Nota de falecimento
Morreu nesta madrugada, num acidente de automóvel, Gabriel Pillar, 22 anos. Ele foi o fundador do coletivo de blogs gaúchos Insanus.
Gabriel e sua turma estão entre os pioneiros da blogosfera tupinambá. Foi cedo.
Ainda sobre o assunto:
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muito triste…
muito jovem…
tão cedo…
ajudemos os pais de Gabriel, com nossa solidariedade, nesta hora de profunda tristeza …
… e que Ester Grossi leve a eles nossa mensagem, nosso sentimento solidário, nesta hora de dor….
estenio
o que eu achei mais triste foi ver no blog o planejamento dele de apresentar a defesa da monografia no próximo dia 5…
é chocante…
Meu Deus! Não conheço mas é muito chocante um menino de 22 anos morrer assim. Força para os pais. Ninguém aguenta.
Estenio, envie os comentários que aqui forem deixados. Se bem que nesta hora ninguém tem cabeça para nada.
Andrea, pensei duas vezes em por “chocante”. Ainda bem que vc escreveu. Não tem adjetivo, né?
Leiam que coisa linda o texto dele sobre a dinâmica dos carros numa estrada. É o relato de uma viagem ao Uruguai com o avô, acrescido de belas fotos.
Paula,
com a licença do Fiuza, se ele permitir, enviarei as mensagens à Ester Grossi, para que ela repasse aos pais dele…
creio que os confortará saber de nossa solidariedade, nosso compartilhamento desta dor…
fiúza?!
não xinga o pd estênio…
paula
fica difícil escolher outra palavra…
desculpe, PD, pelo equívoco…
Obrigado, Pedro. Estamos todos muito tristes por aqui, como bem podes imaginar. Transmitirei os pêsames ao resto do pessoal.
a parte em que ele fala da entrega da monografia, dia 5, 14 horas… é difícil segurar a emoção…
Notícia muito triste. Mais triste ainda porque parece que não existe ninguém, hoje em dia, que não conhecesse um jovem que tenha morrido num desastre de automóvel, essa máquina de guerra onipresente. Meus pêsames a todos que amavam e conheciam o jovem gaúcho.
Não conhecia, mas meus pêsames. Morrer é foda.
A gente que fica perde um menino do bem. O mundo piora com isso. Pra família e amigos o mundo fica vazio e triste. Pra eles meus pêsames.
Morrer é sempre estúpido, mas morrer com 22 anos e de acidente de carro é estúpido demais!
Muita paz pra ele e os seus aqui na terra!
Ver a morte pela “perda” nos deixa sem a pespectiva que ela é só uma viagem! Outras vidas virão para esse espirito inovador!
Deus o protege!
PD, na semana passada o Gabriel deu uma entrevista legal ao blog do Tiago Dória (www.tiagodoria.com.br).
E agora …
Paz para a família e os amigos.
Triste? Por que triste? Chocante? Por que chocante? Esta é a vida. Vivemos e morremos - não sei porque um jovem de 22 anos morrer seria mais triste do que um velho de 95. Os budistas chamam o estado em que todos os seres e coisas estão como “impermanência”. O ditado popular diz: “Pra morrer, basta estar vivo”. Guimar?es Rosa: “Viver é perigoso”. Morrer é tão normal quanto viver. Se não nos assustamos com a vida, por que teríamos de fazer tanto drama com a morte? Hoje foi ele, amanhã sou eu, depois um de vocês. Normal. Não há Deus nem deuses, só o Acaso - que é infinitamente mais justo do que uma Personalidade Divina: ceifa aqui e ali, indiferentemente, os jovens e os velhos; os pobres e os ricos; os bons e os maus. Ainda bem. Esse rapaz, que eu não conhecia, teve 22 anos pra viver. Espero que tenha se divertido. Agora é a volta ao Pó.
É que o que está em pauta não é a naturalidade da vida ou da morte, mas o sentimento que nos liga uns aos outros, e neste aspecto é muito trágico esse tipo de situação, pq é muito dolorido o rompimento. Se vc não fizer nenhum juízo de valor, não há problemas. Mas dói quando é alguém que vc gosta, que ainda ter muito por viver e por fazer. É extremamente doído, quanto inesperado. Isso é chocante.
