O que seria da Terra sem nós, humanos?
O que aconteceria se um dia, de uma hora para a outra, o homem desaparecesse da face da Terra. Seria melhor para o planeta? Nós alteramos a química da atmosfera; interferimos no espaço natural construindo cidades, estradas; nos metemos no processo evolutivo, construindo espécies para nosso dispor – de vacas gigantes e gatos domésticos.
Este é o assunto de The world without us – O mundo sem nós – do jornalista americano Alan Weisman.
(O livro, em inglês, pode ser encontrado aqui.)
Sem manutenção, o Canal do Panamá ia para o espaço, alagado. O metrô de Nova York começaria a encher d’água na primeira tempestade, criando um rio subterrâneo. Em todas as cidades do mundo, incêndios iniciados se alastrariam com facilidade. Cidades não durariam muito.
Entre nossas principais heranças, deixaríamos plásticos para sempre nos oceanos, borracha de pneus às toneladas e lixo de usinas nucleares abundante, durante séculos ameaçando suas vizinhanças.
Também azulejos e louças sobreviveriam. Como alguns objetos metálicos. Tecidos e papéis iriam embora rápido.
Isto quer dizer que, no Louvre, em Paris, a Mona Lisa apodreceria pela umidade, queimaria acidentalmente, algo assim, em alguns anos. Mas os vasos sanitários continuariam intactos.
As baratas e tantas pragas com as quais convivemos teriam suas populações diminuídas se é que não se extinguiriam sem os dejetos humanos. Mas pereceriam também os cachorros e muitas espécies que criamos em fazendas. Para os passarinhos, não faríamos a menor diferença – suas populações permaneceriam razoavelmente estáveis.
Haveria espaço para crescimento populacional de outro mamífero de grande porte. Isto forçaria competição entre espécies candidatas. Weisman aposta noutro primata – babuínos, talvez. Mas podem ser elefantes. Com o passar dos anos, dos milênios, as forças evolutivas talvez lhes aumentem a inteligência e a capacidade de comunicação.
(A idéia do Planeta dos Macacos faz lá algum sentido científico.)
Esta espécie inteligente que talvez nos suceda, ou algum extra-terrestre que visite o planeta onde vivemos um dia, terá alguns sinais de nossa presença centenas de milênios à frente. Aço inoxidável, este metal de composição tão estranha e superfície tão polida que dá forma a estranhas ferramentas. Uma considerável quantidade de chumbo na atmosfera, vindo sabe-se lá de onde, sabe-se lá por quê.
Segundo o resenhista da revista britânica sp!ked, Weisman não propõe uma tese, apenas faz um exercício de imaginação após ter colhido informação com cientistas de todas as áreas. É uma aula do real impacto que temos. Não que seja particularmente ruim – isto é matéria de opinião. Conosco, morreriam várias espécies. E outras tantas ganhariam mais espaço. Sem nós, o mundo não seria particularmente melhor ou pior. Mas seria muito, muito diferente.
Esquecidos? Não de todo. Seríamos para sempre lembrados, universo afora, por toda transmissão de rádio e tevê que emitimos até nossa extinção e que permanecerão flutuando para todo o sempre.
Ainda sobre o assunto:
- A Terra vista do espaço: um modelo Utilizando fotografias e estudos da Nasa, o site do Discovery Channel desenvolveu um modelo do globo terrestre visto neste momento...
- Poupar a Terra, no Brasil, é difícil Nunca encontrei à venda no Brasil, mas gostaria muito: por exemplo baterias solares para carregar celulares, players de mp3 ou...
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- Os mamíferos se vão Metade das espécies de mamíferos do mundo estão sofrendo uma redução populacional. E um quarto delas sofre o risco de...



Não me diga, até as baratas iria perecer, o que ficará para a posteridade é a Globo? Eu sabia! São pior que as baratas…
Êta “egocentrismo” !
A coisa sem harmonia aqui somos nós!
A terra pacifica e eterna…ficaria bem melhor “na fotografia”!
