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A garotada corrente

November 15th, 2006 · · 76 Comentários

Os jovens de 21 anos hoje nasceram em 1985. A Internet fez dois anos em janeiro daquele ano e a Nintendo lançou o Super Mario Brothers, primeiro game blockbuster. Quando estavam na escola primária, em 1990, Tim Berners-Lee estava inventando a world wide web. A primeira mensagem SMS foi enviada em 1992, quando esta turma tinha 7 anos. Amazon e eBay nasceram em 1995. Hotmail saiu em 1998, quando eles estavam caminhando para o secundário.

Neste período, celulares pré-pagos surgiram, permitindo que adolescentes tivessem os seus – e os primeiros serviços de mensagens instantâneas nasceram. Google veio ao ar em 1998, quando eles chegavam à adolescência. Napster e Blogger.com são de 1999, Wikipedia e o iPod são de 2001. Os primeiros sistemas de redes sociais apareceram em 2002 quando eles estavam se formando no colégio, Skype em 2003 são eles indo para a universidade e o YouTube, de 2005, marca o momento no qual estão ganhando o diploma.

Estes garotos foram criados num universo que caminha paralelo àquele habitado pela maior parte de nós no negócio da mídia. Eles jogam games de complexidade absurda durante horas seguidas. São espertos, cultos e computadores e tecnologia de comunicação lhes são naturais.

John Naughton, jornalista e autor de A brief history of the future – Uma breve história do futuro – falou à conferência britânica de editores de jornais. Tentava, diletantemente, explicar por que jovens não compram e sequer lêem jornais. E porque não os lerão.

Estes são o futuro, meus amigos. Estão aqui e vivem entre nós. Não estão lá muito interessados em nós e não creio que dê para culpá-los. Minha esperança é que um dia nos permitam ao menos sermos seus animaizinhos de estimação.

dica do Ken Fujioka

Tags: Internet

76 Comentários até agora ↓




  • 1 Liliane // 15/November/2006 às 1:08

    Talvez ele seja algum octagenário!
    Eu nasci bem antes destes jovens, mas até os 21 também não lia jornais. No máximo, via telejornais. É da juventude, mas passa com os anos.

    Os jornais interessam, principalmente, a quem acompanha política e economia. E, em geral, é o trabalho que nos faz criar tais interesses.

  • 2 cj // 15/November/2006 às 3:18

    acho besteira e mito… não conheço jovens nascidos na década de oitenta que são cultos porque jogaram videogame.
    conheço um monte de gente que mal consegue ler uma revista, que dirá um livro… e vive de informações desencontradas e de duvidosa origem publicados na internet ao longo dos “google” da vida….

  • 3 Jose Mario // 15/November/2006 às 7:35

    Leio jornais desde a faixa dos 10 anos! Era um gosto em 73 ou algo assim acompanhar a guerra do Yon Kippur! passo a pássso! Via Estadao! Mas era o que havia naquela epoca! Manchete, Veja, Estado, Folha, Claudia, gibis! Lia tudo! Mas Para os jovens de hoje -sugestao- Leiam tambem, Livros, Jornais,revista, mesmo essa bost….da Veja de hoje, gibis, e Blogs, Orkut, ……a tal da internet! E porque nao o “Ig”!!!

  • 4 Caruso // 15/November/2006 às 8:40

    Nascí em 78, mas acho que me considero um híbrido-cultural. Entre os videogames e os livros. Ao mesmo tempo que consequí chegar ao final de jogos complexos como adventures e rpgs ao estilo Zelda e Final Fantasy, concluí a leitura de livros como a Montanha Mágica de Thomas Mann e a Consciência de Zeno de Italo Svevo. Confesso que meus hábitos literários mudaram bastante com a internet. Hoje para ler um clássico da literatura é necessário uma espécie de clima, então, geralmente nas férias - distante do trabalho na internet. Mas os jornais, que nem enconstava em papel, passei a ler depois na internet.

    Esta geração está sendo chamada de “Millennials” e existem artigos interessantes sobre as características, e a mudança que é necessária no ensino. Acho que o maior desafio é conciliar a dinâmica da internet, comunicação e jogos eletrônicos, com a necessária para uma leitura contemplativa de um romance por exemplo.

  • 5 wellington // 15/November/2006 às 8:43

    Um bocado alarmista mas assustadoramente verdadeiro. Eu tenho 25 anos e já me sinto o tio esquecido deles.

  • 6 Pax // 15/November/2006 às 9:01

    Na verdade a gente não sabe no que vai dar. O rádio ia acabar com os jornais. A tv ia acabar com rádios e jornais. A internet acabará com jornais, rádios, revistas, livros e tv? Não sabemos. Eu acho complicado levar uma internet pra cama pra ler um livro. Estamos num momento de transição que começa de uma forma e termina de outra não prevista. As três grandes áreas que definem a transição macro que vivenciamos na nossa contemporaneidade são transportes, energia e, acredito eu, principalmente em comunicação. É viver pra ver no que vai dar. Mas vai dar em coisa boa.

  • 7 Paulo Osrevni // 15/November/2006 às 9:52

    Cultos, ele que me desculpe, mas esses garotos não são. Raramente, muito raramente, buscam coisas da internet pra alguma pesquisa que são obrigados a saber. Seu conhecimento do mundo tem a profundidade do papel-alumínio. É claro que existem exceções, mas em geral é tanta imagem bombardeando que eles têm dificuldade de encadear duas proposições. E não estou falando de adolescentes idiotas que matam aula, estou falando de estudantes superiores em matérias como filosofia e história. No mundo inteiro.

  • 8 Carlos // 15/November/2006 às 9:56

    Forma de protesto encontrada pelos aburrecentes contra a globalização, a famigerada ignorancialização em massa.

    Fala sério!

