Tony Blair, EUA, Israel e Palestina
Faltavam poucos dias para a renúncia do premiê quando um deputado britânico perguntou a Tony Blair qual seria a prioridade de sua missão no Oriente Médio. “Será por em efeito aquilo que é consensual na comunidade internacional”, respondeu-lhe o então primeiro-ministro. “A única maneira de trazer paz e estabilidade para a região é a solução de dois Estados, quer dizer, um cenário no qual Israel esteja seguro e uma Palestina viável, não apenas porque tem território mas também porque tem instituições.”
A resposta é bonita. Só há um problema: Blair pode até achar que esta é sua missão, mas em Washington os planos são outros.
Tornar viável a solução de dois Estados é o trabalho de Condoleezza Rice. As autoridades norte-americanas ouvidas por David Blair, colunista do jornal britânico Daily Telegraph, dizem que a missão de Blair é ir lá e estabilizar a economia sob comando da Autoridade Palestina. Só isso. Demonstraram, aliás, alguma surpresa com as idéias do ex-premiê britânico a respeito de sua missão.
Desautorizado?
O governo dos EUA mandou alguém responder ao discurso de Tony Blair. Para que fosse tudo o mais discreto possível, pinçaram o vice-porta-voz do Departamento de Estado. “É claro que gostaríamos de ter um enviado especial que pudesse erguer as instituições da Autoridade Palestina”, disse Tom Casey. “Mas, da maneira como vemos, ninguém imagina este indivíduo como um negociador que possa falar em nome do Quarteto com israelenses e palestinos.”
Desautorizado pelo quarto escalão.
O Quarteto: EUA, União Européia, Rússia e ONU.
Pouco antes de ver o amigo Tony Blair deixar o cargo de primeiro-ministro britânico, o presidente George W. Bush deixou claro que nunca considerou Blair seu poodle.
Pois é.
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Depois do que os ingleses fizeram lá no começo do século 20, vcs acha que algum árabe vai confiar em algum inglês??
É natural que agora, a imprensa inglesa anti-Blair avacalhe com sua nova “função”.
Embora não acredite que a opinião pública mundial esteja muito preocupada com a relevância do seu papel, de agora em diante.
Todos sabem que quem fecha esses acordos - onde a paz é uma consequência e não o objetivo principal - sempre foi o dono do poodle.
Mas poddle também é gente. Ele precisa manter o charme, portanto jamais diria: “Bem, meu objetivo será secundário e dependerá, basicamente, do apoio da imprensa internacional, para que pareça grandioso”
Guardada as proporções, lembra um pouco a tragetória do Itamar, que ao terminar sua gestão, virou embaixador em Portugal :)
PS: demorei para aparecer e gostei do que vi. O blog tá bombando PD. Parabéns!
Se algum britânico deveria ser enviado para lá, deveria ser Lawrence da Arábia…
É sempre assim. O sujeito deixa a presidencia ou a primeira ministeriagem de algum país e se meta nessas”missões humanitárias”.
Qual coisa para ficar debaixo de holofotes…
Pelo jeito os ingleses acham que ainda tem um Império e podem determinar a vida de arabes e judeus. :-D
No mais, a existencia ou nao do tal Estado Palestino é irrelevante para a paz mundial e mesmo para o fim do terrorismo islamico. Em que isso vai mudar os planos dos fanaticos do Ira, Paquistao, Arabia Saudita, etc?
Acho que ja se jogou demasiado dinheiro nessa roubada. Ja existe um Estado Palestino, é a Jordania.
E o Blair, como o Carter, como o Al Gore, procura continiar relevante… E’ triste a vida desses ex-politicos, quase pior do que a de ex-estrelas do cinema…
Eu sempre achei o Tony Blair um “bom sujeito”.
Ele sentiu que não “fez a coisa certa” em seu apoio incondicional ao Bush e está procurando se “redimir”.
Desejo muita sorte em sua “missão” e levo muita fé também.
A verdade é que os árabes não querem um Estado Palestino. Talvez aceitassem algo como o Líbano, mas um país soberano e auto suficiente militar e economicamente não.