“Sem nós, o mundo não seria particularmente melhor ou pior. Mas seria muito, muito diferente.” (Grifo meu)
Do ponto de vista do mundo — será que o mundo tem ponto de vista? —, falar em pior ou melhor realmente não parece fazer sentido. Já do nosso ponto de vista…
Exercício interessante esse. Quero logo um ano sabático — as minhas férias estão acabando, foi pouco… —, assim poderei escrever os meus exercícios de imaginação. Não sei se virarão livro, mas os meus netos talvez se divirtam com eles.
É apenas um razoável livro de cabeceira, não tendo nada melhor.
não existe ponto de vista fora do ponto de vista humano. Ter ponto de vista é para quem tem faculdades mentais superiores e intelecto desenvolvido, logo é absurdo dizer: ” do ponto de vista das galinhas….”.
O mundo sem humanos seria infinitamente pior, pelo simples fato de não haver um único humano para apreciá-lo.
Chesterton, concordamos. Só existem cidades, metrôs e coisas do gênero pq existem humanos, e os humanos optaram, dentre diversas escolhas possíveis, por um curso q previlegia a cultura e a tecnologia.
O jornalista “especula” - especula mto mal, eu diria. Essas hipóteses todas já foram levantadas - algumas vzs de forma brilhante - pela ficção científica (essa hipótese dos macacos foi levantada por Richard Heinlein, em “Estrada da glória”)
Eu acho que seria melhor para o universo. Afinal, a degradação que promovemos aqui afeta em diferentes graus todo o universo. Do nosso ponto de vista - humanos - seria bem pior, mas a gente não estaria aqui mesmo, então…deixa prá lá.
Eu gostei do post e me deu uma vontade danada de ler o livro. Já tem edição em português?
De uma forma ou de outra, sempre “sobram” alguns humanos que reiniciarão tudo. Alguns que conseguiram construir um abrigo suficientemente seguro, um “Noé” pragmático etc.
E a vida se reinicia novamente!
Essa é uma bela poesia trágica, talvez a mais trágica de todas e nem por isso menos bela!
A civilização será destruída, mas a memória permanece e será repassada aos descendentes!
Dom - Sei não, em coparação ao planeta, os sere humanos são uma raça relativamente nova. Somos bebês na escala evolutiva do universo.
Quem sabe alguma escavação não encontre algum monolito negro perdido (não, não estou me referindo ao prédio da FIESP)?
E dentro da imensidão do universo, nossa degradação é ridicularmente pequena. E no final das contas, quando o Sol virar uma Super Nova o planeta terra será pulverizado do mesmo jeito…
Isso se nós não o pulverizar primeiro.
É muito interessante que as baratas sobrevivam a uma guerra nuclear e não sobrevivam à falta dos seres humanos!
Realmente dá o que pensar!
Será que estamos neste planeta porque realmente “somos responsáveis” por ele?
Vlad Chesterton, concordamos que não faz sentido, porque esse tipo de sentido é mesmo próprio dos humanos. Agora, dizer que ele será pior porque não haverá um único humano para apreciá-lo é de um “umbiguismo” sem tamanho. Aliás, se não houver humanos para apreciar o mundo, os próprios conceitos de pior ou melhor também deixam de fazer sentido, não é?
Pablo,
A previsão para que o Sol se torne uma super nova é para 5 bilhões de anos. Em 5 bilhões de anos, muita coisa pode acontecer!
Até mesmo mudarmos a nossa noção de tempo!
Avançando mais um pouco, existem dois livros que especulam sobre as novas espécies que surgiriam no planeta milhões de anos depois da extinção do homem: The Future is Wild (foi minissérie no Discovery Channel em 2003), abordando períodos de 10 milhões de anos até 500 milhões de anos após o homem - e no final, os autores especulam que bandos de uma espécie de lulas terrestres e inteligentes (sem trocadilhos, por favor) começam a dar os primeiros passos na construção de uma sociedade, desenvolvendo artefatos bélicos - lanças, pedras - para se defenderem das ameaças. O outro é After Man (do mesmo autor, mas anterior ao primeiro), também descrevendo várias espécies que poderiam surgir, mas apenas num período de 25 milhões de anos daqui. São ambos muito interessantes.
