Um homem, três mulheres, uma noite
Gary Becker, Nobel de economia e blogueiro, anda encucado com nossa ocidental repulsa à poligamia. O assunto anda perturbando o professor desde que, há alguns meses, um líder mórmon fundamentalista foi preso no estado norte-americano de Utah, onde ser casado com mais de uma pessoa passou a ser crime grave que pode custar até cinco anos de prisão.
Estamos mais tolerantes, afinal. E muitos de nós cremos que as pessoas adultas devem ter liberdade para tomar decisões de impacto pessoal sem que o Estado interfira nisto. Não somos mais o que fomos faz 50 anos. Bem pelo contrário: poligamia serial – com um marido ou uma nova mulher por vez – é razoavelmente comum de visto como absolutamente normal. Casais homossexuais estão ganhando em cada vez mais lugares o direito de terem os mesmos direitos que casais heterossexuais.
Se não é unânime entre juízes, está quase chegando lá o direito de gays adotarem filhos.
Então, qual nosso problema com a poligamia quando praticada por adultos?
Minha questão, aqui, é uma de princípios. Porque, no fundo, a poligamia seria rara em sociedades modernas mesmo que fosse permitida. Poligenia [um marido, muitas mulheres] era popular no passado, quando os homens valorizavam a idéia de ter muitos filhos. Não é mais assim, já que são raros os casais que querem ter mais de três filhos, número que se pode ter com uma única mulher. Então o principal incentivo à poligenia sumiu com a chegada da economia do conhecimento, na qual pais e mães querem poucas crianças bem educadas ao invés de muitas iletradas. Percebam que a poligenia é rara até mesmo em países muçulmanos que a permitem, como o Irã.Então concluo com duas perguntas. Por que uma oposição tão forte se mesmo que permitida ela seria rara? E se as mulheres são tão capazes quanto os homens de decidirem com quem casar e em que circunstâncias, por que a poligenia continua sendo vista como bárbara?
dica do André Fucs
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Pois é! Também sempre me pergunto isso. Por que diabos proibir????
Taí uma discussão interessante: de um lado, o crescimento dos fundamentalismos religiosos e todo um discurso de retomada dos valores morais que estariam se dissolvendo na modernidade ; de outro, a maior atuação dos grupos da sociedade civil em busca de reconhecimento das diferenças e amparo legal para o casamento entre homossexuais, por exemplo.
Parece, de alguma forma, reproduzir o binômio globalização/fragmentação, não é mesmo?
Liberdade total. Concordo. Mas que não fique o Estado responavel por escolas para os filhos, remedios para os que não tem idade para casar mais, bolsas familias, etc. O Estado não se envolve em nada da família. Ai tudo bem.
E também seria rara devida à quantidade de sogras.
rsrsrs!
Uma vez saiu na Veja a notícia de um mórmon super estressado que abandonara suas mulheres e filhos e passava as noites no carro. Não agüentou a barra…
Acho que é assunto para os adultos resolverem mesmo. Na prática, já é assim, sem status legal. Quantos maridos não têm amantes há anos, com o conhecimento das esposas e das amantes?
Enfim, acho que não cola tão cedo , mas caminha por aí. talvez as mulheres que reclamam que não há homem no mercado apóiem a idéia!
Em relação à aceitação de casamento gay é só uma questão de tempo e logo se generaliza e se torna corriqueiro no mundo.
Que eu saiba não há nenhum impedimento à adoção de filhos por gays, que são enquadrados na categoria “solteiros”. Todo solteiro e solteira podem adotar. O problema pode ocorrer na questão do registro: como fica? dois pais? Para isso que eu saiba ainda têm solução?.
Outra questão que prejudica gays na questão casamento é o direito sucessório.
Lembrei do caso do chicão, filho da Cássia Eller, que ficou com a namorada. O juiz acertou na medida. em pouco temp teremos um Chicão adulto para contar como foi, e vai virar paradigma e referência, igual vemos hoje: fulano foi o primeiro bebê de proveta…quando isso hoje já é vastamente praticado.
errata: questão do registro: ainda NÃO têm solução.
