Islã globalizado e os terroristas convertidos
Um estudo alemão, publicado pela revista Der Spiegel, indica entre a metade de 2004 e a metade de 2005, 4.000 alemães se converteram ao Islã. O número multiplica por 13 os convertidos do mesmo período, três anos antes. A Austrália indica aumento de sua comunidade islâmica, também, devido a conversões.
Nem todo convertido ao Islã é um potencial terrorista. Na verdade, raríssimos os convertidos tendem a se transformar em jihadistas. Mas para os raivosos do mundo, o Islã tornou-se atraente. Segundo um estudo francês pescado pela Slate, 10% dos membros da al-Qaeda são conversos.
Nesta última semana, a polícia alemã desmantelou um plano de bomba. Os suspeitos presos são, uns, de origem turca; outros, alemães do tipo que fariam Hitler etnicamente satisfeito. Todos treinados em campos da al-Qaeda no Paquistão.
O aparecimento de terroristas islâmicos convertidos é anterior ao Onze de Setembro. Os irmãos franceses David e Jerome Courtailler, o alemão Christian Ganczarski, os norte-americanos Jason e Jermaine Walters, também irmãos, estão entre os assassinos do cineasta holandês Theo van Gogh. A primeira mulher terrorista a causar vítimas norte-americanas no Iraque era uma belga de 38 anos. Um dos responsáveis pelo ataque ao metrô de Londres, em 2005, era jamaicano.
Que o objetivo final declarado por Osama bin Laden é a conversão mundial ao Islã, não se discute. Ter jihadistas vindos de outras religiões lhe serve bem à propaganda. O fascínio pela cultura de morte, decididamente, não é etnocêntrico.
Ainda sobre o assunto:
- Sobre o Islã, de Ali Kamel Boa parte da geopolítica que discutimos cá neste Weblog, todos os dias, está intimamente entrelaçada com o Onze de Setembro....
- E se o Islã não existisse? Graham Fuller, ex-diretor do Conselho Nacional de Inteligência da CIA, é o autor do artigo de capa da última edição...
- O Islã que intimida o mundo À minha frente está a notícia de que um aluno da Universidade de Pace, em Nova York, foi preso...
- John McCain e a inacreditável dificuldade
de compreender o Islã O general David Petraeus, responsável pela guerra no Iraque, testemunhou ontem perante o Senado. Todos tiveram sua chance de questioná-lo:... - A França, o Islã e a noiva virgem
que terminou por ser devolvida O caso aconteceu há um mês, mas só foi divulgado na semana passada, depois que o jornal Libération citou...



Esse pessoal está buscando algo novo.
Não creio que todos sejam os extremistas pintados pela imprensa nem que venham a ser.
Isso vai dar o que falar, ainda mais por conta do Papa ser alemão.
well….e o que essas pessoas não tinham “antes”?
Por qual bendito motivo converteram-se ao Islamismo?
O que querem renegar ao converter-se ao Islamismo?
O que o Islamismo tem a oferecer a essas pessoas?
Quando converte, o deus muda de nome ou de lado?
Talvez aconteça (a conversão) pelo fato de terem opinião política semelhante ao islã.
Se você simpatiza com a causa dos caras, mas sua religião vai contra, muda de religião.
Confuso isso, ao menos pra mim.
Perigoso argumentar neste tema mas parece que algmas pessoas mais do que outras, só se sentem úteis ou seguras quando integrantes de rebanhos maiores.
Talvez por não poderem fazer nada de útil ou interessante na vida abraçam causas, ideologias e religiões que prometem “encher este vazio”.
Talvez por acharem que uma nação não seja grande o suficiente, agregam-se a coisas maiores e sem fronteiras, loucos de vontade de fazerem parte de alguma coisa que está acontecendo.
Pode ser tambem a vontade de aliar-se ao mais fraco, uma forma de impor-se diante do mais forte - dada a oposição islamismo / EUA.
Seria interessante verificar que tipo de gente está se convertendo. Seria mais fácil explicar.
Mas deve ser hilário um alemão convertido:
Nada de carne de porco e nada de cerveja.
Deve ser horrível um alemão trepado num minarete fazendo aquela cantilena ou então apeando da porshe, estendento o tapetinho e orando voltado para meca…
O bitt escreveu uma resenha fantástica sobre o que a imprensa internacional tem publicado sobre o Oriente Médio. Como acho que ele se esqueceu de divulgar o endereço do novo blog depois da mudança, aí vai:
http://jbitten.wordpress.com/
De vez em quando eu concordo com o Brancaleone.
Acho que esse negócio de islamismo tem algo a ver com tribo mesmo.
São pessoas que apreciam o “sistema tribal”.
O que a tribo faz, está certo, no que a tribo crê, é a verdade.
