O segundo Holocausto
Benny Morris é um dos chamados novos historiadores de Israel. São aqueles que foram buscar também o lado palestino da história. Com o tempo, principalmente a partir da Segunda Intifada, foi ficando mais conservador.
Ainda assim, enquanto Hugo Chávez decide passear pelo Irã, não custa ler uns trechos deste seu artigo.
O segundo holocausto será bastante diferente do primeiro. Numa radiante manhã, daqui a cinco ou dez anos, talvez durante uma crise regional, talvez sem qualquer motivo aparente, um dia ou um ano ou cinco anos após o Irã ter obtido a Bomba, os mulás de Qom se reunirão numa sessão secreta, sob um retrato do Ayatollah Khomeini com olhar severo, e darão a luz verde ao presidente Mahmoud Ahmadinejad, então no seu segundo ou terceiro mandato.As ordens serão dadas e mísseis Shihab III e IV serão lançados contra Tel Aviv, Bersheva, Haifa e Jerusalém e provavelmente contra alvos militares, incluindo meia dúzia de bases aéreas israelitas e (alegadas) bases de mísseis nucleares. Alguns dos Shihab terão ogivas nucleares. Outros serão meros engodos, carregados com agentes químicos e biológicos, ou simplesmente com jornais velhos, destinados a confundir as bateiras antimísseis israelitas.
Para um país com o tamanho e a forma de Israel (20 mil quilômetros quadrados alongados), provavelmente quatro ou cinco ataques serão suficientes. Adeus Israel. Um milhão ou mais de israelitas nas áreas metropolitanas de Jerusalém, Tel Aviv e Haifa morrerá imediatamente. Milhões sofrerão os graves efeitos da radiação. Israel tem cerca de sete milhões de habitantes. Nenhum iraniano irá ver ou tocar um único israelita. Tudo será bastante impessoal.
Agora, às ressalvas.
Há duas teorias para explicar a ascenção da linha dura, no Irã. Uma, do colunista Tom Friedman, do New York Times, é de que quando o preço do petróleo sobe, os regimes de países que vivem do dinheiro petrolífero ficam mais autoritários. Afinal, têm dinheiro, não precisam viver dos favores de ninguém. Veja-se Rússia, Venezuela e Irã. Pode ser.
Outro argumento é que Mahmoud Ahmadinejad foi eleito presidente do Irã em resposta a um governo norte-americano que tinha decidido ameaçar seu país abertamente de invasão. O linha dura defende; o progressista é frouxo. Igualmente coerente. Mais provável é que as teorias sejam complementares.
Fato é que Ahmadinejad não representa todo o Irã e, se a oposição ao governo não é mais evidente, é porque ele prende à moda das ditaduras. O Irã é um país sofisticado e o regime dos aiatolás, ao mesmo tempo que busca e consegue aumentar sua influência na região, também sente-se acuado. Novas tecnologias de comunicação ampliam, internamente, a percepção de como o mundo é lá fora. E a população urbana iraniana não é como a população árabe. Os iranianos são bem educados e a renda é melhor distribuída. Há classe média. Manter uma ditadura num país com classe média vasta e bem educada é mais difícil do que, como é comum no mundo árabe, fazê-lo num país de classe média minguada e parca educação.
Ainda assim, um Irã nuclear oferece este perigo. Basta, de fato, um dia, uma decisão, um momento, um clique.
Aí acaba.
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Faraó eu também acho que esse será o destino do governante iraniano.
E igualmente vejo o destino do Irã igual ao que ocorre no Iraque desde a invasão preventiva.
E eu nunca disse que Israel diz que usará bombas atômicas sobre o Irã.
Você disse isso.
E eu não concordo, o que é um direito básico de qualquer um.
Não concordo, e como disse: querem atacar, ataquem.
Mas daí a querer que o mundo seja obrigado a simpatizar com a idéia e ficar convencido necessidade, aí é outra coisa.
No momento, nem a população americana está a fim.
Quanto mais a brasileira!
Mas claro, eu não sou porta voz dos brasileiros, deve haver brasileiros aos montes convencidos da necessidade de dar um lição ao Irã, para que eles paguem todo o mal que fazem ao mundo.
