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Estadão, blogs e o debate aberto

August 21st, 2007 · · 58 Comentários

A campanha para anunciar a nova configuração do estadao.com.br, criada pela agência de publicidade Talent – dois comerciais para televisão, um spot para rádio e três anúncios para impressos, que entraram em cartaz no dia 25 de julho –, abriu intenso debate dentro do universo da blogosfera. […]

‘O Estadão pediu e está tomando porrada’, disse Julio Hungria em 15 de agosto, no site Blue Bus, um dos mais acessados no meio publicitário. ‘Parece mesmo inacreditável que nas bordas do século 21, a bordo do extraordinário avanço da tecnologia e do pensamento, alguém possa criar (e aprovar!) uma idéia dessas que tem a proposta de desconstruir um formato contemporâneo em suposto benefício de outro francamente na véspera de sair de cena (os jornais impressos adaptados para a internet)’.

Rogério Christofoletti, do blog Monitorando, fez em 14 de agosto a seguinte ponderação no site Observatório da Imprensa: ‘Não acho que o Estadão quis ofender os blogueiros, que está com medo do avanço dos blogs ou coisa do tipo. As empresas grandes não ficam de fora do mercado, seja ele emergente ou não. No portal da Globo, da Folha, do Estadão, há blogs. Eles não ficam de fora. O que o Estadão quer é convencer o público de que oferece a informação mais confiável, de melhor qualidade, mais necessária. Talvez – num segundo momento – coloque nas ruas uma campanha em que tente convencer que os melhores blogs são os de seus colunistas e tal. Não importa o suporte, senhores! Importa que a empresa forneça o serviço, e que este aparente as melhores condições de qualidade, preço e conveniência’.

O Estadão convida ao debate, em seu portal.

Atualização – Alguns de vocês me cobram uma posição. Vai rápida: houve exagero na reação da blogosfera. A discussão a respeito das mudanças provocadas pela Internet é longa, complicada, a verdade é que repetir slogans é fácil, prever o futuro, difícil. A rede tem sim um problema grave de credibilidade. E a mudança tecnológica está mexendo profundamente com as empresas de grande mídia. Dei uma entrevista sobre isto há algumas semanas, talvez interesse a alguns.

Tags: Blogosfera

58 Comentários até agora ↓




  • 1 André Monsores // 21/August/2007 às 15:47

    E você, PD. O que pensa disso?

  • 2 Vlad Chesterton // 21/August/2007 às 16:01

    O que os jornalistas se preocupam (em relação aos blogueiros) é o declínio de sua influência em assuntos não diretamente relacionados a coleta de dados e nem remotamente relacionados a reportagem.
    Eles estão preocupados em perder a possibilidade de formar (e deformar)a opinião pública de maneiras que eles julgam melhor para o bem comum.
    Essas pessoas não entraram no jornalismo afinal para fazer relatos sobre as diretivas da 3M. Eles entraram no jornalismo para “mudar as coisas”.
    E estão desesperadamente se agarrando a esta influência indevida e não merecida , usando suas qualificações em outras áreas para coletar e disseminar informações (raw) para se transformarem em algo que realmente des4jam ser e acreditam merecer ser: um sacerdócio da sabedoria geral, certificado e credenciado, em assuntos de política, ciência e dilemas ético-tecnológicos; política externa e estratégia militar inclusive….

    (tradução livre e preguiçosa)

  • 3 Carlos // 21/August/2007 às 16:52

    No passado defendiam a liberdade de imprensa sem censura e sem cortes, com unhas e dentes, hoje os apedeutas estagiários (de jornaleiros )são os maiores aguerridos defensores da censura e cortes no blog …..ô raça.

  • 4 Pedro Doria // 21/August/2007 às 17:00

    Carlos: Mas quem está defendendo o corte de blogs?

    André Monsores: Respondo numa atualização do post.

  • 5 Pedro Doria // 21/August/2007 às 17:23

    Vlad Chesterton – Atenha-se ao tópico. Seu comentário foi retirado. Vamos lá… não é difícil. Há um Open thread aberto, amanhã haverá um novo.

  • 6 Carlos // 21/August/2007 às 17:44

    PD….. o próprio pessoal do Estadão uns tempos atrás cogitava tirar os debates e os blogs linkados no site do ar.
    Argumentos dos estagiários apedeutas :
    - necessidade de se ” fazer” muita censura.
    Além do mais, o Estadão tem o site mais mastodontico de todos os periódicos.

  • 7 Mr X // 21/August/2007 às 17:51

    E’ isso mesmo, os jornalistas nao gostam dos blogueiros porque perdem o monopolio da formaçao de opiniao publica.