Não o conhecia, mas pelos posts aqui, percebe-se que ele, nos seus 22 anos, conseguiu o que muita gente com 95 anos não conseguiu até hoje: Ter muitos amigos!
Força para a familia e que descanse na paz de Deus.
Pequeno coan:
Certa vez, um discípulo encontrou o seu mestre budista chorando copiosamente, sentado sobre uma pedra.
“Por que chora, mestre?”
“Choro a morte de um ente querido.”
“Mas e tudo o que o senhor me ensinou sobre a impermanência, sobre as delusões do ego, sobre o desapego?”
O monge parou de chorar e olhou para o discípulo.
“Sim, eu sei de tudo isso.”
E seguiu chorando exatamente do ponto onde havia parado.
Saint-Clair, não é o caso de discordar de ti, até mesmo pq sempre admiro muito o conteúdo de suas opiniões. O que acontece é que nesse caso a tristeza maior não é nem do rapaz (o desconheço) ter falecido novo (a mesma idade que a minha), mas sim a perda evidenciada por tantos que lhe tinham carinho.
Nesse ponto, uma vida mais extensa e já desabrochada em suas realizações ou tristezas nos deixa a nós que ainda vivemos menos frustrados, sabendo que a partida nunca vem em “boa hora”, mas que certamente teve como plantar sementes nesta terra e cultivar crenças por aqui.
Se ficamos tristes por ver alguém novo se perder, provável que seja um pouco de receio ou amor próprio, por saber em como é frágil nossa existência e justamente por ser possível perdê-la assim sem motivo, de uma hora a outra.
Creio intensamente no Acaso não como justiça, apenas como uma força capaz de fazer coisas as mais inusitadas acontecerem. E da mais banal coincidência resultar uma profissão de fé p/ a vida inteira.
Saint-Clair, em 21/11/ às 7h25 você escreveu “Morre Robert Altman, que merda, liguei o computador agora e já levo com essa notícia pela cara.” Então, pelo visto a morte de alguém não te é indiferente, ao menos quando a pessoa faz parte das tuas relações. Como não foi o caso do Gabriel Pillar, creio que apenas aproveitaste a audiência para um brilhareco pessoal, sem a mínima sensibilidade à dor e aos sentimentos de quem conviveu com alguém que, embora tivesse perdido a vida com apenas 22 anos, produziu muito mais do que apenas frases de efeito. Você precisa se tratar, sujeito!
Flávio, devo reconhecer que não tinha feito caso dessa “intensa rede de relacionamentos e emoções” a que você alude. Sei lá, falha minha, frieza talvez. Mas concordo com você: desse ponto de vista, é realmente de se lamentar. Acho que eu me treinei a ver a morte como mais um fato, comum, talvez como forma de me resguardar. Mas pra mim continua funcionando assim. Confesso também que nunca perdi nenhuma pessoa querida, próxima. Não sei se reagiria assim, com a mesma “frieza”, se você alguém querido. Eu acho que sim - mas só na hora veria.
Emanuel, você comete duas falhas no seu raciocínio, de resto desculpáveis uma vez que você não me conhece. A primeira é: eu não pranteei o homem, a pessoa que foi o Altman. Pranteei o artista, que me deu muito prazer com seus filmes. Desculpa a frieza, mas foi o que aconteceu. Segundo: eu não preciso de “brilhecos”, ainda mais um tão fugaz quanto o de um comentariozinho perdido dentro de um site. Falei - e falaria de novo, se bem que reconheço que o que o Flávio falou é pertinente - o que acho, o que acredito. Que brilheco você acha que eu vou conseguir, se nem meu nome completo botei? Eu não preciso de 15 segundos de fama num comentário de post perdido na Internet. Você pode não acreditar, mas seria indigno de mim. Tentar brilhar em cima de uma pessoa que morreu… nada a ver!
E, a propósito, eu não conhecia o rapaz pessoalmente, mas lia as coisas que ele escreveu sim. Não peço desculpas pelo que disse - seria hipocrisia e falsidade, uma vez que continuo acreditando no que falei - mas talvez eu precisasse ter um pouquinho mais de cuidado ao enunciar minha opinião, porque sei que se desviar da norma corrente em questões que envolvem morte, amor, sexo, esses sentimentos e situações eternos, dá sempre margem à polêmicas e mal-entendidos. A gente acaba saindo como vilão ou papagaio de pirata.
