O que pensa Alvin Toffler
‘Sabe aquela história de que não há almoço grátis?’, pergunta Alvin Toffler. ‘Mudou tudo, a economia está cheia de coisas de graça’, ele diz. Aos 78 anos, o primeiro futurista do mundo está cansado. Chegou a São Paulo faz um dia e torna à casa, em Los Angeles, nesta noite.
‘Minha mulher não pôde vir, quero voltar logo.’ Toffler sorri. ‘Sinto saudades.’ O cansaço é acusado pela postura relaxada na cadeira, quase jogado, pelas pálpebras que caem com insistência, por uma pequena veia que estourou no olho direito.
Mas aí o velho professor lembra do que falava. Ganha ritmo, se empolga com suas idéias mais recentes. Quer se fazer compreender. ‘Se você vai a um caixa automático e saca dinheiro, um serviço é prestado e ninguém recebe por ele.’ Antes, todo serviço exigia um empregado para fazê-lo. Mas quem mede a pressão com um aparelhinho, em casa, não paga a visita do médico. Software livre, fotos digitais que não carecem de revelação, há uma miríade de funções que não geram mais pagamentos. No entanto, geram valor: o dinheiro na mão, a tranqüilidade de que a pressão vai bem ou a foto da filha soprando a vela de aniversário.
O professor Toffler é um homem alto e extremamente bem-humorado. Ele esteve rapidamente no Brasil há duas semanas e, no meio da agenda, incluiu uma visita ao Estadão. O resultado de uma conversa – mais um bate-papo – de duas horas e meia saiu publicado hoje, no Link.
Em determinado momento, perguntei se ele acreditava que grandes empresas de mídia ainda existiriam no futuro. ‘Enquanto houver anunciantes querendo atingir um público grande, haverá grandes empresas de mídia’, ele respondeu.
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Companheiros de esquerda, maoistas e bolivarianos.
Eu, josef mario, devo dizer que o companheiro alvin toffler quando diz que ‘Se você vai a um caixa automático e saca dinheiro, um serviço é prestado e ninguém recebe por ele’, naturalmente, esta brincando. Ou esta gaga, ou representa algum sindicato de banqueiros, ou resolveu ser original e polemico ou, ainda, esta contaminado pelos fluidos do petismo e, acometido de diarreia mental, resolveu defecar asneiras para os desavisados ou inocentes uteis que resolveram lhe dar atenção.
Muito obrigado.
Não existe serviço gratuito em lugar nenhum, alguém sempre paga.
A energia elétrica d’um caixa eletrônico, a conexão dele com a net, a manutenção, está tudo diluido nos custos operacionais que são divididos e entram no cálculo da cobrança das tarifas bancárias, vide o lucro do Itaú apresentado.
Quanto aos outros exemplos citados, ninguém ficou passando fome prá dar de graça os serviços, alguém pagou…
Companheiro
Josef Mário.
Duas coisas:
1) O atalho que postei abaixo leva à uma configuração de teclado, existem acentos que podem ser utilizados apertando a tecla “ctrl” no teclado em inglês, é um porre se acostumar com eles mas é o tal ”jeitinho”.
2) Senti falta d’uma resposta do companheiro à postagem de nº 20 lá no “Entrevista aos sábados”, tinha na ponta da língua mas declinei em responder.
Ué! Sera que as palestras do Toffler no Brasil tambem foram “de graça”?
Almoço gratis, so’ na casa da vovo’.
Companheiro alexandre - anapolis
Eu, josef mario, devo dizer que a resposta foi dada, somente hoje e no mesmo post, porque como o companheiro sabe, estava viajando com a galinha da minha atual namorada.
Muito obrigado
Não é dele “Choque do Futuro”?
Acho que ainda tenho esse livro em casa….Não é de todo mal!
Haga Romeu, é dele o livro, sim. Não é o mais interessante - Toffler sempre rendeu melhor nos papers q escrevia (acho q agora está aposentado). Tem uma grande turma q acha, atualmente, q as idéias de Toffler se aplicavam a um dado contexto tecnológico, e que não se aplicam mais, no atual. Tendo a concordar. Inclusive pq essa afirmação de q “hoje existem coisas gratis” baseada no fato de q existem programas de livre acesso e alguns serviços disponíveis… Pelamordedeus…
Gostaria de saber mais sobre a visita, PD - parece q ele só esteve em Sampa, não?
Certo bitt….concordo totalmente com voce…mas que diria que as tecnologias que hoje conhecemos poderiam estar a nossa disposição 30 anos atraz!
Agora…use o HRP, por favor…. por que meu nick costuma assustar certos contendores daqui!
EEEEEEEE
Pois é, fiquei surpreso com a conotação dada pelo Pedro Dória. Por certo o AlvinTofler estava falando muito mais sobre uma impressão comum causada pelo serviço do que tratando de uma questão de custos com o rigor que lhe era familiar.
