Califórnia, Schwarzenegger e o aquecimento global
A Califórnia tem uma das legislações mais rigorosas para a contenção da emissão de carbono que provoca o aquecimento global. Arnold Schwarzenegger, o governador republicano pop, pôs em lei o projeto padrão de reduzir para os níveis de 1990 as emissões até 2020. O que faz de seu plano mais rigoroso é que, até 2010, o objetivo é alcançar os níveis de 2000 e, chegando em 2050, congelar em não mais que 80% das emissões de 90.
Até 2050 falta muito e sabe-se lá que tecnologia haverá para motores e combustíveis.
O problema é a meta para daqui a três anos.
A indústria californiana é limpa – o cenário típico das chaminés enfumaçadas não aparece por lá. O problema são as distâncias. No estado, todo mundo usa automóvel – e carro, nos EUA, bebe. Muito. Além do quê, não adianta consumir eletricidade que, noutros estados, é gerada pela queima de carvão.
As companhias energéticas estão comprando o que podem de eletricidade gerada pelo movimento do vento ou pela luz do Sol. A oferta, no entanto, é baixa. E o preço – alto. Embora haja subsídio para a instalação de painéis fotovoltaicos nas casas, para aproveitar o quando dê do Sol num canto ensolarado do mundo, ainda assim o incentivo não parece suficiente.
Aí, torna-se à questão do automóvel. Cidades são máquinas eficientes. As compras e o lazer estão próximos, idealmente o transporte público é adequado. A Califórnia deverá aumentar em 42% o número de habitantes até 2020. A questão é: onde vai morar essa gente? Os grandes centros urbanos ficam nos arredores de Los Angeles, no sul, e de San Francisco – ao norte, sede da indústria de alta-tecnologia.
Só que não é nestes cantões, nos quais o preço da moradia é alto, que a população está crescendo. É no interior, onde a densidade urbana é muito menor. Em San Francisco, os ventos que vêm da baía esfriam a cidade; no interior, o deserto puxa a temperatura para cima. Resultado: mais automóveis, mais ar-condicionado.
A Califórnia é exemplo para o mundo no traçar de políticas de contenção do aquecimento global. Mas o que está descobrindo é que não bastam leis. Governos precisam inventar soluções, improvisar saídas e aplicar um conjunto por inventar de políticas para oferecer qualidade de vida e cortar energia suja ao mesmo tempo.
Nada trivial.
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Como revigorar o transporte público, renovar o uso dos trens, redesenhar cidades investindo num modelo urbano que não privilegie o automóvel… nos EUA? Sem contar que a maioria — lá e cá, na terra brasilis — encara o automóvel como ícone do individualismo e da liberdade…
Difícil, coisa para séculos. Não estarei vivo se acontecer.
Acho que no final vai ficar provado que a energia nuclear era realmente a mais limpa. O Greenpeace vai até pedir desculpas aos nossos tataranetos!
Acho a coisa irrefreável, embora todos os esforços devam buscar a economia de combustível. Ponto para a Califôrnia!
“Oh, California…Califooooooornia!….”
Desculpem se desafinei!
:o)
Kct, a energia nuclear, que desde o desastre de Chernobil não era mais vista com bons olhos, só aparece agora como “limpa” e atraente por não emitir gases associados ao aquecimento global. A questão dos resíduos, porém, continua sem solução satisfatória. A Alemanha tem um plano (previsto em lei) de desativação dos seus 17 reatores até 2021, mas que anda difícil de ser levado à risca, justamente pela dificuldade em montar uma matriz energética que dê conta daquilo que essas usinas produzem. A energia eólica, menina dos olhos dos últimos anos, parece que perdeu o fôlego. Enfim, cada país deverá encontrar a melhor combinação, de acordo com as suas características. Por aqui, melhor investir na combinação entre hidrelétricas, termoelétricas movidas a biocombustíveis (não sei se vale a pena, mas quem sabe investir tb no gás da bacia de Campos), energia eólica e solar, deixando a energia nuclear de lado.
Parece que o presidente de 19 dedos (andam dizendo que dá azar dizer o nome dele) está optando pela energia nuclear mesmo. O Brasil deverá ter ao todo 8 usinas nucleares até 2030.
Segundo o Ministério das Minas e Energia, esta seria uma alternativa mais econômica que as térmicas a gás.
Cada uma das usinas projetadas custará US$ 2 bilhões e terá capacidade de geração de mil MW.
