Alan Johnston, o clã Dagmoush e a famíla Soprano de Gaza
Na manhã desta segunda-feira, o Hamas mandou prender Abu Khatab Maqdis, porta-voz do Exército do Islã, e mais dois membros do grupo. É uma tentativa de pressionar pela libertação do jornalista Alan Johnston, da BBC de Londres, seqüestrado em março.
Agora que a Palestina está dividida, o Fatah na Cisjordânia, o Hamas em Gaza, é hora de compreender a política que rege Gaza. É uma política de clãs, fortemente patriarcal e um quê primitiva. Para que o Hamas tenha alguma chance de sucesso perante a população, é imprescindível que consiga controlar a máfia local.
O Exército do Islã pertence ao mais poderoso destes clãs, o Dagmoush. A estimativa é que entre a família Dagmoush e aqueles que dependem diretamente dela, soma-se 15.000 pessoas. Atualmente, o grupo é liderado por Mumtaz Dagmoush, que tem um discurso islâmico radical e parece estar fazendo contatos com grupos como a al-Qaeda.
Talvez.
Tanto no Hamas quanto no Fatah dizem que o discurso é da boca para fora e as preocupações islâmicas do clã Dagmoush nada têm de sinceras. São mafiosos. Sua intenção é ganhar dinheiro e poder através do crime. Um dos indícios seria o resgate que, corre pelas ruas, eles cobraram inicialmente: algo por volta de 1 milhão de dólares. A política em Gaza sempre foi tocada na base da negociação com estes clãs. Paga-se eles, há paz.
Quando o racha entre Fatah e Hamas ficou evidente e o dinheiro para a Autoridade Palestina foi cortado, faltaram recursos para subornar a máfia local. Daí, incrementou-se a violência. O discurso interno do Hamas é de que vai resolver o problema. É tudo o que a população deseja.
Neste cenário, Alan Johnston virou uma arma particularmente importante para os Dagmoush. O Hamas os quer desarmados e fora do jogo de influências. Ao mesmo tempo, o Hamas quer legitimidade internacional, que é a única coisa que pode garantir-lhe a existência e o comando palestino, no futuro. Para isto, Johnston vivo e livre valerá pontos preciosos perante os britânicos.
(Evidentemente que o resultado imediato não será reconhecimento do Hamas ou do governo de Gaza. Mas é o tipo da boa vontade que abre diálogos.)
Johnston é, portanto, o que garante aos Dagmoush que serão mantidos intocados. E algo, hoje de manhã, começou a mudar. Três de seus membros estão presos. Normalmente, a retaliação dos Dagmoush seria ir para a rua, submetralhadoras em punho, para matar uma meia dúzia e espalhar terror. A ver o que acontecerá. Gaza está diferente, agora.
Resta saber em que consiste esta diferença.
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Como eu suspeitava, sáo uns neandertais brigando pela caverna maior….
Não existe qualquer tipo de diálogo possível com o Hamas. A única linguagem que êles entendem é a da bala. Portanto, meu amigo Pedro Doria, você falar em boa vontade que abre diálogos é o tipo de conjectura fantasiosa para boi dormir. Se ao menos fôsse um boi bumbá, ainda vá lá, porque pelo menos me faria lembrar da minha cidade São Luiz do glorioso estado do Maranhão.
Muito obrigado.
Glorioso império, talvez…e como é que um maranhense que se preza não tem Ribamar no meio do nome?
Caramba, fugi do assunto completamente, peço mil desculpas.
Máfia,
Clã,
Tribos,
Criminosos,
Sequestro,
Mas a culpa sempre vai vai pro Islã.
Eu me pergunto porque se fala tanto no tal Estado Palestino e se acha que sua criaçao de alguma forma influiria na “paz mundial” ou no “fim do terrorismo”.
Poderiam de igual forma criar o Estado do Complexo do Alemao. La tambem ha briga de gangues, corrupçao, caos social, desordem, etc. Quem sabe assim o narcotrafico e os tiroteios acabariam? Humm, nao né?
“Tanto no Hamas quanto no Fatah dizem que o discurso é da boca para fora e as preocupações islâmicas do clã Dagmoush nada têm de sinceras. ”
Se fossem sinceras, seria pior. ;-) Pros refens, ao menos.
Estas questões fogem a todo e qualquer idealismo. Perdeu-se completamente o rumo e a proporção psicológica dos fatos.
Não me surpreendo se muitos deles se sentam a um canto a se perguntar: pelo que mesmo matamos?
“Clara // 2/Julho/2007 às 19:28
Caramba, fugi do assunto completamente, peço mil desculpas.
”
Direto ao ponto como sempre certíssima!
