Hiroshima, Nagasaki e o racismo dos EUA
Há 62 anos hoje, o B-29 norte-americano Bockscar sobrevoou a cidade de Kokura, no Japão, carregando a bomba atômica ‘Fat Man’. Uma nuvem espessa impedia contato visual com o lugar. O major Charles Sweeney, que comandava a missão, decidiu partir para Nagasaki, seu alvo secundário. Às 11h01, o artefato carregando 6,4kg de plutônio-239 foi solto no ar e caiu por 43 segundos até que, 469 metros acima da superfície, explodiu. A temperatura foi elevada a 4.000 graus e o desclocamento de ar provocou ventos de 1.000 km/h. Tudo o que havia num raio de 1,6km desapareceu.
Aí, 70.000 pessoas morreram. A elas, somaram-se outras 10.000, nos meses seguintes.
Mick Hume é o tipo do marxista que a direita gosta. (Ele é daqueles que acha aquecimento global uma forçada de barra.) Colunista do Times de Londres, ex-editor-chefe da revista online Sp!ked, Hume é inteligente, bom argumentador e polemista dos bons. Agora, tem uma provocação nova na praça: as bombas de Hiroshima e Nagasaki foram atos racistas.
O Japão era um problema para as elites ocidentais desde que a vitória sobre a Rússia, em 1905, o lançou no cenário mundial. Emergiu como um dos grandes poderes capitalistas mas jamais realmente fez parte do clube. Sua população não era branca. A noção de superioridade racial e das ‘responsabilidades do homem branco’ estavam na base ideológica e na auto-imagem do imperialismo ocidental. Uma nação asiática não poderia ter o direito de sentar-se livremente à mesa do poder.
A Conferência de Versailles, realizada em 1919 após a Primeira Guerra, dá evidência deste duplo padrão racial. Enquanto norte-americanos e britânicos se comprometiam com os novos movimentos de afirmação nacional europeus, negaram ao Japão a inclusão de uma cláusula de ‘igualdade racial’ no tratado que deu forma à Liga de Nações (precursora da ONU). Um testemunho diz que a emenda japonesa rejeitada era ‘um evidente desafio à teoria da superioridade da raça branca na qual se baseavam as pretensões imperiais britânicas’.
Para Hume, o governo dos EUA tinha plena consciência de que o Japão se renderia. Relatórios da inteligência norte-americana já davam notícia de que a liderança militar japonesa se movimentava para a rendição três meses antes das bombas. Outros documentos indicam que, mesmo antes de a derrota nazista estar clara, os EUA jamais tiveram a intenção de jogar a bomba que construíam na Europa. Não, nem mesmo na Alemanha que causava o Holocausto.
Acontece, ele segue seu raciocínio, que a bomba não seria jogada contra a Europa mas tinha que ser jogada de qualquer forma. Motivo: ela consolidava o domínio mundial econômico e militar dos EUA para o tempo que estava para vir no pós-Guerra.
Exagero de Hume? A discussão é boa. Os documentos que apresenta indicando que não havia a intenção de jogar a bomba contra a Europa são intrigantes. Costumamos pensar que só a Alemanha Nazista era racista. Mas, embora talvez jamais viessem a criar uma máquina de genocídio como a do Holocausto, todos os poderes imperiais europeus criam, ainda na primeira metade do século 20, na superioridade de sua civilização perante todas as outras do mundo. É um tempo que nos soa distante, hoje, mas ainda há gente por aí que viveu tal momento. Tintim na África foi tema deste Weblog não faz muito tempo.
(O Bitt escreveu dois bons posts sobre o assunto no Neuromaníaco.)
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Acho que já contei essa história aqui.
Uma vez fui em uma loja, DULAR, adentrei e fiquei lá com cara de tacho, as vendedoras que me olhavam era pra virar a cara, fui muito mal atendido.
Saí dessa loja e comprei em outro lugar.
Se fosse um negro já ia pensar, me tratou assim pq eu sou negro, buá buá, coitado de mim, meu trisavô foi escravo e agora eu tenho que aguentar isso, buá buá. Meu deus pq foram me tira lá da querida áfrica, onde hoje eu provavelmante estaria lutando numa guerra civil ou passando fome, isso se não tivesse arrancado meus raço quando eu era pequeno, buá buá buá, pra compensar todo esse sofrimento, eu quero entrar na universidade com ajuda básica.
Pai angola entendeu história triste do direitoba Theo. Como tu é muito feio e todo reaça é antipático, as atendentes é que devem ter sido molestadas e fizeram muito bem em não atendê um tarado direitoba desses. Pai acha que zunsê fosse negro ou seria bichola ou pai joão. Pai vai rezá para vc. mizinfio, devem ter feito trabalho brabo para sua alma. Tu tá numa perdição danada. êta, tranca-rua danado!
Theo, Histórico Acadêmico da besta quadrada, por certo tens melhor…
Primário Colégio São Luís
Secundário Colégio São Luís
Administração de Empresas Fundação Getúlio Vargas
Economia Michigan State University
Economia Stanford University
‘‘Vae victis’’ (Ai dos vencidos) — Frase de Breno, general gaulês que, em 386 a.C., sitiou Roma. Para levantar o cerco, concordou em receber uma determinada quantidade de ouro. Quando a balança equilibrou Breno empurrou o prato com a espada exigindo mais ouro. Os romanos reclamaram. Breno exclamou ‘‘Vae victis’’.
Historinha conhecida que continua válida em negociações de guerra ou … de paz.
Prezado companheiro bolivariano, tenho a impressão que a nossa companheira socialista dos cravos não gostou de nossas observações. Sendo assim, peçamos-lha o perdão. Mui agradecido.