Não gostam de especulações.
Acho que a “dominação” das mulheres pelos homens também é atraente para eles.
Na verdade, parece mesmo aquela coisa da História se repetir como farsa. Durante as Cruzadas, quem assumiu o papel de defensora da conversão dos gentios foi a Igreja Católica e também durante as Cruzadas assistiu-se espetáculos macabros, inclusive de canibalismo, protagonizados pelo mesmo tipo de desajustado que se sente hoje atraído pelo Islã.
Dom Casmurro:
Tambem pode ser modismo.
Não basta para eles serem das “tribos urbanas”. Eles devem achar o máxino dizer : - “Agora sou muçulmano”. Soa assim como era dizer nos anos 70 aqui no Brasil ” sou comunista” ou nos anos 30 “sou nazista”. Só um jeito de parecer diferente, de provocar reações. Claro que existem os que convertem-se por fé pura e simples e tambem não se pode dizer que todos os que abraçaram a fé islâmica são terroristas potenciais.
Creio que Islâmico decente e crente não admite sair por aí matando inocentes . Isso é coisa de pervertido.
ófi tópique descarado:
O PD e o Ryff trabalham direto. Assunto novo toda a hora. Já o Calil, o Rodrigues e o Kipfer é um texto por semana e olha lá…
Penso que o Islã não é uma cultura de morte, isso é algo que faria Edward Said tremer no túmulo. E engraçado como também já aparecem até judeus neonazistas (???). O problema são, como sempre, as radicalizações, e para isso infelizmente certas interpretações do Islã, misturadas com pouco conhecimento nosso do século XX, vieram a calhar.
Um artigo interessante, publicado no Le Monde. Desculpem a transcrição, mas é restrito a assinantes:
”
09/09/2007
Os pequenos mendigos de Alá
Hubert Prolongeau
Enviado especial a Uagadugu (Burkina Fasso) e a Dacar (Senegal)
Ele conta e reconta o dinheiro em suas mãos. 250 francos. Ainda não é o suficiente. Será que ele vai conseguir? Assim como ocorre todo fim de tarde, esta criança está com medo. Caso ele não trouxer toda a quantia combinada, os 350 francos CFA (R$ 1,42) que o seu professor corânico exige, ele sabe que castigos esperam por ele. Será que vai fugir, optar por não voltar, tal como fizeram antes dele, na semana anterior, dois dos seus condiscípulos? Mas, assim fazendo, ele nada conseguirá, a não ser ficar no olho da rua, misturado aos bandos de adolescentes quase sempre drogados dos quais ele tem pouco ou nada a esperar. Então, ele tenta novamente, estendendo a mão. Ele tem 9 anos. É um “talibê”, um aluno de escola corânica, condenado na maior parte do tempo a ser um mendigo, um fugitivo.
Por todo lugar, no oeste da África, as mesquitas estão brotando. Em Burkina Fasso, em Uagadugu, no bairro de Hamdalaye ou naquele de Poutenga, as suas torres de terra erguem-se para o céu. Em volta delas, dentro de pequenas (pequenas demais…) casas, podem ser encontradas numerosas escolas corânicas. Como a de Cheikh Youssef. À noite, quando o sol já se pôs em “Uaga” e quando brilham os fulgores das lâmpadas de petróleo, uma turma de cerca de sessenta crianças ouve o professor, compartilhando um Alcorão por grupos. Os mais novos já estão dormindo, deitados sobre as pernas dos seus companheiros. Na encruzilhada ao lado da escola, um grupo de doze jovens está esperando, à beira do “asfalto”. Eles são da etnia “peul”, e antigos alunos do professor. Eles optaram por fugir e, desde então, andam a esmo pelas ruas.
Os professores, em muitos casos, vieram do campo junto com os seus alunos. Eles nada recebem para cuidar das crianças, mas o seu papel deveria ser acomodá-las e alimentá-las. Na escola de Cheikh Youssef, uma única sala abriga os alunos. Cerca de vinte deles cabem no recinto. Os outros dormem do lado de fora. Quando alguém lhe pergunta por que, Cheikh Youssef responde que esta é a vontade de Alá, e que tudo aquilo que as crianças aprendem da sua palavra justifica este pequeno sacrifício. Mas, o que será que eles aprendem? Aos 11 anos, Baari Sule fugiu da sua casa na aldeia de Logo, onde ele vivia brigando, e refugiou-se na escola corânica de Poutenga. Lá, ele cansou de tanto moer o sorgo. Não conseguiu aprender a ler, e quase nunca consegue matar a sua fome. Regularmente, ele era enviado para mendigar. Muito rapidamente, as suas jornadas acabaram se limitando a isso. Ele fugiu, mais uma vez.