  • 8 André Monsores // 21/August/2007 às 17:58

    Independente de censura em blog ou não, acho infame por parte do Estadão fazer publicidade ridicularizando qualquer coisa.
    Creio que a Talent, agência do Estadão, poderia ter idéias melhores e mais eficazes sem causar tanta polêmica. Ou até mesmo causando, mas sem ridicularizar ninguém.

    Tenho por hábito acessar alguns blogs para obter informação. Claro que não saio entrando em qualquer um e acreditanto em tudo que leio. Costumo inclusive, indicar para meus amigos que façam o mesmo e alguns têm a opinião que o Estadão ilustrou com a sua campanha: blogueiros são “curiosos” escrevendo e transmitindo notícia. Lamento por eles. Incapazes de pesquisar a credibilidade de alguém antes de acreditar em tudo que ouve. Esse hábito inclusive deve ser levado para todas as esferas que nos permeiam. Lamento por eles. Sigo com os meus blogs.

  • 9 Radical Livre // 21/August/2007 às 18:07

    Na minha opinião, o estadão errou feio - já vi a peça publicitária (é assim que se faz) e a achei de um mau gosto atroz. Parece aquelas propagandas da Pepsi falando mal da coca-cola.

    PD, como funcionário do Estadão, compreendo que você não possa colocar sua opinião sincera aqui, mas fala pros seus chefes que é melhor retirar do ar a campanha o quanto antes. Só está gerando antipatia e má vontade.

  • 10 Conselho // 21/August/2007 às 18:50

    Pois pode ter o link para o portal do Estadao que eu nao entro. Adicionei a minha lista negra, que ja tinha o ibest.

  • 11 Fabio Negro // 21/August/2007 às 19:19

    Ah, não!

    EU FICO PUTO! EU FICO DESGRAÇADO DA MINHA CABEÇA! PORRA!

    Tá lá escrito “Comente também“.
    Daí você clica… e tem que logar no portal Estado primeiro, pra depois poder postar.
    PUTAQUEMEPARIU!!

    Isso é uma interrupção total do meu fluxo de pensamento! Eu ficoem uns 15 sites ao mesmo tempo, ouvindo música, jogando um Campo Minado… tudo alternadamente e ao mesmo tempo.
    Quando eu clico na porra de um Comente também eu quero comentar e pronto! Todas as outras porras que eu tô fazendo tão lá me esperando!

    Eu ia postar uns lances legais (eu acho), mas me cortou o tesão grandão.

    Dito isto: alguns blogueiros do Estadão não têm treinamento. Não sabem postar fotos ou links.

    Outra coisa é que quando eu clico na caixa de comentários, ela NÃO É um pop-up. Ela abre uma nova janela, que isola o post e os comentários já feitos.
    Puta coisa desanimadora!

    (aliás, Pedro Dória, teu blog é assim também, acho que por opção, mas é um pé no saco)

    E blog mais revelador sobre a redação do Estadão é o do Merten, eu acho.
    O cara é atolado, ATOLADO de trampo, e às vezes o blog dele fica lá, parado. Porra, num dá pra dividir um pouco mais as funções do Merten? Sei que ele não vai querer, mas, caramba, eu quero saber do blog.

    (me parece que se o Albert Eisntein fosse grosseiro e usasse palavras de baixo calão, as pessoas jamais prestariam atenção à Teoria da Relatividade. Então pau no cu das pessoas)

  • 12 Dino // 21/August/2007 às 19:42

    Não quero defender o estadão, mas em duas coisas eles estão corretos:
    1º A estratégia da propaganda, não sei se intencionalmente, conseguiu exatamente atingir o publico alvo: a blogosfera. Ao criar a polemica, levou de uma forma ou outra, as pessoas a quererem saber o que está ocorrendo e termina indo parar em algum blog do estadão. Os mesmos aqui que disseram que o governo Lula foi ingênuo ao alavancar o correspondente do NYT, estão caindo na mesma esparrela.

    2º Existe realmente um monte de bosta nos blogs por aí. É lógico que os blogs não concorrem com os grandes periódicos na questão da informação e sim na opinião e é aí que reside o perigo, pega-se um factoide qualquer e joga-se na blogsfera, emite-se algumas opiniões e logo ele criará vida e estará nas ruas. Acontece até aqui, quando uns e outros resolvem transformar o blog do PD em blog particular e entopem os comments de pulhas virtuais.

  • 13 Fabio Negro // 21/August/2007 às 19:53

    Falou o Dino, o cara que manda 5 comentários seguidas por vez (pra se manter no top de comentadores), e transforma os comentário em chat de comadres, em vez de falar do assunto proposto pelo Doria. Por exemplo.