E Israel não quer atacar o Irã, pois se o quisesse já poderia ter feito a muito tempo. Israel quer viver em paz sem ter um vizinho dizendo “vou te matar”, enquanto constroi bombas atomicas.
1 - O que te leva a crer, que Israel poderia atacar quem quer que fosse sem ordem superior.
2- Até por uma questão geográfica o que pode ser feito é bombardeio, que se não for nuclear será prontamente retaliado pelo Irã uma vez que seus mísseis alcançam Israel.
3- Quem quer viver em paz, normalmente não rouba a casa do vizinho.
4- Se tem alguém com pinta de pitboy no oriente médio esse alguém é Israel.
Para finalizar, a palavra de quem sabe um pouco mais que uns e outros…
A Mossad quer impedir que o Irão tenha uma bomba nuclear até 2009. A sobrevivência de Israel está em risco?
Efraim Halevy - A ameaça é muito grave, mas não é uma ameaça à sobrevivência, porque Israel não pode ser exterminado. Discutimos e analisamos as intenções iranianas há mais de 15 anos. Se quatro ou cinco chefes da Mossad estão cientes desta ameaça, tal como os cinco chefes do Estado-Maior e cinco primeiros-ministros durante os últimos 15 anos, é de supor que não ficámos de braços cruzados. E creio, com base na informação que tenho, que podemos combater esta ameaça se compreendermos que é uma ameaça e nos prepararmos. Contamos com muitos meios desconhecidos e com um conhecido, o Jetz, o nosso míssil antimíssil.
agora esta passando um filme no history channel sobre pequenas eras glaciais no ultimo milenio.
Walid, você é inteligente demais pra super-simplificar deste jeito. Claro que estamos todos com o ressaibo da manipulação (qual o adjetivo? maquiavélica? mas e a virtù? ) e dos resultados desastrosos da intervenção norte-americana no caso do Iraque. Evidente que a dança de interesses ali não é nenhum minueto setecentista; está mais para heavy metal. Pra checar o outro lado, topei agora com isto aqui na wikipedia: http://en.wikipedia.org/wiki/Mahmoud_Ahmadinejad_and_Israel É claro que há uma guerra de mídia com muita poeira em torno do que exatamente Ahmadinejad disse e pretende. Mas você não se espanta com um Chefe de Estado que, segundo a BBC, diz o que segue? ” They have created a myth today that they call the massacre of Jews and they consider it a principle above God, religions and the prophets. ” Ele não está falando de como é possível manipular politicamente o que conhecemos por Holocausto. Ele está afirmando que se trata de um mito fabricado. Mais wikipedia: http://en.wikipedia.org/wiki/International_Conference_to_Review_the_Global_Vision_of_the_Holocaust
Microempresário: perfeito, vc está certo.
walid: não vou continuar esta discussão. ou vc percebe a diferença entre o que diz o faraó e o que diz o preconceituoso assumido ou não entende. um quer o extermínio de um povo, prega o genocídio; outro deseja ataques contra centrais nucleares iranianas que *não* ficam próximos às grandes cidades.
isto não quer dizer que *eu* defenda ataque nuclear ao irã. não defendo ataque nuclear a lugar algum. mas, deus do céu, a postura de um é radicalmente diferente da do outro.
se me sinto mais próximo de judeus do que de muçulmanos? sim. jamais escondi isso. venho de uma cultura que é judia & católica, européia, ibérica e americana. sou ocidental. acredito em liberdade, democracia e iluminismo.
mas, cacete, meu avô era judeu sefaradita. ibérico. sabe o que quer dizer isto? árabe.
israel não vai desferir um ataque contra o irã. o país perderia seu apoio externo, que já fraqueja, em dois segundos. o irã é governado por um louco mitômato. esse tipo de gente é perigosa. não porque o irã seja perigoso. porque esse ahmadinejad é. ele acredita no que fala. mil vezes um corrupto mafioso como o rasfanjani do que esse sujeito.
não quer dizer que todo mundo seja mauzinho ou bonzinho. quer dizer que as coisas não tem os mesmos pesos e as mesmas medidas. israel nuclear não oferece o mesmo perigo que o irã nuclear. democracias são regimes onde ninguém tem o poder total. nas teocracias, é o contrário. é claro que uma teocracia como a do irã tem algum balanço de poder, a coréia do norte é muito pior.
mas porque um faz merda – invadir o líbano, por exemplo – não quer dizer que seja equivalente a outro muito pior.
whatever.
