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O Exército, a tortura, a ditadura e o silêncio

September 2nd, 2007 · · 291 Comentários

Na semana passada, o governo brasileiro tornou público um documento, o livro Direito à Memória e à Verdade (link em PDF), que lista 400 casos de brutalidade, tortura e assassinato cometidos pelo Estado brasileiro. O livro não é obra da atual administração, mas fruto de um trabalho que já vinha sendo produzido do governo FH: obra conjunta.

É a primeira vez que o Executivo não apenas reconhece que cometeu crimes contra a humanidade como lista alguns deles. O crime de tortura ainda é largamente praticado no Brasil – mas seu uso generalizado começou ali, durante a ditadura, seguindo coordenação das Forças Armadas. Não é à toa que os militares se levantaram. Sempre que algum movimento para lembrar as vítimas do regime surge, as Forças lembram que houve anistia geral e sugerem que há revanchismo.

Seu argumento é o de que o Brasil vivia uma guerra.

Por um ângulo, não é de todo absurdo. Em alguns pontos, houve, sim, a organização de movimentos paramilitares. Se foi uma guerra, tratou-se de uma guerra de baixa intensidade.

Por outro ângulo, não faz sentido: se houve a intenção de guerra por parte de guerrilhas comunistas, jamais chegou ao ponto da guerra civil, com parte do território do país fora do controle do Estado.

Se foi uma guerra, as Forças Armadas do Brasil desobedeceram as Convenções de Genebra. Vai além. Cometeram crimes contra a humanidade na definição do Estatuto de Roma: ‘ofensas brutais que configurem um ataque à dignidade humana ou à degradação de seres humanos; não são episódios esporádicos e sim parte de política de Estado ou atos tolerados pelo Estado’.

Houve ditaduras militares de direita em todo o Cone Sul: aqui, na Argentina, no Chile, no Paraguai; no Uruguai, o presidente golpista era civil, mas governou com as Forças Armadas. A ditadura brasileira não foi a mais brutal mas o Brasil é único noutro sentido. O nosso é o país no qual o exército não reconheceu suas culpas. Jamais teve a coragem de fitar nos olhos da população e dizer: torturei, matei, estuprei.

A questão é: o que falta à cura desta cicatriz que, um quarto de século depois, não fecha? Jorge Lanata (citado há uns dias) foi entrevistado pelo repórter Ariel Palacios, na Argentina, com o objetivo de comparar a experiência deles com a nossa.

A Argentina é o único país do Cone Sul que pôs seus militares na cadeia pelos crimes que praticaram. Por quê?

Porque aqui a ditadura caiu por conta da derrota na Guerra das Malvinas. No restante da região os regimes militares negociaram um pacto de transição, mas na Argentina, não. Os militares argentinos haviam perdido o prestígio e, com ele, a autoridade para pactuar. Eles dizem: ‘A sociedade civil nos usou’. É preciso pensar se a sociedade civil não foi mais perversa que os militares, pois foram os caras de paletó e gravata que chamaram as ‘bestas’, às quais pediram ‘Por favor, façam algo’. E, depois, foi a própria sociedade, quando o sangue era tanto que já não ficava escondido sob o tapete, que de uma forma muito cínica, perguntou ‘Como assim, tem sangue aí?’. Ainda assim, mesmo com as prisões, o perdão só é possível a longo prazo. Não são processos que terminam em um ano ou dois. Ainda hoje na França se discute a República de Vichy, durante a ocupação nazista. São processos de 40 ou 50 anos. […]

No Uruguai houve um plebiscito, em 1989, para anistiar os envolvidos na repressão. Hoje, há pedidos para julgar os militares e anular esse plebiscito.

Por isso é que considero que esses são problemas que duram muito tempo e não se consertam com uma lei. Os tempos das pessoas são diferentes dos tempos dos políticos. As pessoas mudam de forma mais lenta. Mas, quando mudam, mudam mesmo. Seria difícil que, na Argentina, houvesse uma nova ditadura. Mas custou sete anos de regime e 30 mil mortos. No Uruguai, como no Brasil, fica claro que a questão não foi fechada, pois não houve justiça. Sem justiça, uma hora a questão volta à tona. É como uma ferida mal fechada, um resfriado não curado… acaba acontecendo uma recaída. Não dá para ter imunidades especiais para civis ou militares. Não é porque uso um uniforme que posso matar uma pessoa só porque quero. Um país não se constrói dessa forma.

No Brasil, a anistia de 1979 é para todos: generais, torturadores, políticos, guerrilheiros…

Não é a mesma coisa exercer o terrorismo de Estado que exercê-lo do lado privado. O Estado tem o monopólio da força. O policial que rouba é pior do que o ladrão. Há discussões jurídicas complexas nesses assuntos.

Tags: Brasil · História

291 Comentários até agora ↓




  • 1 Pax // 2/September/2007 às 13:32

    Bem, mudaria o título pra Forças Armadas, não só o Exército. Na Aeronáutica a coisa era pior, na Marinha, mais leve. Só vai curar quando os envolvidos morrerem. Hoje estão no poder. De FHC a José Dirceu. Acreditem, o pessoal do EB prefere o Lula ao Serra, até onde sei.

    Gostei dessa “Policial que rouba é pior que ladrão”. E “Político que Chacina a Esperança de um Povo?”. Paredão pra eles. Já. Paredão Já. Tá, tá bom, paredão é muito pouco. Empalamento Já!. Em praça pública, passando ao vivo no Fantástico, o show da vida. A morte no show da vida, pra servir de lição pra um monte de gente que não é político mas adora uma corrupçãozinha.

  • 2 Monsores // 2/September/2007 às 13:48

    Sensasional seu comentário, Pax.

    Assino embaixo. Literalmente.

  • 3 Chesterton-Dracul- El Cid // 2/September/2007 às 13:56

    guerrilheiros sem uniformes não estão sob o guarda-chuvas da Convenção de Genebra.
    PD gostaria que a guerra fosse de alta intensidade para que a reação estatal iniciasse….mas tu estás de brincadeira ou perdeu os miolos? è OBRIGAÇÂO do estado reprimir tais movimentos, se João Goulart não o fez, é porque era conivente com o crime.
    A tortura não foi política de estado, nunca.
    Tortura ocorre ainda hoje sob o olhar complacente do LULA, va visitar delegacias onde presos comuns são “torturados”.
    Se querem abrir a lei de anistia, vai ser ótimo, pois aí os gângsters que faziam terrorismo na década de 60-70 vão também a julgamenbto. Eu topo a parada.

  • 4 Chesterton-Dracul- El Cid // 2/September/2007 às 13:57

    Pax, politico que chacina a esperança de um povo é de um relativismo tal, que dará a chance a estes idiotas responderem:
    - a culpa é fundamentalmente do povo, que me elegeu. Eles deviam saber o que iria acontecer….o que é outro relativismo a ser evitado.

  • 5 Pedro Doria // 2/September/2007 às 14:16

    Chesterton-Dracul- El Cid: Quem o ouve falar até se distrai e esquece que o governo não era legítimo…

    E tortura era política de Estado, sim, e ia além das fronteiras em cooperação internacional.

  • 6 Chesterton-Dracul- El Cid // 2/September/2007 às 14:18

    tão legítimo como qualquer governo. Pode não ter sido democrático, mas legítimo era.
    Quanto a cooperação internacional, você esquece a internacional socialista, o treinamento de guerrilheiros em Cuba a partir de 1961?

  • 7 Eduardo // 2/September/2007 às 14:26

    Não havia uma guerra, o que havia era terrorismo esquerdista.

  • 8 Chesterton-Dracul- El Cid // 2/September/2007 às 14:29

    a esquerda está num esforço revisionista sem precedentes, e o PD é um agente disto.

  • 9 Eduardo Veríssimo // 2/September/2007 às 14:37

    Ei! Pera aí… Se houver revisão da anistia, então o Dirceuzão vai ser responsabilizado pelos crimes que cometeu também?
    Olha que tá começando a valer a pena colocar a idéia em prática? :)

  • 10 Chesterton-Dracul- El Cid // 2/September/2007 às 14:40

    Tambem acho, ele e mais uma montanha de governistas.

  • 11 HRP Mané // 2/September/2007 às 14:46

    Fiquei lendo e lendo o texto do post…os comentários até aqui….e… descobri uma coisa…..rancor é uma merda….destrói…somatiza….encrua…e infelicita……por conta dos crimes do estado…indenize-se….por conta dos crimes da oposição ilegal….o que se pode fazer….dos dois lados não há mais as condições para se promover processos…seria uma ruptura com nossa, em idade de crescimento, democracia….Eu sei que como s0 cia lista serei criticado….ponham um cobertor sobre esses cadáveres…e mesmo que se achem os corpos dos desaparecidos….homenagie-se os mortos e ponto final

  • 12 abstrato // 2/September/2007 às 14:53

    bom, vou esperar lancarem o livro sobre as vitimas de torturas e assassinatos do companheiro vermelho Stalin…

    ai sim poderemos colocar os numeros na mesa…

    e do companheiro Fidel tambem, com o agravante que esse livro ainda continua sendo escrito…

    pois eh, 2007…e o livro de horror do Comandante ainda nao tem pagina final…

    e querem posar de bacanas, esses comunas caras-de-pau…

  • 13 Pax // 2/September/2007 às 14:53

    Senhores, havia uma época passada. De um lado gente de esquerda treinada e apoiada internacionalmente e gente de direita, gente da ditadura militar, também apoiada. Lembremo-nos dos treinamentos em Cuba tanto quanto lembremo-nos dos treinamentos na Escola do Panamá, escola de tortura com dinheiro da CIA. Torturou-se cá e lá, lá mais que cá, mas houve crimes dos dois lados.