    Doria, a campanha do Estadão é um pouquinho aberta demais, isto é , não deixa claro repetitiva e exaustivamente, na linha e nas entrelinhas, que “aqui no Estadão você lê blogs de gente confiável”.

    O que acontece é que a blogosfera está sob ataque do mainstream há uns anos, concorda? E justamente quando o Estadão vai entrar no jogo (ou se render à corrente, dependendo do ponto de vista) ele entra com essa campanha ácida, que dá margem às neuras blogófilas, já bastante estimuladas pelo NY Times da vida.

    Então foi um propaganda que deu ponto sem nó, não levou em conta a baixa auto-estima e o fatode que, com razão, os blogueiros que se pretendem profissionais não esqueceram das bordoadas que vêm levando esses anos todos.

    Faltou um cabelinho pra campanha dar certo.

  • 14 Dino // 21/August/2007 às 19:57

    Fabio Negro, provavelmente pelo seu vocabulário e gostos, você não é da turma dos “enta” que é maioria esmagadora aqui nos comentários, então saiba que nós andamos em outro ritmo (com aquela luzinha vermelha acesa no painel indicando freio de mão puxado). Nossa geração é aquela que quando masca chiclete não consegue caminhar ao mesmo tempo, então tenha paciência. Mas temos nossas vantagens alguns de nós (nem todos) prestam bastante atenção no que os outros falam e aí saem uns debates interessantes.

  • 15 Dino // 21/August/2007 às 20:09

    Fabio Negro, eu tinha postado o comentário acima antes de ler o seu falando merda, pensei que tivesse um pouco de raciocínio, mais é só um porra-loca-metralhadora-giratória. Ao colocar tanta merda ao mesmo tempo no seu cérebro, termina sem saber distinguir quem é quem e o que é o que…

  • 16 Henrique // 21/August/2007 às 20:09

    Tenho “enta” e também tenho a mania de fazer “trocentas” coisas ao mesmo tempo no computador, além de ver tv. O Estadão está certo, em parte. Existem “zilhões” de blogs e apenas uma meia dúzia traz alguma coisa que preste. E mesmo entre esses há muita abobrinha e informação incorreta/incompleta, além de um monte de comentaristas “donos da verdade” (que nem eu estou fazendo agora). Mas os blogs são uma alternativa a mídia estabelecida e têm como atrativo a possibilidade de se comentar e trocar idéias.

  • 17 proftel // 21/August/2007 às 20:57

    Bom, já falei em outro lugar lá trás que por aqui acho mais informação que muito jornal.
    Creio que isso dá insegurança em muita gente da mídia por aí (por falar nisso, o site do Estadão ficou feio paca’s, o G1 tá dando de 10 a 0 nele).
    O Estadão pisou na bola com essa, como disse o
    Dino lá no “12″, “Existe realmente um monte de bosta nos blogs por aí”. Essa campanha tá parecendo aquela dos e-mail’s que uma montadora de veículos enviou falando sobre o fim-do-mundo e foi o maior mico.
    Se quizesse saber a opinião do Estadão lia as matérias lá veiculadas, não o blog do Estadão.
    Blog é Blog e, aqui, tem muito mais interatividade que num jornal/web.
    O resto que pensei em escrever já tem muito aí em cima, não vou encher lingüiça.
    Só um finalmente: o que o Pedro Doria pensa disso tava numa entrada dele que foi retirada, bem que poderia colocar de novo por aqui, no dia li e gostei, ia dar pano prá manga, acho que esse post aqui cola de 100 prá cima se não aparecer alguma coisa mais polêmica.

  • 18 Fabio Negro // 21/August/2007 às 21:08

    Dino, calabocaaí, pára de tumultuar TODOS os posts do Doria. Você e a patota.

    Uma coisa sobre a atitude do Estadão: esses caras realmente estão andando às cegas no que se refere à blogosfera.

    Eles não lincam blogs brasileiros ou links em português (Pedro Doria passou uns anos em que também quase não fazia isso);

    Não conseguem se livrar da informação com formalismo. Tudo parece matéria ou coluna de jornal. (exceção ao Luiz Carlos Merten)

    Não se incluem em seus posts, a coisa é sempre
    escrita por um narrador oculto (exceção ao Luiz Carlos Merten)

    São meio reacinários e conservadores, ou na verdade se informam pouco sobre as novidades. Aquele velho esquema de falar mal de adolescentes, tratam fenômenos em processo de andamento (grandes comundiades virtuais; internetês) como um processo acabado e cabal, televisão mata a leitura, videogame deixa as pessoas dispersivas, dublagem de cinema é pra analfabeto… saca aqueles papos de vovô da classe B?

    Atualizam os blogs sem constância.

