Tropa de Elite, o filme que quase todo carioca já viu embora não tenha estreado, levanta duas questões interessantes e distintas.
A primeira é a respeito de ‘pirataria’. A palavra vai entre aspas por um motivo. É pirataria do ponto de vista legal, certamente. E o crime de revenda deste material é indiscutivelmente grave. Mas há um porém: no mundo da digitalização, o vazamento de filmes e CDs será cada vez mais comum. É inevitável – mas este é o assunto da coluna no Estadão, hoje.
A segunda questão é a própria mensagem do filme. Tropa de Elite é bom – nada a ver com Cidade de Deus e, no entanto, um filmaço que conta uma história com a qual cariocas estão habituados de um ponto de vista novo: o da polícia. Mais especificamente, do BOPE, o Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar do Rio de Janeiro, incorruptível e violento.
O BOPE ficou conhecido pela população carioca quando apareceu na desastrada operação em torno do seqüestro do ônibus 174, há uns seis anos. Um dos roteiristas do filme, o ex-capitão do batalhão Rodrigo Pimentel, foi personagem do (excelente) documentário Notícias de uma guerra particular, de João Moreira Salles e, logo que deixou a polícia, de uma reportagem no falecido NO., assinada por Jan Theophilo. Desde então, Pimentel revela os bastidores da polícia. (O link para a reportagem não existe, mas cá está um artigo no qual Luiz Eduardo Soares, ex-secretário de Segurança, o comenta.)
Em Tropa de Elite há uma acusação explícita que a classe média carioca, principalmente os jovens universitários – e fui um destes um dia –, não gosta de ouvir. Eles financiam o tráfico. Numa das cenas, o BOPE invade uma favela, troca tiros com traficantes, um dos presos é um destes estudantes. Apontando para um dos mortos, o personagem de Wagner Moura – a cara, o jeito do capitão Rodrigo por inteiro – lhe pergunta “quem matou esse aqui?” É uma cena violenta, o rapaz está apavorado: ‘um de vocês’, ele responde. “Foi você”, retruca o capitão.
O cocainômano tem um quê de cínico. Já o bom maconheiro, sujeito de paz, imerso numa cultura própria e criativa, terá muitos argumentos. É o Estado é que oprime ao proibir-lhe o consumo da erva. E ele terá total razão: o Estado cerceia sua liberdade de consumir uma planta que faz parte da cultura humana há tantos milênios, talvez, quanto existimos como espécie. A guerra contra as drogas, além do mais, é má política. Não funciona.
Acontece que são a política e a lei vigentes. E polícia não tem que discutir lei, tem que fazê-la cumprir.
Há tráfico e o tráfico é violento. O tráfico oprime a população das favelas. Mas o tráfico não brota do nada, diz a visão da polícia retratada pelo filme. É o dinheiro do maconheiro gente boa, da paz, que financia as armas e as balas e os estupros e o medo das favelas. O Estado não devia oprimir mas fingir que não se faz parte da equação que gera violência é um exercício de abstração.
Noutra cena do filme, numa sala de aula da PUC-Rio, os jovens estudantes reclamam da brutalidade policial. Toda ela é verdadeira e o filme não a esconde. Reclamam da brutalidade contra os pobres, nas favelas, e, nas blitze, contra a jovem classe média. Enfrentei algumas blitze barra pesadas quando estudante em férias. São violentas e ameaçadoras e, embora nenhum tiro jamais seja disparado, sempre parecem uma tentativa de achaque. Plantarão algo, se é que não encontram o flagrante, e vão cobrar caro para deixar para lá.
Mas a polícia é o inimigo? A violência piorou um bocado nos últimos anos e a incompetência (para dizer o mínimo) do governo dos Garotinho contribuiu.
Não é uma situação de solução fácil. O filme lembra à classe média que ela não é inocente. Mas a classe média não é a única a consumir substâncias ilícitas. Também os há consumidores, corruptores, corrompidos dentre aquilo que nos EUA chamam de powers that be: na estrutura dos três poderes da República, nos três níveis de governo da Federação, e convém não dizer mais porque, com mais, identificam-se uns poucos e o processo vem.
O filme conta uma história no microcosmo e sua mensagem é o ponto de vista do policial na rua. É um ponto de vista bem-vindo pois raramente ele tem a chance de se apresentar. Para o policial que arrisca sua vida em operações arriscadas para garantir a execução da lei, é o garotão subindo o morro quem mantém o ciclo vicioso.
Só que não é. Um paralelo: na era digital, evitar que um filme destes se espalhe qual vírus, na Internet, é impossível. Pode ser ilegal, mas leis não existem no vácuo, elas regem um ambiente dinâmico que é o da cultura humana. É inerente à existência humana que informação considerada de valor seja espalhada. Se o meio digital facilita ao máximo esta transferência de informação, ela acontecerá. No fim, por ser inútil empregá-la, a lei terminará obsoleta e novos modelos de negócio surgirão para sustentar a produção cultural. Como, aliás, sempre aconteceu.
Da mesma forma, é inerente à condição de ser humano a busca pela transcendência, pela alteração de percepção, pela abertura de sentidos que a intoxicação possibilita. Pode ser o barato do atleta que, no limite do seu esforço, modifica a bioquímica cerebral, produzindo foco extremo numa única atividade e uma sensação nada vaga de prazer. (Quem corre a conhece.) Pode ser o chope, a leve tontura, o livrar-se de inibições. Ou a maconha. Ou a cocaína. LSD. Opiácios.
Não é porque a lei proíbe o consumo de algumas substâncias que alteram a percepção que ela será eficaz. Tais substâncias continuarão a ser consumidas.
O que realmente cria a violência é a lei.
A partir do momento em que o consumidor não prejudica a ninguém além dele próprio – quando isto acontece – não faz sentido proibir algo que é inevitável, ainda mais quando a proibição gera custos altíssimos na construção de um aparelho repressor ineficiente.
Mas não é possível ser cínico e racional em tudo, pôr a culpa na lei e lavar as mãos na seqüência. Cada beque fumado que teve origem na estrutura do tráfico tem um custo em vidas humanas. Fume-o quem quiser – a sensação é agradável. Mas fingir que o sistema em volta não existe é imperdoável, um exercício de alienação ou de cinismo. Se não corta o barato da intoxicação, devia. Não querer fazer parte deste ciclo vicioso é uma atitude de protesto.
Tropa de Elite, que se repita: é um filmaço. Alguns dos prezados devem tê-lo baixado e visto, já. Então fica aqui um convite para quem o fez: estréia este mês, é hora de rever no cinema levando mais alguém. Paga quem o produziu e espalha a discussão. O Brasil carece de discussão, de enfrentar temas difíceis.
191 Comentários até agora ↓
1 confetti // 10/September/2007 às 11:58
eu !
nao vou poder ver esse filme tao cedo mas com wagner moura no titulo deve ser interpretaçao incrivel ! no youtube ja tem uns rushes….
2 confetti // 10/September/2007 às 12:01
BOPE é mesmo incorruptivel ? ahan…
3 Mr X // 10/September/2007 às 12:22
Discordo.
Quem fuma machonha ou cheira coca está financiando a morte de seres humanos, é simples assim.
No momento que você compra um produto ilegal, está financiando grupos criminosos.
O que cria violência não é “a lei”, são os grupos criminosos que vão contra ela por motivos de lucro. De acordo com o PD, é a não-legalização do consumo de drogas que cria a violência? Ora, por essa lógica absurda, podia-se legalizar o estupro, o roubo de carros, o assalto, etc… Afinal, nunca poderemos impedir totalmente os roubos, vamos legalizar.
Acho que legalização de drogas não resolve, até porque teria que ser algo mundial se fosse o caso. E acho que o problema é bem outro, ou seja, grupos políticos envolvidos no narcotráfico. A narcotização da América Latina é um processo que foi e está sendo planejado há décadas.
Mas o consumidor é parte do ciclo de violência.
Por isso eu não consumo drogas. Por isso e por não ver “barato” nenhum. Já provei, não gostei, prefiro um bom cálice de vinho.
4 Léo // 10/September/2007 às 12:29
Não resiso ao comentário off topic:
Mr X: ‘cálice’ de vinho? onde, na paróquia?
hehe deves estar tomando um bom são roque, sangue de boi, almaden… né meu chapa? porque vinho mesmo, se bebe em TAÇA.
5 josef mario // 10/September/2007 às 12:34
Companheiro pedro doria
Eu, josef mario, devo dizer que, para começar, deixo a seguinte pergunta no ar: o que o companheiro e sociólogo luiz eduardo soares, enquanto secretário de segurança do estado do rio de janeiro, fez de útil ou relevante?
Muito obrigado.
6 Pedro Doria // 10/September/2007 às 12:56
Mr. X, a lei gera violência, deixo bem claro e vc só ignora porque quer, a partir do momento em que o consumo da substância não prejudica ninguém além de quem a consome o que certamente não é o caso de estupro ou assalto ou a maioria dos outros crimes…
7 confetti // 10/September/2007 às 13:01
isso pd : legalize it !
8 Monsores // 10/September/2007 às 13:01
Se eu planto, colho, enrolo e fumo. Só prejudico a mim. Deveriam sim legalizar.
Existem drogas muito piores sendo consumidas todos os dias, inclusive pelas crianças. Se a igreja não reclama, então tudo bem.
9 André Pessoa // 10/September/2007 às 13:01
A comparação que Mr. X fez do tráfico de drogas com estupro, o roubo de carros e o assalto não cabe. Tráfico de drogas é um crime sem vítimas. O único “vitimado” é o Leviatã, que na visão de alguns deveria decidir o que as pessoas podem ou não podem consumir.
P.S. que não deveria ser necessário: eu não tomo nenhuma droga, nem lícita nem ilícita.
10 Pax // 10/September/2007 às 13:07
Bem, sem muito pestanejar: liberaria a maconha mas não liberaria o resto não.
O enorme Mr X de 2,09 m de altura as vezes faz comparações um tanto forçadas. Vai ver são as drogas que usa que o perturbam tanto, coisas tipo Mainardi na cabeça dá nisso.