Sanduba de Palestinos…..
Mas os Israelenses sensatos não estão nessa!
quem sempre agravou e agrava o problema da Palestina são os sionistas
tanto é que muitos israelenses e muitos judeus são anti-sionistas
Jonas esta floresta de crimes do Oriente Mádio é um mundo altamente inflamável!
Mr. X land!
Médio!
Enquanto os cães ladram, Israel passa……..
O Hamas é o priminho pentelho que só entende na porrada. Nem os árabes aguentam os merdas que se chegarem perto tomam bala. Haja visto a postura do Egito na fronteira com Gaza.
Alan Johnston deve ser companheiro de cela do Gilad Shalit (soldado israelense). Quando sequestrarem mais uns 2 ou 3 ai a turma vai chiar de verdade. Por enquanto dá pra engulir.
Dois médicos iraquianos são responsaveis pelo atentado atrapalhado no aeroporto da Inglaterra, não, não era como os direitalhas costumam indentificar, alguns emigrantes, ignorantes, semi-analfabetos, corja e etc, eram 2 médicos, pessoas que tem por profissão ser racional (exceto o Chest é claro), salvar vidas e mesmo assim viraram terroristas, digo viraram porque não tinham know-how terrorista, o que prova, que não estão a muito nessa; o segundo ponto a se analizar é a origem dos executores. Quando Sadam Hussein estava no poder havia uma ditadura cruel, mas nunca houve movimentos terroristas nem dentro, muito menos tipo exportação, nem nos atentados de 11 de setembro contava com alguem de nacionalidade iraquiana. Então está aqui amostra de como se fabrica um terrorista. Daqui uns 10 anos teremos milhares de terroristas iraquinos e aí, todos dirão: São muculmanos, são terroristas, tá vendo a gente tinha razão aquilo ali estava cheio de terroristas, passa o rodo! Neste mesmo barco os palestinos embarcaram faz tempo…
Pois é,
Daí quando eu cito que a Palestina esta nas mãos de chefetes alucinados por poder e grana fácil (mandar otários se explodirem é molezinha), tem gente que se arrepia todo (ou toda).
Alguem aí viu o “assassinato” do Mickey Terrorista? Gente assim mata a mãe à beliscão em nome da “causa”.
A Palestina tem duas opções: Tornar-se um Líbano, com aparência de estado soberano mas na prática não ou aceitar Israel.
Agora os liderecos acharem que vão enxotar a judeuzada de Israel de lá é pura balela para ajuntar otários.
Israel está lá e vai ficar lá portanto é melhor aceitar isso e lucrar com isso.
Aceitando Israel toda a Palestina ganha.
Combatendo Israel, 90% da Palestina perde e uns e ouutros chefetes se locupletam de grana e sangue.
Mr X,
O Estado proporcionaria melhores condições para combater essas quadrilhas. Não que elas fossem acabar, porque crime organizado existe em todo lugar. Mas seriam maiores as chances de um combate eficaz, dentro de padrões eticamente aceitáveis.
Não é que a existência do Estado, por si só, garanta a paz. As guerras, como se sabe, são e sempre foram — em sua maior parte, pelo menos — obras de Estado.
Mas o fato é que o Estado “unifica as vontades”. Se o Brasil declara estar em paz com a Arábia Saudita, o Chesterton fica impossibilitado de desfechar ações de guerra contra aquele país. Se o fizer, será considerado criminoso. Aí a questão é saber se o Brasil terá peito pra encarar o Chester.
O fato do Hamas se dispor a bater de frente com a máfia árabe é positivo. Claro que ele faz isso porque é condição para sua sobrevivência política. Mesmo assim, é positivo.
Theo,
É o próprio clã Dagmoush que se reivindica islâmico. É uma condição que ele atribui a si mesmo.
Na máfia italiana e americana jamais faltou quem se declarasse católico até à medula. A diferença é que os macarroni jamais afirmaram cometer seus crimes em nome da Santa Madre. (que, a bem da verdade, quando a ocasião se apresentou, nunca necessitou de intermediários para delinqüir).
Em tempo:
Não que aceitar Israel seja uma maravilha, mas se é para aliar-se , então que a Palestine alie-se aos mais fortes, mais democrático e mais vançado país da região.
Israel não é perfeito, está longe disso e com certeza os Palestinos serão vítimas de preconceitos e discriminações por parte de boa parte dos judeus, mas em todo o caso é melhor que ficar sob domínio Sírio ou pior, do Irã.
O.T.
PD, seria interessante linkar os blogs dos ex-parceiros do NoMínimo.
Como eles fizeram com o seu. Aí vai mantendo a comunidade e, — quem sabe? — de repente, quando menos se esperar…
…nada! Não acontece nada!
