A ascensão antes da queda de Karl Rove
A história de Karl Rove é uma aula de Estados Unidos, de democracia funcional e do que acontece numa democracia funcional quando o sistema vai mal. Engana-se quem entendeu Rove como mais um marqueiteiro de campanha. Ele foi muito além disso e fez, do governo Bush, um dos governos mais ambiciosos da história norte-americana. É uma lição sobre política contemporânea, essencialmente, porque mostra o que acontece quando um marqueteiro assume as rédeas da política.
George W. Bush não foi um mau governador do Texas. Demonstrava alguma aptidão política e suas negociações com a Câmara estadual eram sempre bipartidárias. Conseguia um bocado de coisa e sua primeira atuação, no governo nacional, seguiu esta linha. Foi o programa No child left behind – Nenhuma criança largada para trás –, conjunto de políticas e testes para as escolas públicas que permitem aos pais escolher em que colégio matricular seus filhos e premiam as instituições de melhor desempenho com mais recursos. O programa, que mexia com a autonomia das escolas, foi negociado entre os dois partidos e votado em plenário por ambos.
Ao assumir, Bush era um presidente fraco e com uma crise de legitimidade. Al Gore havia ganho a eleição por número de votos e perdeu, após uma longa briga na Flórida, no Colégio Eleitoral. O país estava dividido.
Karl Rove olhava para a história e via o seguinte quadro: as grandes propostas do Partido Democrata para o século 20 já estavam conquistadas – o fim da segregação racial, direitos das mulheres, a necessidade de sustentação ecológica. As causas republicanas também foram conquistadas: o fim da União Soviética, criminalidade em queda, impostos mais baixos. A falta de grandes causas deixavam o eleitorado mais móvel e a fidelidade partidária, frouxa.
Do Brasil, pode parecer difícil compreender, mas ser republicano ou ser democrata faz parte da identidade do cidadão norte-americano. Em alguns momentos chaves da história, houve migração de um campo para o outro e uma reconsolidação da identidade partidária. Rove acreditava que, tendo eleito Bush, conseguiria fazer esta gigantesca movimentação, emplacando uma era de sólido domínio republicano. O que faltava a Bush era uma Grande Depressão – que permitiu a Franklin Roosevelt migrar votos do partido Republicano para o Democrata – ou uma Guerra Civil – que permitiu a Abraham Lincoln fazer o inverso. Aí veio o Onze de Setembro.
Enquanto Dick Cheney e Donald Rumsfeld assumiam as rédeas da política externa, Karl Rove assumiu as da política interna. Tinha novos planos de reforma profunda do Estado – entre eles, uma bela mexida na Previdência Social. Rove é provavelmente o mais hábil marqueteiro político a ter tocado campanhas eleitorais. Mas o que acontece quando o marqueteiro – que não é político – assume a política?
Seu critério para assumir posições políticas eram as pesquisas. Ciente de o que fazer para agradar que parcela do eleitorado, imbuído da convicção de que tinha carta branca da população após o Onze de Setembro, Rove foi bater no Congresso. Era um negociador agressivo. Tratava deputados e senadores como superior hierárquico por conta da autoridade que lhe fora garantida pelo presidente da República. Exigia a aprovação de determinadas leis. E, embora no início tivesse uma fina margem de superioridade, começou a ser derrotado.
Aos olhos do público em geral, o Poder Executivo parecia estar se inclinando à extrema direita. A máquina federal foi utilizada para manter viva uma mulher, Terry Schiavo, com morte cerebral declarada. Usou-se o poder do Estado para tentar impor um limite para o casamento entre homossexuais. E baniu-se o financiamento público de quase todos os experimentos com células tronco – o que, em essência, quer dizer banir de fato os experimentos. Não se faz ciência, nos EUA ou em qualquer parte do mundo, sem dinheiro público.
Foram, os três casos, questões menores que a máquina da Casa Branca decidiu jogar no centro dos holofotes. É fato que mobilizou a base conservadora do eleitorado. Mas mobilizou também a base de esquerda e incomodou profundamente o lado liberal do Partido Republicano, um bom naco de gente que acredita que o governo não deve se intrometer em questões, ainda que difíceis, da intimidade das pessoas. Um governo tão empenhado em polarizar a opinião pública assustou a deputados e senadores republicanos. Políticos profissionais, afinal.