Para Israel tanto faz.
A judeusada sabe que com País Palestinoou não sempre vai ter otários se explodindo e misseis sendo disparados contra eles.
As Al qaedas, Ramas e Rezbolás da vida não precisam de causa para fazerem o que fazem. Basta alguem que os sustente.
Uma perguntinha:
O Tony vai gastar grana própria para sua “jornada pela paz” ou tem alguma ONG bancando tudo?
De onde vem a grana pode indicarclaramente o porque da “jornada” e se vai dar certo ou não.
Se alguemdisser que ele está fazendo isso pelo “bem estar dos povos e pela paz mundial” eu desisto e não argumento mais…
Hipocrisia tem limites…
Acho que que é poodle é o Bush. Um verdadeiro e legítimo Poodle dos grandes capitalistas americanos.
Concordo com o Theo , mas não deixa de ser irônico que os ingleses agora queiram tomar a iniciativa de limpar a cagada que fizeram lá. Não diria que é o caso de enviar Lawrence da Arábia, mas arrumar outro Lawrence da Arábia.
Mr X, seus comentários aí em cima são a sério ou, como desconfio, vc é um incorrigível piadista?
Sei que vou me arrepender de perguntar mas… qual sua sugestão para resolver de vez o problema da região? Aponte uma das alternativas:
(1) Formar uma grande nação fraterna chamada Palestel (Palestina+Israel) ou Istestina (Israel+Palestina)
(2) Os palestinos, em massa, se convertem ao judaísmo e emigram para Nova Iorque, São Paulo e Buenos Aires
(3) Os judeus, em massa, se convertem ao islamismo e emigram para Foz do Iguaçu, Rio de Janeiro, São Paulo, Caracas e Síria
(4) Judeus e palestinos e convertem ao cristianismo ortodoxo, emigram para o Líbano e vendem a região para Tony Blair, que poderá passar lá sua aposentadoria, convidando o Quarteto para que, juntos, provem a teoria que embasa a diplomacia ocidental, de que gelo, se enxugado, fica seco.
Meu caro Josué,
Segundo um estudo, divulgado pela ONU, o nível de satisfação das pessoas, é proporcional ao aumento dos seus rendimentos, até atingir aí pelos seus U$ 5.000,00 (cinco mil dólares) ou, em nossa moeda, aí pelos R$ 10.000,00 (dez mil reais). A partir daí, o aumento da renda influencia muito pouco e o nível de satisfação das pessoas começa a tomar outro rumo.
Sinceramente eu creio que o Tony Blair deva ganhar mais que U$ 5.000,00, portanto não acho que ele deva estar agindo apenas para ganhar dinheiro.
Essa bruxa de Blair é intolerável e ardilosa…mais “politico ingles” impossivel!
Eu , se palestino….não confiaria um dedal a ele!
Dória,
boa sorte na “nova” empreitada. Acompanharei de perto, mais uma vez, as pílulas.
Abraço,
Leonardo
Pedro, uma sugestão off-topic aos “nomínimos”: que tal criar um site “nominimos.com.br” somente com o link dos blogs de todos os articulistas do finado nominmo.com, pois vejo que a grande maioria tem seu próprio espaço agora?
Bush, o sábio, aprendeu bem as lições daquele outro famoso e empreendedor clã americano (ou ítalo-americano, no caso): “mantenha seus amigos próximos, e seus inimigos mais próximos ainda.”
Manteve sempre o dentuço trabalhista (eufemismo para comunista) no seu colinho, com rédea curta.
Agora que os comedores de marmite deram ao Blair o devido pé no culote, mestre Bush arrumou-lhe uma sinecura como proxeneta dos comuna-corões da palestina (gente muito caro aos comunas ocidentais).
Como Deus existe, algum islamo-fanático (desculpem-me o pleonasmo) vai acabar enfiando-lhe uma bomba caseira goela abaixo . Uma coisa os comunas - e os islamopatas- têm de bom: as facções rivais adoram se fuzilar, poupando-nos várias balas.