Chest 45
Mané 35
Tá difícil. Os caras tão à mil
Num tô nem entre os 20 primeiros…
Da turma do no mínimo que não venham os do dep. comercial do IG. Os caras são ruins demais !!!!!
Mr. X,
O caso do Complexo do Alemão, assim como outras quebradas é exatamente ausência de Estado. Agora o Estado vai penar pra retomar o que não deveria ter abandonado em primeiro lugar. E o raciocínio do Elias, é como sempre, perfeito!
Alba, sabia que o índice de desenvolvimento humano (IDH) do Complexo do Alemão, área controlada por traficantes, é de 0,587, superior ao de muitos Estados da região Nordeste. Isso significa que a situação da educação, da renda per capita e da saúde da favela carioca é melhor do que a de vários Estados, como o Ceará, que tem IDH de 0,506, Pernambuco, 0,577 ou Piauí 0,502.
Alba, a seguir pelo raciocinio da ausência do estado no complexo do alemão, se chega a duas conclusões bastante estranhas: ou o estado não faz falta, ou existe umas ausências do estado mais ausentes que outras???
Isto que é silogismo, heim! hahahahaha
Dino,
Taí um raciocínio dos mais interessantes. Se a ausência do Estado possibilitou aos traficantes que os substituíram uma elevação do padrão de vida da região, temos alguma coisa em que muito pensar, divera.
Em princípio, me vem a noção de que o Estado brasileiro, fora das áreas privilegiadas, que sempre são dotadas de infra-estrutura e dos serviços básicos - São Paulo é o maior exemplo - faz um serviço mais do que disperso, desconexo e insuficiente…:(
E, convenha, pensando mais um pouco, que os traficantes têm que lidar com uma extensão territorial muuuuito menor.
Dino,
Gostei! Parabéns, camarada!!! :)))
Caro Theo,
Eu concordo que quem pratica os atos terroristas são criminosos e não religiosos.
Mas por que os religiosos do Islã não vão a toda parte dizer que não apoiam o terrorismo, que são contra e tudo mais?
Acho que isso melhoraria muito a imagem do Islã.
“….Quando Sadam Hussein estava no poder havia uma ditadura cruel, mas nunca houve movimentos terroristas nem dentro, muito menos tipo exportação, nem nos atentados de 11 de setembro contava com alguem de nacionalidade iraquiana. Então está aqui amostra de como se fabrica um terrorista. Daqui uns 10 anos teremos milhares de terroristas iraquinos e aí, todos dirão: São muculmanos, são terroristas, tá vendo a gente tinha razão aquilo ali estava cheio de terroristas, passa o rodo!
….”
é isso mesmo, Dino: os EUA, Inglaterra, Israel, o Movimento Sionista et caterva FABRICARAM, a partir de 1948, todos aqueles que eles chamam de “terroristas” , ontem e hoje !
E pode acreditar que o glorioso estado do maranhão do antenor, tambem fica para trás…
E o da Palestina é de 0,736, não conta para ninguem, se não o pessoal vai querer ir para lá.
Dino,
kakakakakakaka!
Quero lembrar aos colegas comentaristas que o IDH da Índia é baixíssimo e também é baixíssimo o índice de criminalidade.
Só conhecendo alguns indianos que você entenderá o porque, eu conheci e sei porque…
Creio que é por causa da cultura milenar e que, devido a isso mesmo, da educação que os pais dão aos seus filhos. A coisa começa a ficar bem complexa!
Todo e qualquer lugar tem uma autoridade.
Se não é a autoridade do estado é a do marginal.
Onde falta estado, manda o bandido.
Seja no morro do Alemão, em seja NY ou em Gaza.
Dom Casmurro, acertou em cheio!
Como diz o ditado popular: ” há autoridades e autoridades.” Há o lider motivador e o carrasco aterrorizador. Há o pai e o padrasto. O problema é escolher sempre o melhor! Ou melhor, nem sempre está ao nosso alcance escolher a autoridade.
Caro Dino,
Fico contente em ter acertado. Não conheço a ìndia mas acho que tenho uma boa intuição.
Mas não deixa de ser esquisito um local controlado por bandidos ser mais habitavel do que muitos estados onde o governo foi democraticamente eleito; é logico que queiram ou não, o estado estava presente, não em sua totalidade, como na questão da segurança publica, mas não estava totalmente ausente.
Infelizmente tambem não conheço a India mas estudei com alguns indianos, os caras são incriveis, sempre prontos a ajudar, muito estudiosos, pacificos, não se envolviam em brigas, bebedeiras, putarias como todos nós os latinos adoravamos fazer…outra mentalidade.