O mesmo Karl Rove que armava grandes tempestades em copos d’água perante o público, exigia reformas profundas, primeiro da Previdência, depois das leis de imigração. Rove acreditava que conseguiria atrair boa parcela do eleitorado hispânico facilitando o ganho da cidadania – e provavelmente é verdade. Mas os deputados republicanos sabem onde lhes doem os votos. Reforma que vai mexer com muita gente e produzir descontentes demais se faz com conversa, não com porrete. Por um motivo muito simples: a não ser que o voto em plenário una tanto republicanos quanto democratas, só um partido levará a culpa por medidas potencialmente impopulares. Ninguém quer apanhar na eleição seguinte – então, sem união bipartidária, ninguém vota o que é polêmico demais.
Nos EUA, onde o voto é distrital e se dá desta forma há séculos, não só faz parte da identidade pessoal do eleitor seu partido político como faz parte do hábito escrever para o deputado de seu distrito. Todo deputado sabe muito bem para onde se encaminha a opinião de quem o elege. Quando uma questão polêmica está à mesa, os parlamentares ficam imediatamente acuados – têm a quem prestar contas. Rove, o polarizador, foi de uma inabilidade política estrondosa. O resultado é um presidente com o mais baixo nível de popularidade no último quarto de século e parlamentares republicanos desesperados com o tamanho da insensibilidade política de quem os conduziu a este desastre.
A tentativa de transformar a política em marketing fracassou provando que governo ainda é uma arte muito mais sofisticada e sutil do que campanha eleitoral. A tentativa de transformar Bush em Roosevelt e Lincoln fracassou por um motivo que, do alto de seu profundo conhecimento, inacreditavelmente escapou a Karl Rove: Bush não chega aos pés destes grandes homens.
(Algumas das informações contidas aqui estão no excelente artigo The Rove presidency – A presidência Rove – publicado na última edição da Atlantic Monthly. Há também bons livros sobre Rove, entre eles Rove Exposed.)
Ainda sobre o assunto:
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PD- Usou-se o poder do Estado para tentar impor um limite para o casamento entre homossexuais
Chest- isto é uma aula de sofisma. PD, assim você nunca vai subir no Estadão, vai ter que ir para a Folha.
Vlad Chesterton – vc é um cara inteligente. juro que parece… mas sua incapacidade de entender que discordar é legítimo o faz muito parecido com Karl Rove, sabe?
PD,
Achei o texto interessante, principalmente a questão de usar o marketing para dar legitimidade a um governo que começava sob suspeitas fortíssimas de fraude.
Posso estar sendo descuidada, mas ao final, ao usar primordialmente essa ferramenta, o tal “cérebro de Bush” mostrou-se digno da própria cabeça onde preenche o espaço entre as orelhas.
ha, ha, ha…..discordar é uma coisa, sofismar é outra.
O Pedro Doria gastou a noite de ontem e a manhã de hoje prá checar a vida do Rove e suas implicações.
Tá muito bom.
Só acho que ele não é o único, isso é que nem medusa, corta uma cabeça nascem mais.
Muito bom saber quem foi Karl Rove, não tinha nem noção.
Nem o notorio esquerdista Sebastião Nery alivia Tarso Genro
O Filinto do Guaíba
Deputado federal do PMDB do Ceará, Paes de Andrade foi à Alemanha, em 1973, participar de uma celebração internacional sobre o fim da Segunda Guerra Mundial. Sentado ao lado do representante diplomático do Brasil, estava em um banquete em Bonn, oferecido pelo parlamento alemão, quando um funcionário da embaixada brasileira aproximou-se do diplomata e lhe cochichou alguma coisa ao ouvido.
O embaixador ficou perplexo, excitado e feliz.
Automaticamente, pegou o copo de vinho, em frente, fez um brinde ao infinito, sorriu e não disse nada. Paes percebeu o estranho gesto, ficou curioso, perguntou o que tinha havido.
- Nada demais, deputado. O Filinto Muler morreu esta manhã, em Paris, em um desastre de avião. Morreu como devia ter morrido: o avião se transformou em uma camara de gás. Os assassinos públicos acabam assim.
Muller
Paes, cearense e cristão de alma generosa, que tinha se encontrado com Filinto na véspera, em Brasília, no Senado que Filinto presidia, levou um susto:
- Por que esse ódio todo, embaixador?
- Ele torturou barbaramente meu pai. Além disso, foi o principal responsável, no primeiro governo de Vargas, pela entrega a Hitler da Olga Benário, a mulher de Luís Carlos Prestes, que acabou em um campo de concentração, assassinada numa câmara de gás. Os verdugos de todos os tempos são iguais. Mais dia menos dia, acabam pagando por seus crimes. E tomou gostosamente um gole de vinho, bebendo o gás de Filinto.
