the boys i mean are not refined
they go with girls who buck and bite
they do not give a fuck for luck
they hump them thirteen times a night
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September 24th, 2007 · · 71 Comentários
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Pedro Doria | Weblogum pouco do mundo, todos os dias |
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71 Comentários até agora ↓
1 Clara // 24/September/2007 às 18:25
…
“one hangs a hat upon her tit
one carves a cross on her behind
they do not give a shit for wit
the boys i mean are not refined
they come with girls who bite and buck
who cannot read and cannot write
who laugh like they would fall apart
and masturbate with dynamite”
…
e.e cummings
(fera poética da língua inglesa)
2 rafael laete // 24/September/2007 às 19:01
meu poeta preferido! =D
3 fat james // 24/September/2007 às 19:21
Ele Ela
posso pegar disse ele
(eu vou gritar disse ela
só uma vez disse ele)
dá prazer disse ela
(posso ir mexendo disse ele
depende quanto disse ela
bastante então disse ele)
por que nao disse ela
(vamos lá disse ele
não muito lá disse ela
onde é muito lá disse ele
onde você está disse ela)
posso assim disse ele
(como assim disse ela
desse jeito disse ele
por um beijo disse ela
posso pôr disse ele
será amor disse ela
se vc quer disse ele
eu vou morrer disse ela
mas é a vida disse ele
mas e a tua amiga disse ela
vai disse ele)
ai disse ela
(o máximo disse ele
nao pára disse ela
nem pensar disse ele
devagar disse ela
(v v v em? disse ele
simmm disse ela
voce é uma deusa! disse ele
(vc é Meu disse ela)
e. e. cummings
4 proftel // 24/September/2007 às 19:22
?
É um recado?
?
5 pedro direitoba // 24/September/2007 às 19:38
Uma indireta?
6 proftel // 24/September/2007 às 19:50
Foi a impressão que me passou.
7 proftel // 24/September/2007 às 20:00
Chest!
Destrincha aí esse troço, a net aqui no trampo tem um servidor que bloqueia quase tudo.
Se for o que eu estou pensando que é….
8 Capitalista // 24/September/2007 às 20:06
O Ali Kamel, foi desmascarado pelo Nassif, em relação ao editorial que fala dos livros didáticos, agora diz que foi enganado pelo MEC e que nem leu o livro que criticou.
Este é o padrão globo de jornalismo.
9 Olga // 24/September/2007 às 20:19
aquela mala do Chest escreve um monte de Off-topics onde nao deve e agora nao escreve nada. Sujeito inconveniente.
10 Chesterton-Dracul- El Cid // 24/September/2007 às 20:22
que vocês querem de mim, que eu não entendi.
11 Chesterton-Dracul- El Cid // 24/September/2007 às 20:23
fala Olga, minha frasqueira.
12 proftel // 24/September/2007 às 20:58
Chest, confere esse cabeçalho do Pedro Doria aí, também sou rato na net só que o servidor em Goiânia bloqueia.
Tô com a impressão que é algum recado esse:
“the boys i mean are not refined
they go with girls who buck and bite
they do not give a fuck for luck
they hump them thirteen times a night”
E o resto que tá lá no site.
13 pedro direitoba // 24/September/2007 às 21:00
Por mim, pode continuar ausente. Caro capitalista é sempre assim. Depois ficam reclamando de processos que nem a Veja.
14 Chesterton-Dracul- El Cid // 24/September/2007 às 21:04
não entendi o que vocês querem.
15 proftel // 24/September/2007 às 21:08
Esquece….
Tô indo prá casa….
16 Chesterton-Dracul- El Cid // 24/September/2007 às 21:10
“Existem duas classes de cidadão no Brasil. Aqueles que são os detentores de poder, a quem tudo é dado, e os escravos da gleba, que são os cidadãos, como nós, obrigados a sustentar os detentores do poder, que confundem interesses particulares com interesse público”, disse ele.
“E nós, como escravos da gleba do século 21, estamos na mesma posição, com esse nível de carga tributária, daqueles agricultores que os senhores feudais tinham, que produziam tudo e podiam no máximo sobreviver, enquanto os senhores feudais ficavam com tudo que eles produziam. É o que está acontecendo com o contribuinte brasileiro”, acrescentou.
17 pedro direitoba // 24/September/2007 às 21:19
E no mundo todo, com a disparidade crescente da concentração de renda.
18 Brancaleone // 24/September/2007 às 21:28
Tô vivo, mas cansado às pampas.
Dobrem a guarda que a esquerda tá ouriçada e eu vou é dormir…
Em caso de dúvida, atirem primeiro e perguntem depois…
19 Dino // 24/September/2007 às 21:29
A guerra ideológica continua produzindo uma vítima recorrente: a notícia. Digo isso a propósito do artigo de Ali Kamel em ”O Globo”, reproduzido no ”Estadão”, desancando o livro ”Nova História Crítica, 8ª série” - acusado por ele de doutrinação comunista - , e denunciando o MEC (Ministério da Educação) de distribuí-lo gratuitamente.
A denúncia repercutiu na imprensa mundial, de ”El Pais”, na Espanha, ao ”Miami Herald”, nos Estados Unidos.
Na verdade o livro foi adotado pelo MEC em 2002, gestão Fernando Henrique Cardoso, e deixou de ser adotado em abril deste ano, gestão Luiz Ignácio Lula da Silva. E Kamel sabia disso.
Nem a indicação foi culpa de FHC (se é que se pode falar em culpa), nem
a desclassificação foi obra de Lula. Kamel sabia que o processo de seleção de livros, pelo MEC, virou uma política de estado, ainda na gestão FHC, e não houve nenhuma modificação que sinalizasse para sua politização.