(Folha de SP)
Uma pena, mas não me surpreende. Em 2003, quando fritaram o Luiz Pinguelli Rosa para dar a Eletrobrás ao intragável PMDB, as minhas esperanças de um planejamento racional na área de energia por parte deste governo foram pro ralo. Aliás, o próprio Pinguelli comentou essa notícia das 8 usinas:
‘… avaliou como exageradas as previsões do Ministério de Minas e Energia de que o país terá que construir até oito usinas nucleares até 2030: “O prazo é muito longo”, comentou. “Você está me falando de uma coisa para daqui a 20 anos. Eu acho, no entanto, o número um pouco exagerado. É um planejamento, um indicativo que ainda deverá sofrer muitas mudanças. Embora não tenha nada contra raciocínios deste tipo, acho pouco provável esse número.”’ (in: Agência Brasil, 2007)
O maior problema é o “fator Brasil”. Estamos vendo como estão as instalações e arruamentos para o Pan. Imaginem agora a mesma finesse para construir várias usinas nucleares por aqui.
O Jô Soares, ainda na época do programa humorístico, tinha um quadro que usava a secular organização mafiosa como exemplo desse “fator Brasil”. O bordão era: “_Eu falei. Não traz a Máfia pro Brasil que esculhamba a Máfia!”
Pedro,
O que aconteceu com o No Mínimo é uma vergonha. Mas estamos aqui, para fazer coro e resistir.
Ola,
Bacana a casa nova.
Pena o fim da No Minimo, mas nao choremos sobre o uisque derramado.
Ainda acho que aquecimento global antropomorfico, digo, antropogenico, é mito. Mas nem sei se estarei aqui quando a historia toda ruir (2050?).
Enfim, espero que sim.
E os novos atentados falidos em Londres?
Olha, a nova casa arrasa. Por enqto, é apena para marcar presença.
E para dar um toque - o perigo de acabar o weblog (sentirei falta de nm, mas nem tanto) me deixou de tal forma abalado que resolvi voltar a investir no neuromaníaco - o meu blog de assuntos que só interessam a mim (espero q o PD não se toque com a “propaganda”). Só q tentarei agora fazer alguma coisa q interesse a todo mundo - história e tecnologia militar, estratégia e relações internacionais. Vou experimentar pra ver se dá certo. Com certeza, não tenho a competência do
PD, do kct e do Bruno Mota e de outros master-bloggers, mas tentarei.
Dou um toque qdo começar - estou vendo se consigo desenhar uma interface bonitinha. :c)
A California estah dando o bom exemplo em uma serie de questoes ha um certo tempo. Ja morei la em idos da decada passada e o cigarro ja era banido naquela epoca (o imposto era proibitivo e a turma tinha que ir para a rua pra fumar). Agora com o aquecimento global estao liderando o movimento. Nao podemos dar mole. Temos que copiar os bons exemplos, pois o mundo eh um so e nao adianta ficarmos jogando responsabilidade de um pais para o outro.
A California se rendeu a hipocrisia há muito tempo, chega uma hora o rightous politicamente correto acaba estourando. Os ambientalistas estão mudando o discurso de aquecimento global para alterações climáticas (que sempre ocorreram) porque estão vendo que suas previsões estão erradas. Futuro? Energia Nuclear, petroleo na America do Norte (que tem aos montes para explorar) e biocombustivel em regiões específicas (Brasil, por exemplo)
O resto é bullshit
Pinguelli Rosa é uma mala sem alça.
Ches, a galera do petróleo fala em mais 300 anos, não se preocupe. Os teus bisnetos ainda saberão o que quer dizer gasolina. Resta saber se com as megalópoles crescendo cada vez mais e pensando em carros mais do que em gente, elas ainda serão habitáveis para os teus pimpolhos… (E nem falei em aquecimento global, viu?)
Quanto ao Pinguelli Rosa, mala sem alça ou não, é dos que mais entende do riscado por estas bandas. Na pior das hipóteses, mais do que você e eu juntos.
Ricardo Cabral, na Alemanha o partido verde e outros ambientalistas tem muita força, assim sendo, eles conseguem colocar as usinas nucleares como fosse uma bomba nuclear prestes a explodir o que não é verdade, elas são bastante seguras, as usinas nucleares são as que menor impacto ambiental causam, não emitem carbono, enxofre como as termoeletricas e não alagam vastas areas como as hidroeletricas causando até mudanças climaticas na região, a questão dos residuos radiotivos é o unico problema, antes se usava uma mina desativada para colocar os containers hoje em dia nem sei mais; mas acredite os caras são um bocado neuróticos, mal substituiram o CFC por HCFC que não ataca a camada de ozonio, já proibiram o HCFC e todos os refrigeradores inclusive os comerciais e ar condicionados lá usam isobutano, ou propano, voltaram para 100 anos atrás.