No mais, acho que ele colaborou muito na década de 80 ao ser um dos pioneiros a falar sobre o impacto que os avanços tecnológicos teriam sobre nossas vidas. A Terceira Onda, motivou muita gente a rever seus conceitos e se reorganizar em função desses avanços. Ele também foi um dos principais articuladores do “empreendorismo” que libertou muito empregado acomodado e insatisfeito para esse novo mercado tecnológico da “prestação do serviço”. O timming dele foi os 80’s. Lê-lo, naquela época, era muito bom.
Esse é o tipo de americano que simpatizo, o casal Tofler.
Para quem diz que tudo é pago, quem é que paga o google por qualquer pesquisa, possível e imaginável que queiramos fazer?
como de graça, e o lucro dos bancos, e o fabrivcante do tal aparelho? Que idiota.
Pedro, você não me convidou, mas te achei!
É um tremendo futurologista. Grande personagem, ele e sua inseparável Heidi (ráid).
Quem acha que o mundo não vai mudar, que não existe uma onda, uma macrotransição em curso, vai ter surpresas.
vamos descobrir a fonte da energia eterna, do moto-perpétuo e da agricultura mágica….
e alguns falsários de plantão, donos de iates, aviões e largas extensões de terra…
O Vlad não queria mais nada, só que o Google desse os aparelhos de graça também.
Pô, cara, tem que fazer alguma coisa também.l
Da próxima vez que for ao banco vou com uma caminhonete para carregar o banco eletrônico para minha casa, já que é de graça. Ele diz que não sabe como contabilizar máquinas e tecnologia? É como o de sempre com gastos em máquinas e valor a ser amortizado. Sempre achei esse cara de pouca profundidade, agora tenho certeza ou ele ficou gagá.
http://i45.photobucket.com/albums/f78/jonjayray/pinch.jpg
Pedro Direitoba:
Não vale a pena fazer isso, vai estragar sua caminhonete.
Na maioria dos caixas eletrônicos d’um banco que teve o maior lucro esse ano você vai encontrar um gabinete Infoway horizontal com um HD medíocre e rodando o (Deus me livre) Windows 2000, o resto é descartável no que tange à utilização.
Amigo dos republicanos mais conservadores, Toffler simplifica a história em três ondas, a agrícola, a industrial e a das comunicações e informática. São como três tipos de sociedades, que para Toffler se contrapõem e se sucedem. As três existem na atualidade, convivem na distribuição mundial do trabalho. Toffler fala para os americanos e justifica todo esforço para que se alcance o último estágio, imaginando um conflito em que a terceira sociedade irá impor seu modo de vida. Trata-se de uma justificativa para as agressões da civilização, tal como no passado o imperialismo se penitenciava alegando levar o progresso aos povos bárbaros, um fardo para o homem ranco europeu.
ranco=branco
Onde andará a Cristina do vira-vira?
Felizmente o mundo ainda possui alguns otimistas…rs.
Pedro D….estás com a corda toda…até que os “escritos” do Sr. Toffler não são tão ruins…dá para distrair….nas manhãs preguiçosas de sábado….
O mundo visto duma casa de praia no Maine….após uma “voltinha” no YATCH de 30 pés!
É isso Pedro D…?
Mané, acho que o passeio dele é com o Bush. Deve ser uma boa companhia para ele. O Chesterton iria adorar. Talvez chorasse de emoção como o pagodeiro brega brasileiro, ao se derramar de emoção nos ombros do senhor das guerras. É a globalização na base da pancada. Interessante ver como a política externo dos EUA mudou tão rápido, da conversa fiada do desmantelamento das bases americanas no mundo para o contrário. Será que a globalização na base da vaselina, do primeiro governo Clinton ainda terá vez?
só para gente grande
http://www.ocregister.com/opinion/american-iraq-data-1804986-year-america
Mas quantos friedman-maníacos por aqui, hein?
O cara está certo. Temos uma centena de exemplos de valores que custavam para ser criados e, hoje, não custam mais.
Sim, a eletricidade continua tendo preço. Sim, o banco lucra mais porque não está pagando o salário do caixa. Ou o sujeito que não paga a visita do médico ‘lucra’ mais e continua com o mesmo serviço lhe sendo prestado. Sim, a tinta da foto, o papel da foto, tudo continua custando dinheiro. Mas o serviço de imprimir a foto em casa não é mais pago.
Antes era pago, agora não é pago. O engraçado dos friedman-maníacos é a quantidade de malabarismos pelas quais passam para dizer que alguém paga o almoço mesmo que, obviamente, ninguém esteja pagando por serviços que antes custavam dinheiro.