O sistema de seleção criado virou padrão para muitos países. O papel do MEC é definir um conjunto de universidades que sejam centros de excelência. Depois, cada qual indica professores para analisar as obras. O MEC avalia apenas se há conflito de interesses, se o professor eventualmente tem ligação com alguma editora.
Em seguida, todos são chamados a Brasília e lhes são entregues os livros sem identificação de editora ou autor. As obras recomendadas entram em uma lista do MEC e são apresentadas às escolas, para escolha dos professores.
Antes, havia um problema. Grandes editoras faziam um trabalho de marketing, enviando vendedores para convencer os professores. O MEC corrigiu o que considerava uma distorção. Passou a editar um Guia de Leitura e a remeter para as escolas. E os professores passaram a fazer escolhas pela Internet. Esse modelo reduziu o poder de fogo das grandes editoras, gerou muita pressão, mas abriu a possibilidades para pequenas e médias editoras entrarem no mercado.
O livro em questão entrou para a lista em 2002, devido à avaliação positiva de um professor da UNESP (Universidade Estadual Júlio de Mesquita Neto), ainda na gestão Paulo Renato de Souza.
Quem retirou de pauta, na última avaliação, em abril passado, foi a Universidade Federal do Rio Grande do Norte, pois os novos avaliadores entenderam que as ressalvas eram fortes demais para que permanecessem. Nem o MEC interferiu no primeiro movimento, nem interferiu no segundo.
A única mudança que fez foi ampliar o número de universidades de quatro para oito. O livro acabou vetado por um avaliador de uma nova universidade incluída na seleção.
Repito, Kamel sabia disso. Mais. Na seleção de trechos que colocou, do livro, menciona o que considera loas aos regimes comunistas. Mas deixou de fora trechos do livro em que há críticas explícitas ao marxismo, a Stalin e a Mao.
Pior: homem que domina as estatísticas, deixou as ferramentas de lado na hora de analisar as obras colocadas à disposição dos professores. Existem 400 livros didáticos apenas na 4ª e 5ª séries. Não se valeu sequer de amostragem estatística, como, por exemplo, avaliar 20 livros e constatar problemas em parte deles.
20 Chesterton-Dracul- El Cid // 24/September/2007 às 21:33
falou bem de Mao? Forca.
21 Éd Lascar // 24/September/2007 às 21:40
Primeiro minhas -importantíssimas- impressões.
Penso que o Pedê está fazendo mais uma ode às mulheres, já não basta a sirigaita que ele põe toda a segunda. Os homens são uns grossos, machistas! Estes garotos não refinados são combatentes, pois podem sacudir montanhas, clara alusão ao bombardeamento.
Através do atual pai dos burros, a divindade pós-moderna: Mr. Google eu percebi que:
Cummings fala de canhoeiros, que tratam seus canhões como mulheres. Fazem “elas” masturbarem com dinamites e penduram seus capacetes nas tetas , que é aquela parte de trás que se parece com uma.
Fazem uma cruz ali, por superstição. Para dar sorte, não dar chabu, por exemplo.
Estes homens que vão à guerra são, via de regra, brutos, ou são embrutecidos pela própria missão que um dia desempenharão, se houver uma guerra.
Acho que é isso, sim!
22 Éd Lascar // 24/September/2007 às 21:42
Faltou isso:
:o)
23 Dino // 24/September/2007 às 21:48
cadê o camelo Ed?
24 Toko Kunamao // 24/September/2007 às 21:58
The best lack all conviction, while the worst
Are full of passionate intensity.
25 Dom Casmurro Patriarca // 24/September/2007 às 22:35
Dino,
Eu não sabia de todos esses dados que você apresentou.
Mas senti cheiro e ranço de puro preconceito no Kamel.
Antes eu apenas achava, agora tenho certeza que o Kamel é mesmo um camelo.
26 pedro direitoba // 24/September/2007 às 22:43
Patriarca, O Dino devia ter colocado que a autoria é do Nassif. Bom, mas dá na mesma. Abs. desse rude blogueiro.
27 pedro direitoba // 24/September/2007 às 22:44
Importante é desmistificar os direitobas.
28 marguerita // 24/September/2007 às 23:40
Eta besteirol!
29 Éd Lascar // 24/September/2007 às 23:52
Kamel.
Parte um
Eu já tinha dito aqui que os tais livros são da época de FHC, desde os primeiros posts.Disse mesmo que fazia parte de um status quo do próprio ambiente acadêmico brasileiro.
Parte dois
As partes que estão demarcadas por Kamel falam por si de mal intencionadas e incorretas. Se mais tarde, por desatenção, ou para dar ares de isento, o livro desanca o marxismo tanto melhor: denuncia a própria má fé, já que não poderia ter louvado regimes totalitários, sanguinários com dezenas de milhões de mortes nas costas.
É a palavra de Nassif -sujíssima , diga-se- contra a de Kamel, que diz ter a correspondência com o MEC em arquivo. Que o MEC apresente cópias de seus despachos quando do pedido de contas da série por Kamel, e , vice-versa de Kamel, que ele não é melhor do que ninguém
Com certeza é melhor que o Nassif!
Abs.
30 Theo // 25/September/2007 às 0:01
Acho engraçado o Casagrande capotar o carro, arrastar outros 5 com ele na história, por sorte não machucou nenhum pedestre, admitir que misturou tranquilizante com vinho e ficar tudo por isso mesmo.
Será que sou só eu que acho que ele deveria ir preso por sair dirigindo por aí sob efeitos do alcool????