Primeiro, o cara é desautorizado por um quarto escalão. Depois, a referência ao Quarteto incluindo a ONU. A ONU não deveria ser a média ponderada de EUA, Rússia, UE e mais um monte de gente?
Ou seja, o quarto escalão desautorizou também as Nações Unidas.
Felipe Maynard: este é um dos projetos, sim. Estamos todos conversando, no tempo livre que há.
Alguma coisa fatalmente acontecerá nos próximos meses.
Ola bitt!
Interessantes suas sugestoes, porem me parecem de todo impraticaveis no presente contexto de odio e fanatismo religioso.
Lamentavelmente, nao tenho soluçao a propor para o conflito, pois nao acho que exista soluçao pacifica. Mesmo um Estado Palestino Independente seria provavelmente usado como plataforma para novos ataques que nunca cessariam de todo.
O mais parecido a uma soluçao, proposta por varios analistas de renome e nem tanto renome, seria que Israel e Jordania dividissem a Cisjordania, a Jordania alargaria suas fronteiras mas teria que aceitar os habitantes que vem com ela, devolvendo-se assim os palestinos à sua Jordania natal. Até a bandeira é identica, so seria necessario retirar uma estrela, coisa que até o cumpanheiro Chavez ja fez na respectiva bandeira de seu pais. (Mas isso poderia acontecer apenas apos a queda do reino hashemita.)
Alguns outros estudiosos propoe uma similar divisao tri-partite do Libano entre cristaos, Siria, Hezbollah e Israel (nos mesmos moldes da prevista partiçao do Iraque entre curdos, sunitas e xiitas) mas nao sou de tal opiniao. O Libano que se arranje por si so.
Gaza, por sua vez, poderia continuar com os atuais limites e virar um parque tematico (Terrorland?), afinal o Mickey Mouse eles ja tem. :-)
Quem considera o Bush como “mestre” realmente está usando de uma linguagem muito hermética. Poderia me definir em que o Bush é “mestre”?
Aliás eu sei em que o Bush é mestre - é em pagar micos diante da rainha da Inglaterra.
Bitt,
Sua palestra foi a mais coerente que li até agora sobre esse assunto. Meu voto é seu.
Agora, eu realmente gostaría de saber qual é o verdadeiro problema da região. Alguem pode me fazer o favor? Porque eu queria entender…
Deise Guelfi,
Lá só é o berço de três religiões monoteistas.
Foi durante muito tempo encruzilhada comercial, de 3 continentes, África, Europa e Ásia.
E hoje concentra petróleo muito petróleo.
Quer combinação mais explosiva????
bitt,
Não adianta arrumarem outro Lawrence das arábias, se depois a inglaterra, negar o que prometeu, e deixar o novo Lawrence com cara de tacho igual o antigo lawrence.
Mr X,
Se a pessoa tem um emprego, uma espectativa de vida, uma esposa, filhos, ela pensa 16 vezes antes de aceitar a oferta de qualquer safado em se explodir.
Agora se ela não tem nada, nenhuma expectativa, e vem um safado a diz que se ele se explodir sua família ainda vai levar um troco, ele não pensa duas vezes.
PD,
Se os azares da vida te levam a desautorizar um político de 1º escalão, é melhor que isso seja feito por um funcionário de escalão mais baixo.
É que, se a desautorização fizer água, o funcionário de escalão inferior que desautorizou, será desautorizado.
Em geral, quando isso ocorre, o boi de piranha recebe uma compensação: uma promoçãozinha aqui, uma transferênciazinha ali…
Se a desautorização for comunicada pelo pessoal do primeiro time, fica difícil dizer que “não é o que você tá pensando, querida”, “ele entendeu mal; não era bem isso o que a gente queria dizer”, etc.
Nos tempos de Camelot, uma das coisas que deixavam a diplomacia profissional americana estressada, é que os irmãos Kennedy tratavam diretamente com um quinto escalão da KGB. Na “crise de Berlim”, na “crise dos mísseis”, etc., foi assim.