Assim como ele, muitos acabam desistindo. Um dia, eles se vão, cansados desta tirania, das críticas, das surras quando eles não trazem o dinheiro exigido. “Eles sempre pegavam tudo o que eu tinha”, conta Dieudonné Ouedraogo, 13 anos, “e eu só comia para valer quando alguém me dava alimentos e que eu podia fazê-lo às escondidas”. Ele permaneceu por três anos na sua escola, dos 9 aos 12 anos. Então, ele se encheu de tudo isso. Numa certa noite, ele não voltou. Ele guardou para ele o produto da sua mendicância. Desde então, ele voltou a cruzar com os outros. Volta e meia, ele volta e fica largado novamente na frente da escola. Só que ele se mantém à distância.
As ruas de Uagadugu estão repletas desses talibês fugitivos. Eles podem ser reconhecidos pela sua “maleta”, a grande lata de conservas de tomates, cortada em dois que eles carregam amarrada em volta do pescoço, e na qual as pessoas enfiam algumas moedas ou alimentos. À noite, eles dão uma volta pelos “maquis”, os restaurantes locais, para recuperar os restos. Não raro a colheita é abundante: ninguém morre de fome em “Uaga”. Os talibês têm a sorte de despertar de vez em quando a piedade, diferentemente das outras crianças de ruas, as quais são consideradas - nem sempre erradamente, aliás - como ladrões e drogados. Estes são chamados de “bacoramans” em Uagadugu, e de “fakhman” em Dacar.
Mais a leste, a capital do Senegal não é poupada por essas crianças errantes. Elas são vistas nos sinais vermelhos, nas encruzilhadas, perto dos restaurantes, vestindo farrapos, enquanto a sarna ou todo tipo de micose corroem os seus membros e seu crânio, não raro raspado. Em muitos casos são migrantes, oriundos do campo ou dos países vizinhos. Segundo a Unicef, 45% dessas pequenas vítimas são das etnias Peul e Toucouleur; mais da metade é proveniente da Guiné-Bissau e 26% de Casamance. Nesta população, 60% dos marabutos (sacerdotes islâmicos) corruptos que operam na capital senegalesa vêm da Guiné-Bissau. Não raro eles afluem para a cidade, acompanhados pelos seus talibês. Dacar é difícil. Os bandos que a povoam são mais violentos do que aqueles de Uagadugu. Mas os crimes que eles aprontam são os mesmos. Ali, os daara, os estabelecimentos corânicos, estão instalados já faz muito tempo. Por muito tempo eles constituíram um ramo alternativo ao sistema educativo oficial, uma herança da colonização francesa.
Duas confrarias religiosas, os mourides e os tidjanes, dividiam entre si as formações, que passavam pela alfabetização em árabe, o ensino do Alcorão e dos seus valores, e uma formação profissional. A mendicância, mesmo que sempre tivesse havido um debate doutrinal sobre o ensino da sua prática, e mesmo se certas escolas a rejeitassem, fazia parte deste ensino, com o objetivo de ensinar a humildade às crianças: eles deviam passar uma hora por dia indo de casa em casa e trazer de volta algo para comer. Uma hora por dia… Atualmente, a maior parte dos talibês errantes em Dacar se dedica a mendigar de seis a dez horas. “A sua presença é a prova de uma perda de rumo do ensino corânico. Ela é também, e infelizmente, a conseqüência de um desmoronamento muito forte da solidariedade familiar africana”, comenta com despeito um assistente social. “Os parentes enviam as suas crianças para as daara, quase sempre sabendo o que espera por elas”.
Durante os anos 1970, algumas daara começaram a se instalar na cidade, para onde o êxodo rural empurrava muitas famílias. A grande onda de seca de 1975 acelerou o fenômeno. Muitos marabutos, geralmente alheios às confrarias, começaram a abrir escolas, as quais não demoraram a se revelar perfeitamente indignas. A mendicância nelas se desenvolveu até se tornar o seu principal objetivo. Thierno tem 10 anos. Ele é aluno de uma daara de Dacar. “Foi o meu irmão mais velho que levou para a casa do marabuto. Os meus pais queriam que eu estudasse lá. Eles moram em Guiné Conakry, e nos enviaram para tentar a nossa sorte em Dacar”. À noite, Thierno dorme no mercado de Sandanga, o grande mercado da cidade, uma toca de traficantes onde os policiais com freqüência intervêm com violência. De manhã, ele mendiga; depois, às 14h, ele vai para a sua daara, onde tem aula de Alcorão até as 17h. Então, ele retorna para as ruas. Se ele conseguir trazer 350 francos, ele é autorizado a comer na escola. De vez em quando, o professor lhe dá comida fiado. Mas ele precisa compensar no dia seguinte aquilo que ele não ganhou na véspera.
