Palestinos que se matam
Foram pelo menos 60 tiros – só uma das crianças, de seis anos, levou 10 na cabeça. Foi assim, fuzilados dentro de um carro por homens mascarados, que morreram os três filhos de Baha Balousheh, em Gaza.
Palestinos matando palestinos barbaramente – há que ter um significado nisto.
Balousheh é do Fatah, partido do falecido Yasser Arafat e do atual presidente, Mahmoud Abbas. Homem do serviço de segurança, foi responsável durante muitos anos pela vigília de Gaza. Gaza, naturalmente, reduto do Hamas.
Hamas, o partido do premiê Ismail Haniyeh, tem um braço político – no poder – e outro, militar, não raro envolvido com terrorismo. Foi por mágoas passadas, rapidamente se levantaram vozes, que mandaram matar os filhos de Balousheh.
O Hamas nega.
Tentando desfiar o nó que o noticiário pouco explica. A polícia sugere que talvez fosse o pai, não os filhos, o alvo do atentado. Parece pouco provável. As crianças estavam no carro de sempre, na hora de sempre, às sete e pouco a caminho da escola. Quem matou sabia quem estaria lá. Coisa de máfia, mesmo.
Dividir a briga entre Fatah e Hamas é simplista. Gaza é uma terra à parte onde, mais que brigas partidárias, os conflitos são determinados por clãs. A política, lá, não é como a da Cisjordânia.
Ontem, foi assassinado Bassam al-Fara, juiz da Corte Islâmica, líder local do Hamas em Khan Yunis. Este é um dos principais Campos de Refugiados de Gaza e al-Fara era do clã que mantém o controle e a lei local. Juiz, pois é.
Como costuma acontecer nestas horas, em Gaza a divisão artificial entre partidários de Fatah e Hamas tem mais a ver com os conflitos entre clãs. A briga é local, nada a ver com a política ‘nacional’ palestina.
São palestinos contra palestinos e a briga entre tribos alcançou um nível de barbárie inaudito em tempos modernos. Era assim antes, mas disfarçavam civilidade. Acontece: a força policial israelense que havia saiu, a Autoridade Palestina sob comando do Hamas não a substituiu. O tecido social que se mantinha precariamente organizado ruiu. Estão brigando pelo poder.
Não é impossível que uma guerra civil estoure em Gaza mas a repercussão deste conflito na Autoridade Palestina é mais preocupante.
Eleito em janeiro deste ano após uma lavada do Hamas nas urnas, Ismail Haniyeh ainda não conseguiu montar um gabinete. Quer dizer: fora os deputados do Hamas, não tem apoio no parlamento que lhe garanta metade dos votos mais um. Como cabe aos regimes parlamentaristas, o presidente pode interceder e convocar novas eleições se considerar que os vitoriosos do último pleito não conseguiram costurar alianças para por de pé um governo.
Mahmoud Abbas deve convocar novas eleições no sábado.
Será um jogo completamente diferente. Em finais de 2005, os palestinos estavam fartos da ampla corrupção instaurada pelo Fatah. Agora já tiveram o gosto do Hamas no poder. A intransigência que leva o governo Hanyeh a recusar o reconhecimento de Israel causa um estrangulamento econômico.
É fácil imaginar a Palestina como uma entidade mais ou menos uniforme mas está longe de ser isso. Enquanto Gaza é esta província onde critérios de uma cultura nômade ainda persistem, na Cisjordânia há pobreza mas também requinte intelectual e um dia-a-dia contemporâneo. A marca do governo Hamas, lá, é do êxodo de cérebros, principalmente para Canadá, Jordânia e outros países do Golfo Pérsico.
Não podia ser diferente: enquanto governo, o Hamas continua o mesmo de sempre. Não bastasse a economia estagnada, recusa-se a tirar das ruas sua própria milícia criminosa. Não é possível mandar na polícia e ter milícia ao mesmo tempo.
A opção para o eleitor palestino que quer o fim da dor de cabeça, só isso, não é nada fácil. Enquanto este eleitor pensa, o que era para ser Palestina está começando a se dissolver.
Israel periga ter um novo problema na vizinhança: pior que uma guerra civil, uma briga raivosa e fratricida entre gangues está no pico de estourar. Para um mundo que se acostumou a pensar no conflito com o maniqueísmo do judeus versus palestinos, as coisas começaram a ficar um pouco mais complicadas.
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Walid, muito bom o seu comentário das 12:45
URGENTE2: Os atacantes não são tão desconhecidos assim:
(Haaretz)
Theo,
traficante cristão? Desconheço isso.
Mas desculpe, não quis ofender. Quando escrevi meu comentário estava pensando nos radicais islâmicos, e não em todos os muçulmanos.
Os radicais fazem uma interpretação do Islam, que os motiva a cometer assassinatos e suicídios.
Ô gente! Na verdade o que se encontra no egito não são “afrescos”. Eles pintavam sobre um fundo previamente trabalhado o que dá aos “afrescos” uma qualidade de têmpera.
Mas é o Blog em do mapa de Darfur, da KKK, do “abatimento” da Anna Politkovskaya, do grupo Panteras Negras, da Clarice Lispector… . Tem frases engraçadinhas também.
Que coisa.
José Mario V,
Os cérebros voltaram. Vamos escutar:)
Mr. X,
Mata-se com homens bombas, com metralhadoras, com tanques, com mísseis, com minas, com gás, com bombardeios à uma cidade e os tripulantes até levam uma cápsula de cianureto caso caiam em mãos inimigas, as formas de matar são muitas. As pesquisas da indústria da morte não pára de inventar novas e mais requintadas formas de matar.
(…)”Obviamente o Fatah não quer que o Hamas fique andando por Gaza com pilhas de dinheiro, que podem comprar influencia e armas para um conflito vindouro.”
“(…)são as lideranças palestinas que devem impedir esta estupidez (guerra civil) antes que seja tarde demais. Ninguém mais pode (ou vai tentar) fazer isto por eles.”
Bruno, eu acho que já é tarde demais.
Pessimismo à parte é preocupante a situação no Iraque, na Palestina e parece que isto acarretará consequências não só no mundo islâmico como também no ocidente.
Espero estar redondamente enganada.
João Daltro - 1:06 am
“Foram pelo menos 60 tiros – só uma das crianças, de seis anos, levou 10 na cabeça. Foi assim, fuzilados dentro de um carro por homens mascarados, que morreram os três filhos de Baha Balousheh, em Gaza.”(PD)
“As crianças palestinas foram mortas por homens encapuzados de dentro de um carro em disparada. Não há como saber quem eram esses homens.”
João Daltro
Cheguei atrasado ao debate, mas um dado chamou minha atenção, como acertar 10 tiros na cabeça de uma criança (dentro de um carro) estando em um carro em disparada?
SCO, pergunto o mesmo.
Ou estas “estórias”, são
conversa para boi dormir?
Bom dia!
Acho que no fundo é como diz a piada,
“- Quando Hamas e Fatah se matam entre si, quem é que ganha?
- Todos nós”
E enquanto isso no Brarghsil, nossos dePUTAdos aumentaram o próprio salário em 91%! @#$%&!!! E o pessoal aqui preocupado com os palestinos.
Mr. X,
Bom dia. Não resisti apesar de ser fora do assunto: o Toni Blair ontem foi responder sobre dinheiro levantado na campanha. Familiar? (não responda).
Se é familiar, não sei, mas vou lá pedir 91% de aumento ao meu chefe, espero que ele aceite.
Porra, quem foi o idiota que disse que não havia provas que era um guerra de quadrilhas palestinas? Vai se fuder!
Dá uma criança e um revolver com 10 balas que te mostro.
Liliane,
Vc nunca ouviu falar em traficante que seja cristão?????
Então eu que peço desculpa, pensei que vc fosse só um pouco ignorante, mas to vendo que vc é muito!!!!
Sendo assim vou seguir a máxima de quem discute com ignorante, ignorante é.
Não discuto mais com vc.
Theo,
Acho que o que a Liliane quis dizer é que são raros os traficantes que traficam ou matam em nome da sua religião, ou mesmo que sejam cristãos efetivamente praticantes, enquanto muitos terroristas afirmam fazer o que fazem em nome de Maomé e Alá, e são profundamente religiosos, ainda que da forma errada. Infelizmente é assim.