Tarso
Fique tranqüilo o ministro Tarso Genro. Ele não é o Filinto do Guaíba. Nem ele é Filinto, nem Lula é Vargas, nem Fidel é Hitler. Os dois jovens pugilistas olímpicos de Cuba (23 e 24 anos), cujas cabeças foram apressadamente e voluptuosamente entregues numa bandeja a Fidel Castro, como a lúbrica Salomé entregou a Herodes a cabeça de João Batista, não irão para a câmara de gás. Mas Tarso Genro jamais será perdoado pela conivência.
Um professor de Direito Constitucional, ministro da Justiça, não tem desculpas ao cometer a violência jurídica que cometeu. Ninguém mais do que ele sabe que todas as tradições brasileiras do direito de asilo e as regras nacionais e universais da extradição, da deportação, foram violadas e jogadas no lixo, para atender às exigências, que o governo Lula recebeu como ordens, de Fidel Castro. O Brasil fez com os pugilistas o que nunca fez com bandidos.
Seqüestro
Continua vazando do Planalto a decisão mafiosa, inconstitucional. Como sempre tiram o corpo fora, para livrar a cara de Lula, dizendo que “foi coisa” do brasileiro-cubano José Dirceu, do professor de top-top Marco Aurélio Garcia e do refundador (ou será reafundador?) do PT Tarso Genro.
1 - Houve um seqüestro oficial. Sem qualquer acusação, com vistos de permanência no País para 90 dias, os pugilistas foram “presos, isolados e mantidos incomunicáveis” em um hotel e deportados em 72 horas, à noite.
2 - Foram ao consulado da Alemanha aqui no Rio, lá assinaram e legalizaram um contrato de lutas de 500 mil euros na Europa e nos Estados Unidos, com adiantamento de 30 mil euros, dos quais receberam na hora 10 mil euros. E a Alemanha mandou preparar a documentação para entrada lá.
3 - Quando a chefia da delegação cubana no Pan percebeu que mais dois a haviam abandonado, como dois outros já tinham feito na véspera (e invariavelmente acontece em todas as olimpíadas, Pans e disputas esportivas internacionais), jogou o governo brasileiro em cima deles, como capitão do
mato, e logo Fidel mandou antecipar a volta para Havana de 200 inconfiáveis.
Prisioneiros
4 - Inventaram a desculpa canalha de que os dois “pediram para voltar para Cuba”. Claro. Eles sabiam muito bem a ditadura em que vivem e o que é estar nas mãos da polícia. Presos, incomunicáveis (só um procurador foi lá, lhes ofereceu “assistência” e ficou calado). Já que iam ser entregues às garras do governo cubano, trataram de tentar limpar a barra, inventaram a história de que foram “embebedados” e queriam “voltar para suas famílias e sua pátria”.
5 - Em Havana, o governo já havia ameaçado e posto em pânico as famílias deles. “Quando chegaram, não foram para suas casas, mas para uma casa de visitas” (sic), prisão disfarçada, de onde só saíram depois de irem para a televisão (só há uma, do governo) e dizerem tudo que mandaram dizer.
Cuba
Quem conhece Cuba sabe. É um Estado policial, com um governo policial. Os passaportes dos dois pugilistas, como os de todos os membros da delegação cubana, não ficaram com eles, mas com o serviço policial cubano.
Esta é uma questão que precisa ser discutida nas próximas olimpíadas e Pans: prisioneiros podem disputar jogos internacionais? No mundo todo, quem não pode ficar com seu passaporte é prisioneiro. O asilado ganha logo outro.
Fidel já avisou que eles são “traidores da pátria”. Em Cuba, é pena de morte. Em luta com a morte dele, Fidel não vai fuzilá-los nem mandá-los para o gás. Mas serão sempre dois prisioneiros. Por covardia do Filinto do Guaíba.
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Bagunça, não. Vamos pôr ordem por aqui, okay? Vlad Chesterton, na próxima, manda pro último Open topic aberto, okay?
Engraçado que o Itamar Franco disse algo parecido a respeito do Fernando Collor de Mello.
Lembram?
“Tudo que ele faz é baseado em marketing”
O Brasil teria se antecipado aos Estados Unidos, visto que o Collor é anterior ao Bush.
Mas quem teria sido o Karl Rove de Collor?
O que é bom para o Brasil é bom para os Estados Unidos?
Esse Vlad não tem jeito mesmo, sempre fazendo tempestade em copo d’água. Um texto imenso desses para dizer apenas sofismos.