Lembra o “Contatos”, cuja transmissão de rádio que os “alieníginas” resolveram escolher para reenviar à Terra era justamente o Hitler num daqueles discursos teatrais. Depois de muito esforço descobríamos que os alienígenas eram, bem, nós mesmos em outro momento evolutivo. O que me faz pensar que mesmo em outro momento evolutivo, preferimos os discursos do Hitler ao Galvão Bueno :|
Quanto ao “what if”, ninguém arrisca um livre pensar? Só critica o absurdo da idéia? Pois bem, aqui vai o meu.
Considerando a diversidade de vida no planeta, imagino que a história simplesmente se repetiria. Alguma outra espécie se desenvolveria desordenadamente, causaria um desiquilíbrio no frágil ecosistema, haveria um caos momentâneo, essa espécie desapareceria e assim se sucederia até que sobrassem os ….. vegetais e aí começaria tudo de novo. Dá até preguiça pensar num mundo infestado de sabambaias.
Mas que a existência de vida que se reproduz desordenadamente é, em essência, algo bizarro, isso é.
Ricardo, não há outro sentido sem esse umbiguismo. No sentido religioso, no sentido filosófico, a terra é nossa para nosso proveito, de bom e de ruim, nós fazemos, nós aproveitamos, nós sofremos. Este teoria de que o ser humano es´ta destruindo o planeta , que é porco, que é ruim, é coisa de viado neurótico (ou neurótico gayzinho), que faz beicinho, e sim, se coloca num pedestal arrogante.
Sobre o comentario:
“Verissimo 2/Agosto/2007 às 10:30″
Eu assisti, e ao observar a animação computadorizada, os descendentes dos moluscos pulando de galho em galho, patéticos, lembrei-me dos primatas, habitués das árvores.
Então a evolução segundo os cientistas, pela 2º vez consecutiva passaria pelas mãos…digo pelos galhos das árvores?
Então, comendo JACA(entre outras frutas), nossos ancestrais e os dos moluscos foram evoluindo…
Então viva as árvores e suas frutas comestíveis.
Ia ser o jardim do édem…
O mundo ia ser uma verdadeira maravilha sem nossa espécie cancerígena infestando e destruindo o planeta. O resto do universo, apesar de fazer questão absoluta de se manter anos luz de distância de nós por motivos óbvios iria vibrar durante milênios, pois teriam certeza absoluta que jamais iríamos deixar nossa Terra.
Há espécies no universo que devem considerar a raça humana um doença infectocontagiosa sem cura, daí a distância mantida entre nós e eles.
“Essa teoria de que o ser humano está destruindo o planeta , que é porco, que é ruim, é coisa de viado neurótico (ou neurótico gayzinho), que faz beicinho”.
Caro Vlad,
O teu comentário é bem humorado, mas negar que não existe poluição, emporcalhamento etc. é negar o óbvio. A rio Tietê e a baía da Guanabara que o digam!
Você gosta de conviver com isso?
Uma raça que mata baleias, golfinhos, leões, tubarões, lobos, primatas de todos os tipos, que mata por esporte e pior ainda, que mata seus semelhantes por meras disputas territoriais merece sem sobra de dúvidas o benefício da inexistência dado seu alto grau de involução e de primitivismo mesmo tendo lnaçado satélites para o espaço sideral…
Na maior parte do tempo em que existe vida, os humanos estão ausentes. Somos a última grande espécie a marcar presença. Se desaparecessemos, tudo voltaria a ser como foi durante bilhões de anos, até que surgisse outra espécie capaz de criar uma linguagem importante. Também pode ser que tal espécie jamais surgisse.
Sem humanos, pelo menos, não haveria deuses, o que já seria uma enorme vantagem.
Mr. Writer,
O “absurdo” é aquilo que não compreendemos.
Talvez um dia possamos compreender tudo isso e aí a coisa não será tão absurda!
O Mr Writer, que tal começar com voce entao?