Chest, no buraco da camada de ozônio você acredita ou é pura invenção dos comunas para desestabilizar a economia dos “esteitis”?
PD, Israel tem petróleo sim, não muito, mas tem.
Caro jsa,
Como disse o filósofo, a respeito daquela lambança no OM, eu só posso dizer, “uma coisa eu sei, e é que nada sei”.
Quanto aqueles que consideram patéticas e totalmente infundadas algum ataque nuclear, eu diria que a humanidade já me convenceu do que ela é capaz, e eu não vou dedilhar aqui o rosário de insanos, megalomaníacos que se arvoraram e conseguiram convenver com argumentos religiosos, ateístas (com embasamentos racionais humanistas), racistas(com “embasamentos” sociais e biológicos), meio mundo de gente ignorante ou esclarecida. Sempre poderemos nos surpreender com os desatinos de lideres, nações e continentes inteiros. Tudo dependerá de uma grande crise, real ou forjada, do medo e pavor coletivos, de um bom bode expiatório, de uma causa, de uma forte liderança carismática, tudo coincidindo no ponto ideal em que se forme o quadrado do fogo: comburente, combustível, calor e reação em cadeia.
Tudo depende da mistura ideal, das condições propícias, da crise, do desespero, do medo, dos brios feridos, das paixões e ódios desencadeados, de uma causa, de um líder. Os argumentos políticos, religiosos ou não, surgirão ao sabor do momento.
Assim falava Zaratustra.
Bjs.
o tempo passa o tempo voa
e o walid continua chorando a toa…
Walid, Walid, do fundo do coração. Nem quero entrar nessa discussão tosca… mas acho que você está pegando no pé do Pedro pelas razões erradas.
Se o Irã Bombardear Israel com artefatos nucleares, será o novo Holocausto, com milhões de mortos.
E se Israel se adiantar e bombardear o Irã com artefatos nucleares, causando milhões de mortos, será defesa ou Holocausto?
Seja de que lado for, o Holocausto será inevitável.
Hoje a Al Aqsa (terroristas do Fatah) abre mão da luta armada contra Israel.
Oxalá que seja esse o caminho a seguir por todos os palestinos, que começam a demonstrar sinais de uma clarividencia que muito Ze Manés aqui do grupo ainda não têm.
E que, para o bem da humanidade, o presidente do Irã seja logo destituido.
André, te causa repudio as fatwas lançadas pelos Aiatolas? Quem se presta a cumprir o desígnio é algum fanático idiota. E os assassinatos e sequestros perpetrados pelo Mossad? Não é o próprio estado de Israel cometendo assassinato?
Se bem que minha resposta para você poderia ser aquela: “Ruim de dá dó esses Iranianos, né? Deveriam morrer tudo de doença ruim não acha?” Só que nesse caso, com ajuda de um pouco de radiatividade, morrem mesmo…
xyz, parabens,…… alguém que leu Tucídides!
Bons tempos em se podia ler muito e ainda trabalhar…..Já fui bom nisso.
Dino,
“Não pode haver comparações entre aqueles que têm orgulho em matar um jornalista desarmado e aqueles que fazem votos de acabar com atos semelhantes – sem apelo nem agravo.
…
Tempos houve em que traçar simetrias morais entre dois lados de qualquer conflito era a marca d’água do pensamento original. Hoje, com os intelectuais ocidentais a traçarem equivalências de forma absurda e negligente, reflete apenas um preguiçoso conformismo.”
O primeiro parágrafo é muito sensível….mas fico com pé atraz lendo o segundo.
Mané,
Pra deixar você mais sossegado :-)
O que é necessário agora aos intelectuais, realizadores de cinema e a todos nós é resistir a esta perigosa moda e traçar distinções legítimas sempre que essas distinções se justifiquem.
Dino, o buraco da camada de ozonio foi descoberto em 1920.
PD, inicie as frases com letra maiúscula, ficou horrivel de outro modo.
Dino, em Israel tem petroleo, comprado.
Muitas vezes quando leio as notícias sobre Israel e os palestinos me pergunto:
Por que só Israel faz concessões?