    Essa época passou. Agora é outra época. A pior conseqüência daquela época foi a desmobilização da sociedade civil, já devo ter dito isso umas 478 vezes por aqui. Essa desmobilização que nos impede, por exemplo, de tirar o Renan Canalha do seu pedestal construído com falcatruas com todos, do DEM ao PT, sem distinção de camisa. Podemos falar de gente de todo lado, da esquerda e da direita. Não é Fla Flu isso aqui, não é meu time contra o teu e sim são eles contra nós. E somos nós que temos que tirar eles, se não no voto (sim Chesterton, votamos neles), que seja na porrada mesmo. Porrada do povo, como foi com o Collor. Aquilo foi mais que legítimo também. Tô ardido de tanto ser fodido por político no Brasil. Chega. Mais hora menos hora a gente não vai agüentar mais e a coisa vai pras vias de fato de novo. Quero estar presente nesse momento, ver esses caras empalados em praça pública, gritando a dor que o povo brasileiro hoje grita com eles rindo da nossa cara todo santo dia e se locupletando com o dinheiro que deveria estar nas escolas, hospitais e na segurança pública, pra citar três bons exemplos.

    E aproveita que tô calmo.

  • 14 abstrato // 2/September/2007 às 14:56

    e o apedeuta da Banania (by RA) ainda faz questao de me torturar a cada frase cretina que profere, a cada aparicao sua na tv…

  • 15 pedro direitoba // 2/September/2007 às 15:13

    Mais uma atitude digna do governo. A questão que está por detrás dessa iniciativa é a impunidade no abuso do poder, ainda mais de um governo que se estabeleceu pela força num golpe militar-civil. Ilegítimo tornou legítima a reação por sua derrubada. Um ignorante acima fala que o governo Jango não coibiu esse movimentos e que foi conivente. É muita imbecilidade. O deflagrador da ação armada foi o golpe militar que depôs Jango, especialmente a partir de 68, com o AI-5. Tem gente, homicidas enrustidos direitobas , que continua achando que tudo se resolve na força pela defesa da ditadura de uma minoria como eles. O estado de direito só serve quando está a favor das suas idéias entreguistas e de arrocho sobre os trabalhadores. Esses tempos não voltarão, seus direitobas doentes mentais e paspalhos. Boa a apresentação da matéria pelo PD. Meus parabéns.

  • 16 Patricia // 2/September/2007 às 15:59

    HRP e Pax…

    Tenho vontade de dar um beijo nos dois.CONCORDO TOTALMENTE com os dois.

    Tenho passado horas, horas e horas lendo esse blog e alguns outros e ate agora estava me achando uma completa alienada… Sinceramente eu nao consigo entender toda essa coisa de direita, esquerda..de quem e contra ou a favor Ou ficar discutindo o que aconteceu a 30 anos?? 20 anos??
    Muito bem dito..vamos enterrar nossos mortos, homenagea-los nao importa de qual lado lutaram, afinal acredito que todos o fizeram com boas intencoes..
    O que importa e fazer uma faxina na casa, e encontrar pessoas integras, corretas e honestas, antes que seja tarde demais, como diz o PAx.
    O Brasil esta repleto de pessoas que nao tem seu preco pendurado no pescoco.

  • 17 Dom Casmurro // 2/September/2007 às 16:03

    Quando eu prestei serviço militar, no tempo da ditadura, um certo oficial NPOR, o qual era deficiente em cérebro, mas de porte físico avantajado, com o simples intuito de “aparecer” perante seus superiores, acusou um dos nosso colegas de “subversivo” e o torturou com chutes e socos, em todas as partes do corpo, principalmente nos órgãos genitais, de forma que esse pobre ser humano ficou simplesmente arrebentado e inutilizado.
    Nada ficou provado e nosso colega passou o resto do tempo militar em hospitais. Não fiquei sabendo se conseguiu curar-se.
    Mas posso dar um testemunho positivo a respeito dos outros oficiais. O oficial torturador tornou-se mal visto por todos.
    Mas também nada aconteceu ao oficial torturador além disso.
    Isso é o que acontece em ditaduras. Direitos humanos simplesmente deixam de existir.
    Qualquer cretino, desde que esteja na “situação”, julga-se com licença para matar e torturar.

  • 18 Zé Bush // 2/September/2007 às 16:05

    well….lá na Argentina houve julgamento de militares porque lá a coisa beirou o genocídio.Por baixo 30 mil desaparecidos e “suicidados”.Isso em apenas 7 aninhos!!!
    Chile: 3 mil em 18 anos.
    Brasil: 400 em 20 anos. Saiu barato….
    Evidente que houve excessos e muita gente inocente morreu e foi exilada.Mas era uma guerra,sim.Para quem não sabe (ou não quer lembrar) guerrilheiros assaltavam,sequestravam,”justiçavam” e explodiam bombas no atacado. Tudo em nome da implantação de um regime de exceção aos moldes cubanos.
    Não tinha inocente nessa história não. Hoje vendem a imagem de “patriotas que lutavam pela democracia”, quando o seu objetivo era justamente o contrário: impor uma ditadura!…Perderam!
    Mas o Estado era mais forte e o excesso de poder nas mãos erradas costuma provocar isso. Sai do controle.
    Casos pontuais devem ser punidos,sim.Militares que cometeram delitos deveriam pagar, assim como guerrilheiros que cometeram crimes também.Justiça é isso.
    O que não pode é a anistiar apenas um lado e punir o outro lado.Anistia vale prá todo mundo.

  • 19 Ricardo Cabral // 2/September/2007 às 16:11

    “… o perdão só é possível a longo prazo. Não são processos que terminam em um ano ou dois. Ainda hoje na França se discute a República de Vichy, durante a ocupação nazista. São processos de 40 ou 50 anos.” (Jorge Lanata)

    É o ponto. A maneira histórica dos brasileiros é a de ser desmemoriado. Não, isso é pouco, o hábito e ser a-histórico, diria até que anti-histórico. Revisar acaba virando revisionismo, e quase sempre para suavisar as tintas, quando mais importante seria não esquecer…

  • 20 pedro direitoba // 2/September/2007 às 16:28

    Querida Patricinha,
    A questão não é enterrar o passado, mas impedir que ele se repita. Esse negócio de direita e esquerda é por aí. Pare, reflita e veja que tem gente aqui que continua defendendo a ruptura da ordem constitucional em favor da democracia deles. Uma boa ditadura é do que eles gostam, pois perdem nas urnas. Isso é ser direitoba. Simples assim.

  • 21 Alba // 2/September/2007 às 16:39

    Assino embaixo de uma frase do Lanata. “Não pode haver perdão se não houver justiça.” E justiça só existe com o completo esclarecimento do que passou. Ninguém, seja país ou pessoa, cresce ignorando a História.

    Não vou me dar ao trabalho de responder a quem fala de relativismo e simplesmente ignora a história de seu país. O governo Jango, legítimo, foi deposto pela força. O enfrentamento entre grupos de esquerda e os militares foi absolutamente desigual, principalmente depois do AI-5. As vítimas têm que ser lembradas sim.

    E isso nada tem a ver com a tediosa cantilena de sempre por aqui, que costuma exibir a contabilidade dos mortos por Stalin etecétera e tal.

  • 22 abstrato // 2/September/2007 às 16:56

    cantinela? …eh considerado cantinela porque toca no ponto central de todo esquerdismo fajuto, o de malhar apenas o outro lado…

    na hora de contar as vitimas que fizeram, la vem eles com o papo de que “tem nada a ver”…

  • 23 Alba // 2/September/2007 às 17:08

    Pax,

    Achei legal que você escrevesse sobre dialética. Eu acredito realmente que as coisas não são lineares, que a História se constrói na convivência e superação das contradições, só para que mais contradições surjam. Nesse sentido, a entrevista do Lanata é um exemplo de raciocínio dialético.

    Quando você fala da apatia da sociedade, prefiro pensar que vivemos um daqueles momentos de transição. As Diretas Já, mais do que o impeachment de Collor, mostraram claramente uma sociedade cansada do arbítrio e se mobilizando para enfrentá-lo.

    Os políticos corruptos refletem uma sociedade também corrupta. Hoje no Estadão, há uma matéria bem interessante sobre um seminário do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial, de que participaram Roberto da Matta, que não é marxista e José Murilo de Carvalho, autor de alguns dos livros mais esclarecedores e bem escritos que já li sobre a História da República. É pena que eu não possa postar o link porque é restrito pra assinantes. Apesar de ser assinante, por alguma misteriosa razão, não consigo acessar pela internet.

    Bom, mas resumindo a conversa, eles dizem que no Brasil, a ilegalidade é quase uma norma. Todos convivemos com ela e eventualmente compactuamos. O da matta cita, por exemplo, os contratos de gaveta, que se tornaram comuns porque a burocracia envolvida na compra de um imóvel, muitas vezes paralisa qualquer operação, sem falar de taxas de cartório e tudo mais.

    Nessas circunstâncias, acho difícil à beça que uma campanha pelo empalamento seja de que for, consiga sucesso. As coisas são mais complicadas. Como dizem, o Brasil não é para amadores.

  • 24 Alba // 2/September/2007 às 17:18

    Há um filme argentino excelente chamado “Lugares Comuns”. Fala sobre um professor de Literatura que é meio forçado a se aposentar em condições financeiras muito ruins, em plena crise que a Argentina viveu recentemente.

    Ele e a mulher tentam de todas as formas economizar, cortar, mas não é suficiente. Finalmente, ele vende o confortável apartamento em que viviam e vão para uma província distante, onde compram uma fazendola, com um projeto de plantar lavanda para a produção de perfumes.

    Batizam a fazenda “1789″. Quando perguntam o porquê, ele responde que é em homenagem à data que festeja a conquista da consciência de direitos básicos e essenciais - coisa que não aconteceu na Argentina, na visão dele.

    Quando leio o que alguns escrevem, tenho absoluta certeza de que também não aconteceu aqui.

  • 25 proftel // 2/September/2007 às 17:32

    Li rapidamente o exposto aí em cima.
    A primeira coisa que passou pela cabeça foi “pelo menos duas gerações para esquecer isso”, não deu outra! Lá veio o Pax dizendo exatemente o que me havia ocorrido.
    De novo me passou pela cabeça uma conversa minha com o Pax por aí sobre a desmobilização/despolitização da classe média e o fim do voto obrigatório.
    Pronto! Continuando a leitura mais ou menos nessa linha e lá tá o Pax de novo…
    Olha Pax, não vou estender muito, assino embaixo tudo que você falou e pronto!

    :-)

  • 26 Mr X // 2/September/2007 às 18:00

    “O crime de tortura ainda é largamente praticado no Brasil – mas seu uso generalizado começou ali”

    Nem li o resto ainda, mas isto é uma bobagem sem tamanho. Existia tortura no Brasil desde muuuuuito antes de 1964.
    E a tortura contra os escravos, pra dar apenas um exemplo?
    No período de Getúlio não se torturava? Sei.