Não que eu me alegre com isso, muito pelo contrário, lastimo muito, mas o que é que os defensores da eficiência e da perfeição dos norte-americanos têm a dizer sobre a ponte de lá que caíu por falta de manutenção?
Eu acho cômica essas manifestações contra meu ponto de vista… é tão engraçado ver os seres humanos se lançando em defesa da raça…
Cômico, para não dizer inútil…
Essa especie tem que acabar logo.
A solucao que proponho: vamos parar de ter filhos (o suicidio coletivo ainda me parece muito radical — sei la, morrer deve doer muito).
Melhor mesmo são os alienígenas, né Mister Ruaiter?
Entre você não se pode nem ser pessimista em paz…
somos vaso ruim… acho ainda mais provável a gente ir estragar outros planetas do que acabar definitivamente aqui mesmo.
Querer o fim da própria raça sob meu ponto de vista é um indicio de alguma patologia de ordem emocional ou mental.
Basta lembrar das bun..d.4.s. das mulheres que desfilam pela praias cariocas para desejar que a raça humana seja perpetuada.
É ou não é?
E claro…devemos ter o cuidado de preservar a natureza, afinal quem gosta de lixo é rato. (apesar do rato ser “gente” também)
Companheiros de esquerda, maoístas e bolivarianos.
Eu, josef mario, devo dizer que pela 1ª vez na vida, esperando, também, que seja a última, sou obrigado a concordar com o comentário das 9:32 do companheiro Vlad Chesterton.
Muito obrigado.
-O Sol não vai virar uma supernova, ou um buraco negro, pois não tem massa para tanto mas, daqui a aproximadamente 5 bilhões de anos, no processo de resfrimento por falta de combustível (hidrogênio), terá seu diâmetro aumentado a ponto de ultrapassar a órbita da Terra, pulverizando-a. É um simples embate entre gravidade e fusão do hidrogênio em hélio;
-A Terra é um planeta com aproxidamente 1/3 da idade do Universo, ou seja, 4.5 bilhões de anos, e nem a soma de todas as bombas que nossa espécie produziu nestes últimos míseros séculos conseguem fazê-la mexer um mícron que seja;
-Mundo é um conceito humano, nós o moldamos da nossa forma, e sim, podemos acabar com ele, e me parece que já estamos bem adiantados nesse quesito;
-As demais espécies deste planeta, com absoluta certeza, teriam uma vida bem melhor sem o ser humano a roubar seu habitat. Daí a defender a extinção de nossa espécie são outros quinhentos;
-Afirmar que “no sentido filosófico, a terra é nossa para nosso proveito, de bom e de ruim, nós fazemos, nós aproveitamos, nós sofremos” é de um primitivismo tal que não merece contraditório.
Este teoria de que o ser humano está destruindo o planeta , que é porco, que é ruim, é coisa de viado neurótico (ou neurótico gayzinho), que faz beicinho, e sim, se coloca num pedestal arrogante.”
Dito assim, quanto à idéia de “sentido”, dá no mesmo, Chest. Você só erra no final, porque esse colocar-se num “pedestal arrogante” é sobretudo para quem se acredita no centro do mundo. Boa parte do discurso parecido com o que você menciona pretende que se viva num mundo mais equilibrado, entendendo que estamos mesmo no topo em termos de intelecto, como você bem disse, ainda que nem sempre pareça que funcionamos a contento. Todo excesso traz conseqüências, e os nossos excessos como espécie estão cobrando um preço caro (o mesmo vale para os excessos dos eco-chatos).