11 Andre Fucs // 10/September/2007 às 13:09
Mr X meu querido caretão.
A narcotização da américa latina é anterior à chegada dos seus antepassados na terra dos meus…
vide a Ayahuasca.
:-)
12 confetti // 10/September/2007 às 13:14
alcool e tabaco nao sao proibidos….pq ?
http://drugs.group.shef.ac.uk/types/todmenu.htm
13 Dino // 10/September/2007 às 13:18
Ihhh, será que essa conversa de fumei, mas não traguei é desculpa de todo direitoba? Mas diz aí mr. cheese, o bagulho era malhado… Não deu barato?
PD, seu post está ótimo, só que requer muita reflexão, o assunto é sensível…
14 Zé Bush // 10/September/2007 às 13:18
well….numa sociedade onde conceitos são pulverizados, quase sempre surgem sofismas como esse que Mr. Doria narrou.
Talvez esteja até um pouco fora do contexto, mas dizer que a violência é fruto da lei me parece meio temeroso.
Vamos experimentar viver 1 (só 1 basta) dia sem lei e ver no que dá?
Claro que o consumidor “gente-boa-cabeça” não está nem aí de onde vem o baseado ou pó dele, e nem se importa quantas pessoas morrem ou perdem parentes para garantir o “lazer recreativo” dele.
Dizer que maconha deveria ser liberado porque existe desde a pré-história soa meio pueril. Caim matou Abel e nem por isso homicídios são bem vistos ou aceitos..
Brasileiro ainda não aprendeu a pensar em têrmos de Causa-Efeito.Ou aprendeu de uma maneira deturpada e infantil.
Tem gente que não usa gordura porque entope as coronárias.
Tem gente que não aceita alimentos cultivados com agrotóxicos porque agridem a natureza.
Tem gente que recicla plástico e papel para preservar as florestas e o meio ambiente.
Tem gente que não joga lixo nos rios e oceano para preservar o ecossistema.
Tem gente que só trepa de camisinha prá não pegar AIDS.
Mas ninguém pode deixar de queimar seu baseado ou cheirar seu pó para evitar (ou pelo menos diminuir) a violencia do narcotráfico.
A classe média tem culpa sim. O maconheiro fissurado tem culpa também. Tráfico ( e suas mazelas) só existe porque existem consumidores, recreativos ou delinquentes.O dinheiro desses filhos da puta é que alimenta tanta violência, banca tráfico de armas e estimula a corrupção.
O cara paga prá fumar (ou cheirar) mas quem sente o “barato” é a sociedade.
15 confetti // 10/September/2007 às 13:23
zé bush vc é um dos caras mais open mind do blog, mas nao nesse comentario….
16 pedro direitoba // 10/September/2007 às 13:25
Vou entrar nessa onda também, do Pedro Doria. Por isso que tem umas matérias por aqui tão estranhas e comentários idem. Faltou um pouco de história da cocaína nisso aí, coisa também antiga. Antiguidade faz o hábito bom? Vou ser reaça e caretão também, enquanto o consumo de drogas, maconha e etc, for crime a atitude de repúdio à calamidade que isso se tornou é de abstenção ou de plantar para consumo próprio. O dinheiro dado lá na boca se converte em violência, em armamento e não há como negar essa equação, por masi maconhado que eu esteja. Pior, são crianças atualmente no tráfico e os consumidores cheirando, aplicando e acendendo o sangue da criançada. Parem de cheirar maconha e fumar cocaína e vice-versa! Eu não quero estar metido com isso e depois ficar reclamando que mataram meu filho, minha namorada e sei lá mais quem aqui em baixo, no asfalto. Vão tomar antidepressivo, fazer análise, se tratar.
17 josef mario // 10/September/2007 às 13:29
Companheiro pedro doria
Eu, josef mario, devo dizer que, com bons argumentos, posso ser convencido de qualquer coisa (exceto dar o rabo, naturalmente). Portanto, o companheiro pedro doria, enquanto defensor da legalização da maconha, deve ter respostas prontas para algumas perguntas que eu, josef mario, gostaria de fazer:
(a) O plantio e cultivo da maconha ficaria subordinado às secretárias estaduais de agricultura ou seria criada uma secretaria especial para tratar do assunto?
(b) Este plantio e cultivo da maconha seria, obviamente, muito mais lucrativo do que todas as demais culturas que, consequentemente, tenderiam a desaparecer. O governo estadual ou, quem sabe o federal, criaria algum tipo de subsídio para que isto não viesse a ocorrer?
(c) O nº de viciados, obviamente, tenderia a crescer e, portanto, seria necessário a criação de clínicas espacializadas na recuperação de viciados. Estas clínicas fariam parte do SUS?
(d) Seria criado algum ministério especial para regular a importação e a exportação da maconha e coibir o “dumping” e a concorrência desleal?
Muito obrigado.
18 Dino // 10/September/2007 às 13:31
zé bush, diz aí, o que mata mais: acidente de transito causado por embriagueis ou a violência resultante do tráfico de drogas?
Já pensou em parar de tomar canjibrina para que melhore esses índices alarmantes? Ahh, desculpe, esqueci que na Botocundia só o Lula bebe…
19 Esprit de porc // 10/September/2007 às 13:32
O PD acertou em cheio dessa vez.
Mr X, perceba que o que o PD escreveu é que, nas atuais circunstâncias, o usuário de drogas financia o tráfico sim. Financia uma atividade que atualmente é ilícita e cuja repressão faz mais mal do que bem à sociedade. Nesse sentido a lei acaba entrando na equação da violência sim.
Eu também acho que o usuário financia o tráfico. Só acho que todo o esforço e o dinheiro investido no combate ao tráfico poderia ser usado em campanhas anti-drogas (que existem, mas são inócuas) e principalmente no tratamento dos viciados.
Escrevo isso na condição de quem nunca sequer experimentou um baseado.
20 Pedro Doria // 10/September/2007 às 13:39
josef mario: algum ministério planta tabaco? alguma secretaria destila álcool? Por que seria assim com maconha? Não gosto da idéia de uma Canabibrás.
Imagino, quem quiser uma erva mais natural poderá plantá-la em casa. Outros compraram em maços da Phillip Morris ou da BAT.
Com o fim de todo o dinheiro gasto na ‘guerra contra as drogas’, a economia que vai gerar em corrupção policial que terminará por falta de crime, a arrecadação de impostos que o Estado poderá cobrar das fabricantes de cigarros, certamente sobrará algum para o SUS gastar no trato de consumidores de maconha.
Mas, no fim das contas, é uma questão de princípio. O Estado não tem o direito de ditar o que posso ou não fazer com meu corpo.
21 Pablo Vilarnovo // 10/September/2007 às 13:39
Eu vi o filme e desde já decidi que assim que sair no cinema irei ve-lo novamente dessa fez na telona. Foi o melhor filme pago pelo meu dinheiro de contribuinte depois de Cidade de Deus.
O filme é importante, como o PD afirmou porque mostra um outro lado que a classe média não gosta de ver. O lado de sua responsabilidade na violência carioca.
Acho que o problema violência no Rio só será equalizado com uma melhora econômica. E digo isso por uma simples verdade: ser traficante é profissão. Não adianta legalizar as drogas - retirando assim o componente legal da violência - achando que ela irá desaparecer. Senão irão traficar, irão roubar bancos, realizar sequestros, assaltar no asfalto.
Como o Estado não está presente nas suas obrigações como educação, saneamento e etc. o tráfico, muitas vezes vira a única opção para alguém que quer respeito, ascenção mesmo que dentro da favela.
Digo isso porque, diferente do jogo do bixo, são pouquíssimos traficantes que vivem o suficiente para usufruir do dinheiro do tráfico. Principalmente no asfalto.
Os usuários querem que as leis sejam mudadas para que possam consumir maconha de forma mais livre, e se utilizam da falácia de que a liberação do uso diminuiria a violência. Essa é a face mais podre da classe média consumidora no Rio. Com seus vários expoentes. O próprio presidente do AfroReggae em entrevista no Roda Viva se declarou contrário a liberação pois não conseguia enchergar nenhum benefício ao morador da favela. Ele está certíssimo.
Tráfico sempre irá existir, mas o nível de violência atual no Rio, não irá diminuir se não houver uma melhora econômica/educacional que propricie OPORTUNIDADES às pessoas pobres que hoje entram no tráfico.
22 Dino // 10/September/2007 às 13:40
Tavarich Joséf Mario, respondo pelo PD, sua duvida (b) pode ser descartada de imediato, pelo que os direitobas aqui gostam de chamar de mercado. Isso é, pela lei da oferta e da procura o preço da canabis iria cair, pois com a produção intensiva e mesmo a que eu iria plantar aqui no quintal, iria haver excesso de produção fazendo a lucratividade despencar.
23 Andrei Punt el // 10/September/2007 às 13:43
Muito bom o texto, Pedro. Quase sempre esse assunto é discutido sem se considerar todas as suas nuances. Drogas fazem mal, mas a única maneira de diminuir o consumo é através de propaganda e educação. Veja-se a queda no consumo legal de tabaco em todo o ocidente, apesar da gigantesca estrutura de marketing de suas empresas. A experiência do EUA com a lei seca mostra que a repressão policial é ineficiente e gera um monstro de corrupção que contamina todo o sistema.
24 Zé Bush // 10/September/2007 às 13:47
well,Dino….that’s great!!…se morre menos gente na violência do narcotráfico então vamos deixar prá lá,né?….é um problema menor, coisinha a toa…né mesmo?
Pára de fumar maconha mofada,menino!!!
Promover campanhas como? Dizendo que droga faz mal e provoca larica? Isso nunca funcionou em lugar nenhum do mundo.
Que tal uma abordagem “social” (tá na moda) da coisa? Ligar A+ B e mostrar cientificamente que quem subsidia a barbárie do narcotráfico é o consumidor bacana?
Mas sem constranger ninguém, please….
25 Pablo Vilarnovo // 10/September/2007 às 13:48
Andrei, isso não totalmente verdade. Além da campanha de educação sobre o tabaco, também houve várias medidas legais como a proibição de fumar em estabelecimentos fechados. Acabei de voltar da Espanha e lá sou poucos os lugares em que é permitido se fumar, inclusive são pouquíssimos os lugares de venda de cigarro.
