O Plano Marshall e a reconstrução da Europa
O Plano Marshall foi ousado. Após a Segunda Guerra, entre junho de 1947 e o fim de 1951, os EUA ofereceram 13 bilhões de dólares para financiar a recuperação da Europa. Era o equivalente, na época, a 5,4% do PIB norte-americano em 1947.
Seria o equivalente aos EUA dedicarem 750 bilhões de dólares em números de hoje.
Niall Ferguson é um dos mais reconhecidos historiadores da atualidade e resenha, para a New Yorker, o livro The most noble adventure: the Marshall Plan and the time when America helped save Europe – A mais nobre aventura: o Plano Marshall e o momento em que os EUA ajudaram a salvar a Europa –, assinado por Greg Behrman.
O Plano Marshall deixa memórias vivas e, em cada instante, ele é relembrado e indicado como boa política. Da última vez foi no Afeganistão. Um Plano Marshall salvaria o Afeganistão. Hoje, os EUA dedicam não mais que 0,2% de seu PIB a ajuda externa. Mas um Plano Marshall faria diferença? É isto que Ferguson se pergunta.
Nenhuma política até então parecia resolver a falta de dólares – o fato de que uma Europa exausta não conseguia dinheiro estrangeiro o suficiente para pagar pelas importações necessárias vindas dos EUA. Behrman mostra como o Plano Marshall resolveu este problema. Um fazendeiro francês que precisasse de um trator norte-americano o compraria com francos franceses. A Administração de Cooperação Econômica (braço executivo do Plano) consultaria o governo francês a respeito da transação. Se fosse aprovada, o fabricante do trator, nos EUA, seria pago com fundos do Plano Marshall. Os francos do fazendeiro, por sua vez, iriam para o Banco Central da França, permitindo que o governo francês gastasse este dinheiro na reconstrução, [poupando sua reserva de dólares]. O Plano Marshall fazia duas coisas ao mesmo tempo, aliviava a pressão no balanço de pagamentos francês enquanto bombeava dinheiro para o plano de recuperação local. Ele tinha um efeito multiplicador, para usar o termo do economista John Maynard Keynes. De acordo com um observador da época, cada dólar Marshall estimulava de entre 4 a 6 dólares em produção européia.
Mas a Europa precisava do Plano? Na avaliação de Ferguson, sem o Plano Marshal, a Europa:
1. Não se fragmentaria economicamente, o embrião da comunidade européia já havia nascido antes do Plano;
2. A indústria norte-americana também não se beneficiou particularmente. Na época, o mercado interno dos EUA era vastamente maior. Não houve, nos dizeres do Partido Comunista francês, uma ‘Cocacolonização’ da Europa.
3. E, sem um Plano Marshall, a Europa Ocidental também não estaria particularmente frágil a uma investida de Stálin, como alguns sugerem. O que deteve a União Soviética foram as armas norte-americanas, não seu dinheiro.
A conclusão do professor é que a Europa se levantaria – com um pouco mais de dificuldade, é fato, os movimentos sindicais seriam mais intensos, haveria uma crise aqui e ali, mas a Europa se levantaria sem o Plano Marshall.
O que o Plano Marshall produziu foi algo de profundamente valioso para os EUA que durou quase toda a Guerra Fria: boa vontade européia. O selo do Plano que vinha em sacas de cereais, que estava afixado em lojas várias, ainda povoa o imaginário de europeus que lembram o período até hoje. Eram os EUA presente num momento de dificuldade. Ajudando.
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os americanos salvaram a França em 3 ocasiões no século 20. Como a inveja é uma merda, só cnseguiram com isso ressentimentos e anti-americanismo.
Sem o Plano Marshall, os partidos comunistas teriam levado a Europa a um engessamento econômico dos diabos.
É ISSO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Eu já falei zilhões de vezes que o Brasil tem mais é que declarar guerra aos EUA e PERDER!!! - Precisamos ser arrasados, bombardeados e depois recebermos ajuda deles!!! em 15, 20 anos seremos um Japão!! Uma Alemanha!!!!
O único problema é se ganhamos a guerra. Em 4 anos o governo do PT acaba coma economia dos EUA só pra sustentar gringo cm cesta básica….
well…tenho minhas dúvidas se não haveria turbulencias sindicais. Haveria e muita!
A Europa estava arrasada em todos os sentidos.Em alguns países a infraestrutura regrediu á Idade Média.