Por que os palestinos não oferecem algo para ser discutido e negociado?
Como é possivel resolver alguma coisa mantendo a intransigencia, como o Hamas?
O que os palestinos já ofereceram além de pólvora para ajudar o seu povo?
O que os árabes já ofereceram aos palestinos além de armas para ajudar o seu povo?
O que o mundo já ofereceu aos palestinos além de lenha pra jogar na fogueira?
O que o Irã já ofereceu aos palestinos além de soluções que apenas prolongam o seu sofrimento?
Por que os palestinos brigam e matam aonde quer que estejam, seja contra Israel, seja contra si mesmos em Gaza, seja contra os libaneses no Líbano?
O que os palestinos já mostraram ao mundo que são capazes de fazer e oferecer, além de passeatas, disparos e enterros?
Andre Fucs // 15/Julho/2007 às 1:34
André, quem está chorando é o Bennis e o post.
Estão chorando pelo futuro holocausto.
Ou o qual é o significado do artigo do Bennis?
Em matéria de choradeira e lamentação meu caro, lamentar o futuro é a nova invenção israelense!
Duria que é um páreo duro para qualquer um.
E não se avexe em comentar e mostrar o quanto eu sou errado e desonesto.
Se isso te faz feliz, não tem problema nenhum.
Só te aviso para você perca as ilusões que te fazem acreditar que vc é a voz da razão, da emoção, e que você é o grande formador de opinião mundial sobre os assuntos do oriente médio, de israel e do walid!
Vai fundo cara!
Mostre todo o seu saber!
Estávamos todos sentindo falta da sua retórica.
Una-se ao Bennis na choradeira do futuro!
faraó // 15/Julho/2007 às 10:47
Eu diria que é só porque é Israel é a força militar de ocupação.
Sempre que eu leio as notícias sobre a Palestina e Israel, sempre fico surpreso em ver que tem muita gente que mesmo sabendo que Israel é força militar de ocupação, fingem que não tem nada acontecendo.
Tenho olhado ás vezes os blogs dos artigos do Haaretz sobre isso.
E vejo que há muitos americanos que participam dos blogs, e mesmo sendo judeus, tem um visão bem clara dessa situação de ocupação militar e o quanto isso complica a paz.
Aproveitando que o André está de volta, e que ele sabe tudo sobre o assunto, poderia traçar um panorama das relações entre Israel e Suição desde que esse governo apoiou as tentativas de paz que ficaram conhecidas como a Convenção de Genebra.
Vc conhece aquela Convenção faraó?
Ouvi dizer que é a única em que Israel faria concessões de verdade.
Mas a Palestina e os palestinos são carta fora do baralho. Israel dá conta deles anyway, tem bala na agulha para isso.
Então, temos os seguintes assuntos que pertencem ao passado:
1) Palestina e palestinos
2) Iraque e iraquianos e armas de destruição em massa no Iraque
4) Líbano e Hezbollah e o soldado sequestrado. Como é mesmo o nome do pobre coitado abandonado? CHALIT. Pobre Chalit. Outro dia ele estava chorando e reclamando no noticiário da Globo, dizendo que o Governo de Israel o havia abandonado. Mas isso é chororô pequeno, e o André não gosta de chororô pequeno.
Agora dá para lutar no próximo front, do holocausto futuro, a ser promovido pelo Irã.
Já que o André introduziu o assunto “choradeira” no post,
Recomendo a leitura de Finkelstein, o livro A Indústria do Holocausto.
Tem também um outro dele, sobre a colonização da Palestina, muito bom.
Esses livros estão à venda em qualquer livraria brasileira ou americana, dá para comprar por internet.
Se fossem liros antisemitas estariam proibidos né?
Eu não diria que o Finkelstein está 100% correto, de modo nenhum.
Mas faz pensar sobre o artigo do Bennis e a intenção do André de me criticar por chorar aqui no blog.
A tese do Finkelstein é que sionismo prega que só um grupo pode chorar: os judeus, por causa do Holocausto.
A dor alheia, de outros povos, é irrelevante, e não merece consideração, segundo a teoria do Finkelstein.
Mas olha, a tese central dele, para quem não sabe, é que o sionismo, Israel e os judeus americanos sionistas usam o Holocausto, aquele que aconteceu de verdade, para justificar várias ações muito condenáveis de Israel e dos Estados Unidos.