    APENAS-CINCO-POSTS-NA-PRIMEIRA-PÁGINA-DE-CADA-BLOG.
    Em respeito às pessoas com deficiência metal, não vou me aprofundar nisso. Mas eles só postam textos, sem fotos.
    No que vai pesar aumentar esse número para, digamos, quinze posts na primeira página. Não vai pesar nada, eu digo.

    E o lance da caixa de comentários não ser pop-up.

    Os três últimos itens me impedem de adotar o portal de blogs do Estadão da mesma forma que adotei o Nomínimo. Impossível pular de um blog pro outro com a mesma agilidade.

    Fico só com o Luiz Carlos Merten, de quem me tornei fã, mas cujo blog conheci através do Google. Se dependesse do portal, eu tava fora.

  • 19 Brancaleone // 21/August/2007 às 21:23

    Deixa ver se entendi:

    Jornais estão preocupados com a perda de leitores para blogs.
    Blogueiros estão preocupados com o poderio infrmativo e lobbystico dos jornalões.
    Resumindo: Grana.

    Só isso. Nada mais.

    Jornais alegam que suas informações são confiáveis ou blogueiros alegam descompromissos com grupos e daí uma certa liberdade de tascarem o que quiserem e em nome desta liberdade se acham ameaçados pelos jornalões.

    Balelas.

    Salvo um ou outro blogueiro abnegado que paga do bolso as despesas de manter sua página no ar, todos, inclusive o PD aqui querem mesmo é lucro. Não existe absolutamente nenhum mal nisso. Lucro é normal, sadio, decente e honesto. Só pervertidos acham lucro coisa imoral.
    Quanto a questão credibilidade tudo vira piada. Nenhum orgão de imprensa, seja falada escrita, televisionada ou blogada merece 100% de crédito. Aliás 20% é o limite de segurança que eu recomendo.
    Credibilidade significa verdade - ou pelo menos um mentira bem embasada e razoavelmente crível - E ninguém, nem coisa alguma detem a verdade. Verdades são poucas e restringem-se às ciências exatas e a algumas poucas áreas do conhecimento.
    Jornais, pasquins, tablóides e afins - inclusive blogueiros e jornais nacionais da vida tem que ser apreciados com moderação, assim como o mais forte dos absintos ou como a mais forte graspa. Seu consumo desenfreado embota os sentidos e oblitera a razão.
    Duvidem de todo aquele que se diz detentor da verdade.

  • 20 H.Romeu P. Mané // 21/August/2007 às 21:31

    Estadão…não querendo passar a guarda!
    Ficou para traz e nem percebeu!
    Acorda familia Mesquita!

  • 21 H.Romeu P. Mané // 21/August/2007 às 21:37

    FABIO , testei o blog do Merten…nota dez…!

  • 22 Pax // 21/August/2007 às 21:42

    Sinceramente… não há o que discutir. A campanha da Talent foi muito fraca. Se blogueiros se ofenderam, foi bobeira, perda de tempo. Por fim, na boa e pedindo vênia, não gosto do Estadão.

  • 23 Éd Lascar // 21/August/2007 às 21:52

    O Blue Bus -e o idiota que reagiu0 está querendo aparecer! É uma campanha vencedora, humorada;. Não dá às costas e despreza o novo veículo, vai atrás de idéias que são encontradiças (em homenagem ao Josué, que está gastando o portuga hoje! Ehehehe.) na net; blogs ruins. Blogs eles vão querer sempre no naipe de serviços. Já os têm, oras!

    Não há necessidade de preocupações. Fôsse eu alguém que apita no Estadão, eu ainda faria mais uns dois comerciais explorando a idéia, só para emputecer o Blue Bus!

    Abs.

  • 24 Éd Lascar // 21/August/2007 às 21:54

    Sim, eu voltei!, …….alguém aí sentiu minha falta?!
    Mané?!

    Ahahahaha….

  • 25 Brancaleone // 21/August/2007 às 22:22

    Pô Ed!!!

    Nas raras vêzes que eu consigo ser coerente voce encarna!!
    Tô cuma puta dor de cabeça por ter exaurido meus dois (eficientíssimos) neurônios e você aí, sarrando…

  • 26 Brancaleone // 21/August/2007 às 22:23

    E Ed:
    Sem viadagem - tava fartando ocê…

  • 27 subultra // 21/August/2007 às 22:43

    Parece mesmo inacreditável que nas bordas do século 21, alguém ainda se espante com o conteúdo publicitário vigente, baseado em 80% dos casos nos estereótipos, preconceitos e generalizações. Porque não protestar contra o horrível machismo dos comerciais de cerveja ? Isto só para citar um exemplo gritante. Acesso inúmeros blogs com assiduidade, os cinco “nomínimos” inclusos. Não vi nada demais na propaganda. Quem navega na rede sabe que entre ilhas de opinião inteligente há um vasto oceano de blogs com bobagens inúteis, repletos de informações sem a menor credibilidade.
    Tantos assuntos a serem tratados e a turma “putinha” com tamanha. irrelevância. Agindo assim, os resmungões apenas dão munição a seus críticos que tentam vender a imagem caricata (e injusta) dos blogueiros como chatos sem nada melhor pra fazer. BANANA NELES !