  • 9 bitt // 15/November/2006 às 10:00

    Pros que gostam de exercícios de futurologia tipo “No futuro ninguém fará isso ou aquilo”, ou “No futuro todo mundo fará isso ou aquilo”, sugiro a leitura do livro de um sujeito chamado Herman Kahn chamado “Os próximos 200 anos”. É hilariante. Como todo exercício de futurologia. Por sinal, tamb sugiro o livro de Julio Verne, “Paris no ano 2000″ - inclusive por ser mais bem escrito…

    No século XIX, logo depois q os prédios começaram a ser dotados de elevadores a vapor, alguns arquitetos, inclusive Violet le Duc, declararam que as escadas não tinham mais futuro. Claro q as escadas sumiram, não sumiram?.. ;c)

    De fato, livros e jornais - a imprensa escrita, digamos, têm juntos, qse seiscentos anos de trajetória. Como dizem alguns teóricos, estão dentre os artefatos mais bem sucedidos que apareceram na história humana. Talvez desapareçam algum diaâno futuro, mas é uma tremenda pretenção declarar-lhes o desaparecimento, assim-assim.

  • 10 Jose Mario // 15/November/2006 às 10:06

    bitt! com toda razao!

  • 11 Da Janela // 15/November/2006 às 10:11

    Essa garotada pode até mais informação, porém é órfão do conhecimento. Internet e jogo eletrônico não dá conhecimento a ninguém camarada! Conhecimento, somente na sala-de-aula. Tem que ralar e, principalmente, ser humilde.

  • 12 Djalma Toledo // 15/November/2006 às 10:22

    Nas salas de bate papo se vê bem essa cultura — ” Quer tc comigo ? ” e não passa disso. Mas jornais nem para o lixo não servem mais, todos trazem as mesmas notícias, as mesmas manchetes, e conteúdo nenhum.

  • 13 Djalma Toledo // 15/November/2006 às 10:26

    Talvez por isso é que Henry Miller disse:
    ” Quando te apresentarem uma máquina que parece um brinquedo, quebre-a depressa “.

  • 14 Andre Fucs // 15/November/2006 às 10:37

    Bitt,

    Talvez as escadas não tenham desaparecido mas digamos que a razão de ser delas transformou-se profundamente. Aquilo que era essencial vem exercendo um papel mais funcional (a escada de emergência por exemplo) e certas vezes estético.

    Talvez seja a mudança e não o desaparecimento o futuro da imprensa.

  • 15 Pax // 15/November/2006 às 10:40

    Bitt, A Associação Mundial de Jornais tem um Comitê de Leitura Jovem. Eles se preocupam. A última reunião foi em Chicago em outubro passado. Fonte segura. Do representante de América Latina nesse comitê.

  • 16 Denis Pinto // 15/November/2006 às 10:49

    Espertos e cultos?!
    Ah, tá!
    Também ficou evidente que o tal jornalista estrangeiro não incluiu o povão nessa história.
    E o que dizer de países desiguais como nosso Brasil…
    Aqui nossos jornais correm perigo por causa da má qualidade de ensino, formando pessoas que não se interessam em ler ou que mal compreendem o que lêem.

  • 17 Guilherme Levy // 15/November/2006 às 11:04

    Livros, jornais, rádios, tv, net, e a precursora, a tradição oral - são fontes de informação.
    Conhecimento na acepção de saber só se faz possível na dialética introspectiva, no confronto entre a idéia formada que grita e o silêncio perturbador que não a ecoa.
    Informação é social, conhecimento é solidão. Informação é promiscuidade, conhecimento é masturbação.

    ‘Estes são o futuro, meus amigos. Estão aqui e vivem entre nós. Não estão lá muito interessados em nós e não creio que dê para culpá-los.’
    Um primor de obviedade. Moisés disse a mesma frase na primeira reunião dos patriarcas da tribo.
    ‘Minha esperança é que um dia nos permitam ao menos sermos seus animaizinhos de estimação.’
    Imbecilidade pouca é besteira.

    Dos jovens de qualquer época, a previsibilidade é a mesma da do cachorro que você leva para passear. Por mais que você advirta, é certo que vão cagar na rua, e é você quem tem que limpar. E daí?

    Se for inferir pela amostragem, ou seja, o post, só posso concluir que esse John Naughton é uma besta.

  • 18 lao // 15/November/2006 às 11:16

    Não compram e sequer lêem jornais porque - entre outros motivos - como eu, podem assinar o uol e ter acesso a diversos periódicos por um preço bem mais em conta. Mas, claro, adoro jornais impressos. Há várias características interessantes no papel que a tela de um pc não possui.
    Espertos e cultos? Isso é tão discutível..é como achar que a posse de um computador poderá trazer mais inteligência..besteira!
    abrs,

  • 19 Zé Bush // 15/November/2006 às 11:21

    well…mudou muita coisa, evidentemente.Sou de uma geração que lia Graciliano Ramos,Guimarães Rosa e Monteiro Lobato.Aquilo serviu como pontapé inicial para a leitura e obtenção de conhecimento e formulação de pensamento crítico.Livro lá em casa era o que não faltava.
    O que deveria vir como complemento (internet) hoje é o único meio de “conhecimento” e “comunicação” da garotada.O meio transformou-se em fim.
    Resultado: não sabem de porra nenhuma!
    O conhecimento é estandardizado, fragmentado, superficial, supérfluo.Não conseguem relacionar uma coisa com outra, estabelecer vínculos e discernir a verdade da mentira.
    Não sabem diferir a tese do sofisma e isso é um perigo.
    Essa é a geração “copiar-colar”, que recorre ao Google até para pesquisar procedimentos e métodos!!!!
    E acham que o esforço de procurar no Google já resolveu a questão.
    Trabalho numa empresa que tem estagiários, garotada de 20 e poucos anos.Fui designado para coordenar e inspecionar o aproveitamento deles(imaginem,eu!).
    É trabalho técnico, de botar a “mão na massa”. Pois tem cretino ( e cretinas) que quer resolver problemas via internet, pesquisando no Google, em vez de sentar, pegar a coisa e resolver com as próprias mãos!!
    É inacreditável tanta burrice e estupidez!!!
    Confudem regra com exceção,querem resolver tudo do mesmo jeito e não percebem variantes e peculiaridades.Para esses jumentos, tudo se resolve do mesmo jeito:copiando,colando e deletando.
    well..já mandei 2 embora e estou pensando em mandar o resto pegar na vassoura e trabalhar na portaria.
    Lá eles são mais úteis.