Mr. X,
Quem explode criança não pratica religião nenhuma, eles podem até se dizer muçulmanos, mas não são, igualmente o traficante que reza e até doa dinheiro pra igreja, pode até se dizer cristão, mas não é.
Nem por isso eu generalizo e acuso o cristianismo de ser ruim.
O que eu defendo é que saibam distinguir o terrorista do muçulmano, apesar de muitos terroristas se proclamarem defensores da Allah, ele vão contra tudo o que a religião prega.
Vc Mr. X é uma pessoa que pelo menos aqui no blog se mostrou uma pessoa que parou de generalizar, assim que eu comecei a comentar aqui eu expliquei que meus motivos de comentar aqui era diminuir a ignorancia dos demais, mostrando a minha ótica, a ótica muçumana.
Theo, na minha profissão, lido com muitas pessoas do Paquistão, que geralmente são bem educados e solícitos.
Estranho neles a maneira que tratam suas esposas, acho que precisam evoluir nesse item, mas no geral nem de longe se monstram fanáticos ou conservadores!
O diferente me atrai, o que causa medo é o fanatismo!
Boa sorte na tua cruzada pelo entendimento.
Jose Mario V,
Eu tmb estranho a maneira como eles tratam suas esposas, mas pense no Brasil 100 anos atrás, o machismo está enraizado é difícil mudar.
O Alcorão diz que o homem tem uma superioridade em relação as mulheres, mas essa superioridade é a física, que todos nós sabemos que existe, mas para os machistas, isto é embasamento suficiente para tratar as mulheres desse jeito.
Uma vez eu aprendi que não devemos julgar cultura de ninguém, e é isso o que eu faço.
Nós ficamos chocados com o apedrejamento de uma mulher, mas lá eles ficam chocados em saber que uma mulher morreu de fome, sem comer, pq queria ficar magra o suficiente para ser aceita na sociedade.
Cultura é assim a gente só olha não julga.
Em relação ao fanatismo, isso me assusta tmb, qualquer tipo, Islamico, Cristão, Judeu, Marxista, etc….
Por exemplo, o Mr.X é fanatico pelo north american way of life.
Me lembra o sabonete Lifeboy.
Sou totalmente contra fanatismo,
Brincadira a parte.
Caro Mr. X.
Obviamente não tenho a pretensão de saber inglês como você. Cometo, inclusive, o pecado nefando de, num blog brasileiro, freqüentado por brasileiros, postar comentários em português. Mas o que está dito no texto do Jerusalém Post que você reproduziu é: a Corte Suprema de Israel reconhece como legítimos determinados casos de assassinatos seletivos.
Consideremos:
- quem criou o termo assassinato seletivo foi Israel, logo não é propaganda contrária;
- em que curiosa teoria do Direito você descobriu que é normal uma Corte de Justiça referendar assassinatos?
- os assassinatos seletivos, como Israel bem o definiu, são ações previamente planejadas em que agentes atacam de surpresa casas de presumidos terroristas para matá-los. Em que legislação ocidental, oriental ou marciana uma autoridade pública tem o direito de surpreender e matar um presumido criminoso, mesmo que seja alguém tão óbvio como Al Capone?
- o Direito se fundamenta em três princípios básicos: presunção da inocência até prova em contrário, julgamento imparcial por uma corte legalmente constituída e pena previamente prevista em lei. Uma autoridade militar ou policial passar por cima desses princípios está arrasando o Direito com a facilidade com que um tanque israelense arrasa uma casa palestina.
- uma Corte Suprema que justifique um assassinato, seletivo ou não, está pondo por terra todo o arcabouço do Direito, portanto está decretando sua própria inutilidade.
Caro Bruno.
Você disse: ‘Não é a primeira vez que um membro do Hamas é pego tentando contrabandear dinheiro.’ Interessante. Israel declara que se retirou da faixa de Gaza, reconhecendo que a mesma pertence aos palestinos. O Egito é uma nação soberana. O Hamas ganhou as eleições na Palestina. Esclareça-me, por favor: baseado em que você considera contrabando uma autoridade eleita por seu povo levar para seu próprio país dinheiro legalmente arrecadado no exterior? Aproveite o embalo e me explique baseado em que norma do direito internacional Israel se arroga o direito de patrulhar a fronteira entre o Egito e a Palestina? Se um ministro palestino levar dinheiro para a Palestina é contrabando o que são os 2 bilhões de dólares que os EUA injetaram em Israel este ano exclusivamente a título de ajuda militar (existem várias outras ajudas)?
Caros colegas preocupados com a pontaria dos assassinos das crianças palestinas.
Digamos que o carro estava parado. Digamos que o assassino saltou, armou um tripé, fixou a arma, ajustou a mira telescópica, verificou a direção do vento, atirou, fumou um cigarrinho e foi embora. Nada disso contraria o fato principal: os assassinos NÃO foram identificados. Nem Hamas, nem Fatah, nem Israel, nem qualquer jornal sério do mundo todo declarou que os assassino foram identificados como militantes do Hamas. Presumir, vocês podem presumir o que quiserem. Afirmar peremptoriamente que os assassinos são A ou B ninguém pode. A única presunção que eu sempre faço é aquela que aprendi há muito tempo, quando bocejava nas aulas de Direito: até que a culpa seja provada, presume-se a inocência. Então, esperem por uma prova, depois baixem o pau à vontade.
Eu fanático pelo USA way of life? Que nada, odeio McDonalds e Disney World, é só uma questão política para mim. Acho que é melhor ser pró-americano que anti-americano.
Se eu fosse o presidente brasileiro, por exemplo, chamaria os EUA para construírem bases militares permanentes na Amazônia e na Tríplice Fronteira em troca de investimentos no país, resolvendo o patrulhamento das guerrilhas/terrorismo e gerando empregos (os alemães não querem que os americanos tirem suas bases de lá, para não perder os empregos indiretos/renda que geram, e por causa da proteção militar.)
Mas aqui todos preferem o anti-americanismo barato, “não vamos vender o país” etc, e puxar o saco de venezuelanos, bolivianos, russos, árabes, africanos, enfim, de todos menos os países ricos que poderiam contribuir em algo. Bobagem, as ameaças à soberania nacional são outras, e estão bem mais perto do que Washington.
J. Daltro, há muito tempo Israel saiu dos limites.
Toda e qualquer ação que não os agrade, partindo de quem for será interpretada como ato hostil!
Direito, esse que se julga “direito internacional”,aquele que é a base de todos os codigos ocidentais, suas cautelas e garantias, há longo tempo são pagina virada nas cortes Israelitas e qualquer atos de Israel, nessa”guerra por espaço vital” é interpretado com o chavão “os fins justificam os meios”.
Pra mim é a instalação e a celebração da BARBARIE!
João Daltro,
E os homens-bomba do Hamas, são aprovados por Genebra? Em que “legislação ocidental, oriental ou marciana” isso é permitido? Pare de falar em “estado de direito” quando defende crimes abomináveis.
Confundir estado e povo, é o que leva a essas considerações!
Eu gostei muito da Disney World, do Mc Donalds, tambem, mas prefiro o Porcão. Melhor que kibe e esfiiha.
Eu prefiro o Fogo de Chão.
Não tem igual.
Caro Mr. X.
Sinto que você fuja do assunto. Estou falando do absurdo legal que foi a decisão da Suprema Corte de Israel. Isso nada tem a ver com homens-bomba. Aproveito para perguntar: os israelenses (falo de civis, não do terrorismo de estado) nunca cometeram um ato de terrorismo? Se sua memória estiver fraca, pergunte aos ingleses? Ou pergunte aos colonos ilegais?
Bom alguém tem rebater o João Daltro, na resposta ao Bruno Motta, sobre os seguintes pontos:
1) Patrulha de Israel na fronteira entre Egito e Palestina
2) Contabando de dinheiro de para a Palestina x dinheiro legal dos EUA para Israel.
E com um detalhe: sem o usar o relativismo moral.
A regra é assim: o que é errado para judeus, é errado também para palestinos, chineses e cristãos. E?o que é certo para judeus é também certo para palestinos, chineses e cristãos.
Acho que o Questionador e o Respondedor vão adorar fazer isso.