Queria saber a opinião da Dejanira, a Donzela.
Por causa do óbvio: as idéias religiosas continuam determinantes.
(certas ou erradas… aí são mais histórias)
Sei não… Mas será que o cristianismo, nos moldes ocidental, não explicaria tôda essa repulsa a poligamia?
Ei, e a poliandria, ninguém menciona?
E uma mulher com vários maridos, pode???
Até que não seria uma ideia ruim pois os maridos se responsabilizariam pelo sustento da familia.
Com esses salarios cada vez menores, quem sabe não seria uma solução??
Não sei se é o caso de se responsabilizar somente o cristianismo pela monogamia, tenho por mim que à época de Jesus, os judeus já não praticavam a poligamia, penso que esta prática remonta mais aos seus primórdios à época dos patriarcas se mantendo residual na classe real mais antiga.
Os helenistas, O Império pagão romano praticavam a poligamia? Me parece que a poligamia seja uma prática mais enraizada no que hoje é o Oriente Médio, e em tribos africanas, portanto, como ocidentais, distante da influência greco-romana. Mais é só uma suspeita, algum entendido poderia ajudar?
bjs.
Carlos, na moral, vamos seguir em frente todo mundo.
Não tenho nada contra…só não pratico porque minha mulher não deixa…kkk
Este assunto de poligamia sempre leva ao Oriente Médio.
Mas tanto a monogomia como a poligomia são práticas baseadas em crenças religiosas. Em uma sociedade historicamente cristã é natural a monogamia ser lei (embora ache cadeia para o polígamo uma pena exagerada). E acredito que deve continuar sendo, porque as leis devem estar baseadas nas crenças e hábitos da sociedade, e não em excrecências.
Há mais do que direito individual nesta questão. Há uma família e crianças em jogo. Quando as crianças forem para a escola, como serão vistas? E as mulheres? Quantas pessoas serão submetidas para satisfazer o ego de um único ser humano?
Concordo plenamente Liliane, antes de tudo deve vir a nossa ética judaico-cristã, que, ainda é o alicerce de nossa sociedade. Há mais do que direito ou capricho pessoal nessa questão.
E se aceitar a poligamia, porque nao a pedofilia? Tambem ha um movimento para legalizala. Pelo jeito, parecem ter razao as vozes que dizem que ha um movimento para deslegitimizar a familia tradicional e substitui-la por quem sabe qual ideia bacana na teoria mas certamente furada na pratica. Tudo bem com o argumento de que “cada um é livre para fazer o que quer”. O problema é que essas decisoes nao sao apenas “individuais”, afetam a sociedade como um todo. Uma sociedade que nao tem mais nenhuma regra de conduta moral tende a fragmentacao. Nao acho que legalizar a poligamia resolva qualquer coisa ou seja uma boa ideia.
REalmente é uma proposta interessante a poligamia. A princípio eu topo, mas tem que pensar direito. Por exemplo: Vai valer para a mulher também? Se for valer, aí já tô fora!Entenderam?
Eu ainda me assusto quando vejo pessoas que veêm certas atitudes como bárbaras. Me parece q hoje em dia, tudo é tão natural, tão permitido mesmo que seja ilegal. Talvez seja uma questão de costume antes de qualquer outra coisa.
Nos acostumamos com notícias de pedófilos, de gays que adotaram, de astros de hollywood passeando na áfrica. São coisa, definitivamente, fora do nosso comum mas que, de alguma forma, adentram nossa casa e nos fazem pesar o que consideramos moral ou não.
No caso do casamento não vejo diferença. Hoje, o Ocidente só vê isso com certa ressalva porque é uma prática comum no Oriente e queremos distância de tudo o que vem de lá (menos petróleo, claro). Quando passar a ser uma prática comum, pouco ligada à religião, talvez a moral das pessoas sofram um baque e se enquadrem em um novo padrão.
Se tem uma coisa que se aprende vendo o mundo, é que nada é impossível. Cada um tem a liberdade que quer e pode manter.
Erratas: (posso fazer duas em uma?)