O que o Toffler diz é que está cheio de serviço de graça na economia, cheio de serviço prestado pelo qual não se estabelece mais um valor monetário. Mas, só porque não há um valor monetário estabelecido, não quer dizer que não exista valor. E isto é um problema para os economistas: como estabelecer tal valor para mensurar a economia real?
Ele tem um argumento interessante.
claro que é pago, a outra pessoa, mas continua pago.
Só para gente muito grande
http://www.reason.com/news/show/120764.html
Pedro Direitoba…hummmm… esse menino Chester tá mesmo com a cabecinha feita!
Dá uma olhada nos artigos sugeridos pelo cara!
Nem o Malan teria tanto peito!
cresça!
Não lí. Nunca ouvi falar. E mesmo assim achei uma merrrrda!
Mesmo com a contestação do Pedro Dória, creio que Alvin está sendo apenas maroto e querendo ser agradável. Ainda, mais do que nunca, está valendo : Não há almoço grátis! Mesmo quando aparenta ser ,como admitiu o Pedê!
O roubo tomou status da benemerência e fez dela própria um trampolim para as coisas mais venais. Tudo se admite. O paraíso relativista na Terra!
Áimeudeus!
:o)
Senhores, o Tofler muda o discurso o tempo todo…
Ainda estou esperando a “adhocracia”, do livro “choque do futuro”
bitt – Só esteve em Sampa. Deu uma palestra à diretoria da Odebrecht e fez uma visita à redação do Estado, porque somos compradores do serviço que distribui sua coluna mensal mundialmente. Foi um bate-volta, mesmo. Estava cansado à beça, mas queria saber muito sobre o Brasil. Perguntava sobre história, sobre economia, como funciona a indústria agrícola, como é a relação da população com o governo, qual a relação com os vizinhos…
Pedro arrependido, desculpe-me, mas no be-a-bá da economia os recursos são escassos e vc. pode baratear um custo, mas tudo foi pago e amortizado. Deixa de bestagem.
Gastava uma nota prêta aqui em Goiás para assinar a Folha de São Paulo.
Montei outro gabinete (R$ 2000,00), comprei um modem (R$ 150,00), fiz assinatura na Brasil Telecom (R$ 35,00) mais a ADSL (R$ 84,00).
Não pago autenticação (o que vocês chamam de “provedor”), dei um “nó” no modem e entro direto.
Com R$ 119,00 por mês não pago a assinatura do jornal e tenho o G1, Estadão, Pravda, Granma, Deutsche Welle, Reuters e outros “grátis” no computador.
O Garoto que entrega jornal perdeu o emprego? Não, está agradecido pelo quilo a menos aos domingos. Toda estrutura foi desmontada? Não!
Ao contrário, outra estrutura (caríssima) foi montada para atender a demanda criada por nós na internet.
Vocês acham que um jornal como o Estadão ou o G1 na net sai de graça?
O exemplo do Pedro Doria em “…o serviço de imprimir a foto em casa não é mais pago.” sim, não é pago porque desapareceu ou está em vias de.
Não porque é “grátis”. Um Exemplo:
O que aconteceu com os homens que acendiam os lampiões a gás na iluminação pública depois que foi introduzida a iluminação elétrica e o serviço passou a ser “grátis”?
Quer dizer que a iluminação elétrica proporciona uma luz “grátis” e o serviço de acender esses lampiões não é mais pago….
Pô! Convenhamos, serviço desnecessário desaparece, não fica “grátis”.
Alguém por aí está precisando de especialista em caldeiras para trabalhar em navio a vapor ou d’um programador em QBasic?
Putz, mas neuim é radical pra caramba. Tá certo que o homem é amigo do Bush, mas incomparavelmente superior ao governo do mesmo. E a obra dele, particularmente aquela sobre a Terceira Onda, não deixa de ser interessante, e teve algum interesse. A formulação sobre as três fases, por sinal, nmão são dele - são do pessoal da escola de um indiano cujo nome me escapa agora, mas q é da mesma linha de Gunnar Myrdal.
Se vcs forem observar os escritos de Nick Negroponte, q fala mta coisa legal, mas mta besteira, encontrarão o dedo das idéias do Toffler lá.
Não sou friedman-maníuaco, mto pelo contrário, mas tendo a concordar que não existe almoço grátis. Os serviços oferecidos gratuitamente pela Rede constituem agregação de valor, qual seja, trazem um retorno embutido, qdo o proprietário permite o acesso. E não achei lá mto bom o exemplo da impressão de fotografias, visto q, no mínimo, certos insumos (como tinta de impressora, softwares, equipamento), terão de ser comprados. O ganho é de escala, no máximo, visto q o sujeito poderá economizar tempo e chegar a um resultado mais rapidamente - isso se não tiver nenhuma pretensão de qualidade.