Ele diz que o Holocausto, o verdadeiro, de Hitler, do qual seus pais foram sobreviventes, é usado para gerar uma ” choradeira ” cujo objetivo não é a lamentação por um fato real e terrível da história, mas seu uso é para o engrandecimento militar de Israel, e para a opressão dos palestinos, e para a desconsideração das dores e das desgraças alheias.
Enfim, se o Finkelstein tem razão, e talvez, apenas talvez ele tenha (e talvez não tenha), tem muita gente no mundo que não aceitará que eu , ou qualquer outra pessoa, chore por qualquer um que não tenha relação com o Holocausto.
Ou seja: não posso chorar por Darfur, nem por Bagdah, nem por Teerã, so on.
É a tese do Finkelstein.
Portanto André, não me causa nenhum espanto que você sinta-se no direito de reprimir meu choro.
OBS: estou chorando por CHALIT também, outra vítima dessa política de guerra.
Ele está passando por maus bocados nos estaites.
http://en.wikipedia.org/wiki/Norman_Finkelstein
http://www.normanfinkelstein.com/
A cultura, anunciante aí em cima da página, pode entregar os livros na sua casa.
Bom dia a todos,
interessante irem buscar em Tucídides uma ética para os dias atuais. Vcs. voam legal. Gostei.
Faço minhas as palavras colocadas pelo Andre Fucs em resposta ao galináceo. Adoro esse negócio de bravata internáutica. Uma graça da sua parte. Pergunto a todos daqui, como o adendo que rótulo só pega se tiver ressonância, como devo tratar alguém que diz que tem que vender o país, senão como entreguista? Um que defende genocídio de judeus ou palestinos, senão como nazista? Outro que defende reformas dos direitos trabalhistas em detrimento da renda dos trabalhadores, senão como direitobas e assim por diante? Não tenho vergonha de chamar as coisas pelo nome. Aprendi isso com um personagem do Aldir Blanc. Abs.
Que vinho acompanha um Chester assado?
Sim, antes que me esqueça, posso ser enrustido, mas nunca enrrustido. Mas deixa para lá, que também costumo errar quando escrevo ligeiro. Pinot noir?
O Finkelstein é censurado em Israel ou dá prá comprar um livro dele em hebraico?
AVI SHLAIM, professor de relações internacionais da Universidade de Oxford, especialista no conflito Israel-Palestina, disse, corretamente, numa rede chamada DEMOCRACY NOW, que Israel não detém imunidade à crítica, não tem imunidade moral à críticas, em razão de ter sofrido o Holocausto (aquele real, não esse inventado pelo Bennis).
Ele disse que Israel deve ser julgado pelo que é: um estado soberano e independente, e portanto está sujeito a ser julgado pelos mesmos parâmetros que qualquer outra nação.
E diz também que Norman Finkelstein é um scholar sério, muitíssimo bem informado, e um crítico que critica Israel pesadamente por suas práticas de ocupação e confisco de terras dos palestinos.
De modo que, se a tese da Indústria do Holocausto for correta, e a tese é a de que por causa do Holocausto Israel sente-se no direito de suprimir as críticas às suas políticas, tente-se calar o Finkelstein.
Hasta la vista.
Surfing jaca, o rei da bravata internáutica, agora professor pasquale. Mas perdeu a noção do ridículo?
Chest, não sei como de dentro de um hospicio você consegue acessar a Net, ou você é muito mal informado ou mal intencionado ou acredita que é o tal e que está entre tolos, o CFC só foi descoberto em 1931 ou o buraco na camada de ozônio é devido a flatulencia bovina?
Em 1977, cientistas britânicos detectaram pela primeira vez a existência de um buraco na camada de ozônio sobre a Antártida. Desde então, têm se acumulado registros de que a camada está se tornando mais fina em várias partes do mundo, especialmente nas regiões próximas do Pólo Sul e, recentemente, do Pólo Norte.
Chest, Israel tem petróleo, pouco, mas tem, é produzido lá mesmo e nem é coisa nova, é de 1950 e tem gás tambem, no Neguev, vá se informar um pouquinho, vai, dr. Alienado.
