O mundo não está em paz
O período entre 1914 e 1945 pode ser entendido como uma “guerra de 30 anos” com uma pausa nos anos de 1920 – entre o final da retirada japonesa do Oriente soviético, em 1922 e o ataque contra a Manchúria, em 1931. A esse período seguiu-se, quase imediatamente, quase 40 anos de Guerra Fria, que coincide com a definição de Hobbes para a guerra. Segundo esse filósofo, “guerra” consiste “não em batalhas, ou no ato de lutar, mas numa extensão de tempo no qual a disposição dos contendores para a luta é suficientemente conhecida”. É assunto de debates quanto às ações nas quais as forças armadas dos EUA têm estado envolvidas desde o final da Guerra Fria, em variadas partes do globo, constituem a continuação da era da guerra mundial. Não restam dúvidas, entretanto, que os anos 1990 foram cheios de conflitos militares formais e informais na Europa, África e na Ásia Ocidental e Central. O mundo, como um todo, não tem paz desde 1914; não há paz agora.
Eric Hobsbawn, no Neuromaníaco do Bitt.
Ainda sobre o assunto:
- A Guerra ao Terror está sendo vencida? Fareed Zakaria, editor de política externa da Newsweek e fera quando o tema é Islã, faz uma provocação: o terror...
- A Geórgia iniciou o conflito com a Rússia
(ou por que é melhor deixar a OTAN como está) Informa a Der Spiegel alemã que os últimos relatórios da OTAN e Organização pela Segurança e Cooperação Européia dão indícios... - O mundo em busca de reformas Forças de Paz das Nações Unidas são necessárias para o mundo. Quando não é legítima a presença do exército de...
- O difícil quebra-cabeças de Rússia e Geórgia
(e do resto do mundo todo) As tropas de monitoramento da União Européia que chegaram hoje à Geórgia tiveram permissão russa para entrar em parte do... - E quem afinal está certo na
Guerra Civil Espanhola? Boa a discussão aí abaixo esta a respeito da Guerra Civil Espanhola. E como é polarizado este tempo em que...



Muito bom o texto.
Agora eu me pergunto que há de se fazer?
Escrever um novo código internacional da guerra, tendo em vista que o primeiro de haia já foi há muito ultrapassado, e os civis continuam morrendo?
Quem vai elaborar a ONU ou o Tony Blair?
Pd, obrigado pela força… :c) O Eric Hobsbawn dispensa comentários.
Recomendo MUITO ENFATICAMENTE a leitura de “A era dos extremos”.
Ah, uma coisa - o sujeito é um dos decanos do Partido Comunista Britânico, desde a Segunda Guerra Mundial. Na minha opinião, é o maior pensador acadêmico da esquerda, junto com Perry Anderson.
Fala sério Pedro!
desde quando o mundo já esteve ou teve paz absoluta?
Faz parte do inconsciente do ser humano. Faz parte do instinto animal do ser humano desde seus antepassados, seja por território, comida acasalamento, seja por puro domínio de outra espécie. E desde que nasceu a consciência, por cobiça de sexo, vingança, ira, dinheiro e posses pura e simplesmente.
Papo bobo de sonhador ingênuo…
Digo faz parte, guerrear.
Grande Bitt,
De pleno acordo quanto a Hobsbawn.
Maravilha, bitt!
Eu amo Hobsbawn. Só não escrevi neste post do seu blog, porque não consegui. Emperra, Espero que alguém e, principalmente, alguéns, tenha conseguido..:)
E, PD, você é ótemo, viu?
E agora vou ver meus musicais e desligar o computador. Viuge! :) Beijos a todos!
Sorry, PD, tô ficando incorrigível…:(
É inegável, meus prezados amigos, que dentro do seu estilo, o amigo Eric Hobsbawn é uma referência indiscutível. Todavia, algumas vêzes, à noite, contemplando o céu infinito à beira do Sena, me pergunto porque o brasileiro é tão cruel e preconceituoso com seus próprios autores. O Brasil enquanto não tiver a sua própria identidade que começa com o conhecimento de nossa historia e de seus diversos aspectos culturais, continuará uma colônia, como nunca deixou de ser. Valorizemos nossos autores e reconheçamos o alto nivel de qualidade de nossos escritores, principalmente daqueles identificados com as verdadeiras raízes nacionais.
Muito obrigado.
Pedro, o layout vai continuar esse mesmo ou há previsão de mudança?