Para a URSS, tudo bem. Se algo desse errado, o 5º escalão seria desautorizado, removido e evaporado. Já do lado americano, a coisa ficaria infinitamente complicada: quem desautorizaria John e Bob?
É engraçado chamar o quarteto de quarto escalão.
Soa como se alguém tivesse decisão mais importante , né?
Ou o nome ONU também é estranho.Podia muito bem chamar-se G-8 ,não?
Nem o G-8 tem nome coerente.EU A+ 7 seria mais realista…
Tenho um professor que diz que achava que o Brasil não mandava nada na geopolítica, e não se conformava.Depois da recente guerra preventiva , ele afirma que ,na verdade, U.E., russia, japão ,canadá enfim, ninguém faz muita diferença mesmo, conformou-se.
A missao do vira-latas Tony Blair é puramente a de encher lingüiça e enganar os palestinos. O criminososo de guerra nao conseguirá mudar nadinha no Oriente Médio. Ninguém deseja a paz naqueles confins, e muito menos Israel e os USA, que estao se escafedendo que o conflitozinho perdure por séculos.
As grandes potências ganham mundos de dinheiro com aquele conflito sem fim, vendendo centenas de bilhoes de dólares por ano em armamentos (e treinamento) para os países árabes (Arábia Saudita principalmente, Egito, Síria, Iran, Jordânia, Oman, Iêmen, Kwait, Emirados) Líbano e Israel. Todos felizes da vida com o statu quo.
O povo palestino é bucha de canhao, sao párias perfeitamente dispensáveis no joguinho entre as grandes potências, Israel, os tais países arabes, o Hamas masoquista e o Fatah corrompido até o tutano.
Israel joga com o tempo, que está a seu favor. Pouco a pouco, ocupará toda a Cisjordânia com colônias ilegais, que continuam a ser implantadas a todo vapor, estragulando qualquer esperança de um estado palestino. Que o Hamas enfim reconheça Israel e renuncie à violência - ou nao - nao mudará nada. O grande sonho sionista nao mudou e nao mudará. Para efetivá-lo, Israel simplesmente aplica as táticas e horrores nazistas que o povo judeu sofreu na carne, só que em outro povo, ainda mais fraco e indefeso. Como nao ousa instalar fornos crematórios em Gaza e na Cisjordânia, estrangula um povo, rouba sua terra pela fôrça das armas e os expulsa para bantustans áridos e econômicamente inviáveis.
Nunca existirá um estado palestino naquelas plagas; isso é piada. Quem sabe na Amazônia?
“Nunca existirá um estado palestino naquelas plagas; isso é piada. Quem sabe na Amazônia?”
E’ uma boa ideia, Marujo. Porem sempre haveria o risco que se inimizassem com os indios.
Dom Casmurro:
Até o altruísmo tem custos.
Desconfie de qualquer um que diga ” faço por prazer, não ganho nada com isso”.
Algum lucro tem que se ter em qualquer coisa que se faça.
“Paz entre os homens e bem estar de todos” pode ser bonito prá caramba, mas é utópico demais e principlamente anti natural…
Deise, minha cara, acho que o problema da região pode ser resumido em uma frase: falta amor!
Antes da partida de Tony Blair para a região, alguém devia mandar-lhe uma cópia da música “Só o amor constrói”, na incomparável voz de Wanderley Cardoso. Imagino o Hamas, o Fatah e os fundamentalistas judeus (aqueles que andam com o Torah numa mão e uma Uzi na outra) fazendo backing vocals pra Tony Pastinha.
Gostei da sugestão do “Terrorland”. Até pq já existe um parque temático do hegemonismo sionista funcionando lá a pleno vapor, e concorrência, como todos sabem, é sempre bom!
Bitt,
Essa foi ótima! Adorei! :) E escrevi no seu blog, você viu?
