O dia em que nasceu Jesus
O presépio, desde que São Francisco o inventou, é uma instituição natalina. Mas o quanto ele representa de fato o que o Novo Testamento diz a respeito de Cristo? Na verdade, não muito. Há mais mitos sobre o que está escrito lá do que gente que lê de fato os trechos.
Apenas Lucas e Mateus fazem referência ao nascimento. Em Lucas, a anunciação de que o Messias está por vir vêm de um anjo para Maria; em Mateus, José sonha com a notícia.
Não está escrito em qualquer lugar que a Virgem veste azul e José, embora freqüentemente apareça como um velho, não o era. Quer dizer: ninguém diz quantos anos tinha.
Quanto à virgindade de Maria, faz parte dos dogmas católicos mas a palavra em hebraico do texto original é almah, mulher jovem, por certo, mas sem nenhuma referência a sua iniciação sexual, ou não. Os gregos que fizeram a primeira tradução tascaram parthenos, aí sim virgem. E, por conta, traduções inúmeras mantiveram o que é uma invenção. A imaculada concepção é, ao pé da letra da Escritura, otimismo católico.
Apenas Mateus fala dos três Reis Magos. E eles não são reis.
Também não há ninguém falando de boi ou burrico e apenas Lucas cita pastores visitando. A estrela está em Mateus e até hoje tenta-se descobrir o que ela poderia ter sido. Há quem diga que foi o alinhamento (raro) da estrela Regulus com Vênus e Júpiter. Vá lá.
Lucas sugere que Jesus nasceu num estábulo, mas pode ter sido uma caverna, também. Mateus diz que é uma casa. Ambos concordam que ele nasceu em Belém. Para Lucas, são José e santa Maria estavam viajando para um censo; para Mateus, estavam em casa, mesmo. O que seria até mais provável.
O que não quer dizer nada: hoje, afinal, é Natal. E feliz Natal a todos!
Ainda sobre o assunto:
- Quem foi realmente Jesus Cristo? Quem foi Jesus? Ele realmente existiu? Sobre o que estava falando realmente? Em que mundo viveu? As perguntas não são...
- Newton ou Jesus no 25 de dezembro? Em alguns estados dos EUA, a exposição pública de presépios e símbolos cristãos similares é proibida pelo medo de...



É isso aí.
O que importa é que nasceu.
Feliz Natal, PD!
nasceu? há controvérsias.
Pedro, meu tempo aqui na lan house está acabando, mas “palavra em hebraico do texto original”? Os Evangelhos não foram escritos em grego?
Espero voltar ao assunto. Feliz Natal.
desculpe os alfarrabios, os relatórios dos Romanos e ocupantes da palestina, à época com outro nome, descrevem os fatos da vida de Jesus.
Jesus é fato, divino ou não.
PD, o teólogo ateu….
Feliz Natal a todos, inclusive aos que não acreditam.
A afirmativa de que o termo virgem foi um erro de tradução é imprópria. Não existe um original em hebraico do Novo Testamento, ele foi escrito originalmente em grego, logo não houve tradução. O que foi traduzido, muito antes do nascimento de Jesus, foram as escrituras judaicas, para uso dos judeus que vivessem em territórios onde o grego fosse a língua oficial, como o Egito pós Alexandre. É a famosa Septuaginta, que tem esse nome por causa do número de seus tradutores.
O texto da Septuaginta que fala da ‘jovem’ é um dos muitos que prenunciam a vinda de um messias. Mas aos cristãos interessa falar em filho de Deus, não em um novo profeta, logo sua concepção jamais poderia ser atribuída a um homem. A virgindade de Maria não é erro de tradução repetido nem otimismo católico, é ideologia essencial à caracterização de Cristo como filho da divindade.
Curiosa é a possibilidade de que uma simples mulher pudesse participar da concepção. Tal se explica pelo machismo das religiões envolvidas, em que Deus é sempre homem. Logo, a paternidade é que tem de ser preservada. Por isso eu sou devoto da religião grega clássica, onde Deusas e Deuses transavam e procriavam com quem bem entendessem.
Boas Festas para todos!
Buenas, Feliz Natal pra todos!