E se ao invés de carros ele atropelasse um ponto de ônibus lotado????
Aguardo respostas
Obrigado.
31 Chesterton-Dracul- El Cid // 25/September/2007 às 0:08
Nós não temos homossexuais no Irã
Mahmoud Ahmadinejad, presidente maluco e homofóbico do Irã, mentindo em Nova York
http://www.coxandforkum.com/archives/07.09.24.Outed-X.gif
32 Éd Lascar // 25/September/2007 às 0:14
Não há novidades no texto de Nassif, repito. A não ser a torcida na notícia, que ele comete tentando desqualificar Kamel.
De novo , publico o editorial da FSP
O PROGRAMA Nacional do Livro Didático (PNLD) conta em 2007 com orçamento de R$ 620 milhões. Uma cifra vultosa, mas por tudo justificável como investimento que faz chegar a 30 milhões de alunos de escolas públicas, de graça, 120 milhões de volumes.
O esforço republicano para disseminar conhecimento entre estudantes de todas as classes e regiões, exatamente por seu gigantismo, exige muito controle público para afastar o risco certo de falcatruas -materiais ou intelectuais. De quanto em quando, porém, o país se vê surpreendido com patranhas como a revelada por Ali Kamel, anteontem, no jornal “O Globo”, acerca da obra “Nova História Crítica”, para alunos da oitava série. Em lugar de ensinar história, o livro se consagra à canhestra tentativa de doutrinar crianças com uma enxurrada de marxismo vulgar.A coleção de disparates vai de uma condenação ao capitalismo por objetivar lucro a um elogio da Revolução Cultural chinesa. À vulgaridade pensativa, o livro agrega falsidade histórica, omitindo os assassinatos -eles sim incontáveis- cometidos em nome da dita revolução. Apesar disso, o governo federal adquiriu de 2005 a 2007 quase 1 milhão de exemplares da obra, campeã de distribuição gratuita. Só em 2007 gastou com ela R$ 944 mil.
Não que inexistam filtros para desestimular a escolha de livros desse nível. Em 1996 introduziu-se uma avaliação pedagógica trienal dos inscritos no PNLD, para excluir das opções oferecidas aos professores aqueles volumes que contenham “erros conceituais, indução a erros, desatualização, preconceito ou discriminação de qualquer tipo”. Obras incluídas são objeto de resenhas críticas no “Guia do Livro Didático”.
Nada há a reparar sobre o que foi dito.
Abs.
33 Theo // 25/September/2007 às 0:26
eu acredito que não exista homossexuais no irã
tem VIADO mesmo…
hahahhaha
34 Éd Lascar // 25/September/2007 às 0:28
Outra, se o MEC revela que os livros da Nova História Crítica serão rejeitados em 2008 , por inadequados, tem de penitenciar-se por impingí-los por 10 anos a mais 20 milhões de estudantes!
35 Theo // 25/September/2007 às 2:06
Espuma na água
Uri Avnery
(em http://zope.gush-shalom.org/home/en/channels/avnery/1190495504/)[2][1]
HOJE é Yom Kippur, e quase automaticamente os meus pensamentos voltam ao passado, como o de todos que lá estavam, reunidos naquele Yom Kippur, há 34 anos.
Eu estava sentado em casa, conversando um amigo, quando, de repente, as sirenes começaram a gritar.
O som das sirenes sempre é assustador, mas sirenes no Yom Kippur é coisa do outro mundo. O Yom Kippur é dia de total silêncio, dia em que não se vê um único carro nas ruas de Israel.
Havia agitação na rua. Veículos militares passavam em alta velocidade, militares fardados corriam com mochilas de campanha às costas, aviões rugiam no céu.
Nos reunimos à frente do rádio, que normalmente permanece desligado no Yom Kippur. O rádio anunciou que começara uma guerra.
NÃO FUI convocado, mas nos dias seguintes vi a guerra de diferentes ângulos. Naquela época, eu era Membro do Knesset e editor-chefe da revista Haolam Hazeh de notícias, mas o Knesset estava em recesso (como sempre, durante as campanhas eleitorais) e a revista estava praticamente parada, porque a maioria dos jornalistas haviam sido convocados. Rami Halperin, um jovem fotógrafo que acabava de prestar serviço militar e começara a trabalhar na revista, nem esperou a convocação e correu para reunir-se à sua unidade, antes da batalha pela “Fazenda Chinesa” na qual foi morto.
Um conhecido diretor da televisão alemã veio para Israel e consultou-me sobre o melhor modo de filmar a guerra. Quando conversávamos, teve a idéia de fazer um filme sobre o modo como eu cobria a guerra.
Por isso, vi todos os fronts. Estávamos à procura de Ariel Sharon no sul e o seguimos até o Canal de Suez. Alguns quilômetros antes do canal, entramos em área egípcia. Ficamos retidos num enorme engarrafamento de trânsito – uma divisão inteira, com carros de transporte de soldados, canhão, tanques, ambulâncias deslocava-se para a área do canal. No caminho, visitamos um hospital de campanha, onde um médico militar Ephraim Sneh – hoje importante Membro do Knesset – fazia uma cirurgia.
Em seguida, corremos para a Frente Norte. Vimos muitos tanques queimados, nossos e deles, e alcançamos um vilarejo a dez quilômetros de Damasco. Estranho que seja lembro que conversei sobre gatos com um menino.
No caminho, estivemos num campo de refugiados perto de Nablus e na Cidade Antiga em Jerusalém. Em todos os cafés ouvia-se a voz do presidente do Egito, Anwar al-Sadat, explicando os objetivos daquela guerra. Os alemães da equipe de televisão ficaram atônitos. Lembravam histórias da 2ª Guerra Mundial e não acreditavam que, em território ocupado, a população estivesse ouvindo livremente uma rádio inimiga.