  • 20 Pedro Doria // 15/November/2006 às 11:39

    Gente, tudo muito bom: mas editores e donos de jornal não assistem a palestras como estas por diletantismo ou por paranóia.

    O motivo é pragmático.

    Vende-se menos jornal hoje do que se vendia em 2000. Em 2000, vendia-se menos do que em 1990. Comparar com quanto jornal se vendia em 1970 é covardia. Jamais se vendeu tanto jornal quanto se vendeu nos anos 20, 30. Ponha-se todos os pontos no gráfico e o último jornal será vendido na década de 40 deste século.

    Se vai acontecer?

    Dificilmente. Mas a população mundial só fez aumentar dos anos 20 para cá, o número de alfabetizados idem e o número – não o percentual, o número mesmo – de jornais vendidos diminui a cada ano.

    O que os números parecem indicar é que jornal será produto de nicho. E nicho não sustenta mega-empresas. O negócio delas vai mudar. Mas vai mudar para ser o quê? Quem entrar por último no bonde porque vacilou arrisca perder tudo e o espaço está aberto para novatos entrarem.

    Se você dirige um Times de Londres da vida, ou o New York Times, ou uma Economist, ou um Le Monde, nomes com 100, 150, 200 anos de tradição, o momento é de suar frio. Ninguém quer estar no comando no momento em que o veículo repentinamente virou o sexto ou vigésimo lugar de fontes de informação do povo.

  • 21 Éd Lascar // 15/November/2006 às 11:51

    Então conhecimento faz nascer pelos nas mãos!? Não vou ler mais nada que venha do Bitt e do Elias, por exemplo!

    :o)

  • 22 Paula // 15/November/2006 às 12:00

    Tudo muito complicado de prever. Não acho que os jogos emburrecem.
    Quanto às escadas: são essenciais na França e no velho mundo em geral. Elevador em todos os prédios é coisa de cidades criadas depois de certa época.

  • 23 chesterton // 15/November/2006 às 12:02

    Não adianta grandes empresas jornalisticas utilizarem métodos dos antigos Partidos Comunistas do sec 20 para adestrar clientes.
    Eles vão é dominar o espaço da moda, se forem competentes, senão babaus…

  • 24 Pax // 15/November/2006 às 12:23

    Chesterton, velho e bom Chesterton,

    Dá pra tirar esse comunista aí das tuas costas ou tá bom? Esse assunto não tem ideologia política cara. Jornais de cá e de lá passam pelo mesmo drama. Pode ser que com velocidades diferentes, mas o drama é o mesmo.

  • 25 Mr. Maggo // 15/November/2006 às 12:23

    Já estão chesterton, já estão.

  • 26 Gunnar // 15/November/2006 às 12:36

    Tenho 22, sempre compro e leio revistas mas principalmente jornais, não tenho celular e não sei nem ligar um video game.

  • 27 Éd Lascar // 15/November/2006 às 12:44

    Paula, limpa-o-link, por favor! Você deixou o paula e não dá conexão quando clicamos no seu nick. Acontece o mesmo nos dois: tanto no Paula quanto no Mr. Magoo!

    Deste jeito- http://paula//www.confluencias.zip.net

    Abs.

  • 28 Paula // 15/November/2006 às 12:55

    Éd, esqueci. Mas se clicar daqui abre aqui mesmo. É muito chato. Tirei tudo. Vou aposentar o Mr. Magoo para alívio de todos.:)

  • 29 Paula // 15/November/2006 às 12:57

    Estou é com pena do Gunnar. O menino não teve infância normal. Não jogou nem atari. Não tem celular e gosta de ler estes troços de revista e jornal. Certamente é motivo de chacota e deve ser considerado outsider pelos colegas de faculdade.

  • 30 Gunnar // 15/November/2006 às 13:13

    É Paula, mas vida social nunca foi meu forte mesmo.

  • 31 sabedoria popular // 15/November/2006 às 13:30

    Pq será q vende tanta “caras”, contigo, amiga, e outras afins ? Q acabem os jornais mas deixa eu saber das fofocas…

  • 32 shirlei horta // 15/November/2006 às 14:07

    Os filhos fazem o que nós fazemos. Garanto que meu filho lê. Vai ao cinema, ao teatro, se interessa por música - toda boa música, inclusive a clássica (que ele adora ver como trilha sonora de filmes como os do Kubrick, por exemplo). Chega mais cedo à faculdade para passar na biblioteca e ler os jornais. Ah, mas que vai virar uma coisa de nicho eu não tenho dúvidas. Pois se nós não os educamos!!! Nós queremos que eles leiam, sem terem jamais visto um de nós - pai ou mãe - abrir um livro!! Eu acho que nós nos eximimos demais “do que está acontecendo” e “do que está por vir”. SOMOS NÓS, POVO, É O NOSSO ESPELHO!!!

  • 33 jsa // 15/November/2006 às 14:31

    Que diziam os coroas sobre a juventude dos anos cinqüenta? Lembram-se?
    E a juventude dos anos sessenta falhou?

    Continuamos como nossos avós, refratários ao novo.
    De acordo com a pedagogia moderna, as pessoas são dotadas com múltiplas inteligências e não apenas uma única. … ler e interpretar textos! Apenas?

    Mesmo assim, no mercado editorial, explodem as diferentes bienais, com reflexos positivos tanto no crescimento quanto na qualidade dos títulos lançados a cada ano. Ou estarei errado?

    Podem haver mudanças de posições entre as diferentes mídias, o cinema passou o maior sufoco e ressurgiu. Haverá adaptações. Ou morte!

    O novo é imbatível.

  • 34 Pedro Souza Dantas // 15/November/2006 às 14:55

    Pelos comentários acima me parece que as pessoas misturam as coisas.

    1 Jornais são normalmente fontes de informação e reflexão. É claro que na internet todo mundo pode encontrar muito mais informação do que em jornais.
    - quer saber a previsão do tempo? olhe na internet? o horário dos cinemas? olhe na internet? vários ângulos da mesma notícia? olhe na internet? A última notícia mais fresquinha? olhe na internet. E etc.

