Sexo nas bancas
A Playboy de junho valia por todo sexo nas banca deste julho. A bandeirinha Ana Paula na Playboy, a paniquete Gabriela Monteiro na Sexy, Karina Bacchi ou Ticiane Pinheiro na Vip, ou ainda Graziele Massafera na Um não valem a mocinha Paula Aguiar, que sequer a capa mereceu naquela (que ficará mítica) Playboy de junho de 2007. Santiago P. Fusco acertou, no mês passado, quando disse:
Não, Paulinha não estrelou nenhum filme ou novela. Nem mesmo, que eu saiba, namorou algum pagodeiro ou jogador de futebol. Nem sequer o conterrâneo Guga é citado em sua folha corrida. Mas o que sabe a nossa tola cultura da celebridade dos arcanos profundos do desejo? Ora, quem tem tesão em currículo é gerente de RH.
Mas, oxalá perdoe, este mês não tem Santiago. Volto, pois, eu às moças do mês e ao sexo nas bancas – e assim será até que o mestre decida por criar seu próprio blog.
O Edson Aran toca bacana a Playboy estes tempos. A bandeirinha, além das fotos sempre perfeitas de J. R. Duran, vem acompanhada de texto de Ruy Castro. Aí, para quem tem Ivan Lessa, já é covardia. Mas nem Duran, nem Ruy Castro, fazem com que ela seja – assim – um mulherão. Se ganha da moça Gabriela Monteiro, na Sexy, é por um único quesito: o corte pubiano. A mocinha do Pânico usa um naquele estilo listra estreita. Mas que corpaço ela tem. E que lábios. Ambos. Farta em tudo – mas para que tanta fartura? Um quê burocráticas as masculinas do mês corrente.
(Aliás: a Playboy deste mês vazou pra Internet antes mesmo de chegar às bancas.)
O respiro que vale ter está na Vip. Não na capa, compreenda-se, mas no ensaio com as estrelas do cinema nacional. Aqui cabe, em respeito ao companheiro blogueiro Daniel Galera, não fazer quaisquer comentários a respeito de uma delas, a companheira blogueira Tainá Müller. A gente respira fundo, trata de lembrar o décimo mandamento, segue em frente.
Hermilla Guedes (O céu de Suely), com um paninho transparente só cobrindo-lhe os seios bicudos. É exoticamente gata. Rosanne Mulholland (A concepção) escondendo o corpo com um casaco de pele e fazendo aquela carinha de quem quer, lábios úmidos, entreabertos. Essas coisas, a PETA não vê. O casaco tinha que sumir, pobres bichinhos.
Originalmente, o Sexo nas bancas tratava não só das moças mas também do ato. Tem uma reportagem que chama atenção na TPM do mês: “A caretice dos swings”. A tese é de que quem faz troca de casal é, no fundo, careta à beça. E a repórter vai aos clubes, assiste ao que pode, conversa com quem dá, e acaba se convencendo de que é isso mesmo.
Contar sobre um clube de swing foi aquilo que decidi evitar quando estava entretido com minha série de reportagens sobre sexo que terminaram no livro aí ao lado. Quando, por fim, meus editores me convenceram, fui inseguro. Eu tinha, à época, a mesma impressão. Que o swing é algo meio decadente – não pelo sexo, mas por um certo espírito pequeno burguês. Meio cafona.
As trepadas nos clubes são, muitas vezes, inspiradas por uma estética de filme pornô. Suingueiros transam para que os outros vejam fazendo caras e bocas e barulhos e gemidos que talvez não fizessem em casa, sem platéia. Ainda assim, entorpecido pelo espetáculo, fiquei com medo de tirar conclusões rápido demais. A reportagem é a única do livro que é puramente descritiva. Tem o que vi e rigorosamente nada além.
Com o passar do tempo, conhecendo gente, ouvindo histórias, entendendo as pessoas, percebi que era preconceito meu.
Sempre, em todas as culturas humanas, houve espaço maior ou menor para um bacanal. E, sempre, foi preciso gerenciar o turbilhão de emoções e medos que sexo em grupo envolve. Com estranhos é fácil. Com gente com quem se desenvolveu amor, carinho, amizade é ousado pra cacete. Para a maioria de nós, vai para a caixa das fantasias e é melhor que fique assim.
Quem gosta de sexo em grupo tem um comportamento sexual que ainda é visto como tabu. Mesmo que a turma moderninha goste de fazer eventuais incursões ao zoológico, permanece tabu. Um casal não pode dizer que faz sexo com outros como o sujeito que, hoje, pode sair do armário e dizer que é gay.