Para citar dois terroristas da lista inglesa-Ben Gurion e Golda Meir, respectivamente ex presidente e ex premier, de Israel, ambos falecidos.
Mr X, acho que palestinos e líderes têm responsabilidade sim.
Mas a maior responsabilidade é de Israel. Minha opinião. (sem fato e argumentos, gosto dos argumentos do Elias, do Luiz Cândido e do João Daltro). O Bruno é muito moderado e bom comentarista, mas tenho ser sincero e mostrar meu bias.
Repito: acho que Israel deve ser reconhecido como Estado.
Mas exigir que os palestinos simplesmente aceitem tudo, sem se defender, é ilógico.
EUA pode se dfender, inclusive preventivamente, por que os palestinos não podem?
Eu não sabia que o relativismo moral era isso, 2 pesos e 2 medidas. Agora aprendi.
Abaixo o relativismo moral.
Quando eu voltar em janeiro, não se virei portanto o chapéu que vou comprar em Houstoun, ou o chapéu de Mickey que vou comprar na Disney.
Porcão é bom também. Chesterton, você não é kosher? Pensei que fosse.
Eu acho engraçado esse pessoal tipo José Mário e João Daltro, acham que os palestinos tem direito ao terrorismo (bombas, mísseis, esfaqueamentos, o que for), mas que Israel não tem direito a fazer nada, pois isso seria “barbarismo” ou “desproporção”. Como Israel tem leis e certa ética e procura na medida do possível respeitar os direitos humanos, isso joga contra eles, pois seus inimigos insistem que eles respeitem tais convenções. Já eles, os palestinos, não são obrigados a respeitar p… de convenção nenhuma.
A prova disso é que no outro dia teve aqueles “escudos humanos” que se posicionaram para salvar líderes terroristas. Pois bem, houve algum “escudo humano” que se posicionou em Sderot para proteger os civis de lá dos mísseis palestinos? É claro que não, pois todos sabem que os palestinos não se preocupam se seus mísseis matam civis ou não. A mesma coisa isto dos “assassinatos seletivos”. Bem, então os dos palestinos então são “assassinatos não-seletivos”, já que são ao acaso. Até um italiano pró-palestino mataram da outra vez achando que era judeu. É uma hipocrisia de dar dó.
Nunca escrevi sobre”direitos” de Israel, que claro tem que se defender, mas esta claro ,também, que os rumos de suas ações só pode levar ao caos, a ruptura completa com os ditâmes do respeito aos direitos humanos.
Quanto mais Israel se tornar barbaro, mais instigará a contra reação.
Presumindo é claro, que Israel se auto inclua no rol dos estados modernos, com suas regras de convivência normais, mas pelo que vejo, Israel, em Israel , ainda predomina a idéia do “povo escolhido”.
EEEEEEEEEEEEE!
No comentário lá em cima, eu citei isso: “Enfim, acho que os palestinos tem que fazer o que Luiz Cândido falou. Tem que se organizar decentemente, e em seguida obter apoio internacional Mas eles aparentemente estão a anos luz disso.”
Essa é a parte do palestinos. Mas Israel historicamente ajuda a deteriorar as lideranças palestinas (corruptas, mas lideranças, e enfim, não sejamos ingênuos de pensar que haja alguma liderança não corrupta).
Por exemplo, é muito estranho os que acham que tirar Saddam do poder ajudou a situação no Oriente Médio, e no Iraque.
Só piorou. Não defendo Saddam, eraum ditador cruel. Mas a situação ficou pior.
Por que não desestabilizar as lideranças sauditas, considerando que o Governo é corrupto, ditatorial, e os terroristas de 9/11 eram sauditas, e Bin Laden, também saudita?
Não há lógica de obtenção de paz. O discurso não combina com a prática.
“Quanto mais Israel se tornar barbaro, mais instigará a contra reação.” (JMV)
Mas José Mário, quando é que foi que os palestinos foram “civilizados” na sua ação ou reação? Desde Arafat vivem fazendo terrorismo e matando civis. Já ouviu falar do massacre de crianças de Ma’alot?
Mas o pessoal tipo você não deixa nem Israel construir muro pra se proteger, pois isso é “apartheid”… Ora, vão morar em Gaza para ver o que é bom, talvez aprendam algo sobre o mundo real, longe dessas suas fantasias românticas.
p.s. quanto ao “povo escolhido”, não é nada disso que você acha, não implica nenhum conceito de superioridade, mas de obrigação. Talvez o PD, que se interessa por religião, possa fazer um post explicando o que significa realmente.
Mas então vai sempre assim, barbarie paga com barbarie, mortes com mais mortes.
Que estado pode sobreviver a isso?
Na verdade a iniciativa “civilizada” de resolver esse imbrogil, tem que ser de Israel.
Desculpe-me ,mais é o que concluo diante de tudo isso.
Perdão, Imbroglio.
Mr. X
Hmmmmm. Serve o IRA? A disputa entre IRA e Inglaterra tem um pézinho na “igreja” e já cansei ouvir falar do envolvimento do IRA com atividades ilegais não relacionadas à revolta armada.
Isso sem falar nos “Dom Corleone” da vida…
Ou seja, foram injustos com o Theo sim.
[]s
André,
OK, pode-se dizer que tem o IRA. E talvez os tigres do Tamil. Mas a máfia tem pouco ou nada a ver com religião. Uma coisa é agir “em nome da” religião, outra “apesar da”.
Opiniões e opiniões.
OK.
JD, o meu interesse neste debate não é tentar imputar a um lado ou outro toda a culpa da situação. O dinheiro do Hamas é contrabando na exata medida em que fere as regras que regem o posto de cruzamento em Rafah. Se tais regras são corretas ou não, é outro papo. O meu ponto é que o fato da Fatah estar trabalhando ativamente para impedir que o Hamas entre com dinheiro em Gaza mostra que a clivagem mais importante no caso é a intra-palestina, não a israelense-arabe. Assim como a Paula, eu sou pessimista quanto a possibilidade deste conflito ser evitado, mas gostaria muito de estar errado.
Outro ponto importante é que o primeiro ministro democraticamente eleito da Palestina está a ponto de entrar em guerra com o presidente democratimante eleito da Palestina. O dinheiro que financia as milícias de ambos os lados provavelmente não aparece em nenhum orçamento oficial. Neste sentido, o dinheiro é ilegal sim, em termos da própria legislação palestina. Como infelizmente não há um judiciario independente por lá, isto importa pouco.
Os EUA fornecem a Israel cerca de US$ 3 bilhões por ano no total, se não estou enganado. Fornecem ao Egito 2/3 deste valor, e à Jordânia cerca de US$ 800 milhões. Também forneciam aos palestinos US$ 450 milhões (complementados por outro US$ 500 milhões da UE). Creio que tais transferências são legais para todas as partes envolvidas. Em termos de fração do PIB, as mesadas de Israel e Egito são relativamente pequenas. A da Jordânia é razoavelmente importante, e a dos Palestinos é fundamental para que as contas fechem.
Jose Mario V gosta de costela/……
Justiça seja feita: Bruno Motta e Pablo Vilanorvo, que anda sumido, também são fortes candidatos ao prêmio Compostura Máxima, junto com o João Daltro.
Acho melhor não eleger um só. Vamos dar o prêmio para os três.
Parabéns galera!
Vou tentar ser como vocês. Não sei se vou conseguir, mas vou tentar.
Ufa, ter exemplos bons é fácil, praticar é mais difícil.
Cadê o Pablo Vilanorvo?
Paaablooooo? Cadê você?
Vorta, fio, vorta aí! Ou melhor vorta aqui!
João Daltro,
“Esclareça-me, por favor: baseado em que você considera contrabando uma autoridade eleita por seu povo levar para seu próprio país dinheiro legalmente arrecadado no exterior?”
Que país homem branco? Que país? A própria ONU não reconhece o Estado Palestino, reservando-se à manter uma delegação especial para a ANP.
A fronteira de Gaza com o Egito, diante dos acordos assinados até o presente momento não consideram Gaza como território soberano, sendo a própria ANP fruto de Oslo e não da declaração de independência palestina proclamada pela OLP em 88. Diga-se de passagem, que OLP é essencialmente Fatah, enquanto o Hamas bebe na fonte do pan-arabismo da Irmandade Islâmica.