Demoraria para se reerguer sozinha? Demoraria, mas quantas décadas? Ao custo de quantas rebeliões atiçadas pela Urss?
Em política, tempo é oportunidade .
Deixar a Europa se recuperar sozinha era um risco enorme que os EUA não poderiam correr.Ainda mais com DeGaulle tendo problemas com o terrorimo dos separatistas coloniais, muito provavelmente ajudados pela URSS.
E Franco tendo que enfrentar os separatistas bascos também amparados pela URSS.
E o pessoal do IRA detonando todas na Inglaterra. (até ameaça de golpe houve na Inglaterra,prá quem não sabe).
O plano Marsahll tirou a Europa do buraco na hora certa.Não tivessem feito nada, hoje os EUA seriam acusados de negligência e estariam amargando uma Europa dividida e favelizada pelo comunismo, exportando refugiados no atacado.
Nem todo o bom investimento vai render em ganhos monetários diretos. Mas aposto que os indiretos ao longo dos anos compensaram e muito o que o EUA gastaram no Plano Marshall. Lembre-se que não era só comprar produtos americanos, mas soluções americanas, sejam de engenharia, medicina, indústria e, em última instância, cultura. Solidificando laços e influência dentro da europa.
Nesse aspecto, de diplomacia cultural, os gringos são geniais. Mas não se iludam tem gente fazendo coisa parecida por aqui também.
este é o termo, favelizada pelo comunismo. O Brasil está sendo favelizado pelo cmunismo e ninguém reclama….ô cambada.
Democracia é assim:
Um homem, um voto.
No Brasil é: Uma cesta básica, um voto.
Tamo bem.
Vejamos uma nova versão do Plano Marshal, só que na Venezuela:
O Chávez late, rosna, fuça e a PDVSA vende muito petróleo aos EUA. Com a grana do petróleo Chávez sustenta Fidel e a fazenda de cama que chamam de Cuba.
Parece engraçado mas no fim Venezuela e Cuba são sustentadas pelo seu maior inimigo…
Juro que não entendo…
Muitas empresas européias passaram para controle norte-americano no pós guerra, o Plano Marshal não foi instituído somente visando a supremacia sobre a ex-URSS.
O real objetivo era criar mais um mercado consumidor no futuro, principalmente para produtos agrícolas uma vez que a indústria na Europa já era muito desenvolvida e com mão de obra qualificada.
A França merece um estudo a parte, desenvolveu tecnologia própria em muitas áreas no pós guerra e até onde sei o capital francês foi preservado na indústria.
Puxa, esse autor é fogo mesmo! Agora Mr. X et al. vão ficar magoados com tamanha ingratidão!
Zé Bush, poderia falar mais sobre a “ameaça de golpe na Inglaterra, devido ao IRA”? Se puder indicar um link, agradeço.
Abraços!
Concordo com a avaliação do Esprit de porc.
De resto, como hoje terei pouco tempo para participar da discussão, gostaria que alguém esclarecesse alguns pontos do texto aí em cima, antes de avaliar a posição (revisionista) do autor.
Pelo que sei, o Plano Marshall entrou em vigor em 1947. Já existia e embrião da União Européia? O Tratado de Roma, acaba, precisamente de completar 50 anos. É de 1957. A que embrião refere-se o autor?
O terceiro reich era um plano de unificação européia……
Vlad:
Também acho isso, primeiro uma limpeza étnica e depois a unificação…
FRASE
Odeio todas as coisas de origem americana… Odeio o país com toda a minha força. E eu sou chavista. Qualquer coisa que Chávez faça, qualquer coisa que Fidel faça, tudo está certo.”
Diego Maradona, na sua entrevista a Hugo Chávez na noite de domingo, numa emissora de TV da Venezuela
link pertinente
http://www2.uol.com.br/entrelivros/book_review/inferno_vermelho.html
O EUA adota uma política de “morde e lambe” como forma de garantir sua dominação mundial.
É esse lance de destruir pra reconstruir.
Só uma curiosidade, li em um artigo( não lembro onde foi publicado) que a SUDENE investiu no Nordeste o equivalente ao Plano Marshal.
Imaginem o tanto que foi desviado…
Os EUA doaram aos países do terceiro mundo, a fundo perdido - o plano Marshall foi empréstimo- várias dezenas de Marshallzinhos….e de nada adiantou.