*São coisas…
*..a moral das pessoas sofra…e se enquadre…
Calma…um dia eu mando uma resposta sem problemas de gramática. hahahahaha
Totalmente contra a sua “legalização”, mas a favor quando é o caso de uma orientação estritamente religiosa e que fique bem claro à mulher que aceita o fulano que, quando este bater as botas ela vai receber 1/2, 1/3, 1/4, 1/5… 1/n do valor da pensão!
Assim, o cara/a cara estará livre para arcar com a responsabilidade.
Abs.
Chris e Moita,
A poliandria é praticada no Nepal.
Ao que parece, a motivação também é econômica. Como há poucas terras, os vários irmãos preferem dividi-las com uma única mulher do que com várias.
Quando uma mulher casa, ela recebe de brinde o irmão do noivo. Passa a ter dois maridos, como a Dona Flor.
Se a família tem 3 filhos homens, o hábito é que o do meio se torne monge. Os 2 outros se casarão com uma única mulher.
Se forem 4 irmãos, cada dupla se casará com uma mulher.
Fico imaginando como seria se o Chesterton e o Pax fossem irmãos no Nepal…
Ser conservador é uma porcaria. A gente deixa de divertir-se um montão.
Poligamia por exemplo. Amor é um sentimento mesquinho, você não pode dividí-lo com duas, três, quatro mulheres. Talvez algum anormal consiga, mas eu não. Talvez seja uma defeito de minha personalidade ou quem sabe consequência de alguma queda de cabeça quando era nenezinho, mas o fato é amor mesmo não rola no atacado. Para mim é suruba, orgia.
Mas consideremos : Poligamia parece ser uma situação tolerada apenas quando o homem tem várias mulheres. O inverso não seria assim tão bem aceito.
Aliás, acredito que às mulheres a poligamia é mais imposta que aceita, na exarcerbação do machismo extremo graças (como sempre) a esfarrapadas justificativas religiosas.
Tem uns e outros que para parecerem “policamente corretos” ou então “modernos”
consideram tudo normal, aceitável ou “direito” e hipócritamente atacam os que ousam assumir posições contrárias.
Já tomei muita pancada aqui por admitir que sou sim preconceituoso ou então avesso a algumas perverções travestidas de “modernidade”.
Aliás, entre as tribos do Xingu valia a poligamia e a poliandria.
O jornalista Washington Novaes registrou isso nos documentários que fez sobre os índios do Xingu.
Ele entrevistou um índio que tinha 3 mulheres e cuja tia tinha 2 maridos.
O índio explicou que as mulheres devem ser em número ímpar. Se forem 2, elas vão brigar entre si e a vida do marido vai se tornar um inferno. Se forem em número ímpar, as brigas internas serão sempre desequilibradas, porque um dos lados vai fazer maioria. Isso desestimula…
Novaes perguntou: “E a sua tia, como fazia pra viver com dois maridos?”
E o índio: “Uóxito, ela fazia assim: atava a rede dela no meio. De um lado ficava um marido. Do outro lado, o outro…”.
caros amigos essa lei precisa ser aprovada o mais rapido possivel pois sou casado e ja estou namorando e quero e posso casar com ela. bem que esses doidos do pt poderiam aprovar essa lei, façam isso e teram o meu voto, alias os nossos votos. vcs vao ser convidados.
Elias,
Respondendo sua fértil imaginação acima: “Fico imaginando como seria se o Chesterton e o Pax fossem irmãos no Nepal?
Sou, acima de tudo, imagino, quero crer, um democrata. E Democracia, a tal morena gostosa, bunduda, peituda, de canelas finas e calores fartos, pressupõe liberdade de escolha, livre arbítrio, essas coisas bonitas da gente falar e teclar. Dada a premissa, axioma ou mesmo dogma já que sou ateu, o Chesterton, velho, bom, inteligente, briguento e teimoso Chesterton, como meu irmão mais novo, tem que ter opções que eu, democraticamente, lhe daria: (a) ser monje ou (b) ser gay.