Perdoem, mas tropecei no rato e o texto subiu de qq jeito… :c( Não tem revisão nenhuma, mas acho q dá pra entender e não vou chatear todo mundo postando de novo. :c(
Dou um desconto pela idade, outro pelo cansaço e mais algum pelo fato do cara estar falando ao vivo para várias pessoas. Situação essa em que é muito fácil colocar frases ou exemplos infelizes. Digo isso por conta do exemplo do caixa eletrônico citado pelo cara. Se sou eu a dizer isso, mesmo dentro de um botequim, seria expulso a pontapés.
Mas para não repetir as palavras do Josef, iria pelo lado do humor (negro). Diria a ele que deve ser por isso que o Itaú e o Bradesco, que tem tantos caixas eletrônicos, faturam tão pouco. Estão à beira da falência, coitados.
Luiber:
O exemplo do Caixa Eletrônico foi infeliz?
eu no meu radicalismo mais radical, nunca vou misturar um prêmio Nobel, que fez contribuições importantes para a teoria econômica e nas análises desenvolvimentistas com um simplificador com o Alvin Toffler. Debate-se, na atualidade, o crescimento do setor terciário nas economia do primeiro mundo, com a mobilidade que o capital adquiriu, de transferir a produção para onde os custos forem otimizados. Mas alguém vai ter que produzir industrialmente, vai ter que existir classe operária, nem que seja um apertador de botão, vai ter gente plantando e colhendo etc.
Ao invés de ondas, prefiro as modificações do capitalismo e da divisão internacional do trabalho.
Pedro,
Realmente eu acho que uma discussão entre o bitt e você seria interessante. Sem querer passar a imagem de “irmã paula” seja lá o que for isso, acho que há questões aí que valeria esclarecer e sei que ambos têm pedigree pra isso. Eu, honestamente, só aprendo.
Alexandre - Dizer que ninguém recebe pelo serviço prestado no caixa eletrônico e que não tem um empregado para fazer o serviço funcionar foi de extrema infelicidade. Não vamos discutir semântica. Todos entendemos o que ele quis dizer. Mas o exemplo foi extremamente infeliz.
Desculpe se não puder responder alguma coisa. Mas estou no escritório e tenho que fechar agora. Se tiver que responder, respondo amanhã. Um abraço.
Luiber:
Dê outra olhada, disse exatamente isso, TUDO é pago, tem um custo e esse custo é dividido….
Atenciosamente.
Alba, vamos lá. A frase ‘não há almoço grátis’ é uma provocação antiga que o Milton Friedman adotou para falar de sua visão laissez-faire da economia.
O que ela quer dizer é que, do ponto de vista do Friedman, a economia é um sistema fechado. Nada se cria, tudo se transforma. Se um valor é produzido, alguém ‘pagou’ por ele, seja com trabalho, seja com dinheiro, seja como for. Implicou num custo.
O que as provocações do Toffler dizem é que isto mudou na Era da Informação. Se vc tem um pedaço de terra, por exemplo, só pode plantar uma coisa de cada vez. Isto reduz a capacidade de produção de valores no mundo agrário. A capacidade de produção de valores, no mundo industrial, é maior, mas ainda assim depende de matéria prima e de trabalho organizado. Com o mesmo naco de aço, vc só produz um parafuso.
Quando o maior valor numa economia é informação, esta equação muda. Você pode usar a mesma informação quantas vezes quiser.
É o problema atual das gravadoras, por exemplo. Na era ‘industrial’, produziam um número limitado de LPs. Na era da informação, seu produto é copiado sem perda de qualidade quantas vezes o público quiser. A economia da escassez que determina o valor de um produto num universo fechado, no qual tudo tem um preço porque, afinal, tudo é escasso, muda. Informação, uma vez criada, pode ser usada muitas vezes, de muitas formas, por muita gente.
Então, sim, alguém paga pela eletricidade. Alguém perde o emprego de revelador e ampliador de fotos. Só que muitas pessoas ganham um valor que não está monetizado mas, ainda assim, é um valor. Têm a foto em papel. Ou têm a música.
Segundo o Toffler, os economistas têm um problema básico que é o seguinte: olham para a economia e vêem aquilo ao que foi atribuído um valor em dinheiro. Mas há novos valores aos quais não foi atribuído valor mas que criam ‘riqueza’ da mesma forma: porque poupam dinheiro, porque oferecem conforto, porque mudam a qualidade de vida.
O sistema fechado da economia abriu. Como é que se faz a conta desta nova economia? Estamos todos, aqui, criando informação, lendo coisas, pelas quais não estamos pagando. Antes, este tipo de informação só era acessível a um preço, muitas vezes alto.
Uma trupe aí pode se aferrar à idéia de que o sistema continua fechado. As gravadoras, desde finais do século passado, estão esperneando sem entender quem mudou as regras do jogo. Mas o jogo mudou…
PD,
Agradeço a explicação, mas acho que você se enganou de destinatário. Eu não disse uma uníca palavra sobre Alvin Toffler.