    E do jeito que anda a qualidade dos nossos jornais, você pode encontrar muito mais reflexão em diversos sites - Nomímo por exemplo.

    2 Por isso, mesmo que os jornais não desapareçam, a importância deles vai passar a ser relativa, porque como sujeito você pode selecionar que tipo de informação/reflexão você quer receber

    3 A conexão entre maior tempo na internet, menos leitura e consequentemente menos cultura simplesmente não existe. É absolutamente reducionista e preconceituosa. E reflete também um medo dos mais velhos em não serem capazes de controlar os mais novos. Os jovens vão ser tanto mais ou menos cultos quanto for o processo educacional. A leitura na escola tem uma importância fundamental e os jovens são obrigados desde cedo a ler muito? Claro que não. Quantos livros as crianças brasileiras tem que ler num ano letivo? Quem já viajou para os EUA já deve ter reparado que em qualquer aeroporto, enquanto as pessoas esperam tem um grande número de pessoas com um livro. Isto porque nos sistema educacional americano a leitura é certamente a atividade mais importante.

    4 Além do sistema educacional, filhos que tem pais que gostam de ler, gostam de ler também. Meus pais liam, eu e minha esposa lemos e meus filhos lêem. E passam muito tempo no computador também. E jogam bola e etc. E são muito mais espertos do que eu em todos os tipos de jogos de computador e vídeo game.

    Eu acho apenas que eles são diferentes da gente, como nós somos diferentes dos nossos pais. E eu espero que melhores.

  • 35 Guilherme Levy // 15/November/2006 às 15:15

    Pedro,

    O grupo de pessoas que têm por hábito a reflexão, portanto aprofundam-se em assuntos que os interessam, lendo jornais e livros, sempre foi reduzido e sempre será.
    Os demais procuram a fonte de informação mais rápida e direta.
    Os jornais perderam mercado primeiro para o rádio, depois tv, agora net. Sobreviverão, cada vez menores, a custa da minoria, já referida, enquanto não disponibilizarem suporte mais cômodo e prazeiroso do que o papel.
    O jornal tradicional caminha para o artezanato.

  • 36 Cris // 15/November/2006 às 15:15

    Pois também acho que o seu John está roundly enganated, isso parece papo de velhinho neurótico e inseguro. Sinto que a cada hora que passo na frente da Internet fico mais burro, acontece também quando leio um de nossos gloriosos jornais ou revistas de cabo a rabo… engraçado como poucos se dão conta de que a burrice já venceu a muito tempo…

  • 37 Henry Shinasky // 15/November/2006 às 16:18

    Pedro Doria, provavelmente os jornais só terão a versão on line de suas edições; só que as mesmas não poderão ter sites restritos (como a FSP/UOL) já que a informação estará muito mais disseminada e de acesso gratuito. No futuro estas empresas terão de se adaptar e procurar outras formas de renda.

    No artigo do John Naughton, faltou citar um dos precursores das redes sociais, o israelense ICQ em 1995.

  • 38 Jose Mario // 15/November/2006 às 16:32

    E essa tal de democratizaçao da informaçao! Acesso total! e informaçao total! Mas vai precisar ter vocabulario e ser alfabetizado! Portanto meninos ,amanha tem aula!!!!! com livros e revistas!!!eeeeeeeeeee!

  • 39 Pax // 15/November/2006 às 18:20

    Buenas, eu tô aqui lendo um livro que tinha comprado uns tempos atrás, Diário de Guadalcanal, do Richard Tregaskis. Bem legal o relato do maluco que se meteu por lá pra escrever a história que viveu in loco na WW II. Mas sem mapas. Parei e dei uma googada. Apareceu um link externo no Wikipedia (tem 3 mas esse com animação é ótimo) http://www.historyanimated.com/GuadalcanalPage.html.

    Sem as ferramentas dos novos tempos não teria isso com tanta moleza e conforto.

  • 40 jsa // 15/November/2006 às 18:36

    é isso aí, que diabos está errado?
    o acesso ilimitado.

  • 41 jsa // 15/November/2006 às 18:44

    melhor dizendo:
    a falta do acesso ilimitado à tecnologia.

  • 42 Ronaldo Silva // 15/November/2006 às 19:26

    Cultos? Esse John Naughton nunca deu aulas a esses jovens que tanto elogia. Fala sem conhecimento de causa. Eu falo por experiência própria.

    Esses jovens não sabem interpretar textos básicos, aliás nem conseguem prestar atenção aos textos, por mais curtos que sejam.

  • 43 INcorporados os meios... // 15/November/2006 às 20:21

    Isso é muito relativo, o jovem citado no texto certamente é um jovem de família com poder aquisitivo, privilegiadamente criados por pessoas que tinham acesso a tais tecnologias e estendeu a eles desde a mais tenra idade…lembro que ainda em 1995 os ‘micros’ tinham em torno de 233MHz, placas de vídeo de 4 ou 8 megabytes SDRAM eram muito caras, então os jogos em geral rodavam em resoluções 320X240 ou no máximo em 640X480 em placas PCI de 1MB RAM e era possível instalar softwares em MS-DOS infantis, jogos, educativos, entretenimentos, etc. pois sempre houve a preocupação da continuidade deste ‘brinquedo’ da Informação Automática, de celulares de mentirinha que tocam musiquinha a jogos que rodam em computadores…um jornal não precisa de luz ou bateria, não trava e nem carrega vírus eletrônicos, ainda tem utilidade depois de lido, na feira por ex. para enrolar bananas…hahahahahahahaha…hoje aquelas ‘crianças’ não enxergam a tecnologia como um ‘corpo estranho’, sendo tão natural quanto um carro ou um avião é para os que nasceram no último meio século…conheci jovens que descobriram possuir habilidades de poliglota ou memórias fotográficas por ‘brincar’ com mais este ‘portal’ de acesso.