Jogar dinheiro pela janela nunca deu certo mesmo, olhem aqui por quem chora o PT, que são os excluídos, os famélicos do mundo, os deserdados da natureza
Ministério Público denuncia “mendigos profissionais” de Uberlândia
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da Folha Online
Em três meses, cerca de 250 mendigos que estavam nas ruas de Uberlândia (MG) foram capturados pela polícia. O recolhimento integra uma campanha de combate à prática que o promotor de Justiça Marco Aurélio Nogueira chama de “mendicância profissional”.
Segundo ele, entre os mendigos detidos recentemente estão um aposentado proprietário de uma casa; um falso portador de mal de Parkinson que é campeão municipal de cacheta [um tipo de jogo de baralho]; e um pai de seis crianças que as obrigava a pedir esmolas –as crianças estão sob os cuidados do Juizado da Infância e Juventude da cidade.
Quando identificados, os “mendigos profissionais” são denunciados (acusados formalmente) por mendicância, contravenção penal prevista na legislação brasileira –a pena varia de 15 dias a três meses de prisão e aumenta quando o caso envolve ameaça, fraude, simulação de doença ou deficiência e crianças ou adolescentes.
“O Ministério Público sabe que não vai acabar com o problema da mendicância, mas está fazendo a sua parte. Eu sei que a questão é muito mais social que criminal, mas o resultado está sendo positivo”, diz promotor.
Em alguns casos, esclarece o promotor, o desfecho da campanha não é a Justiça, mas sim apoio. “Houve um rapaz formado que não achava emprego e foi para a rua pedir esmola, e nós estamos tentando encaminhá-lo para alguma empresa.” Usuários de drogas também são encaminhados para tratamento.
Os mendigos recolhidos são cadastrados pela Polícia Civil. Nos últimos três meses, entre os cadastrados, 50 eram de Uberlândia e 200 eram de outras cidades.
well,Veríssimo…houve um complô na Inglaterra para tirar a monarquia e implantar a República.O IRA não estava diretamente envolvido, na verdade não tinha nada a ver com a tentativa de golpe. Era coisa de dentro mesmo,tendo até parentes da rainha envolvidos, entre eles Lord Mountbatten, primo da rainha.
Houveram movimentações iniciais mas a tentativa de golpe foi descoberta e abafada. Se não me engano, foi em 1966 ou 1967. O primeiro-ministro era o Harold Wilson, que agiu rapidamente e abafou o caso .
well….aqui no Brazil teve a Aliança para o Progresso, uma maneira americana de marcar sua presença na América Latina e combater a então ameaça comunista que infiltrava-se em vários países.
Entre outros aspectos, a Aliança para o Progresso vendia trigo a preço abaixo do mercado , subsidiado pelo governo americano.Claro que também servia para escoar a super-produção americana,incrementada pela Revolução Verde, quando foram introduzidas novas técnicas agrícolas (uso de sementes modificadas,emprego de pesticidas, mecanização da atividade agrícola,etc)
A Aliança para o Progresso só serviu mesmo para enricar muita “gente boa” por esse Brazilzão afora……eta mundo véio,sô!
Queria te enviar uma dica:
Choosing the best non-English language films
em:
http://eddieonfilm.blogspot.com/2007/08/choosing-best-in-non-english-language.html
Zé Bush, valeu!
direto para o PD
http://tigerhawk.blogspot.com/2007/08/why-journalists-become-journalists.html
Alba: Ele se refere à Comunidade do Aço e Carvão, que reuniu França, Alemanha Ocidental, Itália, Bélgica, Luxemburgo e Holanda num mercado comum para aço e carvão. Os acordos já estavam sendo negociados quando veio o Plano Marshall, embora o tratado final seja apenas de 1951…
O que os jornalistas se preocupam (em relação aos blogueiros) é o declínio de sua influência em assuntos não diretamente relacionados a coleta de dados e nem remotamente relacionados a reportagem.
Eles estão preocupados em perder a possibilidade de formar (e deformar)a opinião pública de maneiras que eles julgam melhor para o bem comum.
Essas pessoas não entraram no jornalismo afinal para fazer relatos sobre as diretivas da 3M. Eles entraram no jornalismo para “mudar as coisas”.
E estão desesperadamente se agarrando a esta influência indevida e não merecida , usando suas qualificações em outras áreas para coletar e disseminar informações (raw) para se transformarem em algo que realmente des4jam ser e acreditam merecer ser: um sacerdócio da sabedoria geral, certificado e credenciado, em assuntos de política, ciência e dilemas ético-tecnológicos; política externa e estratégia militar inclusive….
