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Tchau, pai

September 17th, 2007 · · 42 Comentários

Tags: Gente

42 Comentários até agora ↓




  • 1 confetti // 17/September/2007 às 13:02

    …………….

  • 2 Brancaleone // 17/September/2007 às 13:07

    Tocante.

    Mas bem que a garotinha poderia ser a filha do Renan Calheiros, do Malluf e de tantos outros que apesar de certamente terem cometido crimes muitos mais graves que o pai da menininha, não estão nem jamais estarão presos.
    Uma pena.

  • 3 Zé Bush // 17/September/2007 às 13:25

    well…não deixa de ser comovente ver a menininha privada do seu pai.
    Talvez isso nos lembre que somos responsáveis por nossos atos e consequencias perante nossa consciência e nossos familiares e amigos.
    Punir dói, mas é necessário.

  • 4 Esteban Vianna // 17/September/2007 às 13:35

    Só não entendi uma coisa: se o sujeito está aguardando julgamento naquela cana há 12 anos (a primeira instância, ainda? ou um recurso?), como é que teve a garotinha, que parece ter bem menos de 10. Visita íntima?

  • 5 josef mario // 17/September/2007 às 13:51

    Companheiro de esquerda, maoístas e bolivarianos
    Eu, josef mario, devo dizer que este filme, evidentemente, é uma obra de ficção. Pela longa distância entre a criança e o seu pai no presídio, pelo barulho ininterrupto dos veículos na rodovia, além dos latidos de cão ouvidos, seria impossível que este diálogo fosse possível. Ou seja, o cenário do presídio é diferente daquele, às margens da rodovia, onde a criança se encontra.
    A escolha da criança (atriz) branquinha, lourinha, engraçadinha e bonitinha e, portanto, com todo o apelo para sensibilizar os hipócritas e preconceituosos de plantão, só serve para reforçar a minha tese.
    Merci beaucoup.

  • 6 Tia // 17/September/2007 às 13:51

    “Menininha do meu coração
    Eu só quero você, a três palmos do chão
    Menininha não cresça mais não
    Fique pequenininha na minha canção
    Senhorinha levada, batendo palminha
    Fingindo assustada do bicho-papão
    Menininha que graça é você
    Uma coisinha assim começando a viver
    Fique assim, meu amor, sem crescer
    Porque o mundo é ruim, é ruim e você
    Vai sofrer de repente uma desilusão
    Porque a vida é somente o teu bicho-papão
    Fique assim, fique assim , sempre assim
    E se lembre de mim pelas coisas que eu dei
    E também não se esqueça de mim
    Quando você souber enfim de tudo que eu amei”

  • 7 catatau // 17/September/2007 às 13:59

    Uau.

  • 8 josef mario // 17/September/2007 às 14:02

    Companheira tia
    Eu, josef mario, devo dizer que sou seu fã deste o tempo que a companheira trabalhada com máscara e chicote no programa do companheiro luciano hulk e, enquanto jovem, podia, ainda, ser chamada de tiazinha. Seja benvinda.
    Merci beaucoup

  • 9 cristina // 17/September/2007 às 14:20

    caramba, sem palavras.

    (PD vou mostrar este video la no CC, se não te importas)

  • 10 Chesterton Dracul // 17/September/2007 às 14:21

    Eu gostaria de saber a opinião das vítimas do Oseias sobre o comovente filmeco….

  • 11 josef mario // 17/September/2007 às 14:34

    Companheiro chesterton dracul
    Eu, josef mario, devo dizer que a insensibilidade do companheiro é algo revoltante. Eu, josef mario, mesmo consciente de que sensibilidade é coisa de viado, diante deste comovente filme fiquei tão emocionado que acabei tendo uma caganeira.
    Merci beaucoup

  • 12 Josefa Mári@ // 17/September/2007 às 14:43

    Caganeira? O josef mário sempre foi cagão mesmo, e eu que lipava seus fraldões geriáticos.

  • 13 chato // 17/September/2007 às 14:49

    é mais tocante pq é loirinha?
    muitos anos atras fui para curitiba e fiquei chocado qdo um garotinho sujo, com o cabelo amarelo-palha e olhos azuis veio me pedir uns trocados no farol.

  • 14 Tia // 17/September/2007 às 15:19

    Companheiro Josef Mário
    Obrigada pela acolhida.