Sei disso, Dino, e até comentei um pouco daquilo que vc expôs com ótimos detalhes. Com os verdes fortes ou não, fato é que a questão da desativação das usinas nucleares na Alemanha está previsto em lei — o que não impede dos alemães se voltarem para projetos na Ásia, por exemplo. E insisto, a questão dos resíduos radioativos não é nada desprezível, quem dirá num país como o Brasil, onde as regras de tudo são fantásticas no papel ou quando começam a ser executadas, mas depois de um tempo… (Aliás, como andarão os resíduos do acidente com césio 137 lá em Goiânia, 20 anos atrás?)
A Alemanha tem lá as suas características (tamanho, localização geográfica) que definem a priori para onde eles podem ir em termos de matriz energética.
No caso brasileiro, como já disse, o adequado parece ser mesmo investir em hidrelétricas de menor porte — portanto, menos impacto ambiental —, termoelétricas movidas a biocombustíveis, energias solar e eólica (caras, mas de preço reduzido com o tempo), todas pensadas em relação ao potencial de cada região, combinado com densidade demográfica, projetos de desenvolvimento etc. Quanto à energia nuclear, se por um lado somos a sexta maior reserva de urânio do mundo (309.000 tU), isso não torna essa energia mais barata para nós, se comparada às nossas outras possibilidades.
Só de curiosidade (não é gozação, não): quanto rejeito radioativo produz uma usina do porte de Angra (1 ou 2, tanto faz) e em quanto tempo?
A California continua crescendo, mas não é lá que é esperado o grande terremoto pela falha geológica existente? Pelo jeito os americanos não acreditam em previsões e estão investindo para o futuro.
Quem sou eu para contrariar a ciência, mas meu guru me diz que o aquecimento global pela emissão do carbono não é nesse percentual assustador.
Kct, o problema não é só o combustivel (uranio) que nem é tanto, em quantidade, é que tudo em uma usina nuclear, tem que ser descartado em acondicionamento especial, até vestimentas; existe uma logistica para cada tipo de rejeito, o que eleva bastante o volume e o cuidado. Mas é um problema podes crer…
Acho que pra darmos uma olhada na questão com mais propriedade, algum físico nuclear poderia nos ajudar e falar sobre as usinas mais modernas (se não me engano de 3a e 4a geração). Fica a sugestão pro PD. O horizonte nesse campo é estimulante. E eu gosto de verde. Pacas.
Por isto mesmo usei o termo ‘rejeito radioativo’, ele engloba tudo. Dei uma Googlada e encontrei alguma coisa:
“Uma usina nuclear produz por ano, em média, um volume de lixo atômico da ordem de 3m³. O rejeito radioativo de Angra 1, por exemplo, está acondicionado em galões de aço e concreto, sendo que a usina tem capacidade de armazenar todo rejeito proveniente da combustão do urânio pelo tempo de vida útil de sua planta, que é de 20 anos. Angra 2, por conseqüência, terá capacidade de armazenamento de 40 anos.”
Pelo que entendi, “Angra -I” já era então?
Srs.
Ao jogar o game “SIMCITY”, consegui criar uma cidade rica, com um imenso patrimônio financeiro e orçamentário, porém suja, violenta e poluída. Com muitas áreas valorizadas.
Logo após, valendo-me da sobra orçamentária, limpei a cidade, retirei as industrias poluidoras e setores que poderiam incentivar o crime, embelezei a cidade, com áreas verdes, parques, segurança e policiamento. O resultado?
As pessoas abandonaram o comércio, as áreas residenciais e a cidade murchou, quando os SIMS mudaram-se para as cidade vizinhas.
Ou seja os SIMS gostam de riqueza, mas só vivem com a polição, sujeira e violência.
Tenho dito!
Só para completar, o comentário provocativo acima:
fiquei louco quando descobri que o game não tinha um objetivo, uma missão, um fim.
Já fizeram alguma coisa nesta vida sem objetivo?
Fui aluno do Pinguelli no Fundao - Fisica I, la pelos anos 80, e ja nessa espoca ele ja era um mala…
Pingueli quer atenção e cargo público
http://climatesci.colorado.edu/2007/06/28/new-study-on-the-prediction-skill-of-the-multi-decadal-global-models/
bem eo acho q a Califórnia tah certissima
q c dane os EUA
Flew in from Miami Beach BOA. Harold Denholm.
now we are fussing and now we are fightin. Joey Hadassah.
DFGCC
ok.