Acabo de comprar o último livro da Betty Mindlin (PD, me perdôa a propaganda de uma amiga), economista e antropóloga com muitos anos de pesquisa e apoio a povos indígenas da Amazônia, chamado “Diários da Floresta”. Ainda não li, tá aqui do lado me provocando. Ela tem também outro chamado provocativamente de “Moqueca de Maridos”.
Eu não acho interessante provocar a sociedade ocidental com a liberação da poligamia. Acredito que a família é importante pro nosso modelo de civilização. Acho melhor ficarmos mesmo com a hipocrisia, que resolve bem a maioria dos casos. Amantes são bem aceita(o)s na nossa sociedade.
Alguém se lembra da Dirce?
Pax,
Um grande amigo meu era casado. Arranjou uma namoradinha, a coisa evoluiu, ele separou da esposa e foi viver com a namorada, que virou esposa. Aí…
…aí ele passou a traí-la com a ex-esposa.
Quando a ex-amante se tornou esposa, a ex-esposa se tornou amante.
E seguem os três, tocando cada qual sua propria infelicidade, aos trancos e barrancos (e, volta e meia, um barraco).
É demais pro meu bestunto radical e definitivamente monogâmico…
A questão não é o que cada um pensa sobre a poligamia ou poliandria, mas a instituição do DIREITO de cada um fazer o que bem entender. Legalizar a poligamia não significa obrigar ninguém a segui-la!!!
Eu, por exemplo, odeio futebol, mas nem por isso acho que deva ser proibido; quem gosta, que se divirta.
É impressionante como o ser humano se preocupa com o que os outros fazem entre 4 paredes.
O que não significa que eu seja a favor da legalização da poligamia. Nem do casamento gay.
Sou, na verdade, contra qualquer tipo de casamento. Podia ser substituído por algum contrato civil mais genérico, abrangente e acessível a quem quer que seja.
eu acho que aguentar uma mulher já é difícil. duas você até leva, mas é quase impossível. agora sinceramente, três mulheres deve ser o fim do mundo mesmo! a não ser que as mulheres sejam tratadas que nem objeto, como fazem os muçulmanos e outros povos. mas as mulheres daqui? independentes, carentes e modernas? é como ter um front instalado dentro de casa.
Josué,
Ser monogâmico e compromissado traz felicidade, profundidade e longevidade às relações. Não acho que se trate de ser ou não conservador. Trata-se de ser íntimo ou não. Duvido que uma pessoa possa se entregar com intensidade e profundidade a tantas outras. Os triângulos descritos aí pelo Elias nunca trouxeram felicidade à ninguém. Acho que o único tipo de amor e de dedicação com potencial de se dividir sem prejudicar a qualidade dos relacionamentos é o amor de pai e o amor de mãe. E olhe lá, como mostra e pendenga de Ismael e Isaque. De resto, é fuga à verdadeira intimidade. paliativo. Band aid emocional, assim como tantos outros a que as pessoas lançam mão nessa sociedade idiotizada de hoje. Confundem liberdade com estar perdido, igula alma perdida e alam penada. Não tem nada a ver com ser conservador. Com certeza você é mais profundo, mais intenso e a sua relação e seus filhos só têm a ganhar.
É duro Elias, essas coisas são hercúlias pra administrar. Por outro lado, há estudos que afirmam que somente 1 ou 2 % dos casais são plenamente satisfeitos sexualmente. Vive-se um paradoxo e as pessoas só pensam em sexo enquanto estão respirando, como diz Woody Allen. Ao mesmo tempo, arroz com feijão por anos seguidos cansa. Talvez por isso eu seja meio chegado à gastronomia, se é que dá pra entender…
Já que estamos citando outras culturas, há várias curiosidades mundo afora. Uma delas que li, na ?sia, a comunidade tem por costume entregar um menino recém nascido para uma menina quando menstrua pela primeira vez. Ela vai cuidar desse menino até que… ele vira seu marido. Tem cada uma.
Pax,
nos meus tempos de universidade, a onda era um livro da Alessandra Kolontai (é assim que se escreve?): “A mulher e a nova moral sexual”.