Eu conheço os estados nordestinos e não concordo que o Morro do Alemão seja mais habitável que qualquer um daqueles estados.
O pobre que vive no “sítio”, às vezes até como “agregado”, cria a sua galinha, o seu porquinho, planta um terreiro de feijão, uns pés de aipim e sempre terá o que comer, embora viva realmente numa grande pobreza. Já o morador do morro do Alemão terá que buscar todo o seu alimento nas “mercearias”, ou alguns mais afortunados, nos supermercados. Para isso terão que dispor de dinheiro. O diabo é o modo como conseguem o dinheiro! A maioria realmente trabalha, mas muitos caem na tentação do dinheiro fácil da ilegalidade. De modo que o pobre nordestino viverá com bem menos traumas que o morador de um moro carioca.
Quem falou primeiro? Hein hein hein? :-)
André,
Risos.. Aproveitem que estou em férias! :)
Não sei quem falou primeiro, mas o Nordeste brasileiro e o Morro do Alemão lembram muito os problemas da Palestina.
Em que sentido, Cara Alba,
só virtualmente?
Não daria para ter um “aproveitamento” mais profundo?
O Dom! Esse pobre nordestino seu está mais para farmer americano, sô! Prá começo de conversa é macaxera o nome da bagaça…aipim é coisa de carioca, depois plantar no sertão você até consegue o duro é colher, porco no sertão? Só se for a foto, o que rola é um bodinho basico.
Nos bairros pobres das grandes cidades existe um comercio por vezes surpreendente e até pequenas industrias, a maioria das pessoas trabalham e moram nesses locais para se livrar de alugueis abusivos, não tem comparação, o bairro é pobre mas a cidade é rica, de uma forma ou de outra usufruem desta riqueza.
Cara Alba,
Eu estou aqui, sem sono e sem ter o que fazer.
Que tal arrumarmos o que fazer juntos?
Dom Casmurro,
No sentido habitual, por mais que seja algo decepcionante :) . Sou professora, então, julho é época de férias.
Mas continuo dando aulas à noite pra concursos :((
Tá certo, Dino,
Você se refere ao Nordeste seco, mas há também o Nordeste molhado, Maranhão e Piauí.
Não que seja ‘farmer americano’, os caras são bem pobres mesmo, com roupas esmulambadas e chinelos de pneus. Mas para comer não é muito difícil, pode acreditar.
Tô dizeno, neguinho já tá pensando que é chat erótico de madrugada…
Cara Alba,
Descuple a brincadeira de mal gosto.
Eu estava só querendo descontrair.
Hábito é hábito.
Então, o máximo que farei e farei agora, é procurar um bom filme pra ver e desejar a todos os colegas um belíssimo fim de noite viu, Dom Casmurro?
Beijo, Dino!
Buenas noches, que ya me voy…
Desejo também aos colegas um belo sono.
Também me vou.
Já que é para fugir do assunto central do post e simplificar lá vou eu: se você pegar algumas áreas pequenas e próximas das capitais de alguns estados nordestinos, o IDH encontrado vai ser um tanto razoável. A comparação é pra lá de canhestra, aliás c0mo quase todas do tipo.
Mas o post põe à tona uma outra problemática da questão palestina: a disputa entre um grupo que adota o terror, mas pretende algum reconhecimento internacional, e um outro, mafioso, mas que também adota práticas terroristas. E o povo palestino ensanduichado.
E o TocaTudo, de Fábio Rodrigues? Ou você, Pedro, vai voltar com os Discos Inenarráveis?
Tenho certeza que os amigos Dino e Alba não conhecem o Estado do Maranhão e, nem ao menos, a cidade de São Luiz. Caso, algum dia, nos deêm o prazer de visitar-nos, verão a grande injustiça que fazem ao menospresar e fazer pouco caso da nossa terra. Nossas praias são as mais belas do Brasil, nossos casarões coloniais são pai d´égua e o nosso povo é o mais letrado do Brasil - basta ver a origem dos maiores escritores e poetas do Brasil.
Muito obrigado.
Conheço o Abstrato de outros comentários e quero deixar aqui o meu voto de louvor. Ele realmente está deixando de ser o mais cretino!
Elias,
Vc concorda comigo que a máfia italiana, com seus atos, estão longe de se considerarem cristãos, mas eles se dizem e ninguém coloca a culpa em Cristo.
E porque a máfia palestina só pq se dizem muçulmanos, mas com seus atos demonstram o contrário, a culpa não cai somente sobre eles, mas tem que culpar o Islã tmb?
Caro Theo,
Eu tenho muita consideração pelos seus comentários. Caso você não tenha visto minha pergunta anterior, repito aqui. Gostaria muito que você desse uma resposta.