Olhe, nem entro no mérito do aquecimento global, porque com esse tema não há conversa com você. Digo sobre o modelo das mega-cidades, da primazia do automóvel por sobre os transportes de massa, do desperdício de energia, de alimentos, de água doce… É sabido que todas as soluções para uma melhor gestão disso tudo já existem, mas os interesses imediatistas falam mais alto. Aliás, a idéia de uma espiral ascendente e interminável de lucro, de utilização de recursos não-renováveis (e até dos renováveis), entre outros, bate de frente com o funcionamento do ecossistema. Mas a solução que a gente propõe é só “mais do mesmo”, não é? Não há como não comparar esse comportamento com o visto em uma recente propaganda de cerveja, onde aparecem ratos de laboratório que esquecem do choque na busca de satisfação (o queijo), com a posterior imagem de rapazes que esquecem que a porta da geladeira dá choques, e voltam toda hora a abri-la para pegar latinhas…
Li sobre o livro na Amazon e fiquei com vontade de ler. Aliás, tem uma resenha na Salon sobre ele. Aqui: http://www.salon.com/books/review/2007/07/23/weisman/index.html?source=rss
Realmente Mr Writer se acha que a raça humana é tão ruim assim, que cometa suicidio. E estas politicas “por um mundo melhor”, altruisticas, etc..são todas suicidas. Eu até prova em contrario acho que não existe vida fora da terra, muito menos vida ineligente, somos um verdadeiro milagre. Posso mudar de ideia se houver provas convincentes.
Outra coisa, lixo é riqueza. Não só porque pode(edeve)ser reciclado, ams porque mostra o nivel de desenvolvimento de povos antigos estudados em sitios arqueológicos.
E como se mede a atividade industrial do Brasil? Com a contagem da quantidade de embalagens(lixo em pouco tempo) que são fabricadas. Então, poluição é um problema, mas tambem é um bom problema, pois é sinal de que tem gente agindo.
Na China por exemplo, não havia poluição visual, todo mundo tinha que andar com o uniforme do Mao Tsé Tang de uva.
O mal que gente como o Mr Writer faz é o seguinte. Difunde uma ideologia pessimista de que não vale a pena viver porque o “serumanu” é inerentemente nocivo. Aí uma gurizada meio da vagal lê e acha que é uma alternativa de vida. Chega a maturidade sem condições de participar com destreza da vida economica de uma nação moderna e se revolta (vira o que? Vira socialista, porque se sente traído) .
Conselho, vivam como se o mundo fosse acabar, intensamente, estudem como se tivesse prova amanhã, invistam e poupem como se não fossem morrer nunca, trabalhem como se tivessem que trabalhar por um prato de comida. Não é só a conta bancária que vai crescer, mas a vida como um todo fica muitíssimo mais interessante. Você vai conhecer mais pessoas, vai se tornar mais útil, poderá se quiser ter função de liderança, etc…
Crescei-vos e multiplicai-vos (mas não multiplicai-vos e ide embora), coloquem filhos no mundo sem medo. Eles vão rir de nossos temores de que o petróleo vai faltar ou porque vão trazer metanos das estrelas ou inventar outro modo de se locomover. Esqueçam dos profetas do cataclisma (leiam The Doomslayer) que pregam o pessimismo para em seguida propor soluções restritivas e autoritárias. Mudem a natureza, este mato que cresce por aí não vale porra nenhuma, plantem árvores com valor comercial, transformem matéria prima em bens manufaturados porque elas não vão acabar enquanto exister gente. Gente produz, socialista não produz riqueza, distribui a que já existe. Mal e injustamente.
Ricardo Cabral, o homem (e a mulher) estão no centro do mundo. O mundo nos foi dado para viver e usar. As outras espécies só tem valor relativamente ao que podem proporcionar ao homem no futuro. Só devemos preservar a Amazonia porque podemos precisar dela no futuro (ou no presente). Isto é óbvio, porque se nós não existíssemos, que diferença faria (em termos filosóficos) a existência de vida não inteligente? Me traga outra sociedade complexa, inteligente, que desenvolva filosofia, que eu mudo de idéia.
Querem ajudar a Africa? Em vez de dar grana ao Bono Vox ….
http://www.kiva.org/
ajudem quem precisa: empreendedores sem capital e com uma idéia.
Vlad Chesterton é um viado neurótico. Ou um neurótico viado, o que dá no mesmo.
Vlad Chesterton, poderia provocar, começando por essa história de que “o mundo nos foi dado”; mas, por incrível que pareça, pelo menos no dia de hoje podemos coincidir em alguns pontos, sem abrir mão das nossas diferenças filosóficas.