Algumas escolas têm cerca de sessenta alunos: a 300 francos por dia e por talibê, a relação custo-benefício é mais que boa… “O meu pai quer isso, então eu fico”, suspira, apertando contra a sua barriga a lata de conserva onde uma boa alma colocou três colheradas de arroz e um pouquinho de frango. Às sextas-feiras, dia de orações, é preciso trazer 525 francos CFA (R$ 2,13). Para compensar os dias em que nada dá certo, Thierno tem a sua “banqueira”: uma mulher do mercado de Sandanga, uma vendedora de frutas que guarda para ele o seu dinheiro nos dias em que ele tem “demais”, e que lhe devolve nos dias em que ele não consegue o suficiente.
Caso ele nada trouxer, ele é surrado. Ou castigado. Foram publicadas fotos que chocaram a muita gente; elas mostravam crianças acorrentadas pelos pés. “Certa vez, eu não tinha feito as minhas lições; eu fiquei acorrentado todas as noites durante várias semanas”, conta Bassirou, 15 anos, que fugiu da sua daara e, desde então, vem errando pelas ruas da capital.
Esta exploração está começando a mexer com as multidões. No Senegal, o grande escritor Cheikh Hamidou Kane, autor de “A Aventura Ambígua” (1961), um famoso romance africano que conta, entre outros, a juventude do romancista numa daara onde o marabuto não estava para brincadeira, decidiu defender os talibês. Uma associação foi criada, a Parrer (Parceria para a retirada e a reinserção das crianças de rua), que reúne intelectuais, homens de negócios, responsáveis de organizações e chefes religiosos, com o objetivo de pôr fim ao escândalo das crianças de ruas e àquele dos talibês mendigos.
Em 10 de outubro de 2006, um “conselho presidencial sobre as crianças de ruas” chamou a atenção para o problema, e estabeleceu conexões entre ele e um “documento de estratégia de redução da pobreza” elaborado em 2002. “Durante 18 meses”, explica o escritor, “nós vamos testar diversos módulos de inserção dessas crianças: pode ser ajudar as famílias pobres em meio rural, ou ainda ajudar os marabutos a melhorarem as daara. É preciso insistir nesta função dos chefes religiosos na modernização das escolas corânicas”. Então, ele volta a sua cólera para outros. “Em minha opinião, os pais são os principais responsáveis”.
Pais esses que nem sempre sabem o que está acontecendo. Em Dacar, o pronto-socorro social de vez em quando traz crianças talibês fugitivas de volta para a sua casa. É o caso de Barafa. Ele mora em Touba, uma cidade religiosa que está se tornando a segunda cidade do país. Com toda a sua boa-fé, o seu pai e a sua mãe entregaram Barafa a uma escola de Gossas, uma aldeia próxima a Touba. “Ele precisava aprender o que é realmente o Alcorão para tornar-se um homem”, diz o pai. Barafa aprendeu, sobretudo, a lavrar as terras do seu professor. Cansado, ele partiu para Dacar, caminhando dezenas de quilômetros a pé até alcançar a capital.
Hoje, acabam de reconduzi-lo para a sua casa. Ele foi difícil de convencer. No carro, ele fica encolhido, em silêncio; os seus olhos inquietos devoram uma paisagem que ele conhece bem demais. A sua mãe não ousa beijá-lo. O pai olha para ele, sentado num canto, cabisbaixo, teimoso. É preciso praticamente forçá-lo para que ele se decida a falar, e então ele começa aos poucos a contar, a dizer o que lhe dá na telha. Os seus irmãos e irmãs, preocupados, dão uma olhada pela porta aberta. Eles decidem que Barafa ficará por um tempo em casa, e depois tentará acompanhar as aulas de uma outra daara, em Touba, desta vez um estabelecimento sério. Ele conseguiu sair da sua encrenca. Segundo estimativas, existem 8.000 talibês mendigos que erram pelas ruas de Dacar. “
Judeus neonazistas, alemães muçulmanos, que salada mais estranha.
Olha que alemão muçulmano ainda é menos estapafúrdio que judeu neonazista.
No fundo o que são mesmo? Uma minoria desajustada.
Alba:
Sinceramente, vieram lágrimas no decorrer do texto.
Quanta pobreza, ignorância e ganância.
Triste e comovente.
Não consigo visualizar uma saída.
Estados paupérrimos com população idem.
Proftel,
Pois é, acho que é um bom motivo pra explicar o aumento de conversões ao Islã…:(
proftel,
Enquanto isso, nos Emirados Árabes muçulmano, há o hotel mais luxuoso do mundo, onde as torneiras das pias dos banheiros são de ouro.