Saint-Clair, não escrevi ‘brilheco’. Aliás, não existe a palavra ‘brilheco’. Existe ‘brilhareco’, conforme escrevi. Cito como exemplo o artigo “A doença infantil do jornalismo”, que inicia assim: “O jornalismo brasileiro abusa do colunismo, e há uma tendência de os colunistas abusarem das colunas. A maioria padece de excesso de opinião, prejulgamentos, imprecisão - articulados em textos longos ou notas curtas de “brilhareco” narcisista, baseado no ouvir-dizer, na sacação, na notícia incompleta. Informação também é cultura, cumpadi.
Obrigado pela correção do português: digitei errado. Seja “brilheco” ou “brilhareco”, acho que agora você não está lidando com o X da questão. Seja como for, e mais uma vez, obrigado pela correção ortográfica.
que merda isso tudo, eu nunca conheci o gabriel mas já tinha o visto pela noite. a questão que mais me incomoda é ter ouvido o estrondo, mesmo morando há uns 400 metros daquele poste infeliz. lembro de ter acabado de me deitar e antes de pegar no sono eu e minha família levantamos assustados com o som inacreditavelmente alto de um carro passando pela independência, onde moro. estou acostumado a ouvir pelo menos uma vez por semana desde que sou criança carros em disparada nas madrugadas. já presenciei capotagens, garis indo pelos ares, carro explodindo em árvore e por aí vai. mas como a velocidade e o som altíssimo daquele carro (que fui descobrir apenas hoje lendo zh como sendo o de gabriel pillar - o horário fecha com o estampidão que ouvi ao longe…) não lembro de ter ouvido desde que passou uma moto que deveria ser daquelas de corrida no ano passado. pelo efeito doppler (o som da sirene de uma ambulância é um bom exemplo desta propriedade física sonora) ele deveria ter vindo desde a antes da joão telles ou até mais abaixo da independência, pois foi num crescendo impressionante. não sou físico nem perito mas já fui testemunha ocular de meia dezena de tragédias aqui onde moro nesta avenida que só piorou de qualidade de vida desde que ganhou aquele infame corredor de ônibus. mas enfim, só pelo som que eu e minha família ouvimos ele deveria estar no mínimo a uns 100 por hora. até comentei que deveria ser um destes carros tunados, já que a surdina era levemente estourada. aliás, me pareceu que podia ter sido dois carros… sempre que passam assim me seguro e torço pra que não levem ninguém inocente no cruzamento da ramiro, torço muito para que estejam sozinhos e que respeitem pelo menos aquela descida da mostardeiro. mas acho que ele deveria estar muito puto da cara com algo. algo que pudesse ter acontecido naquela noite, li que tinha saído da festa do oci. não o conhecia, pelo que li não era do tipo magalão que faz pega ou coisa parecida. e não deveria ser mesmo. a maioria dos malucos que já se quebraram e morreram na independência tinham um perfil bem diferente deste gabriel, eram os clássicos ‘magais’ ou como chamo ‘assassinos de garis’. infelizmente algo deve ter disparado o pé deste cara até o fim do acelerador. e esta história é a mesma de sempre: na saída de festas e na ingenuidade de que carros populares feitos de papel vão proteger da morte. isso é falta de educação, ‘auto-escolas’ se é que podemos chamá-las assim neste país de merda que não ensinam segurança no trânsito, o individualismo doentio que faz com que jovens não só se matem mas como levem inocentes junto pra cova, sem falar na burrice das campanhas de conscientização pela segurança no trânsito. sou a favor de choque hardcore, essa história de que não se deve chocar o jovem com imagens fortes é coisa que nossas avós já falavam. a quantidade de info que um rapaz de 22 pode absorver hoje é mil vezes maior do que era há 30 anos. tem que mostrar sim, como campanhas australianas já fizeram e fazem, como mostram no japão (isso que estes dois países por exemplo têm ambos as taxas mais ínfimas de mortes no trânsito - leia-se educação), mostrar o sofrimento de pais e parentes, o horror do impacto e por aí vai. mas não adianta, estou cansado de ouvir que o ‘povo brasileiro é doce e gentil’. o caralho, ninguém se mata mais como nós, sequer sunitas e xiitas praticam tanto a selvageria da violência (homicídio, latrocínio, trânsito, atropelamento, estupro, corrupção, etc) como nós brasileiros ‘queridos, gentis e doces’. gabriel, fica em paz onde tu estiver, pelo que te descrevem deve ter atingido um plano muito mais evoluído que este. tenho certeza de que um dia em outro plano existencial teus pais vão te reencontrar e dizer o quanto deviam te amar. tenho certeza no fim de que há uma boa porcentagem de vítima na tua morte pois não é possível que tamanha estupidez possa existir assim. passei na lomba da mostardeiro a pé e vi leve marca dos pneus logo antes de entrar na esquina oposta. deve ter voado pela faixa da direita e caído envezado em direção a esquerda, rumo ao poste. que isso sirva de exemplo pela milésima vez para qualquer gurizão que por algum motivo qualquer pense em correr além da conta.