Êste Tony Blair, assim como aqueles Carter, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso e tantos outros, meus prezados amigos, como ex-presidentes que foram, estão fadados ao ostracismo. A única exceção, talvez no mundo, de um ex-presidente que continua atuante, influente e respeitado é o do Senador maranhense José Sarney.
Quanto a êste Tony Blair, podem ter certeza, mediará alguns acordos de paz cuja duração, assim como a promessa de todo fumante inveterado de largar o cigarro, vigorará até o próximo atentado ou o próximo cigarro, conforme o caso.
De qualquer forma é bem possível que o nosso amigo Tony Blair, dependendo do nº de acordos de paz celebrados, apesar de inúteis, acabe sendo agraciado com o prêmio Nobel da Paz.
Muito obrigado.
Dotô Antenor, o seu Sir Ney é um cancro incurável da cena política brasileira. Um reles ladrao fajuto, requício da ditatura que agora dá uma de “democrata” a dispensar conselhos inúteis. Ainda influente e atuante, por meio de maquinaçoes dignas de um canalha, claro que sim. Quanto a respeitado… talvez pelos cupinchas e puxa-sacos, e pelos escravos que o servem.
Marcos Araújo,
“Israel joga com o tempo, que está a seu favor”
Se depender da taxa de natalidade acho que o tempo não está a favor de israel não.
O Alvarenga mandou bem, quanto a Sir Ney.
Aliás, o projeto político de FHC previa a privatização do Maranhão. Bastaria vender a Sir Ney os poucos metros quadrados daquelas plagas que ainda não lhe pertencem.
Além da enorme influência como ex-presidente — perto dele, figuras como Clinton e Carter não passam de coadjuvantes — o Alvarenga também poderia ter citado a grande obra que Sir Ney obrou na capitania do Maranhão, ao longo dos últimos 50 anos.
Haja obra! Sir Ney obrou — e obrou muito! — pelo Maranhão inteiro. O resultado aí está, no fantástico desenvolvimento econômico-social que se esparrama por toda aquela sesmaria.
Elias, isso foi SENSACIONAL! :)
Na minha modesta opinião, Sarney foi o pior presidente que já tivemos. Feito e tanto, considerando-se os competidores: Figueiredo, Costa e Silva, Floriano, Collor, Jânio…
Sobre o ostracismo de ex-presidentes: queria que meu ostracismo rendesse tanto quanto o do Bill Pinton…
PS - Parece que Lula já cogita trocar Renan por Sarney. Provavelmente para evitar que o Senado se desmoralize ainda mais. Socorro.
Meu caro Pedro Doria,
Eu gostaria que você fizesse um comentário sobre estes últimos comentários. Realmente é uma coisa exorbitante!
Sarney foi o pior presidente??? Por qual parâmetro de mensuração? Pior do que o Collor? Ou ele não conta? Pior do que o “príncipe”? Pior do q o “sapo barbudo”? Eu até que gosto do sapo, mas gosto é coisa absolutamente pessoal, não é o q se diz por aí?
Por sinal, continuo, com descaramento só comparável à desfaçatez, a fazer propaganda do meu blog…
http://www.neuromaniaco.blogspot.com
Não falo mal de ninguém lá. Só por enquanto.
Não conhecia o seu blog, meu prezado amigo bitt, e gostei muito dos seus textos. Passarei a frequentá-lo, sempre que possível, mesmo porque é bem superior a grande maioria daqueles que começo a conhecer aí no Brasil. Existe um blog desta senhora Carla Rodrigues, neste mesmo espaço do prezado amigo Pedro Doria, que achei muito fraquinho e que quase ninguém acessa. Não entendi o porquê esta senhora tem tal privilégio, em detrimento, por exemplo, ao meu prezado amigo bitt.
Muito obrigado.
Resposta lona e idiossincrática, Bitt. não há parâmetros óbvios. No fim, o gosto do freguês é o que mais conta.
Antes de responder, tergiverso. Listas de melhor e pior são sempre pra lá de polêmicas. Na mais recente pesquisa que vi sobre o maior presidente dos EUA, os gringos elegeram o Reagan, batento, entre outros menos cotados, Washington, Jefferson, Licoln e Roosevlet. Soa, em qualquer lugar fora da gringolândia, como piada.