  • 27 Alba // 2/September/2007 às 18:07

    Mr X,

    Acho que marcou um ponto.

  • 28 Mr X // 2/September/2007 às 18:08

    No mais, acho engraçada essa anistia e/ou fim de anistia que vale só para um lado. Como se os militares estivessem lutando contra o Nada, ou apenas contra uma fantasiosa Guerrilha Comunista que nunca existiu…

    Nada a favor de tortura e repressão, até porque especialmente na Argentina houve milhares de horrores injustificados. Porém, nada a favor das guerrilhas socialistas e seus “heróis”, que também mataram e torturaram, e que se tivessem conseguido teriam transformado toda a América Latina numa Cuba, com “paredón” e tudo.

    Hoje o seu trabalho continua com as FARC, que controla quase todo o tráfico de drogas na Am. Lat. enquanto a “comunidade internacional” (a.k.a. os esquerdistas globalistas) obriga o governo Uribe a negociar com as guerrilhas colombianas. E quem intermedia? O “neutríssimo” Chavez. Parecem cenas de uma má comédia…

  • 29 Dom Casmurro // 2/September/2007 às 18:32

    Salvador Allende foi eleito democraticamente, estava fazendo um governo democrático e foi deposto, covardemente, por forças direitistas chilenas, apoiadas por forças americanas (fato hoje largamente comprovado e inclusive reconhecido pelos Estados Unidos).
    João Goular foi eleito democraticamente, estava fazendo um governo democrático e da mesma forma foi deposto por forças direitistas apoiadas pelos Estados Unidos.
    Mas certas pessoas tentam a todo custo vincular políticas sociais a cartel de drogas etc.
    Cartéis de drogas estão vinculadas à máfia, fortíssima nos Estados Unidos e profundamente direitista.
    Mas certas pessoas são mesmo totalmente impenetráveis para a menor argumentação lógica.

  • 30 Patricia // 2/September/2007 às 18:43

    Direitoba e Alba,

    Em momento algum eu falei que e para esquecermos a historia. A historia e para ser lembrada sempre. Mas a historia tem tantas nuances, tantas faces..tantas interpretacoes.
    Infelizmente a historia ainda nao teve a forca e tambem nao nos deu a certeza para nao permitir que atrocidades ainda acontecem pelo mundo.
    Essa historia e o nosso passado tambem ainda nao tiveram a forca para ensinar aos politicos, independente de partido, como governar em prol as pessoas, cidadaos (de todas as classes socias) do pais aonde vivem.

    Discute-se, andando e olhando para tras….

    Toda essa energia e vontade estaria sendo melhor utilizada ao colocarmos todas as nossas forcas para alcancar um objetivo que hoje visualizamos a nossa frente, menos discussao, mais respeito ….mais acao.

  • 31 Pax // 2/September/2007 às 18:51

    Alba, sinto discordar, acho que governos são extensões da família. Pai e mãe dão o tom para os filhos. Governos dão o tom para o povo. Filhos saem do berço familiar pra cair no berço dos governos. Mais ou menos por aí.

    Canalhas são eles. Não acho o povo brasileiro, de forma geral, canalha. Não mesmo. Até nos currais eleitorais, do modelo ACM ao modelo Lula, as pessoas são do bem, a grande maioria honesta. As armadilhas criadas pelos governos e pelos corruptos é que são fortes demais, arraigadas no dia-a-dia da sociedade. Acredito que a grande maioria prefere o correto ao incorreto. Essa grande maioria hoje se fode. De todas as classes sociais.

    Pra eles, corruptos, uma bela vara de eucalípto entrando pelo traseiro e indo espetar as tripas, pros caras morrerem assim, umas duas horas depois, doendo no cu deles o que doi no nosso hoje. Mas acho que foge do post. Pra esse papo leve, prefiro o trédi arreganhado lá de baixo. Lá o PD abre as pernas pra gente entrar.

  • 32 Zé Bush // 2/September/2007 às 18:53

    well….apenas lembrando que o verdadeiro motivo da deflagração do golpe militar foi o estado de caos e anarquia que imperava nesse país.
    No cenário internacional, o comunismo tentava alojar-se na América Latina, financiado e treinado por Cuba.Era época da guerra fria, onde havia extremismos e maniqueismo.
    No Brazil, a UNE promovia suas ”ocupações” no varejo e atacado. Universidades eram invadidas e fechadas pela garotada.
    As Ligas Camponesas de Francisco Julião detonavam nas invasões, querendo impor Reforma Agrária estilo albanes.
    As forças armadas estavam minadas na hierarquia e disciplina, sendo que sargentos da Marinha e Aeronáutica desafiavam abertamente o comando.
    Brizola e seu populismo de terceiro mundo incitavam a desobediencia civil e motins.
    A inflação em níveis altíssimos,com queda da moeda e poder de compra.
    Greves quase que diárias.
    O país caindo aos pedaços e entregue na anarquia….e o pateta do Jango nem aí!!!…inerte, inoperante e passivo!!
    O golpe militar na verdade foi um golpe preventivo, ou contra-golpe. Se deixasse a coisa como estava, isso aqui ia estourar em guerra civil.
    A coisa só foi piorar mesmo em 69, com o AI-5.
    QUem tem pai ou avô devia perguntar para eles o que realmente se passava aqui antes de 64.

  • 33 abstrato // 2/September/2007 às 19:05

    bom, nao tenho mais tempo pra esse assunto..

    estou mais interessado nesse boato sobre os americanos ter um plano pra aniquilar o exercito iraniano em apenas 3 (tres!!!!) dias!!!

    very interesting…. :0

  • 34 abstrato // 2/September/2007 às 19:06

    ops…terem

  • 35 Cláudio Melo // 2/September/2007 às 19:07

    Pax lembrou bem.

    Não foi só o exército que torturou e matou. Foram as forças armadas em maior ou menor grau.

    Chesterton,

    Qualquer governo é legítimo? Legitimou-se pela força, é isso?

    E você esquece que mortos, torturados e desaparecidos não foram só os “comunistas”, ou “guerrilheiros”.

    O Ariel Palacios tem razão quando afirma que os civis vivandaram os militares porque queriam chegar ao poder, mas não pelo voto. Sim, lá como cá foram os caras de paletó e gravata que incitaram os militares.

    Acho que foi o Gilberto Freire que escreveu que o traço característico da mentalidade do brasileiro é o golpismo. Corretíssimo. E naquela época os dois lados queriam golpear as instituições.

    Castelo Branco referiu-se aos golpistas da direita chamando-os de vivandeiras - Eu os identifico a todos. E são os mesmo que, desde 1930, como vivandeiras alvoraçadas, vêm aos bivaques bulir com os granadeiros e provocar extravagâncias do poder militar.

    O poder militar - expressão errônea - ao ser provocado, pelos civis, assumiu a provocação e praticou extravagâncias.

    A ferida não cicatriza porque falta essa coragem às nossas forças armadas para dizer: olha, lá atrás, em outra época não tão remota assim, nós, forças armadas da República Federativa do Brasil, voltamos nossas armas e estrutura para o povo que devíamos defender. Prendemos e arrebentamos.

    Os arquivos estão aqui. podem ir lá resgatar os despojos e inumá-los em outro lugar, dar-lhes sepultura digna.

  • 36 abstrato // 2/September/2007 às 19:08

    mas tenho tempo pra elogiar o comentario do Ze Bush

    perfect!

    nao poderia deixar de registrar…os comunas tropicais ficam putinhos porque os milicos acabram com a festinha que eles tentavam promover por essas bandas ai…

    e como sempre diz o Olavao, comuna nunca perdoa, nunca esquece…

    tai o revanchismo a todo vapor….

  • 37 Cláudio Melo // 2/September/2007 às 19:17

    Alguém aqui argumentou aqui que havia uma guerra. Vou assistir uma de verdade. Vou rever Memphis Belle e Ataque no Pacífico.

  • 38 Ricardo Cabral // 2/September/2007 às 19:17

    […] o estado de caos e anarquia que imperava nesse país […]” (Zé Bush, coment. 32)

    Cantilena 1.

    O golpe militar na verdade foi um golpe preventivo, ou contra-golpe. Se deixasse a coisa como estava, isso aqui ia estourar em guerra civil” (Idem)

    Cantilena 2.

    Pode também chamá-las de melopéias, como dizia o meu avô, já avô em 64.

  • 39 Cláudio Melo // 2/September/2007 às 19:18

    Não se trata de revanchismo. Tudo isso pode ser feito sob os auspícios da lei de anistia. O que falta é coragem.

  • 40 Pax // 2/September/2007 às 19:18

    Tempos da guerra fria que já esfriou. Agora os tempos são outros. Enterremos nossos mortos, de todos os lados e vamos para a guerra quente, que tá a frente. Aqui, contra os canalhas, de TODOS os partidos. Lá fora, bem, lá fora são outros quinhentos, nosso império tá dando bolas fora adoidado e temos que tomar cuidado. Tanto não quero o modelo Escola do Panamá de volta como não quero uma ditadura islâmica pra chamar de minha.

  • 41 Cláudio Melo // 2/September/2007 às 19:22

    alvoraçadas=alvoroçadas

  • 42 Alba // 2/September/2007 às 19:54

    Gwyn,

    Eu entendi a sua posição, assim como a do Mané. Só acho que não dá pra olhar pra frente sem prestar atenção no lixo acumulado lá atrás. Acho até que é um tipo de ação profilática. ?

    O “estado de caos e anarquia” era o que qualquer democracia vive. Mas como estávamos na Guerra Fria e tudo soava como ameaça e sim, Jango era um presidente um tanto hesitante, como também o é o Lula, tudo é justificado? Com as bênçãos do Império?

    Pax,

    Quando você fala que os governos são extensões da família, discordo integralmente. Governos são eleitos para defender os nossos direitos (repetindo a linda Declaração de Independência do Império, inspirada nos ideais iluministas que ainda não pintaram por aqui) . Quando traem a função para a qual foram eleitos, podem, legitimamente, ser depostos – desde que haja mobilização pra tanto.
    Eu agüento abusos da minha família, do meu pai, que eu amo de paixão e que está velhinho. Não vejo motivos sequer aparentados pra agüentar abusos de qualquer governo.