MAS O EVENTO que ficou gravado para sempre na minha memória – e na memória de quase todos os israelenses daquele tempo – não aconteceu no front.
Estávamos reunidos no apartamento de um vizinho, quando a televisão mostrou a imagem de dúzias de soldados israelenses ajoelhados, cabeça baixa, mãos para cima, cercados por assustadores soldados sírios.
Jamais antes víramos soldados israelenses naquele estado: sujos, barbudos, visivelmente assustados, humilhados por humilhação que só os prisioneiros de guerra conhecem.
Fez-se silêncio na sala. Naquele momento, morreu o mito do super-homem israelense, do soldado israelense invencível, que dominara as nossas vidas por uma geração. Esse mito foi a última vítima da Guerra do Yom Kippur.
É verdade, o exército de Israel venceu ali uma prova de fogo. Em três semanas de guerra, arrancou uma vitória que parecia impossível. No começo da guerra, Moshe Dayan, ministro da Defesa resmungava sobre a “destruição do Terceiro Templo” (quer dizer, do Estado de Israel); no final, o exército já ameaçava o Cairo e Damasco.
Mas a lenda do exército israelense invencível ficou em frangalhos. A imagem dos prisioneiros israelenses vencidos e humilhados não sai de nossa memória. Pouco depois da guerra, eclodiu a “Batalha dos Generais”. A disputa entre eles destruiu o prestígio dos líderes militares, que até então eram ídolos da população. Esse prestígio jamais voltou a ser o que fora. (Mas, ao contrário do que muitos esperavam, não diminuiu o controle do exército sobre a política israelense.)
A essa ruptura psicológica seguiu-se uma mudança política. A geração de Golda Meir saiu de cena, substituída pela geração de Yitzhak Rabin. Só três anos e meio depois aconteceu o que então era impensável: Menachem Begin, o eterno líder da oposição, assumiu o poder.
O MAIOR FEITO DE BEGIN, a paz com o Egito, foi resultado direto da Guerra do Yom Kippur, que os árabes chamam de “Guerra do Ramadan”. Terem atravessado o canal e ultrapassado a Linha Bar-Lev recuperou o orgulho egípcio – e, assim, a paz tornou-se possível. Fui um dos primeiros cinco israelenses que chegaram ao Cairo depois de Sadat ter visitado Jerusalém, e lembro claramente dos cartazes nas ruas: “Sadat – Herói da Guerra, Herói da Paz!”
Em Israel também, muitos lembram de Begin como herói da paz. Afinal, foi o primeiro estadista israelense a assinar a paz com um país árabe – e não só um país árabe como, além disso, o país árabe mais central e mais importante. Apesar de tudo o que aconteceu de lá até hoje, essa paz foi mantida.
Muitos reclamam de que Bashar al-Assad e o rei Abdallah da Arábia Saudita não sigam o exemplo de Sadat. Por que não ousam visitar Jerusalém?
Esse raciocínio é resultado de uma má leitura dos fatos. Sadat não ‘ousou’ visitar Jerusalém, nem apenas decidiu vir. As coisas não aconteceram como tantas vezes são contadas (até em conversas comigo): que Sadat voltava da Europa, sobrevoou o Monte Ararat e teve ali uma inspiração, que o levou a fazer algo que ninguém jamais fizera: visitar a capital inimiga, ainda na vigência do estado de guerra.
A verdade é que, antes da visita, emissários de Sadat e Begin já se haviam encontrado secretamente no Marrocos. Só depois de Moshe Dayan, ministro de Relações Exteriores, ter prometido, com o aval de Begin, que devolveria todos os territórios egípcios ocupados, é que Sadat decidiu visitar Jerusalém.
Onde está hoje o líder israelense que prometa a Assad devolver todo o Golan, e que prometa a Mahmoud Abbas recuar até a Linha Verde?
COMO E POR QUÊ Begin decidiu devolver ao Egito “partes da terra dos nossos ancestrais”?
Muito simples: para ele, não havia “partes da terra dos nossos ancestrais”.
Begin tinha à sua frente um mapa bem claro da Terra de Israel. Herdara-o de seu professor e mestre, Zeev Jabotinsky: o mapa do país no início do Mandato Britânico, nas duas margens do Jordão.
Ao longo da história, as fronteiras desse país mudaram centenas de vezes. Houve as fronteiras da Terra Prometida, do Nilo ao Eufrates. Houve as fronteiras do “Reino de Davi” (que jamais existiu), até Hamat no norte da Síria. Houve as fronteiras do pequeno enclave à volta de Jerusalém, no tempo de Ezra e Nehemia. Houve as fronteiras da Palaestina Romana, que mudaram várias vezes. Houve as fronteiras da “Jund (zona militarizada) Filastin” dos conquistadores muçulmanos. E muitas outras.
Como as precedentes, também as fronteiras do Mandato Britânico foram fixadas por acaso. No sul, voltaram as fronteiras de antes da 1ª Guerra Mundial entre os britânicos (que dominavam o Egito) e os turcos (que dominavam a Palestina). No norte, voltaram as fronteiras de logo depois da guerra, entre o governo colonial francês na Síria e o governo colonial britânico na Palestina. Na Cisjordânia, estendeu-se um longo braço até o Iraque, para facilitar o fluxo de petróleo de Mosul (então controlada pelos britânicos) até Haifa, no Mediterrâneo.