“[...] As outras espécies só tem valor relativamente ao que podem proporcionar ao homem no futuro. Só devemos preservar a Amazonia porque podemos precisar dela no futuro (ou no presente) [...]“
Pois é, dá para querermos a preservação da Amazônia, por exemplo.
“[...] Você vai conhecer mais pessoas, vai se tornar mais útil [...]“ (Grifo meu)
Gostei disso, da “utilidade” do indivíduo, utilidade essa que só faz sentido quando se pensa no coletivo — na espécie, no mínimo, saindo da esfera exclusivamente individual…
(Não, não te chamei de socialista, Chest, calma!)
Bom, fico com esses pontos por enquanto.
Quanto ao livro em si a única real ameça que deixaríamos como herança, se nos extinguíssimos agora, seria o lixo radioativo, este sim com sobrevida medida em dezenas de milhares de anos e potencial mortífero às outras espécies.
Canal do Panamá, metrô de Nova York, Wal-Mart, Habib´s, cidades incendiadas, Mona Lisa…Sem a humanidade, qual a diferença? Este mundo acaba. Realmente não será nem melhor nem pior, nem será diferente. E se algum dia destes próximos bilhôes de anos outra espécie atingir o estágio de inteligência necessário, ela que construa o seu mundo a sua imagem e semelhança, e que ele seja melhor que este.
Vlad Chesterton… eis aí mais um ótimo exemplar de criatura fadada ao insucesso, ao inexistencialismo e ao fracasso. De preferência o físico e o mental, faça favor.
Com comentários como os seus, não é de adimirar que não estejamos mesmo no centro do universo.
E eu achava que a idade média e seus pensamentos arcáicos estavam enterrados no passado negro da espécie. É incrível que em pleno ´seculo XXI alguém venha defender o ser humano como centro de algo… Lamentável, digno de pena mesmo.
Ah vida! Você pode odiá-la, você pode ignorá-la, mas gostar dela é impossível.
Ricardo você vê contradição em utilidade e altruismo. Não existe. Altruismo é se matar pelo outro, utiliade é participar de um sistema de trocas voluntárias.
Mr Writer, me avise da data de seu suicídio, ajudo a enterrá-lo.
Ah, Vlad Chesterton! Ovcê pode odiá-lo, você pode ignorá-lo, você pode sacaneá-lo como faz o Josef Mário, você pode refutá-lo sem muito trabalho como fazem a maioria dos comentaristas daqui, mas gostar dele é impossível…
Acho cômico essa reação tão, tão, tão simpatiazante pelo otimismo que certas cabeças “pensantes” ostentam. É cômico para não dizer sem sentido.
Gostaria encarecidamente de saber por que tantas pessoas se chocam com o pessimismo, com o humor negro, com o sarcasmo e com a ironia… por que tanto medo disso?
Ricardo você vê contradição em utilidade e altruismo.
Engano seu, Chest, voc6e entendeu errado. Sei que posso ser utilitário e altruísta, utilitário e egoísta, utilitário e escroto, utilitário e ético… O utilitarismo em si é como uma faca, pode servir matar alguém ou para fazer um belo corte de churrasco.
Da maneira como você usou a palavra “útil” no comentário 34, deu espaço para eu falar em “benefícios coletivos” se sobrepondo a ações individuais, daquelas meramente egoístas. Ou vai me dizer que o teu “senti-se útil” é “para si mesmo”? Só se tiver múltiplas personalidades. Mas aí é caso para a psiquiatria…
Fico com a opinião do ChestertonBush, o resto que defende as oncinhas pintadas, as zebrinhas listradas e os coelhinhos peludos vão se….reciclar!
“Bora” usar essa pôrra com termo para não degradar, mas vamos usar sim!
O ser humano é o centro dessa pôrra de universo até me provem o contrário! Filosofia só existe no universo humano!