(tradução livre e preguiçosa)
Vlad Chesterton: Tenho a impressão de que este seu comentário melhor se aplica ao post acima.
não tinha visto…
mas olha este, Putin, traficante e bandido decadente
http://brookesnews.com/071307russianpower.html
uma tarde de folga inesperada
http://www.youtube.com/watch?v=ZBmFnQXa_Tk&mode=related&search=
750 bilhões em números de hoje! É muito dinheiro. Um grupo de oposição a Chávez afirma que através da PDVSA a Venezuela prometeu gastar US$ 30 bilhões para países estrangeiros “amigos” desde 2004, não se sabe se haverá sustentação financeira para tanto, sustentabilidade me parece que não há, o ganho está mais para a propaganda política.
Se os EUA ajudaram a Europa e o Japão com pretensões de influência política e retorno no médio e longo prazo do ponto de vista econômico, foram muito bem sucedidos. A Europa e o Japão se reergueram com democracia e qualidade de vida para as suas populações e com sustentabilidade. Enquanto isso os países da Europa sob o domínio soviético sofreram economicamente e padeceram sob regimes repressivos de Estados policiais.
Se grandes empresas hoje investem em programas ecológicos e socialmente sustentáveis, e ao mesmo tempo tem retorno favorável para as suas imagens e negócios, ótimo assim é que funciona, todos saem ganhando.
Abs.
A qualidade de vida significa “vender” aos sem qualidade de vida e esperar que eles “nunca” tenham tal qualidade der vida e ,portanto, continuem a “comprar” e a perpetuar a coisa!
EEEEEE….ROMA MIL ANOS! MARE NOSTRUM!….ALEMANHA, ALEMNHA acima de tudo! HUMMMMMMMM!
Aliás !FALA sério!
Ô Vlad,
Durante um ano ia à Uberlândia duas vezes por semana prá fazer os créditos do Mestrado.
Cidade à época cheia de pedintes e violenta, nada devendo a São Paulo.
Sei que alguém pode vir com bairrismo por causa disso e, aqui já vai o troco: vejam quantas casas/edifícios por lá tem cerca elétrica.
Dizer que os Estados Unidos “salvaram” a Europa é uma simplificação sem tamanho!
O buraco é muito mais embaixo, muito mais embaixo mesmo.
Em primeiro lugar isso seria um total “anti-capitalismo.”
Pode-se acreditar numa coisa dessas!
Muita gente morreu na Europa.
Mas a grande maioria dos seus “doutores”, inventores, técnicos, empresários, comerciantes e operários continuaram vivos.
Era só uma questão de tempor para a Europa se reabilitar e foi o que aconteceu.
E uqem foi que falou que o Marshal foi um plano de caridade?
Apenas e tão sómente foi a criação de mercado potencial e consumidor. Não existe capitalismo bonzinho assim como não existe comunismo bonzinho. Os EUA ajudaram a Europa nada. Foi investimento. Deu certo para os EUA e para a Europa. Negócio bom para ambos. O capitalismo sadio em sua melhor forma.
Agora vamos parar de falat que o Plano Marshal foi bom para a Europa senão o pessoal da esquerda vai dizer que na verdade o Plano Marshal foi idéia de comunistas americanos…
Plano Marshal foi uma papagaiada, tal qual o foi a Aliança para o Progresso.
Americanos “salvadores da Europa”
Chega a ser hilário!
o exército americano salvou a Europa, o governo americano deu grana e equipamento militar aos russos para lutar do outro lado.
Plano Marshall foi empréstimo.
O Exército Soviético não fez nada, não é mesmo?
Quem sofreu as maiores baixas?
Quem alcançou as maiores vitórias?
Unilaterismo infantil.
correção: unilaterarismo infantil.
Toda mundo sabe que “as forças do eixo” perderam a guerra ao invadir a Rússia.
Os Estados Unidos, na verdade, estavam “se lixando” para a Europa e, só entraram na guerra, devido a uma tremenda burrada do Japão que bombardeou Pearl Harbor.
Muitos americanos eram simpatizantes de Hitler, tal qual muitos franceses, quase a metade.
Pronto.
Dom Casmurro e Bitt: A Rússia ganhou sózinha ( e com uma mão amarrada) a guerra contra o eixo…
Menos, menos. Tava todo mundo no mesmo barco.
