bruguera (Barcelona: 1980).
“Kurt lera, fascinado, a descrição de cenários que pormenorizavam como os Israelitas usariam essas armas se o bloco árabe estivesse à beira de esmagá-los.”
(Omertá, Mário Puzo)
Na rua Liebknecht também promoviam-se enforcamentos.
As benevolentes, de Jonathan Littell
(ainda bem que foi uma frase curtíssima)
“Mas quero ficar com o direito de mandar atacar ou defender, no jornal, os homens e os negócios que entender, deixando-te satisfazer os ódios e amizades que não interfiram com a minha política” - Ilusões Perdidas, Balzac.
Permitam-me um pouco de discordância, mas não acho que seja necessário explicar o contexto da frase. A graça moa justamente aí…
Bom, pra citar a 5a. frase (na verdade, parágrafo) de um livro que já foi de cabeceira:
“Num certo ponto, ao aproximar-se de Meca, o peregrino purificava-se com abluções, punha uma roupa branca feita de uma única peça de tecido, o ihram, e proclamava sua intenção de fazer a peregrinação por uma espécie de ato de consagração: “Eis-me aqui, Ó meu Deus, eis-me aqui; não tendes ingual, eis-me aqui; verdadeiramente Vosso é o louvor e a graça, e o império”
(Uma História dos Povos Árabes - Albert Hourani - Cia das Letras -1991)
Salve, Monsores! Grande Ilusões Perdidas! :)
Alba, boa noite ;)
Li a primeira vez aos quinze. Obviamente, não gostei. Mas algumas coisas ficaram na minha cabeça até hoje. Aí, terça, motivado pelas dores no joelho, resolvi ler de novo. To terminando agora. Que livro fantástico, né?
Maravilhoso. Mas Balzac é mesmo maravilhoso! Você me deu uma belíssima sugestão. Tô precisando reler os romances franceses. Mas sou tão desorganizada que provavelmente vou mesclar com as memórias do Billy Wilder que, pra minha vergonha, ainda não terminei e com o finzinho do livro do Ali Kamel sobre o Islã. É justamente a parte em que ele diz que a versão Bush das “armas de destruição em massa no Iraque” são críveis. Pfuuui!
Espero que melhore do joelho. Não sabia que tinha sofrido um acidente. Chato isso. :(
E pra acabar com qualquer reputação de “intelectualismo” que eu possa ter por aqui, também vou ler na tela - pra minha vergonha, again - mas foram meus alunos que me passaram o caminho, o Harry Potter 7. :))
“O primeiro cientista “americano” a ganhar um premio Nobel, um judeu prusso-polones, tinha chegado ao país, uma criança com 3 anos de idade, meio século antes que o prêmio viesse a existir.”
Em A Janela de Euclides - a história da geometria: das linhas paralelas ao Hiperespaço de Leonard Mlodinow
“Era ajeno a toda ostentación y el dinero parecía importarle muy poco.”
(”El regreso del idiota”, Plinio Apuleyo Mendoza, Carlos Alberto Montaner, Alvaro Vargas Llosa)
Que diversidade!
Pedro Doria, confrades, gostei paca’s do pupurri.
:-)
Alguém hoje me disse uma frase bem marcante….” Tio me paga um pão com manteiga e um copo de leite?”
Que frase maravilhosa……!
Pena que não está em nenhum livro…..
Oliver Twist não diria algo mais significativo!
Outra frase de um certo livro do passado….” eu e voce que cometemos tantos crimes! mas ele que mal fez as pessoas?”
Boa frase!
“em verdade ainda hoje estarás ,comigo, no Reino dos céus!”
Boa também!
Uma bela e suave noite para voces caros amigos do blog!
Aprender muito, sobre muito pouco, até ficar tudo, a respeito de nada (Rabelais)
Amo a palavra “enteléquia”. Dá vontade de chamá-la de “peteléquia”. Aliás as variações são infinitas.
Vonnegut! Ótimo. Eça, hoje, lendo aquelas coisas todas lá sobre os padres gays, lembrei daquele maravilhoso Cristo fanático, delirante, cruel, da Relíquia.
Alba, por favor não conte o final do HP7. Estou esperando sair para completar minha coleção. Sei que não vou gostar, aliás, tudo ficou muito sem-graça quando o Siro morreu. O DVD do último filme já saiu?
Desculpe o meio-fora-da-linha… :-))
Urubu, conte comigo!
“Recebendo os autos do inquérito ou peças de informação, pode o Promotor de Justiça entender que já se extinguiu a punibilidade”.
Manual de Processo Penal; Fernando da Costa Tourinho Filho.
Urubu no Choco Late:
“enteléquia” parece coisa do Seu Creisson.
“Enteléquia e aquélha bota uma ôtria”
hehe, de boa.