    De resto, eu concordo com você. A maioria prefere o correto ao incorreto. Ocorre que, muitas vezes, o incorreto é mais fácil e até, socialmente justificado. Temos que construir o conceito de cidadania, coisa que demora, ainda mais num país com as nossas deformações.

    Ricardo,

    :))

  • 43 Alba // 2/September/2007 às 19:55

    Gwyn,

    Eu entendi a sua posição, assim como a do Mané. Só acho que não dá pra olhar pra frente sem prestar atenção no lixo acumulado lá atrás. Acho até que é um tipo de ação profilática. ?

    O “estado de caos e anarquia” era o que qualquer democracia vive. Mas como estávamos na Guerra Fria e tudo soava como ameaça e sim, Jango era um presidente um tanto hesitante, como também o é o Lula, tudo é justificado? Com as bênçãos do Império?

    Pax,

    Quando você fala que os governos são extensões da família, discordo integralmente. Governos são eleitos para defender os nossos direitos (repetindo a linda Declaração de Independência do Império, inspirada nos ideais iluministas que ainda não pintaram por aqui) . Quando traem a função para a qual foram eleitos, podem, legitimamente, ser depostos – desde que haja mobilização pra tanto.
    Eu agüento abusos da minha família, do meu pai, que eu amo de paixão e que está velhinho. Não vejo motivos sequer aparentados pra agüentar abusos de qualquer governo.

    De resto, eu concordo com você. A maioria prefere o correto ao incorreto. Ocorre que, muitas vezes, o incorreto é mais fácil e até, socialmente justificado. Temos que construir o conceito de cidadania, coisa que demora, ainda mais num país com as nossas deformações.

    Ricardo,

    :))

  • 44 Alba // 2/September/2007 às 20:02

    E sobre a falta de coragem de encarar o tema, aí vai o artigo da Eliane Cantanhêde, hoje, na FSP:

    Afronta desnecessária
    BRASÍLIA - Os comandos militares não gostaram, mas estavam dispostos a engolir em seco o livro “Direito à Memória e à Verdade”, documento oficial sobre torturas e mortes do regime militar lançado por Lula no Planalto na quarta passada. Quem entornou o caldo foi o ministro da Defesa, Nelson Jobim.
    Lula confortou as famílias das vítimas sem provocar os militares, mas Jobim preferiu ameaçar eventuais críticos do livro: “Não haverá indivíduo que possa reagir e, se houver, terá resposta”, disse.
    O Exército tinha decidido calar, mas mudou de idéia. O Alto Comando fez reunião extraordinária na sexta e distribuiu nota avisando: não aceita revisão da Lei da Anistia para julgar militares por crimes durante a ditadura, como no Chile e na Argentina; desautoriza a versão de que o Exército de hoje seja diferente do Exército de ontem; e adverte que “fatos históricos têm diferentes versões”. Acham que a do livro reflete apenas um lado, não o deles.
    A nota é dura, mas bastante amena perto da versão original rascunhada na reunião do Alto Comando, onde oficiais-generais indignados diziam que o Exército “não está morto e não é a Anac” -que Jobim trata no tapa e está desmontando.
    Segundo eles, o ministro faz o gênero zangado, mas não tem poder para punir oficiais. No máximo, pode sugerir a troca do comandante ao presidente, que aceita ou não. No último confronto do tipo, entre o ministro José Viegas e o general Francisco Albuquerque, quem levou a pior foi o ministro.
    Jobim falou mais do que devia e comprou uma briga de graça com uma área sensível e arisca. A um assessor do Planalto que lhe perguntou se os comandantes militares não iriam ao lançamento do livro, o ministro respondeu, do alto de seu 1m90: “O comandante sou eu”. Digamos que não é exatamente assim e que um pouco de jeito não faz mal a ninguém. Aliás, o chefe Lula é um excelente exemplo disso.

  • 45 abstrato // 2/September/2007 às 20:06

    como disse o Aleluia: “o Jobim deve eh tratar de resolver o caos aereo”…

    concordo…mal comecou, nao deu jeito no setor ainda e ja sai por ai dando pitaco em outras questoes…

    vamos por parte doto Jobim…por partes…

  • 46 abstrato // 2/September/2007 às 20:09

    e voces tinham que se dar por contentes que o Exercito so soltou uma nota..de papel…

    se eh que fui claro…

    as forcas armadas nao sao a ANArC, mas nao sao merrrmo…

  • 47 surfando na jaca // 2/September/2007 às 20:12

    Albinha, obrigado pelo artigo acima. Estranho essa continuidade de sustentar erros que macularam as forças armadas. Deveriam ser os primeiros a purgar esse passado, como instituições republicanas que devem obediência à constituição. Diga-se, instituições que prestam importante serviço à nação e deveriam cuidar de sua imagem arranhada por esse triste passado.

  • 48 pedro direitoba // 2/September/2007 às 20:14

    Quanto aos abstrusos obliterados daqui, é gente que tá sofrendo de anel de couro de direitoba piscador.

  • 49 Dino // 2/September/2007 às 20:33

    Para começo de conversa gostaria de dizer uma coisa: - FOI GUERRA O CARALHO!
    Quando disser que o melhor é cada lado enterrar seus mortos, não esqueçam que, há mortos que não foram devolvidos para serem enterrados, cito, por exemplo, David Capistrano que minha família foi as ultimas pessoas a ver com vida, torturado e morto nas dependências do DOI-CODI por ser cabra macho e não delatar ninguém. Não houve guerra porra nenhuma. Mesmo as guerrilhas urbanas e rurais foram tão desiguais e desorganizadas que na verdade só serviu para eliminar a fina flor da juventude pensante da época. Meu pai torturado durante 45 dias seguidos nas dependências do DOI-CODI do Rio de Janeiro, sofreu durante esse tempo todo tipo de tortura física e psicológica, mas não vamos ser genéricos vamos contar um pouquinho… Sabem o que é tomar choque no reto? Um eletrodo em sua uretra? No lóbulo da orelha? Na língua? Espancamentos seguidos? Ficar todo esse tempo praticamente sem água dentro de um refrigerador para não causar hemorragia, simulação de enterro, cadeira do dragão, pau de arara… Há! Havia médico, sim eles trabalhavam de forma profissional! Sempre tem um médico canalha que se presta a esse tipo de trabalho: Manter o preso semivivo, para que possa continuar a ser torturado, no outro dia de novo e de novo… Cumpriu cinco anos de prisão, condenado pela Lei de Segurança Nacional, quando saiu já não era a mesma pessoa, as torturas e a prisão destruíram o seu ser.
    Meu pai não era guerrilheiro, meus tios não eram guerrilheiros, assim como Rubens Paiva pai de Marcelo Rubens Paiva não era guerrilheiro. Nunca foram para o confronto armado, apenas lutavam pelo fim da ditadura. Eram o que o país tinha de melhor, pessoas capazes de sacrificar tudo até a própria vida por um ideal, um ideal de um país mais fraterno e igualitário.

  • 50 Dino // 2/September/2007 às 20:51

    E digo, se está bosta de democracia não aguenta ser passada a limpo que se afunde…Até com uns merdinhas de sargentos especialistas tem que se tomar todo cuidado para não melindrar, porque se não, eles paralisam o país e aí a classe merdia já clama por golpe…

  • 51 Alba // 2/September/2007 às 20:56

    Dino,

    Com exceção dos sargentos especialistas, concordo integralmente com você. Uma democracia se constrói no confronto, ou não é democracia.

  • 52 Alba // 2/September/2007 às 20:56

    E obrigada pelo relato sobre seu pai.

  • 53 abstrato // 2/September/2007 às 20:57

    vixe, o assunto ressuscitou ate o surfando na jaca, muito acostumado a vomitar suas sandices esquerdistas la no No Minimo…

    acho que funciona tipo um comando geral…os esquerdistas se comunicam entre si e dao o aviso, dizendo que em determinado blog tem assunto pra (tsc, tsc) comentar…

    ai todos eles aparecem das profundezas das catacumbas que os guardavam,…chegam todos no mesmo onibus…ao mesmo tempo…

    cheiro de naftalina no brog :P

  • 54 Alba // 2/September/2007 às 20:58

    Surf,

    :))

  • 55 abstrato // 2/September/2007 às 21:00

    claro, no confronto…

    so o Exercito nao pode confrontar claro…nao pode nem soltar uma notinha que a esquerdalha se arrepia do dedo da unha ao ultimo fio de cabelo…..eheheh…

    o Exercito tinha que concordar com as historias do livro…

    o apedeuta nao precisa concordar com a historia do mensalao, fartamente relatada no STF…

    esse nao precisa…e ainda vai pro congresso petista e diz que nao ha partido mais etico…qua-qua-qua…

  • 56 O Espezinhador // 2/September/2007 às 21:00

    E que governo é legítimo? A república foi implementada no Brasil via golpe militar. O Estado Novo acabou graças a um outro golpe. E foram os próprios milicos que permitiram a abertura política no Brasil no final dos anos 70. Garrastasu Medici era um presidente legítimo? Pela constituição da época era. Na minha humilde opinião não. E eu pergunto, o “tribunal” que decidiu pelo assassinato do Capitão Chandler sob a falsa alegação de que este seria agente da CIA era legítimo? Quando Lamarca massacrou a coronhadas a cabeça de um refém ele tinha sua legitimidade baseada em quê?
    Querer usar o argumento da legitimidade e da falta desta numa guerra suja como a que se travou entre 1964 e 1979 não cola. Ali ninguém tinha legitimidade de nada. Era apenas o lado menos pior contra o lado mais pior. E não preciso dizer quem eram os menos e os mais piores, né?
    Outra balela: a de que o Regime de 64 inventou a tortura. Quem fala uma asneira dessas nunca estudou história do Brasil a fundo para saber que a origem da truculência policial no Brasil é tão antiga quanto o próprio. Eu poderia falar aqui, por exemplo, das Ordenações Filipinas e de que tipo de punição elas recomendavam para seus condenados e prisioneiros… Ou do que a polícia do Estado Novo (nas mãos de Filinto Müller) fazia… Mas quando se está empenhado em puxar a brasa para a sua sardinha vermelha é claro que nada disso vale, né?