Dom Casmurro // 2/Julho/2007 às 23:43
Caro Theo,
Eu concordo que quem pratica os atos terroristas são criminosos e não religiosos.
Mas por que os religiosos do Islã não vão a toda parte dizer que não apoiam o terrorismo, que são contra e tudo mais?
Acho que isso melhoraria muito a imagem do Islã.
Dom Casmurro,
Essa é uma questão interessante, pq os líderes religiosos muçulmanos não condenam os atos terroristas?
A resposta é fácil, se na inglaterra, EUA e Espanha, onde a segurança é gigantesca, eles conseguem cometer atentados, imagine no egito, argelia, sudão, líbia……..
Eles têm medo.
Na turquia, quem faz alguma crítica se torna alvo fácil, no Iemen, se não me engano ontem, ocorreu um atentado.
Então, meu caro Theo, está na hora dos grandes líderes religiosos serem tão corajosos quantos os fanáticos. Senão não iremos chegar a lugar nenhum!.
Duas Palestinas, e agora Israel libera os fundos para o governo democrático Palestino….não foi um pouco tarde demais?
Dom Casmurro,
Os fanático não têm medo da morte, não se importam com a família nem com o próximo.
O sheik islamico, têm família, mulher, filhos e não estão nem um pouco com vontade de ficar cara a cara com Deus tão cedo.
“Duas Palestinas, e agora Israel libera os fundos para o governo democrático Palestino….não foi um pouco tarde demais?”
Antes, teria sido cedo demais. Como liberar dinheiro prá ações do Hamas? Sabemos todos que tipo de ações eles executam.
Pode ser que a Fatah se esforce mais contra o terror, agora, prá manter o poder na Margem Ocidental, já que o Hamas também não é fraquinho na área.
Vendo por este lado, certo, mas……porque não dialogar….Israel não poderia ser mais maleável….erros do passado não podem ser esquecidos?
err, Mané , será que a intensão não era essa?
chegando tarde demais , não desenvolvendo uma democracia no local ,mas cuidando da higiene das mãos , o estado de israel continua com cara de coitadinho e a palestina continua sem estrutura e o que é melhor , dividida!
Lembra , dividir pra conquistar?A intensão não é bem conquistar , mas deixar como está , impedindo qualquer avanço unificado.
Enquanto os palestinos se matam ,a principal função do estado de israel está sendo bem cumprida
É….pode ser…vindo da turma que “pensa” a politica internacional hoje em dia por aí, nos States, em Israel e outros “bastiões da liberdade” Ocidental, é pura coerencia.
Estamos f….por causa deles!
Veja Theo,
Quando se aborda os crimes da inquisição, culpa-se a Igreja Católica. Foi ela quem promoveu a delinqüência.
Quando o clero xiíta iraniano condenou à morte um escritor, por “crime de opinião”, criticou-se o clero xiíta iraniano.
Se um grupo terrorista declara cometer suas ações em nome de Alá, e nenhuma autoridade religiosa muçulmana recrimina publicamente essas ações, a conclusão, óbvia e inevitável, é de que as autoridades religiosas muçulmanas concordam com as tais ações. Se não concordam, cabe a elas — e apenas a elas — dizer isso.
Afinal, o tal grupo diz agir em nome da religião. Se as autoridades dessa religião entendem que não, devem desautorizá-lo.
Até hoje não fizeram isso.
É a velha história: quem cala, consente.
“Enquanto os palestinos se matam ,a principal função do estado de israel está sendo bem cumprida”
A principal função do Estado de Israel é servir de lar do povo judeu; seria melhor cumprida esta função se não fossem lançados Qassam sobre as cidades israelenses. Não consigo entender como alguém possa acreditar que a paz não interessa a Israel. Paz, mas com segurança.
A principal função do futuro Estado da Palestina deveria ser a de lar dos palestinos; não a de base de lançamento de ataques contra os israelenses.
Isso daria uma base comum prá dialogar.
Carlos.
fica a pergunta:se era só pra servir de casa para os israelenses, por que o implantaram no meio de uma região povoada por muçulmanos?
Os judeus necessitavam de um Estado e era justo que o tivessem , mas ,com judeus em concentrações variadas por todo o mundo , por que logo alí havia de ser cunhado o estado israelense?
As razões são até bem claras ,uma vez que os povos muçulmanos ,na época , estavam em expansão e aquela região parece um pouco importante ,sobretudo ,pelo viés financeiro , não acha?
Os curdos necessitam de estado também, ninguém quer criar um estado pra eles.A ONUS/A ñ parece muito preocupada com eles,que estão na mesma situação que os judeus se encontravam.Será que os curdos querem menos a paz que os israelenses?