Fabrizio, sei o quanto é duro expor o que vc disse, mas é necessário e urgente este seu alerta…
pois é estenio, isso tudo pra mim JAMAIS será uma fatalidade. simplesmente odeio esta palavra, que deveria ser utilizada apenas em casos como tsunamis, vulcões ou cataclismas. o gabriel, infelizmente e odiosamente, irá virar mais uma estatística num país que dá mil vezes mais bola pra inter e grêmio do que pra questões como educação. não tenho nada contra futebol, pelo contrário, mas é só o que se escuta nas ruas, do ponto de taxista ao grupinho de pessoas saindo pra almoço. casos como este do gabriel são sempre citados como (que nojo) ‘fatalidade’ ou ‘tragédia’ quando na verdade estarão sempre pra acontecer, numa espécie de agenda onde nada é feito para impedir este tipo de ’suícidio’ coletivo. algumas pessoas, como a sr. gonzaga lutam sem parar mas seria necessário que a coisa crescesse muito, mas muito mais. estou convencido, como publicitário, de que TODAS as campanhas, de hiv a violência no trânsito, todas são umas merdas, desde sempre e feitas apenas com o intuito de faturar com veiculação. este país não sabe fazer campanha impactante. deixem que adolescentes engravidem sem parar, deixem que gente boa como gabriel morra nos postes de merda, deixem que o povo lembre da porra da camisinha apenas na porra de merda do carnaval. chega de licitação, o governo deveria fazer um concurso em todas as agências de propaganda para que vencessem as campanhas mais duras, impactantes e chocantes, sobre qualquer tema. chega de meias palavras, metáforas açucaradas e musiquinhas. chega de mortes desnecessárias. mas nada disso adianta, acabei de jantar e via a merda da capa da zero hora. eu fico aqui todo revoltado e nem precisava conhecer o gabriel, pois isso já aconteceu com amigos e vai acontecer de novo se nada for feito.
Fabrizzio, você coloca a questão nevrálgica, a realmente mais importante e que precisa ser discutida. Por maior que seja a dor da perda de Gabriel Pillar, não é possível desconhecer que ele estava fora do controle ao dirigir em um trecho tão curto - meia dúzia de quadras do bairro Bom Fim até o Moinhos de Vento, onde bateu a mais de 100 km/h, por seu relato. Quem conhece Porto Alegre sabe que aquele trecho é, talvez, a descida mais perigosa da capital gaúcha - a mais de 80 km dá um frio na barriga. Logo, ninguém o faz em condições normais. Então eu pergunto: os amigos que estavam com ele, momentos antes, no Bar Ocidente, não perceberam se Gabriel estava em condições de dirigir? Ou estavam tão embalados que não perceberam o risco que ele poderia correr na direção de seu carro? A morte do Thiago Gonzaga, que deu origem à Fundação, foi uma das mais estúpidas que já vi. Ele vinha na carona de um carro que entrou na contramão de uma avenida, no espaço destinado ao corredor de ônibus e bateu em uma caliça de ferro colocada para recolher lixo. Um absurdo! Relembro apenas para ilustrar - e informar ao país que os piores motoristas do Brasil estão no Rio Grande do Sul, a imensa maioria em Porto Alegre. A capital gaúcha possui um perímetro urbano pequeno - o centro fica em um canto, pois é limitada pelo Rio Guaíba e cada família possui em média entre dois a três carros. Resumo: o trânsito é um caos, pois o pai, a mãe, o filho, a filha, todos saem de carro. Não há transporte solidário e o trânsito é caótico. Pior, nenhum respeito às leis, aos pedestres, à segurança. Não conheço as estatísticas nacionais, mas duvido que haja índice de mortes piores do que as do trânsito gaúcho em geral. Lamento muito pelo Gabriel, mas o Fabrizzio tocou numa questão vital. Muitos ainda perderão a vida até que haja maior consciência de como nosso trânsito é uma verdadeira neurose coletiva. Louvo o esforço da Diza Gonzaga, mãe do Thiago, cuja Fundação procura conscientizar os jovens. Mas quando se lê, nas segundas-feiras o balanço dos mortos e feridos nos fins-de-semana (motoqueiros morrem feito moscas) questiono a tal fama de que somos o Estado mais politizado do país. Que estado mais politizado é esse que sequer obedece as leis do trânsito? Essa semana, por exemplo, morreu um jornalista famoso, Ricardo Carle. Ele foi atropelado na madrugada do ano de 2000 quando atravessava calmamente uma avenida sem nenhum movimento. Pois