  • 57 Chesterton-Dracul- El Cid // 2/September/2007 às 21:01

    Claudio Melo, a URSS era legítima? Israel é legítimo? O governo americano após expulsar os ingleses era legítimo, Fidel é legítimo? A revolução iraniana é legítima? A expulsão dos mouros da peninsula ibérica foi legítima? A anexação do Texas pelos EUA foi legítima?

  • 58 abstrato // 2/September/2007 às 21:03

    ops, unha do dedo, right?

  • 59 abstrato // 2/September/2007 às 21:06

    na verdade, eles dao o comando geral que eh pra nao perder de lavada…ahahaha…

    eles ficam de olho na internet, sempre monitorando aonde estao levando surra, o que pra felicidade geral da nacao, eh a maioria esmagadora e absoluta dos casos…

    entao, apos o comando dado, aparece a tropa de choque com as suas retoricas balelisticas….

    funcionam tipo medico plantonista, chamou eles vem correndo…ehehe

  • 60 Chesterton-Dracul- El Cid // 2/September/2007 às 21:09

    Falta a gente saber quem foi o pai do Dino, para ver com quem ele andava, o que pensava, quais os planos que tinha……
    Os regimes marxistas do século 20 foram TODOS autoritários. E democracia é apenas uma maneira de eleger representantes, e um povo pode muito bem eleger representantes que implementam uma ditadura (diminui a LIBERDADE), ex? Nazismo. Chavismo.
    Então, o que legitima um governo é o grau de liberdade que ele permite. 64 diminuiu a liberdade? Claro, para uma minoria marxista , o regime era insuportável, mas como para mim insuportável é o marxismo, a liberdade era plena.
    A História prova que os regimes marxistas eram o inferno na Terra, logo estou eu do lado do BEM. Marxismo = péssimo.
    Se vocês acham que eu estou errado, que se fodam.

  • 61 Brancaleone // 2/September/2007 às 21:10

    Pois bem :

    Existia um poder estabelecido - legítimo ou não, isso não vem ao caso - existiam grupos interessados neste poder e pessoas que integravam estes grupos e que desejavam um país melhor, sendo que o conceito de país melhor significava um pais de esquerda (socialista ou comunista e isso tambem não vem ao caso).
    Lá fora existia uma guerra fria que às vêzes amornava e que fazia com que EUA e URSS medissem forças em guerras nos países dos outros.
    Pronto. Cenário montado vamos a ação:

    Militares - e muitos civis - reprimiam os grupos contrários com armas, prisões e torturas, sendo que muitos dos contrários morreram.
    Alguns grupos contrários partiram para a violência, muito embora em termos de cadáveres decorrentes tenham ficado muito aquém dos repressores.
    Tem-se que ter cuidado com esta aura de “heróis”, de “resistência” que se atribui ao pessoal de esquerda dos anos de chumbo. Tanto eles quanto os militares - e muitos civis insisto nisso - estavam dispostos a qualquer coisa - torturar e matar inclusive e especialmente - para chegar aos objetivos pretendidos.
    Hipocrisia pensar que o Poder Estabelecido por ser poder estabelecido não poderia (nem pode) usar de “força desproporcional” para obter o que pretende.
    Talvez hoje se discuta tanto a questão da validade da anistia por conta do maior número de cadáveres produzidos pela Ditadura em comparação com os gerados pela “guerrilha mas aí descambamos para o relativismo moral onde quem mata mais é mais criminoso que quem mata menos.
    Lí estes dias que a família de Lamarca ganhou na justiça o direito a uma pensão. Se ele mesmo “in memorian” pode ser indenizado, então que deixem os militares - e civis - da ditadura em paz.
    Não existe hoje no planeta nenhum governo democrático ou não que não faça vez por outro ou sempre, uso da prisão, tortura e morte como instrumento de manutenção.
    Somos humanos e isso explica e justifica tudo.

  • 62 Mr X // 2/September/2007 às 21:12

    Ora Dino, toda essa comunalha tinha mais é que ser torturada mesmo.. Hahaha, tou brincando! ;-)

    Claro que ditadura é uma merda e que nessa época teve muito inocente que foi preso, torturado ou até morto injustamente, mas:

    a) isso nao deve nos cegar para aqueles que cometeram crimes reais, como a morte do Cap. Chandler, entre varios outros.

    b) em comparaçao com o que ocorreu na mesma época em outros paises latinos, como Chile, Argentina e Cuba, a repressao militar no Brasil foi um verdadeiro pique-nique.

  • 63 Dino // 2/September/2007 às 21:12

    A vantagem deste assunto é mostrar que os antiesquerdas aqui não são democráticos reacionários e sim fascistóides apologistas de ditadura militar… Disso eu já sabia a muito, mas tem gente que acha que não…

  • 64 Brancaleone // 2/September/2007 às 21:17

    E agora uma simplificação :

    Qando eu era pequeno, aporrinhava o mano véio e quando a paciência dele acabava eu levava uns cascudos. Lá ia eu aos berros contar para a mamãe que me olhava e perguntava: - Você tava incomodando ele? Tava? Então não reclame…
    Logo eu aprendi que quando o adversário é muito mais forte, tem que ter muita, muuuuuiiita cautela porque a retaliação é poporcional.

  • 65 Chesterton-Dracul- El Cid // 2/September/2007 às 21:22

    E é óbvio que este livro sai em boa hora para servir de cortina de fumaça para o fato de que toda cúpula petista está indiciada em crime, logo os suspeitos de sempre são mais uma vez julgados por CRIMES da mais variada espécie. Se o Brasil mudou, vai muita gente curtir cana com os bicheiros do Rio por formação de quadrilha.
    Quem faz marola neste sentido (Aí, PD , é com você) ou é cúmplice ou inocente útil.

  • 66 abstrato // 2/September/2007 às 21:23

    “Se vocês acham que eu estou errado, que se fodam.”

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  • 67 Brancaleone // 2/September/2007 às 21:24

    Dino:
    Inclua-me fora de sua lista de fascistóides.
    Faço parte da direita capitalista decente mas isso em nenhum momento me impede de reagir - desproporcionalmente inclusive - a alguma ameaça ao meu status. Se eu não considero minha opção ideológica merecedora de certas ações, então que não opte .
    Lembremos sempre de Hungria e Tchecoeslováquia que receberam uma “admoestação” russa através de algumas centenas de tanques, dos barcos afundados entre miami e cuba ou no mar do china, do muro de berlim, dos gulags e por aí afora.
    Violência houve, tortura e morte idem. De ambos os lados, por diferentes meios. Se morreram 100 esquerdistas e apenas 10 da ditadura isso não vem ao caso. Vida é Vida

  • 68 Dino // 2/September/2007 às 21:25

    ex-vlad, você saber do meu pai para julgar? Que bosta você pensa que é? Você estava feliz durante a ditadura porque dependendo, você pode até ser um Amílcar Lobo da vida ou talvez não, não sinto que tenha culhão para nada, na verdade nunca passou de um burguesinho bem nascido que queria manter o statu quo. De qualquer maneira foda-se tambem…

  • 69 abstrato // 2/September/2007 às 21:26

    bom, por hoje chega…

    vou la ouvir o programa do Olavao da segunda-feira passada…nao tive tempo ainda…

    o melhor eh saber que amanha tem programa novinho em folha, live from Virginia!

    inte mais… :P

  • 70 Chesterton-Dracul- El Cid // 2/September/2007 às 21:29

    Dino, não tenho idade para ser Amilcar Lobo, muito menos vocação, mas que teu pai devia estar aprontando alguma, devia. Mas o mais provável é que você esteja mentindo sobre ele.

  • 71 surfando na jaca // 2/September/2007 às 21:32

    na verdade, eles dao o comando geral que eh pra nao perder de lavada…ahahaha…

    eles ficam de olho na internet, sempre monitorando aonde estao levando surra, o que pra felicidade geral da nacao, eh a maioria esmagadora e absoluta dos casos…

    entao, apos o comando dado, aparece a tropa de choque com as suas retoricas balelisticas….

    funcionam tipo medico plantonista, chamou eles vem correndo…ehehe
    ——————————————
    Não digo que é coceirinha no rabo… O mais cretino continua ocupar seu pódio de forma indiscutível. Votação para mim é a que enterrou a ditadura de vez, que foi a arrasadora eleição do Lula. Portanto, nós eleitores vitoriosos nas urnas queremos o Brasil passado a limpo e que esses criminosos sejam punidos. Vcs. se juntam aqui, nesse pool de olavianos desibestUstrados e ficam batendo palminha para vcs. mesmos, uma meia-dúzia. Virei aqui te apavorar, abstruso obtuso e camarilha.
    Camarada Dino, o ustrado abstruso deu uma boa idéia. Quando precisar da gente é só dar uma passadinha no zumbi No Mínimo e deixar recado. Essa gente anda saudosa das chicotadas virtuais e como apanhavam por lá!

  • 72 Brancaleone // 2/September/2007 às 21:32

    E Dino:
    Lí de cabo a rabo “Tortura Nunca Mais”.
    Honro seu pai e lamento o que aconteceu com ele e você certamente e acertadamente o honra mais ainda com sua disposição ideológica mas que era uma guerra era. Talvez não convencional, nem civil, mas quando lados opostos de chocam, é guerra.
    Naqueles dias não existiam neutros, no máximo indiferentes - como eram 80% dos brasileiros - . Ou se estava na direita ou na esquerda e pouco importava a arma. Poderia ser um idealista com uma caneta ou um guerrilheiro com uma pistola. Quem não estava de um lado só poderia estar do outro.

  • 73 abstrato // 2/September/2007 às 21:37

    ah, o Lulla assumiu logo depois da ditadura eh?

    isso eh novidade…

    nao engolisse ai alguns presidentes antes do molusco nao, o surfado na retorica balelistica?

  • 74 Chesterton-Dracul- El Cid // 2/September/2007 às 21:38

    http://www.claudiohumberto.com.br/Portals/8/2007/09_setembro/sponholz%2002-set-2007.jpg

    Olhem o que o Lula faz com nosso dinheiro…compra votos…e precisa de cortina de fumaça para que ninguem reclame.