Falava de uma “relação principal”, que conviveria com “relações secundárias”, de caráter eventual, temporário, mas tendo por base o consentimento do(a) parceiro(a), etc., etc.
Um monte de gente embarcou nessa. Nunca vi dar certo. A regra era que uma das “relações secundárias” acabava se solidificando e anulando as demais.
O interessante é que no período de “solidificação” aconteciam os episódios da mais tradicional hipocrisia, o que, embora compreensível, não deixa de ser contraditório.
Uma amiga dessa época, hoje diz que a liberação sexual transformou o mundo num enorme harém…
Na ?frica, onde de acordo com um certo consenso, a vida humana começou na Terra, o mando foi das mulheres, durante muito tempo. Não havia, sequer, a figura do pai, desde que eram alguns homens para cada mulher e naquele tempo não existia exame de DNA. Foi com o avanço das idéias de conquista pela guerra que as mulheres foram perdendo o poder, enquanto os homens chegaram ao posto de chefe da família com a chegada do casamento, que vinha como forma de legalização da propriedade com direito à transmissão hereditária.
Mesmo depois que surgiu o casamento hetero, a ?frica ainda manteve por um bom tempo o respeito e veneração pelos homossexuais. Sim, este era o nível naqueles tempos distantes que a Antropologia vem desvendando. Homossexuais eram identificados desde a infância e endeusados, tidos como emissários especiais de Deus: eram sempre o xamã da tribo. Aliás, isso perdura de alguma forma até a contemporaneidade, no Brasil, por exemplo, pelas vias do sincretismo religioso, onde há um número significativo de pais de santo gays no Candomblé.
O ser humano tem passado, através dos milênios, por muitas transformações estruturais - isso é algo que ninguém pode negar.
Na atualidade, o caminho mais seguro e harmonioso sugere ser o do respeito pelas peculiaridades de cada um. Ninguém deveria sentir-se no direito de ditar regras e normas para os outros, a partir do fato de que o ser humano é uma das representações da vida e a vida tem a diversidade como sua marca registrada.
Cada um deve ter o direito de viver como lhe peçam ou orientem seus próprios desejos. A única ressalva precisa ser: é terminantemente proibido usar de qualquer tipo de violência física ou psicológica, com o lembrete de que a liberdade de cada um termina onde começa a do outro.
e uma mulher e varios maridos?
acho q a mulher moderna não vai querer ficar atras.
Valores cristãos , cultura ocidental..seculo 21..
Algumas valores vão mudando mesmo, outros continuam tabú..
Respondendo sua primeira pergunta!!
Tem muita gente que é contra a poligamia , devido a diversos fatores, culturais,sociais , politicos, economicos e principalmente religiosos .
A ociedade ocidental,referindo-me apenas Brasil , não esta preparada para tal mudança…Se bem que como andam as mudanças no nosso pais n me admiro nada aparecer uma lei dessas..Mas em fim.Os valores religiosos ainda são bem fortes na nossa sociedade para algumas questões…sem contar que somos muito preconceituosos…Economicamente também não da.. outros valores já embutidos na nossa cabeça , sem contar a confusão no aspecto juridico, quem tem mais direitos, quem casou primeiro ou quem tem mais filhos..sabe..essas coisas..
Porque eé barbara?? é porque eé encarada como safadesa , sacanagem, putaria…….pergunte para qualquer mulher o que ela acha dos homems que se apaixonam por outras mulheres mesmo sendo casados. se vai ver a resposta….
Na boa..até parece que o homem ocidental quer mesmo ter compromisso de ter varias mulheres assim que nem casamento..ele quer mesmo ter varias mulheres, mas cada uma na sua casa, e quando ele ligar a mulher esta lá pronta para atender seus desejos sexuais… que casamento que nada…já é dificil esse homem manter um casamento..
E tem mais a mulher não corre disso também não..conheço varias que ta no mesmo proposito..só pegação…
É o fim do mundo mesmo.