Os árabes, definitivamente, não são um povo solidário.
well….e o pior disso tudo é que dessa lama sairão mais e mais militantes e fanáticos islâmicos, prontos a qualquer sacrifício em nome de qualquer líder que lhes prometa um prato de comida ou a “salvação eterna”.
Exploradores existem em todas as religiões , desde líderes muçulmanos que recrutam mártires para se fantasiar de bomba até “evangélicos de esquina”, passando por judeus e católicos televisivos.
well…eu tenho prá mim que, entre os maiores malefícios da miséria, está a fé.
Alba:
Creio ser um dos motivos possa ser esse que você colocou com o texto, está implícito.
Mas, convenhamos, a conversão de alemães tem um motivo diverso do que leva essas crianças a se agregarem às daara.
Por mais que leia o Alcorão (que tenho instalado aqui no computador junto com a Bíblia Católica e a Torá) não consigo entender onde esse pessoal de primeiro mundo (e não é só na Europa, nos EUA também) está encontrando motivo espiritual plausível para a conversão.
Certa vez conversando com um amigo de infância que morou muito tempo na Europa ele falou o seguinte “-Olha, lá é muito chato, as coisas estão todas no lugar, tudo pronto, não tem nada para fazer de novo, testaram tudo que podiam e a gente anda sobre trilhos.”
Pensando cá com meus botões, talvez seja isso.
Aqui no Brasil ainda precisamos construir um país, criar uma consciência.
Quem sabe essa rotina e esse “tudo pronto”, a mesmice cansaram esses que estão se convertendo?
Parece que estão tentando uma “terceira via” como já foi tentado na economia recentemente.
No momento não me surge nada mais sobre esse assunto.
Abração.
Dom Casmurro Patriarca:
É….
E provavelmente só com o que gastaram num andar desse hotel daria para resolver bôa parte dos problemas que estão descritos aí na excelente matéria que a Alba colocou.
Alba:
A frase “Aqui no Brasil ainda precisamos construir um país, criar uma consciência.” faz parte de outro raciocínio que não desenvolvi, tem a ver com crescimento dos Evangélicos no Brasil.
Exclua a referida do texto acima, por favor.
Eia! Fui eu quem avisei do artigo lá no Open Thread, que tal colocar “dica do Mr X”?
No mais, o problema do Islã é só o seguinte, eles não vêem nada de (necessariamente) errado em matar, roubar ou mentir para infiéis. Para muçulmanos sim, mas não para infiéis.
Quanto aos conversos, é simples, eles querem “mostrar serviço”, por isso se ajuntam à causa jihadista. São losers que acham que a jihad dá algum sentido à sua inútil vida.
Leiam “The Radical Loser”, do Erszenberger, tem em algum lugar da rede.
Alba,
Muito obrigado pelo texto.
É realmente lastimável que ainda exista isso no mundo. É só isso que tenho a dizer por enquanto.
Nem sempre um convertido fica satisfeito, dêem uma olhada nisso:
http://conjur.estadao.com.br/static/text/59271,1
Era mais ou menos por aí que eu ia falar do aumento de igrejas no Brasil.
PORQUE EXISTEM HOMENS-BOMBA?
Todo o mundo se pergunta: Por que os terroristas árabes estão sempre loucos para se suicidar?
Elementar, meu caro:
É PROIBIDO:
1°) Sexo antes do casamento.
2º) Tomar bebidas alcoólicas.
3º) Ir a bares.
4º) Ver televisão.
5º) Usar a Internet.
6º) Esportes, estádios, festas.
7º) Tocar buzina.
8º) Comer carne de porco (nem lingüiça).
9º) Música não-religiosa.
10º) Ouvir rádio.
11º) Barbear-se.
Além do mais,
12º) Tem areia por todos os lados e nenhum buggy para se divertir.
13º) Farrapos em lugar de roupas.
14º) Come-se carne de burro cozida sobre bosta de camelo.
15º) As mulheres usam burka e não dá para ver nem a cor dos olhos.
16º) Sua esposa é escolhida pelos outros e o rosto é visto só na procriação.
17º) Sexo depois de casado só para procriar e feito no escuro com a mulher vestida com o shake.
18º) Reza-se para Alá, às 6:00, 9:00, 12:00, 15:00, 18:00, no pôr-do-sol, às 21:00 e 00:00.
19º) A temperatura básica nos países árabes é entre 45º 58º em alguns lugares até mais.
20º) Para economia de água, banho apenas uma vez por mês, só nas partes - digamos - mais sujas (então devem ser os pés).
21º) E te dizem que quando morreres, vais para o paraíso e terás tudo aquilo com que sonhas!
Agora, pense bem e fale a verdade: você também não se mataria?
Alba:
E depois tem gente que diz que capitalistas fazem qualquer coisa pelo lucro.