veio um maluco que simplesmente o jogou para cima, deixando-o seqüelado para sempre. E o motorista simplesmente fugiu. Ninguém sabe, ninguém viu. Já o Ricardo Carle hoje é mais uma vítima dessa guerra que virou nosso trânsito. A mãe de Gabriel disse hoje que a morte de seu filho tira o sorriso do rosto. Lamento pela senhora, dona Mariza Gomes, que não merecia essa perda. Pena que a seu filho - que segundo a senhora sequer gostava de carros - não tomou uma decisão que eu já fiz há algum tempo: não dirijo mais neste trânsito cercado de potenciais assassinos. O triste é saber que um deles pode ser até mesmo seu pai, parente, namorada ou até seu melhor amigo. E isso dói.
Acidente de automóvel?
CARROS MATAM, isso é fato. Vamos para com a demagogia?
Ou vocês falam de “acidente de nutrição” quando uma criança morre de fome na Etiópia?
*(…) vamos parar (…)
Gunnar, se tua observação foi a respeito do meu comentário, até posso concordar, uma vez que, diante de fatos novos, agora chegados ao meu conhecimento, acrescentaria que carros não só matam, como suicidam…
Emanuel, eu falava a respeito do uso desse termo “acidente”, de um modo geral. Agora, especificamente, foi o PD que usou. O SEU comentário eu achei bem lúcido.
Aliás, eu também não dirijo.
Bater, ralar, capotar, engavetar, são coisas que simplesmente fazem parte do trânsito, tanto quanto estacionar, acelerar, fazer curvas, etc.
É o que já falei, carros deveriam vir com figuras e mensagens que nem aquelas de carteira de cigarro. Quem se senta atrás de um volante sabe a que riscos está se expondo.
caro gunnar, quando você pensa que “Bater, ralar, capotar, engavetar, são coisas que simplesmente fazem parte do trânsito, tanto quanto estacionar, acelerar, fazer curvas, etc.” fico pensando que talvez eu já tenha descoberto uma das razões que levam nosso trânsito a ter virado uma guerra. este tipo de pensamente é talvez um dos mais imbecis, comformados e negativos que pode haver quando se pensa em trânsito. você por algum acaso já esteve em países como alemanha, japão, suíça ou inglaterra? pois bem, lá “bater, ralar, capotar, etc.” não faz parte do trânsito deles; quando isso ocorre daí sim é considerado um acidente grave, não como aqui, mais um número nas estatísticas e que passam desapercebido por gente como você. o grande x da questão está enfim na imensa insensiblidade de pessoas como gunnar, que acham isso normal, assim como devem achar normal o número impressionante de pessoas baleadas no rs e no brasil. o primeiro passo para que as coisas ruins e erradas jamais mudem é este maldito “achar normal”. portanto, se você se preocupa mais com a mortalidade infantil da etiópiam, parabéns. sugiro que vire um missionário e mude-se para lá. estou mais preocupado em ajudar a resolevr problemas muito próximos a comunidade/páis em que vivo, pois isso afeto diretamente a sua vida, seus pais, irmãos, amigos, etc. jamais irei aceitar que automóveis foram criados para a destruição. isto tudo é falta de educação, pura e simples. falta de bom senso muitas vezes. culpar as drogas, as armas de fogo ou as máquinas em geral pelos erros cometidos exclusivamente por nós, seres humanos, é o tipo de consideração que nos separa, gunnar, em dois grupos. eu pertenço ao grupo que acredita que apenas mudando o nosso comportamento (educação) é que poderemos dominar todos os sistemas, máquinas ou problemas. uma pergunta: por que os japoneses têm os carros mais seguros do mundo e o trânsito menos letal se eles já têm tudo isso e são bem educados? simples: eles consideram uma única morte como algo que deve ser refletido e consequentemente tem reflexos nas máquinas que eles criam. por isso tudo que eles fazem é sempre em prol de cada vez mais segurança. você sabia que carros da honda e da toyota virão de fábrica já no final de 2007 com dispositivos que reconhecem o teor alcóolico do motorista assim que ele der a partida no veículo? e sabia que automaticamente o carro passará a rodar com um limitador de velocidade (não deverá passar dos 40 por hora…). pense nisso, pesquise na web e mude seu pensamento de que veículos foram feitos para a destruição. para isso existem aquelas competições nos estados unidos, as ‘destruction derby’, que devem ser bem divertidas, já que é entretenimento.