O que se chama “Velho testamento” foi escrito em hebraico e aramaico. O “Novo testamento”, em koiné (que era o grego falado pelo povo naquele tempo, mais simples do que o “grego clássico”).
Também acho estranha essa afirmativa da palavra original em hebraico referente aos evangelhos, talvez o |Pedro possa esclarecer esse ponto melhor.
Um Feliz Natal a todos.
Pela primeira vez, e provavelmente última, concordo com o João Daltro. Deve ser algum tipo de milagre natalino!
Afinal, de acordo com o link, não é exatamente erro de tradução, é que em uma passagem do Velho Testamento (em hebraico) usava-se a palavra “almah”, na tradução para o grego usava-se “parthenos”. Então Lucas, que escreveu em grego, escolheu usar a palavra parthenos. Mas não acho que tenha sido erro, não.
No mais, a Virgem Maria se chama assim por alguma razão, só faltava ter que chamá-la agora a “Jovem Maria”…
FELIZ NATAL!!!
Pedro, é no mínimo curioso o seu raciocínio, e com todo respeito ao bom profissional que é, deduzo não ser o conhecimento das escrituras, sua especialidade, talvez por isto o texto tenha mais pergunatas e exclamações , do
respostas, afinal, quase ninguem comemora o natal, pelas suas razões óbvias, mais por uma tradição, ou festa do comércio, etc.
De qualquer forma, bom feriado de 25 de Dezembro.
Seja Feliz.
correção da conta de e-mail.
É super legal ver as pessoas escrevendo sobre “aquilo” em que não acreditam.
Mas que tanto fascina, não é?
Ainda usam esse termo, crer se tornou out?
É muito lamentável que alguém que tenha a facilidade de colocar sua opinião num meio de comunicação, não pesquise o assunto que vai tratar!
É claro que só podia sair besteira! Será que êle sabe da importância do tema que abordou ? , Provávelmente não! Senão não teria tratado o assunto com tanta displicência! Sr. Pedro, é o primeiro artigo seu, que leio, mas pode ter certeza que será o último! Pesquise Sr. Pdro, e nos passe realmente alguma informação!
Feliz utopia humanos.
Pedro.
Botou o dedo na ferida.
O Novo Testamento foi escrito e reescrito a partir do ano 70 EC.
Suas muitas versões serviram aos interesses politicos da Igreja, onde a fidelidade aos fatos era menos importante que as novas versões, desde que estas cumprissem a finalidade de egemonia da nova religião.
As traduções serviram bem a estes objetivos
Bom, mulheres virgens não têm filhos. Me parece relativamente, óbvio.
Bruno,
Justamente por isso, o milagre divino.
RB,
“hegemonia da nova religião”?
É muito engraçado ver um ateu debatendo religião. Mas, pelo menos, você poderia argumentar considerando os fatos históricos (das comunidades cristãs, é claro).
Na época em que o Novo Testamento foi escrito, a precisão histórica não tinha importância.
Lucas escreve para um rei, talvez, por isso resolveu narrar o nascimento de Jesus.
João testemunha a vida de Jesus, talvez, por isso inicia sua narração pela história de João, que anunciava a vinda de Jesus.
Acredito que, os “erros” da história do nascimento, não têm a menor importância. A tradição do presépio mantém o que se sabe: o estábulo, os “reis” magos (que eram magos), os pastores.
Li também (mas não lembro onde, nem quando), que alguns cientistas identificaram um episodio astronômico por volta da época em que Jesus teria nascido. Eles identificaram o episódio com a narração bíblica.
corrigindo as vírgulas:
, talvez por isso,
Claro que tudo descrito nos Evangelhos lidavam com uma figura histórica, que moveu-se do total ostracismo e “insignificância” para tornar-se um líder carismático e revolucionário à custa de seus dotes intelectuais, sua percusciência e dotado de valores que precisavam , pelo menos, ser conhecidos, praticá-los em sua essência fica para mais tarde -que tal já!?
Toda a história do nascimento fica em uma séria e nebulosa ilação, que vale mais as tradições e expectativas judias até então!
Feliz Natal!
Ái!
“..claro que tudo ……..lidava…”
Percusciência, NÃO! Percuciência, claro!
Desculpem os erros que não percebi, mas sei que existem!