Pedrinho
desculpe, mas isto é um andar pra cima e pra baixo que não se aguenta!
voce não é fácil ein? mas enfim, lá vou tentando passar entre a chuva…
beijos
Dino,
Por isso que a besta quadrada muito me admira, como pode com um curriculo desse propor um projeto tão imbecil???
A não ser que ele haja de má fé, com aquela velha história de propor por exemplo: um salário minimo de 1500 reais, quando os outros deputados não votam, ou o presidente veta por ser impraticável, ele lança a máxima para o seu eleitorado, eu tentei o outros é que não deixaram.
A idéia da tal ‘‘renda mínima’’ do Suplicy, encaixa nos ‘‘direitos positivos’’ de outra discussão.
Onde foi parar a Cristina arrebita, arrebita, arrebita? Aliás o que aquele emperucado do Leal quis dizer com isso para as portuguesas. Cá no Brasil, entendi perfeitamente.
Theo,……….Japonês discriminador???…sim…
De onde vcs tiraram isto?Sou casado com uma descendente niponica a +/- 30 anos e foi uma barra me aceitarem na familia.Para eles, nos brasileiros éramos chamados de ignorantes e vagabundos.E que o casamento só poderia ser com o da mesma raça .O interessante era como denominava os não japoneses gai=estrangeiro,de fora.kokujin=pessoa de cor.
Causava-me a impressão de que eu,brasileiro nato,descendente de portugueses, eh que era o intruso ou o colonizado.
O outro lado da moeda….
Todos japoneses ou seus descendentes são iguais? Claro que não.
Moro aqui no Japão a 10 anos.Tive um restaurante típico brasileiro em que 50% dos fregueses eram japonese.Toquei com vários músicos japoneses.Alias,sou menos descriminado do que um descendente japonês.Isto porque tenho a pele clara e não tenho olhos puxados,me confundem com um americano.Eles adoram americanos.
Lado positivo…violencia baixa,mas aumentando.
Moeda,economia,infraçao…ok
Tecnologia…..nota 10
Politica……politico corrupto aqui enforca-se ou se joga pela janela.
Lado negativo….Medicina.
Discriminação no Japão???Sim..
Região de Tokyo…A elite…pessoas altas de pele clara,cultos,inteligentes.
Região mais ao sul…..Caipiras.
Região extremo sul..baixo,pele escura,cabelo encaracoloado,ignorantes.
Região extremo norte..Índios..
Obs..estas discriminações não expressam minha opiniao,e sim a dos japoneses.
Ratificação.
…me confundem com um americano.
…Lado negativo…Medicina.
Região extremo norte
Ratificação.
…me confundem com um americano{esta eh a pior parte}.
…Lado negativo…Medicina.{Segundo ministro da saúde, em debate num programa de tv,declarou que com todo dinheiro,todo equipamento e toda tecnologia, o Japão levara no mínimo 10 anos para se equiparar a alguns países do terceiro mundo,como ex. o Brasil.}
Região extremo sul{okinawa}
Região extremo norte{Hokkaido}
Vocês sabiam que o massacre de Nanquim foi inventado? os aliados fabricaram o massacre de nanquim para justificar as bombas nucleares!
Não acredita? então acesse o site http://www.ne.jp/asahi/unko/tamezou/nankin/index-e.html
E a questão da discriminação no Japão
Os brasileiros tem fama de ser gente ruim no Japão por causa dos crimes hediondos cometidos pelos brasileiros no Japão.
E os descendentes de japoneses no Japão naturalmente sofrem o preconceito, mesmo os descendentes com aparência de asiático sofrem preconceito, porque os japoneses sabem diferenciar e reconhecer quem é Brasileiro ou Chinês por exemplo, o modo de se vestir e o comportamento dos nipos-brasileiros são diferentes dos japoneses, então geralmente os japoneses sabem quem é japonês do brasil ou japonês do japão, principalmente numa cidade que os brasileiros são numerosos, a roupa, corte de cabelo, comportamento diferencia os japoneses dos brasileiros.
Eu sou mestiço, mas tenho aparência, costume e estilo japonês, já fui muitas vezes confundido com um japonês, vários japoneses achavam que eu era também um japonês, talvez por isso nunca sofri preconceito por parte de japoneses aqui no Japão, mas o engraçado que ja sofri preconceito de brasileiros no Japão, e acho que alguns brasileiros que são os verdadeiros racistas, e os japoneses sabem disso, eles os japoneses sabem como nos os ocidentais e brasileiros pensam.
Os americanos aparentemente são admirados, mas na verdade são muito odiados, os japoneses fazem de tudo para disfarçar a rixa contra os americanos, por causa da lavarem mental que o governo japonês junto com o governo americano promoveu durante a ocupação americana no Japão, e a lavagem continua sendo promovido no japão nos dias atuais.
Os ocidentais não entendem que os japoneses não podem demonstrar e falar o que realmente pensa, por ser considerado falta de educação e etiqueta, por isso os japoneses pensam de uma forma e agem de outra, e a demonstração de racismo é considerado falta de etiqueta na sociedade japonesa.
[...] bombas de Hiroshima e Nagasaki já foram assunto por aqui. O consenso, entre os historiadores, é de que o ato pretendia intimidar a URSS. Os Aliados [...]
[...] Em tempos de flexibilização do conceito de terrorismo, é extremamente importante recordar o 6 de agosto de 1945, quando terroristas norte-americanos dizimaram Hiroshima, matando aproximadamente 140.000 pessoas, em esmagadora maioria civis. Não há justificativa de guerra que baste para explicar tal ato, tal desgraça - colocada sua dimensão, não se pode simplesmente dizer “Foi para catalisar a rendição”. Muito menos quando a inevitabilidade da rendição já poderia ser considerada dada. [...]