Cérebro de esquerda, cérebro de direita

Biologia · Ciências · 13/09/2007 - 15h09 - 37 Comentários

David Amodio, professor de psicologia da Universidade de Nova York, convocou 43 pessoas para uns testes.

Primeiro, perguntou a cada um, individualmente, como se posicionava politicamente numa escala que ia de -5 (extrema esquerda) a +5 (extrema direita).

Então, postou cada um perante um computador em cuja tela aparecia, por 0,1 segundo, ou a letra M ou a W. Se fosse M, o sujeito devia apertar um botão qualquer no teclado; fosse W, deveria fazer nada. Repetiu o tal do teste 500 vezes enquanto escaneava-se o acende e apaga das regiões cerebrais.

No caso, buscavam com o exercício ação no córtex cingular anterior. Quem tem mais atividade nesta região, acredita-se, tem maior capacidade de adaptar seu comportamento perante uma situação nova.

No artigo do professor Amodio, publicado na respeitada Nature Neuroscience, aqueles que se declararam de esquerda têm 2,5 vezes mais atividade por ali.

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