Abs
Alguem ,aí em cima escreveu que a época da vinda de Jesus, os relatos históricos não tinham muito respeito pela verdade.
Então, gozado mesmo, mas como chegaram até nós o conhecimento do todo das realizações greco romanas e dos povos que viveram a mesma época.
Tudo farsa, inverídico?
Pouco digno de crer?
Nenhuma história durou tanto tempo, para tantas pessoas. E ninguém engana todo mundo o tempo tempo. Há o que se pensar nisso. Há uma passagem em Atos dos Apóstolos que gosto muito: um dos membros do Sinédrio diz aos demais que deixem dois apóstolos em paz, pois, como outros exemplos, se fossem de Deus, eles (os doutores da lei) não iriam contra Jeová, e se não fossem, o próprio movimento se desmancharia rapidamente. E com isso, se livrariam da ira de Deus de um jeito ou de outro. Interessante isso, viu…
Pedro Dória, ao fazer tal comentário, esqueceu que as traduções Bíblicas, ao longo da história, foram manuseadas e manipuladas a bel prazer e, de acordo com diversos interesses! E mais, hoje, é objeto de adoração pelos “Bibliolátras”: são os que padecem da bibliolatría-cega, principalmente a comunidade evangélica fundamentalista!
Eu acho engraçadas essas tentativas de explicar “científicamente” os eventos da Bíblia…. Foi uma supernova a estrela que guiou os magos… A divisão do Mar Vermelho foi um tsunami… Blablabla… quanta bobagem! Ou você crê, ou não crê, tutto qui…
A paranóia da manipulação da verdade permeia a imaginação da turma em geral.
Na África a tradição do transmitir a História oralmente é o padrão, e nem por isso há deturpação!
Os relatos âno todo, da história de Jesus, vêm sendo passados de boca em boca nesses dois milênio da nossa civilização, dita ocidental cristã, sem problemas.
As variações de detalhes não “estragam” o principal, e esse papo de dominação e manipulação, por vezes soa patético, pois o difícil é viver ,seguindo todos os ensinamentos de Jesus.
EEEEEEEE.
O espirito mais elevado que veio a essa esfera, nos deu , para evoluírmos, um puta fardo pra carregar.
Tópas?
A idéia - que moveu tantos - é mais importante do que os fatos. Para bens e/ou para males.
abrs,
Para engravidar, basta ejacular na entrada da vagina, uma mulher pode ter filhos sem perder o selinho, vá que o pai de Cristo tinha ejaculação precoce.
L.S.
Sério, emocionante.
Grande comentário
Iom huledet sameach…
Esteja Jesus aonde estiver, é muito mais provável de ele entender “parabéns” dessa forma do que com voces fazendo compras de Natal no Shopping e se fantasiando de papai Noel.
Talvez o texto em referência seja a passagem de Isaias em que ele profetiza que o Messias virá na forma de uma criança masculina nascida de uma jovem, uma moça, uma senhorita, ou equivalente.
A sacralização da virgindade de Maria pelo cristianismo estabeleceu um dos dogmas de mais complicada argumentação justificatória. Pedreira teológica do nível da Santíssima Trindade.
Na questão das traduções, foi cometido um lapso que resultou no nome de Jesus, que deveria ser Josué, do hebraico Ieoshua, e do grego, Ieosus. São Gerônimo, na Vulgata, decidiu latinizar para Jesus em vez de Josué. Algum tempo depois descobriu-se o engano, mas não havia como retornar.
Algue’m ainda acredita nessas babaquices??
A fixação do aniversário de Jesus em 25 de dezembro, ocorrida já com o Império Romano cristianizado decorreu de uma espécie de sincretismo com uma festa em homenagem a um deus do panteão romano, que ainda era celebrada.
Substituiu-se uma festa pagã pela do nascimento do filho do Deus único. Por essas e outras é que já se disse que o catolicismo é uma concessão que o cristianismo faz ao politeísmo.
Estou repassando na íntegra um email que recebí. Meu amigo diz claramente que não lembra as referências e, como tal, não o utilizo para argumentação mas apenas como “lenha na fogueira”,rsrsrsrs!