Quanto ao Plano Marshal: Não dá para esquecer que a Alemanha e o Japão perderam a guerra e o Brasil tava do lado dos que “esmagaram” o eixo…
Depois de 45 prá onde foi a grana? pra cá ou pra lá?
Ninguem aqui ta dizendo que os EUA fizeram caridade. Eu pelo menos sou capitalista (tá certo Dino, não sou capitalista, apenas vivo bem nele) mas não sou hipócrita.
Mas ainda bem que os americanos mandaram grana para a europa. Bem melhor que os russos que mandaram mesmo foram tanques e tijolos pro muro…
E, sem um Plano Marshall, a Europa Ocidental também não estaria particularmente frágil a uma investida de Stálin.
O detalhe é que não havia assim a necessidade da investida de Stalin, haviam partidos comunistas fortíssimos na Europa ocidental, alguns foram até massacrados com o consentimento de Stalin como os “Elas” gregos, para que não chegassem ao poder. O plano Marshall era necessário, mais como propaganda capitalista do que por necessidade dos EUA do mercado Europeu e desses pelo dinheiro dos EUA.
Existe uma grande simplificação, de muitas pessoas, ao acharem que a “Alemanha” sozinha fez guerra contra o mundo.
Na verdade, “as forças do eixo” reuniram vários paíse e simpatizantes, quem ficou quase isolada mesmo foi a Inglaterra.
Outra simplificação é achar que os Estados Unidos ganharam a guerra.
Até o Brasil ajudou a ganhar a guerra.
As coisas são muitos mais compexas do que pensamos.
Agora, que os Estados Unidos façam caridade, é um pouco demais para mim.
Dom Casmurro, |stalin mandava os soldados soviéticos (heróis sem dúvida) sem armamento como bucha de canhão contra os alemães. O exército russo era uma bosta sem tamanho, o que morreu de soldado (ótimos) sem necessidade foi de arrasar.
e mais, a burrada não foi japonesa, foi do Hitler, que declarou guerra aos americanos logo após Pearl Harbour.
Outra simplificação é dizer que “o inverno soviético venceu os alemães.”
Ora, que raios de povo era este que queria dominar o mundo e não sabia que a Rússia tinha invernos rigorosos.
O que venceu a guerra foi a bravura e determinação do povo soviético.
Os soldados alemães esperavam ser recebidos como heróis salvadores e foram recebidos à bala por toda a população.
Cada soviético se transormou em soldado.
Armas foram distribuídas para toda a população e todo mundo lutou.
Foi um dos período mais heróicos de toda a história humana.
Dom casmurro,
Não foi burrada do hitler invadir a russia não, pro oeste ela já tinha conquistado tudo, chegado ao atlantico.
Só restava a russia que tinha petróleo, era o que ele precisava pra manter a máquina operante.
Arriscou e perdeu.
vlad, não diga coisa que você viu em algum filme americano ou leu no mídia sem mascara… Os russos foram pegos de calça curta sem duvida, fizeram um sem números de erros estratégicos, mas daí para essa historia de soldados sem armas é coisa de filme. Acreditas que os soviéticos paravam as divisões panzer com soldados desarmados? A batalha de Kursk foi à base da pedrada? Outra mentira que emplacou é a da tecnologia de foguetes, os americanos que tiveram que usar no pós-guerra a tecnologia alemã, pois não tinham nada parecido até então, passam a imagem que os russos também fizeram o mesmo. Só que tem um detalhe, a técnica de foguetes russos é anterior à alemã e foi debaixo de uma chuva de Katiucha que os alemães voltaram para Berlin.
Escrevo sem ter lido todos os comentários, mas gostaria de fazer algumas observações sobre o texto que possivelmente, alguém terá feito anteriormente.
PD,
De fato, eu havia me esquecido da CECA, que entrou em vigor em 1951 e pelo que li, comprometia principalmente Alemanha Ocidental e França, no meio da “Europa dos Seis” original, por conta da existência dos recursos naturais – carvão e ferro – em seus territórios, em que pese a história de 3 guerras devastadoras entre os dois países em menos de um século. Ora, exatamente essa disposição de esquecer um passado recentíssimo de ódio e de lembranças amargas, para usar o vocabulário do tal professor, aponta, para mim pelo menos, uma preocupação bem menos ingênua e superficial na linha de “serei lembrado como amigo”. Trata-se de pragmatismo, realpolitik. A grande preocupação era criar um instrumento que lhes possibilitasse escapar do destino de “quintal” americano, como nós. Tinham, ainda que em péssimas condições, a infra-estrutura, o conhecimento técnico e principalmente, o desejo de não se deixar subjugar por essa ajuda “humanitária”. Em Relações Internacionais, principalmente envolvendo áreas influentes geopoliticamente, falar em ação humanitária desconectada de cálculo, é tolice, desculpe.