  • 15 Chesterton Dracul // 17/September/2007 às 15:43

    jOSEF MARIO, acaba de confessa a auto-boiolice

  • 16 johnny // 17/September/2007 às 16:12

    O filme mostra a antiga Prisão Provisória de Curitiba, ou Prisão do Ahú, como todo mundo chama aquele prédio. Só o que o tal do cara não deve mais dar tchau pra filha, eles fecharam a prisão no ano passado. Fui fazer uma matéria lá dentro, acho que foi em 2002, acabei assistindo um jogo de futebol entre os presos: Caixas Eletrônicos x Paulistas aguardando transferência.

  • 17 Clara // 17/September/2007 às 16:15

    O filme toca porque é verdadeiro e não é melodramático, aliás, é de uma simplicidade incrível. Aproveita-se uma janela(duplo sentido, claro) de oportunidade para a troca de palavras amorosas entre filha e pai, o que é importante para ambos. Gostei muito!

  • 18 Henrique // 17/September/2007 às 16:22

    É comovente ver uma garotinha gritando, com toda a sua sinceridade, o amor pelo seu pai estando ele dentro de uma penitênciária, mesmo que ela não entenda o que isso significa.

  • 19 Mr X // 17/September/2007 às 16:34

    Comovente, mas, curiosamente, concordo com o Josef Mario que há um quê de artificialidade nisso tudo.

    O sujeito está preso por quê? Doze anos esperando julgamento, e a menina tem quantos anos?

    Por que a filha e a mãe não podem visitar normalmente? Ou podem mas visitaram dessa forma pra agradar os “documentaristas”, já que claramente sabem que estão sendo filmados?

    Não houve edição de som, é? A voz do pai não é demasiado audível para a distância?

    Enfim.

  • 20 Mr X // 17/September/2007 às 16:50

    Dum comentário dos cineastas no Youtube:

    Esclarecendo: O Oséias que estava 12 anos aguardando julgamento foi inocentado ano passado. Ele não é o pai da menina, e sim o protagonista de um outro filme, que originou esse flagra. Nunca conseguimos encontrar essa família, após diversas tentativas. Esse presídio foi desativado em 2006, e todos forma transferidos pra Piraquara. Agradeço a todos os comentários e visitas.

  • 21 Clara // 17/September/2007 às 17:55

    Então, fica o fundamental: o flagrante real de uma comunicação improvável de carinho entre pai e filha através de todo o concreto e grades e arames da prisão, numa beira de estrada.

  • 22 johnny // 17/September/2007 às 18:00

    Clara, estrada não, “via rápida”.

  • 23 cristina // 17/September/2007 às 18:37

    onde, porquê, com quem, onde, de que maneira, loira, morena, idade, quem é o pai, quem é a mãe…..porra! pensar demais é lixado..

  • 24 Brancaleone // 17/September/2007 às 18:53

    Tá certo Jhonny.
    Via rápida bairro centro, no muro que deve ficar alí quase na esquina da rua que vai para a Emater.
    O engraçado é ver o pessoal discutindo se é verdadeiro ou não, a idade da menina e a condenação do cara, se foi “armado”ou não. Não tem aí para a “idéia” em sí, para a situação provável.
    Na próxima ida a Curitiba garanto parar o carro na esquina perto - já que na via rápida não dá - e vou checar para os perfecionistas daqui a possibilidade do que o Pd mostrou.
    Até eu, direitaço, capitalistérrimo e ateuzíssimo fiquei emocionado. Os que botaram banca de “não tô nem aí” para o sentimento do filme achando que isso é coisa de “machão” não sabem é nada de macheza.

    Mas repetindo o que eu comentei logo no início:
    Pena que a garotinha não seja a bastardinha do Renan…

  • 25 johnny // 17/September/2007 às 20:05

    Brancaleone, conheço bem aquele pedaço, é perfeitamente possível se fazer ouvir e ouvir gritos da cadeia. E também não dou a mínima se o vídeo é verdadeiro ou não, ou se o cara é culpado. É coisa de pai e filho. Me lembrei de um livrinho, “Tu carregas meu nome”, sobre os filhos de criminosos nazistas, alguns tinham plena consciência da monstruosidade que seus pais fizeram, mas nem por isso deixavam de amá-los.

  • 26 Éd Lascar // 17/September/2007 às 20:13

    Tá explicado. O filme é mesmo tocante, focando-se na menininha. O cara preso é que é um irresponsável por por um ser indefeso sobre a proteção de um criminoso como ele.

    BTW, este negócio de visita conjugal tem de acabar! Quando não só para evitar que aconteça este tipo de coisa mais frequentemente.