A desocupação de Gaza não modificou esse status e pelo presente momento, Gaza ainda é um fardo israelense.
Israel ao sair de Gaza deu um passo para que os palestinos efetivamente constituissem seu Estado mas os mesmos parecem não estar muito bem dispostos à efetivar sua independência.
A operação da fronteira se dá através de acordo firmado entre a Autoridade Nacional Palestina e o Governo Israelense, executada com auxílio dos monitores internacionais e protegida por guardas palestinos, como bem observou o Bruno.
Outro ponto a se observar, é que o cessar fogo em vigor ainda não foi quebrado pois Israel está hesitando bastante em começar a operar nas áreas fronteiriças devido à população civil.
Sobre a pergunta:
“Em que legislação ocidental, oriental ou marciana uma autoridade pública tem o direito de surpreender e matar um presumido criminoso, mesmo que seja alguém tão óbvio como Al Capone?”
O Intelligence Services Act 1994 permite ao Estado Britânico imunizar agentes envolvidos em atividades que seriam ilegais à luz da lei britânica.
E segundo memorando norte-americano DAJA-IA(27-1A), a IV convenção de Haia e segundo um relatório do congresso, a P.L. 107-40, 115 Stat. 224 de 18 Setembro de 2001.
Abraços
Belo artigo
FSP
Sexta-feira, 15 de dezembro de 2006 Pág. A2
Opinião
Artigo - Guerra Fria e memória
CLAUDIA ANTUNES
SÃO PAULO - Quiseram a história e o tempo que os dois maiores símbolos da Guerra Fria na América Latina, Augusto Pinochet e Fidel Castro, saíssem de cena juntos. Fidel, doente desde julho, implantou uma ditadura em nome de uma utopia igualitária; Pinochet comandou uma ditadura para suprimir essa ideologia, pois não representava uma contra-utopia liberal.
Defensores podem argumentar com conquistas dos dois regimes -embora o milagre econômico que o de Pinochet teria produzido pareça agora para lá de medíocre. Mas a marca duradoura que ambos deixaram se refere à conduta dos Estados Unidos. Pinochet teve o apoio da Casa Branca, que sabotou o governo de Allende. Fidel foi alvo de complôs e de um embargo.
Essa marca alimenta, ainda hoje, o antiamericanismo na América Latina. Ela é fundamental para o poder de atração de um Chávez ou de um Morales, e provoca espasmos de patriotismo quando o Brasil, por exemplo, obriga turistas americanos a tirar impressões digitais.
Há casos doentios, mas o antiamericanismo não se reduz a uma obsessão do “perfeito idiota latino-americano”, como gostariam Álvaro Vargas Llosa e seus colegas que cunharam a expressão. Assim como esquerda e direita, abaixo do Equador, têm dificuldades de enxergar as malfeitorias de lavra própria, os americanos são generosos ao absurdo com a própria história.
Os EUA ainda vivem embalados pelo mito da benevolência de sua ação no mundo. Tanto que boa parte dos americanos apoiou a invasão do Iraque, e muitos acreditaram sinceramente que a democracia seria exportada pelas armas. A história oficial do século 20, define o professor Andrew Bacevich, da Universidade de Boston, “são os EUA se erguendo em defesa da liberdade e derrotando os terríveis nazistas e comunistas”. É uma história de sucesso, mas a embriaguez da vitória não é boa conselheira, como mostram os tempos atuais.
Que país, que país?
É mesmo, então tá certo, com tantos fatos e argumentos, até me convenci que merecem ser triturados!
Que alívio! Enfim entendi que ser cruel às não é ilegal, então pode.
Boas notícias para o meu fim-se-semana!
Quanta alegria!
É tempo de Natal! Olha o Menino - Jesus!
Walid,
Diga-me:
a ONU reconhece o país Palestina?
‘Em que legislação ocidental, oriental ou marciana…”
André,
Faltou incluir as leis russas também. Acho que o Putin tem o direito de matar quem ele quiser, quando e do jeito mais estapafúrdio que quiser, dentro ou fora do país. Não sei se está na constituição ou não.
Sobre a lei marciana não sou muito conhecedor, mas acho que eles podem até invadir outros planetas e matar todo mundo, ao menos nos filmes é assim. ;-)
imunizados…
podem ser imunizados…
Eu não entendi bem essa parte.
Alguém pode me ajudar?
Sabin, viu como estão as coisas?
Eu vou parar de ver.
Cheguei no limite de tentar conviver com tanta maldade e bold face.
Os palestrinos não tem estado, logo não tem lei, logo podem usar homem-bomba, cachorro-bomba, velhinha-bomba e adolescente-bomba quando e como quiserem, sem medo de procedimentos legais.
Mr X.
Em geral o “direito de matar” é restrito à chamada defesa pro-ativa. Só que se estamos falando de lei, especialmente lei internacional e acordos diversos a interpretação é ao gosto de quem está lendo. Os EUA, vivem procurando embasar embasar essa prática com a lei, então há bastante literatura disponível acerca disso. Coisas de país que se acha guardião da moral mas que no final das contas tá mais pra polícia-imperialista mundial. :-)
Colegas, PD, gostei mesmo de ter participado deste blog.
Foi uma experiência riquíssima. Parece bobagem, mas neste meio ano que naveguei por aqui aprendi muito. Não sobre história e política. Mas sobre mim mesmo e sobre as outras pessoas.
Como disse sei lá quem, amar é fácil, difícil é conviver.
De agora em adiante, vou ter deixar o vício de vir aqui.
Como todo vício, é gostoso no início, mas faz mal, e se mal faz, é estéril.
Imaginem se fôssemos nós os líderes de Israel e da Palestina!
O mundo já teria sido detruído.
Além do mais, no fim e ao cabo, o argumento máximo é o de Camus, quando questionado sobre a guerra franco-argelina, ele respondeu: eu defendo minha mãe acima de tudo e qualquer coisa.
O resto, são detalhes risíveis, o acordo de Taba, o inciso IV, alínea z do artigo 785 do C?digo de Hamurabi…….
Para felicidade de vocês, eu vou embora.
Vou sentir saudade.
Espero não ter curiosidade para voltar e ver que comemorou!
Será que eu consigo.
Eu amo todos vocês, vocês me deram muita alegria.
Um registro para a Paula. Você é incrível Paula. Nunca deixe se intimidar por babacas como o Walid.
Brilhe sempre, você é uma estrela.
Walid,
Gostemos ou não, a ONU não reconhece o Estado Palestino, mesmo após a declaração de independência de 1988 feita pela OLP. Os palestinos, OLP e ANP, têm status de observadores além de uma série de outros direitos junto à ONU, porém não constituem um país.
Dá uma lida em:
General Assembly
A/52/1002
4 August 1998
E abra sua cabeça…
Theo: perdoe, mas seu paralelo não é perfeito. Quando uma mulher morre de fome para ficar magra no ocidente, nós também ficamos chocados, questionamos; é uma parte de nossa cultura que reconhecemos mas contra a qual falamos a toda hora. Se é verdade que há um impasse, não nos calamos.
Quando uma mulher é apedrejada no Afeganistão, grande parte da sociedade sequer questiona.
João Daltro: desculpe mas dê uma olhadinha no que está acontecendo em Gaza agora. Estão em pé de guerra e ninguém está acusando o Mossad de nada. Não me parece que os palestinos tenham qualquer dúvida de que tenham sido palestinos os assassinos.
Se alguem quer um exemplo de um grupo guerrilheiro/terrorista cristão totalmente psicopata nos dias de hoje, procure por ‘Lord’s Resistence Army’ no google ou na wikipedia. Eles atuam no norte de Uganda.
Li quase todos os comentários, fiz alguns também, e logo vos digo: O assunto parece esgotado (a discussão sobre) e agora dá-lhe derivadas, integrais, paralelos, analogias e dados de difícil comprovação. A questão central é de uma simplicidade desconcertante: Palestinos estão numa (mais uma) guerra fraticida. Facções mil guerreando entre si. Induz àquela velha estratégia - dividir para dominar(ou conquistar, como queiram)- Se tem o dedo de Israel, como alguns acusam, nada mais natural nesse estado de guerra.
e o 007e outros doble O sempre tiveram license to kill…..