:-)
rsrsrsrsrs…
boa noite :-)))
Tô mesmo impressionado. Borges, Goethe e Balzac prá essa turma é moleza, devem ler Schopenhauer e Nietzsche no café da manhã.
Por pura sorte, já que comprei semana passada e ainda não li nem guardei na estante, juntinho do meu teclado está “A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo”, Max Weber.
Na pág. 161 tem uma comparação entre as interpretações e conotações de termos hebraicos do antigo testamento e de sua tradução grega. Não sei digitar aqui. E também não entendi nada.
Õi, Micro!
Leia com gosto, viu? Ao contrário de outros textos, o do Weber é até mais acessível. E essencial. Já que você tá com o texto todo, aproveite!
Beijo
Beijo prá vc também, Alba
‘‘É impossível vencer. O que podemos fazer é ir perdendo devagar, bem devagar’’
Do filme ‘‘Out of the past’’ com Robert Mitchum, Jane Greer, Kirk Douglas, Rhonda Fleming.
“Clubin vivera debaixo do véu. O descaramento foi sempre sua ambição. Invejava a mulher pública e a fronte de bronze do opróbrio aceito; sentia-se mais mulher pública do que ela e tinha desgosto em passar por virgem. Foi o Tântalo do cinismo. Enfim, naquela solidão, podia ser franco; era-o. Que volúpia não é sentir-se sinceramente abominável! Todos os êxtases possíveis no inferno teve-os Clubin naquele momento; foram-lhe pagos todos os atrasados da dissimulação; a hipocrisia é um adiantamento; Satanás embolsou-o. Clubin embriagou-se de desfaçamento, pois que os homens tinham desaparecido e apenas ficara o céu. Disse consigo: ‘Sou um pícaro!’ E ficou satisfeito.”
Página 161, 2º parágrafo de Os Trabalhadores do Mar, de Victor Hugo.
Para a Confetti: nunca o havia lido com o medo do dépassé, mais non, je le sens comme un des véritables lions de la littérature française, en dépit la passage des siécles.
Adendo: o valioso é que a tradução é de Machado de Assis
Aliás, é história PERDIDA de Eva Braun
verissimo,
acabei de ler ( pela segunda vez, pra entender o que tinha me escapado na primeira ) “as benevolentes” do jonathan littell….durante semanas nao consegui pensar em outra coisa……….
Livro de cabeceira? Corretíssimo! Geralmente leio de madrugada, antes de mergulhar nos braços de Morpheus (o grego, não o da Matrix). De estratégia militar, não, mas o tijolo “A grande guerra pela civilização” do Fisk. Do lado está “Inside al Qaeda”, do Gunaratna, comprado a peso de ouro - mas não vale o peso em prata. Mais longe, já terminado “Al Qaeda - A verdadeira história do radicalismo islâmico”, de Burke e, mais longe um pouco, “Al Qaeda, ou O que significa ser moderno”, de Gray, um livrinho surpreendente.
Bem, acabei de dar, de graça, um roteiro pra q o Mr X aprenda um pouco sobre o tema. :c)
Senhores, este livro é imperdível.
http://i.s8.com.br/images/books/cover/img6/1734726.jpg
quando o relativismo moral substitui o certo e o errado estamos sujeitos a estas coisinhas
http://i24.photobucket.com/albums/c49/rafaeluz3/calvinharodotira15.gif
educação a moda antiga
http://i7.photobucket.com/albums/y270/rafaeluz2/calvinharodotira66.gif
confetti, ainda estou na pág. 70… acho que eles deveriam ter traduzido para o português todos os termos militares. Existe uma tabela de equivalência ao final do livro, mas ainda assim dificulta muito.
chesterton,
sugiro q saia do Paul Johnson para o Paul Kennedy :c)
http://brothersjudd.com/index.cfm/fuseaction/reviews.detail/book_id/176
“comendo farinha misturada com gesso e chocolate misturado com terra, intoxicados por carne impregnada de ptomaína, drogando a si próprios e aos filhos doentios com láudano”
“Rumo à estação Finlândia”, de Edmund Wilson, descrevendo como Engels viu as condições dos operários na Manchester da Revolução Industrial.
Eu não considerei as subordinadas.
Não ia postar, apesar de gostar da brincadeira, mas fui ver e encontrei uma frase muito oportuna:
“Evita a apropriação indébita para não agravares as próprias dívidas”.
Esta no livro “Evolução em dois mundos” do Chico Xavier.
“Em casa encotrou o conde de Raigecourt, que chegara sem se anunciar, acompanhado da mulher mais bela, mais elegante e mais altiva que ele jamais vira”
O general em seu labirinto - Gabriel Garcia Márquez
Indeed, all of the Jewish characters in the film - it is believed that approximately 120 Jews from the Lublin ghetto were forced to participateas actors - were “dirty”, hook nosed or without scruples”.