Existem coisas, meu prezado amigo Theo, que não consigo entender. A 1ª delas é como alguém pode ser petista. A 2ª delas é como alguém, aparentemente esclarecido, inteligente e vivendo no Brasil, como o amigo, possa se tornar muçulmano. Acredito que o amigo queira parecer diferente e original ou, então, é um gozador pai d´éguão.
Muito obrigado.
Tambem gostaria de perguntar ao Theo porque ele decidiu virar muçulmano.
Certamente tera suas razoes, tem la seu fascinio exotico, mas eu pessoalmente acho uma religiao demasiado violenta e intolerante para nosso pobre pais tropical, a nao ser que se goste de poligamia. Mas para ser poligamo no Brasil nao é necessario ser muçulmano, basta esperar o Carnaval.
* * *
Mas, falando serio: é claro que a maioria dos muçulmanos sao gente “de bem”. Porem, vejam a reaçao de 99% dos lideres religiosos ou politicos islamicos em relaçao a qualquer atentado:
a) Nao é certo que tenham sido muçulmanos, provavelmente foi o Mossad ou a CIA, mas se foram muçulmanos, fazem parte de uma minoria, e seu gesto é contrario ao Isla.
b) Criticar o Isla, alias, so vai criar mais terrorismo. Afinal, foi so uma bombinha (que no caso de Londres nem explodiu). Nao somos terroristas nem violentos, mas se nos provocarem explodimos tudo.
c) Morte a Salman Rushdie! E’ tudo culpa dele e desse livro que foi lido talvez por 0,00000001% dos muçulmanos. Morte aos EUA! Morte a Israel! Morte! Morte! Morteeeee!
Perdao, eu quis dizer: 0,000000000000000000000
00000000000000000000000
00000000000000000000000
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00000000000000000000000
0000000000000000000001%
Mas, so pra esclarecer, concordo que o problema nao é o Isla em si, mas a fraqueza, indecisao e decadencia do Ocidente. Demasiadas pessoas abraçaram o credo marxista multiculturalista niilista consumista pos-moderno, e hoje nao sabemos mais qual nossa razao de ser.
Mr x . isso é uma promiscuidade de crenças, deve até transmitir doenças venéreas.
A questão corre o risco de ficar ainda mais embaralhada na Palestina do B, digo, Gaza. Um grupo islâmico que sequestra e mata, inclusive inocentes, em nome de um projeto político radical e de uma visão religiosa integrista.
O Exército Islâmico tem as mesmas práticas sob a mesma justificativa, mas acrescenta a isso a extorsão e o claro interesse no dinheiro, próprio das organizações mafiosas .
E isso acontece num lugar que mal tem um arremedo de Estado, ou seja, do que poderia fazer valer a força para impedir a criminalidade sob qualquer justificativa, política ou religiosa.
Daí me vem a mente que há muito tempo eu lia sobre os palestinos como pessoas majoritariamente propensas a um regime político laico, além de, mesmo nas condições adversas de quase sempre, possuirem um bom nível educacional.
Sendo verdade, o que aconteceu com as lideranças desse perfil?
anrafel: a descrição que vc leu se refere à população de Cisjordânia e Jerusalém Oriental. Gaza é outro mundo.
anrafel,
Os “palestinos como pessoas majoritariamente propensas a um regime político laico, além de, mesmo nas condições adversas de quase sempre, possuirem um bom nível educacional”, hoje são cidadãos de Israel. A maior parte deles, pelo menos.
Para ser exato, as condições de vida desse pessoal nem são tão adversas assim. Comparadas com as do Brasil, então… educação de excelente qualidade, grátis ou quase grátis, do maternal à pós graduação; assistência médica e odontológica idem; previdência social funcionando bem, e por aí vai…
Quem pega um trampo duro são os palestinos residentes na Cisjordânia que trabalham em Israel. Quase sempre, o salário médio desse pessoal é menor que o dos israelenses — judeus ou palestinos. Pra completar, a pessoa sai de casa pra trabalhar e, por uma série de razões que certamente você não ignora, pode ficar retida numa barreira — ditas “postos de controle — e, simplesmente, não chegar ao local de trabalho.
No dia seguinte, a coisa se repete. E assim é, dia após dia, mês após mês, ano após ano…
Vida dura. O pior é que, apesar de tudo, é em Israel que estão as melhores oportunidades de emprego para essa população. Nas áreas sob administração palestina a oferta de emprego e a remuneração são ainda menores.
Mais uma razão para o Estado Palestino sair logo. Um acordo de paz poderia envolver uma boa indenização a ser paga por Israel. Com trabalho, competência e um mínimo de boa vontade, os palestinos poderiam ter um país próspero.