Um Promotor Público afirmou, em entrevistas para telejornais, exatamente ao contrário.
Por que não acreditaríamos no Promotor?
coreção: sofismas
“Um governo tão empenhado em polarizar a opinião pública assustou a deputados e senadores republicanos.”
Essa frase me chamou a atenção porque me parece que parte da direita brasileira, a que está nos meios de comunicação, tem interesse numa polarização semelhante.
(Acho também que a polarização nesse caso é menos decorrência de um projeto alternativo de país do que de estratégias de marketing para conquistar público leitor mas essa é outra história.)
A questão boa para a política brasileira é saber qual será a reação dos políticos profissionais frente a uma opinião pública cada vez mais polarizada: eles se assustarão, como nos EUA, ou surfarão nessa onda?
tem que abrir um open thread por dia
Companheiro pedro doria
Eu, josef mario, devo dizer que o texto do companheiro, de uma maneira geral, está muito bom. Eu, josef mario, todavia, me permito discordar do último parágrafo. O maior problema do governo do companheiro bush, como todos estão cansados de saber, chama-se iraque. A tentativa de transformar o companheiro Bush nos companheiros Roosevelt e Lincoln não teria fracassado, caso a tentativa de transformar o iraque em uma democracia alcançasse o êxito que era esperado por todos (eu, josef mario, falei - TODOS). Portanto, a impopularidade do companheiro bush, na minha modesta, porém, sempre brilhante, inteligente e genial opinião, não tem nenhuma relação com o fato referido pelo companheiro pedro doria de que o companheiro “Bush não chega aos pés destes grandes homens”.
Muito obrigado.
Bush foi o melhor presidente que o Iraque já teve.
Bem,
Usando meu direito (por enquanto) de opinar sobre qualquer assunto, uma vez que isso é um blog aberto para opiniões, sobre o post, rover, bush, estados unidos, republicanos, democratas, iraque…
eu pergunto:
E O “KIKO”?
“KIKO” TENHO A VER COM ISSO?
[...] Clark Contact the Webmaster Link to Article dick cheney A ascenção antes da queda de Karl Rove » Posted at pedrodoria.com.br [...]
josef mario – o Iraque chama muito a atenção para nós, fora dos EUA. Mas, lá dentro, a percepção de qualidade do governo Bush é um misto de sua política externa e da interna. O Iraque sozinho não está o derrotando. Ajuda o fato de ele ter sido um presidente desastroso também internamente.
NOTA DE FALECIMENTO
Faleceu na manhã de hoje o “nick” Alexandre – Anápolis vítima de sistema operacional corrompido.
Deixa viúva placa-mãe sem driver e os herdeiros salvos em back-up
pdoria,
excelente trabalho.
(se me permitem!)
Ele é o teórico da Jesusland……
Companheiro pedro doria
Eu, josef mario, devo dizer que, ao contrário de outros companheiros prepotentes e ditatoriais, respeito a opinião do companheiro. Aqui na europa, posso garantir que a grande maioria da população concordaria com a minha opinião e não com a do companheiro. Dentro dos EUA, todavia, admito que a política interna do companheiro bush tenha, também, contribuição na sua impopularidade. Mesmo assim, continuo entendendo que o peso desta contribuição é bem menor do que a devida ao fracasso no iraque. E, caso a esperada democracia no iraque fosse um sucesso absoluto, esta contribuição sairia na urina, ou seja, seria praticamente nula.
Muito obrigado.
“After years of calling Iraq a disaster, debacle and quagmire, SPIEGEL ONLINE has decided to declare the following: “The US military is more successful in Iraq than the world wants to believe.”. This all stems from last week’s Der SPIEGEL magazine cover feature article by Ullrich Fichtner:
Excelente artigo, Pedro Doria. Também não sabia da existência dessa figura e o seu texto e os links me motivam a ir atrás de mais informação.
PS: Aproveitando a deixa, Chesterton Rove, em vez de um open thread por dia por que vc não monta o seu blog, hein? Encher os blogs dos outros de links esdrúxulos e assuntos fora do tema demonstra teu desrespeito e te ridiculariza como comentarista. É como se , numa reunião social, você fizesse questão de aparecer mais que o anfitrião.
Vai cara, vai montar teu blog. Aglutine ao seu redor todos os Chestertons da face da Terra e sejam felizes abominando uns aos outros.
http://www.spiegel.de/static/epaper/SP/2006/41/ROSPANZ20060410001-312.jpg
Caro Pedro, freqüento seu blog há pouco tempo, mas já deu para perceber que é um dos mais cultos e inteligentes que conheço.