  • 75 surfando na jaca // 2/September/2007 às 21:39

    Dino, o chesterton é apenas um galináceo virtual anabolizado e que só escreve gosmeira facistóide. Como não tenho porque continuar essa discussão com oligofrênicos homicidas em potencial: Prezados fascistóides e sádicos de plantão, vão roçar o rabinho nas ostras!
    Aos Dino e Alba, uma boa noite.

  • 76 abstrato // 2/September/2007 às 21:39

    passar no No Minimo?….ahahah

    tem gente que ainda anda naquela site moribundo?

    como eh mesmo o nome que se da aquelas pessoas que gostam de fazer sexo com cadaveres?

    necrofilos, certo?…hummmm

  • 77 abstrato // 2/September/2007 às 21:41

    surfando,

    vai pela sombra nobre colega…

  • 78 Chesterton-Dracul- El Cid // 2/September/2007 às 21:41

    O pai do Dino recebeu indenização milionária porque foi guerrilheiro? Duvido.

    Para o deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA), o ministro Nelson Jobim (Defesa) “incorporou rápido o desastre petista”. Ele afirmou que “a provocação às Forças Armadas, embalada na tresloucada decisão do governo Lula de bancar o livro ´Direito à memória e à verdade`, como se a gestão petista já não fosse um poço de problemas, revela que ninguém passa impunemente nas proximidades da ´organização criminosa`”. Aleluia sugere a Jobim resolver o caos aéreo.

  • 79 abstrato // 2/September/2007 às 21:42

    assim eh facil acabar com o desemprego mesmo…

  • 80 abstrato // 2/September/2007 às 21:43

    oh PD,

    vamo falar ai dessa historia dos americanos quererem acabar com o exercito iraniano em tres dias!!!!!!!!

  • 81 surfando na jaca // 2/September/2007 às 21:45

    Poderia ser um idealista com uma caneta ou um guerrilheiro com uma pistola. Quem não estava de um lado só poderia estar do outro.

    Ué, pensar diferente é justificativa para torturar uma pessoa. Isso é guerra? Estamos falando de crime, homicídio. Guerra seria se estivéssemos em conflito civil, se o Brizola tivesse convencido o Jango a reagir. De mais a mais, um crime não justifica outro. Isso é básico em direito. Deixem de bestagem, seus oligofrênicos homicidas.
    Prezado mais cretino, sei que vc. é tapado, mas veja a história como um processo, sua besta.

  • 82 abstrato // 2/September/2007 às 21:54

    nao da…voce quer pular paginas importantes desse “processo”..

    alias, pelo teu idolo, o tal processo historico comecaria quando ele comecou a governar…

    antes existia apenas o verbo…

  • 83 abstrato // 2/September/2007 às 21:56

    ” Quem não estava de um lado só poderia estar do outro”

    mas isso eu tenho que mandar pro Olavao, pra ver se ele me explica, filosoficamente, o que essa perola do abstratismo relativista quer dizer…

  • 84 Dino // 2/September/2007 às 22:13

    ex-vlad meu pai, repito, nunca foi guerrilheiro. Você tem dificuldade de compreender textos que não sejam do Olavão ou do palhaço de chapéu?

  • 85 Chesterton-Dracul- El Cid // 2/September/2007 às 22:16

    foi preso porque?

  • 86 Alba // 2/September/2007 às 22:22

    Chest,

    Numa ditadura qualquer um pode ser preso por qualquer motivo ou sem motivo nenhum. É o que significa suspensão de direitos civis. É o que significa ditadura.

    O argentino também fala dos militares que prenderam e torturaram simplesmente porque tinham interesse em roubar o patrimônio do preso. Houve casos assim, aqui também.

  • 87 Chesterton-Dracul- El Cid // 2/September/2007 às 22:24

    Alba, prove…ou pelo menos cite algum caso de seu conhecimento.

  • 88 Chesterton-Dracul- El Cid // 2/September/2007 às 22:26

    Quero que o Dino prove que está falando a verdade quando diz que seu pai foi torturado ou está mentindo.

  • 89 Alba // 2/September/2007 às 22:27

    Élio Gaspari fala de vários casos nos livros que escreveu sobre a ditadura militar. Vou procurar e transcrevo pra você.

  • 90 Brancaleone // 2/September/2007 às 22:28

    Surfando na jaca:
    Sem hipocrisia, sem moinhos de vento.
    Em todos os “Manuais de Guerrilha” e “Derrubando o Regime em 10 Lições”, nos “livros Vermelhos” e até nos escritos do Che está escrito de uma maneira ou de outra que a sociedade ou sociedades que dão sustentação ao poder precisam de neutralizadas pelos meios necessários e isso certamente inclui violência.
    Se você pensa que mudanças drásticas de governo são feitas por homens em cima de caixotes latindo numa praça, está muito enganado.
    A esquerda brasileira que nos anos 70 adotou a violência só não agiu em maior escala e com mais cadáveres por falta de organização, meios e estrutura. Querer eles bem que quiseram.
    Enquanto tinham aqueles que lutavam baseados nas leis, nos tribunais e no direito e que tambem eram presos e torturados, existiram os que matavam sem titubear. Se o regime tratou todos da mesma maneira é coisa recorrente nestas circunstâncias.

    “Demais a mais um crime não justifica outro”.

    Vá dizer isso aos sujeitos que matarm a sangue frio e a queia roupa um oficial aqui no Vale do Ribeira. Vai dizer isso aos que sequestraram o embaixador.

    Bom, esqueci. a esquerda eram os mocinhos né? eles podiam fazer maldades pela “causa”…

  • 91 Brancaleone // 2/September/2007 às 22:34

    Abstrato:

    Nas guerras - oficiais ou não - quem não esta de um lado ou do outro acaba sendo atacdo por ambos…
    Tenha muito cuidado com os neutros ou indiferentes. Eles estão apenas esperando o momento oportuno para se manifestar.

  • 92 Capitalista // 2/September/2007 às 22:35

    Podem apostar, o Abstrato e o Chesterton estão esperneando porque perderam alguma boquinha com o advento da democracia.

  • 93 Brancaleone // 2/September/2007 às 22:40

    ´Chest.:

    A Alba tá certissima.
    Em Guarapuava a Fazenda Perdizes foi “vendida” rápidamente a preço ínfimo para “pagar” uma dívida do avô de um jovem preso em Curitiba. A Fazendo passou para um delegado ou coisa que o valha do DOPS que mêse depois revendeu a dita fazenda por um preço centenas de vêzes maior…
    O neto do ex fazendeiro foi “solto” e como de burro não tinha nada, se mandou do Brasil…

  • 94 Brancaleone // 2/September/2007 às 22:41

    E boa noite a todos.

  • 95 Capitalista // 2/September/2007 às 22:44

    Ditadura é igual em qualquer lugar, tanto faz se é de direita ou de esquerda, em ambas a principal característica é a corrupção e a ausência dos direitos civis. quem as apoia os faz, não por ideologia, mas para atender a seus intereses particualres. Portanto são có-autores dos crimes cometidos.

  • 96 pedro direitoba // 2/September/2007 às 22:52

    Guerrilheiro de caneta, essa é boa. Lembro aos ignorantes que, por exemplo, o PCB foi contra a luta armada, nem por isso deixou de ter metade do Comitê Central assassinado pela ditadura. Outras pessoas, como o Vlado, Rubens Paiva, foram assassinados sem qualquer justificativa. Não há lógica para isso. A morte num enfrentamento armado ainda se justifica, mas não a tortura. O mesmo caso, no combate à criminalidade hoje. O estado de direito supõe o respeito à lei. Esqueci que aqui a admiração à democracia liberal é só fachada dos fascistóides. Não podem existir partidos comunistas no Brasil, só no primeiro mundo.

  • 97 Dino // 2/September/2007 às 22:52

    PD, o link “direito à memoria e à verdade” não está abrindo…

  • 98 Cláudio Melo // 2/September/2007 às 22:59

    Chesterton está invertendo o ônus da prova. Agora cabe às vítimas provar que são inocentes. Lógica interessante.

    E não afirmo que os torturados, mortos e desaparecidos (não esquecer os que tiveram que deixar o país para não se enquadrar em uma das três categorias) foram heróis. Foram trucidados, isso sim. mesmo os que sobreviveram.

    Já disse que a mentalidade golpista da época estava presente dos dois lados. Assim como era golpista o movimento FORA FHC, eu dizia isso e não aderi, apesar de não ter votado em FHC, assim como é golpista o FORA LULA.

    Chesterton, você tão inteligente, tão confortável no seu “status quo”, tão admirado e detestado aqui no weblog e quando fica sem argumentos manda todo mundo, com perdão da expressão às meninas (Alba, Gwyn/Patrícia, Shirlei), “se foder”, por discordarem de você? Muito bom, Chesterton, bonito mesmo. Depois quem ostenta uma lógica torta é o anfitrião do blog.

    Quanto ao seu comentário interrogativo n° 57 você mesmo respondeu quando disse que, na sua opinião, o que legitima um governo é o grau de liberdade que ele permite. Respeito sua opinião e pergunto: Qual o grau de liberdade que o regime inaugurado em 1964 permitia? Ele se legitimou após golpear as instituições.

    Repito: ofato dos militares terem errado não faz o outro lado estar certo. E nesse caso dois erros não somam um acerto nunca.

  • 99 Cláudio Melo // 2/September/2007 às 23:00

    Alba,

    Não procure nada. Mande ele ler. Ele mesmo faz isso de vez em quando.

  • 100 Alba // 2/September/2007 às 23:03

    Cláudio,

    Sabe do que mais? Você tem toda razão! :)

    Que tal dar uma estudadinha, Chest?

  • 101 Cláudio Melo // 2/September/2007 às 23:06

    Ele se legitimou após golpear as instituições?

    Faltou a interrogação.

  • 102 Dino // 2/September/2007 às 23:06

    Porque eu deveria te provar alguma coisa ex-vlad, vais mudar de opinião? Vai deixar de ser a favor de ditadura militar fascista?
    Vai te catar… Vai…

  • 103 Dino // 2/September/2007 às 23:09

    A intelijumencia do ex-vlad se restringe a copiar-colar textos e idéias do Olavão eTio Rei…

  • 104 Capitalista // 2/September/2007 às 23:10

    A grande contribuição da ditadura a educação brasileira, foi tirar da grade do ensino médio disciplinas como: latim, filosofia e geometria, para incluir educação artística, religião, OSPB; e ainda tem gente que defende esses calhordas.