Olhando de longe, parece impossível (e, de perto, pior ainda). Mas, ao contrário do que muita gente pensa, palestinos e israelenses se parecem um bocado… Tá no DNA dos dois povos a valorização da educação, por exemplo, além de uma porção de outras coisas. Há mais identidade entre palestinos e israelenses do que entre palestinos e a maior parte dos povos árabes ou não árabes de cultura islâmica.
Insisto em acreditar que os palestinos estão próximos de encontrar o caminho da paz e da prosperidade. Hoje, apesar de tudo, muito mais próximos que há meio século.
Elias,
Vejo muitas autoridades muçulmanas condenando o terrorismo.
Vale lembrar, que não existe um papa muçulmano que decide o que é certo e o que é errado, são várias interpretações, varias leituras do alcorão, então se um sheik diz que A é certo o da mesquita do lado pode achar que A está errado, depende de muita coisa.
Não vou ler esta caixa hoje. Amanhã eu volto para aprender -e se frustar em ver que um acordo não prospera- alguma coisa.
Só uma coisinha do que disse Mr. X.:
Será que vamos repetir a situação dos maias que , já em decadência, receberam o “golpe de misericórdia” da cobiça ocidental!? Afinal , nada mais fácil uma vitória quando a moral do inimigo está “na chão”!
Até!
antenor de alvarenga cavalcanti, Mr X e outros curiosos.
Já vi que muitos se interessam em saber o pq eu me tornei muçulmano então irei acabar com essa curiosidade.
Eu, um historiador autodidata/amador, sempre fui apaixonado por história, sempre apreciei livros e livros de história, sempre fui muito curioso e saber como chegamos a este ponto, a origem de tudo, isto sempre me fascinou.
Claro que depois de aprender um pouco sobre a história do mundo, aprendi tmb a história da igreja catolica, e com todo respeito, vi que essa igreja de hoje não representa muito o que Cristo ensinou, que esse negócio de trindade, filho de Deus, santos, milagres, era tudo invenção do homem, isso já devia ser na minha quinta série(muito tempo atrás) e no meu mundo reduzido, religião era sinônimo de igreja católica, e como igreja pra mim era invenção humana, Deus provavelmente era apenas uma criação, uma necessidade do homem em temer algo, por isso posso dizer que era um ateu.
O islã pra mim nessa época era somente uma coisa do outro lado do mundo, onde as pessoas rezavam de um jeito estranho.
Até que ocorreu o 11/09, então o Islã entrou na pauta, e eu curioso, resolvi tentar entender o que era essa religião.
Foi aí que tudo se esclareceu pra mim.
Aprendi que o Islã é uma religião que reconhece Noé, Abraão, Moisés, Jesus além de Mohammed, como profetas.
Que tudo o que esses profetas(Excluindo Mohammed) falaram e deixaram no mundo, foi adulterado pelo homem, que a Bíblia tem sim muita verdade, mas é difícil saber qual é, devido a traduções das traduções das traduções(um dos motivos para se rezar em árabe).
Que Deus mandou o ultimo Profeta com um livro,(alcorão), livro este, as palavras de Deus, para não haver alterações humanas, Livro este, que quando o Profeta Morreu, deixou mais de 100 mil pessoas com ele decorado, Livro este que demorou 23 anos pra ser escrito, e que todo mês do Ramadan, o anjo Gabriel descia para repassar com o Profeta se estava tudo decorado corretamente.
Aprendi que Islã, que significa Submissão somente a Deus, jamais a outro homem, isso porque antigamente uma forma de um reino submeter outro reino ou cidade ou povo, a exigência era que este povo se ajoelhasse perante os novos senhores, com o Islã, veio a submissão somente a Deus.
Aprendi que Justiça é um dos fundamentos islâmicos.
Sempre Namorei, mas nunca fui de ficar com 2, 5, 10 meninas em uma noite, sempre achei que isso era apenas uma forma de esconder a fraqueza, e tmb achava nojento, sempre respeitei demais as mulheres, e vi que no islã isso é pilar fundamental.
Sempre achei que faltava algo nas pessoas que quando combinado um churrasco a primeira coisa que falavam era que iam beber até cair, nos islã todos nós sabemos que o álcool é proibido.
Tem muito mais fatores que me ajudaram a ver que o Islã é sim a religião do Deus Único e que o Profeta Mohammed é seu mensageiro, ela me deu respostas, repostas pelas quais acho que todos procuramos, e graças a Deus eu encontrei.
Alias Tenho 25 anos.