Há de existir os dois lados da moeda. Apenas um não funciona.
26 Dino // 10/September/2007 às 13:52
Pergunta (c) não é obrigatório que haja um aumento de consumidores, pois com as facilidades e a descriminalização do consumo da marihuana no Brasil, não houve aumento no consumo. Você passaria a usar se fosse legal?
27 Pablo Vilarnovo // 10/September/2007 às 13:54
Dino - Aumento no consumo não quer dizer somente aumento no número de consumidores…
28 confetti // 10/September/2007 às 13:55
pablo, na espanha algumas drogas foram liberadas, enquadradas, controladas ! claro, na europa nao ha favelas trustadas pelo narcotrafico…situaçao bem diferente..
29 Pablo Vilarnovo // 10/September/2007 às 14:00
Sim, confetti, de certa forma, concordo com o PD quando diz que o Estado não tem direito de dizer o que eu faço com meu corpo.
Na Espanha é fácil encontrar lojas especializadas em cultivo pessoal da canabis. Você vai na loja compra livros, sementes e planta sua maconha em casa.
A grande diferença é que a Espanha vive um momento econômico e social (não gosto muito dessa palavra, mas para melhor entendimento vá lá…) que o Brasil. Não há guerras entre traficantes na Espanha.
Como você bem falou, são situações diferenças.
Por isso que acho outra canalhice ficar utilizando o exemplo da Holanda como se fosse algo a ser copiado no Brasil. Até porque a própria Holanda tem pensado seriamente em endurecer suas leis sobre drogas.
30 breno // 10/September/2007 às 14:00
tem razao, doria. os interesses que dao a complexidade deste tema vao muito alem das dualidades de sempre…
31 Dino // 10/September/2007 às 14:00
Zé Busheta, não consumo, nem fresca nem mofada, também não sou consumidor de hipocrisia. É um assunto sensível e por isso estou usando uma abordagem de defesa, utilize argumentos tão somente, para não cair no ridículo…
32 josef mario // 10/September/2007 às 14:06
Companheiro dino
Eu, josef mario, devo dizer que meu único vício, felizmente, é mulher. Este negócio da legalização de drogas pode ser até discutível em países do 1º mundo. No brasil esta discussão é perda de tempo e os seus defensores, na maioria dos casos (exceto o companheiro pedro doria), são intelectualóides que vivem em uma redoma de vidro e não conhecem a realidade que os cerca.
Muito obrigado.
33 Dino // 10/September/2007 às 14:08
Pablo, não é dificuldade de aquisição de jerêrê que limita o consumo do viciado (maconha não vicia fisicamente) e sim a disponibilidade financeira do usuário. Porque você acredita que haveria um incremento no consumo?
34 Dino // 10/September/2007 às 14:14
tavarich Joséf Mario, conforme o ultimo congresso do PT e as disposições do companheiro Lula, estamos prestes a ingressar no 1º mundo, com uma breve parada no 2º, por isso devemos começar a discutir sobre esse assunto desde já.
35 Zé Bush // 10/September/2007 às 14:14
well,Dino…ridículo é esse seu argumento de dizer que “ahh,mas morre mais gente no trânsito”…..
O que tem a ver uma coisa com a outra?
Hipocrisia prá mim,my friend, é assumir a defesa do indefensável, usando chicanas e “comparações” forçadas…
36 Chesterton Dracul // 10/September/2007 às 14:15
1. o filme foi feito com verbas públicas e financiado com recursos de estatais? Então é, na minha opinião, livre para copiar a vontade e revender e distribuir. O povo já pagou, tem direito a usá-lo e desusá-lo. Se foi feito com verba privada, aí a pirataria é crime de roubo.
37 Pablo Vilarnovo // 10/September/2007 às 14:18
Dino - maconha vicia sim. Isso de maconha não viciar é lenda. O nível varia de usuário para usuário como o próprio tabaco.
Drauzio – Maconha vicia?
Anthony Wong (é médico pediatra do Instituto da Criança do Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e diretor do CEAOTOX, Centro de Assistência Toxicológica da USP.) – Muita gente diz que maconha não faz mal e não vicia. Afirma que a dependência é apenas psicológica e que, portanto, o usuário consegue abandonar a droga quando quiser.
Quem pensa assim está enganado. Maconha vicia, sim. No meu consultório, atendo adolescentes levados por pais preocupados com o fato de os filhos estarem fumando maconha. Embora nenhum desses adolescentes se considere viciado, a todos proponho o mesmo desafio: 90 dias sem fumar um único baseado sequer. Como controle, a cada quinzena devem fazer um exame para verificar se há ou não traços de canabinol na urina. Nunca houve um que apresentasse resultado negativo. É claro que depois de certa idade, alguns trocam a maconha por outros interesses, mas infelizmente alguns a substituem por drogas mais pesadas.
http://drauziovarella.ig.com.br/entrevistas/ilicitas1.asp
Com maior liberdade de consumo, algumas “travas” hoje existentes, mesmo que psicológicas, não irão existir mais. Assim como o consumo de tabaco vem caindo com a campanha de educação e campanhas de proibição ao fumo em diversos lugares, na maconha estaríamos indo no caminho oposto.
38 Andrei Punt el // 10/September/2007 às 14:39
Pablo, as - corretas - medidas que você citou me parecem muito mais próximas de um programa de educação do que repressão policial. Aliás, se por um lado acredito que mais cedo ou mais tarde a descriminalização virá, também acredito que isso deve ter como contrapartida uma cobrança maior da responsabilidade dos usuários, que hoje são tratados como coitados adictos, quando grande parte deles é de usuários recreativos voluntários.
39 Chesterton Dracul // 10/September/2007 às 14:42
mas agora a maconha é do bem e a cocaina é do mal? Existe o tráfico do bem e o tráfico do mal? Essa é boa….
40 Dino // 10/September/2007 às 14:42
Pablo, só necessita colocar um “r” no sobrenome do tal médico para dar jus à experiência tão estapafúrdia e sem embasamento metódico. Como é que ele distinguiu que a dependência não era psicológica e sim física, pelo que sei dependência física faz com que o usuário com síndrome de abstinência, sofra de dores terríveis, enjôo, sudorese e etc. Já vistes esses sintomas em quem deixou de fumar maconha? O que ele colocou vem de encontro ao que eu disse a maconha não causa vicio físico e sim psicológico (mesmo assim dependendo da psique do usuário).
41 Romário (não o jogador!) // 10/September/2007 às 14:45
Tudo que é proibido gera um esquema de venda paralela violento, altamente lucrativo e corrompedor. No dia que proibirem a venda do silicone ou da coca-cola, vão criar esquemas paralelos de venda. Me preocupa muito a ação dos aliciadores de novos consumidores, até o meu filho de 8 anos pode ser vítima deles, mas é uma ação de alto interesse dos traficantes, para manter o seu “negócio” sempre lucrativo.
Acho que a legalização acabaria, no mínimo, com a alta lucratividade do “negócio” e com a grande rede de corrupção gerada para mante-lo.
42 Tiago // 10/September/2007 às 14:46
PD,
O Estado realmente não tem o direito de ditar o que vc faz com seu corpo. Mas ele tem a obrigação de se preocupar com as conseqüencias para o resto da sociedade. Quantas vidas se perdem em acidentes de trânsito, causados pelo excesso de álcool? Estamos falando de substâncias, que como o álcool, alteram o estado de consciência do indivíduo. Existe uma linha tênue que separa a liberdade individual do direito ao bem-estar coletivo.
A discussão vai longe…
43 Dino // 10/September/2007 às 14:47
Não existe trafico do bem e do mal, mas existe drogas do bem e do mal, no caso a do mal foi feita por médicos… Só prá variar…
44 Pablo Vilarnovo // 10/September/2007 às 14:47
Exato Andrei. E nisso penso muito no ramo das opções. Entre o usuário e o traficante. Será que as opções do usuário são semelhantes as opções daqueles que entram para o tráfico?
45 Zé Bush // 10/September/2007 às 14:50
well….como disse Mr Pablo, tem gente que diz que maconha não vicia fisicamente, APENAS psicologicamente.
Porra…ainda quer mais???
Claro que maconha vicia fisicamente E psicologicamente, pois altera a bioquímica cerebral,induzindo as terminações nervosas a”pedir mais”.Daí a continuidade do uso, que leva ao vício.
Conjuntamente com toda a influencia cultural (convívio com outros drogados,p. exemplo),a maconha pode levar a pessoa a outras drogas mais pesadas e “prazeirosas”, numa espiral que todos nós sabemos onde termina….
Basta abrir a página policial que tá lá..
46 Pedro Doria // 10/September/2007 às 14:51
Tiago: Portanto, o Estado tem o direito de te multar, prender, o que for, se vc se comportar irresponsavelmente quando sob a influência de alguma substância entorpecente.
Álcool é legal, corretamente; dirigir sob a influência, não, e isto também é correto.
47 Dino // 10/September/2007 às 14:51
Diga-se de passagem, traumatologistas e oncologistas são especialidades que alguns médicos adotam para ter acesso à morfina para uso próprio, ou vice versa, tenho cá minhas suspeitas com alguns sujeitos…
48 Ricardo Cabral // 10/September/2007 às 15:00
Dino, corroborando as suas informações:
“Os efeitos adversos da Cannabis podem ser divididos em duas categorias: os efeitos do hábito de fumar a planta e os causados pelas principais substâncias isoladas (canabinóides). O fumo crônico da maconha provoca alterações das células do trato respiratório e aumenta a incidência de câncer de pulmão entre os usuários. Um dos efeitos associados ao longo tempo de exposição aos canabinóides é a dependência dos efeitos psicoativos com a cessação do uso. Os sintomas da dependência dos efeitos psicotrópicos da planta incluem agitação, insônia, irritabilidade, náusea e câimbras. Pesquisas também mostram que a Cannabis não causa dependência física (como cocaína, heroína, cafeína e nicotina) e que a suspensão do uso não causa síndrome de abstinência (como o álcool e a heroína). Seu uso prolongado em certas circunstâncias causa dependência psicológica, e pode levar ao consumo de outras drogas. Por ser uma poderosa droga psicotrópica e alucinogênica, seu uso indiscriminado é perigoso.” (Honório; Arroio; Da Silva, Aspectos terapêuticos de compostos da planta Cannabis sativa, 2006)
49 Dino // 10/September/2007 às 15:02
Acabo de abrir a pagina policial como aconselhou o zé busheta é vejamos… huumm, 101 mortos no feriadão, vitimas de acidente nas estradas e homicídios, boa parte com a cara cheia de marafu…
50 Cláudio Melo // 10/September/2007 às 15:08
Estou em férias, distante 600 quilômetros de casa, Chapada Diamantina. Trouxe minha filha para conhecer a família da mãe e vi o filme aqui, ontem. Não consumo produtos pirateados, mas a cópia é dos anfitriões e assisti atendendo ao convite.