“o Direito se fundamenta em três princípios básicos: presunção da inocência até prova em contrário, julgamento imparcial por uma corte legalmente constituída e pena previamente prevista em lei.”
Estes princípios se aplicam para qualquer pessoa cometa um delito em Israel, independente de credo, nacionalidade ou posição política.
Entretanto, estes 3 princípios do direito não são executados nos territórios palestinos para quem atira foguetes em território israelense ou para quem planeja atentados terrorístas. Portanto o estado de Israel tem sim o direito de se defender e aplicar assassinatos seletivos. Certamenete isto é melhor do usar “olho por olho, dente por dente”, atirando de volta foguete a esmo na Palestina.
Uffa!!!!
Dá para ser otimista?
O novo post é continuação.
Mas aí fica complicado. Quem não é reconhecido pela ONU não pode se defender… Não. São eles que atacam…
Eu não conheço leis que legislem sobre guerras. Por favor, alguém me aponta onde há jurisprudência para conflitos ao redor do mundo?
PEDRO DÓRIA,
Gostaria de postar um texto de um amigo que conhece razoavelmente bem aquela região e as impressões que tem do conflito:
PRINCIPIA O ARMAGEDOM!
Quem anda nesse caminho de vento, que é este site, já leu de minha percepção acerca de Israel no cenário bíblico e, também, de sua importância no futuro da Civilização Humana.
Por isto, não me repetirei em coisas como as de natureza étnica, histórica, psicológica, e política; coisas vinculadas ao tema Israel & Árabes; pois, aqui no site, em Cartas, Opinião e Reflexões, há muita coisa dita sobre os Filhos de Abraão e Sara; e de Abraão e Hagar. Assim, quem desejar saber mais, mergulhe no mar do site e procure.
Hoje, entretanto, tenho apenas o desejo de comentar algo simples, porém muito sério. E, como disse, não farei analises das acima mencionadas. Na realidade quero afirmar, ainda que de maneira completamente politicamente incorreta, que a visão da mídia ocidental acerca de Israel na relação com os Palestinos, é tendenciosa, é parcial, é completamente ideologizada; e é algo que me soa como se Diogo Mainard falasse mal de Lula no Brasil, e muito bem de Hugo Chaves.
Sim, o nível da incoerência histórica e existencial seria desse nível. Ou melhor: seria como se eu disse que o Macedo corrompeu a ‘igreja’ e, ao mesmo tempo, dissesse que o Mala é o grande defensor do Evangelho.
Dá para imaginar? Pois é. É assim que ouço, vejo e leio a mídia, a maioria das vezes ? especialmente quando o assunto é Israel.
Faz 30 anos que viajo para Israel. Fiz todo tipo de viagem para lá. Desde a primeira viagem, completamente mística, até as mais arqueológicas e históricas. Já estive lá em tempo de guerra e em tempo de paz. E também já andei por caminhos minados, com permissão dos militares, a fim de ver o que os Sírios fizeram nas colinas de Golan, de onde se pode ver uma mulher de Israel prendendo a roupa no varal de sua casa, na Galiléia ? tão próximos estavam os canhões dos Sírios no tempo em que Golan lhes pertencia e eles de lá bombardeavam.
Vi Israel tentar tudo nos últimos 30 anos; e buscar fazer quase qualquer negócio a fim de ter e dar paz aos Palestinos.
A primeira vez que lá estive, era normal ir à Hebrom, visitar a Tumba dos Patriarcas e os Carvalhais de Manre. Logo depois ficou proibido. Israel dera a área aos Palestinos. Depois lhes concedeu prefeituras independentes. Depois policia própria. Depois mais terra. Depois mais terra ainda. Depois aceitou um governo oficial dos Palestinos. Então, negociou com Arafat. Perdeu Rabin. Mas continuou em seus passos de paz. E até os radicais eleitos pelo povo, logo se tornaram conciliadores.
O problema é que vi nesses trinta anos, que não se pode confiar nos governos palestinos; pois, se de um lado falam como cordeiro, de outro, alimentam ou mesmo incentivam os que falam e são como lobos: os terroristas radicais.
Aliás, as duas forças formais que os Palestinos tiveram, ambas são e foram grupos terroristas que decidiram botar uma perna na ‘legalidade’ para consumo da hipocrisia burocrática da ONU, dos paises europeus, dos supostamente progressistas da América Latina; e, sobretudo, para a mídia.
Tenho amigos israelenses em Israel. Muitos deles oficiais do Exercito, além de professores de História, ou estudiosos da Arqueologia e também Guias de Turismo ? todos ilustrados em conhecimentos muito diversos.
Todos eles eram o que poderia se considerar gente aberta e liberal politicamente. Entretanto, os vi migrarem, lentamente, depois de fracassadas esperanças de paz, para um estado de cinismo, de descrença e de total desesperança.
Afinal, depois de apostarem eleição após eleição em gente aberta, logo viam que o ‘outro lado’ (com Arafat e tudo), fazia sempre jogo duplo: para a mídia, de um lado; e para os terroristas e homens-bomba, de outro lado. Enquanto ficam no meio disso os ‘otários assistentes’, crentes que estão sendo ‘informados’ ou fazendo algum progresso.
Eu queria colocar o Jabor e o Mainard num Kibutz na Galiléia, antes de 1973, a fim de ver como eles se sentiriam quando os canhões dos Sírios disparassem das Colinas do Golan sobre as casas dos residentes judeus em solo de Israel. O Mainard reclama dos tiroteios no Vidigal e o Jabor fica histérico com a violência do PCC ? que fariam e diriam sendo residentes na Galiléia?
Mas pimenta é refresco ‘no dos outros’!
Hoje, o que vejo?
Ora, vejo o começo do fim!
Aquilo ali não tem cura humana possível. E toda e qualquer situação de ‘paz’, será sempre de ‘paz’.
Sim! Paz de ódio! Paz de ressentimentos. Paz de morte!
E por que não tem cura?
Minha pergunta: desde quando ódio, ressentimento e morte fizeram alguém ou algum povo liberto e feliz?
Ora, poderia falar de inúmeras e belas explicações de natureza ampla e fenomenológica sobre a situação, indo da Bíblia ao jornal de hoje. Entretanto, tudo isto é apenas ‘viagem’; pois, de fato, duas são as questões essenciais na alma dos implicados:
a) Os Palestinos sentem-se complexados ante a mera existência de Israel. Sim, porque depois de dois mil anos de exílio, eles chegaram, com dinheiro ou não como desculpa para o sucesso deles (os árabes têm muito dinheiro também, em muitos países, mas continuam como ricos vivendo em miséria) ? e fizeram do deserto um lugar habitável; e mais que habitável: maravilhosamente agradável. Na realidade foi o sucesso dos judeus que fez os palestinos acordarem para o fato de que a terra, em sendo trabalhada, dá sete frutos maravilhosos, conforme a Bíblia; e muitos outros, conforme a engenhosidade dos agricultores e cientistas de Israel.
b) Os Palestinos dizem que trocam terra por paz; ou melhor, que aceitam isto. Porém, na prática, Israel pode dar todo o país para os Palestinos; pois, de fato, nada mudará. Afinal, o que os Palestinos querem (e com eles todo o mundo Islâmico), é que Jerusalém volte a ser completamente uma cidade sob o controle dos Árabes discípulos de Maomé.
Assim, a conclusão é, de duas, uma:
1. Ou Israel muda de lá, e compra terras em outros países, fazendo em outra geografia, um ‘Israel-land’.
2. Ou, então, em reconhecendo o lugar como seu chão histórico também, lá permanece; e, como conseqüência disto, predispõe todo o mundo islâmico fanático a fazer daquele conflito ‘a mãe de todos os problemas’. E, para eles, embora sejam de cultura patriarcal, o arquétipo prevalente é o da mãe, quando se trata de coisa séria. Afinal, os filhos da Mãe enjeitada (Hagar), têm que ser os promotores da ‘mãe de todas as batalhas’, ou mesmo da ‘mãe de todos os problemas’; neste caso: os filhos da mãe dos Israel!