Fabrizio, você devia usar o cérebro.
Eu não acho nem um pouco normal as pessoas se matarem no trânsito, acho um absurdo. Quem gosta de carro é que acha normal! Quem chama isso de “acidente” é que acha normal!!!
Fico imaginando um grupo de cientistas apresentando uma nova tecnologia aos líderes políticos de um país:
“Trata-se de uma tecnologia revolucionária, que vai facilitar o dia-a-dia das pessoas e em pouco tempo se tornará essencial em todos os setores da sociedade, trazendo inúmeros benefícios. Só tem um porém: vai custar a vida de 50.000 inocentes, só nesse Estado, todo ano.”
Os líderes políticos deveriam aprovar o uso dessa tecnologia?
Antes que respondam, eu adianto que nós já a temos. Chama-se automóvel.
Não sou ninguém para saber dos desígnios da vida, que leva jovens antes de levar velhos.
Se a vida assim decidiu, está decidido.
Mas para mim, sempre é chocante ver a morte de uma criança ou de um jovem.
Que os familiares encontrem a paz e consolo.
Meus sentimentos a eles.
gunnar: o gabriel nem gostava de correria nem de carros. tua teoria já era…
Qual é a “minha teoria”?
Perdi três familiares num mesmo dia, no mesmo acidente.
A DOR da perda para os que ficam é algo quase que insuportável.
Mas o pior é saber que o tempo deles acabou. Não tiveram tempo para concluir seus sonhos, para acompanhar o crescimentos de seus bebês.
Minha norinha bateu foto no dia 2, com sua turma de formandos e o Gabriel está lá.
Que o Gabriel esteja em Paz!
gunnar, você não entende absolutamente NADA de segurança nem de pesquisa automobilística. é tão ingênuo que ainda acredita em ‘bancas de apresentação de projetos a líderes de países…’. pelo amor de deus, parece uma criança imaginando como funciona a indústria. seu tapado, a segurança só aumenta cada vez mais no trânsito pelo mundo desenvolvido por causa que lá ninguém quer perder seus entes queridos. ao contrário do 4? mundo que é este brasil de merda onde de nada adiantará ter equipamentos de segurança ultra desenvolvidos se o povo continuar não usando, ignorando ou enchendo absurdamente a cara e pisar fundo. larguei de mão, adeus a todos. vou me embora pra algum país desenvolvido, chega dessa palhaçada de ‘teorias da conspiração’ ou sentimento anti-tecnologia. volta pra carroça seu gunnar, ande a pé até são paulo se for capaz. aliás, vá nadando, já que avião é muito hi-tech pra você. sucker.
“Sucker” é pirulito, né? E se pirulito é doce… então eu sou um doce de pessoa, é isso?
Pôxa, obrigado!
Fabrizio, o Fiat Palio que meu filho dirigia tinha escapamento original e no seu trajeto ele teria vindo pela Felipe Camarão. Portanto o carro que te assustou foi provavelmente outro. Mas teu testemunho é importante porque informa que momentos antes do acidente um carro em alta velocidade, com som altíssimo, “tunado”, subiu a Independência e seguiu pela Mostardeiro; a pergunta que fica é se este carro não estaria envolvido. Estou investigando o acidente. Se tiveres mais informações favor contatar-me pelo e-mail vpillar@ufrgs.br.