  • 28 Guilevy // 21/August/2007 às 23:11

    Bem, blog é jornalismo?
    As vezes sim, outras não. Alguns só opinam, outros repercutem noitícias, bem poucos fazem jornalismo. Se de jornal já devemos checar os furos com outros, o que dirá dos blogs ou, como dito pelo PD, da rede em geral.
    Generalizações são caricaturas, e caricaturas são engraçadas, mas sujeitas a críticas. Tem gente que leva a sério…
    Fazer o que…
    Faltou “talent” de comediante aos redatores.

  • 29 Vlad Chesterton // 21/August/2007 às 23:26

    eu acho legítima a campanha do estadão, tem mais é que desqualificar blogs como os blogs o desqualificam….entraram na parada, é tiro para todo lado, nós é que sairemos ganhando com a diversidade.

  • 30 Ricardo Cabral // 21/August/2007 às 23:49

    A campanha até que é simpática, não mais do que isso. Já o furdunço que causou foi risível. Perdeu quem vestiu a carapuça…

    Sobre o post, as observações do Brancaleone pareceram-me as mais lúcidas, noves fora as referências estatísticas que usou, carregadas demais nas tintas.

    Agora, penso haver uma diferença de base entre blogs e jornais. Jornalismo sério, grosso modo, deve seguir princípios que blogueiros não precisam — ainda que alguns o façam (provavelmente… os blogueiros jornalistas). Apurar, apurar e apurar é um deles. Isso tem conseqüências sobre a tal da credibilidade — que passa longe de ser absoluta, é difícil de conquistar e razoavelmente fácil de perder. Diria que o próprio dono deste Weblog, até onde pude avaliar, parece manter esse mesmo padrão jornalístico na maneira como aborda os temas mais densos, no fato de dar sempre crédito às fontes, deixando claro o que pensa, tanto as convicções quanto as dúvidas. Em sua interação com a caixa de comentários dificilmente cai nas brigas ou provocações dos leitores — que não são poucas —, ou pelo menos não o faz nos mesmos termos. Não sei, vai ver é cacoete da profissão, mas ajuda a manter muito da credibilidade conquistada.

    Dá até para discordar numa boa das posições do “weblogueiro”. Mérito do espaço que construiu — por que não chamar de credibilidade —, que se presta perfeitamente para o debate.

  • 31 Theo // 22/August/2007 às 0:03

    Acredito que podem haver zilhões de blogs, mas com o tempo só ficam os melhores, então não há com que se preocupar.(é so ver o site da carla rodrigues)

    Acho que o estadão errou, atacou logo os blogs, que têm uma força muito maior do que eles imaginavam.

    No mais, foda-se o Estadão, eu leio a Folha.

  • 32 Vlad Chesterton // 22/August/2007 às 0:07

    a Folha é intragável….

  • 33 Vlad Chesterton // 22/August/2007 às 0:08

    http://gopublius.com/hillary-clintons-wellesley-thesis

    ou-of-topic, para o PD

  • 34 Dino // 22/August/2007 às 1:53

    PD, é estranho que você empreste seu blog a comentarios fora do topico deste nivel, com até racismo explicito. Para quem acha que se trata de um “advogado negro” veja o curriculum dele…
    http://www.stf.gov.br/institucional/galeria/joaquimbarbosa.asp

  • 35 Let Go // 22/August/2007 às 2:03

    À noite os surtos do Chesterton pioram e essa tolerância do Pedro Doria é muito estranha mesmo.

    Considerando o passado recente, parecem dois pesos duas medidas.

    Sem contar o clima de hostilidade permanente que ele promove, sob o pretexto de “provocar discussões”.

  • 36 Let Go // 22/August/2007 às 2:08

    O mais engraçado é que ele faz exatamente o que a propagando do Estadão satiriza.

    CUT & PASTE

    No final, ganha uma banana.

  • 37 Mr X // 22/August/2007 às 5:20

    “A rede tem sim um problema grave de credibilidade.”

    Ao contrario, os grandes jornais tem toda a credibilidade do mundo… Sei! Ora, basta ler a Folha, escrita por focas semianalfabetos que sabem tanto de Historia quanto de Filosofia, isto é, nada.