PD,
Desculpe, acabou de me ocorrer que você queria me esclarecer de coisas que os luminares aos quais propus o debate, não se dispuseram.
Desculpe mesmo e adorei a explicação! :)
Não foi a iternet e ,por extensão, a informática, que inaugurou a periferia. No tempo dos Lon-play já havia a fita cassete que a turma aproveitava para piratear e obter “de graça” uma cópia de um disco emprestado, por exemplo.
Não concordo que não se paga nada para estar aqui, com o Pedro Dória. Ele pode não estar recebendo nada, ou quase, mas eu estou pagando por todos os requisitos necessários à conexão banda larga (que parece piada pois é bem lentinha!) , desde hardware até software!
Claro que muitos se aproveitam do meio que é muito fácil a ripagem de tudo pela internet, mas, de novo, isto é mais um roubo do que obtenção grátis de um serviço.
Abs.
Periferia?!!
Ahahah….
Pirataria, claro!
PD, nada se cria tudo se tranforma é lei da física. na economia tudo se cria, principalmente riqueza. O que ele quis dizer é que alguém está PAGANDO pelo serviço que o estado faz supor gratuito.
O caso das músicas a gente deveria estar pagando quando assiste o youtube, mas não paga ou porque é pirtataria mesmo ou é de interesse do autor liberar os royalties.
A informação e o conhecimento sempre foram digamos assim, gratuitos, basta querer. Ficou muito mais fácil, mas ainda assim é preciso correr atrás. Tem até a pegadinha: o que você dá e não perde? (Não Ed, nada disso). Saber. Mais antigo que a vovozinha.
Choque do futuro
O futurista Alvin Toffler saudou, em visita ao Brasil, o que chamou de nova era do almoço grátis e citou, como exemplo: “se você vai a um caixa automático e saca dinheiro, um serviço é prestado e ninguém recebe por ele”. Mr. Toffler não tem conta em banco no Brasil.
Claudio Humberto
Albinha gentil que me cutucastes, não me inclua entre os luminares de nada. Sou um serviçal apenas. Agora, acho que alguém podia ajudar em conceitos básicos de economia ao Pedro arrependido. O Kupfer ajudaria ao Doria. Primeiro ponto da discussão enveredaríamos por um longo caminho que é a distinção entre valor e preço. Valor está contido na mercadoria, pela economia clássica, é atributo do trabalho e insumos, preço é mercado que fornece. Desde os fisiocratas que temos a idéia de circulação de riqueza, que resultou na contabilidade social, ou seja na quantificação do valor produzido em uma economia. É claro que existem valores que são de difícil medição (aliás a teoria do valor trabalho não está isenta de questionamento) com a tecnologia ( não ser na forma do pagamento de royalties). Isto não quer dizer que ao encontrarmos um meio novo de divulgação de música, que ele não tenha valor trabalho contido e insumos para torná-la acessível, ainda que seu preço ao consumidor seja nulo. No caso da pirataria, é a apropriação desse bem , sem pagar o valor contido na mercadoria. Sistema aberto e fechado são coisas distintas ao que foi exposto pelo Pedro Doria para um economista. Talvez possa ser traduzido por reprodução simples e ampliada. Não entendi bolhufas dessa comparação que o Pedro Doria fez. Um princípio básico para qualquer economista, seja de qualquer orientação, é que os recursos produzidos por uma economia são limitados pelas condições de produção, matéria-prima, maquinarias força de trabalho etc. Não existe mágica nisso, senão também não vai existir economia. E o total que um país produziu é o PIB. Como estou já vencido pelo cansaço, termino por aqui.
pedro direitoba – muito obrigado pela explicação. ficou de todo claro. minha parte favorita é a da reprodução simples e da ampliada.
Vlad Chesterton – vamos lá: se, no caso do YouTube, ou do Napster, ou seja lá do que for, alguém ‘devia’ estar pagando, mas ninguém está, então devia, mas não precisa. o valor pode existir independentemente de pagamento?
pedro direitoba – agora, explica: como incluir no PIB o valor de toda música que está sendo ouvida sem ter gerado pagamento? ou, quando não gera pagamento, simplesmente não conta na economia? então só parte da música vale economicamente, a outra parte não vale?
btw… vc tem todo o direito de tratar minha pergunta como burra pra cacete. eu não sou economista, afinal…
o valor existe, mas foi tungado. O fato de alguém roubar um banco não o torna sem valor.