  • 44 bitt // 15/November/2006 às 20:26

    Curiosamente eu não tinha reparado q o John Naughton do post é o John Naughton. Não é uma besta, como alguém disse aí em cima. É dos tecnogurus, e eventualmente diz algumas coisas interessantes. Tenho duas páginas dele está em meus “Favoritos” - quem estiver disposto…

    http://molly.open.ac.uk/
    http://memex.naughtons.org/

    A segunda é mais interessante. Consulto pouco as duas. O projeto “Breve história do futuro” é geralmente considerado, nos arraiais da Ciência da Informação como bobagem. Mas nem tudo o q o cara diz é bobagem.

    Alguns de vcs devem ter ido lá no original (está linkado) e lido o conteúdo todo. A que o Naughton não é besta, não.

    É claro que clipar um texto desses é uma questão de gosto e objetivo. Mas, mais uma vez, me parece que o PD foi tremendamente infeliz na clipagem do texto.

    A questão é que o que apareceu no post é uma perfumaria tola, que Naughton provavelmente colocou lá como cereja do bolo. O recheio, o doce de leite, na minha opinião, é o seguinte (sejam lenientes com a tradução porca):

    E se por algum acaso, acontecer de vc, encontrar no chão um de nossos jornais e começar a le-lo, o q vc verá? Vc irá ler um jornalismo rancoroso, distorcido, impreciso, e baseado em factóides, que o apresenta como um pequeno criminoso anti-social, odioso, assustador, que faria um favor à sociedade caso sumisse. Isso tudo junto com um monte de lixo sobre famosos, lipo-aspiração, erotismo barato e esposas de jogadores de futebol. E - maldito ingrato q é! - vc resolve que, não, vc não irá gastar 50 penis para ler essa coisa.

    Mas então nós dizemos: “Ora, co?os diabos, não: esse não é o tipo de leitor que nos virá. Esse tipo nunca comprará um jornal, mesmo. [Bem, eles até podem comprar o Sport quando estiverem um pouco mais velhos.]’ Não - o leitor que nós queremos conquistar é a próxima geração de respeitáveis garotos que terão GCSEs e níveis A e valorizam o grande jornalismoo qual nós, tão pomposamente, praticamos. Eles são o futuro.”

    Esse trecho está antes do clipe do PD. Acho que foi infeliz - (des)contextualizado do jeito q foi, pinta os jovens nascidos 25 anos atrás como uns imbecis que substituíram heroína por tecnologia.

    Não é o caso. Naughton pinta, no parágrafo anterior ao q eu coloquei aí, um quadro tétrico sobre a juventude urbana do primeiro mundo - Ele convida os assistentes da palestra a se imaginarem garotos ingleses vindos de lares desfeitos, estressados com as exigências q são feitas deles, inseguros quanto ao futuro, lidando com adultos inseguros qto ao futuro. (”Imagine por um momento que vc é um adolescente britânico lutando para crescer pra descobrir quem realmente vc é. O casamento de seus pais acabou, e seu pai se foi tem tempo. Vc está sob pressãopara se sair bem na escolaou vc está em uma escola ameaçada de fechar…” - e por aí vai).

    Posto desta forma, o texto não só faz sentido como dá prá pensar.

    Reconheci na descrição mtos dos jovens q estão nos cursos de Jornalismo, Ciência da Informação, Ciência da Computação e Ciências Sociais: lutando pra pagar a mensalidade, sem perspectiva de trabalho, tendo de pensar em brigar pra fazer MBAs, PGs, cursinhos das mais variadas tolices - q não querem fazer. Mtos deles são gente brilhante, q provavelmente irá se perder em empregos massacrantes, chefiados por idiotas, isso se conseguirem trabalhar na área. Não acho q sejam brilhantes por terem nascido na era da TI, como não foi brilhante parte da geração da aldeia global por ter nascido na era da informação. Cada época tem sua “era” - afinal, houve até a “era do elevador”… Eles são brilhantes porq estão conseguindo sobreviver a tudo isso. São uma geração de transição, coisa q não aconteceu com a gente q agora está pelos 40-50: nós já pudemos lidar com todo um instrumental crítico sobre a “aldeia global”, as “vanguardas”, a “pós-modernidade”, elaborado por grandes pensadores q nos antecederão (como - peq provocação… :c) - o Noam Chomsky, o Theodor Rozsak e o Ferreira Gullar). Eu gostaria de pensar q (é pretensão… só…) q junto com tipos como o Pax, o Elias, o Delsio de Lascar, Fucs, o Zé Bush, a Deise e o nosso piloto aqui, o PD, farei a crítica q ajudará esses garotos a se situarem no futuro, de modo a que possam criar uma identidade que puxe o melhor de ipds, internet, skypes e bugingangas tecnológicas quetais. Mas acho que estou meio sedado pelo feriado… :c|

    Bom, o fato é q fiquei me sentindo idiota por ter caído na esparrela do clipe do PD. Lido na íntegra, o texto realmente é interessante, e espero q os tais donos de jornais tenham pensado um pouco. Por sinal, interessante, né - nossos donos de jornais poderiam perfeitamente sentar-se lá pra assinstir o Naughton. A “cobertura” da última campanha preseidencial pode perfeitamente caber na classificação dele de “lixo”…

  • 45 Paula // 15/November/2006 às 21:16

    Eu tenho de comprar jornal. Tenho cachorro. Quando troco o jornal para ele fazer pipi eu me atualizo e flagro um monte de coisinhas que deixei passar. Felizmente ele é educadíssimo e só faz lá. Vai ver que lê também…

  • 46 bitt // 15/November/2006 às 21:58

    Sei lá pq cargas d?água o comentário q fiz não está sendo aceito pelo sistema. Tem algum motivo? Será q eu fui … ahn… ejetado do fórum??? :c(

  • 47 Pax // 15/November/2006 às 22:10

    Que nada Bitt, não leva pra esse caminho. Também acho que decretar o fim da imprensa escrita é tão burro como foi decretado o fim do rádio com o advento da tv. Só que os caras estão se repensando sériamente, assim como a indústria fonográfica. Ambos estão passando por crises existenciais da sua forma de faturar.Coisas da evolução dos tempos.