Realmente o filme é muito bom. Pretendo revê-lo.
Comecei a ler o livro e ainda não terminei. Pode parecer um choque para a classe média que se acredita alheia ao que ocorre à sua volta, mas, para mim, nenhuma novidade. O financiamento do tráfico é feito por quem consome drogas. Não se trata de acusação. É fato. Consome quem quiser, mas, a responsabilidade pelas conseqüências vêm junto, embora o consumidor a ignore quase sempre, ponha uma peneira na frente do sol e diga que a culpa é do Estado.
A mesma coisa com o jogo do bicho. Já joguei há muito tempo.
Só que há cerca de vinte anos os do Rio chegaram à Bahia e os banqueiros locais foram sistematicamente mortos. Um metralhado aqui (novidade na época porq aqui), outro emboscado ali…
Raciocinei: uma atividade que produz esse tipo de violência não pode ser algo inocente. Não quero que o meu dinheiro financie esse tipo de violência. Nunca mais joguei no bicho.
Outro boa novidade que o filme traz é mostrar a polícia por dentro, pôr em evidência como o policial, tanto o corrupto quanto o honesto vê o seu trabalho e a violência, que é sua ferramenta psicológica de trabalho, afinal, o Estado detém o monopólio legal da violência física.
Polícia, justiça, aparelho repressor do Estado são instituições e estruturas necessárias, fundamentais no Estado de direito.
Não adianta a sociedade torcer o nariz para a polícia. É a nossa polícia.
Se essa é a hora de perceber a relação de causa e efeito existente entre consumo e violência, sinalizando uma assunção de responsabilidades então vamos assumir a responsabilidade que nos cabe em tudo mais.
51 André Monnerat // 10/September/2007 às 15:08
Parece que os camelôs do Rio estão vendendo o “Notícias de uma guerra particular” em DVD, anunciando como “Tropa de Elite 2″.
52 Dino // 10/September/2007 às 15:12
Pablo,seja especifico, que “travas” mesmo que psicológicas para um usuário você acredita que haja hoje em dia?
53 Ricardo Cabral // 10/September/2007 às 15:13
Polícia, pirataria e consumo/tráfico de drogas. Equaçãozinha complicada, essa! Em relação à liberalização das drogas — sou favorável em relação à maconha, ainda que com reservas —, os economistas de plantão deveriam passar por aqui e dizer-nos o que é menos custoso para a sociedade do ponto de vista financeiro. Seria um bom ponto de partida, para além da pseudomoralização de boa parte dos que são contra, pura e simplesmente. Mesmo assim, vai ser uma conta difícil de fazer…
54 Dino // 10/September/2007 às 15:20
Cláudio Melo, gostaria por vez, ver a versão do traficante, coisa que nunca vimos, porque tem sempre um intelectualóide que se arvora em porta voz… Nem que fosse algo assim meio Racionais MC…
Quanto a ser nossa policia. Por favor, a minha parte mande em dinheiro… Vou remeter o numero da minha conta…
55 Mr X // 10/September/2007 às 15:24
Tá bom, me expliquei mal.
A princípio sou libertário, isto é, acho que cada um deve poder fazer o que lhe der na telha se isso nao prejudicar os outros. Dito isso, não acho que seja exatamente o caso do consumo de drogas, pois geram um efeito de desagregação social. Não afetam só o indivíduo como sua família e seu entorno. Algum pai acha legal que seu filho consuma drogas? E um pai viciado em crack é o mesmo que um pai “normal”?
Aliás, alguém poderia me explicar porque as pessoas que criaram a campanha mundial contra o tabaco (para mim um absurdo), proibindo seu uso em bares, cafés, trens, aeroportos etc., SÃO AS MESMAS que se declaram a favor de legalizar a maconha? Como mínimo, a maconha é pior para a saúde do que o cigarro.
E um reparo:
“Tráfico de drogas é um crime sem vítimas” (André)
Acho que você quis dizer que o “consumo de drogas”, já que no tráfico há vítimas sim, tantíssimas.
A comparação com o roubo de carros e o estupro foi mal-feita, o que eu quis dizer foi o seguinte: um dos argumentos da legalização é que é impossível combater, por isso deveria-se legalizar. Mas por esse argumento deveria se legalizar também o roubo, o estupro, etc, já que tampouco poderemos jamais acabar com eles.
A causa da violência associada ao narcotráfico é devida à “lei”, mas isso é óbvio. Não quer dizer que a lei deva ser eliminada e que a violência acabará. Aliás, nem o tráfico acabará, apenas passará a utilizar outros produtos, ainda ilegais, ou se dedicará a vender a pessoas como menores, que legalmente não poderiam consumir.
Aliás o próprio PD dá o exemplo que a legalidade não acaba com a ilegalidade, ao falar dos CDs e DVDS piratas. Qualquer um pode comprar e vender CDs e DVDs legalmente, mas isso não acaba com a pirataria.
A prostituição é legal na Holanda, e paradoxalmente a Holanda se tornou um centro europeu de recepção do tráfico de mulheres, pornografia infantil, pedofilia, etc.
Outro argumento da legalização, com o qual concordo parcialmente, é que legalizando as drogas e cobrando altos impostos, não haveria as mortes associadas à luta pelo poder entre gangues, a droga vendida seria mais limpa, etc.
Porém, acho que aqui o Theodore Darlymple tem um bom argumento aqui contra a legalização:
http://www.city-journal.org/html/7_2_a1.html
As drogas não “ampliam a consciência”, a limitam, às vezes sem volta.
Em todo caso, pessoalmente só consumo drogas legais, quem quiser usar outras que vá em frente.
56 chato // 10/September/2007 às 15:24
um pouco off-topic, mas com um “quezinho”
der neue.. (ops)
novas do neo-liberalismo americano:
http://www.marryourdaughter.com
57 Pablo Vilarnovo // 10/September/2007 às 15:25
A lei Dino. Muita gente fuma pouco e em poucas ocasiões específicas por medo de ser preso. Se essa barreira cair, para mim é claro que o consumo (talvez não o número de consumidores) irá crescer.
58 Renato // 10/September/2007 às 15:28
PD, se liberassem o consumo de drogas com certeza iam inventar outra coisa ilegal e lucrativa para vender. Por essa sua lógica a máfia teria acabado junto com a lei seca nos EUA. Os caras só vão procurar outra modalidade.
E convenhamos mesmo as drogas legais já fazem muito estrago, tanto que há uma pressão crescente contra a indústria do cigarro e já se fala em limitar a propaganda de bebida alcoolica. E estas são drogas legais, porém lembro o efeito que elas tem no trânsito e na violência doméstica, para observar como elas são legais.
Você tem direito de enfiar o que quiser no corpo ok, eu concordo. Porém o custo para tratar o cancêr de pulmão e prender o pai alcolatra que espanca as crianças é generalizado e este é alto.
Considerando o nível de civilidade brasileiro (afinal não somos a europa) acho que liberar as drogas por aqui teria um resultado muito parecido com a China da época da Guerra dos Boxers.
O problema é que sempre há quem sabia se intoxicar (de forma legal ou não)porém também tem muita gente que não sabe a hora de parar. Talvez autorizar apenas uns e outros não resolva. Afinal não é todo mundo que pode dirigir e aceitamos isso.
Mas nossa sociedade (a brasileira) e o nosso sistema judiciário dão conta disso?
59 Dino // 10/September/2007 às 15:29
Pablo, consumo não é crime faz tempo…
60 Chesterton Dracul // 10/September/2007 às 15:36
Já sei, tem a droga do bem, de esquerda e a droga do mal, de direita…agora entendi o ponto de vista do PD.
61 Chesterton Dracul // 10/September/2007 às 15:43
e como diferenciar um do outro? Simples, que está no partido de esquerda, o PT, recebe uma carteirinha com direito a bolsa-maconha.
62 Esteban Vianna // 10/September/2007 às 15:46
A discussão sobre legalização ou não das drogas (ou de alguma droga em especial) é pra lá de complexa . Conheço psiquiatras, epidemiologistas, juristas, cientistas sociais, economistas e delegados dos dois lados da discussão. E nunca ouvi de nenhum deles argumento incontestável ou definitivo sobre o assunto.
Não me meto, portanto, aqui a defender peremptoriamente qualquer posição que seja (muito embora, devo confessar que tendo a simpatizar mais com a causa da liberação do consumo das drogas).
Um ponto levantado por vc, Pedro, porém, me parece merecer duscussão mais detida. Num comentário por aí vc diz que: “O Estado não tem o direito de ditar o que posso ou não fazer com meu corpo.” Será que a coisa é assim tão preto no branco? O Estado legisla sobre o que vc pode ou não fazer com seu corpo em muitos casos, não apenas no dos entorpecentes: há idade mínima para venda (e teoricamente consumo) de alcóol e tabaco; vários remédios só podem, legalmente, ser adquiridos (e portanto ingeridos) com receitas específicas; uso de cinto de segurança e capacetes, para motoqueiros, é obrigatório (tá bem isto é um tanto forçação, mas, em última instância, são equipamentos que tem por propósito proteger o corpo do usuário, e apenas o dele); há quem defenda (não sei se a país que o pratique) a doação obrigatória de órgãos após a morte; há alimentos cuja distribuição passa a ser proibida pelo Estado por questões de saúde pública (vida a proibição de uso e comercialização de alimentos com transfats em várias cidades americanas); proíbe-se o banho em locais de água contaminada ou com correnteza muito forte (nos EUA isso é mais freqüente ainda que no Brasil).