Sorte é que nem todos os líderes islâmicos são assim FDPs. Gentalha como os do texto mandam jovens se explodirem e não ficam nem vermelhos.
Mas a Palestina é o exemplo mais gritante da exploração do próprio povo.
Eu conclui que realmente é modismo. Coisa de alemão entediado, decepcionado consigo mesmo. Tô até ouvindo Du Hast do Ramstein só para desopilar. Até imagino a cena:
Alemãozinho de seus 17, 18 anos chega pro pai
e diz´: Pai, olha só deixei o Partido Nacional Socialista que voce abominava. Agora sou muçulmano… Coitado do velho, é decepção em cima de decepção e ele pensa: - Eu devia ter usado camisinha naquela noite…
Agora sério: Os ratos de internet daqui podiam pesquisar e ver se descobrem o “perfil” destes convertidos. Eu como sou monoglota fico restrito, mas se analisarmos que tipo de gente está se convertendo podemos tirar ótimas conclusões.
Paulo :
Bingo!!!!!!!!!
Tem razão!!! Fazem da vida terrena um troço tã lazarento de ruim, chato e tedioso que o cara se mata na primeira chance…
Tá, matou a páu.
Agora fala o motivo prôs alemães se converterem….
Vão me chamar de racista, preconceituoso estas coisas mas vou arriscar:
Islã = árabe ( mais ou menos)
Alemão não gosta de judeu, árabe não gosta de judeu, logo…
êta argumentozinho estúpido…
Eu já tinha falado isso aqui,
Tem muito louco que já é louco antes de se converter, que odeia os EUA, Israel etc..
Aí ele procura um sheik, se converte pq acha que lá vai encontrar aliados, o pior é que eles encontram outros loucos com o mesmo propósito, aí a merda está feita.
Agora culpar o Islã é demais.
É igual ao movimento anarquista de antigamente.
A culpa não é do islã, é sim dos malucos.
Agora esse blog tá se tornando muito esquisito.
Os comentaristas estão achando estranho pq alguém se converte ao Islã????
Vcs não compreendem que os estranhos são vcs, que pregam a liberdade ocidental mas acham estranho quando alguém usa a liberdade e escolhe o islã.
Nunca vi tamanha hipocrisia, “sejam livres, mas apenas do meu jeito”
Brancaleone,
Não são só os alemães que se convertem ao islã, tem brasileiros, argentinos, indianos, chineses, americanos, em qualquer lugar do mundo vc vai encotrar convertidos.
Na verdade vc já deve saber é a religião que mais cresce no mundo.
Brancaleone,
Na verdade quem nunca gostou dos judeus foram os europeus, no mundo árabe antes de Israel, a convivência era bem pacífica.
Não há racionalidades em conversões religiosas, galera. Isto não é um dado a ser levado em conta. A sim , irracionalidades. Tipo o massificante, tonitruante e hipnotizador mantra que as esquerdas não-esclarecidas (90%) fazem contra e Israel e seu recente parceiro -como ensina o Elias- os EUA! Ora , o cara está maduro para cair na luta jihadista se esta lhe abre as portas!
É similar com o caso dos brasileiros que lutam pelo narco-socialismo das FARCS! Estão doutrinados, maduros. Tais exércitos só tem que colher a safra, regularmente.
Voltando às conversões. Elas são milhares a cada dia no Brasil . Grande parte são de igrejas evangélicas, mas não há motivo de que se façam conversões ao islamismo. É uma fé igual às outras. É o óbvio ululante: Uma fé requer paixão, vontade sobre uma insatisfação anterior; basilar. Isto é encontradiço na maioria dos brasileiros de hoje. Ou vocês querem que eles se conformem com a Bolsa-Família?!
Fala sério!!!
Theo,
A convivência era pacífica desde que os judeus se contentassem em serem cidadãos de 2ª categoria.
Theo:
Eu já tinha citado ” nada contra os que se convertem pela fé”
O problema são justamente os desajustados, os “rebeldes sem causa” que se convertem apenas pelo “lado negro” da fé.
Você é um convertido mas não sai por aí explodindo e se explodindo.
Como eu já disse: Que tipo de gente constitui a maioria dos convertidos? Isso vai explicar as coisas e preservar os de fé pura de serem atirados à vala comum dos “islâmicos” terroristas.
Ops, de lei:
“..,mas não há motivo de que NÃO se façam conversões ao islamismo..”
Tks!
O papo tá bom mas prometi à filhota assitir um filme com ela.
Boa noite.
Religiões são táticas importantes na luta pelo poder.
No USA, em 1930, em Detroit, Michigan, surgiu a Nação do Islã, organização religiosa, racista, a favor das pessoas pretas, os Black Muslims. Seu primeiro comandante foi Elijah Muhammad (1934-1975).