  • 48 bitt // 15/November/2006 às 22:18

    Não, não, não, caro Pax… O prob é que não estou vendo na fila um comentário quilométrico que fiz depois q percebi q o autor do texto é um sujeito q conheço mto bem… Era um comentário bonitinho, posso jurar… :c( Aí fiquei pensando - será q o sist perdeu a paciência com minha verborragia?..

  • 49 bitt // 15/November/2006 às 22:52

    Pessoalmente, não tenho gurus. Mas simpatias - o PD é uma delas, sempre deixo bem claro. Mas, supondo q mtos dos confrades aqui tenham ido até o texto e lido do começo ao fim, tvz concordem comigo que a clipagem feita por nosso postmaster foi … digamos… infeliz.

    Digo isso pq o trecho postado não é, de forma alguma, aquele que constroi o sentido do texto. De modo algum Naughton estava fazendo uma “apologia do jovem imbecil conectado” - lendo o texto, cheguei a lembrar umas tirinhas do ?Dilbert?…

    (… bem, vou tentar em partes…)

  • 50 Eduardo Tetera // 15/November/2006 às 23:23

    Olá Pedro, na mosca. A análise vai além de figuras de retórica; é uma constatação.
    Só um detalhe: O Hotmail não saiu em 1998. O serviço foi adquirido pela Microsoft [MSN] naquele ano mas já existia antes.

    abraços a todos

  • 51 Sentapua Red baron // 16/November/2006 às 8:37

    Tem um termo utilizado para caracterizar essa safraânão que seja uma realidade mas em suma.”ratos de apartamento neoalienados” não por culpa,mas sim pelo que o proprio sistema impõe ou as necessidades talvez.Onde estão as bolinhas de gude?estilingue?as pipas?.Se pegar uma criança de 08 anos e colocar os pés dela num vaso de flor(é o que se tem acesso hoje) é capaz da mesma ficar resfriada ou adquirir vermes,esta é a consciencia hoje.

  • 52 Lima // 16/November/2006 às 8:57

    Realmente, Hotmail é mais antigo que 1998. Minha conta lá é de 1994.

  • 53 Majesticskull // 16/November/2006 às 9:05

    Nasci em 1986, nunca leio jornais nem vejo tele-jornais… ‘?? é, fódis a matéria.
    ;*

  • 54 Paulo Jose Silva Ferraz // 16/November/2006 às 9:53

    A atual juventude não lê. Eu não sei, sou da velha e ainda leio, mas até que mudei um pouquinho, eu só leio notícia via Internet.
    Portanto, quem ficar aqui nos próximos anos vai ver se os jornais irão desaparecer e só teremos a mídia volátil, a da Internet.
    E mais ainda, com esta proliferação de Blogs, acho que logo estará acontecendo,de novo, o que foi o episódio de Babel, todos falam e ninguém ouve.

    Inclusive eu.

  • 55 Jose Mario // 16/November/2006 às 10:14

    Bem, a net e pra ficar e crescer muito mais! Mas o criar o habito de ler e obrigaçao que os pais tem para com seus filhos-claro que pais que tenham condiçoes financeiras!-,mas aqui em nossa terra os livros sao muito caros, e aquele livro de bolso, tao comum la fora, ajudaria, pois ha milhoes de jovens, nao duvide, sedentos de leitura! E com otimismo e visao que se vai adiante! A net so vem somar! Graças a Deus! Ah!
    Porque nao fazem mais bibliotecas publicas! Nao custa muito e e pura magica!

  • 56 leonel de souza // 16/November/2006 às 13:04

    No Brasil poucos tem o hábito de ler, sejam adultos ou jovens, porém a habilidade e o raciocinio verbal é super apurados, se descuidar o sujeito perde até as cuecas.

  • 57 Bruno Mota // 16/November/2006 às 13:51

    Eu sei que o lugar disso é duas threads abaixo, mas este video mostra algumas dos feitos e conquistas de Donald Rumsfeld a frente do Pentagono:

    http://www.youtube.com/watch?v=c5P6MLiKEJI

  • 58 João Daltro // 16/November/2006 às 13:51

    O principal obstáculo para a leitura de jornais, hoje em dia, é seu preço. Os jornais se coloriram, se ilustraram com mil imagens, se informatizaram do foca ao redator-chefe e se esqueceram do mais importante: conteúdo. O custo altíssimo da produção de um jornal o torna refém dos grandes anunciantes. Por isso, liberdade de imprensa é uma coisa muito, muito relativa. E, para o comum dos mortais, poder comprar um ou mais jornais por dia é uma impossibilidade muito absoluta.
    Quando era menino, compravam-se na minha casa, de baixíssima classe-média, dois ou três jornais todo dia. Hoje, tenho quase que sortear os dias em que vou comprar um único jornal. Os melhores jornais que lia outrora sumiram com a ditadura. Alguns se desfiguraram. Outros, que já eram ruins, ficaram piores.
    Que diferença substancial há entre o Jornal do Brasil, o Globo, a Folha de São Paulo, o Estadão e seus congêneres de outros Estados? Nenhuma. Todos avançam até onde seus grandes anunciantes permitem. Alguns, como o JB e a Folha, fingem imparcialidade. Outros, como Globo e Estadão, são mais escancarados. Todos possuem excelentes jornalistas em seus quadros, mas eles não podem escrever ou contar o que querem, o que sabem. Por isso, tantos deles estão criando blogues pessoais na Internet.
    Se a xaropada inócua, com receita Homer Simpson, pode ser lida de graça na Internet, por que haverei de pagar por ela. Por que simplesmente não ligar a televisão e ver os apresentadores engomadinhos da Globo e quejandos recitando ‘notícias’ devidamente pasteurizadas?
    Escrever histórias do futuro é sempre uma furada. Afinal, nenhum futurólogo ou autor de ficção-científica previu a Internet. Mas seria bom que voltasse o tempo em que vários jornais, feinhos, mal impressos, preto-e-brancos e baratos, se ofereciam à escolha dos leitores dizendo exatamente o que queriam dizer. Quem sabe a Internet não será o veículo?