  • 27 Brancaleone // 17/September/2007 às 20:26

    Jhonny:
    Minha casa lá em Curitiba é no Juvevê, pertinho da Perpétuo Socorro. Estes pedaço mostrado é “neu caminho da roça” e eu conheço bem. No berro dá para se comunicar sim.

  • 28 Brancaleone // 17/September/2007 às 20:28

    Juvevê os cambau. Lá é Alto da Glória.
    Essa mania de associar o Coxa ao Alto da Glória me fez garrar nojo no nome do bairro…

  • 29 Alicate // 17/September/2007 às 21:05

    O prisioneiro é negro.

  • 30 xyz // 17/September/2007 às 21:46

    Bacana. Concordo com o Johnny, post 25. Não há automatismo no que ele descreve: a relação é ao mesmo tempo natural e construída, “caminho de dentro” (expressão que empresto de determinado santo); exige liberdade mas até certo ponto independe do que corre por fora. Pode afundar ou nunca de fato emergir ou ser detonada- precário tudo isso de geração, vir-a-ser, re-colhimento, “resolução e perseverança” (circuitos necessários do “Love Supreme” que gravou Coltrane). Muito claro que além de pai a menina tem mãe. Filme civilizado, esse aí.

  • 31 Toko Kunamao // 17/September/2007 às 22:06

    Quanta gritaria.

    Alguma atualização?

  • 32 bitt // 17/September/2007 às 22:11

    Foi o q achei, tamb. Antes de mais nada, o sujeito q fez esse negócio mostrou q é um ser humano.

  • 33 Brancaleone // 17/September/2007 às 22:32

    Agora que o XYZ expricou, intidi tudinho.
    hintelectuar é ôtro papo.
    de uma crareza impreçionante.

  • 34 kiko coelho // 18/September/2007 às 1:29

    Um belo video “armado” ou não é tocante e lembrou quando no Carandiru tb familias ficavam na rua ao lado gritando e acenando com lenços e os presos arremesando bilhetes…

  • 35 Diogo Slov // 18/September/2007 às 3:42

    CRIME DE COLARINHO BRANCO aguarda julgamento por DOZE anos? Acho que, inclusive, PRESCREVE antes disso.

    Bom mesmo eh roubar dinheiro do governo e pagar advogado com essa grana.

    Mas como o Oseias nao tinha grana pra pagar um bom advogado…

  • 36 fat james // 18/September/2007 às 9:47

    Comoventes o vídeo e o texto da Tia.

  • 37 Chesterton-Dracul // 18/September/2007 às 12:43

    Henrique, como é que alguem pode ser sincero, se não sabe o significado das coisas?

  • 38 Pedro Doria // 18/September/2007 às 13:17

    fat james: o texto é uma graça, mesmo. Canto sempre pra minha filha. É do Vinícius e, aí a memória pode me falhar, mas creio que é tradução duma cantinga popular estrangeira…

  • 39 fat james // 18/September/2007 às 14:56

    Valeu PD. Não conhecia o texto, agradeço a informação.

  • 40 Tiago // 1/October/2007 às 19:06

    Neste vídeo, uma coisa não depende de contexto nenhum, de nenhuma outra informação. É o que os falcões de galinheiro de plantão talvez não consigam entender.

    A menina que está falando “tchau pai” não tem nenhuma desta culpa que vocês gostam tanto de espalhar para lá e para cá.

  • 41 Ricardo E. Machado // 6/October/2007 às 14:49

    Tchau, pai foi um flagra que pegamos durante as filmagens do Oséias, quem é quem ficou por 12 anos aguardando julgamento. Não sei como essa versão prévia do filme foi parar no youtube, mas tive que ir atrás dessa família, e descobri que o pai da menina se chama Daniel, esta solto, e estava preso por envolvimento em desmanche de carros. O Oséias foi inocentado após 15 anos, pois foi constatado que não haviam testemunhas e nem provas para mantê-lo preso. Agradeço a todos que entenderam que esse filme quer mostrar “humanidade”, e não fazer julgamentos.

  • 42 Fred Schmidt // 21/October/2007 às 8:50

    Em primeiro lugar meus parabéns pela sensibilidade de fazer, documentar, tais cenas.
    Nem todos conseguem ter sensibilidade alta, mas os que constroem o mundo com certeza é o que mais tem.
    Coloquei o vídeo no meu site porque ele me gerou grandes sensações.
    Tem um post sobre ele lá.
    Se voce me der a honra de lê-lo ficarei muito grato.
    http://www.cidadanianobrasil.blogspot.com
    Parabéns.

    Fred Schmidt

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