Suingueiros não são têm rigorosamente nada de caretas. Têm, sim, uma obsessão por se fazerem compreender e tentam ‘limpar’ suas práticas. Um dia, talvez consigam. Ainda está longe. Quem acha sujo, sempre achará. Quem acha estranho, mudará com o tempo e perceberá que faz parte das muitas matizes e preferências da sexualidade humana.
Mas caretas? Não são. Divertem-se de uma forma para lá de heterodoxa. A vontade de chamá-los de caretas nasce de quem – e este já foi meu caso – não quer admitir que, caretas, somos nós.
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Primeiro.
Sou fã da bandeirinha: Ana Paula.
Que sem graça você, hein, PD! Fazendo post só pros homi…
Lorena, leia até o fim!! Quando ele parou de falar de mulher (ahhh, que tédio) e passou a falar de sexo, até que ficou bom. Podia ter desenvolvido mais, mas saquei o mkt na mensagem: compre o meu livro e veja o filme da Bruna!
Agora me digam: se um de vocês fosse namorado da Amandine, levava ela para um swing?
Agora, sim, li até o final Nhé…Mas não fez muita diferença pra mim…
A frase final é boa, muito boa. Afinal de contas, o que é ser careta, ser burguês e sei lá mais quantos adjetivos que usamos? Eles nunca têm o mesmo sentido, especialmente quando quem os utiliza somos nós.
Por outro lado, se a “naturalização” do assunto sexo foi bem-vinda faz tempo, essa espécie de “obrigatoriedade” de se falar sobre a própria vida sexual dá uma canseira danada, especialmente quando costuma vir seguida de marquetingue pessoal, tabela de preços etc. Aliás, continuo apreciando bem mais o implícito do que o explícito, esse explícito que muitas vezes empobrece o desejo, encaixota-o, em vez de libertá-lo…
pd daria pra vc pedir pra taina dizer pro daniel galera que minha ps ta com saudade dele e nao guenta mais okami e neverhood ! :-)
ricardo, akuna matata !
Dois “opostos” cinematográficos de que acabei de lembrar, nem tão novinhos assim, onde há sexo no meio (pleonasmo?): “Uma Relação Pornográfica” (1999) e “9 Canções” (2004). O segundo, com boas músicas, sexo explícito e um belo casal, é um tédio só. O primeiro só decepciona aos que buscavam sexo explícito nele. É uma história de amor, ponto. E poucas vezes duas pessoas fisicamente tão comuns foram tão atraentes.
mostre as fotos da tal moça…
A coisa mais engraçada que assisti foi um programa do Jo Soares onde o marido frances de uma atriz porno brasileira conhecida como Rainha do Anal explicava ao entrevistador que ele não tinha *muito* ciúmes na hora da penetração…..PQP, o cara tem que ser meio doidão para ver a mulher empalada e gemendo, e não se envolver emocionalmente, nem que seja ter um pouco de dó das pregas da amada. Ou então é um aproveitador.
Confetti, :-)
Pedro, você fica dando voltas e mais voltas. Você quer confessar algo para a gente?
Não assisti a essa entrevista, mas tem uma cena parecida com essa no filme Boogie Nights. O marido da atriz trabalha na produtora e fica assistindo às filmagens com a mulher dele. Um belo dia chega em casa, vê que a mulher “levou trabalho pra casa” e ainda pergunta? “_Querida, o que está fazendo?”
Vlad Chesterton, lembro por alto de outra entrevista no Jô, de um casal que fazia shows de sexo explícito em boates. Ela virara evangélica, e queria acabar com “aquela vida” dos dois, mas ele ainda resistia, e esse descompasso gerava um desconforto visível na entrevista. Mas o engraçado foi quando o Jô fez a pergunta (mais do que óbvia) sobre se eles ainda transavam quando chegavam em casa. O cara comentou que sim, mas com o dado curioso deles se perceberem quase sempre transando em posições onde a penetração pudesse ser vista por terceiros, apesar de não haver ninguém presente no quarto…
tudo nos é permitido, mas nem tudo nos convém….
E tem a do ator pornô brasileiro, cuja esposa era atriz também. Um dia estavam fazendo uma cena de DP e o outro ator perguntou pro cara: “Vc se importaria se eu desse uns beijos no cangote da sua esposa ?”