É que o Éd falou que poderia haver mudanças para comentários em POP, como era antes no Nominimo.
O Antenor é o Josef?
Boa noite a todos. De antemão, aviso que sou o “Falácias”. Agora que o blog mudou de página, finalmente consegui mudar o meu “nick”.
Alguém aí disse que o mundo sempre esteve em guerra e atribuiu tal fato a uma série de fatores. No entanto, não seria dever da humanidade prosseguir na saudável utopia da paz? Do jeito que foi dito, parece que o sujeito pouco se importa a respeito dos funestros espólios de guerra. Reconhecer que é assim mesmo e nada podemos fazer para mudar é voltar à barbárie.
Walid: não tenho planos de passar para janelas pop-up, não. Outras mudanças no layout? Provavelmente. Mas não de imediato.
Walid, acho que é sim. Reencarnou :-)
Um belo dia, há uns 50.000 anos atrás, Krung da caverna 102-A foi tomar satisfações com Kreg da caverna 208-b a respeito de umas lanças esquisitas que Krung fabricava e pareciam muito ameaçadoras na opinião de Kreg.
Krung não gostou desta conversa, pois ele acreditava que a livre iniciativa e em fazer lanças para vender. Kreg muito incompetente para fazer lanças iguais exigiu que Krung fizesse lanças para todos a troco de uma merrecas de uns ratos do banhado , de forma toda a coletividade poder usufruir do trabalho de Krung, alegando que assim tudo seria de todos.
Krung não estava a fim de sustentar a cambada toda com lanças. Eles que aprendessem ou então pagassem em cervos ou patos, mas não em ratos.
Fechou o tempo. O pau cumeu legal e desde então o mundo esta em estado de guerra.
Que 1914 que nada. Tamo quebrando o pau desde 50.000 A.C. e vamos continuar…
Em tempo:
90% de quase todas as novidades e descobertas tecnológicas aconteceram pora a guerra ou foram consequência dela.
Tá cert que tem bomba atômica, gás sarin, antrax, napalm, agente laranja e os cambau. Mas tambem teve pinincilina, celular, radar, e tudo mais.
Das lanças do Krung até celulares, teve guerra metida na história.
É uma merda eu sei.
Mais sêmo tudo humano…
Josué, Josué, deste jeito até pensei que você ia descrever a grande guerra das amebas contra os protozoarios… Não leu o post inteiro e não viu o link né? O texto se trata de uma analise do seculo XX.
Walid, o antenor não é o Josef Mario, o antenor é um mala sem alça ensaboada em dia de chuva, nada a ver com nosso lider espiritual JM, mas ele fez escola, fazer o que? Copiaram o estilo mas não tem a perspcácia nem o conhecimento do JM. Sigamos clamando pela volta do iluminado JM…
Meus caros amigos..estamos num a esfera que é de provas e missões.
guerras são frutos de nossas cobiça, recalque e desejo….o homem/espirito está longe de perceber que é refém de si mesmo….mesmo morando em Alfaville….Leiam o artigo de Marcelo Coelho, hoje, na Folha SP…só para assinantes.
Sobre pobres e classe média ….uma verdadeira guerra.
Dino Dino.
Sêmo véio conhecido e ocê num intende eu.
Claro que eu lí o post.
Apenas e tão sómente quis mostrar que o século 20 é uma titica no tempo que estamos sobre a face da terra e que nós (inclusive você) somos humanos em guerra a 50.000 anos mais ou menos.
Limitar nossos problemas ao século XX é fazer como uns aqui qye acham que os problemas no Oriente Médio começaram em 1948.
Mas você não percebeu no meu comentário a “raspada” quando Kreg pede a Krung que trabalhe para a coletividade a trôco de merrecas ? O tal do Kreg era um comuna safado!!!
Aliás, Kreg atirou um gambá vivo na caverna de Krung e isso foi o primeiro ataque com armas químicas da história.
2007, 1914 ou 50.000 AC Nós não evoluímos um bilionésimo de milímetro.
Do neanderthal ao sapiens as coisas mudaram um pouco, mas acho que o sapiens vai ficar por aqui mesmo.
Amigo Antenor, de nada.