Em todos esses casos o governo está interferindo diretamente no que posso ou não fazer com meu corpo, em nome de minha segurança. Ou seja, a meu ver, levar ao pé da letra sua frase, significaria proibir todas essas interdições. É uma posição. Não é a minha (acho que, legalemente autorizado pela sociedade, o Estado pode e deve impor alguns limites ao que faço com meu corpo).
Abraços,
PS - Pela primeira vez me vejo concordando com o Chest. É isso aí: filme que já paguei por meio da renúncia fiscal me dou ao direito de ver de graça.
63 Chesterton Dracul // 10/September/2007 às 15:48
Agora sério, como no Brasil o consumo é tolerado e o tráfico é proibido, criou-se a situação onde comprar pode, mas vender não…….
64 Ricardo Cabral // 10/September/2007 às 16:09
As drogas não “ampliam a consciência”, a limitam, às vezes sem volta. (comentário 55)
Depende, Mr. X. A psilocibina, o Peiote (mescalina) e a Ayahuasca, por exemplo, todos de uso ancestral, são justamente associados a rituais e manifestações de caráter-místico religioso, com o propósito de ampliar a consciência. O LSD, por sua vez, foi muito usado nos anos 60 para emular estados psicóticos, o que depois se viu equivocado. Alguns pesquisadores — o psiquiatra de origem checa Stanislav Grof é um deles — acabaram percebendo algumas constantes nas experiências dos sujeitos de suas das pesquisas, chegando então ao que hoje se conhece como “cartografias da consciência” — há várias, a proposta por Ken Wilber é das mais conhecidas.
Cabe dizer que alguns desses estados diferenciados de consciência — sim, Mr. X, alguns são mesmo limitados, tais como o estupor catatônico, o coma etc. — podem ser alcançados sem o uso de substâncias psicoativas/psicodélicas. Alguns estados de transe, certas práticas meditativas, danças rituais produzem resultados semelhantes.
65 Ronaldo Silva // 10/September/2007 às 16:12
PD, você “o consumo da substância não prejudica ninguém além de quem a consome”. Não é bem assim:
- E a família do drogado que tem a sua vida estragada, não é prejudicada?
- Se as drogas estiverem disponíveis livremente muita criança vai experimentar, com consequências catastróficas.
- Muito mais gente vai dirigir pedrado, pondo em risco a vida dos outros. Você diz que a solução é punir quem for pego dirigindo sob influência, mas a fiscalização não é eficiente e o mais certo é a punição só vir depois do sujeito tem matado alguém.
- As drogas prejudicam a saúde. Com o aumento do consumo, a sociedade tem que arcar com o aumento dos custos de tratamento, não só do vício, mas das doenças causadas pelas drogas, e com os custos de diminuição da produtividade laboral.
66 Monsores // 10/September/2007 às 16:15
Chesterton:
Concordo com você no comentário 63.
E gente, sinceramente, não dá pra comparar Brasil com países como Suiça, Holanda, Espanha, ou qualquer outro país da Europa. Não digo que somos melhores ou piores. Não entrarei nesse mérito. A questão é que somos diferentes. Muito diferentes.
67 Bensaiddeitapevi // 10/September/2007 às 16:22
Caro Pedro Dória, tem o indivíduo o direito de se matar? Deve a eutanásia ser considerada crime? Isso pode parecer exagero? Não me parece. Parece-me que é apenas algo da mesma qualidade, só que com um grau maior de exposição do cerne da questão. Em todo caso, vamos aceitar a discussão num nível mais palatável para os comuns. Tem o indivíduo o direito de usar drogas que afetem negativamente sua saúde? É certo que, por exemplo, maconha afeta negativamente os neurônios? É certo que ela dificulta a sinapse? Tem o indivíduo o direito de se auto-agredir? Tem o indivíduo o direito de se “emburrecer”? Isso não tem uma resposta trivial. Vícios privados, se restritos ao âmbito privado, devem ser tolerados? Parece-me que sim. Mas em uma sociedade de massas há vícios privados que não sejam imediatamente vícios sociais? O indivíduo que, na sua privacidade, compra e fuma maconha não passa de uma figura de retórica. Ele só consegue comprar maconha porque há um mercado para isso. Ora, se há um mercado, como tratar do caso como se fosse uma questão privada?
Vamos supor que haja a liberação das drogas e com ela se acabe com a corrupção policial e tudo o mais de negativo que diz associado a essa proibição vigente. Bom, no preço da droga, hoje, está embutida uma parcela para cobrir o risco de punição pela ilegalidade. Isso vale tanto para o lado da demanda quanto para o lado da oferta de drogas. Acabando-se com essa ilegalidade, com esse risco, as quantidades transacionadas aumentarão. Mais drogas serão produzidas e consumidas. O que recoloca a questão anterior.
Confesso minha dificuldade para com os argumentos generosos, mas sem raciocínio firme, à favor da liberalização das drogas.
68 Ronaldo Silva // 10/September/2007 às 16:22
PD, você também disse: “Mas, no fim das contas, é uma questão de princípio. O Estado não tem o direito de ditar o que posso ou não fazer com meu corpo.”
Pois bem, então podemos também, pra começar, passar a vender livremente todos os medicamentos, sem receita médica. Por que tem que ser um médico a decidir o que eu posso ou não tomar?
Depois, muitas substâncias (potenciais medicamentos), nem chegam ao mercado, porque são detetados efeitos colaterais em testes, pelo que o Estado proíbe a sua comercialização. Mas quem é o Estado para proibir essas substâncias? Tudo deveria ser liberado. Qualquer proibição é uma violação do meu direito de escolha.
69 Rabellão // 10/September/2007 às 16:26
Perae PD…
…Ritalina, Anfetamínicos, Opióides, Isotretinoína, Misoprostol etc não fazem mal a ninguém (no máximo a quem usa).
Então devemos vendê-las em Supermercados e Mercearias, de forma completamente liberada?????
Não entenndi sua argumentação “pró-legalização”…
Amplexos
70 Monsores // 10/September/2007 às 16:28
Ronaldo Silva:
No caso dos remédios, esses possuem um custo elevado para o governo. Elevadíssimo até. Ademais, você pode usar um remédio controlado para fins criminais. Pode, por exemplo, colocar um remédio controlado no copo de alguém e com isso matá-lo (Chesterton, me corrija se exagerei, por favor). Faça alguem que não quer fumar maconha, fumá-lo sem perceber e eu concordo com seu argumento.
71 pedro direitoba // 10/September/2007 às 16:28
Bom, li tanta coisa nisso aqui. Até discussão se maconha faz mal ou não… Tudo bem, mas não era a relação entre consumo e existência da violência do tráfico. Tem quem negue isso? Direitoba ou não? Diz o Pedro Doria:
O Estado não tem o direito de ditar o que posso ou não fazer com meu corpo.
Isso em tese é bonito, mas diversas leis regulam o uso de seu corpo, até o da vagabundagem, que é crime. Em tese acho que o estado não tinha o direito de existir. No entanto, até hoje ele vem me aborrecer em casa.
Consumo de drogas, portanto, é crime e até mesmo o incentivo ao uso. Sei que não se trata de argumentar a proibição existente, mas até liberalizarem ou não, a gente vai ficar dando grana para o assassinato dessa gente sem remorso? Não entendo como pessoas conscientes de seus atos se livram dessa culpa tão facilmente e ainda reclamam da criminalidade do Rio, na maior cara de pau. Acho que quem consome droga, que é crime, não tem o direito de reclamar de violência, de cansei da violência, de se deitar em Copacabana em dia de surf e outras coisitas. Nos meus tempos de comunista ortodoxo, éramos contra as drogas como um desvio burguês. Continuo ortodoxo na relação com a criminalidade. Alcóol e o fumo são drogas também, mas legais. Não me consta que as empresas contratem e armem milícias ou assaltem na cidade. Já fumei e não traguei, já cherei e não respirei, mas tenho plenamente a consciência de que não quero ser conivente com esse massacre de crianças pobres e favelados. E não venham com esse negócio de que o tráfico é amado pelos favelados. Já subi em muita favela e sei o temor do pessoal trabalhador frente a violência do tráfico e da polícia, que morador vai falar mal de traficante? Nem o Paulo Lins.
72 Ronaldo Silva // 10/September/2007 às 16:28
Mr. X disse: “Aliás, alguém poderia me explicar porque as pessoas que criaram a campanha mundial contra o tabaco (para mim um absurdo), proibindo seu uso em bares, cafés, trens, aeroportos etc., … ”
Mr. X, posso cagar na tua cabeça, num bar, café, trem ou aeroporto? Quem infesta o ar que eu respiro com a fumaça do seu cigarro demonstra uma falta de educação do mesmo nível.
Sabe, os direitos de uns terminam quando começam os direitos de outros.
73 Mr X // 10/September/2007 às 16:39
Ah é mesmo… Maconha é fumada por hippies, surfistas, militantes petistas, o Tarso Genro e o Gilberto Gil, então tudis bem.
Cocaína é cheirada por publicitários, modelos, apresentadores de Tv, políticos “de direita”, então tudo maus.
74 Clara // 10/September/2007 às 16:41
Sou a favor da descriminalização do uso das drogas, porém favorável apenas à liberação para comercialização da maconha. Todo o resto é perigoso demais, tipo perigo real e imediato…portanto sou contra.
75 Dexter // 10/September/2007 às 16:44
Eu baixei e vi. E não copiei pra ninguém.
E assim que for lançado nos cinemas, irei ve-lo. E pago inteira.
É daqueles filmes que serão obrigatórios.
Aliás, outro filme que será no mínimo polêmico é o documentário MANDA BALA, que afirma - com provas - o que falo há tempos: que o Brasil é o país mais violento do mundo. Lula certamente contestará a obra, acusand0-a de ser contra o Brasil e que na Suiça ninguém faz um filme assim.