Associa a palavra Negro, à escravidão e, por isso, preferem Black. Condena a miscigenação racial, defende a separação entre pretos e brancos, a divisão do USA e a criação de um país preto independente.
Em se tratando de religião, qualquer invenção é benvinda, daí, alegam que os pretos foram a criação original de Deus, que possuem uma natureza distinta da do homem branco e que ressuscitarão primeiro. Acreditam que Deus manifestou-se como Farad, no início do séc. XX, e por quatro anos ensinou pessoalmente a Elijah Muhammad. Malcolm X converteu-se à Nação do Islã, mas rompeu com ela. Wallace D. Muhammad, filho de Elijah Muhammad e seu sucessor, conduziu o movimento para o Islamismo sunita, mudando o nome da Nação do Islã para World Community of Islam in the West (Comunidade Mundial do Islã no Ocidente) e, depois, para American Muslim Mission (Missão Muçulmana Estadunidense). Muitos seguidores de Elijah Muhammad, porém, mantiveram-se fiéis aos ensinamentos deste e, comandados por Louis Farrakhan, resgataram a denominação Nação do Islã.
Conversões ao Islã, em outras partes do mundo, têm o mesmo sentido, ou seja, servir ao interesse de uma facção que luta pelo poder.
Brancaleone,
O perfil do convertido
Pelo universo que eu conheço, ninguém tem tendências terroristas, na verdade niguém gosta muito dos árabes tmb.
theo,
Falando em termos técnicos, o Jihadismo terrorista é o vírus, o Islã é o vetor.
O Ocidente é o hospedeiro.
Nós civis globalizados de qualquer origem ou religião somos as vítimas.
alba, li esse artigo sobre os “talibés”africanos…o islam na africa “negra” sempre foi tolerante e pacifico…nao havia madrassas, nada de “enquadramentos” …a mauritania é um bom exemplo disso ! essa reportagem do le monde pode ser sobre tudo, menos sobre religiao ! crianças de rua sao escandalosamente exploradas em qualquer lugar do mundo…indecencias de nossa epoca !
pd,
pq associar ben laden com conversoes ao islam ? o lance é bem mais….sutil, nao ?
Alguns fatores para a discussão.
Bin Laden realmente tem intenção de doutrinar o mundo, mas seu ódio contra os ocidentais, e especificadamente contra os EUA é mais religioso. Ele não é contra a igreja católica, porem acha que o Ocidente se corrompeu de tal forma que até mesmo valores católicos estão sendo jogados no lixo (e de certa forma ele não está errado).
Com seu sucesso em atacar o ocidente e principalmente os EUA ele têm conseguido recrutar outro tipo de pessoas. Não os católicos, mas aqueles que perderam o rumo com a queda do muro. Principalmente os mais cedentos de sangue, encontraram em Bin Laden e no extremismo islãmico uma ponte para o combate ao “império”, às grandes corporações, ao mundo globalizado e etc…
É fácil notar que muitas vezes seus discursos se aproximam.
Po,
Só um cego não vê. O Bin Laden cita Chomsky, fala em aquecimento global, no Partido Democrata, nas grandes corporações… É óbvio que seu apelo se dirige aos idiotas úteis de plantão, que toma como seu o discurso esquerdista, embora na realidade nada tenha a ver com a ideologia socialista. Mas o Bin é esperto, conhece seu público. O que é estranho é que todos aceitem com naturalidade que o discurso do terrorista mais procurado do mundo coincida com o programa de muitos partidos de esquerda atual.
Anyway, existe um Islã bom e um Islã mau? Não sei, já na própria Idade Média havia tribos muçulmanas mais tolerantes que por sua vez eram dizimadas por tribos islâmicas mais radicais. Como os Almofadas, na Andaluzia.
“Nos anos 20, num lugar chamado “Alemanha”, o vazio provocado pela desmoronamento do mundo conhecido, somado à insegurança qto ao futuro e a perda de referenciais levou a q todos olhassem com confiança pra um sujeito mal-vestido de bigodinho e ridículo e desconfiança para diversos sujeitos q andavam com uns chapeus esquisitos e outros q levavam um livro esquisito chamado “O Capital” debaixo do braço. O sujeito do bigodinho sobre explorar os sentimentos sombrios da multidão sem esperança, q se sentia vilipendiada pela derrota, e sem chão pelo fim do mundo conhecido. Rapidamente, os dos chapéus estranhos e os do livro estranho sumiram da face da terra.