Por isso que é raro..porque vc pode ter a mesma vida poligamica solteiro..sacou…ter varios companheiros(a) porem cada um na sua, sem filharada, sem falação, sem sogras…Esse homem super moderno é super individualista, não gosta de dividir nada com ninguem, nem seus sentimentos mais apurados com uma mulher diga-lá com mais de duas…
invidualismo compartilhado..( Existe isso??)
Foda ia ser aturar três TPMs por mês…
é fácil ter varias mulheres,dificil é sustenta-las,em qualquer area.
do jeito que os alimentos andam contaminados e a sustaça deles nao é mais a mesma,eu prefiro só uma mesmo,pra nao passar vergonha.
é duro sastifazer duas ou mais mulheres.
a monogamia é melhor.
no maranhao por exemplo,é diferente as mulheres que mandam nos homens, e traem que nem umas condenadas.
mulher maranhense tem um fogo terrivel,já os homens sao de uma preguissa sem tamanhoânao é atoa que apanham das mulheres.
Na Tanzânia, dizem, a poligamia é permitida, desde que o primeiro casamento tenha sido registrado como “poligâmico” ou “potencialmente poligâmico”.
Se o primeiro casamento for registrado como “monogâmico”, a mudança de status precisa do consenso do casal. Se um dos cônjuges for contrário, nada feito.
Já no muçulmano Iêmem, a primeira esposa é quem decide se o marido pode casar com outras mulheres. E essa primeira mulher é quem aprova — ou não — cada uma das demais esposas que o heróico maridão houver por bem arranjar.
Li esse negócio numa revista. Sala de espera de consultório odontológico.
Imagina só, Pax, a prestimosa Dirce dependendo da aprovação da veneranda titular…
Fico só viajando… e vendo a respeitável senhora Dona Encrenca, vetando a torto e a direito: “Não! Essa é bonita demais.” Ou “Não! Essa é jovem demais. Vai te catar, coroa safado!”, por aí…
E, depois de tudo, o pobre do sultão Pax ainda tem que garantir o cartão de crédito pra todas, sem comprometmento, evidentemente, da já combalida “força de marido”.
Eu passo!
Liberdade :
Ai fica-se naquela : Tudo é permitido desde que não incomode os outros. O problema é quando os incomodados não podem reclamar porque são rotulados de “retrógrados”, “opressores”, “preconceituosos”, etc. etc. . As tais minorias juntam suas frustrações e denominam-as de “direitos” e daí a maioria tem que engulir tudinho, senão as patrulhas atacam sem dó.
Analisando a história, nota-se que tudo que era perversão, crime ou abuso no passado vai adquirindo aos poucos características de “direito ou normalidade”. O perigo esta aí :
A maioria silenciosa vai deixando a minoria barulhenta impor-se e as coisas podem descambar perigosamente.
Na verdade, a liberdade excessiva decorre da incapacidade da sociedade em impor seus limites.
Alguns alegam “questões culturais” para castrações, burkas e até estupro e incesto. Cultura os cambau. Crime é crime não importa se é praticado falando-se ídiche, árabe, banto, portugues ou sei lá o que mais.
Na verdade mesmo alguem já falou muito acertadamente :
Para que o mal vença, basta que o bem não faça reaja …
Pessoal do “viva (com medo) rio” deveria pensar nisso …
Grande Elias, não sei se você chegou a ver o triste fim da Dirce, mas que a ficção me fez rir às pencas, fez. Não só eu como a própria “D Encrenca” que acompanhava minha diversão de vez em quando. Cheguei a provocar uma amiga poeta a fazer o papel de Dirce por aqui, mas tinha entrado numa dessas fases de baixaria webloguianas que ela não aceitou. Enterrei a Dirce. Me lembro de uma comentarista que disse: “E o tal que chafurda na celulite da vizinha….”, por aí afora. Mas eram provocações sobre a tal hipocrisia. Dá um quórum danado. Por que será?
No Japão, também literatura de consultório, muitas mulheres ficam responsáveis pelas economias familiares e a glória é quando conseguem economias suficientes pra pagarem gueixas caríssimas pros seus maridos. Vai saber.
(…) Analisando a história, nota-se que tudo que era perversão, crime ou abuso no passado vai adquirindo aos poucos características de ‘direito ou normalidade’.