Também acho curioso o argumento de que “o que deteve a URSS foram as armas americanas e não seu dinheiro”. Bom, primeiro acho difícil à beça separar “armas” de “dinheiro”. Por outro lado, há estudos que dizem, embora eu não lembre os autores no momento ( porque não tive tempo, mas se quiserem, prometo postar amanhã) – que se uma única bomba fosse detonada sobre a URSS, a Europa Ocidental TODA estaria ocupada em pouquíssimo tempo.
Por fim, e não acho pouca coisa, por mais que o mercado americano fosse maior que o europeu imediatamente após a guerra, o que é muito compreensível, já que o território americano não sofreu invasão, nada impedia que se imaginasse o potencial de crescimento do mercado europeu pós-debâcle. Aliás, pelos mesmos motivos expostos acima.
E definitivamente eu não confiaria numa política externa voltada apenas a criar boa vontade e uma imagem favorável. Isso também é importante. Mas entendo política externa como defesa de INTERESSES e, nessas circunstâncias, a boa imagem, a do cara “que ajuda” é apenas parte do pacote.
Acrescento que nunca, como no pós-guerra, os Partidos Comunistas cresceram tanto. Inclusive aqui . Pô! 10% dos eleitores para um partido que esteve quase toda sua vida na ilegalidade é muita coisa, na eleição de 1946.
Será que, candidamente, isso também não pesou na a”ação humanitária”?
Pois, é Theo
Alguém já disse que quem conhece história está condenado a repeti-la.
Algo bem semelhante aconteceu entre o Iraque, apoiado pelos Estados Unidos e o Iran.
Os iraqueanos esperavam ser recebidos como heróis libertadores pelos iranianos e foram recebidos por uma chuva de balas.
E o Saddan e seu exército voltaram de “rabo murcho”, após incontável números de baixas..
vlad, só para você ter uma idéia a submetralhadora PPSh41 foi produzida 5 milhões de peças até 1945, ela passou a ser padrão até para a tropa invasora, tal era sua simplicidade e eficiência, já que a “lurdinha” alemã, aquela que o Bitt disse ter uma replica, é uma bela bosta.
Theo,
O provérbio é: “Quem NÃO conhece história está condenado a repeti-la”
Alba,
Achei os seus comentários bem equilibrados.
A história da Segunda Guerra ainda é muito recente para termos uma noção “objetiva” sobre todos os fatos.
Os EUA segundo os seus interesses fizeram bem a parte deles, mas é claro que parte da Europa e o Japão tem os seus méritos, e souberam dar a volta por cima. Li um livro de Jacques Attali, que de certa forma me ajudou a não encarar empréstimo como algo ruim totalmente, cada caso é um caso, depende da forma, do controle no uso do capital antecipado. Quanto mais se economizar e poupar melhor, mas o sacrifício também é alto, nem todos se dispõem a pagar o preço e nem sempre valeria a pena esperar tanto, para a antecipação de uma demanda imediata, que pode ser revertida em conforto, na realização de um sonho, um empreendimento, a abertura ou expansão de um negócio. Sob certo aspecto o empréstimo pode ser até mais positivo do que a mera doação, pois cobra contrapartida e estimulando o esforço para concretizá-lo, além de valorizar a conquista. O empréstimo também pode mostrar o caráter e a capacidade de quem o recebe, pela tenacidade e celeridade de quem quer saldá-lo.
O empréstimo pode ser um meio de dominação temporário, e sobre aqueles que não sabem administra-lo, permanente, mas pode ser uma forte ajuda para os que sabem usá-lo. Não depender de empréstimo seria o nirvana, mas ao se utilizar do crédito, que se transforma em débito ao recebê-lo, este mesmo débito também, em mãos apropriadas, poderá ser transformado em um investimento. Questão de tempo, inteligência, paciência, trabalho, disciplina.
A Europa se reergueria sozinha?pode ser que sim, não duvido da capacidade humana e de sua obstinação, mas poderia levar muito mais tempo e com muito mais sofrimento. Acredito que foi um bom negócio, fizeram bom uso daqueles 750 bilhões de dólares.