Nosso país criou, a partir da segunda metade do século passado, tvz sob excessiva influência da sociologia e historiografia francesas, uma escola de ciências históricas e sociais que não tem paralelo na América Latina. A partir da USP e posteriormente, da UFRJ, nossos historiadores, sociólogos, antropólogos, psicólogos e outros “ólogos” imaginaram uma interpretação do Brasil que nos permite, hoje em dia, ter uma visão ampla e bastante realista de nós mesmos, de nossa identidade e de nossos dilemas. Para os tolos que duvidem disso, recomendo duas leituras - “O arcaísmo como projeto”, de Manolo Florentino e João Fragoso e “Carnavais, malandros e heróis”, de Roberto da Matta.
O problema é que, ao contrário da Inglaterra, França, Alemanha e EUA, que começaram mto mais cedo e com mto mais recursos, não criamos naquela epoca, linhas de trabalho em história, política e estratégia internacionais. Na época em que eu mais estive interessado em história militar e naval, me surpreendia com o desconhecimento que grandes acadêmicos demonstravam em torno, por exemplo, de Clausewitz, Mahan ou Quincy Wright, e com a inexistência de manuais que explicassem o assunto - o único disponível era escrito por um milico, e era insuportável de ler, o que não fazia diferença pq não era lido por ninguém, mesmo.
Só pra vc ver, os melhores livro sobre a FEB já escritos ou foram por autores norte-americanos (John D. McCain) ou por jornalistas (William Waack, cujo livro não vale nada mas é preciso em descrever a ordem de batalha no TO italiano em q esteve a FEB, ou Roberto Bonalume Jr, que tem um livro q vale à pena ler).
Mas isto está mudando: já temos linhas de pesquisa nessa direção, já temos centros de estudos internacionais nas universidades e um bom número de especialistas, como Domício Proença Jr, do COPPE, ou Francisco Carlos Teixeira da Silva, da UFRJ.
Chegaremos lá, mas nunca poderemos abrir mão de uma síntese como a de Hobsbawn. São estudos que nasceram clássicos.
Muito obrigado!
antenor de alvarenga cavalcanti,
O melhor é vc cobrar algo dos brasileiro à beira do rio sena.
O ser humano e seus ancestrais sempre guerrearam e sempre vão guerrear. Faz parte do instinto, seja ele selvagem ou civilizado.
Quer suprimimr a guerra? O instinto de guerra do homem?
Simples, suprima todas as suas emoções e impulsos. Vá a um cientista ou consulte um milagreiro e peça para que suprima raiva, amor, fome, ciúme, inveja, carinho, cobiça, toda sua parte emocional.
Basta imaginar um ser sem emoções. Aí você nunca mais terá guerras, terá paz infinita e duradoura.
Tanto faz se é no século XX, séculos passados ou futuros.
À inteligência junta-se ou contrapõe-se as emoções, para o bem e para o mal do homem. E emoção ninguém controla 100%.
Bitt meu daragoi tavarich, tenho a leve impressão que o amigo anda novamente gastando cartucho bom com caça ruim, o antenor salvo pouco provavel engano, apesar de sitar rio europeu é provinciano até a medula e corto meus bagos fora, se o cabra não tinha em mente o bigodudo imortal dos “maribondos bebados” quando escreveu o comentario…
Eu guerreio com pelo menos quatro vizinhos aqui da minha rua.
Agradeço os comentarios que citam livros e obras. Estamos aqui para isso. É bom dividir conhecimento.
Estes debates (e por vezes discussões), me dão vontade de aprender sempre mais, por isso hoje dou um grande valor para os comentaristas destes blogs, sejam eles amigos, inimigos, cultos, irônicos ou bobos.
E humildemente gostaria de escrever nestas linhas que me sobram abaixo, um pequeno roteiro para facilitar o aprendizado de todos:
”
Citação: uma cópia palavra por palavra do que alguém disse ou escreveu. Em um escrito, uma passagem citada é indicada pelo acréscimo de aspas no início e no fim da citação ou, se a citação for longa, pela sua colocação em um parágrafo separado do texto principal e recuado. A fonte da citação precisa, ainda, ser referenciada, seja no próprio texto ou em nota de rodapé.
Paráfrase: Numa paráfrase, você reformula com suas próprias palavras algo que sua fonte disse. Muitas redações são quase integralmente paráfrases. Um propósito de se parafrasear, ao invés de citar, é colocar algo em palavras que sua audiência irá compreender. Artigos em revistas populares de ciência freqüentemente parafraseiam artigos mais difíceis de periódicos científicos. Dizer algo com suas próprias palavras é, em si, uma atividade intelectual importante: ela demonstra que você compreende e é capaz de trabalhar com o material. Uma paráfrase tem que ser referenciada; caso contrário, ela será um caso de plágio tanto quanto uma cópia palavra por palavra sem referência à fonte. Dizer algo com suas próprias palavras não torna seu esse algo.