Esse mapa casual, acidental, foi santificado por Jabotinsky, que escreveu os versos famosos: “O Jordão tem duas margens / a de cá é nossa / e a de lá, também.” Esses versos aparecem no hino do Irgun na clandestinidade e também aparecem no cabeçalho do jornal do Partido Revisionista de Jabotinsky, do qual nasceu o atual Likud.
Conclusão de Begin: a península do Sinal não é parte da Terra de Israel e, portanto, pode ser devolvida sem qualquer escrúpulo moral. O objetivo era tirar o Egito da guerra, o que, para Begin, era importante por uma razão: porque lhe interessava tomar posse de toda a Terra de Israel, que outros conhecem pelo nome de Palestina.
Begin também não teria problema com devolver Golan, o qual, segundo o seu mapa, tampouco pertence ao país. Mas foi seduzido por Ariel Sharon, que o convenceu a invadir o Líbano para aniquilar a OLP, escondendo seu segundo objetivo: nocautear a Síria. (Como se sabe muito bem, não se alcançou nenhum desses dois objetivos.)
Ao mesmo tempo, uma nova geração estava nascendo e crescendo, uma geração que não sabe de Jabotinsky e do seu mapa. Na consciência da Direita Israelense, formou-se outro mapa: a margem leste do Jordão saiu do mapa e Golan foi inserido no mapa. Mas no meio, como sempre, está a outra margem do rio.
ANTES da Guerra dos 6 Dias, Steven Runciman, historiador britânico das Cruzadas, disse-me que vivemos num paradoxo: “Israel foi fundado em terras que pertenceram aos filistinos.(filisteus)e os palestinos, cujo nome deriva dos filistinos, vivem em terras que pertenceram ao antigo Reino de Israel.”
As fronteiras entre o Estado de Israel, a Cisjordânia e a Faixa de Gaza foram demarcadas pela guerra de 1948.
Desde então, o Estado de Israel tem trabalhado muito para eliminar esse paradoxo.
Tudo que está acontecendo de significativo atualmente é parte do esforço de Israel para tomar a Cisjordânia e convertê-la em parte do Estado de Israel. O resto é espuma na água.
Condoleezza Rice, patética, continua indo e vindo. Ehud Olmert está redigindo um documento sem conteúdo, para criar a ilusão de que há progresso na direção de criar-se um Estado palestino vizinho de Israel.
Aviões israelenses bombardeiam regiões sírias, para eliminar a ameaça de “armas de destruição em massa”. Israel prepara-se para bombardear ou não bombardear instalações nucleares no Irã. O presidente Bush convoca um “international meeting”, em data não revelada, sem que se saiba quem será convidado, para finalidades que ninguém conhece.
Tudo aí é realidade imaginada. A realidade real acontece e prossegue no chão, todos os dias, todas as horas: incursões noturnas em cidades da Cisjordânia, construção frenética nos assentamentos, cresce a rede de estradas “só para israelenses” – há mais de 600 novos pontos de bloqueio, que dificultam ainda mais e tornam infernal a vida na Faixa de Gaza e nos guetos palestinos na Cisjordânia.
Essa é a guerra real: a guerra por “toda a Terra de Israel” – uma guerra que sumiu do discurso social, mas que está sendo furiosamente estimulada, longe dos olhos dos israelenses que vivam a apenas vinte minutos de distância, de carro, dali. Os palestinos lutam com poucos recursos, mas com feroz obstinação.
Se não se alcançar algum acordo entre os povos, essa guerra prosseguirá por muitas gerações. Um menino que nasça hoje entrará nessa guerra no dia de seu aniversário de 18 anos, como um menino que nasceu há 18 anos chega hoje à mesma guerra, e o pai dele, como outros pais antes dele, o enterrará.
A Guerra do Yom Kippur foi um pequeno episódio dessa campanha. Foi lutada no norte e no sul, contra sírios e egípcios. Os palestinos não se envolveram. Mas ninguém duvidou, nem por um momento, de que já fosse parte do conflito israelense-palestino.
[1] COPYLEFT. Tradução de Caia Fittipaldi.
36 josef mario // 25/September/2007 às 7:22
Companheiro pedro doria
Eu, josef mario, devo dizer que eh inutil o companheiro postar textos em ingles. Estes companheiros comentaristas deste blog não conhecem, nem ao menos, algarismos romanos, o que dira, então, de um idioma estrangeiro.
Infelizmente estes companheiros, cinicamente, envergonhados da propria ignorancia, ficam arranjando desculpas esfarrapadas por não terem lido (entendido) o texto. Alguns culpam o provedor, outros a companhia de eletricidade ou, mesmo, a otica do povo que lhes fez um oculos com grau inadequado.
Muito obrigado.
37 Dino // 25/September/2007 às 8:20
Só gostaria de saber de onde o Butcher tem informações sobre o Emir Sader, seria o galináceo uma dona Candinha anabolizada? Teria ele a exemplo da prost… digo jornalista Mônica Veloso dado(s) sobre o velho Emir? Teria ele contratado o serviço de arapongas particulares? Ou será que ele leu no blog do palhaço-gay de chapéu?
38 HRP Mané Reloaded // 25/September/2007 às 8:23
Bom texto sobre a Guerra do Y K!
Mas em nenhum momento os Judeus perderam sua convicção de invencíveis!
Continuam orgulhosos, arrogantes a la J.Bauer!, e mais , e tristemente…perderam a sensibilidade e a humanidade….a la SSs!