Abs.
Alba,
Não sou simpático a política de confronto do Chávez em relação aos EUA, considero o Lula mais pragmático. Podemos manter relações amistosas, sem dobrarmos a espinha. Os EUA, a China, a França, enfim cada qual, defende primeiro os seus interesses, cada qual se puder quer a supremacia, são duros nas negociações, apesar dos sorrisos e apertos de mãos calorosos, medalhas, títulos honoríficos e o escambau.
Devemos também buscar os nossos interesses, sem servilhismos, com o máximo de dignidade e soberania. Por isso eu aprovo a política de diversificação de nossas relações comerciais, de entrosamentos e formação de blocos com países com características de fragilidade e/ou vantagens como as nossas para que na mesa tenhamos o máximo poder de barganha, mesmo que não tão afetos aos EUA, não é a toa aquele velho ditado que diz “a união faz a força”.
Mas também temos que criar poupança interna, deveríamos investir macissamente em educação, pesquisa, aperfeiçoamento jurídico e institucional(combate sem tréguas a corrupção e ao crime). A questão mais uma vez é o como? Estado indutor,? Liberdade de mercado sem restrições? Regulamentação? Controle? etc, etc, etc, enfim, aquela velha discussão que também não tem fim aqui.
Beijos.
Concordo com alguns posts:
Sim, o povo russo foi heróico. Lutou como pôde, inclusive destruindo suas próprias casas e safras para que nada servisse aos alemães.
Sim o inverno foi um fator favorável a eles.
Sim às longas e vulneráveis linhas de abastecimento dos nazis.
Sim a besteira de cercar Leningrado por três anos.
Sim que os generais russos usavam mais o volume de suas tropas atiradas contra os alemães do que a tática. Exceção a Zukhov que soube usar seus efetivos de maneira menos carniceira que os demais. - tanto que a admiração de seus subordinados causaram frissons de inveja em Stalin. Zhukhov chegou a Berlim graças a isso…
Eu pelo menos dou o crédito justo aos russos na vitória, mas apenas o justo e nada mais. - Não esqueçamos que no Pacífico os russos não se meteram. Restringiram-se à Europa e nada mais e aliás diga-se, por lá ficaram às custas de tanques e muros…
Tá, tá bom. O plano Marshal foi interesseiro sim e como foi. Serviu para conter a sanha da esquerda num momento vulnerável da Europa e serviu tambem para ajudar na reconstrução da economia européia. Os EUA ganharam com isso? claro que sim!! E lucrar é pecado? Claro que não.
Não sejamos hipócritas. Quem usa celular deve saber que é um sistema de codificação telefônica desenvolvido na primeira guerra do Iraque e nem por isso se recusam a usar tal artefato bélico… Aliás, a penincilina tambem é consequência da guerra.
Von Braun foi levado aos EUA e temos satélites em boa parte devido a isso.
Conclusão: Declaremos guerra aos EUA e vamor perder feio. A médio prazo saímos ganhadores.
Alguem ai assistiu ” O Rato que Ruge”?
Pois é…
Sobre a guerra na frente oriental convenhamos o aontecimento foi grande demais para reduzirmos a vitória alemã a esse ou aquele ponto. Dos fatores para a vitória soviética eu listaria (sem -ordem de importância).
- a competente espionagem soviética, a área de inteligência deles dava de 10 a 0 na alemã.
- A estupidez de Hitler em não ouvir seu generais e fazer microadministração
- A inteligência de Stalin em se recuperar das burradas e 1941 e não incorrer nos mesmos erros de Hitler (não é questão de gostar de Stalin, mas isso é observavel)
- Os fracos aliados do eixo (a incapacidade Romena de segurar o flanco em stalingrado)
- As IMENSAS contribuições americanas em armas e comida (principalmente a comida). Muitas Katushas estavam sobre caminhões Studbaker, por exemplo.
- A incompetência alemã em capitalizar opositores de stalin ao seu favor, agindo pior que hordas mongóis
- A imensa coragem dos povos na URSS em resistir ao invasor, no final eles escolheram o ditador que falava russo.
- A capacidade do Exército vermelho em aprender com seus erros e copiar os acertos dos inimigos
- A economia voltada para a guerra o que fez a URSS superar a produção alemã rapidamente. (a Alemanha fez isso tarde demais)
- O magistral uso que os vermelhos faziam do mal tempo (que é bem diferente dessa bobagem de general inverno).