Aliás, entenda-se país como um lugar em que não esteja em guerra e as instituições tenham certo grau de regularidade. O Rio é a única cidade do planeta em que a polícia usa armas de guerra em sua rotina.
76 Chesterton Dracul // 10/September/2007 às 16:45
Quando eu tinha 7 anos e comecei a pegar onda, havia um grupo mais velho que adorava se “achar”, e queria fazer do esporte uma filosofia, (era uma desculpa para não estudar, é claro).
Por isso alerto, não criem uma cultura de drogas, drogas não aumentam a percepção, nem a consciência, nem fazem alguem aprender a tocar blues: elas deixam o cara doidão, e mais nada. Sao, portanto, recreativas.
77 Mr X // 10/September/2007 às 16:46
Credo Ronaldo, que comparação mais esdrúxula e escatológica.
No mais, o que eu estava comparando é a curiosa contradição entre querer proibir o cigarro em tudo que é lugar, e ao contrário liberar a maconha. Maconha não tem “fumantes passivos”?
Ricardo Cabral,
Discordo, acho que a droga causa sim alterações na percepção, mas não “abre a consciência” coisa nenhuma, o Aldous Huxley tava muito doidão de ácido quando escreveu as portas da percepção.
Abs,
78 Chesterton Dracul // 10/September/2007 às 16:48
O filme feito com meu dinheiro (impostos) é meu, se eu quiser vë-lo em tela grande, pago ao dono do cinema, se quiser uma cópia, compro do “fornecedor” alternativo, se quiser baixar, pago ao servidor da net.
79 Ricardo Cabral // 10/September/2007 às 16:51
Chest, todas elas podem mesmo ser recreativas, o que não quer dizer que algumas não ampliem a consciência. Claro, e o que fazer com essa ampliação? Esse é o ponto chave! É por essas e por outras que algumas delas são entendidas como veículos, sendo usadas em rituais, e cerimônias de caráter místico-religioso, mas não como um fim em si mesmo. Pena que se jogue fora esse aspecto e se queira apenas as sensações prazerosas…
80 Lu // 10/September/2007 às 16:59
Monsores, fazer alguém fumar sem querer é difícil, mas pode-se fazer comer. Ervas e pó podem ser misturados a alimentos. Pelo seu argumento devieria ser liberada a venda de chumbinho também. Muita gente se mata tomando chumbinho. Mas e daí? Só prejudica quem se matou… Ah não, pode ser usado para matar ratos e assim ser consumido por outros animais ou crianças acidentalmente. Hummm, mas erva e pó também podem ser consumidos acidentalmente. Ou não?
Outra coisa, liberando as drogas, os traficantes vão jogar todo o seu arsenal fora, vestir ternos e negociar civilizadamente com as gangs rivais, ah, não desculpe, com as empresas concorrentes, a distribuição dos pontos de venda ao consumidor?
81 Chesterton Dracul // 10/September/2007 às 17:06
como o filme é meu, me reservo o direito de fazer copias mil, para meu uso, para outros de presente, ou em troca de alguns trocados para se tiver comprador.
82 Microempresário // 10/September/2007 às 17:07
Acho que a chave da questão é: até que ponto o Estado tem o direito de se meter na minha vida?
Se maconha é proibida porque faz mal à saúde, então o estado pode, aliás deve, proibir o cigarro, bebidas alcoólicas, gordura trans, Big Mac, feijoada.
Se maconha é proibida porque vicia e o viciado torna-se um peso para a sociedade, então deve-se proibir o videogame, a Internet, a Mega-Sena e os álbuns de figurinha. Tem gente viciada em tudo isso.
E se o argumento para proibir a maconha é que a liberação faria o número de usuários aumentar, então como é que não somos todos alcoólatras e fumantes, já que álcool e tabaco são liberados ?
83 Ricardo Cabral // 10/September/2007 às 17:07
Mr. X, deixe o Huxley pra lá, não é o único exemplo. Há “trocentos” experimentos afirmando o contrário, meu caro. A questão é que as experiências pessoais muitas vezes precisam ser interpretadas, porque nem tudo é claro.
Quanto às substâncias, tem um livro do Dr. Alexandre Rouhier (primeira edição de 1927) Chamado “Le Peyotl - La Plante qui fait les yeux émerveillés”, que vale a pena ser lido.
Quando vivi no México, ouvi por lá que a diferença de uma experiência com o peiote — descrita quase sempre de forma positiva — daquela com cogumelos alucinógenos — muitas vezes horrenda — é que dentro do primeiro haveria um Deus que te guiaria na viagem.
Não cheguei a fazer a comparação, antes que me pergunte…
84 Pax // 10/September/2007 às 17:08
Libera o baseado aí pô. Prefiro que a molecada faça isso às claras do que subir morro pra comprar. Afinal, dos que aqui vociferam, se investigar bem, a filharada tá lá fumando escondido e comprando do traficante que insiste pra ele levar também um sacolé de farinha. Acaba levando. Pela minha experiência, filhos de pais mais reacionários são os mais propensos a vício brabo, numa reação ao pai babaca que não tem diálogo com o garoto. Lembro agora daquele filme “Beleza Americana” e o filho do vizinho gay enrustido.
Se for liberado, o pai verá se a coisa tá problemática ou não e tem mais chance de interferir, ajudar. Se for escondido, quando perceber, talvez seja tarde demais e o menino já tenha adotado o traficante que conversa mais com ele que o próprio pai, o tal do babaca cheio de verdades absolutas que ninguém ouve.
85 Chesterton Dracul // 10/September/2007 às 17:09
ampliar consciência denota algo bom, talvez útil, mas o que a maioria faz é alterar a consciência. As “viagens”não são algo novo, são algo estragado ( a realidade) . Mas tem uma classe de fármacos que aumenta a atenção, cafeina, xantin,a teobromina- café, chá e chocolate.
As anfetaminas eram usadas na WW2 para fazer os pilotos aumentarem a vigilia em longos vöos de bombardeio, mas os caras se estrepavam no final das contas.
86 Chesterton Dracul // 10/September/2007 às 17:18
Ricardo Cabral, não existe outra realidade, só uma, abra a janela e olhe para fora, tem um mundo real lá fora. Não existe Matrix, nem outro mundo melhor. O mal é o subjetivismo epistemológico mesmo. Colocam merda na cabeça dos alunos, não os ensinam a pensar, e aí o garoto acha que pode mudar o mundo com remédio…tsc, tsc, tsc.
87 Ricardo Cabral // 10/September/2007 às 17:26
Ué, Chest, onde foram parar todas as suas crenças religiosas? Virou um materialista ateu de uma hora para outra? ;-)
88 Ricardo Cabral // 10/September/2007 às 17:28
(Desculpe, PD, esse assunto de estados de consciência continuarei lá no Open thread…)
89 Chesterton Dracul // 10/September/2007 às 17:30
ai, ai, ai, tá difícil, hein, que mente confusa. Metafísica e subjetivismo não são a mesma coisa. Mas , cansei de explicar.
Ao contrário das outras religióes monoteistas, o cristianismo aceita o mundo real como ele é (vá pesquisar o Dualismo), por isso o progresso ocidental ocorreu. As outras religióes monoteistas acham que esta passagem é irreal e que o mundo real vem depois da morte.
90 Cláudio Melo // 10/September/2007 às 17:37
Dino,
Seria interessante ouvir o lado do traficante. Não me furtaria a isso, mas que fique bem claro; ele está do outro lado.
A polícia é nossa você gostando ou não. O Estado é nosso, a políca é nossa. Se quisermos uma polícia melhor teremos que melhorá-la.
Houve uma época em que a Políca Federal não era nem sombra do que é hoje. Investimento na formação do policial; curso superior obrigatório, inclusive para Agentes; salário maior atraindo os filhos da classe média, etc, e hoje temos uma Polícia Federal bem melhor. As polícias estaduais podem e devem ser melhoradas.
91 Esteban Vianna // 10/September/2007 às 17:40
Microempresário,
o álcool e o tabaco não são “liberados”. Há limitações legais quanto a quem, onde e quando podem ser consumidos e comercializados em praticamente todos países do mundo. O mesmo vale para medicamentos (e aí as limitações são, em geral, muito mais severas, havendo vários casos em que a comercialização passa a ser simplesmente proibida).
Ou seja, todas essas substâncias são alvo de limitações. O que se discute aqui, com bos argumentos de parte a parte, até onde li, é se o limite das restrições de consumo a uma ou mais drogas devem ser abrandados ou extintos. É uma discussão complicada, que envolve saúde pública, economia, segurança pública, limites da liberdade individual. O ponto é tentar estimar qual das muitas opções (probição total, com penas para quem comercializa e consome; proibição apenas com pena para quem comercializa; comércio controlado pelo Estado; comércio regulamentado pelo Estaddo, apenas em estabelecimentos autorizados e/ou em quantidades controladas e/ou com acompanhamento médico; liberação total, sem qualquer tipo de restrição; liberação total acompanhada de campanhas públicas de escalrecimento, similares às do tabaco) traz maiores benefícios - ou menos malefícios - para a sociedade. Algo nada fácil.
O tipo de argumentação simplista e reducionista que vc apresenta não parece contribuir em nada para a dscussão.
92 Cláudio Melo // 10/September/2007 às 17:48
Chest,
O que levou Nietzsche a criticar duramente o cristianismo seria, segundo ele, a atitude de negação do mundo, inventando outro, além morte, para melhor desdenhar este. Está lá em A Origem da Tragédia.
Mas o post é sobre Tropa de Elite - o filme.
Confesso que ao assistí-lo fiquei imaginando se esse negócio de pirateá-lo à exaustão não seria uma estratégia para torná-lo tão conhecido. Muita gente não vai ao cinema, mas todo mundo tem DVD em casa. Nas favelas então é item de priemira necessidade. E tem gente que praticamente só vê filme pirata.
Caetano Veloso, certa vez, referindo-se ao cinema nacional, disse que o brasileiro tem necessidade de produzir uma cultura audiovisual na qual ele se veja e se reconheça na tela. O filme proporciona exatamente isso.
