Ou morte
A China declarou-se independente e unificada no ano de 221aC. É o país independente mais antigo em operação.
A Sereníssima República de San Marino, área 61km2, população 28.117, é a república há mais tempo independente ainda em ativa – desde o 3 de setembro de 301.
Sérvia e Montenegro são os países que conseguiram sua independência mais recentemente, em junho de 2006.
Apenas um líder independentista da história moderna era herdeiro do país soberano e assumiu o trono da metrópole uns anos adiante.
Ainda sobre o assunto:
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Desculpe PD, errou a data, para a maior parte dos comentaristas aqui, o dia da independência se comemora em 4 de Julho…
Ei, sabiam que foi o Dom Pedro I em pessoa quem pegou uma letra lá e fez a música do Hino da Independência?
Não à toa é o hino cívico brasileiro mais feiosinho que nós temos.
Fábio, longe vá temor servil. Acho bacana o hino. E confesso também achar engraçado você dizer “feiosinho”; esse diminutivo irônico-afetuoso-depreciativo que sei lá porque escolhemos guardar de Portugal na hora de falar. Bom, link abaixo não é pra ver contente a mãe gentil; nem pra honrar a memória dos Bragança, que deram dois Pedros excepcionais aqui na terra. É link pra uns três desocupados com interesse em ensaio comprido e erudito sobre a Invenção [palavra que pode ser lida como descoberta] de Orfeu, de Jorge de Lima, poema enorme, dificilímo e pouco estudado, que embute um Brasil ocidental e convergente, “entre canto gregoriano e jazz” quem sabe, como nos versos de Murilo Mendes (chapa do Jorge de Lima).
http://www.revista.agulha.nom.br/1mlucchesi04c.html
e o que vem a ser “um líder independentista da história moderna”?
Ah tá… SnovaMI Dom Pedro, vulgo Pedro de Alcântara Francisco Antônio João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon.
aquele gajo.
independentista eu…
Tenho opinião distoante dos desesperançosos e, pinçando alguns trechos do nosso hino, comento meus sentimentos, um pouco sonado da noitada de música, bons vinhos e grandes amigos:
Gigante pela própria natureza,
És belo, és forte, impávido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza
Sim, somos um país gigante, temos de tudo e um inexorável futuro grandioso. Tô de saco cheio da gente sofrer nas mãos dos nossos canalhas governantes, mas sou cheio de esperanças com nosso Brasilzão. De commodities à alta tecnologia estamos aí, os ladrões do país a nos atrapalhar e nós a avançar. Andamos como se carregássemos um saco de pedras inúteis a puxar e ainda assim andamos pra frente. Essas pedras vai cair, vão ficar pelo caminho, mas você, eu e o resto dos brasileiros seguiremos em frente. Nossa Democracia engatinha, mas crescerá. Nosso povo é inculto, mas é honesto e trabalhador. Falta pouco pra destravar. Penso no Brasil lá na frente, penso no povo educado que saberá escolher melhor seus representantes e esmagar os sanguesugas. A gente tem mais força que imagina. Que os cara-pintadas nos lembrem disso. Acredito no olhar de cabeça erguida. Olhar pro pé, como querem os filhos das putas de plantão do planalto e do seu município, não nos permite ver o horizonte e nos faz bater cabeça. Todo mundo que tem um mínimo de capacidade de avaliação sabe que o caminho é Educar o povo brasileiro, investir tudo possível nesse projeto monotônico. Aí, meu amigo, espera-se 20 a 30 anos e vai ser difícil nos segurar. Teremos um belíssimo lugar ao Sol.
Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.
Tô cheio de vontade de lutar. Não vou ficar esperando. Teclo aqui e faço coisas acolá. Alguma hora essas coisas vão se juntar. Os canalhas que se cuidem.O jogo da desesperança é o jogo deles. Não o meu.
