A população mundial vai diminuir

Mundo · 30/07/2007 - 04h38 - 108 Comentários

O ritmo do crescimento humano diminuiu. Em cada vez mais países, mulheres estão tendo menos filhos do que o necessário para manter o número populacional estável. Quatro em cada 9 pessoas vivem em países nos quais a população está diminuindo.

A estimativa da ONU é que, em 2025, a natalidade será negativa.

Em 2050, seremos 10 bilhões de humanos – somos 6,5 bilhões, hoje. A partir daí, a população decrescerá.

Novas tecnologias vêm ampliando a produção de recursos. A pobreza mundial diminui, não aumenta. Mais pessoas consomem mais combustível fóssil – e isto é um problema. No entanto, quem olha para o futuro vê novas tecnologias resolvendo – ao menos parcialmente – esta parte.

A diminuição populacional, como já sabem alguns países europeus, Japão e Coréia do Sul, é bem mais problemática. Na década de 10 do século 21, o número de japoneses na casa dos vinte anos será 20% menor do que é hoje. Trata-se da turma mais produtiva e que ganha menos; o país produzirá menos a um custo maior.

Outro problema é aposentadoria. Se há mais aposentados do que gente no mercado de trabalho, a conta fica alta.

A revista The Economist tem uma receita para combater os males do decréscimo populacional. Uma são políticas que desestimulem aposentadoria. Quanto mais tempo quem for produtivo trabalhar, melhor. Mas se a receita parece neoliberal ao extremo, não é.

Imigração para países que já tem o problema faz parte da solução. Se gente de países pobres onde os recursos são parcos e a natalidade alta migrar para os países ricos, onde a tendência é inversa, estabiliza-se parcialmente econômico e a qualidade do mundo melhora.

Também será preciso trazer mais mulheres para o trabalho. Faz-se isso da seguinte forma: licença maternidade generosa, licença paternidade idem (os pais têm de ajudar), creches de fácil acesso. Políticas sociais, não arrocho e corte de direitos, são a solução.

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