93 Chesterton Dracul // 10/September/2007 às 17:54
Claudio Melo, ao contrario das outras religioes, o cristianismo admite este mundo como real e concreto.
Nietsche? Quem é ele para contrariar 2 mil anos de cristianismo?
94 Bensaiddeitapevi // 10/September/2007 às 18:12
Caro Microempresário, não é só o número de consumidores de drogas que, com a liberalização, deve aumentar. A quantidade consumida por consumidor também deve aumentar. Além do mais, caro Microempresário, em que país você vive? Você nunca leu/ouviu nada dizendo que o alcoolismo é uma é um dos mais graves problemas sociais deste país? Você nunca leu/ouviu que o mesmo acontece no exterior? Você nunca leu/ouviu sobre o drama dos acidentes de trânsito causados pela embriagues? Você nunca leu/ouviu sobre os dramas/custo sociais decorrentes do tabagismo?
95 Bensaiddeitapevi // 10/September/2007 às 18:13
Não assisti o filme Tropa de Elite. Será ele baseado no livro Elite da Tropa, escrito por Luiz Eduardo Soares, André Batista e Rodrigo Pimentel? O livro é ótimo!!! Um dos pontos mais altos é quando ele trata da relação entre o “combate” (ressaltem-se as aspas) ao crime e os financiamentos de políticos. Ele diz o que quem militou na política sabe mas não tem como provar e tem medo de falar. Aqui em São Paulo, por exemplo, li em uma notinha pequena, escondida no meio de um jornal, na Folha, se não me engana a memória, que o Serra tentou acabar com a prática dos deputados federais nomearem os delegados regionais. A imaginação “voa”, quando se lê tal notícia.
Acabar com o crime organizado não é tão difícil. É só começar com uma reunião do presidente do Banco Central com meia dúzia de presidentes de bancos. Estes vão reclamar, afinal não querem perder grandes clientes. O medo de uma auditoria como não costuma ser feita nos respectivos bancos fará com que, mesmo a contragosto, se saiba quais as contas que alimentam o crime organizado. Aí é só confiscar esses recursos e prender o “laranjas” e os verdadeiros donos das contas. Fácil não? Mas, na realidade, é uma missão impossível. Exige um tipo de gente diferente das que costumam freqüentar os governos legitimamente eleitos.
Mas quem elege esses governantes? O tal do povo inculto? Não, é um equívoco pensar que é a maioria que elege. Voto/campanha política custa dinheiro. O grande eleitor é o dinheiro. O tal do povo só faz papel de bôbo, é só instrumento legitimador das escolhas da elite financeira.
O rabo não morde o cachorro.
Fica-se, então, com essa hipocrisia de criticar a corrupção, a bandidagem do tráfico e da polícia, mas comprar sua droga para ter prazer individual.
Ah, mais uma coisa, o tráfico é um braço do Estado. É mais barato entregar milhões de pessoas para serem controladas por esses bandidos do que intervir para dar condições de vida digna para elas. Com essa decisão “racional” (ressaltem-se as aspas), ganham todos os do “andar de cima” da sociedade.
96 Cláudio Melo // 10/September/2007 às 18:19
Nietzsche é só um filósofo alemão que influenciou o pensamento ocidental no século XX. Claro que outros influenciaram também. Alguns, até mais. Mas isso é discussão para open thread.
97 proftel // 10/September/2007 às 18:24
Não uso, nunca usei (e não foi por falta de oportunidade).
Daqui a pouco vão dizer que o mato é de esquerda e o pó é de direita.
A mulecada já tá babaca demais sem bagulho, vai piorar a coisa se liberar.
98 Cláudio Melo // 10/September/2007 às 18:28
Alexandre,
Espero que os comentaristas resistam à tentação.
Adoraria ver um post em que os comentaristas não incluissem PT, PSDB, Lula, FHC, esquerda, direita, já que disso não se trata.
99 pedro direitoba // 10/September/2007 às 19:00
Sr. Cláudio e Bem-te-vi,
Parece-me que de esquerda ou direita, o negócio é fumar um charrão e o resto que se fu. Para a minha consciência tem o diabo do outro, o estado, que não liberou a chibaba alagoana. então a culpa é deles, pois meu baseado foi comprado com o suor do meu trabalho. Deve ser uma lógica assim. Enquanto não liberar foi queimando meu beise, depois se liberar beleza. Não tenho nada com isso, tô fumando na minha etc e tal. Maneiroooo.
100 josef mario // 10/September/2007 às 19:09
Companheiros petistas
Eu, josef mario, devo dizer que o companheiro e sociólogo luiz eduardo soares foi secretário de segurança do estado do rio de janeiro, nomeado pelo companheiro garotinho. Infelizmente, como todos sabem, não fez nada de útil ou relevante quando tinha a faca e o queijo na mão. Aliás, de qualquer sociólogo (lembram-se daquele tal de FHC), além da escrita fácil, do linguajar elegante e da cagança de regra generalizada, nada mais se pode esperar.
Muito obrigado.
101 Bensaiddeitapevi // 10/September/2007 às 19:09
Caro Claudio Melo, é razoável tratar de tráfico, de polícia, de legalização das drogas, sem tratar de política, governo etc e tal? Não será essa omissão um comportamento de avestruz?
102 pedro direitoba // 10/September/2007 às 19:29
Bensaid-peito de bem-te-vi, não entendi. Tráfico de drogas é problema para qualquer governo que eu saiba. ???????
103 Dino // 10/September/2007 às 19:35
Benvoltapráitapevi, esqueces que o maior consumidor de drogas ilícitas do mundo são os EUA? Como aplicar suas teorias conspiratórias de um estado que quer ver seus cidadãos nas mãos de bandidos, nos EUA?
104 Brancaleone // 10/September/2007 às 19:38
Cheguei e vô me espaiá:
1) Traficante e viciado é a mesma coisa. A diferença é que viciado é otário e traficante o esperto.
2) O governo deveria distribuir drogas de graça mas antes misturar estricnina.
3) As Polícias jamais vão permitir a legalização do tráfico e uso pois ficarão sem uma substancial fonte de renda.
4) Ou libera tráfico e consumo ou proibe consumo e pronto.
Caso aplique-se o item 2, vai se incrível o número de artistas famosos, socialites, políticos - inclusive o governador de um estado sem litoral - que iriam amanhecer mortos.
Querem acabar com o tráfico? Matem os viciados. Simples lei de mercado. Sem consumo não existe produção e comércio.
E agora com a palavra os hipócritas…
105 Brancaleone // 10/September/2007 às 19:40
Esqueci!!!!!!!
Se acabar-se com o tráfico, as FARCS vão viver do quê? de ideologia?
106 faraó // 10/September/2007 às 19:40
Sobre as drogas não há mais NADA a ser dito.
Há muito a se fazer.
As drogas sempre existiram, existem e sempre existirão. Se forem ilegais, pior ainda.
O problema da sociedade não são as drogas e nem os usuários. Esses só causam problemas a si mesmos e aos que convivem com eles.
O problema da sociedade são os TRAFICANTES. SÓ OS TRAFICANTES.
Esses “batizam” a droga com pó de mármore, amido, etc, coagem e ameaçam os usuários e mantêm TODA a sociedade refém de sua armas e de suas vendas.
O que fazer? COMPETIR com os traficantes segundo a lei do livre comércio.
Caberia ao ministério da saúde a importação, a comercialização, a distribuição e a venda, da mesma forma como cuida centenas de medicamentos.
Com as drogas sendo vendidas a um preço irrisório nas farmácias do governo mediante receitas azuis, poderia-se ter um controle dos usuários que não mais precisariam roubar ou matar seus familiares para conseguir pagar o traficante.
E ainda se poderia dispor de uma verba para tratar os dependentes que o desejassem.
Claro que um monte de cabrito aqui vai berrar repetindo as ladainhas que estamos cansados de ouvir, que já foram ditas zilhões de vezes e NUNCA resolveram absolutamente nada.
Passariamos a tratar os usuários da mesma forma como tratamos os nossos aidéticos, com respeito, dando a eles todas as possibilidades de tratamento e recuperação.
Se não for isso, daqui a 100 anos, nossos bisnetos ainda vão estar falando a mesma coisa que se fala hoje.
O fumo e o alcool liberados mostram mais ou menos o que seria se legalizássemos as drogas.
107 Microempresário // 10/September/2007 às 20:18
Esteban Vianna : o álcool e o tabaco, no Brasil, tem limites apenas na esfera da hipocrisia. Na prática, o acesso é livre para quem quiser, crianças incluídas. Então o que eu questiono é justamente isso: porque se gastam montanhas de dinheiro para coibir a venda de maconha, enquanto a distribuição de álcool e tabaco, que também viciam e matam, tem uma fiscalização quase inexistente? Qual o critério para justificar um tratamento tão diferente para coisas que afinal são similares? Será que se uma parte das verbas das “operações” policiais contra a maconha fosse direcionada para a prevenção/tratamento do alcoolismo, por exemplo, o resultado final não seria positivo? Não podemos fazer de conta que temos dinheiro ilimitado e agentes da lei em quantidade infinita, ou fazer de conta que basta existir uma lei para o problema sumir.
Bensaiddeitapevi, eu é que pergunto em que país você vive. Afinal, se o alcool e o tabaco causam todos estes males que vc falou, deveriam ser proibidos, como é a maconha, não é mesmo? Quando o governo impõe uma proibição a toda a sociedade, deve ser coerente, e não usar dois pesos e duas medidas. Aliás, existe uma lei federal que diz que todo lugar que vende bebida alcoólica deve ter um cartaz: “Bebida alcoólica é prejudicial à saúde, à família e à sociedade.”. Então qual a diferença? Um não pode, é caso de polícia. Outro, é só colar um aviso na parede.
E vou perguntar de novo: Se vc tem certeza de que, sendo liberada, a maconha será consumida por mais gente, significa que existe gente que gostaria de usar, mas não usa por que é proibido. Vc realmente acredita nisso? Então deixa eu perguntar de novo: Em que país vc vive?