  • 105 Cláudio Melo // 2/September/2007 às 23:13

    Eu tenho a série As Ilusões Armadas. incompleta. Falta o último volume. Gostei de ter lido. Gosto do Gaspari.

    Tenho também Brasil nunca mais. Visitei uma exposição Brasil Nunca Mais também.

    E quero deixar uma coisa bem clara: as forças armadas são nossas, do povo brasileiro. São as forças armadas do nosso país. Não há dois brasis, um das forças armadas e outro da população civil. O pais é um só. Por isso precisamos nos reconciliar. Por isso precisamos cuidar da ferida a fim de que ela cicatrize.

  • 106 Capitalista // 2/September/2007 às 23:14

    O verdadeiro motivo para o golpe de 1964 foi única e exclusivamente o fato de que a UDN iria perder novamente a eleição para Juscelino.

  • 107 Cláudio Melo // 2/September/2007 às 23:15

    Dino,

    Lamento pelo seu pai. Respeito a dor da sua família.

  • 108 Cláudio Melo // 2/September/2007 às 23:16

    Seu pai sobreviveu com seqüelas. Deve ter sido angustiante os dias de prisão e a incerteza dos familiares.

  • 109 Cláudio Melo // 2/September/2007 às 23:23

    Josué,

    Você se mandou mas tem toda razão no comentário n° 90.

    À esquerda faltou meios e estrutura mas queriam, sim, dar um golpe.

    Sempre há alguém querendo dar um golpe.

    Iam permanecer querendo. Não havia possibilidade. O que havia era ânimos exaltados.

  • 110 Capitalista // 2/September/2007 às 23:28

    Muita gente não imagina como é difícil conviver o tempo todo com o medo, não saber se seu vizinho, colega de trabalho ou de escola não é um dedo-duro, ter que medir as palavras, era até perigoso declarar voto ao MDB. Agora tentem imaginar em uma ditadura se este espaço aqui existiria.

  • 111 Cláudio Melo // 2/September/2007 às 23:31

    A história do nosso país é uma sucessão de golpes.

    A independência do Brasil? D. Pedro, ao verificar que não havia a menor possibilidade de ser rei em Portugal tratou de se ajeitar por aqui.

    Proclamação da República? Golpe que partiu de setores próximos ao Imperador Pedro II.

    Revolução de 30? Golpe deflagrado por questões que nada tem a ver com política. o Assssinato de João Pessoa, candidato a vice na chapa do Getúlio Vargas foi um crime passional.

    Estado novo? Endurecimento do regime de 1930.

    Podem ir contando até 1964.

    Lembram dos discursos do Carlos Lacerda? Em que país democrático um político diz que um candidato a presidente não deve ser candidato, ser for canditado não deve ser eleito, se eleito não deve tomar posse, se for empossado deve-se recorrer à revolução para impedí-lo de governar?

  • 112 Cláudio Melo // 2/September/2007 às 23:33

    Capitalista,

    Em uma ditdura esse espaço, é claro: não existiria. E o Chesterton não poderia mandar todo mundo se f.

    Ainda bem que ele pode. Não devia, mas pode.

  • 113 pedro direitoba // 2/September/2007 às 23:38

    Um galináceo e seu maniqueísmo:
    a liberdade era plena.
    A História prova que os regimes marxistas eram o inferno na Terra, logo estou eu do lado do BEM. Marxismo = péssimo.
    Se vocês acham que eu estou errado, que se fodam.

    Da parte que me cabe, pode ir tomar na bunda, para sua alegria!

  • 114 Capitalista // 2/September/2007 às 23:42

    Só pra exemplificar, na escola em que estudei no interior da Bahia, o Diretor era um sargento da polícia que também era o delegado da cidade.

  • 115 Chesterton-Dracul- El Cid // 3/September/2007 às 0:26

    Blefe de quem não tem argumento e tenta angariar simpatias se fazendo de vítima. O pai dele não peida colorido nem vendeu pipoca na guerra, pura mitificação.

  • 116 Pedro Doria // 3/September/2007 às 1:13

    Chesterton-Dracul- El Cid: Desculpe mas não há como falar de forma diferente. Cala a boca e respeita.

    Conheci alguns veteranos de campo de concentração e outros tantos veteranos do DOI-CODI. Quando a gente ouve suas histórias, não importa se contado pelos próprios ou por quem ouviu delas, calamos a boca e ouvimos. Ponto. A história de sofrimento humano neste nível não deve ser ideologizada. Não importa se fez ou não fez porque tortura nada tem a ver com punição. Tem a ver com sadismo. Com o ponto máximo da barbárie que há dentro de nós todos.

    Deixa de ser bobo e argumente como gente grande. Finge que é homem. Você sabe o que é governo legítimo e não precisa ficar fingindo que o conceito é relativo. Não é. Se você acha que é, alguma coisa ali entre o Ben Franklin e o Tom Jefferson você entendeu errado. Sugiro reler.

    Você sabe que não era preciso ser ‘criminoso’ para ser torturado. Bastava pensar diferente e manifestar sua opinião. Às vezes, bastava que alguém de poder o quisesse. Se você não entende que há pouco tempo a barbárie imperou neste país, sugiro reler seu Tom Jefferson e seu Ben Franklin. Desejar a implantação de um governo de esquerda é um direito legítimo de todo cidadão. Impor um governo à força, interrompendo o regime democrático, não é.

    Você finge que não sabe, mas quem interrompeu a legitimidade, no Brasil, não foi a esquerda.

  • 117 bitt // 3/September/2007 às 1:18

    Eu estava resistindo a ler os coments. desse post porq temia realmente o q poderia encontrar.

    Não vou fazer comentário algum. Apenas lamento algumas asneiras q foram escritas aí em cima. Prefiro me manter à distância desse tipo de debate.

    Só não entendo o seguinte:
    porra, chesterton, tá legal, eu tamb acho graça em assumir papel de espírito de porco, de vz em qdo. Mas não consigo ver graça em se passar por psicopata, meu caro. E pior, psicopata festivo.

    Explico: vc já levou uns tapas de algum cana, sem poder reagir? Se já levou, e ainda acha legal e justo, lamento por vc; se não levou, sugiro q leve e depois volte pra contar o q achou.

    Ou, pior (ou melhor, sei lá) ainda - vc já teve negado o direito de enterrar um parente morto? Pois é… Em qq guerra - e pela lógica de seu discurso, era uma guerra - os corpos dos inimigos tombados são devolvidos ou sepultados. A Wehrmacht fazia isto, e tinha inclusive normas de sepultamento para soldados inimigos. Quem escondia cadáver eram os criminosos da SS. Se vc, por outro lado, acha legal e justo esconder cadáver, realmente tem um problema sério.

    Vivo dizendo q acho sua figura interessante e nunca me recusei a debater com vc. Mas fica difícil, cara, desse jeito.

  • 118 bitt // 3/September/2007 às 1:33

    PD, já q estamos escrevendo qse ao mm tempo, vou lhe fazer uma sugestão:

    Sei q vc deve resistir mto ao papel de moderar, pq parece censura; mas tamb lembro q fez isso certas vzs. De vz em qdo, é necessário, em função de certos padrões de… Sei lá… respeito humano, moralidade… Sei lá mesmo… Mas algum padrão.

    As vzs, cortar coisas como…
    “Se vocês acham que eu estou errado, que se fodam.”
    “toda essa comunalha tinha mais é que ser torturada mesmo.. Hahaha, tou brincando!”
    “Blefe de quem não tem argumento e tenta angariar simpatias se fazendo de vítima. O pai dele não peida colorido nem vendeu pipoca na guerra, pura mitificação.”

    … é uma forma de manter o debate em níveis aceitáveis de civilidade.

  • 119 Paulo Pereira // 3/September/2007 às 1:34

    Pedro Porfírio, na Tribuna da Imprensa:
    “Fui torturado nas instalações do Batalhão Humaitá de 2 a 19 de julho de 1969. Entre uma sessão de cachações, choques elétricos, “telefones” e outras, ficava incomunicável ou na “cela vermelha”, sob uma guarita fria, ou num banheiro fétido, na entrada do presídio improvisado.”

    “Alguns não resistiram. Morreram no pau-de-arara. Os médicos que davam injeção para reanimar nem sempre chegaram a tempo. Outros, até hoje conservam seqüelas. Mesmo em liberdade, viviam assustados. O suicídio do frei Tito de Alencar, na França, foi uma morte retardada.”

    “São essas práticas que o comandante do Exército quer fazer esquecer? É esse o sentimento que você abraça?”.

  • 120 Chesterton-Dracul- El Cid // 3/September/2007 às 1:47

    15/12/67 – Osíris Motta Marcondes
    (Bancário – SP)
    Morto quando tentava impedir um assalto terrorista ao Banco Mercantil, do qual era o gerente.

    17/12/69 – Joel Nunes
    (Sargento - PM – RJ)
    Neste dia o PCBR assaltou o Banco Sotto Maior, na Praça do Carmo, no subúrbio carioca de Brás de Pina, de onde foram roubados cerca de 80 milhões de cruzeiros. Na fuga, obstados por uma viatura policial, surgiu um violento tiroteio no qual Avelino Bioni Capitani matou o sargento da PM Joel Nunes. Na ocasião foi preso o terrorista Paulo Sérgio Granado Paranhos.

    18/12/69 – Elias dos Santos
    (Soldado do Exército – RJ)
    Paulo Sérgio Granado Paranhos preso no dia anterior ao ser interrogado “abriu” um “aparelho” do PCBR localizado na rua Baronesa de Uruguaiana nº 70, no bairro de Lins de Vasconcelos. Ali, Prestes de Paula, ao fugir pelos fundos da casa, disparou, à queima-roupa, um tiro de pistola .45 no soldado do Exército Elias dos Santos que integrava a equipe que “estourou” o “aparelho”. O soldado Elias morreu momentos depois.