Scattered among the peoples - the Jewish Daspora in 12 portraits - Allan Levine.
Na verdade esse e’ o segundo livro mais proximo de mim - o primeiro e’ “A Vida do Bebe”, do Rinaldo de Lamare, importado do Brasil (sou o orgulhoso pai de Simon, que fez 2 meses ha 10 dias). Mas acho que esse nao conta, ne’ ?
tá bom Bitt, eu leio o seu e você `lê o meu?
http://www.geneton.com.br/archives/000026.html
http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/ult2707u37.shtml
rw,
“a vida do bb” deve ser um barato ! :-)
verissimo,
quando disse que reli “as benevolentes” pra entender melhor, nao tava falando da compreensao de termos militares ! falava de entender a cabeça e o raciocinio de max aue, o carrasco nazi de jonathan littell…é absolumente necessario, nao perder de vista que é so um romance, mesmo se littell trabalhou com especialistas da shoah…pq max aue nao corresponde…etc
nao sei se vc lê em frances, mas vai aqui uma entrevista com jonathan littel muito esclarecedora, sobre ele e sobre o livro…
http://www.urban-resources.net/pages/jonathan_littell_interview.html
cecilia,
c’est vrai, hugo déchire ! j’aime lire et relire, mais pas en hiver….ça craint trop ! kkk
“Eça, hoje, lendo aquelas coisas todas lá sobre os padres gays, lembrei daquele maravilhoso Cristo fanático, delirante, cruel, da Relíquia.” - Urubu no Choco Late
É verdade, urubu, “A relíquia” é altamente subversivo. Mais Eça e menos Saramago! :-)
RW in MiamiParabéns pelo Simon, cara!
Confetti, daqui uns 5 anos, quando eu nao mais precisar, masndo pra voce ai em Paris (junto com o Simon para ele aprender bem frances) !
Esprit, valeu !
Bem, a minha sorte é que eu tenho sempre dois livros na cabeceira da cama, porque o primeiro que eu peguei só ia até a página 155.
Mesmo assim, gostaria de ressaltar aqui que temos que definir o que é frase.
Segundo o Evanildo Bechara, na Moderna Gramática Portuguesa, a frase tem uma estrutura interna diferente da oração porque não apresenta relação predicativa.
Ou seja, frases seriam somente coisas do tipo: Depressa! Que calor! Choveu muito! Vamos logo!
Acredito que no caso acima, temos que procurar, não a frase ou a oração, mas o quinto período (Segundo Bechara, novamente, período é marcado na escrita pelos sinais de pontuação e o emprego da maiúscula inicial)!
Dito isto, pego o segundo livro da cabeceira que é o Enterrada Viva, A biografia de Janis Joplin, de Myra Friedman. O quinto período é:
“Talvez fosse mais do que isso: era claro que o que havia entre eles ativava os tortuosos pólos da natureza íntima de Janis.”
Via “O biscoito ino e a massa”
Estou lendo “Teatro” de Bernardo Carvalho (estava a meu lado!), não tem página 161! Fui em busca de um outro livro que leio: “As noites das flores “de César Aira (na tradução, não sou tão chique quanto Idelber!) “Imaginou que o rapaz estivesse no banheiro ou conversando lá dentro” Mas, do ladinho também estava um livro do Bernardo Carvalho, “O sol se põe em São Paulo”, que acabei de ler e lá ficou: “Só me resta crer que ele me deixou esta história de presente, para que eu pudesse reparar o meu erro e retomar, pela honra dos mortos, o romance no ponto em que o velho escritor o havia interrompido a meu pedido”. Já repassou o meme sem querer!
“… Em uma casa senhorial de antes da última guerra, verde-clara e com três andares, dois musculosos atlantes, um de cada lado da porta, sustentavam a sacada com seus braços brancos curvados atrás das cabeças: quando passei, um corpo ainda fremia entre aquelas cariátides imóveis. …” - “As Benevolentes”, de Jonatham Littell. São Paulo: Alfaguara, 2007. p. 161. Espantoso! Do começo ao fim. Estou catatônico até agora. Abraço.
“Como as partes vão sempre por infinidades maiores ou menores, em cada corpo há uma infinidade de relações que se compõe e se decompõem, de maneira que um corpo por sua vez penetre em um corpo mais vasto, sob uma nova relação composta, ou, ao contrário, põe em evidência os corpos menores sob suas relações componentes.’
DELEUZE, Gilles. Crítica e clínica. Rio de Janeiro: Editora 34, 2006.
Não me peçam para explicar, pois não li o artigo “Spinoza e as três éticas”, onde está a frase. Mas agora, quem sabe, me animo a ler?