Se ainda fossemos colonia, talvez estariamos melhor, quem sabe fariamos parte da Comunidade Européia ou algum tipo de Commonwealth. :-D
Pô, Mr X, enorme Mr X de 2,09 m de altura. Tava contando contigo cara. Lá na linha de frente, grandão, fortão, pra dar porrada nos caras. O Chesterton, velho e bom Chesterton, do lado.
Continuo achando que enquanto continuar “deitado em berço explêndido” a gente tá fu….
Se considerarmos que D. Pedro I tava indo dar um “crau” na Marquesa de Santos quando deu o grito de independencia, chegamos a conclusão que todas as boas ações dos politicos neste páis tem alguma justificativa senão criminosa, imoral…
Compadre Brancaleone:
Segundo consta, D. Pedro já tinha dado um “créu” na marquesa, tava voltando de Santos e se dirigindo à São Paulo.
Estava D. Pedro “obrando” perto do riacho (na verdade estava com uma baita caganeira no fatídico dia) quando chegaram as cartas de Portugal e o dito cujo proclamou a independência.
Se bobear (e é suposição minha), tais cartas serviram como material de limpeza higiênica íntima da convulsão intestinal que se seguiu na continuidade da viagem.
Pax,
Acho que você gostará desse texto, publicado na segunda-feira, na FSP.
“TENDÊNCIAS/DEBATES
Excelência, defina “elite”
MARCELO O. DANTAS
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Toda vez que um de nossos dirigentes precisa livrar-se de acusações, a palavra “elite” surge como o pecado feito verbo
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QUANDO ALGUÉM me pergunta qual o principal problema do Brasil atual, não hesito em responder: a falta de precisão vocabular.
Vivemos sob o império dos sofismas, em que toda ilegalidade tem direito a um eufemismo, todo impostor, livre acesso à honradez, e toda bravata, o status de argumento. Num ambiente semelhante, o debate público, sério e fundamentado, se torna inviável.
Exemplos existem aos montes, mas talvez nenhum deles seja tão grave quanto a utilização que se vem fazendo do termo “elite”.
Toda vez que um de nossos dirigentes precisa livrar-se de acusações, desqualificar opositores ou simplesmente neutralizar qualquer crítica, a palavra “elite” surge como o pecado feito verbo. Ela encarna tudo o que há de ruim e malvado, o dolo em essência, o egoísmo mais nocivo, a traição sempre à espreita.
Curiosamente, essa “elite” não tem rosto. Ela é sempre o outro -o inimigo, o desafeto, o adversário, o opositor. Em suma: o dissenso.
Diz-se pertencer à “elite” o indivíduo ou instituição que ouse questionar os atos do poder.
Em qualquer língua do planeta, esse substantivo afrancesado -”elite”- inclui o estamento dirigente da nação. Salvo no idioma falado pelos próceres de nossa República.
Aqui, ministros de Estado, secretários de governo, parlamentares, magistrados, diretores de bancos e empresas estatais, nenhum se julga parte da “elite”. Tampouco são vistos como integrantes da “elite” usineiros heróicos, empreiteiros amigos, marqueteiros audazes ou banqueiros satisfeitos.
Já o cidadão de classe média que manifesta publicamente o seu desagrado com o Estado de anomia do país é, de imediato, acusado de tramar o eterno retorno das desigualdades sociais e da concentração de renda. A ofensa é absurda, mas poucos se dão conta disso.
Ora, quem paga os elevadíssimos impostos que, já de algum tempo, são cobrados no Brasil não pode ser acusado de responsável pelo atraso da nação. Os verdadeiros culpados são aqueles que tomam esses impostos sem investir corretamente na educação do povo e no desenvolvimento de nossas forças produtivas.
As “bandas podres” existem, disso não resta a menor dúvida. Mas hoje, tal como ontem, elas vivem em conúbio com o Estado. O atual governo não moveu uma palha para mudar tal quadro. Pelo contrário, especializou-se em lotear cargos e apadrinhar o fisiologismo. Além disso, encampou a ortodoxia monetária tucana, continuando a desperdiçar o arrocho fiscal no enriquecimento dos grandes investidores nacionais e estrangeiros.