Formigas, elefantes, pedras, ratos, JACAs e outras frutas não refletem sobre a essencia de ser vivo, sobre o universo, sobre o que está além, sobre o criador e sobre as criaturas, pois não tem intelecto para tal.
A terra é o éden, tudo que esta aqui pertence ao ser humano, até que me provem o contrário.
voc6e = você
claro que ser útil envolve um sentimento deprestar serviço voluntário para alguém. Note bem o termo voluntário. Lógico que vivemos em sociedade, senão não falaria e multiplicação humana. Lógico que meu egoismo é o oposto do altruismo e não um sentimento mesquinho. Um individualismo não “eosita”, palavra com conotação negativa, por suposto.
Faça uma coisa para mim que faço outra para você, trocas espontâneas entre indivíduos.
mas colocar o benefício coletivo acima do individuo equivale a sacrificar o individuo em prol do coletivo e isto tem nome, coletivismo, uma desgraça do século 20, muito comum na natureza (colméias, cupinzeiros) mas muito abaixo do que o homem almeja e merece.
“Faça uma coisa para mim que faço outra para você, trocas espontâneas entre indivíduos.” (chest…)
Muito bem! Altruísmo é isso. Leram sobre a questão genética? Acho que escrevi algo em “biodiversidade”.
eu vou traduzir The Doomslayer para vocês petistas, que não conseguem ler em inglês.
Vejam só a “evolução”, o gigantesto salto que a humanidade deu. O centro do universo já foi a Terra, depois o Sol, nestes dias mesmo pensávamos que era a Vila do PAN, agora definitivamente sabemos, já que não podemos provar o contrário, que o centro do universo é o umbigo do QQud. Ou o da Paris Hilton, o que fica bem mais interessante.
Como “Formigas, elefantes, pedras (sic), ratos, JACAs e outras frutas não refletem sobre a essencia de ser vivo, sobre o universo, sobre o que está além, sobre o criador e sobre as criaturas, pois não tem intelecto para tal” (essa é ótima), eles não podem saber que o centro do universo fica no umbigo do QQud, ou no da Paris Hilton, e nem que o criador os criou para nos servir no éden, que fica perto do monte olimpo, em Paris, Texas.
mais ou menos isso, Gui-Gui
dilema inglês
http://buss47.googlepages.com/drjihad.gif
Quanto mais leio o que o Vlad Chesterton escreve mais fico chocado. Especialmente levando em conta que é um discurso articulado, de uma pessoa que claramente sabe concatenar conceitos e idéias de forma atraente.
Triste são as idéias que ele defende.
Mas é interessante ler assim mesmo. É provável que a maioria das pessoas pense como ele… e nem saibam!
claro que em alguns lugares da terra, os humanos valem menos que os animais
http://www.news.com.au/couriermail/story/0,23739,22170840-5003402,00.html
“Guiley - 2/Agosto/2007 às 17:20″
My fault,
É mesmo gigui eu aloprei hehehehehehehehe!
Mas eu quis apenas enfatizar, supervalorizar…enfim
heloooouuuoooouuuu!
Ei guigui eu só não entendi a história da Paris hilton..não entendi a associação…
Pô!
Prá escrever legal sobre este post eu teria mesmo é fumar aquele baseadão. Lexotan com graspa num é suficiente.
Tô viajando legal imaginando o mundo sem humanos.
Mas péra aí!!!!!!
Sem humanos? Nem a Scheila Carvalho?? Quequeéisso? cêis tão lôco é?
Mas posso imaginar uma baratinha colocando uma plaquinha onde se lê :
“SOB NOVA ADMINISTRAÇÃO’
As baratas vão ter um trabalho dos diabos corrigindo nossas cagadas…
mais um cucaracha….
O melhor livro de biologia que já li até hoje é o “Poeira Vital: A Vida como um Imperativo Cósmico” de Christian De Duve.
Um dos acontecimentos mais impressionantes narrado no livro é esse: entre o Ordoviciano e o Siluriano, bactérias que produzissem oxigênio tornaram-se extremamente comuns. O problema é que oxigênio era tóxico para um número muioto grande de seres vivos da época, e uma extinção em massa ocorreu. O interessante disso é que foi esse mesmo oxigênio que, afirma-se, permitiu a Explosão Cambriana.