Resumo: Assim como a paráfrase, o resumo de uma fonte é feito com suas próprias palavras, mas um resumo é consideravelmente mais curto e não segue a fonte tão de perto quanto a paráfrase. Novamente, você deve referenciar a fonte do resumo.
Referência: identifica a fonte de uma citação, paráfrase ou resumo. A prática de referenciar varia consideravelmente em diferentes tipos de escrita. No jornalismo, usualmente é suficiente citar a fonte no próprio texto pelo nome do autor. Alguns escritos acadêmicos e profissionais requerem somente uma breve referência textual, usualmente o nome do autor, o título do livro ou periódico em que ele apareceu e, talvez, o número da página. Mas a maioria dos escritos profissionais e acadêmicos exige uma referência completa, seja no próprio texto ou numa combinação de referência entre parêntesis no texto e uma entrada bibliográfica completa numa Lista de Trabalhos Referenciados.
Tipos de Plágio
1. Plágio Direto: Consiste em copiar uma fonte palavra por palavra sem indicar que é uma citação e sem fazer referência ao autor.
2. Tomar emprestado o trabalho de outros estudantes: Dormitórios, repúblicas e fraternidades provêem atmosferas propícias para o empréstimo de textos. Não há nada errado em estudantes ajudarem uns aos outros ou trocarem informações. Mas você deve escrever seus próprios textos. Apresentando um texto que alguma outra pessoa escreveu é um caso especial de plágio direto.
3. Referência Vaga ou Incorreta: Um escritor deve indicar onde um empréstimo começa e termina. Algumas vezes, um escritor faz referência a uma fonte uma vez, e o leitor presume que as sentenças anteriores ou parágrafos tenham sido parafraseados quando na verdade a maior parte do texto é uma paráfrase desta única fonte. O escritor falhou na indicação clara dos seus empréstimos. Paráfrases e resumos devem ter seus limites indicados por referências — no começo com o nome do autor, no fim com referência entre parêntesis. O escritor deve sempre indicar quando uma paráfrase, resumo ou citação começa, termina ou é interrompida.
4. Plágio Mosaico: esse é o tipo de plágio mais comum. O Escritor não faz uma cópia da fonte diretamente, mas muda umas poucas palavras em cada sentença ou levemente reformula um parágrafo, sem dar crédito ao autor original. Esses parágrafos ou sentenças não são citações, mas estão tão próximas de ser citações que eles deveriam ter sido citados ou, se eles foram modificados o bastante para serem classificados como paráfrases, deveria ter sido feito referência à fonte.
”
Muitíssimo obrigado e desculpem o off-topic, aprendi muito hoje e pretendo pesquisar o assunto comentado.
FONTE: http://viamoderna.blogspot.com/search/label/epistemologia
No início de “A Era dos Extremos”, entre as frases colhidas para epígrafe, tem uma lá não lembro de quem: “Só sei que foi a época mais terrivel da história”, ou coisa que o valha. Pois é, o breve século XX.
Hobsbawn é sempre bemvindo. Parabéns, Bitt, parabéns Pedro pela little help.
“…por isso hoje dou um grande valor para os comentaristas destes blogs, sejam eles amigos, inimigos, cultos, irônicos ou bobos.”
Tem os chatos também!
BigHEAD ( o cabeção!)
Há! eu chamei a sua atenção negro!?
É disso que eu estou falando “kunta kintê”!
Mexi com vc ?!
Provoquei?
Eu faço escola aqui Kunta!
Provoco, e sou imitado:
1) quase todos hoje em dia tem “enxugado” o texto porque eu provoquei! (fica mais claro, atraente, mais pessoas lêem)
2) Enumerar, listar, uma idéia após a outra (e não um emaranhado), também todos fazem hoje (aqui neste Post tem exemplos acima)
3) E antes que o PD ou outro distinto cavalheiro, ou “cara chato” queira associar o termos “negro”, “kunta kintê”, etc, a racismo, pelo contrário estou parafraseando um personagem negro de um filme (que não recordo o nome: que pena!), cujo mote era provocar os outros negros a reagirem contra a cultura branca americana.
4) Estou provocando. Provocando…
Raízes (Roots/1976), Alex Haley. A Globo apresentou um seriado, feito para a TV, sobre a vida do protagonista Kunta Kintê.