Fora isso, acho que o faraó foi muito pertinente na sua colocação, natal de hoje não tem nada a ver com o Maschiach HáMelech que Jesus pretendeu ser!
Eu acredio que Jesus foi o maior rabino reformista da nossa tradição e alcançou o estado de Mashiach mas o “cristianismo” de hoje se tornou mais “paulinismo” ou até mesmo “mariolatria” que outra qualquer coisa!Quanto se fala de José nas igrejas? E me dizem que eram machistas?
Podem apedrejar,estou pronto!
Shalom!
“[as fontes agora de cor eu não me lembro, mas passo em outra msg/ p=]
Oi todos. Há alguma historicidade no Natal. Apenas, as coisas não se
passaram do modo como hoje entendemos; mas houve coisas.
Por 3 vezes no ano 7 antes da Era Comum [AEC] produziu-se uma
conjunção astrológica; é facto. Mas houve também fenómenos
astronómicos diversos em anos próximos.
No ano 6 AEC houve uma disputa entre os fariseus e o rei sobre o
nascimento do messias; é facto.
No ano 5 AEC um grande número de eruditos morreu sob as ordens do
rei; isto é facto.
Entre os anos 10 e 5 AEC houve um recenseamento geral no ImpRom., é
facto.
Contudo, quando esta parte do evangelho foi escrita, 100 anos depois,
tudo isso já era folclore e foi registrado pelo evangelista apenas o
relato tradicional, ouvido.
Jesus deve ter nascido em março do ano 7 AEC (Páscoa) ou agosto do
mesmo ano (Ano Novo): as hospedarias cheias. Mas é improvável que
estivessem cheias por causa do recenseamento; contudo foi no tempo do
recenseamento.
Nasceu no tempo da estrela, mas evidentemente a estrela não veio *por
causa* de Jesus; a conjunção astrológica aconteceu perto da Páscoa e
de novo perto do Ano Bom (judaico, agosto-setembro-outubro). Sendo
certo, todavia, que JoBapt. começou a pregar no Ano Novo (do ano 27)
30 anos depois vide EvLucas.
Por este tempo sim, houve uma consulta do rei aos eruditos, e aos
doutores da Lei, sobre onde e quando nasceria o messias; mas é
improvável que fosse por causa de Jesus.
Os magos aparecem ali porque, no tempo em que esse trecho do
evangelhofoi escrito, no ano 100 EC, a Igreja estava refugiada em
Bataneia, mod. Jordânia, um lugar governado, justamente, por ?reis
magos?. E inimigos de Roma. Era uma forma de proteger o evangelho,
pois Roma justamente relutava em guerrear os reis magos porque em
caso de guerra eles fechavam a rota comercial do Oriente, que era
importante para Roma.
E por esse tempo, sim, houve grande matança em Belém e arredores, mas
foi de adultos, 6 mil fariseus morreram, uma hecatombe; no evangelho
aparece como a matança dos inocentes.
Ah, e Jesus *não* nasceu em Belém; a *família* de José é que vinha de
Belém. Jesus nasceu em Nazaré. E foi no tempo quente, porque havia
pastores no campo. Belámn, efetivamente, é lugar de pastores, que
moram em grutas realmente. Naquele tempo, ocostume mandava peregrinar
ao local de origem familiar, Belém, no caso, em caso de morte ou
nascimento.
E também porque Nazaré não era cidade, era vila; Belém era cidade, e
os documentos tinham que sair de cidades, com muros e arquivo.
E outra coisa, havia de facto um movimento administrativo grande,
ordenado pelo rei, no distrito de Belém (Herodion); o rei decidiu
recadastrar os moradores, mas isso levou tempo. E na verdade era na
fortaleza de Maquero, no mar Morto, ao sul de Belém.
Juntando tudo, deu essa história.
E outros elementos do Natal são também históricos, tipo, o velho
Simeon vide EvLucas; esse cara existiu e era um cabalista, mestre de
Hilel que era o cara que, aos 12 anos, Jesus foi encontrar no Templo
no ano 5 EC; isto é facto, mas na hora de juntar os factos pra compor
a narrativa, virou mito.”