Mais ou mns ao mm tempo, num lugar chamado “terra da liberdade, lar dos valentes”, parte da população não era livre, e via uma prosperidade explosiva, que, além de deixá-los de fora, arrebentava com as bases do mundo seguro e comunitário em q viviam; frequentemente, eram assassinados sem q houvessem motivos, visto q lhes diziam q não eram inimigos. A religião desses caras lhes ensinava q o destino deles era sofrer no mundo. Aí apareceu outro com um livrinho q dizia q, caso acreditassem irrestritamente na palavra escrita lá, seriam iguais e teriam permissão para consquistar a terra e merecer o céu.
Tempo passado, o sujeito do bigodinho e seus seguidores foram destruídos às custas de mta bomba; o do livro que pedia a fé irrestrita foi perseguido, preso, mudou seus métodos, adotou táticas condenáveis mas fez com q outros líderes começassem a considerar um ativismo mns conformista e mais propositivo. Essa gente começou a se juntar, estabeleceu objetivos comuns e mudou o mundo deles.
A terra do sujeito do bigodinho e o mundo q ele lançou a destruição se viu entre a “terra da liberdade, lar dos bravos” e um outro paraíso, a “terra da promissão proletária”. Os livres e bravos botaram dinheiro adoidado pq tinham aprendido alguma coisa com a saga do sujeito do bigodinho e com a turma do livro esquisito. O dinheiro a rôdo construiu e comprou. Inclusive as almas dos q estavam no meio. Hoje eles estão todos ricos, mas se sentem vazios. Ensinaram-lhes que o azul do zênite é apenas um fenômeno físico. Não há nada lá. Ensinam-lhes que eles tem de viver bem, se divertir e não pensar, pq amanhã vão morrer, e não há segunda chance. ”
Até aqui, me dei ao direito de fazer um recorte e colagem de diversos textos de Hans Magnus Enzensberger, chamado “Eu falo dos que não falam”, publicação dos anos 80, se bem lembro.
Enquanto se pensar em tratar o Islã como “religião assassina”, “culto da violência” e tais, o campo será fértil para os q acham q a jihad é a única alternativa. O Islã oferece uma saída para o tal vazio de perspectiva criado pelo individualismo característico da cultura contemporânea. Individualismo de tal forma atroz q as pessoas parecem achar que não existe responsabilidade de nada, e que a própria história é um outro planeta, que pode ser olhado, com suas injustiças, tragédias, farsas, e tal, com um telescópio.
Arrisco dizer q o Islã só não conquistou mais seguidores pq, depois do 11/09, os Estados europeus os vêem com desconfiança e os vigiam. Afinal, “o preço da liberdade é a eterna vigilância”, não dizem por aí? Já eu acho q não seria mau vigiar os vigias.
É interessante como o discurso dos judeus neonazistas que foram presos em Israel e dos neonazistas em geral, se aproxima do discurso direitoba dos neoliberais e afins… Com seu discurso contra o oriente eles tem conseguido recrutar outro tipo de pessoa, especialmente os mais sedentos (de preferência com “s”) de sangue e bla, bla, bla…
E por falar em cego… Só cego não vê que aquele Osama Bin Laden é fake… E aparece sempre em ocasiões oportunas para o bushinho…
Querer saber que pensamentos regem esse pessoal (judeus nazi ou alemão jihadista), me lembrou um pouco aquele filme “quero ser jonh malkovich”, em que os caras entravam na cabeça dele, só que no caso, não há o que ver. Será que vocês não conhecem um pessoal que os intelectuais gostam de chamar de lumpen? O pessoal por assim dizer, menos intelectualizados, os chamam de “sem noção”, pois é, essa é a matéria prima para esses grupos. O fato de ser alemães ou judeus russos é de menor importância. Nos temos os nossos, é só doutrinar que eles viram CCC, skinhead e companhia…
Dino,
os neonazistas presos em Israel não eram judeus. Seria como se negros fossem membros da KKK, um contra-senso.
Nossa, que painel de ignorantes. Pessoas que se apegam em matérias da Veja para justificar e argumentar as suas discriminações politicamente corretas, e consequentemente para a reprodução ad infinitum dos estereótipos do Muçulmano(Violentos, Sanguinários, Terroristas…) Blah, infinita firula semântica!.
“Nós civis globalizados de qualquer origem ou religião somos as vítimas.”
Ai, que piada! De certo são os Muçulmanos responsáveis por vivermos nesse abismo cada vez mais profundo que separa ricos dos pobres. Igualmente, são responsáveis pelo Brasil ser um dos países mais violentos do mundo, mesmo quando o comparamos a países em guerra.
Politicália, corrupção, bala perdida, assaltantes que não gostam de deixar a vítima viva; turistas morrendo na faca. O turismo que mais cresce é o sexual…racismo camuflado e hipocrisia.
Qual é mesmo a definição de “civilizados”?
Acho que perdi essa aula.