Voltando à vaca fria. Comparo o bigodudo apenas aos três que vc citou.
Os governos de todos eles, apesar de graves problemas s quais estamos carecas de conhecer (e que não vou repetir aqui), tiveram a meu ver méritos inegáveis.
O sapo barbudo ampliou (e unificou) os diversos bolsas-alguma-coisa, criados pelo FH, tem conduzido com responsabilidade (excessiva) a política macroeconômica, ajudou expandir exportaçõe brasileiras para novos mercados, tem feito, a meu ver, boa gestão na área de educação.
Durante o reinado do príncipe houve várias privatizações bem sucedidas (teles, vale…), debelou-se, por fim, a hiperinflação (muito embora o plano real tenha nascido, claro está, no governo arterior), criaram-se as agências reguladoras, fortaleceram-se muitas das instituições federais (PF, Receita, BC - o resiltado disso pode se sentir hoje). No plano externo, o Brasil aumentou tremendamente seu seu peso em fora intenacionais (processo que continua com Lula) e na relação com os demais países americanos.
O colorido abriu a economia do Brasil, reorganizou, ou tentou reorganizar, a burocracia federal (lei 8112, o enxugamento no número de Ministérios), lançou oficialmente o Mercosul.
Sinceramente, do coronel do Maranhão, espremo a cachola e não consigo produzir nenhuma lembrança boa. É só hiper-inflação; pacotes, pacotes e mais pacotes, com resultados cada vez mais nefandos; corrupação ampla, geral e irrestrita (tá bem, isso não é mérito exclisivo dele); uma absoluta falta de comando em todos órgãos e agência do governo; , política externa defensiva e tímida.
Quando falam de reaproximação com a Argentina, sempre falam do Sarney. Os passos decisivos, porém, foram todos dados na gestão João Cavalão Baptista (o apoio durante a Guerra das Malvinas, o acordo nuclear) os Collor (tratado de assunção).
Sarney e aquela cambada de Governadores vintage 86 (os filhotes do cruzado) quase fazem natimorta uma democracia que nem ainda fora parida (não po acaso, em 89, ficamos entre o radical e o desconhecido, o centro tendo sido implodido).
E há a imagem: o jaquetão cafona, o vácuo discurso bacharelesco, o bigodão, o cabelo empastado, as delegações gigantes nas viagens ao exterior, a marli, e, meu deus, os marimbondos de fogo. Acho que ele era a encarnação ideal do presidente de uma república de bananas. Pusilânime e imperial. Abúlico e gradiloqüente.
Por fim (e a coisa, apesar de superficial, tá muito mais longa do que eu esperava) imagino o ideal de país que cada um de nososs últimos PRs tinha: o pastor alemão sonhava com uma economia capitalis dirigida e um governo forte, uma Cingapura gigantesca (acho que adoraria a China de hoje); o cavalariço idealizava uma enorme caserna; o Collor, uma gigantesca Miami; o príncipe, um EUA clintoniano, uma inglaterra da terceira via (quiçá, hoje se identificasse com Sarko); o sapo barbudo, alguma coisa entre o trabalhismo getulista, havana e o socialismo francês. Sir Ney sonha com um gigantesco Maranhão, aquele lançado pelo infame fimete Maranhão 66, que há décadas exibe os piores índices sócio-econômicos do país (e olhe que bater o Piauí não é mole).
Esqueci o Itamar. Esse acho que não tinha ideal nenhum. Mas pelo menos deixou a administração para quem entedia (um tanto que fosse, do assunto). Uma espécia de Gerald Ford.
Bitt, poderia ser também com Moacyr Franco “Vamos dar as mãos”. Mas, qual delas? A do livro sagrado ou a do trabuco?
A maior obra de Sir Ney sem sombra de dúvida foi a invasão da CSN pelo exército, profovando um certo efeito colateral com a morte de alguns operários. Sem sombra de dúvida um respeitável democrata.