Pedro Doria, eu, um direitoba arrependido, peço-lhe para ver se é isso que vc. quer falar com economia aberta e fechada. Como disse, nada entendi. Respondo-lhe com outra pergunta: como se incluiu no PIB da Bolívia toda a cocaína produzida? Nem tudo é mensurado lá, mas para colocar uma música no Youtube, alguém alugou uma gravadora ou fez o clip em casa, perdeu tempo (trabalho, ainda que não pago), que nem nós aqui, gastou eletricidade, comprou uma mídia qualquer para gravar etc. Na internet o serviço gratuito fatura na forma de financiamento em propaganda e outras formas de financiar um serviço gratuito. Vc. pode não ser economista, percebe-se, mas como jornalista deveria saber como se compensa o valor de uma mercadoria gratuita para o cliente. Existem coisas que não são contabilizada na economia, mas despenderam trabalho e trabalho é a parte fundamental do custo e que gera valor. Posso te fazer um favor de graça tentando responder suas perguntas, mal e porcamente, estou perdendo parte do trabalho que poderia estar exercendo em outra coisa. Sendo meu trabalho bem pago, pode se sentir honrado com isso.
o mais importante é a noção. Se o cara tem noção na vida de que existe almoço grátis, ele sai procurando por moleza. se ele sabe que nada é “digrátis” ele corre atrás.
Dessa eu saio, vou procurar alguma coisa “grátis” prá me locupletar, chega desse troço.
Acabo de pedir demissão do emprego e vou viver de coisas grátis de agora em diante. Nada me fará trabalhar outra vez. Vou preparar de graça um Chesterton. Almoço de graça é despacho de sexta.
Queimaram tudo
A história é velha, mas merece ser recontada. No auge da expansão árabe, lá pelos anos setecentos depois de Cristo, o general Ibn-El-Abbas iniciou a conquista do Egito para o Islã. Avançou feito faca na manteiga pelo continente africano, queimando e arrasando o que via pela frente.
Deteve-se, porém, às portas de Alexandria. Era a capital do mundo. Diante da fabulosa biblioteca, considerada a maior da época, contendo até originais de Homero, o general hesitou. Mandou um correio a Bagdá, consultando o califa sobre o que fazer. A resposta veio logo: “Se todos esses escritos concordam com o Alcorão, devem ser queimados porque são supérfluos. Se discordam, também devem ser queimados por serem perniciosos…”
PD,
Além do que disse o direitoba, é bom lembrar que a distinção entre “valor” e “preço” não existe apenas na economia clássica. Na abordagem marxista, os mesmos conceitos aparecem sob as designações “valor de uso” e “valor de troca”.
Do mesmo modo, a noção de que tudo tem um custo não é exclusiva dos clássicos. Essa noção foi adotada por todas as correntes de pensamento que se seguiram.
Por fim, também vale lembrar que Milton Friedman jamais disse que, na economia, nada se cria. Seria o mesmo que dizer que a riqueza existente hoje é igual à que havia há 300 ou 500 anos.
Nada disso. A agregação de valor é uma constante na economia em funcionamento. O valor agregado corresponde à soma do que foi mobilizado e combinado para a obtenção de cada bem (salário + lucro + aluguel + juros). O primeiro é também chamado “renda do trabalho”, e o conjunto formado pelos demais é chamado de “renda do capital”.
Daí porque o Produto Interno Bruto (PIB) é também chamado de Valor Agregado Bruto (VAB), ou, ainda, Renda Nacional Bruta (RNB).
Pessoal, pouco entendo de economia, mas me parece que o direitoba esclareceu bem a diferença entre valor e preço.
A propósito, hoje foi publicado na Folha um artigo interessante sobre o quadro do Eduardo Gianetti da Fonseca no Fantástico. Eu não assisti, mas achei esse artigo bem curioso, depois da entrevista que ele deu pro Aliás, no domingo.
Desculpem a transcrição, mas é restrito a assinantes:
MARCOS NOBRE
Giannetti na Terra Prometida
MILHÕES DE PESSOAS assistiram no último domingo a uma encenação ideológica como havia muito não se via. O “filósofo e economista” Eduardo Giannetti da Fonseca estreou no “Fantástico” o seu programa “O valor do amanhã”. Giannetti da Fonseca montou uma equação em que Deus, o capitalismo e a natureza estão em perfeito acordo e harmonia. Para provar a sua equação, começou o programa com uma representação (pelo ator Matheus Nachtergaele) do “Gênesis” em que o pecado original produziu “a maior conta de juros de que se tem registro na criação”.
Desde Adão e Eva, a vida humana não seria mais do que uma relação de custo e benefício. Mesclando depoimentos e comentários, pretendeu mostrar que o tempo é o resultado de uma escolha entre uma “posição credora” e outra “devedora”: poupar agora e usufruir depois, ou o contrário.
Mas Giannetti da Fonseca não se contentou em se apoiar na autoridade da Bíblia. Apelou para cenas da vida animal e para depoimentos científicos para dizer que toda a natureza segue a mesma lógica. Todos os seres vivos fazem “trocas no tempo”, poupam ou consomem segundo posições “credoras” ou “devedoras”.