39 Verissimo // 25/September/2007 às 9:28
Vamos falar do ataque israelense a alvos militares na Síria. Alguém tem mais notícias ou especulações?
http://laryff.com.br/?p=892
http://www.timesonline.co.uk/tol/news/world/middle_east/article2512380.ece
40 Chesterton-Dracul // 25/September/2007 às 9:46
Emir Sádico é figurinha conhecida por aqui.
41 Chesterton-Dracul // 25/September/2007 às 9:53
e o tal mano Brown na TVE, alguem viu?
42 Chesterton-Dracul // 25/September/2007 às 10:59
Na “Folha” (”Toda a Mídia”) o Nelson de Sá acusa o mago Paulo Coelho de ter feito, no “El Nuevo Herald” de Miami, “um pesado ataque (sic) a Cuba: contrário ao bloqueio dos Estados Unidos e amigo de Cuba, a quem cedeu seus direitos, Paulo Coelho cobrou (sic) eleições livres em Cuba”.
Quer dizer que pedir eleições livres é fazer um “pesado ataque”? Nem o general Figueiredo achou a campanha das diretas-já um “pesado ataque” a ele.
Leia o Sebastião Nery de ontem
43 proftel // 25/September/2007 às 11:32
Camarada Josef Mário:
Interessante o que V.Sa. pensa dos outros comentaristas.
Creio que a saída é abrir a pasta “favoritos”, clicar com o botão direito sobre determinado atalho e excluir.
Saudações.
44 josef mario // 25/September/2007 às 12:25
Companheira clara
Eu, josef mario, devo dizer que o seu esclarecimento quanto à língua do companheiro e.e. cummings - “fera poética da língua inglesa” (comentário 1) - foi esclarecedor.
Eu, josef mario, erradamente, acreditava tratar-se do dialeto swarili.
Muito obrigado.
45 bitt // 25/September/2007 às 12:53
Verissimo,
finalmente alguém encotnra algo interessante pra falar.
O problema parece ser um só, acessível a quem estiver disposto à uma pesquisa mais longa e complicada do q escanear jornalões do primeiro mundo.
A coisa junta vários fatores: o primeiro deles o fato de q, no longo período sem uma guerra de verdade entre Israel e o resto levaram a modificações bastante sensíveis no quadro do equilíbrio de forças locais. A qualidade do equipamento russo melhorou sensivelmente, a ponto de sua presença constituir um fator de desequilíbrio. No caso, os russos entregaram sistemas de defesa anti-aérea de primeira linha, tanto à Síria qto ao Irã.
Isso provoca o segundo fato - adensamento da capacidade anti-aérea dos inimigos de Israel. Os militares de Israel não são apenas bons - são mto bons. Eles introduziram várias técnicas q os americanos e europeus usam atualmente, como o empregoe UAVs com vetores de inteligência de campanha; praticamente inventaram a ELINT - inteligência eletrônica. Na batalha de Bekaah, durante meses UAVs voaram e foram derrubados pelos sírios, q chegavam até a mandar interceptadores para derrubar os veículos de controle remoto. E os israelis iam calibrando seus sistemas não só para atividades de jamming, qto para estabelecer o padrão de comportamento das defesas sírias. Provavelmente, estão tentando fazer o mesmo agora. Ao q parece, andaram enviando UAVs, mas os sírios aprenderam usar radares de CTA para rastrear os UAVs, mantendo os radares da DA apagados, e enviar helicópteros para interceptar os UAVs. Os sírios agora trabalham em estreita cooperação com os iranianos - e procure as avaliações das FA iranianas na Rede. Os padrões das FA iranianas devem ser mto próximos aos dos sírios, atualmente (embora não o comportamento).
Além do mais, os israelis não escondem a intenção de atacar o tal programa nuclear do Irã. Só que um ataque desses tem necessáriamente de passar pelo território sírio. É possível que os sírios não consigam reagir eficazmente contra aeronaves israelis, mas a surpresa iria pro brejo. O território da região é mto acidentado, e não permitiria a passagem de aeronaves em perfil de vôo “rompe mato”. Elas necessariamente seriam iluminadas por radares de varredura. Sem os padrões de onda desses, o q possibilitaria largar misseis anti-radiação com perspectiva de sucesso, as aeronaves não passam. E se passarem, encontraram a segunda linha - os iranianos. Que tem um força aérea enorme e, segundo avaliações dos EUA, bem mais capaz q a da Síria.
Bom, aí é mais ou mns um resumo de um texto q estou preparando pro causa::
Divirtam-se!
46 HRP Mané Reloaded // 25/September/2007 às 14:11
O BOM dinheiro dos EUA permite a Israel tramar armas fantasticas!
Que MAMATA!
47 Verissimo // 25/September/2007 às 14:24
Bitt, também acho que foi uma, digamos, “preparação”. Uma espécie de cheirada mútua entre os adversários. Mas Israel para atacar o Irã não poderia passar pela Jordânia e pelo Iraque, ao invés da Síria? Com a Jordânia Israel fez a paz, e poderia ter a sua anuência. O Iraque está sob intervenção dos EUA (que também podem atacar o Irã). Acho que seria mais fácil.
Por outro lado, também não podemos esquecer os boatos na imprensa outro dia de uma explosão acidental de um míssil com armas biológicas matando cientistas sírios e iranianos na Síria.
48 Mr X // 25/September/2007 às 15:34
Bem, já eu sou de opinião diversa, acho que israelenses deviam sobrevoar Síria, bombardeando tudo no caminho, até chegar ao Irã, quando se unem com os aviões americanos e e aí juntos soltam umas trezentas bombas MOAB sobre as instalações nucleares.
Voltam pela Arábia Saudita e lançam uma pequena bomba nuclear de advertência sobre Meca. Gaza e o Hezbollah são peixe pequeno sem seus financiadores e podem ser deixados à deriva.