No cao do Rove cabe fazer um adendo. A estratégia que ele elaborou e elegeu Bush foi fazer o eleitorado de direita ter motivos para comparecer às urnas. Foi assim que ele se conduziu durante o governo Bush, só que cometendo a tolice de guiar-se pelas pesquisas que “encantariam” os situados mais à direita do espectro político. Essa tolice de guiar-se por indicadores não é exclusiva dele. Não poucos “gênios” empresariais também a fazem. Os fracassos não aparecem de imediato e esses “gênios” costumam estar em outro lugar, daí que a derrocada não costuma ser atribuída ao pseudo gênio. A derrocada, ao contrário, acaba servindo como instrumento de promoção/divulgação da “genialidade” do embusteiro.
O caso Rove, portanto, serve como indício de que as políticas direitistas estão se esgotando como espetáculo.
Letisgo, aí perderia a graça. Na verdade eu e o PD temos um acordo de gaveta onde eu sou responsável em contrariar o ponto de vista dominante, o status quo, o consenso. Assim o nosso blog fica muito mais ativo que a maioria. Claro que o lucro é dividido fifty-fifty.
http://medienkritik.typepad.com/blog/2007/08/spiegel-onlin-1.html
a realidade atrapalha
Pelo papel que vc se sujeita a fazer devia ser muito mais que fifty-fifty.
Mas tá bom, fazer o quê?
Cada blogueiro tem o Chesterton que merece!
Acordo com o Vlad Chesterton? Pô… me tira dessa…
E além disso tudo, o Karl Rove ainda é a cara-metade do Zé Dirceu…
dizem que eu sou terrível….
Vlad Chesterton contraria a maxima do Tuty Vasquez segundo a qual o Abstrato seria o mais cretino. Tremenda injustica…
Pedro,
Longe de estar querendo pautar o seu blog, mas por que você nunca fez um post sobre Opus Dei? De novo, a revista Época publicou algo sobre o assunto, dessa vez sobre as numerárias auxiliares (domésticas) que foram vilipendiadas em seus direitos trabalhistas.
E desculpe o off topic, mas achei que você não fosse ler se eu postasse na “discussão aberta”.
Abraços a todos.
Cesar, pode pautar, não tem problema.
Minha avó falava que quando eu era pequeno eu era ” de morte”.
http://www.coxandforkum.com/archives/07.08.14.MobyRove-X.gif
Pedro, excelente. De volta aos velhos tempos do sábado. Espero q venham outros.
Mas tem uma questão aí - Rove era alvo de um monte de investigações: por exemplo, aquela história dos procuradores, e do uso de contas de corr eletr do Partido Republicano por funcionários da Casa Branca e da identidade da agente da CIA.
Rove teria declarado que deixa o governo nos próprios termos, antes q as coisas fiquem piores. Tvz ele não acredite na capacidade de Bush em garanti-lo, caso um desses processos grude mesmo.
E para um sujeito assim tão genial, o cara fez uma série de avaliações altamente equivocadas, principalmente com relação à uma guerra mal concebida. Como disse o Froomkim, do Washington Post - Ele deixa o governo e seu partido em condições mto piores do q quando entrou.
Não exagerem… O chest é bom sujeito. No fundo, no fundo, aspira o respeito e a admiração do PD… :c) (sem insinuações, pô!)
Pedro Doria: Muito bom seu artigo sobre o Rove. Todavia, quem de fato manda e distila veneno por todos os poros é o Dick Cheney, um Bin Laden sem barba e turbante.
Chesterton Olavao: Nao somente você é ridículo, mas já se torna patético, e mesmo infantil. Seu rebuscado e longo comentário sobre os dois pugilistas cubanos (copiou de onde, cara?) de 11:59, além de nao ter nadinha a ver com o cínico e maléfico marqueteiro Karl Rove, é tao somente uma extrapolaçao, quase um plágio, do meu comentário - original este - lá no fundo do blog sob a rúbrica “Fidel Castro está lúcido?”
Sabemos todos que você é um cara dotado de boa dose de inteligência. Use-a, pois.
respeito e admiração….
só pode ter enlouquecido.
http://www.cato-at-liberty.org/2007/08/14/he-who-pays-the-sociologist-calls-the-tune/
http://cristaldo.blogspot.com/
Ora, chest, brincadeirinha! :c) Perdeu o senso de humor? :c))
ufa…meus temores passaram.