    E’ vantagem, e nao defeito, que qualquer um possa escrever blogs. Nos EUA, ja foram varios os casos em que blogs retificaram a grande midia, que teve até que pedir desculpas aos seus leitores.

    De qualquer modo, o que os blogs nao podem fazer é substituir a grande midia na coleta de informaçao, i.e. mandar gente para o Iraque, para a Zebulandia, etc. Alias, nem sao os grandes jornais que fazem isso, mas as agencias de noticias como Associated Press e Reuters, que sao os que na verdade detem o monopolio da informaçao, apesar do seu bias em grande parte dos casos (sem querer generalizar) claramente esquerdista e islamizante.

  • 38 Mr X // 22/August/2007 às 5:32

    No mais, sobre o blog versus grande midia, concordo com estes brilhantes comentarios n’O Individuo - quem diria, um blog. Onde voce le coisas assim na grande midia?

    http://www.oindividuo.com/2007/07/31/o-papel-dos-blogs-no-debate-publico/

    Trechim:

    1. A maioria absoluta das notícias de jornal é absolutamente irrelevante. Não tem nenhuma importância ou impacto real sobre coisa alguma.

    2. A maioria das notícias é escrita por pessoas que não têm a menor idéia do que estão falando. Essa foi mais difícil de perceber (e acreditar), mas nas vezes em que eu tinha algum conhecimento real dos assuntos noticiados (por exemplo nas tentativas de dar notícias sobre eventos científicos) isso era desconcertantemente claro. Posteriormente, quando fiquei mais velho, pude perceber ainda mais plenamente a extensão desse fato.

    3. Pior ainda, uma boa parte das notícias é escrita por pessoas que já tem uma noção muito clara da história que vão escrever antes de fazerem qualquer pesquisa, e não existe nenhum grande esforço para relatar a realidade. Os “fatos” entram apenas para ilustrar o que o autor já sabia desde o começo que ia escrever. Isso se dá por motivos de preguiça, de preconceito, de ideologia, de linha editorial, pressão dos anunciantes, etc.

    4. Ao acompanhar o desenrolar de uma história ao longo do tempo, percebe-se o desespero dos jornais em extraírem a maior quantidade possível de atenção de um fato antes que a atenção do público se disperse. Não ocorreu nada de novo, não há nenhum fato a relatar, mas a história está “quente”, então continua-se escrevendo sobre ela.

    Etc, etc, etc.

    A conclusão à qual cheguei é que ler jornais é com poucas exceções uma enorme perda de tempo e que é impossível alguém ficar culto ou mesmo decentemente informado sobre eventos correntes lendo jornal (embora seja possível ficar informado sobre os assunto que estão na moda).

    A função das notícias, num jornal, é preencher o espaço vazio entre os anúncios. É preciso escrever alguma coisa, todo dia, haja algo a noticiar ou não. Mais do que isso, é preciso publicar algo que chame a atenção do público, que o entretenha, e que lhe dê um assunto para conversar na fila do cafezinho. Profundas reflexões filosóficas em geral não cumprem tão bem esse papel quanto escândalos irrelevantes e aberrações selecionadas.

    Leiam os comentarios tambem, bem interessantes, e outra grande vantagem dos blogs. As vezes os comentarios sao mais interessantes até do que o post original.

  • 39 H.Romeu P. Mané // 22/August/2007 às 5:40

    Creio que o que o “Frango Mais Querido” deseja está conseguindo!
    Audiencia….não reclamem dos coments ofensivos dele….ele quer aparecer!

  • 40 proftel // 22/August/2007 às 8:40

    Não vi de parte do Vlad “conotação racista”, ele transcreveu parte do livro e colocou um esclarecimento.
    O Ministro é aparentemente competente, quem aqui não levaria 2 anos prá analizar aquela sala inteira de documentos? São calhamaços bem parrudos, cheios de detalhes e nuances.

  • 41 Vlad Chesterton // 22/August/2007 às 8:42

    se alguem foi racista, foi Frei Beto e Lula, ao escolherem alguem pelo tom da pele.
    Aproveito a horas em que o PD dorme para satiruzar tudo e todos sim.

  • 42 Vlad Chesterton // 22/August/2007 às 8:43

    Na veerdade temos uma questão de autoritarismo, o PD não coloca open threads diário para que os assuntos que elehe escolhe (a pauta) fiquem na mão dele, eu, como subversivo, acho um jeito de burlar isto.
    Chest é revolucionário - na casa dos outros. Alias, todo revolucionario é assim.

  • 43 Pedro Doria // 22/August/2007 às 9:54

    Vlad Chesterton: Pára com off-topics.

    Pára.

  • 44 Theo // 22/August/2007 às 10:02

    Dino,

    Não acho que o chest foi racista, ele só citou o que o que o frei beto escreveu no livro.