Tudo muito bem produzido e editado. Com todo tipo de chavão capaz de se encaixar na lição de moral. É com fala mansa e jeito de bom moço que só quer ajudar que disse que tudo não passa de um balanço entre “sonhos e desejos” e “possibilidades e limites”. Com direito a Caetano Veloso ao violão repetindo o refrão “tempo, tempo, tempo, tempo”.
É como se estivéssemos de volta ao século 18. Os conflitos são apenas resultado das escolhas individuais e da cultura que resulta dessas escolhas. Não há conflitos sociais, exploração, movimento operário, revoluções, guerras. Tudo o que se passou nos últimos dois séculos desaparece para dar lugar ao capitalismo como ordem natural (e divina) das coisas. Só o que resta é uma adaptação “credora” ou “devedora” a essa ordem.
Mas essa impressão também é enganosa. Porque Giannetti toma do século 19 o determinismo biológico e toma do capitalismo atual o vocabulário do mais desenvolvido mercado financeiro. E tudo isso com a técnica mais sofisticada do século 21.
Para quem acha que biologia e economia são apenas dois ramos de uma mesma árvore original, não é difícil concluir que o Brasil ainda esteja mesmo no século 18 e que seja preciso inocular na cultura brasileira o bacilo do capitalismo. A Terra Prometida de Giannetti da Fonseca é a da miséria e da doença da revolução industrial do século 19. Uma terra que o Brasil do século 21 conhece muito bem.
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MARCOS NOBRE escreve às terças-feiras nesta coluna.
A questão é, apenas, saber quem paga, quem recebe e quem deixa de receber.
O ensino público “gratuito” é pago pelo contribuinte. O acesso à Internet “gratuito” é pago pelos anunciantes que, por sua vez, embutem esse custo nos preços cobrados ao distinto consumidor. Quem mede a pressão com um aparelhinho, pagou por isso quando comprou o aparelho.
Se alguém baixa uma obra na Internet, com autorização do autor, recebeu uma doação. Se fez isso sem autorização do autor, cometeu um roubo.
E ambos — doação e roubo — têm valor, implícito e de troca.
Parece que Mr. Toffler está um tanto fora de forma…
Fiquei com a impressão de que muita gente não entendeu o post do PD e muito menos o comentário 48.
Para ficar mais fácil, vou pegar o exemplo logo acima, do Elias: No início do século XX, para que um autor pudesse distribuir sua obra de graça, alguém teria que bancar o papel, a impressão, a encadernação e a distribuição. Havia um custo associado ao produto físico, que podia ser reduzido, mas não eliminado. Hoje, se um autor quiser colocar sua obra disponível na Internet, milhões de pessoas poderão acessá-la sem pagar nada por isso. É claro que é necessário ter um computador e um acesso, mas quem já tem não terá custo adicional nenhum para isso. Então existe a possibilidade de um valor, no caso uma informação, ser obtido sem custo adicional. A informação como valor é que é a mudança importante.
Eu já penitenciado da minha direitice enrustida, apenas digo que sempre haverá um custo, já preço é outra coisa. Numa economia de escala de um cd qualquer, o lucro de n unidades pode anular o preço de novas unidades e , assim, poderei te dar um cd de graça. Mas existiu um custo. Sim, a hipótese de um valor ser adquirido sem um custo adicional é vero. Informação como valor não é nada demais, nenhuma novidade. Vende-se comunicação há muito tempo. A questão é mensurar corretamente o quanto vale uma modificação tecnológica, a não ser pela sua venda em copyrights. Mas pode ser muito mais do que isso, na margem de lucro que ela pode implementar na produtividade. Fico por aqui e acho que o Toffler é um direitoba de dez costados.
Ora, Microempresário,
No exemplo que você citou, o custo do papel foi substituído pelo custo da Internet.
A diferença, aí, é que o custo da impressão — papel incluso — se tornou opcional. Tendo baixado a obra via Internet, o indivíduo poderá, se desejar, imprimi-la em papel. E isso terá um custo. Terá oorrido, então, um deslocamento do custo, do autor para o usuário, mas isto está longe de significar que o custo deixou de existir.
Na era da informação o custo se tornou mais diversificado e mais fluído. Só isto.
Quanto à informação como valor, sugiro a leitura da história do Brasil e de Portugal do Século XVIII. O Marquês de Pombal já tratava a informação — com especial destaque para informação científica — como detentora de valor.
Como exemplo, cito o tratamento dispensado aos jesuítas quanto a esse particular. E exemplificando com maior especificidade, lembro o ocorrido com o “visitador” João Daniel e seu tratado “Tesouro descoberto no máximo Rio Amazonas”, dentre outros, além da composição das 2 comissões para demarcação do Tratado de Tordesilhas (que incluíam astrônomos, botânicos e outros cientistas), etc, etc, etc, etc….
