Pedro Doria | Weblog

um pouco do mundo, todos os dias

pedrodoria.com.br header image 2

Livros autopsiados

September 21st, 2007 · · 21 Comentários

Autópsia
via Boing boing

Tags: Artes · Livros · Pop

21 Comentários até agora ↓




  • 1 Chesterton Dracul // 21/September/2007 às 10:14

    biutifurrr

  • 2 pedro direitoba // 21/September/2007 às 10:18

    Descobriram afinal um uso para os livros dos direitobas.

  • 3 pedro direitoba // 21/September/2007 às 10:18

    Agora terão o que fazer com a biblioteca herdada dos pais, como o Collor.

  • 4 proftel // 21/September/2007 às 10:34

    Interessante a idéia…

  • 5 Chesterton Dracul // 21/September/2007 às 10:59

    Este comentário do direitoba é uma revelação e tanto….quais sáo os livros dos esquerdobas?

  • 6 Esprit de porc // 21/September/2007 às 11:45

    This is cool, man!

  • 7 Pablo Vilarnovo // 21/September/2007 às 12:01

    Chest - Pérolas como: O Capital (apesar de saber que pouquíssimos deles realmente leram alguma coisa de Marx); Veias Abertas da América Latina (aquela coletânea de bobagens de Galeano) e A história me absolverá (aquele livro que Fidel diz que escreveu, porém já se sabe que não foi ele coisa nenhuma…)

    Algumas pérolas dessas. Porém acho sinceramente que a maioria não leu porcaria nenhuma. A maioria segue ordens… Sabe como é, a esquerda adora um Comando Central, um Foro, uma Diretoria que lhe passe ordens…

  • 8 Pedro Doria // 21/September/2007 às 12:22

    Pablo Vilarnovo, vamos lá, O Capital é um dos textos fundamentais da teoria econômica. Vc sabe disso, por certo. Não é preciso concordar com as soluções propostas por Marx para compreender como ele via a história e suas conclusões a respeito…

  • 9 Chesterton Dracul // 21/September/2007 às 12:28

    PD, alguem lê O Capital?

  • 10 Chesterton Dracul // 21/September/2007 às 12:30

    Mas o Capital, mesmo sem ser lido é importante, uma importancia negativa, mas ainda assim uma importancia. Errado em seus conceitos, na pesquisa de dados, nas conclusöes e na prática de suas ideias, cagou o mundo do seculo 20.

  • 11 Pedro Doria // 21/September/2007 às 12:42

    Chesterton Dracul: se alguém o lê? Huh… Milton Friedman serve?

    Errado em seus conceitos? Bicho, vc talvez esteja se referindo ao Manifesto Comunista. Pq, evidentemente, vc não tem a mais vaga idéia do que se trata O Capital.

  • 12 Chesterton Dracul // 21/September/2007 às 13:01

    j[a o folheei, li algumas partes, já tive o calhamaço em mãos por anos, mas realmente eu e vocë temos que nos basear em argumentos de outros para entender o que o Marques dizia.

  • 13 pedro direitoba // 21/September/2007 às 13:43

    Deixai-me explicar. Direitoba não lê nem bula de remédio ou almanack Tio Patinhas. Ele faz como o galináceo, passeia com o livro, folheia, tira o pó e larga para lá o calhamaço (O Capital, na verdade, os calhamaços. Não conheço edição em um único volume). Tem lá coisas básicas que hoje nem sabemos a quem pertencem. Surgimento das grandes empresas, organização histórica do capitalismo, a acumulação de K primitivo, teorias da mais-valia etc. Se uma obra pudesse cagar alguma coisa, arrolaria a dos neoliberais. Mas acho que o que faz sujeira somos nós mesmos. Para mim, o socialismo real foi um fiasco, mas não deixou de ser uma construção heróica pela sobrevivência da humanidade. Vamos ver como o mercado capitalista irá sobreviver ao crescimento dos desequilíbrios ambientais, da poluição e da miséria na sua periferia. Fumaças de recessão se avizinham, escondidas atrás de ações pontuais do FED. A história do capitalismo mal começou. Isso também está lá, em Marx.

  • 14 Chesterton Dracul // 21/September/2007 às 13:54

    é o que eu dizia, direitoba só usa livro para …deixa para lá…….

  • 15 bitt // 21/September/2007 às 14:14

    Livro é livro. Um dos suportes de informação mais bem sucedidos já concebidos pelo homem. O modelo atual se consolidou por volta do século XI da era cristã, e foi mto aperfeiçoado com dos tipos móveis e do papel, q tornavam tanto a reprodução qto a encadernação e manipulação mais fáceis.

    O conteúdo é outra coisa. Existem livros de bom copnteúdo e livros cujo conteúdo não presta. Acho q, nesse sentido, a piada do esquerdoba foi fraquinha, mas piadas fracas, quem sou eu pra falar de - vivo fazendo…

    Entretanto, a fixação de conservadores vulgares com a obra de Marx certamente traria esse debate, que sempre acho interessante. Os “bons direitobas” (e existem aos magotes) certamente não concordariam com os confrades Vilarnovo e chesterton. Os dois confrades certamente admitem a importancia de Marx, no mínimo como inspirador de todo um movimento científico e político - a não ser que eles estejam querendo se fazer passar por ignorantes, maníacos-obcessivos ou papagaios de uma obra só (a do OdeC q, convenhamos, não é unimidade fora dos redutos maníaco-obcessivos).