108 Bensaiddeitapevi // 10/September/2007 às 20:29
Caro Pedro Direitoba, tráfico de drogas não é só um problema de saúde e de crime, daí que é sim um problema social e, como tal, inerente a qualquer governo. Ele tem que ser tratado de forma abrangente. Limitar-se a um particular aspecto é fugir, é tergiversar. Todo tratamento parcial é uma maneira de explicitar o desconhecimento e/ou tentar esconder interesses não confessados. Mais ainda, é ridículo, numa sociedade de massas, em razão do tamanho do problema, limitar-se a aspectos parciais (excluir o papel do governo, por exemplo).
109 Bensaiddeitapevi // 10/September/2007 às 20:29
Caro Dino, os EUA são os maiores consumidores mundiais de quase qualquer coisa. O tráfico de drogas, ou melhor, o combate ineficaz ao tráfico de drogas, lá, tem uma outra utilidade política. Mediante os programas de cooperação com as polícias do mundo inteiro, eles acabam sabendo de coisas que, para serem sabidas de outras formas (inteligência, por exemplo), custariam muito mais e não permitiriam ter tanta influência no exterior. Aqui mesmo, no Brasil, há um “racha” entre duas alas da polícia brasileira. Uma delas ligada ao FBI e outra ao DEA. Você nunca leu bons repórteres policias? Sei que esse é um tipo em extinção, mas ainda restam alguns poucos grandes jurássicos. Vale a pena ler.
110 Bensaiddeitapevi // 10/September/2007 às 20:55
Caro Microempresário, eu só estou tratando de algo que, ao que me parece, você não conhece. Trata-se do mecanismo de oferta e demanda, coisa de economistas.
Comecemos pelo lado da demanda. Caindo o preço do produto, haverá um consumo maior, seja pela entrada de novos consumidores no mercado, seja pelo aumento do consumo dos que já estão no mercado. É certo que, em tese, poderá haver casos em que o consumidor consome menos ou se retira do mercado quando o elemento risco desaparece. Esses casos, no entanto, não têm se revelado, na prática, tão importantes a ponto de mudar a direção tradicional. Mas isso é um deslocamento ao longo da curva de demanda e o que deve acontecer é um deslocamento da própria demanda. Eliminado-se o fator risco, a demanda, se o bem for normal, deverá se deslocar para a direita, o que significa dizer que, para cada preço, será maior a disposição para o consumo ou que, para cada quantidade, será maior o preço que se estará disposto a pagar.
Vejamos, agora, o lado da oferta. Como nem todos os fatores, a curto prazo, são variáveis, uma quantidade crescente de produto só será obtida/ofertada com custos crescentes. Mas, como no caso da demanda, a liberação das drogas, a eliminação do fator risco, não promoverá um deslocamento ao longo da curva e sim um deslocamento da própria curva. A liberação permitirá que mecanismos mais eficientes, com melhores técnicas de gestão, sejam utilizados.
Havendo concorrência entre os produtores, os ganhos de produtividade serão repassados para o consumidor e o preço será menor ainda do que o estabelecido pela simples retirada do fator. Se o preço será maior ou menor do que antes, não dá para saber, a princípio. Isso vai depender dos deslocamentos da oferta e da demanda. O que dá para saber é que haverá sim maior consumo.
Estranho que alguém que se diz microempresário não conheça isso “de cor e salteado”.
Quanto á proibição do consumo, lembro do primeiro comentário que fiz, onde chamava a atenção que não havia resposta trivial. Esse tem sido o sentido da minha participação neste debate. O que critico é a colocação simplista de enfocar apenas os direitos dos indivíduos.
Abraços.
111 Bensaiddeitapevi // 10/September/2007 às 21:01
Ah, esqueci de mais uma coisa. Essa história de dizer que a legalização acabaria com a bandidagem é outra balela. Tudo vai depender da cunha fiscal. Se ela for grande, se as aliquotas de impostos forem muito altas, vai continuar havendo bandidagem sim. Basta ver o caso dos cigarros. O Paraguai é um grande exportador de cigarros para o Brasil. Chega de inocência e de ilusões. O problema é complexo o suficiente para comportar soluções amadoras.
112 pedro direitoba // 10/September/2007 às 21:39
Bensaid,
Que é um problema para qualquer governo, independente da afinidade política, nós sabemos. Resta saber qual é a melhor ação do governo?em seria preciso a sua demonstração com uso das curvas de demanda e oferta. O mercado de uísque nos EUA depois da lei seca foi ocupado pelas grandes empresas e o consumo ampliou-se. Mas o que me preocupa é o que é possível fazer no momento. A única ação imediata que posso fazer como cidadão, é me abster de ajudar a receita do tráfico. Se um dia vão legalizar ou não, é outra história, mas a violência já atingiu níveis muito distantes do tráfico dos anos oitenta, inclusive em investimento em armas e o recrutamento de menores de idade. Não dá para fechar os olhos e ficar esperando a legalização. O estado, por gasto com saúde, não pode amparar a venda de mercadorias prejudiciais ao consumidor. Por exemplo, o tabagismo enfrentou processos nos EUA, quando se chegou a conclusão de que os impostos recolhidos pelo estado eram inferiores aos gastos públicos com os pacientes tabagistas. A maconha possui nicotina e agentes cancerígenos como na indústria do tabaco, a cocaína além de dos problemas de saúde, acrescenta o da forte dependência. A maconha pode vir a ser liberada como o cigarro, mas a cocaína seria um erro. Não vejo isso como um problema moral ou que o consumidor deva ser condenado à morte. A única coisa que vejo possível como minha contribuição de cidadão é ficar careta. A repressão já está aí no cotidiano, aumentando o número de balas perdidas, mortes de policiais e moradores das favelas, onde somente uma pequena minoria está envolvida com o tráfico diretamente.
113 Dino // 10/September/2007 às 22:06
Benvoltapráitapevi, por falar em Itapevi, estive domingo em um bendito bairro entre Jandira e Itapevi, que lugar, aff… Mas me diz, baseado (no bom sentido) em que dados você faz essas projeções de aumento de consumo com a queda dos preços, você está colocando leis do mercado em cima de algo que não funciona desta forma, maconha meu caro, como dizem no norte é um “pé de pranta” é só você “dixavar” pegar as sementes e plantar no seu quintal, aí, nem preço terá. Cada maconheiro terá sua plantinha amiga. Se há potencialidades de mercado a ser explorado, acredito que nem você, nem ninguem tem esses dados para fazer projeções,mas digamos que haja e daí aumenta a quantidade de maconheiros em 10%? 20%? Será que tem tanta gente assim que só não usa pelo preço (que é barato mesmo proibido) ou mesmo porq
114 Dino // 10/September/2007 às 22:08
ou mesmo porque é contravenção?
115 Dino // 10/September/2007 às 22:22
Pedro diretonatoba, a quantidade de nicotina presente na canabis será prejudicial se ela for usada como cigarro, coisa que duvido que alguém aguente… Agentes cancerígenos dos cigarros são na maior parte proveniente do tratamento químico da folha do tabaco, que de semelhança com a maconha, só tem o fato de ser inalada…
116 Brancaleone // 10/September/2007 às 22:37
Resolvido:
Pegam-se os locais onde os traficantes dominam e entrega tudo ao pessoal do hamas e rezbolá. Diz que se eles limparem é deles. Depois que eles matarem os traficantes e os bacanas que se aventurarem no morro, chama-se o exército de israel e diz que se limparem é deles. Depois dá um alvará de lujinha pra cada soldado e eles desertam prá morar no Brasil.
Se tudo der errado, monta umas fábricas de armas químicas perto das bocas e os EUA que se danem com o pepino.
E boa noite…
117 pedro direitoba // 10/September/2007 às 22:39
Brontossauro, seu carinho pela erva é comovente. Tomara que todo mundo plante. Se assim tivesse sido com o cigarro, estaríamos plantando tabaco em casa ou em cultivo hidropônico nos aptos. Como maconha sem ser como o Pedro Doria e FHC, que fumou e não tragou, difícil aguentar um charrão a cada 10 minutos ou meia-hora, mas sei lá, com o preço mais acessível, quem sabe. Não deve ser bom para asmáticos, tenho certeza. Acho esse ponto pouco importante. quero saber é do seu dinheiro na mão do cara que arma as criancinhas nas favelas. Esse barato para mim ficou maior milk.
118 Brancaleone // 10/September/2007 às 22:45
Quando eu leio ou ouço coisas do tipo:
“é um problema social complexo decorrente de patati patata e que a solução sómente virá com blá e blá e blá porque e que a sociedade é culpada disso e daquilo ” Na mesma hora eu concluo : Pronto, vai ficar na mesma por um tempo e depois vai piorar . Azar dos nossos filhos e netos que vão pagar e muito caro por nossa covardia e inação…
E boa noite de vez…
119 Chesterton-Dracul- El Cid // 10/September/2007 às 23:16
Ou existe uma cultura contra as drogas, ou a cultura das drogas vão dominar, tornando os imbecis em imbecis -drogados .
120 Dino // 10/September/2007 às 23:18
Ora, Ora, caro diretonatoba, se cada malucão tivesse sua plantinha, assim como Gandhi conseguiu através de cada indiano produzir o próprio sal, começar o processo de independência da Inglaterra, assim seria, cada maconheiro iria ter sua independência dos traficantes e do mercado em geral… Maconha hidropônica? Essa idéia é boa…
121 Dino // 10/September/2007 às 23:23
Existe também a possibilidade da cultura contra as drogas dominar, tornando os imbecis em imbecis-caretas.
122 Chesterton-Dracul- El Cid // 10/September/2007 às 23:25
caretas percebem melhor a realidade do que os drogados.
123 pedro direitoba // 10/September/2007 às 23:43
Caro Dino, cuidado com a direitanasuatoba. Em Cuba e no socialismo real que desabou, a repressão ao tráfico e ao consumo era violento. Como disse, um desvio pequeno-burguês. Considerando-se a ética do trabalho, um problema social considerado grave. Estranho esse seu desvio maconhal. Bom, não vá fumar maconha em Cuba.
124 Dino // 10/September/2007 às 23:56
imbecis não percebem porra nenhuma em geral, drogados ou caretas… Já por isso são imbecis…
125 Alba