André, lembra de uma turma de lambões do Mossad que mataram um sujeito por engano, se não me engano na Noruega, era retaliação do atentado das olimpiadas de Berlim, foram presos e tal? Aqueles com certeza não poderam ter orgulho, sem apelo nem agravo.
Walid,
Tenho a leve impressão que você não entendeu minha mensagem…
Surfing jaca, o rei da bravata internáutica, agora professor pasquale. Mas perdeu a noção do ridículo?
Pelo visto, não foi vc. o ladrão. Cabernet, sim um simples cabernet para acompanhar o Chester? Com recorde de calor na Califórnia e frio na Argentina, o mundo está esfriando ou aquecendo, gênio da lâmpada?
Chester?
Aquela galinhona turbinada a custa de hormônios?
Têm que ser degustada com uma pinga da mai forte pra cortar o “efeito” do hormônio…KKKK
Surfando, a respeito do Tucídides, não é o caso de buscar nele uma “ética para os dias atuais”, não, mas de buscar companhia para refletir sobre os dias atuais. Te garanto que ele ajuda. Walid, não conheço Finkelstein, mas é verdade, tudo que há de mais sério e sagrado pode ser objeto de profanação e transformar-se em instrumento manipulatório. Inferno que começa por aqui mesmo, como já disseram aí em cima. Com a devida licença pelo timbre de violoncelo grave , fica a dor chorada ou deslocada, o gosto pela violência espalhado, arriscando encontrar as circunstâncias que o Nassau descreve e converter-se em necessidade. Um clima de “neroismo”, com “n”, pra usar expressão de Romain Rolland que ficou bem conhecida e associada à mistura de “darwinismo” social e “nietszchismo” estético vulgarizados entre nós todos, grandes massas aí por este planeta afora, no tempo dele (Rolland) que de muitos ângulos é também o nosso. Mas enfim, hoje é Domingo, a maioria dos blogueiros está no Brasil, pelo menos aqui onde eu moro o dia está bonito à beça.
Em geral nick com 3 letras não parece merecer muita consideração por aqui, mas xyz me parece uma exceção. Não condenei seu uso do Tucídides, achei interessante esse vôo. Mas os gregos sempre nos auxiliaram a compreender a realidade. Saludos. De resto como dizia o filósofo de Tréveris: tudo que é sólido se desmacha no ar.
Vixe!!!Acho mesmo que com marafo vai bem num belo despacho de encruzilhada com alguidá de farófia, segundo o pai angola. Sai coisa ruim! Arreda, alma penada! Cruz credo!
estou morrendo de medo dos 1,75 m do Jaca, o cara é baixinho e atrevido….
Errou o filósofo de tréveris: com exceção de um despacho de chester. Sai, ebó!
Noel Rosa cantava um samba que dizia que no século do progresso, o revólver teve ingresso para acabar com a valentia. Esse cara é um sujetinho beligerante. Sai, encosto de tranca-rua!
Pedro Doria, eu acho que sua postura é sempre louvável.
Seria muito bom se todoso tivessem a sua sensibilidade, a sua coerência e a decência. E a sua tolerância com opiniões divergentes da sua.
Fiz essa crítica lá cima, um caso específico.
Quanto a ser mais próximo do judaísmo, eu também sou. Qualquer um dentro do Ocidente é mais próximo do judaísmo do que do islamismo.
Estamos imersos nesse caldo.
Assunto encerrado.
RW e xyz,
Vou ler agora o que os links que vcs postaram sobre as declarações do Irão a respeito de eliminar Israel.
oooopsss: assunto encerrado da minha parte, quero dizer, longe de mim querer lhe dizer para não falar mais assunto!
Escrevi sobre os links mas a mensagem não apareceu.
[...] capas da Playboy Reino Unido quer proibir Tintim O segundo Holocausto Adolescentes e a possibilidade de sexo Solução para o terrorismo [...]
Ulisses, vá praticar o sexo anal passivo.
Bom vamos ver se agora aparece o comentário.
Ah, agora entendi! Tava me tentando, né vlad viado boiolabusherterton! Coceirinha no furico? Que gracinha!
Das hat der liebe Gott nicht gut gemacht. Allen Dingen hat er Grenzen gesetzt, nur nicht der Dummheit.