Desulpe Theo, cada um é livre para acreditar no que quer, mas ainda acho estranho. No 11/09 terroristas islamicos sequestraram avioes e massacraram milhares de pessoas, e foi so entao descobriu que o “Isla é da paz” e decidiu virar muçulmano?
Quanto ao “respeito pelas mulheres” ser “pilar fundamental”, bem, acho que a palavra “respeito” tem varias conotaçoes.
Ate onde eu sei, em certos paises islamicos mulheres adulteras ainda sao apedrejadas.
Theo, voce é petista tambem? :-)
Tendo o prezado amigo revelado a sua idade(25 anos), agora compreendo melhor a sua confusão mental. Tenho certeza que o prezado amigo é também petista e, sempre que pode, assisti ao programa da Xuxa. Tenho certeza, todavia, que em um prazo de 3 mêses de convívio neste blog o prezado amigo, com a minha orientação e, também, os sábios conselhos do prezado amigo Mr X, há de se tornar um devasso, comedor e ateu convicto.
Muito obrigado.
antenor de alvarenga cavalcanti e Mr X,
Passo longe de ser Petista, Deus me livre.
Aliás Mr X, Tirando a religião, tenho opiniões bem parecidas com as suas, em relação ao comunismo, aquecimento gobal, ……
E o 11/09 foi somente o que fez entrar na pauta, não foi o fator determinante, foi o que fez eu querer explorar, conhecer essa religião.
Deixando claro que sempre fui totalmente contra o 11/09 e fiquei chocado quando vi pessoas no Brasil comemorando.
Mx X e Antenor, quero perguntar a vocês: O Renan é no PMDB, vocês são PMDBistas? O Maluf é do PP, ou sei lá o quê, vocês são PPistas?
O Antônio Carlos Magalhães é do PL, ou sei lá o quê, vocês são PFListas?
No PT tem o Suplicy, o Marcadante e muitas outras boas pessoas.
Eu concordo com o Theo que o islamismo tem muitos pontos positivos, mas também discordo de muitos outros pontos.
Eu não tenho nenhum partido político, meu prezado amigo Dom Casmurro, mesmo porque, no Brasil, êles inexistem. Aprecio alguns políticos nordestinos e, particularmente, meu amigo e conterrâneo, José Sarney que já fez muito pela nossa terra. Odeio o PT e tudo que é relacionado ao petismo. Êste Suplicy é um côrno manso e um bobo alegre.
Muito obrigado.
Dize-me com quem andas e te direi que és. Se és amigo do Sarney e o Sarney é aliado do PT, logo…
Theo,
Todos sabemos que o Islã não tem autoridade central. O Judaísmo, idem. O Protestantismo também.
Daí porque usei o termo “autoridadeS islâmicaS”. O uso do plural pressupõe a existência de mais de uma autoridade.
Mas não se pode ignorar a ascendência do clero xiíta iraniano, por exemplo, sobre boa parte do xiismo em todo o mundo.
E, não me diga que o clero xiíta iraniano, citado como exemplo, prima pelo esforço em busca da paz, ou pela tolerância com quem pensa de modo diferente.
O exemplo mais célebre do clero xiíta iraniano, Theo, foi a condenação à morte de um escritor, por causa de um livro que poucos leram (e, não fosse a condenação à morte do escritor, menos ainda se disporiam a ler).
Não vou discutir direitos políticos de quem quer que seja, até porque não acho que seja lícito colocar direitos políticos em questão. Agora, associar o clero islâmico de modo geral a algo que pelo menos se pareça com tolerância, convenhamos, é um insulto à inteligência.
Existem, é claro, exceções. O clero islâmico brasileiro é uma delas. Mas são exceções, Theo, não a regra.
E eu estou me referindo à regra, não às exceções. Mesmo porque estas pouco influem.
Elias,
Alguns Sunitas mais radicais nem consideram os xiitas muçulmanos, Concordo com vc que o clero xiita iraniano não seja muito a favor da tolerância ou liberdade de expressão.
Mas vc deve saber que existem uns 40 tipos de xiitas, e os outros 39 não estão nem aí para o que o irã diz ou não
Dom Casmurro,
Quais os pontos em que vc não concorda do Islã?
Caro Theo,
Extremo conservadorismo, não aceitação do modo de viver das outras pessoas, e, principalmente, que os grandes líderes religiosos do Islã não venham a público dizer que são contra o terrorismo.
Theo, caro,
Estamos falando do quê e de quem conta.
Dom Casmurro,
Vc não pode não gostar do que não conhece.
e essa religião que vc não gosta não é o Islã.
o Islã é totalmente tolerante, qualquer lida rápida sobre a história do islã mostrará isto pra vc.
e os líderes do islã condenam o terrorismo sim.