Ps: O texto é em português de Portugal e AEC é Antes da Era Cristã,ou seja ano gregoriano 1
Alguems,
os historiadores “montam” a História de acordo com os achados arqueológicos (escritos, ruínas, objetos…)
O relato dos Evangelhos não foi feito pensando em História, mas apenas informando, para aqueles que viviam na época, quem era Jesus Cristo e o que ele pregava.
O presépio é … presepada.
Eu adoro o presépio, tem um bem bonito lá em casa, montado com bonequinhos playmobil.
“hebraico do texto original”!?!?!?
Cara, se você teve acesso aos ‘originais’ em hebraico, repassa a fonte. Esse sim seria o verdadeiro milagre de Natal. Eu, na minha ignorância, sempre achei que o novo testamento era escrito em grego.
Carlo Henrique: o Novo Testamento é baseado em vários textos existentes e inexistentes originalmente em hebraico e aramaico. Alguns deles fazem parte, até, do Velho Testamento. Você por certo há de saber disto.
Pedro Doria,
achei muito bom o seu texto. Foi a lição que recebi, quando adolescente, na Igreja Luterana, à qual sou ligada - um tanto desconhecida por aqui (no Brasil e especialmente no Rio de Janeiro, cidade em que nasci e fui criada). Foi muito bom para iluminar minha fé no Cristianismo como mensagem de amor, sem precisar vincular a essa mensagem dogmas que não são fundamentais para a praxis cristã. Não pretendo aqui discutir fé, ateísmo ou agonosticismo - mas dizer que o raciocínio apresentado no texto me parece lúcido e não incompatível com o estudo de teólogos que se aprofundaram sobre o tema. Tanto faz se quem o escreveu é religioso, ateu ou agnóstico. Parabéns! Felicidades em 2007!
Nessa confusão de palavras aí em cima, vai um pouco de citação séria, de historiadores de carne e osso, respeitados nas Academias do mundo ocidental?
Segundo Ginzburg (Olhos de Madeira, cap. 4, ed. brasileira da cia das letras, 2001), aquilo que o Pedro Doria falou não está incorreto.
Ele só não explicou que os Evangelhos foram configurados por um procedimento literário pré-cristão muito comum: a citação dos textos sagrados judaicos.
Quase todas as histórias dos Evangelhos convergem com estruturas dos textos judaicos, principalmente o profeta Isaías, como é o caso da tradução “moça/virgem”. Isso conferia respeitabilidade ao texto, ninguém os leria caso fossem apenas estorietas de um louco de Nazaré, coisas do tipo abundavam na época. Os evangelhos são projetos literários sérios, e construídos racionalmente para impor um “sagrado histórico”, um culto a um herói, que havia sido profetizado.
Eu sei que é complicado, mas se o Pedro Doria explicasse que os tais “originais em hebraicos” são os textos sagrados que davam legitimidade às profecias do messias, aí a coisa fica clara.
O livro do Ginzburg pode oferecer indicações bibliográficas mais precisas sobre o tema, basta ler.
Porém, os Evangelhos são só o primeiro e importante passo no longo processo de construção/reformulação da imagem de Jesus ao longo dos séculos. Aos bizantinos o Jesus “paz e amor” dos católicos de hoje pareceria patético.
PS: outra tradução que gerou problemas, o “filho de Deus” do Evangelho, é encarado como “servo de Deus” no Deutero-Isaías, a referência hebraica.
só pra completar: nenhum Evangelho serve como fonte primária dos fatos da vida de Jesus.
Até o Vaticano admite: os evangelistas jamais viram Jesus. Essa informação se encontra até nas introduções de muitas Bíblias.
Blá, blá, blá…
Pragmatismo literário?
Incrível inconsciente humano!
Natal é algo muito simples. Não se deve complicar, com o pretexto intrínseco de parecer mais sábio ou intelectual. Ou se crê nas Escrituras Sagradas(Bíblia) ou não!
Mas sugiro à quem não crê, que pelo menos leia, e depois tire suas conclusões.
Se Mateus e Lucas escreveram evangelhos com descrições diferentes, são visões diferentes do mesmo fato. Um não desmente o outro, apenas um detalha mais(Lucas) e o outro Mateus) é mais resumido e direto.
Só porque alguns aceitam a conclusão de outros incrédulos, demonstra uma preguiça intelectual de investigar.