    A respeito do soldado Elias, morto em combate no cumprimento do dever, o Ternuma recebeu o seguinte comovente e-mail:

    “Fico feliz de achar uma página da Internet a qual faz uma homenagem a uma pessoa que não conheci, mas com certeza, muito especial. Desde pequena vejo minha avó aos prantos lembrar de seu filho Elias dos Santos, morto brutalmente por assassinos terroristas. Não conhecia direito a história, fiquei sabendo agora. Realmente é revoltante saber que a família de Carlos Lamarca tem direitos que minha avó não teve. Não tenho palavras, só agradeço Daniele Esteves”.
    10/12/70 – Hélio de Carvalho Araújo
    (Agente da Polícia Federal – RJ)

    No dia 07/12/70 a VPR, Vanguarda Popular Revolucionária, seqüestrou no Rio de Janeiro, o Embaixador da Suíça no Brasil, Giovani Enrico Bucher.
    Participaram, ativamente, da operação os terroristas Adair Gonçalves Reis, Gerson Theodoro de Oliveira, Maurício Guilherme da Silveira, Alex Polaris de Alvarenga, Inês Etienne Romeu, Alfredo Sirkis, Herbert Eustáquio de Carvalho e Carlos Lamarca.

    Após fecharem e paralisarem o carro que conduzia o Embaixador, Carlos Lamarca bateu com um revólver Smith-Wesson, cano longo, calibre .38, no vidro do carro. Abriu a porta traseira e a uma distância de 2 metros atirou, duas vezes, no agente Hélio. Uma das balas seccionou a medula do policial.

    Os terroristas levaram o Embaixador e deixaram o agente agonizando. Transferido para o Hospital Miguel Couto, faleceu no dia 10/12/70.

    13/12/71 – Hélio Ferreira de Moura
    (Guarda de Segurança – RJ)

    Morto, por terroristas, durante assalto contra um carro transportador de valores da Brink’s, na Via Dutra.

    Os mortos acima relacionados não dão nomes a logradouros públicos, nem seus parentes receberam indenizações mas os responsáveis diretos ou indiretos por suas mortes dão nome à escolas, ruas, estradas e suas famílias receberam vultosas indenizações, pagas com o nosso dinheiro.
    Carlos Lamarca desertou do Exército como capitão. Morreu lutando, não contra a “ditadura” como a própria esquerda já reconhece, mas de armas na mão, tentando implantar no Brasil, uma ditadura no modelo cubano.
    Sua vítima fatal, neste seqüestro, foi um Agente da Polícia Federal, morto em serviço, no cumprimento do dever, dando proteção a um Embaixador, cuja segurança era uma obrigação do governo brasileiro.
    A família do assassino Lamarca, por decisão do presidente FHC, recebe a pensão de coronel, porque ele, se não morresse, poderia chegar a este posto. Além disto, sua família recebeu uma polpuda indenização, assim como, todas as famílias de todos os subversivos e terroristas mortos, cerca de 300. Os que permaneceram vivos estão recebendo pensões vitalícias por terem sido “perseguidos politicamente”.
    Nenhum senador, nem mesmo Romeu Tuma, um ex-policial e ex-Diretor Geral do Departamento de Polícia Federal, teve a idéia de propor para a família do Agente Hélio, do soldado Elias e das outras quase 200 vítimas, o mesmo tratamento dispensado à família de Lamarca.

  • 121 Chesterton-Dracul- El Cid // 3/September/2007 às 1:51

    Me recuso a aceitar que seres humanos se portem desta maneira. Me recuso a aceitar violência de qualquer espécie, me recuso a aceitar terrorismo de qualquer espécie. Poderia mentir, dizendo que conheci ou fui parente de alguma vítima da guerrilha urbana nos anos 60-70. Não lembro, mas se vocês querem mostrar cadáveres e feridas, eu tab mostro. Se vocês querem contar cadáveres….podem vir quente que eu estou fervendo.

  • 122 Paulo Pereira // 3/September/2007 às 1:53

    Trechos do corajoso e lúcido texto de Kennedy Alencar, na Folha de S. Paulo:

    “Os militares afirmam que os guerrilheiros de esquerda eram autoritários que queriam transformar o Brasil numa ditadura comunista.”
    “Esse argumento é fajuto e desequilibrado. Quem rompeu a legalidade institucional do país foi a direita. Golpistas como Carlos Lacerda se arrependeriam logo depois da “revolução” de 1964.”
    “Se a esquerda tivesse assumido o poder, torturado e assassinado, faria sentido dar aos seus erros a dimensão dos erros da direita. Foi a direita que assumiu o Estado brasileiro. Foi a direita que torturou e matou em nome do Estado. Cometendo equívocos que o país também merece conhecer, a esquerda reagiu.”

  • 123 Chesterton-Dracul- El Cid // 3/September/2007 às 2:10

    corajoso porque? Tá surfando na maré vermelha…..vamos esperar o Brasil virar uma Cuba para reagir? Tirem o corcel da tempestade.

  • 124 Pax // 3/September/2007 às 7:49

    Senhores, mantenhamos a dialética em bom nível, por favor. Então vamos lá: Havia a guerra fria pós segunda guerra e dois impérios lutavam por espaço, o Americano e o Soviético.

    Tese: em nome da Democracia, governos sul americanos – pra nos ater ao post, apoiados pelos EUA e treinados por seus agentes, usavam métodos não canônicos para desmontar as iniciativas comunistas de tomada do poder. A tortura era um dos seus métodos. Havia escolas de tortura. Mataram e torturaram muitos inocentes, simplesmente por discordar do governo, mas também mataram e torturaram muitos inimigos, os que estavam em armas, românticos, mas em armas.

    Antítese: em nome do Comunismo, vários movimentos foram plantados nos países sul americanos e uma parte desses movimentos partiu para a luta armada. Mataram inocentes também. Acredito que num e noutro caso houve tortura. Queriam o poder e a luta armada era parte do método.

    Síntese: O método da tortura é desumano, covarde, canalha. Não deve existir em canto algum. Todo caso deve ser levado a julgamento dentro dos conformes da lei.

    O tempo passado passou, aprendamos com ele, julguemos os culpados de todos os lados e tentemos que a Declaração Universal dos Direitos dos Homens - DUDH - seja respeitada na sua totalidade. É esse o documento que sintetiza as idéias que temos que defender. Os artigos 3 e 5 que reproduzo abaixo devem nortear nossa grande guerra nesse sentido:

    Artigo 3
    Todo o homem tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.

    Artigo 5
    Ninguém será submetido a tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante.

    A aproveita que tô calmo, senão chego a pensar que não se aplica a classe política brasileira da atualidade, os canalhas que em tese posso dizer que não são humanos e volto com meu Empalamento Já pra quem roubar dinheiro público da Educação, Saúde e Segurança Pública.

  • 125 HRP Mané // 3/September/2007 às 8:59

    O que ficou claro em comentários de alguns é a falta da entendimento de que houve um golpe ilegal portanto…e logo a seguir fechamento das instituições , e supressão dos direitos civis básicos….o Estado foi tomado por um grupo totalitário, com fins mentirosos de por a casa em ordem, quando na verdade queriam aumentar sua influencia nas decisões de estado ou simplesmente tornarem-se o estado! EEEEEE…..
    Burguesia canhestra e patética ,sabujo dos estrangeiros….
    Já a oposição que optou pelas armas nunca dise coisa diferente…seu viés era comuno/fascista….e por mais que quisesse-mos esconder usavam metodos em lugares como Urss e China iguaizinhos aos usados pelos militares de 64……mas havia oposição mais ao centro socialista…democratica que também foi posta na ilegalidade…junto com a politicada padrao como JK e Mario Covas by ex……~
    Usou-se o aparelho e estado para arrazar a oposição ao golpe e tramar o Brasil das décadas de 70/80…uma grande obra de incompetentes e safados……..
    Mas agora é hora de trabalhar resgatar o povo pobre e seguir em frente…..Trabalhem seus corpos moles!

  • 126 HRP Mané // 3/September/2007 às 9:01

    Sorry pelo portugues de m…estou sem paciencia!

  • 127 Zé Bush // 3/September/2007 às 9:05

    well…..se , por um infeliz acaso, a guerrilha esquerdista tivesse chegado ao poder, nem aqui nós estaríamos discutindo isso. Seria considerado no mínimo “traição”.

    Indo mais além, acho que nem internet haveria nesse páis.

  • 128 Chesterton-Dracul- El Cid // 3/September/2007 às 9:25

    A Proclamação da República foi um golpe militar, o estado novo foi um golpe militar….então deveremos chamar os descendentes de Pedro II de volta.
    A questão hoje é: queremos o Peto-chavismo para nosso futuro? Esta quadrilha deverá continuar implementando seu projeto de poder em cima dos brasileiros? Este livro aparece com este propósito.

  • 129 Chesterton-Dracul- El Cid // 3/September/2007 às 9:26

    A Constituinte exclusiva, como vocês sabem, é o molde dos neoditadores latino-americanos: Hugo Chávez (Venezuela), Rafael Corrêa (Equador) e Evo Morales (Bolívia). Eis a estratégia das esquerdas latino-americanas: usar os instrumentos da democracia contra a democracia. Não acredito que prospere, mas, está claro, o PT vai tentar. Esta é também a diretriz do Foro de São Paulo, que reúne partidos de esquerda da América Latina, de que Lula é fundador. Só não se aplicou a fórmula no Brasil porque não há, por aqui, condições políticas.

  • 130 HRP Mané // 3/September/2007 às 9:31

    Até concordo com voce Zé…mas a opção democratica que havia antes de 64 era lícita, legal e fruto de uma constituição muito boa …a de 45…ora ora…o que propiciou o golpe não foram os esquerdistas, então uma pobre minoria no senado e na Câmara…foram as forças de direita….que jamais abriram mãos de barrar qualquer iniciativa do governo Jango em modernizar as instituições, leis , implementar a reforma agraria consistentemente e racionalmente…levou o movimento populara cair nos braços da radicalização em varios lugares do país…e foi o que se viu!…o esfacelamento do regime democrático….Faltou visão…sobrou egoismo!
    E ora ora ora…sabem quem são ,ainda, os dois países da AL com maior concentração de renda e maiores indices de injustiça social?
    Brasil Primeirão….Chile Segundão!
    Nada , ainda, mudou com a nossa elite capito/burgueso/sabuja/rapinante!

  • 131 HRP Mané // 3/September/2007 às 9:33

    PD…dá um chazinho de erva cidreira pro frango mais querido!

  • 132 Chesterton-Dracul- El Cid // 3/September/2007 às 9:35