O cara respondeu : “Pode beijar, amigo, você já está bem à vontade mesmo…”
Percebi uma certa falta de foco… Deve ser o torpor ocasionado pela visão das beldades, muito melhores do que quando vieram ao mundo…
Ok, vou pagar a cerveja, conforme o prometido.
PD, QUE GOSTA DE MULHER, SE RESSENTE DAS CRÔNICAS DO OUTROS AMIGOS….REALMENTE FAZ FALTA!
Esssa boa é demais!
Gostosa!
Como botafoguense roubado que fui pela Ana Paula, não posso deixar de admitir, que além de peito pra roubar aquele jogo, ela ainda tem tudo de bom nos devidos lugares.
E agora, como posso criticar alguém que se mostra tão bonita assim?
Vou cobrar essa cerveja, hein Aran? =)
” o cara tem que ser meio doidão para ver a mulher empalada e gemendo, e não se envolver emocionalmente, nem que seja ter um pouco de dó das pregas da amada.”
Ô caro Vlad, segundo sei, o teu xará romeno enfiava varas de madeira, devidamente apontadas, pelos anos das pessoas, até que essas saissem aí pela região do pescoço. Daí ter inspirado a criação do personagem Drácula, o “Príncipe das Trevas”.
Eita, Pedrão. É hoje, hein!!! Entrei aqui de manhã e me deliciei com a maravilha mostrada pelo post anterior e agora vejo que tem mais! Acordou no pique hoje. Hoje a dona patroa vai ter trabalho, se já não teve…rs.
Dom Casmurro:
1. não era a mulher dele
2. o cara era realmente doidão
A Ana Paula é realmente a única coisa interessante num campo de futebol. Todos o resto, especialmente aqueles 22 caras são absolutamente dispensáveis.
E a propósito: Foi um dia “do satanais” como diz o Leco Crente que opera o esteira. Choveu o dia todo. 3 horas para fazer 50 Km e de Toyota e chego em casa estas horas e o que o PD tasca? Muié Pelada !! Séquesso!! Bão demais.
Nem vou ficar aqui tecrando coizarada. Vou é prum banhão do jeito, aproveitá que a + nova tá dormindo e acordá a italianinha.
Boa noite prô cêis…
E dizem que sexo é como jogo de truco:
Ou você tem um bom parceiro ou então uma boa mão…
Top comentarista da quinzena?
Euzinho?
Fala sério. É brincadeira !!! Num tem noção não?
Liga não turma. É só quantidade. Qualidade que é bom tem pouca.
comentem o cubano que pediu asilo…será que o Lula vai dar? Ou vai mandar de volta para Fidelito?
Que o nosso amigo Rafael consiga sucesso no milionário mercado do handebol brasileiro.
Aran ? cerveja ? aposta ? ahan
josué até eu tou no top comentaristas !! eu, que sou so leitora …e leitora nao comenta !!
I’m still shitting and walking.
As soon as someone else climbs out of their cocoon I might vaguely say hello.
But not too bloody likely.
E enquanto isso o Lula “triste” com as vaias… Que idiota autoritario.
Francamente eu gosto de mulher, eu e ela e mais ninguém no quase escurinho do meu quarto…quentinho e cheiroso!
Bacanal?
Swing?
Essas modas são velhas e sujas….de sujeira mesmo……falta de higiene….definitivamente TÔ FORA!
Coisa de “sem teto”!
“A mocinha do Pânico usa um naquele estilo listra estreita. Mas que corpaço ela tem. E que lábios. Ambos. ”
Acho que temos o mesmo “fetiche”, caro Pedrão. Eu também sou vidrado em lábios, ambos.
Pô PD, não entendi bem o post. Swing pra mim, só se for com um casal de lésbicas. Na boa, um outro cara ali do lado, espada em riste… tô fora, gosto não. Careta? Talvez.
Boa Noite, Pedro Doria
Gostaríamos de convidá-lo a conhecer nossa publicação que encontra-se nas principais bancas de Santa Catarina. Trata-se da primeira revista masculina do Estado.
Aproveido e deixo nosso endereço de site: http://www.revistanua.com.br, como amostra de nossa proposta.
Ainda, informamos que uma de nossas capas foi protagonizada por Paula Aguiar, num ensaio interativo com personalidades culturais regionais em cenários de belezas singulares da capital Florianópolis. Modelo “anônima” catarinense citada no texto crítico de Santiago P. Fusco.
Atenciosamente,
Levi Farias
Revista Nua
(48) 3024 6009
(48) 9616 3717
aiii neim gosteiii!!!!