  • 59 pFontana // 16/November/2006 às 15:15

    Os leitores são outros, mas a mídia continua a mesma. Boa parte da culpa também é dos jornais e revistas que não se atualizaram ao longo dos anos.
    Tanto é que o pessoal dos meios impressos lá de fora está se apressando. Olhem só o que disse o VP da Hachette Filipacchi (da Espanha): “Temos que aprimorar a produção industrial, investindo em melhor papel e impressão. Com isso poderemos enfrentar a internet e o celular, pois a textura da revista é ‘amiga’ do leitor, é sedosa, e não uma tela fria”.
    Não concordo que o monitor seja apenas uma tela fria. Mas ninguém pode negar que os jornais e revistas têm muito a melhorar.

  • 60 Elias // 16/November/2006 às 18:04

    Uma história exemplificativa:

    Na 3? feira, dia 14, pela manhã, a Polícia Federal realizou a “Operação Rêmora” em Belém, Manaus e outras cidades da Amazônia.

    O nome da operação — Rêmora — é uma alusão àquele peixe que se alimenta dos restos alimentares dos tubarões (daí porque é também chamado de “piolho de tubarão”).

    Foram presos um filho do ex-governador paraense Almir Gabriel (PSDB), e mais 9 pessoas. São acusados de comandar uma teia de aproximadamente 20 empresas, que teriam fraudado licitações, sonegado impostos e contribuições federais, etc., etc. Um rombo de algumas centenas de milhões de reais, ao que parece.

    Ainda na manhã de 3? feira a notícia era destaque em vários blogs jornalísticos paraenses e em sites noticiosos como o Uol, Terra e outros. A notícia foi sendo atualizada ao longo de todo o dia. Lá por volta das 20 horas, já estavam disponíveis na net pelo menos uma 15 matérias sobre o assunto, com fotos e tudo o mais.

    Mais: desde outubro, nos blogs jornalísticos paraenses pipocavam referências ao “tilintar de algemas” que se ouvia em “Nova Déli” (carinhosa denominação para nossa querida Santa Maria de Belém do Grão Pará).

    É que a “Operação Rêmora” estava programada desde meados de outubro. Mas não foi deflagrada naquele mês porque o pai do principal acusado era candidato a governador do Pará, disputando o 2? turno com a petista Ana Júlia (que venceu as eleições). Se a operação fosse executada em outubro, seriam inevitáveis as acusações de que ela servia a propósitos políticos.

    Nos blogs, os comentadores trocavam mensagens cifradas sobre quem e quando seria preso.

    Em Nova Déli, os jornais de ontem, 15, noticiaram o acontecimento, mas absolutamente nada acrescentaram ao que já havia sido dito na Internet. Até as fotos publicadas nos jornais — com o pessoal portando as indefectíveis pulseiras de aço — já haviam sido fartamente divulgadas na web.

    Fim da história.

    Do ponto de vista informativo, a competição entre o jornal impresso e a Internet é desigual. O primeiro perde sempre.

    Os anunciantes já se deram conta disso, e estão migrando em massa para a Internet. Nesta, a receita com publicidade só tem crescido. Nos jornais impressos, só tem diminuído.

    É uma tendência que tende a se aprofundar, para alegria dos anunciantes. Na Internet a publicidade é mais barata, porque livre do custo industrial inerente ao jornal impresso.

    Sem a receita da publicidade, é claro que os jornais impressos dançam.

    Para sobreviver, o jornal impresso teria que oferecer um produto diferente do que vende hoje.

    Mas, até onde percebo, esse espaço já está ocupado pelas revistas. Que, pelo visto, também deverão se reformular.

    Sei não… Não consigo ver algum futuro para o jornal impresso.

    Creio que as empresas jornalísticas que sobreviverem, conseguirão isto migrando do jornal impresso para o meio eletrônico.

  • 61 João Daltro // 16/November/2006 às 19:13

    Um jornal até que pode existir sem os anunciantes, desde que não queira ser um arremedo de revista semanal. Há algumas décadas já que a Tribuna da Imprensa, do Rio, sobrevive apenas com o preço de capa. Aos trancos e barrancos, mas sobrevive. É um jornal que conta com alguns bons colunistas, sendo essencialmente um jornal político. Seu dono, o jornalista Hélio Fernandes, é meio pirado e implica com todo mundo. Por isso o jornal não tem anunciantes. Bom ou mau (isso cada leitor que decida) é um jornal que mantém sua independência, com isso sempre atraiu alguns nomes famosos do jornalismo brasileiro.
    Talvez o futuro do jornalismo esteja mesmo na Internet, como bem explicou o Elias, devido principalmente aos custos. Eu, velho e chato, ainda prefiro o papel…

  • 62 Elias // 16/November/2006 às 19:59

    Daltro,
    Tanto quanto o jornal impresso, o próprio papel do livro está sendo reestruturado (”repaginado”, se me permite a blague).

    Até há alguns anos, atrás de minha mesa de trabalho havia umas estantes cheias de livros com leis, decretos, anuários estatísticos e o escambáu a quatro.

    Hoje, a maioria dos textos legais com os quais trabalho mais frequentemente está armazenada num subdiretório de meu laptop. A consulta se tornou infinitamente mais rápida. Se não disponho do texto legal, baixo o arquivo via Internet e pronto!

    Ao redigir um despacho ou parecer, necessitando de uma transcrição (o recorrente “in verbis”), vou ao arquivo, copio e colo. As transcrições, que antes me tomavam vários minutos, hoje são feitas em alguns segundos e com muito mais precisão.

    As estantes ficaram menores, em menor quantidade e descongestionaram. Contêm apenas os livros que, além do texto legal, dão o “algo mais”: o comentário, a análise crítica. A sala de trabalho ficou menor, visualmente mais limpa e aconchegante. Mais agradável, enfim.

    Creio que algo parecido deve ter acontecido ou deve estar acontecendo com boa parte das pessoas.

    Não acho que isso seja ruim, e não apenas por causa da nossa produtividade, que o meio eletrônico potencializa.