Sobre o plano marshall, se bem me lembro da teoria pragmática, não há amigos ou inimigos em relações internacionais, o que há são interesses. Mas o que esperavam que os EUA fizessem tudo por amor?
Pessoalmente acho que o Plano Marshall foi uma ótima jogada do ponto de vista estratégico. Criou novos mercados para capitalismo, travou o avanço comunista e ajudou a moldar o mundo que atualmente conhecemos. Se é pior ou melhor que poderia, vai saber.
Mesmo com outros partidos comunistas na europa. Se a URSS fosse a favor de outras opiniões não teria esmagado Praga só por ter pensando um comunismo diferente. Sem uma europa ocidental forte talvez a cortina de ferro batesse no atlântico.
Renato:
Tô de acordo. Aliás tenho um diorama de Katuchas montados em Studebaker …
Nassau e Dom Casmurro,
Não estou argumentando que os EUA implantaram o Plano marshall apenas por boa vontade. Parece-me que este é o argumento do tal professor. E como tal, é ingênuo ou espera que seja lido por ingênuos.
Devo estar com problemas de redação porque algumas pessoas, como o Josué, supuseram juízos de valor sobre se lucro é moralmente aceitável ou outras coisas que tais. Pensei que havia deixado bem claro não estar discutindo nessa linha, até porque seria usar da mesma ingenuidade do professor.
Pontuei apenas que política externa se faz na defesa de INTERESSES. Se esta defesa puder carrear simpatia, muito melhor.
E, Nassau, eu entendo que a postura de Chávez em relação aos EUA é bravateira, acima de qualquer outra coisa. Não passa de discurso vazio. Neste sentido, também apoio a política externa do Itamaraty. Interessa sim, ao Brasil, não só ser visto como o líder natural da América do Sul, mas fazer gestos que nos tragam a boa vontade dos hermanitos e ajudem a construir, quem sabe, um bloco mais integrado - inclusive fisicamente, já que em algumas áreas faltam até estradas ligando países vizinhos - e nos tornem menos vulneráveis aos interesses americanos.
Alba:
Minha admiração por sua condição feminina e por sua inteligência impedem-me de afrontá-la e em nenhum momento quando defendi o lucro decente referi-me a algum comentário seu.
Sua redação é limpa, precisa e perfeitamente inteligível.
Se em algum momento pareceu-lhe que discordava de você, saiba que se o fizesse, citaria clara e indelevelmente seu nome de ta forma pontuar exatamente do que e porque discordava.
Sou cínico e brincalhão mas creio que voce sabe quando eu sou um ou outro ou tô falando sério.
Não se preocupe. Te adoro do mesmo jeito.
Aliás lembra do quartinho com as violetas azuis? Pois é, tá lá…
Alba,
Só gostaria de me fazer melhor compreendido e de conhecer melhor seu ponto de vista sobre o assunto. Para mim ficou bem esclarecido.
Beijos.
Acho interessante ele dizer que haveria “uma crie aqui, outra ali”. A Europa nos anos 50 e 60 foi um celeiro de crises políticas e sindicais. A França, por exemplo, só não caiu em Guerra Civil porque o De Gaulle interveio com cassetete e tudo que tinha direito. A Itália, nem se fala. Se a ausência do Plano Marshall causasse “um pouquinho mais de crise”, o século XX poderia ainda não ter acabado.
orsevni,
O plano Marshall contribuiu sim, não deixemos que o antiamericanismo nos cegue tanto. Admito até que se questionem as motivações, mas negar que 750 bilhões de dólares só na Europa só fizeram cosquinha para mim é má vontade.
Recentemente uma senhora sofreu um enfarto do miocárdio, estava entre a vida e a morte, tinha veias ou artérias entupidas, da emergência ela foi para a UTI. De lá ela foi submetida a um cateterismo e a uma angioplastia, graças a Deus aos médicos, enfermeiros e ao hospital. O procedimento todo, junto com a internação deve ter ficado uns 90 mil reais. Não existem jantares grátis, alguém paga a conta, mas todos ganharam, os médicos, enfermeiros, hospital, a senhora, e seus filhos. Apesar do interesse monetário que levam os médicos e enfermeiros a trabalhar, reconheço que foram úteis e ajudaram, o importante é que hoje com as devidas limitações ela está viva, está bem.
Abs.
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