Entretanto, a presença de Israel, ainda que tudo de bom realize aos Palestinos que lá residem (e já vi muita coisa boa ser feita por Israel a eles) ? apenas afinca o desejo islâmico fanático quanto a tomar a terra; nem tanto pela terra em-si, mas apenas porque sem a terra não há mais Israel. Não mais de 1948 para frente. E sem Israel, não há comparação. Afinal, do ponto de vista psico-histórico, o problema dos Árabes Islâmicos é inveja dos filhos de Abraão com Sara; em detrimento da concubina: Hagar, a mãe deles!
Desse modo, mesmo que soe ofensivo aos ouvidos politicamente corretos (ainda que burros de informação e experiência prática no lugar e com a história étnica e psicológica desses povos) ? afirmo que os árabes islâmicos radicais só aceitam uma solução para o problema; algo semelhante à ’solução final de Hitler’; ou seja: a extinção total de Israel e do povo judeu.
Podem dizer o que desejarem. Porém, a honestidade me manda afirmar isto. E mais: faz-me afirmar que o povo de Israel tem sido sistematicamente vítima de todos, e sem complexo de auto-vitimização ?; razão pela qual, hoje, é um país preparado para se defender e até para dar respostas a qualquer forma de guerra; seja a do tipo atual, sutil; seja a guerra da morte coletiva: a atômica.
O que se vê no mundo hoje são as tribos civilizatórias se unindo para um fim comum.
E mais: tais uniões não obedecem a fronteiras de nenhum tipo; e nem tampouco se deixam formatar por uma unidade ideológica; posto que o que as une é algo muito mais sério: eles se unem em torno de um inimigo comum; e que tem na civilização ocidental, seja ela qual for, a simbolização do monstro a ser enfrentado. E este sentimento de unidade vai do Marcola, em São Paulo; ao Hammas ou ao Hesbolá, na Palestina e no Líbano, respectivamente.
Ora, faz 13 anos que venho dizendo isto; ou melhor: que isto aconteceria. E mais: que a libertação da ‘Guerra Fria’ seria substituída por algo pior: a criação de milhares de pequenos grupos, armados, e vinculados entre si pela visão anti-sistema que possuem; e ainda: que alguns deles se armariam até os dentes e até com sucata nuclear.
Hoje, por razões distintas, Irã, Coréia do Norte e Paquistão ? na região do oriente - médio ? são aliados intrínsecos e tácitos; sem que necessariamente tenham qualquer idéia particular a os unir; exceto uma certeza: a civilização ocidental precisa ser vencida. E, no Atlântico, os Estados Unidos são ‘a’ representação disso; já no oriente - médio, Israel é expressão totêmica dessa projeção.
Desse modo, questões de amarguras históricas com Israel (desde tempos bíblicos), fundem-se a interesses de natureza global ? iniciando a maior guerra da humanidade; que é a guerra pelo futuro da Civilização a dar face ao Planeta; se é que tal será possível em tempos de tanto poder de autodestruição planetária.
Em meio a isto tudo, surge essa figura de contornos apocalípticos chamada de Bin Laden!
Ora, esse homem é a maior construção arquetípica do Século XXI. E 11 de setembro é o aniversário do começo do fim; o qual, pode não ser agora; mas que, sem dúvida, já começou.
E pior: não vejo braço humano na história capaz de parar o fluxo desse mal. Ou, ainda: se houver algum-alguém, é melhor olhar muito para ele; pois, sem dúvida, seja qual for a revelação do Apocalipse, seu número é 666; número de um homem que deseja se passar pelo Filho do Homem.
Mas se resta dúvida ainda em alguém acerca do que digo; apenas responda algo que ainda não reflete o significado monstruoso do que está acontecendo em Isael faz anos: O que você acha do PCC? As ações dele são legais? Dá para negociar com Marcola e Beira-mar? Pois, se dá, então há esperança política para Israelenses e Palestinos. Mas se não dá aqui, entre os pés-de-chinelos, por que daria entre os que se preparam para o Armagedom?
Orai pela paz de Jerusalém!
Maranata! Vem Jesus!
Nele, que em dias assim nos mandou olhar para o céu, de onde virá a nossa redenção,
Caio
(Bruno,
não consigo entrar no comentário do seu Blog. Não dá para mudar para pop-up?)
Paula,
eu não entendo de direito internacional, mas se o governo palestino não aplica os 3 princípios básicos do direito (como brilhantemente citou o JD) nas pessoas que cometem delitos em solo Palestino contra Israel. O governo israelense tem a obrigação de defender seus cidadãos e contra atacar. Mesmo que para isto tenha que cometer assasinatos seletivos.
Paula, como eu mudo para popup? De qqr maneira, qual o problema que está dando quando vc tenta entrar nos comentários?
Eu clico em comentários, aparece o aviso de que é conexão segura cclico em OK. Muda de página mas não carrega.
Para mudar para pop-up vai na guia “Comentários” do blogspot e em “Mostras comentários em uma janela pop-up?” responder sim. Se você mudar eu recomendo clicar também Sim em “Exibir confirmação de palavras” para não dar problema.
questionador,
É isso. Mas na prática a coisa muda. Se é possível negar holocausto, o genocídio de armênios e outros absurdos eu acho que estamos muito distantes de ter regras claras. O Iraque foi invadido para defesa dos EUA por causa de armas em destruição em massa apesar de o Hans Blix não ter terminado o trabalho de averiguação. Eu acho que estamos num mundinho sem eira nem beira.
.
José Mario,
Não seja tão pessimista. Há os que voltam e fazem centros de pesquisa de primeiro mundo.
Só uma coisinha: o “acordo de cavalheiros” que fizemos não é mão única.
Paula, não estou conseguindo entrar no blogger para alterar a configuraçao. Como vc já conseguiu comentar lá antes, talvez seja o mesmo pau que está te impedindo de comentar agora.
Paula,
concordo com você. Não podemos nem devemos esquecer jamais os genocídios contra judeus, ciganos, homosexuais, curdos, armênios, tustsis e as vítimas de Darfour.
O que ocorre no conflito entre israelenses e palestinos é diferente.
Existe um ciclo vicioso de violência de ambas as partes.
Como quebrar este curto circuito? No meu ver se o governo palestino reconhecer o direito de Israel existir e conseguir manter a lei em seu território (os tais 3 princípios básicos do direito) e punir todos os cidadãos que cometam um delito , eu acho que estaremos no caminho da paz.
Em 1947 (se não estou enganado), Ben Gurion mandou afundar um navio que contrabandeava armas para o Irgun, matando 100 judeus. Graças a este episódio, o estado de Israel tem total controle sobre a suas forças armadas.
Caros colegas,
bom final de semana.
O DAJA-IA(27-1A) não é legislação, é um memorando do exército estadunidense, não é nem mesmo uma orientação de ação, é apenas, como nele está dito ‘uma discussão sobre a definição de assassinato’.
A P.L. 107-40, lei de emergência arrancada por Bush do Congresso no trauma pós-11 de setembro está sendo, ponto por ponto, desmontada pela Suprema Corte americana. É, a Suprema Corte deles acredita nos princípios do Direito. Qualquer um que se dê ao trabalho de ir no indefectível Google encontrará as decisões da Suprema Corte.
Quanto ao Intelligence Services Act 1994, todos nós conhecemos seu mais brilhante resultado: Jean Charles de Menezes.
JD,
Em outras palavras, nós Israelenses estamos bem acompanhados pela Inglaterra e pelos EUA… afinal até a SC dos EUA cortarem a lei toda ainda vai demorar um tanto. Sua pergunta foi respondida? :-)
Quanto ao DAJA-IA(27-1A), recomendo sua leitura novamente pois você parece não ter entendido o recado. É um artigo de jurisprudência acerca de uma norma norte americana criada pelo Ford e subscrita oficialmente pelo Reagan acerca da “proibição do uso de assassinatos” pelas forças americanas.
Francamente, é meio nonsense falar de Ben Gurion, brigada Stern ou coisa do genero para defender os palestinos. Essas coisas aconteceram há mais de 50 anos. O terrorismo palestino tá aí e mata. Vão ficar falando de nazistas para reclamarem da assistência que a Alemanha dá pro Congo tb?
Theo,
desculpe, mas ignorante é você!