    É possível criticar Marx? Claro, como é possível tamb criticar todos os filósofos e intérpretes da histórias da longa linha de que ele é tributário. Agora, isto só pode ser feito dentro de um contexto, o do século XIX, do qual Marx é um representante. Sua obra é multifacetada. Não pode ser vista como um bloco. “O Capital”, o tal “calhamaço”, mesmo, é uma espécie de expressão dessa multiplicidade. Coloca-lo no mesmo saco q Eduardo Galeano seria a mesma coisa q colocar Milton Friedman no mesmo saco que Diogo Mainardi. Coisa que, imagino, nem mesmo os raivosos confrades se disporiam a fazer. A não ser que não tenham lido nem Marx, nem Friedman.

  • 16 pedro direitoba // 21/September/2007 às 14:32

    Prezado Sr. Bitt, por uma questão conceitual, lhe aparto. Um direitoba não é um liberal educado, tipo o falecido Merquior, intelectual tradicional dos tempos milicais, por exemplo. Direitoba é essa gente que vomita um liberalismo inconseqüente e mal digerido, tipo Mainard, Olavão e cia. Trocando de assunto, que piada fraquinha é essa? Tá me confundindo com outra pessoa? Livro bom e livro que não presta? Livros são idéias e idéias se discutem. Às vezes, prestam pela metade ou não. Depende do leitor e do que se quer discutir num livro. Por fim, digo-lhe que estranhei seu sumiço e desconsideração com o convite da Albinha. Estranho para um enciumado como vc. Mas não tenho nada com isso.

  • 17 Marcos Araújo // 21/September/2007 às 15:38

    Pouco importa do que seja ou trate o livro; a capa é uma obra de arte. Belíssima.

  • 18 bitt // 21/September/2007 às 18:09

    Esquerdoba,
    não, não, não… A “piada fraquinha” foi aquela lá de cima “Descobriram afinal um uso para os livros dos direitobas”. Talv tenha me explicado mal. Concordo totalmente com relação aos direitobas educados - um dos q mais admiro, pela erudição oceânica, é o embaixador Sérgio Paulo Rouanet. Acabo de ler um livro dele que me maravilhou - “Riso e melancolia”.
    Qto a esses nossos confrades, de tão agradável convivência, tenho qse certeza que não leram os cânones marxianos… Pelo simples fato q tamb não leram os cânones liberais.

  • 19 bitt // 21/September/2007 às 18:21

    Marcos,
    o projeto do Dettmer é uma idéia brilhante, mto usada em cursos de ciência da informação, para ilustrar a separação entre “suporte” e “conteúdo”: trata de mostrar o livro por um ângulos pelo qual ele não pode ser visto - quando está fechado. Dettmer tem também uma outra série na qual ele pega dicionários e vai cortanto as páginas, relacionando os verbetes. Mas concordo totalmente com vc: o homem é gênio, mesmo.

  • 20 Maria Amélia da Silva // 21/September/2007 às 22:25

    Biblioteca personal - Víctor Casaus

    A los amigos que me conocieron en una librería

    Estuve alegre y compré un libro
    amaba y compré un libro
    cobraba mi sueldo de soltero y compré un libro
    terminaba mi clase de estudiante y compré un libro

    Hubo sangre y compré un libro
    dejé me dejaron nos dejamos de amar y compré un libro
    a la salida del cine compré un libro
    Anunciaron día nublado y chubascos para hoy
    Y compré un libro
    tronó tronaron y compré un libro

    tenía mal humor y compré un libro
    tenía un buen amor y por supuesto compré un libro
    tenía un billete de tren un pasaje de avión
    un medio para el ómnibus y compré un libro

    sobre la tierra de las trincheras
    en el fuego del amor y en el de la lucha de clases
    Leí un libro
    sobre la tarde sombría que por un momento pareció interminable
    sobre un océano Sobre la pista de un aeropuerto
    sobre la paja húmeda de la caña
    sobre un cuerpo palma esperando
    Leí un libro

    Compañeros de entonces de ahora y seguramente de después
    hermanos acribillados de párrafos y letras
    agredidos alevosamente con trágicas o cómicas erratas
    cubiertos de pieles primorosas
    o de áspera cartulina
    coloreados o grises
    manoseados o pateados
    ya fueran de cabecera de corazón
    o de bolsillo
    como ven
    Los he amado

    Perdónenme por tanto
    si es posible
    que alguna vez
    (igualmente azotado por el júbilo la sangre
    el amor el combate o la tristeza)
    también haya tenido la alegría la pasión el dolor
    o simplemente el atrevimiento
    de escribirlos

    Víctor Casaus

  • 21 pedro direitoba // 22/September/2007 às 11:37

    Prezado Bitt, me referia aos livros que eles compram e não lêem.

Leave a Comment