Nós não somos muito diferentes daquelas bactérias nesse sentido. As alterações que fazemos no mundo vão tornar o ambiente menos propício a várias espécies (dodôs que o digam!) mas surgirão novos seres mais bem adaptados ao novo ambiente. Só é bom a gente pegar leve, porque nós não somos bem equipados para o ambiente que estamos criando…
Mas vamos divagar com mais qualidade emprírica! Apesar de eu gostar bastante da hipótese da civilização molusca (é engraçado pensar no professor Squidus Calamarium descrevendo os primatas, esses répteis que formavam colônias notáveis…), já tem gente fila: http://www.guardian.co.uk/science/2003/jul/03/research.science
Nota: Pedro Dória, sei que não sou dos melhores comentadores, mas estou gostando dessas brincadeiras com a Biologia. Se puder fazer mais, agradeço ;)
Enfim um enfoque mais interessante. Havia pensado, mas muito vagamente, é óbvio, numa possibilidade dessas. Ótimo e bem equilibrado o comentário do Adam (homem) Victor Brandizzi.
Obrigado, Cecilia, fico lisonjeado.
E, para o próximo comentário, prometo me dedicar um pouco mais à revisão, para evitar coisas como “muioto” ou “gente fila” no lugar de “gente na fila” ;)
Vlad Chesterton,
O das 14:59 é seu melhor comentário.
Ontem à noite estava assistindo a história do piloto que roubou o Mig 21.
Alguém disse aí em cima que o ser humano não se extinguiria completamente, sobrariam alguns.
Aí, como o tema é caro à ficção-científica, eu me lembrei do “Cântico para Leibovitz”. Depois da extinção nuclear, sobraram alguns. Esses alguns começaram com uma coisinha aqui, outra ali, lâmpada elétrica, progresso técnico, culminando com ditadura religiosa e … outra guerra nuclear.
Reflexo da época em que o livro foi escrito (imediato pós-II Guerra) ou um saque a respeito da nossa incapacidade para aprender?
“Cântico para Leibovitz”, ou seria “Um cântico para Leibovitz’, nem me lembrava mais que havia lido este livro, por sinal devorei.
Pela teoria da evolução, o homem seria o ápice daquele processo, foi o ser mais adaptado, o mais complexo, a mente humana com a sua inteligência é quem produz a ciência, o conhecimento, a tecnologia, a cultura. Ou então foi uma grande cag… evolutiva que produziu um ser que destruiria e dizimaria todo o restante da natureza e da vida. Um paradoxo, a evolução que produziu um belo planeta aos nossos olhos, apenas mais um em relação a todo o Universo, também produziu aquele que o aprecia e o destrói. O que eu posso ver honestamente é progresso (ciência, tecnologia, cultura) e destruição mais que evidente.
Conseguiremos progredir e preservar? Otimismo. Continuaremos a progredir e destruir? Pessimismo. Nós é que seremos extintos e a Natureza preservada? Pessimismo em relação aos nossos filhos, netos, bisnetos. Otimismo em relação planeta, bom para eles ruim para os nossos netos, bisnetos…
Mas otimismo e pessimismo só existem em relação a nós que pensamos, compreendemos, julgamos.
Já que é para divagar, divaguemos.
Beijos.
Olá
resolvi acordar esse post, prá avisá-los, que vai passar um documentário de 10/março, no History channel - A Terra sem ninguém.
E admirável imaginar a terra sem nós, e com que rapidez ela se recupera dos nossos estragos. Estragos esses que realmente prejudicam mais a nós mesmo, que ao planeta em si. É muita prepotência nossa, achar que estamos destruindo o planeta. Como dizia Raul Seixas…
“Buliram muito com o planêta,
o planêta como um cachorro eu vejo.
Se ele não aguenta mais as pulgas,
se livre delas num sacolêjo…”
Deste fruto, sobrarão somente as sementes. E de nós, nada!