Como pode então que os dirigentes continuem a ver nas vaias de alguns ou nas críticas da imprensa a mão conspiratória da “elite”? Dá vontade de dizer: “Excelência, defina elite!”.
O uso sofístico do conceito de “elite” teve sua origem em nossa intelectualidade. Foi ela quem ensinou aos atuais homens de poder a conveniente manipulação da antinomia elite-povo e quem primeiro se auto-excluiu da tão odiosa “elite brasileira”.
Ao passar décadas tratando a “elite” como um bloco monolítico e, sobretudo, ao fazer de conta que um país justo se possa estruturar sem elites técnicas, científicas, intelectuais, políticas, burocráticas, artísticas e econômicas, nossa intelectualidade transformou o conceito em um mero clichê ao dispor das lideranças populistas de viés autoritário.
Basta-lhes agora dizer “eu sou o povo” e todo questionamento passa a estar identificado com a insatisfação da “elite reacionária”. Basta-lhes repetir “o povo chegou ao poder” e o papel histórico da democracia se cumpre, tornando-se ela um instrumento obsoleto. Para que alternância de partidos se quem está de fora é a “elite”?
O atual debate sobre a crise aérea espelha à perfeição os efeitos nefastos desse pântano conceitual. Todas as críticas são ditas “provenientes da elite”. O próprio tema dos aeroportos em pane e do caos regulatório do setor é tratado como um assunto menor, de exclusivo interesse da “elite”.
Dois aviões já caíram. Quantos mortos a mais serão necessários para que os governistas de plantão acordem de seu transe?
Nenhum povo jamais foi redimido pelo sucateamento dos setores de ponta da economia. Em um debate público sério, estaríamos agora discutindo a crônica incapacidade de nossos governos em assegurar a modernização da infra-estrutura do país. Ao insistirmos na utilização oportunista de conceitos, continuaremos enfrentando crise após crise. O Brasil ficará para trás. A pobreza se eternizará. E a democracia descerá pelo ralo. ”
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MARCELO OTÁVIO DANTAS , 43, formado em ciências econômicas pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), é escritor, roteirista e diplomata de carreira, autor do livro “Três Vezes Mago” (no prelo). É chefe da Divisão de Assuntos Multilaterais Culturais do Ministério das Relações Exteriores.
Texto claro. Claríssimo.
Só podia ser dica da Alba.
Pena que o autor do texto vai ter que deixar o cargo caso Lula consiga ler e entender o que está escrito. Bom, talvez algum novo petista letrado (sim eles existem) leia e interprete…
Proftel:
Se o D. Pedro tava voltando do créu e tava om aquele mau humor desgraçado - talvez culpa da caganeira - talvez culpa dum créu mau dado…
Hoje tô mais no porão no meio da graxa que aqui…
Compadre:
Tá trabalhando no Mavecão?
Que ano é? Qual motor/câmbio?
Enquando você trabalha eu dou uma pesquizada por aqui nos sites, quem sabe dou uma mão!
:-)
Me explica aí, o Mr X. Na era do avião, não é assim tão difícil entrar num e ir pra qq país estrangeiro - inclusive Portugal. Mta gente faz isso na boa, como por exemplo, as simpáticas confetti e Patrícia.
Pq vc não proclama sua independência e vaza daqui, indo abrilhantar algum país felizardo?
Aposto q tem um monte de gente que até faria uma vaquinha pra comprar sua passagem - só de ida, claro.
Eu começo com dez dólares.
Valeu Bitt!
Anota aí o nr da conta: X-171-666, Banco Opportunity. :-D
o pedrão já escolheu…
e cadê essa morte que não vem logo ?
“Se ainda fossemos colonia, talvez estariamos melhor, quem sabe fariamos parte da Comunidade Européia ou algum tipo de Commonwealth. :-D” - Mr X
E verdade! Perdemos a oportunidade de ser uma enorme Guiana (que faz parte do Commonwealth!)