    é só dizer a palavra negro, que já acha que existe racismo.

    Quem é o racista da história???

  • 45 Dan // 22/August/2007 às 10:17

    Caso clássico de vestir a carapuça. A campanha em momento nenhum se posiciona contra os blogs. Apenas tira uma onda das informações que as pessoas tomam como verdadeiras, só porque estão na internet. A mensagem que os comerciais propõem, para quem não é politicamente-correto-e-chato-pra-cacete, e se sente ofendidinho por qualquer coisa, é: informação com confiança e credibilidade. Seja em blog, notícias ou qualquer outra coisa.

  • 46 proftel // 22/August/2007 às 10:54

    Vlad & Pedro

    Dêem um tempo nesse quiprocó e façam uma sociedade. KKKKKKKKKKKKK

    Dan:

    Se não gosta de blog independente vai nos “oficiais” e vê o saco que é.
    Tudo asséptico e formal, não tem opiniões e posicionamentos que as vezes beiram o delírio como por aqui e, é isso que dá um grau e deixa a coisa interessante.

  • 47 Luis Marcelo // 22/August/2007 às 10:56

    Sobre a questão de credibilidade das informações que circulam na internet, vale prestar atenção na crise similar pela qual passa a comunidade científica. Cientistas também publicam blogs com idéias novas (ao invés de notícias) e geram conflito com as revistas científicas (ao invés dos grandes jornais). Se discute até que ponto a rapidez com que idéias novas caem na rede pode ajudar ou não a Ciência. Existe um grupo que está discutindo como aproveitar a facilidade proporcionada pela internet para divulgar informação sem que essa seja vista como “sem credibilidade”. A abordagem é parecida com o Open Source da informártica, no caso é Open Science (http://www.bioinformaticszen.com/2007/06/the-case-for-open-science/ ) . O paradigma da grande mídia pode estar em declínio e as anomalias, os blogs, estão forçando a revisão de conceitos. Quem sabe está chegando um ponto de mutação, e é aí que os partidários do paradigma antigo começam a questionar o novo.

  • 48 proftel // 22/August/2007 às 11:05

    Luis Marcelo:

    Eles já sacaram isso (os blogs) a muito tempo, estão querendo é cortar o mal pela raiz aglutinando os blogs dentro da estrutura deles e claro, sob sua batuta.
    Você não percebeu isso?

  • 49 Luis Marcelo // 22/August/2007 às 11:26

    proftel:

    sim, entendi, mas se a idéia dos grandes portais é assim ingênua, não vale mesmo a pena a reação da blogosfera. O tempo se encarrega do resto.

  • 50 proftel // 22/August/2007 às 11:38

    Luis Marcelo:

    Concordo, não precisava espernear tanto.
    Se a idéia (e não é tão simples assim) foi de saber a profundidade da influência dos blogs eles conseguiram.

  • 51 Ricardo Cabral // 22/August/2007 às 12:03

    Luis Marcelo (comentário 47), se por um lado publicar idéias novas sem as amarras de todo o trâmite necessário das publicações convencionais parece um avanço, essa velocidade vem muitas vezes de braços dados com a superficialidade e a irresponsabilidade dos que as veiculam. Sou crítico de corporativismos, creia. Mas pense por exemplo em pesquisas sobre medicamentos, ou sobre procedimentos cirúrgicos e assemelhados. Já imaginou se tudo fosse tratado como uma receita de bolo de chocolate que alguém põe no seu blog?
    Só quero com isso dizer que o buraco é ainda mais embaixo…

  • 52 Thiago // 22/August/2007 às 12:11

    O Estadão na internet é o que mais usa ctrl+C, é só conferir as fontes que eles citam. Lixo total.

  • 53 Brancaleone // 22/August/2007 às 12:31

    Bom, bom, bom…
    Procurar informação em blog é como buscar a realidade brasileira via novela da Globo.
    Eu particularmente acesso blogs - 90% das vêzes o o do PD - para palpitar (do verbo dar pitaco). Não busco a informação em sí mas no máximo uma sugestão daquilo que devo procurar TAMBEM em outras fontes - os tais 20% de credibilidade que aconselho. Com jornais é a mesma coisa. Não aceito assim de primeira só porque deu no fantástico ou por que saiu na Folha. Ninguem é imparcial porque imparcialidade exige oniciência, confiança absoluta e sobretudo decência ( e decência é coisa subjetiva, cada um tem sua noção dela) .
    No fim mesmo blogs estimulam-me a procurar maior veracidade em outras fontes, bem como jornais.
    Eu particularmente não considero blogs informativos mas sim instigativos e isso é o que eu procuro neles. Até aqui tô satisfeito…

  • 54 Éd Lascar // 22/August/2007 às 14:33

    Eu acho a campanha do Estado oportuna. Engraçada. Não vai fazer eu desgrudar dos dois blogs que frequento. São só dois:
    Pedro Dória
    Reinaldo Azevedo

    Está muito bom para mim, thank you!