Não há, no cristianismo, desculpa para matar. Matar é contra a lei, e ponto final. Nem em nome de Jesus Cristo, quando seus discípulos lhe perguntaram se deviam punir alguém com a morte, ele respondeu não.
O terrorismo islâmico encontrou no Al Corão o fundamento para os homens-bomba. As pessoas que se explodem acreditam que são mártires, como diz o Al Corão, e suas famílias festejam o martírio. Eles (os terroristas e seus simpatizantes) acreditam que estão em guerra contra os infiéis. Isto também está baseado na religião muçulmana. Então, não dá para negar a existência do radicalismo islâmico baseado em que “nem todo muçulmano é radical”.
Liliane,
Você definitivamente não conhece as minúcias do direito canônico. Matar é sem dúvida alguma autorizado vide:
- Cruzadas;
- Perseguição aos Templários;
- Perseguição aos “hereges” em geral;
- Inquisição;
- Evangelização das américas
…
Que se matem.
Que se explodam.
Que se ataquem.
Que se fo?.
Liliane, você está equivocada, vai dar uma espiadinha na Biblia para ver as coisas direito.
Segundo o Spengler, a diferença é teológica, o cristianismo e o judaísmo ritualizaram o sacrifício humano, o islamismo não. O islamismo não tem sacrifício ritual, ergo, cada fiel se deve sacrificar a si mesmo de alguma forma. Ergo, todo muçulmano realmente fanático tem a missão do auto-martírio em nome da expansão muçulmana, da jihad. Os jihadistas são os equivalentes dos mártires católicos ou dos santos para os muçulmanos. “São Bin Laden”, veja só.
Nos dias de hoje, o cristianismo é perseguido e o islã é perseguidor.
Mr. X
Esse Spengler deve morar em Amsterdam e escrever suas obras direto de um coffee shop ou então você foi cruel com o texto do cara…
dizer que “o cristianismo e o judaísmo ritualizaram o sacrifício humano” é dose para pra matar baleia azul (por sinal, o que aconteceu com as baleias azuis??)
Caro Andre Fucs.
A respeito da tal DAJA-IA(27-1A), que eu disse não ser legislação: não é mesmo. Também não é jurisprudência. Jurisprudência só é firmada por decisões de juizes. Legislação (ou seja, lei) só é criada por um ato do Legislativo.
O autor do citado documento é um Attorney, o que nós aqui chamamos de Procurador. Procuradores nem aqui nem nos EUA têm poder para criar legislação ou jurispsrudência. Também não podem criar leis os presidentes, como os citados Ford e Reagan, embora presidentes de todos os lugares adorem surrupiar uma prerrogativa exclusiva do Legislativo.
É necessário cuidado ao usar termos do Direito. O tal do DAJA-IA(27-1A) (louvados sejam o control-c + control-v, que me livram de ter de escrever tanto tal sigla) não é legislação nem jurisprudência, é uma interpretação emitida pelo Procurador Chefe do Exército dos EUA, que será seguida apenas pelos procuradores que lhe forem subordinados na hora de prepararem seus casos.
Caro Andre Fucs.
Você cometeu um pequeno engano, que demonstra pouco conhecimento do Direito Canônico. Nem a Igreja, nem a Inquisição, nem qualquer Tribunal Eclesiástico jamais condenaram alguém à morte, nem executaram ninguém. Quem condenava à morte e executava era a autoridade civil, depois que o tribunal eclesiástico declarava o cidadão herege.
Todos os Templários que foram mortos, o foram por condenação e execução determinadas pelos tribunais de Filipe IV, dito o Belo, rei de França.
Se você disser que tudo isso era uma tremenda hipocrisia, eu concordo e assino embaixo. Mas isso não muda o fato de que nem o Direito Canônico condenava à morte, nem a Igreja realizava execuções.
Liliana,
Como disse no Post Anterior não discuto com ignorantes.
Achar que o Islã é mau, que manda matar, que é terrorista, é de uma ignorancia incalculável.
Se Prepara então Liliane, nós já somos 1,3 bilhão, e é a religiao que mais cresce no mundo, é uma onda que não tem como conter nem lutar contra, daqui a cinquenta anos vc verá que será a maioria.
No alcorão não diz em momento algum que quem se matar virará martir, que encontrará 70 virgens no paraiso.
Isso só nos mostra o tamanho de sua ignorancia, vai ver o jornal nacional e ler veja.
João Daltro,
Os papas era contra as cruzadas né.
O tal de Caio ou HERBERT vem com a história de que os juedeus descendem de sara e os muçulmanos, que seja, mas o Islã é uma religiao universal, não existe povo escolhido, vim dizer que os muçulmanos descende de uma concumbina só mostra o tamanho da arrogancia dos judeus, não todos mas do caio ou Hebert
André,
Pra falar a verdade não entendi bem o texto do curioso colunista “Spengler” (que é pseudônimo e que pode muito bem morar em Amsterdam), mas a teoria dele é interessante:
- a circuncisão é uma ritualização de sacrifício, de renovação do pacto dos judeus com Deus (é ou não é? não sou judeu, não sei);
- no cristianismo, Jesus se sacrificou por todos os cristãos. A hóstia representa a renovação desse sacrifício;
- no Islã não há sacrifício ritualizado, portanto, há apenas o sacrifício individual de cada muçulmano em nome da jihad (o que não significa terrorismo, evidentemente, mas pode ter essa manifestação).
Leiam, o Theo também. Até para saber se concordam ou não:
http://www.atimes.com/atimes/Front_Page/HI19Aa02.html
As baleias azuis estão aqui, parece que tem só umas 10 mil ainda no mundo:
http://www.acsonline.org/factpack/bluewhl.htm
Puxa, é difícil sair da raia. Quis, por cortesia, continuar respondendo ao Andre Fucs, uma vez que nosso diálogo resultou de uma contestação minha a uma afirmação dele, e eis que outros me cobram respostas.
Caro Theo. Estou falando de Direito Canônico e legislação. O papa pode ser a favor ou contra as cruzadas, o uísque com guaraná ou o piercing vocês sabem onde da Karina Bacchi, nada disso tem a ver com o Direito Canônico. Também não podemos confundir Escrituras sagradas com Direito Canônico.
Por exemplo, no tempo de Jesus uma judia adúltera era apedrejada, conforme preceito contido no Levítico. Tal preceito era, a um só tempo, Escritura sagrada e direito canônico, uma vez que era seguido como lei pelas autoridades religiosas.
O cristianismo, embora tenha adotado o Levítico como Escritura sagrada, no que foi chamado de Velho Testamento, não o adotou como direito canônico. Nem podia, depois do célebre ‘atire a primeira pedra’.
O Levítico continua na Torá, servindo como guia seguro em preceitos morais e religiosos. Mas as penas de morte que ele prevê há muito deixaram de ser direito canônico, são apenas a expressão histórica de um período da trajetória humana em que a pena de morte era coisa corriqueira.
Sabemos que as barbaridades que as mulheres sofrem em alguns países muçulmanos não estão, de forma alguma, preceituadas nos textos religiosos do Islã. São apenas fruto de costumes ancestrais, quase sempre pré-islâmicos, de sociedades materialmente atrasadas, por isso também culturalmente atrasadas. Facilmente esquecemos que o atraso de tais sociedades foi, muitas vezes, imposto pela opressão do colonizador europeu.
Culpar o islamismo, o judaísmo ou o cristianismo pela natureza agressiva do homem é simplismo. As cruzadas não nasceram da religião, nasceram da vontade dos reis europeus de conquistar o rico império bizantino, que por sua vez já tinha sido semi-conquistado pelo império otomano. Sempre haverá líderes religiosos que cooptem ações violentas, mesmo hoje, sejam eles papas, rabinos ortodoxos ou mulás fundamentalistas. O Bush não declarou, sem ruborizar, que invadiu o Iraque aconselhado por Deus?
Pra quem falou em circuncisão: lembre-se de que ela existe tanto no judaísmo quanto no islamismo.
Bem, chega. Eu e vocês merecemos férias. Aproveite o verão, galera!
os islamitas maometanos sempre foram umas pessoas muito doces, se expandiram por meio mundo pedindo com licensa e por favor…..
chesterton,
Os Cristãos tmb foram pedindo com licença por favor desculpe muito obragado.
chesterton,
até tu?