Quanto ao resto… Bah, estou de saco cheio de apólogos de picaretas, ditadores, ladrões, assassinos e filhadaputas em geral, simplesmente porque tais se declaram “socialistas” e portanto “são do bem”… Paredão pro Fidel e pro Chávez! Já!
49 Mr X // 25/September/2007 às 16:20
“Intelequitual” de esquerda adora uma figura polêmica… Aposto que o discurso do Amadinejad foi o assunto da hora nas rodas de chá em NY.
Não assisti à entrevista com o Mano Brown, mas temo que seja mais um reflexo da “Era Lula”. O sujeito não precisa melhorar, estudar, aprender, se esforçar, é só a “espontaneidade” que conta. O Mano Brown já nasceu pronto, sua ignorância é uma forma de sabedoria. Assim como a do Lula, auto-idolatrado como “presidente operário”.
Aí os “intelequituais” de esquerda babam ovo e o sujeito, naturalmente, passa a se achar o tal, a achar que suas opiniões idiotas, só por serem “da periferia” contam alguma coisa…
50 bitt // 25/September/2007 às 16:25
Veríssimo,
pelo lado jordaniano não daria, pq a Jordãnia funciona como uma espécie de “vigilância” israeli sobre os palestinos (q, como vc sabe, tb não são bem vistos lá), mas de modo algum permitiria o uso de seu espaço aéreo para uma special op israeli. O uso do Iraque, é possível, mas exigiria o uso de reabastecimento en route, e Israel não teria como posicionar os tanques voadores - teria de usar os dos EUA.
Já viu a inana?
Ah, e como vivo dizendo… Leigo é soda. Mas as bobagens q dizem são compativeis, digamos, com o ar primaveril da temporada… :c)
51 Mr X // 25/September/2007 às 17:08
Os cães ladram e a caravana passa. ;-)
52 pedro direitoba // 25/September/2007 às 18:29
Camarada Josef Mario,
Como brasileiro, estou aguardando o dia em que os americanos entenderão o português. Enquanto isso não acontece, me disponho a estudar tal idioma com auxílio de V.Exma., conhecedor de quase todos os idiomas que conheço, afora o português. assim sendo, dobro-me aos seus comentários tão oportunos. Afinal, quem foi esse poeta norte-americano, meio maldito e chato?
53 Alba // 25/September/2007 às 19:30
Surf,
Estava trabalhando ontem e acho que fiquei devendo resposta sobre o que o filme Tropa de Elite tem de especial.
Bem, do meu ponto de vista:
primeiro: um roteiro muito bem escrito e cenas tecnicamente bem filmadas, o que é pouco, eu sei, para o que pretende discutir,
segundo: uma denúncia, comprometida decerto, porque traduz o ponto de vista de policiais quanto ao que acontece no Rio em relação à violência.
O caso é que o filme não está advogando simplesmente o papel de heróis para os policiais do BOPE. Claro que toda narrativa é ideológica e assim deve ser entendida, mas ali há elementos que não se pode descartar por causa da origem do relato.
Há toda uma rede que sustenta o tráfico, desde os consumidores - de classe média ou alta, que entram na favela ou o fazem através de um representante - os policiais corruptos, o Estado mais do que omisso, conivente e a burocracia, que torna o operacional muito difícil.
Junte-se a tudo isso as contradições do tipo denunciar as ações violentíssimas das nossas polícias contra pretos e pobres - o que é fato - com o consumo das tais drogas que sustentam o edifício todo, ao mesmo tempo em que se mantém comportamentos como agir em ONGs bem intencionadas, para atender crianças, mas que para funcionar precisam de permissão do chefe do tráfico. É mesmo uma rede de corrupções diversas.
Há uma entrevista de agosto, de Roberto Schwarz, de quem li várias coisas e que me apresentou a Robert Kurz, um sociólogo que escreveu coisas, na minha opinião, bem importantes, sobre o fim do socialismo real, que mais ou menos resume o que quero dizer.
O problema é que a entrevista é muito longa e não quero abusar do PD. Mas, pra terminar, acho BOPE, um filme complementar a Cronicamente Inviável.
Para os assinantes uol, a entrevista é:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1108200707.htm
E há uma análise muito boa no blog do catatau, também.
54 surfando na jaca // 25/September/2007 às 19:37
Albinha,
Obrigado pelas informações. Acho que esse tema foi muito bem abordado pelo documentário Notícias de uma guerra particular, do Salles. De qualquer forma, como está todo mundo ouriçado com esse filme, se tornou obrigatório para que eu possa entender o que estão vendo ali. engraçado foi constatar que os que defendem a ação violenta nas favelas gostaram e os que não, como o Doria, também acharam interessante. Isso me deixou curioso. Abs.
55 Dino // 25/September/2007 às 19:45
Alba, a bendita copia pirata que comprei, tinha uma capinha, que no verso vinha falando que o filme pirata tinha sido pirateado não sei como, não sei onde… Que zona… Chama o Bope!
56 Dino // 25/September/2007 às 19:54
Surf, é que em nenhum momento o filme mostra preconceito contra favelado, nem confunde pobre com bandido (traficante), é violento e faz certa apologia aos métodos violentos da policia de elite, mas é um bom filme e ficção é assim mesmo, meio maniqueísta.