Se em Portugal e no Brasil já era assim, imagina no resto…
Mas, peraí, Micro!, a informação sempre existiu desde Alexandria, ou mesmo antes, acontece que se tem um acesso mais rápido. Antes , no século passado, e anteriores corria-se a uma biblioteca e se copiava textos para subsídios de um estudo específico.
Então, ontem, havia o tal do “degrátis”, também. mas sempre aspados, como se deve!
Abs.
Só pra você ter uma idéia, Éd:
Um dos critérios que Pombal usou ao detonar com os jesuítas no Brasil foi… a posse de informações científicas.
Os jesuítas “gerentes” foram simplesmente expulsos ou mortos, sob acusações que iam da depravação sexual à conspirações para matar o rei português.
Os jesuítas “cientistas” não puderam sair de Portugal. A estes deu-se a oportunidade de continuar vivendo, desde que transmitissem todo o saber que detinham. Para que não mudassem de idéia a respeito, ficaram presos até morrer.
Foi o caso de João Daniel. Foi preso lá por meados do Século XVIII, e assim ficou pelos 20 anos seguintes, até deixar este vale de lágrimas.
Nesse período, escreveu o tratado “Tesouro Descoberto no máximo Rio Amazonas”. É um estudo geográfico, geológico, antropológico, botânico, político, etc., sobre a Amazônia.
Os manuscritos ficaram em poder da Coroa Portuguesa. Quando a família real se transferiu para o Brasil, trouxe consigo esses manuscritos, temendo que os franceses o roubassem. Aqui, o futuro rei D. João VI os depositou no Arquivo Real.
No retorno a Portugal, ele levou de volta parte dos manuscritos, permanecendo o restante sob a guarda do regente, D. Pedro. Aí deu-se o que se deu, e só no Século XX o governo português doaria ao Brasil a parcela dos manuscritos levada por D. João VI.
Esse material é que serviu de matéria prima para Euclides da Cunha, na parte de seu livro “Os sertões” que trata da Amazônia.
O material completo foi publicado pela primeira vez em 2 livros lá por volta de 2004, pelo César Banjamin — o “Cesinha” do movimento estudantil de 1968.
No Século XVIII, estar de posse dos conhecimentos que João Daniel entrega em seu tratado, era meio jogo para ser competitivo na fabricação de medicamentos, perfumes, chocolate e outros produtos de que a Europa necessitava.
Elias,
a história de João Daniel, que eu desconhecia, é muito interessante! Mais ainda é eu topar com a obra (comentários sobre) “Tesouro Descoberto no máximo Rio Amazonas” ainda ontem. Onde?! Não me pergunte, minha memória é especialíssima! :o)
Me lembra também a vida de Sergei Ivanovich Vavilov. Simplesmente silenciado pelo sinistro Lysenko e suas tramas para se juntar a Stalin.
Não sei comparar, mas certo martírios tem muito em comum.
Valeu, Elias!
Diz-se que um livro não deve ser julgado pelas capas.
Quanto as caras (expressões) não se pode dizer o mesmo. É só pesquisar no Google Imagem: Lysenko e Vavilov!
Lysenko é o mal encarnado.
Fico pensando o quanto Vavilov sofreu; não por seu definhamento numa cela soviética infecta, mas sim porque deixou de contribuir para as pequisas com alimentos com o seu gênio paralizado.
very interesting.
i’m adding in RSS Reader
[...] certo aos prosumers - termo cunhado por Alvin Toffler (conheça mais sobre o gringo no blog de Pedro Dória) para classificar os consumidores que também produzem conteúdos e, muitas vezes, ainda são os [...]
Acredito que essa reação seja bem típica dos momento que vivemos ou seja a era do ceticismo, onde é muito claro que de uma asa de mosca faz - se uma sopa. Tenho certeza que Dr. Toffler está alegre e não rindo, mas consegui tirar do marasmo uma plêiade de céticos de plantão que esquecem de ler as entrelinhas na sua fala. A paga ali usada no sentido de ausência do contato com pessoas e sim uma fria e subserviência aos apelos da tecnologia tão preconizada por suas obras. Precisamos tratar com mais cuidado nossos idosos e buscar no seu arcabouço sua sabedoria e cabe-nos adaptá-la as nossas realidades. Muito tem-se perdido por falta de zelo e paciência que é indiscutivelmente uma virtude dos sábios. Obrigado pelo espaço e peço desculpas se fui um pouco irônico. Deus nos reconduza ao caminho da humanização do ser humano.
Ixi..como temos “sábios” por aqui
MEU DEUS… acho que antes de criticar alguém… deve-se compreender de onde ele tirou a idéia, quem é a pessoa e principalmente se ele tem base no que fala!!!
Pois é ‘admirado’ os “sábios” daqui me impressionaram… nussss
Companheiros de esquerda, maoistas e bolivarianos…
… deveriam ir à merda! O capitalismo taí…