JD,
No Islã a circuncisão não tem o mesmo significado que no judaísmo, não é o símbolo de nenhum contrato com Alá ou Maomé. Aliás, algumas más línguas dizem que eles só copiaram o costume dos judeus, como outras coisas também… O fato é que no Corão não se fala em circumcisão.
Eis o nosso querido Mr. X. Ele não sabe o que significa a circuncisão dos judeus, afinal ele não é judeu (ipsis litteris). Mas ele sabe perfeitamente o que significa a circuncisão para os muçulmanos, mesmo não sendo muçulmano. Vou arrumar para ele um cargo de professor na Universidade Islâmica de Meca, onde ele poderá, como se diz aqui, ensinar padre-nosso a vigário.
By the way (gostou do inglês, Signore X?), a circuncisão não foi inventada nem pelos judeus nem pelos muçulmanos, é um costume antiqüíssimo dos povos da região, inclusive os Egípcios do tempo das pirâmides. Também existe entre inúmeros povos africanos, que não são judeus ou muçulmanos. O mais provável, em termos históricos, é que seja um costume de origem africana.
JD, pra você ver, tirei as informações de um site islâmico:
“Contrary to the Jewish tradition, in Islam circumcision (Khitan) is not a symbol of Allah’s covenant with humans. Furthermore it is not mentioned anywhere in the Qur’an”
O link para o site, por favor, Mr. X.
Como o Mr. X ainda não teve tempo de me informar o link, eu usei o bom e velho Google e verifiquei:
- não é um site islâmico como ele disse, com a habitual tranqüilidade, é um grupo de discussão sobre a circuncisão em geral, chamado Circlist, no qual se manifestam pessoas de todas as religiões.
- o Mr. X pinçou um pequeno texto de seu agrado, mas o que podemos ver pelas várias contribuições de muçulmanos ao grupo de discussão é: a circuncisão não está citada no Corão, mas é obrigatória e importantíssima para todos os muçulmanos. Um não circuncidado não pode, por exemplo, fazer a peregrinação a Meca, um dever fundamental para todos os muçulmanos.
- os ritos da circuncisão muçulmana variam muito de país para país, o único ponto comum é sua obrigatoriedade.
- ou seja, a circuncisão muçulmana é um rito religioso fundamental. De suas diferenças teológicas frente à circuncisão judaica eu não tenho condições discorrer. Sugiro que os interessados consultem teólogos judeus e muçulmanos… ou o Mr. X, claro.
- parte engraçada do site do Mr. X: entre as diversas descrições da circuncisão muçulmana pelo mundo afora, há uma foto ‘explícita’ de um provável muçulmano, com o pênis erecto mostrando claramente a cicatriz da circuncisão, que faria padres e pastores clamarem de indignação moral… ou suspirarem secretamente de prazer, nunca se sabe…
JD, você pra variar aumentou tudo completamente. Nada tenho contra a circumcisão de muçulmanos ou não, nem pretendo escrever um tratado sobre ela e francamente me interessa muito pouco. Tudo partiu do meu comentário sobre a diferença de “rituais de sacrifício” nas diversas religiões, e o que eu disse, e que o site confirma, é que o SIGNIFICADO RELIGIOSO da circumcisão é bem diferente para os muçulmanos e para os judeus. Só isso, não vamos fazer uma novela agora. Aliás, digo até que você têm razão, provavelmente é um costume bem mais antigo que precede ambos os povos.
JD,
“Legislação (ou seja, lei)”. Jurisprudência, especialmente aos olhos da justiça americana, é Lei. No Brasil também (as vezes). Trata-se da hierarquia das leis. Não apenas isso, mas boa parte das leis precisa ser regulada, os regulamentos podem dar-se por leis secundárias ou através de outros mecanismos tais como diretrizes, estatudos, contratos, etc. Fontes do direito, hierarquia das leis…
JD,
“Nem a Igreja, nem a Inquisição, nem qualquer Tribunal Eclesiástico jamais condenaram alguém à morte, nem executaram ninguém.”
ótimas resposta. MOrdo a língua. :-)
Theo, quando os cristãos davam a outra face, os maometanos chegaram as portas de Paris. Só não entraram por causa de Carlos Martel. Aí eles acordaram e botaram os islamitas sodomitas para correr. Alguem lembra da vontade de Arafat queimar a rosca diariamente?
André,
Desculpe entrar no embate entre vocês, mas acho que o que o JD quis pontuar foi o fato de a Igreja não agir diretamente nos processos.
Outra coisa é que durante a Idade Média e principalmente durante a Reforma, a Igreja usou sim, de todo o seu arsenal para perseguir e reprimir toda idéia discordante, até porque era importante ganhar fiéis.
E nisso, empenhou considerável influência que ainda tinha, junto aos Estados.
Theo,
me preparar… Para que? Para morrer?
Não é com a minha ignorância que você tem de se preocupar, é com a dos seus irmãos muçulmanos, que se explodem em nome de Alá.
De novo Theo, não fui eu quem disse nada de mártires ou virgens. foram os muçulmanos radicais. Se há ignorância, vá esclarecer seus irmão muçulmanos.
Não dá para fazer de conta que o radicalismo islâmico não tem nada a ver com o Islã. Assim como não dá para fazer de conta que a Teologia da Libertação nada tem a ver com o cristianismo, apesar de todos os seus erros.
João Daltro,
seu comentário estava ótimo. Mas quando você tentou isentar o Islam, escorregou feio. Lembre-se que Maomé é do ano 600 d.C. Mas o colonizador europeu é culpado pelo atraso?
Chesterton,
equivocada? Eu não falei na Bíblia, mas em Jesus Cristo. Basta ler os Evangelhos, e responder: Em que momento pode-se justificar qualquer matança baseado no que está escrito?
Não adianta tentar se refugiar no Velho Testamento, porque Jesus Cristo deixou bem claro que trazia uma Nova Lei.
Andre Fucs,
as cruzadas foram uma guerra por causa do massacre de cristãos pelos muçulmanos no Oriente Médio. Na época, a Igreja era também o Estado, portanto, havia outras motivações políticas.
A Inquisição e outras perseguições européias condenavam à morte, por causa de uma cultura acostumada à pena de morte, e não por conta de uma recomendação bíblica.
Mas o mais interessante é a evangelização das Américas. Estavam errados? Vamos considerar apenas o Brasil, os jesuítas fizeram mal? Você acha que os descendentes daqueles índios, quando pensam no passado, preferem a catequese e o aculturamento, ou gostariam de ter continuado índios?
Sobre colonização, um link interessante:
http://www.islam.org.br/os_califados_%20e_dinastias.htm
Liliane,
“Você acha que os descendentes daqueles índios, preferem a catequese e o aculturamento, ou gostariam de ter continuado índios?”
Ótimo ponto!! Eu sou um deles (com BASTANTE proximidade com a selva) e posso lhe dizer que sim, ao meu ver os Jesuías fizeram mal. Apesar de feliz em não viver na tribo, eu dispenso qualquer espécie de catequese, especialmente aquelas que são feitas à força.
André Fucs,
eu também sou um destes descendentes, e posso dizer que os jesuítas fizeram BEM!
E as catequeses não foram feitas à força, os jesuítas ou eram aceitos pelas tribos, ou morriam.
Liliane
http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4197
Alias Liliane, este autor é ateu radical, mas não é marxista. Você, que é de esquerda, deverá encontrar muita coisa interessante por lá
http://www.midiasemmascara.com.br/arquivo.php?posted=S&fauth=S&aid=22&language=pt
André Fucs tá se dando mal com suas inverdades Dá-lhe João Daltro que pena que está de férias. André quanta mentira e argumentação inválida mais voce seu ardil arrogante e capaz de inventar?
Senhor Andreé:
Está errado: jusrisprudência não é lei em lugar algum. No Direito Anglo-saxônico (EUA/Inglaterra) decisões anteriores firmam apenas entendimentos e precedentes. Nunca lei (no sentido estrito). Nem no Brasil. A súmula vinculante tampouco é utilizada, pois falta-lhe regulamentação. Por último, a própria Constituição assegura aos magistrados, o julgamento pelo princípio do livre convencimento dos autos.
Me perdoe a intormissão na discussão, mas foi necessária.