57 Alba // 25/September/2007 às 19:56
Dino,
:)) Pois é, eu comprei a minha, morrendo de vergonha, me sentindo horrorosa, por pura coincidência, porque fui a Sampa ver médico e na saída, na rua, vi o tal filme no camelô. Dei sorte: comprei 3 por 10. (ai, ai, outro exemplo das tais corrupções). :(((((
58 surfando na jaca // 25/September/2007 às 20:21
Dino, acho que só assistindo para saber, sem desdenhar das explicações suas e da Alba. Mas me impressionou a circulação desse filme na pirataria de rua. Um filme popular. Até o porteiro de meu prédio estava comentando que o filme é bom. Vou ver se descolo cópia da cópia pirata. Terei cem anos de perdão. kkkkkk
59 Dino // 25/September/2007 às 20:58
surf, tem um concurso de monografias em finanças públicas, são 5 temas, você que é o cão chupando manga em economia, porque não te atreves?
60 Mr X // 25/September/2007 às 21:58
Tropa de elite? Não vi o filme porque não gosto muito de violência na tela, mas sou a favor de fuzilarem todos os traficantes na vida real. ;-)
61 Chesterton-Dracul- El Cid // 25/September/2007 às 23:50
afinal, tropa de elite teve patrocinio estatal?
62 Dino // 26/September/2007 às 1:06
Vai lá Mr. Cheese, depois de ensinar ao Emir Sader a escrever, a próxima missão do cheese fondue será ensinar os meganhas do bope a matar favelado…
63 proftel // 26/September/2007 às 9:49
pedro direitoba: (& Confrades)
Mandou bem aí em cima no comentário 52.
Seguinte:
Uso o inglês para leitura de manuais técnicos na minha área, só.
Não entendi se o que o Pedro Doria colocou lá em cima foi um recado ou não.
Se é, não gostei, que se laske.
Na dúvida já fiz o que sugeri (para este link) no comentário 43 em dois dos três computadores que utilizo no decorrer do dia, este é o último.
A net, graças a Deus, oferece muitas outras opções.
Fui.
64 pedro direitoba // 26/September/2007 às 12:19
Camarada Dino, estou com problemas na rede. Agradeço a chamada para as monografias, quem sabe não envio alguma coisa. Estou mesmo é organizando a parte de relações da firma com o pessoal da Califórnia, para 2008. Trabalho um pouco chato.
65 pedro direitoba // 26/September/2007 às 13:08
Prezado Profiterolis,
só não entendo é porque os norte-americanos não ficam envergonhados de não saberem inglês ou se orgulham de saber alguma coisa em português. Talvez o camarada Josef Mario explique o fato com base na sua confusa dialética. Abs
66 Mr X // 26/September/2007 às 14:11
Ensinar o BOPE a matar favelado? Eu hein, eles sabem isso muito melhor do que eu, que nem mosca mato. Nem barata, se puder evitar.
O Emir Sader talvez devesse aprender árabe, aliás acho que todos os esquerdistas deviam se converter ao islamismo, é sua única salvacão… Ou justificativa para as asneiras que dizem.
67 Chesterton Dracul // 26/September/2007 às 14:39
Emir Sader está fumando charutos cubanos no Clube caiçaras, o segundo mais caro do Rio de Janeiro.
68 Urubu no choco // 26/September/2007 às 15:15
Pequena contribuição para a zona ambiente:
“Ilustrando essa tendência que fulgura por toda parte, vemos surgir lançamentos editoriais como “O Rosto de Shakespeare”, de Stephanie Nolen. Trata-se de um vultoso volume, cujas páginas combinam dados do tipo jornalístico e da história da arte, com a finalidade de desvendar um “grande enigma” da história ocidental: descobrir qual era o verdadeiro rosto do bardo inglês. Sua cara, mesmo: seu aspecto físico. Logo de William Shakespeare, um autor de ficções sobre cuja vida real é muito pouco o que se sabe. Em uma era tão sedenta de saberes biográficos como a nossa, esse desconhecimento se torna intolerável.
Outra grande figura das letras britânicas, Virginia Woolf, destacou essa falta de informações que hoje temos sobre a vida privada e a personalidade de Shakespeare: a seu ver, esse silêncio seria um ingrediente fundamental da nossa relação com sua obra.
Como sabemos tão pouco dele, Shakespeare é pura literatura. Sua figura coincide plenamente com aquilo que o autor escrevera: ele é sua obra -nem mais, nem menos do que isso. Não dispomos de dados fidedignos sobre sua intimidade que possam nos distrair daquilo que ele fez; não há relatos nem imagens sobre o que ele foi que possam contaminar seus escritos. Se o poeta inglês conseguiu nos ocultar “seus rancores, suas invejas e antipatias”, é também graças a esse elegante silêncio que “sua poesia brota dele livre e sem empecilhos”1. Tal é a constatação de Virginia Woolf: se alguém conseguiu exprimir completamente sua obra, longe das vãs poluições biográficas, esse autor foi William Shakespeare.”
69 urubu no choco // 26/September/2007 às 16:12
Tanto que me decía la gente
gavilán gavilán tiene garras
y yo sorda seguí monte arriba
gavilán me sacó la entrañas
en el monte quedé abandonada
me confunden los siete elementos
ay de mí ay de mí ay de mí.
Tiqui tiqui ti tiqui tiqui ti mentiroso
tiqui tiqui ti tiqui tiqui ti veleidoso
tiqui tiqui ti tiqui tiqui ti mentiroso.
Yo no tengo dónde estar.
70 Alba // 26/September/2007 às 19:39
Beleza, urubu no choco! :)
71 Urubu no choco // 27/September/2007 às 1:17
Na aba DEMANO, a “rádio” do grupo (amigos meus) com o CD deles. Folkjazz, jazzfolk, não sei. Só sei que vale a pena escutar.
http://www.gruponomade.cl/
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