    :o)

  • 55 Mico Amestrado // 22/August/2007 às 14:40

    Estamos usando o argumento de uma campanha publicitária que visa aumentar o número de acessos ao Estadão, para discutir a credibilidade das fontes de informação? Ou é o contrário?

    Não vi na TV, mas se o anúncio for esse (http://www.youtube.com/watch?v=vTA26q7zlE4) chamou minha atenção pois botaram um Mico Amestrado lá. Esse pessoal de publicidade… “não leiam a besteira de lá, leiam a besteira de cá” hahahaha

    Cada vez mais percebo que escolhi o nickname apropriado. Agora resolveram chamar blogueiro e leitor de blog de Mico Amestrado hahahahaha. Para aqueles que não acharam o argumento grosseiro não perceberam que aquele mico representa cada um dos milhões de internautas que percorrem diariamente blogs - bons ou ruins. Não que não sejam, necessariamente. É óbvio que quem acredita em tudo que lê, ouve ou vê é mesmo um Mico Amestrado.

    O problema é quem acusa. E acusa usando um argumento velho e batido: “se vc não consome meu produto, vc é um burro” (sem falar no “Clique ÃO”, facilmente confundido com “Clique NÃO”) Como sempre, o publicitário e o diretor que aprovou a campanha demonstraram sua miopia e desprezo pelo consumidor. O infeliz publicitário parece esquecer dos fundamentos do marketing: segmentação é um deles. Produtos cada vez mais personalizados, ao gosto do freguês. Com a informação, não é diferente. O consumidor quer uma fonte de informação com a sua cara. Afinal, cada um acredita no que quer. Os blogs chegam muito perto de satisfazer esse desejo. Os jornais não. Concordo com quem disse que o feitiço vai virar contra o feiticeiro.

    Hora de repensar o “Jornal”, como o conhecemos. Mesmo que “poderosos conglomerados econômicos da informação” insistam no modelo antigo, esse é um caminho sem volta. Eles não detém mais o monopólio da informação. Lembra Ford falando que poderíamos escolher qualquer modelo, desde que fosse preto. Parece que 100 anos depois, os jornais estão passando pelo mesmo dilema. Não dá mais para achar que internet, blogs, You Tube, Google, são fontes marginais de informação. Os médicos que o digam (capa da Época dessa semana).

    Não sou do ramo, falo como consumidor de informação. Tenho uma “base de informação” on-line composta por jornais, blogs, newsletters, enciclopédias, dicionários, messenger e skype e outra off-line: jornais, livros, revistas, rádios, canais de tv e pessoas. A soma disso tudo chamo de informação. Não vai ser um “estadãozinho” que vai fazer minha cabeça. Nem um blog. Nem uma Wikipedia. Nesse caso, a soma das partes é maior que o todo.

    Não me considero leitor deste ou daquele jornal. No máximo, nutro alguma simpatia por um ou outro jornalista que, no momento, está empregado em tal jornal. Desconsidero completamente a linha editorial de qualquer meio de comunicação. O editor sou eu. Também não defendo apaixonadamente os blogs, como alguns fizeram aqui. Para mim não existe uma fonte única de informação que represente melhor a verdade. A isenção não existe. Está sujeita à interpretação de quem escreve e de quem lê. Dizer que a “qualidade de informação” de um jornal é melhor que de um blog é apenas mais uma bobagem entre tantas que lemos nos jornais.

    Como diz o mesmo Estadão, em outra propaganda: “Antes de internauta, você é inteligente!”

    Pois é.

    Nota: interessante observar que, se os 30 milhões de internautas brasileiros que visitam blogs são Micos Amestrados, o que será que eles pensam dos outros 160 milhões que sequer tem acesso à internet?

  • 56 Pedro Doria // 22/August/2007 às 14:56

    Thiago: Calma lá. O Estadão é o maior produtor de conteúdo da Internet brasileira. Fora UOL e Globo, todos os outros portais fazem sua cobertura de Brasil com 90% de material produzido pela Agência Estado.

  • 57 Éd Lascar // 23/August/2007 às 10:58

    Ah, também vou visitar o blog do Bitt de vez em quando, mas …..cadê ele afinal?!!

    Abs.

  • 58 wmbsuay bcuyzgri // 29/May/2008 às 1:10

    phjkmyc omtxpgld dltsjvyk djmusrae fyrpihmlt qxhorwjup vewtlorx

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