    Com a população do planeta crescendo sem parar, é preciso ser mais seletivo no uso do papel. Afinal, papel é feito de árvores…

    Mas também aqui há uma implicância do corôa que sou. Detesto papelório! Fico irritado quando vejo uma mesa de trabalho entulhada por pilhas de papel. Não deixo de pegar no pé do pessoal que, ao final do expediente, vai pra casa deixando um monte de papel em cima de sua mesa de trabalho (deve ser pra carapanã ler, à noite…).

    Rabugice minha, claro. É a idade…

  • 63 Paula // 16/November/2006 às 20:11

    Não é a idade Elias. Já comigo é o contrário. Adoro papel. Meu escritório é cercado de estante e de livro não abro mão. Claro que o Editor de Texto é uma mão na roda. Nem sei se conseguiria produzir o que produzo sem os requintes de poder usar images, texto e os recursos que o computador trouxe. Mas, ao contrário, se não tem pilha de papel na mesa, pastas cheias de papel, recortes de jornal, rascunhos de textos a serem escritos que talvez nunca serão eu fico rabugenta.
    Foi bom você ter dito isto por que eu não me dava conta que no seu tipo de trabalho haviam todas estas possibilidades. As florestas agradecem.

  • 64 Paula // 16/November/2006 às 20:21

    Mas pera aí. Eu também não sou tão nova assim:)))

  • 65 Paula // 16/November/2006 às 20:22

    Um pouquinho mais nova que você Elias:)))))

  • 66 Elias // 17/November/2006 às 15:44

    Teste

  • 67 Sentapua Red Baron // 17/November/2006 às 16:27

    Alguem aí define aí novo e velho?

  • 68 Paula // 18/November/2006 às 8:16

    Sentapua,
    Velho é quando você se candidata a uma vaga com um currículo impecável e dizem que vão te telefonar, nunca te retornam e contratam alguém muito mais novo do que você, e, reclamam da falta de experiência destes jovens; quando uma mulher declara ter mais de 40 e é olhada meio de lado por alguns; os de 30 anos te chamam de “coroa”; quando começam a te chamar de Sr. e Sra.; quando você declara a idade e dizem “mas nem parece”;quando você começa a se comparar com os amigos para saber os estragos do tempo; quando atores ficam com raiva de serem chamados para fazer papel de pai ou de mãe e danam a fazer plástica para fazerem mais uns três filmes como filhos;…
    Quando se você ainda não se acostumou com você mesmo será muito difícil envelhecer.

  • 69 Sentapua Red Baron // 18/November/2006 às 21:08

    Bom!
    Idade para mim,é claroâno meu contexto.
    Quando alguem chega e fala,puxa achei que você era bem mais novo,daí,voce se enche a bola,porem,daí chega outra pessoa e diz! o senhor quer se sentar?Sinceramente,dá vontade de mandar para…..
    Idade se define da seguinte maneira conforme meu ponto vista!
    Quando tu está em local publico,e tu houve as pessoas falarem em volta e tu entende significa que tu estás,ou melhor faz parte do meio.Quando tu estás em local,onde,todo mundo fala uma linguagem cifrada,e voce fica rindo a toa,tu realmente está….em Brasilia(congresso) ou está na festa de 15 anos de sua filha ahahahahahahaqh

  • 70 Walid // 20/November/2006 às 15:20

    Haverá coexistência dessas duas coisas, o mundo virtual e o mundo das leituras.
    São dois tipos de alfabetização, digamos assim.
    Estará bem quem for “alfabetizado” e souber circular nos dois sistemas.
    Haverá os analfabetos, como sempre, nos dois sistemas.

  • 71 Caio // 22/November/2006 às 10:31

    Existe todo um fetichismo em cima dessa pretensa geração sapiencial. Na verdade, presenciamos um ascedendente desrespeito e desamor para com o próximo, um egocêntrismo exacerbado e divorciado daquilo que é simples, porém, salutar para uma vida bem temperada. Na verdade, caminhamos para o cumprimento de determinadas “encíclicas” ficcionais. Estamos prestes à contemplar um ESTADO FACHISTA E TOTALIT?RIO GLOBAL sem precedentes na história humana. A geração de algozes apenas está sendo paulatinamente levedada.

  • 72 JOSE JULIO // 22/November/2006 às 22:24

    O redator exagera os fatos e menospresa a excelencia do dialogo e da interatividade proporcionada pela fantastica Internet.
    Obvio que deixa a desejar visto que os niveis diversos interagindo as vezes nos desagrada porem alguem se identifica com o pensador. Óras, isso e a democracia.
    Os jornais continuam sua missão doutrinaria e formadora de opiniões no entanto, estão sendo observados , criticados e as vezes abandonados por suas tendencias comerciais. As ilações tendenciosas agradarão apenas o seu seguimento se forte sobrevive se fraco morre. A generalização e perigosa , iresponsavel e demonstra a tendencia comprometedora do escritor publicitario.

  • 73 Roberto Costa // 24/November/2006 às 14:14

    Este senhor Naughton é um deslumbrado. Tenho 45 anos e com 16 anos eu já tinha uma calculadora eletrônica que fazia pequenos programas. Com 18 ganhei meu primeiro computador (um CP400), com 26 comprei o primeiro PC, e assim foi com o BBS, a Web e os e-mails. Celular tenho desde 97 (graças ao atraso das telefônicas estatais). Sempre fucei as revistas estrangeiras como Popular Science e outras em busca de novidades.

    Essa galerinha que o senhor Naughton endeusa recebeu tudo de mão beijada e encara estes gadgets como aparelhos meio mágicos ou seja, não tem a mínima idéia de como funcionam e também não fazem questão de saber. São verdadeiros analfabetos tecnológicos.

  • 74 Roberto Costa // 24/November/2006 às 14:23

    “Afinal, nenhum futurólogo ou autor de ficção-científica previu a Internet”

    Leia Terra Imperial - http://www.scite.pro.br/tudo/fic.php?_terraimperial - de Arthur Clark

  • 75 Jeffrey Mills // 23/January/2007 às 8:10

    Google is the best search engine

  • 76 Chris Barton // 23/January/2007 às 8:13

    Google is the best search engine

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