Comentário de josué ? 27/10/2006 @ 11:43 am
****************
Isso se chama evolução, meu caro.
Ou você acha que os negros deveriam continuar sendo punidos quando não se mostrarem escravos suficientemente submissos? Que ter um gato preto em casa ao mesmo tempo que se é mulher deveria ser punido com morte na fogueira?
Há quanto tempo eu não ouvia falar no Gary Becker! Ele tem teorias engraçadíssimas, muito antes desse livro que andou fazendo sucesso há algum tempo, o Freakonomics. A diferença é que o Gary Becker se leva a sério.
Quanto à poligamia, nem sei o que dizer. Já não consigo entender por que as pessoas numa sociedade moderna perdem tempo indo até uma igreja ou um juiz para se unir, quando poderiam simplesmente… se unir. Deveriam é revogar a instituição do casamento.
Mr. X, Finally.
Cuidado todos! Tem no Administrativa 2 alguém que ameaça fazer vudú se discordarem com ele.
PD cuidado com o que postas. Não afronte mulçumanos.
?Quem não gosta de casamento é solteirão e solteirona ou muito mal casado!
Em todos esses casos, a opinião não pode ser levada muito a sério.
Não conheço um solteiro nem uma solteira feliz. Sorry. Pode até ser uma opção de vida. É uma opção pela solidão e pela falta de solidez nas relações. Ser bem casado e feliz no amor ou no sexo não é golpe de sorte. É construção.
DEUS fez um homem e uma mulher, e nao duas mulheres e um homem…
Eu acho uma agressão negritar texto. Uma falta de educação. Igual berrar. Credo! Vou embora, ouvir uns cantos gregorianos e ver que comidinha vou fazer prá minha mulherzinha muito amada. Mais um motivo prá ter uma só. Eu só cozinho prá poucas pessoas. beijão para todos vocês, bom findi virtual, porque eu vou cair na real!
Ninguém negritou texto lá e o conteúdo que você deixou aí é para cá. Seja Homem.
Esqueçam. Botei na janela errada. Haja Paciência!
Pô, Pax, não sabia que você havia funerado a Dirce.
E eu gostava tanto dela…
Mas, é a tal coisa: se você fosse iemenita — com a devida aprovação da Dona Encrenca — poderia continuar rendendo as devidas homenagens às celulites da saudosa Dirce (mulher sem celulite deve ser tão interessante quanto uma boneca inflável).
Meramente problemas culturais meu caro Watson.
Em Hong Kong, uma mulher traída pode legalmente matar seu marido adúltero, mas deve fazê-lo apenas com suas mãos. Em contrapartida, a mulher adúltera pode ser morta de qualquer outra maneira pelo marido, talvez até com chifradas.
Fala sério!
Elias,
Nos meus tempos de universidade, a moda era o Wilhelm Reich, talvez não tão diferente da Kollontai.
Aliás, a Alexandra Kollontai que tanto pregou a liberação da mulher e os relacionamentos múltiplos acabou, salvo engano, como comissária do Stálin - triste fim de uma bela carreira..
Mas o Reich enchia a imaginação da gente! Convivi com várias pessoas que mantinham relacionamentos “principais” e “secundários”, mas realmente nenhum foi muito à frente. No final, as pessoas se acomodavam com um parceiro só.
Pessoalmente, jamais consegui entrar nessa dos múltiplos (um só já dá tanto trabalho). E isso talvez tenha a ver, sim, com o tipo de educação de nós mulheres, recebemos. Mas aí cabem mil teorias.
O que é sabido é que em várias sociedades há arranjos sexuais diferenciados dependendo em primeiro lugar das circunstâncias econômicas. As regras morais se desenvolvem mais tarde, de forma a legitimar o arranjo. Mais ou menos como na visão marxista de estrutura e super-estrutura..
E fiquei curiosa com a história da Dirce. Dá pra contar, Pax e Elias?
Ah, que benção ler um homem que não se importa com celulite!!! :)
Para Josué. Não é que “tudo seja permitido desde que não incomode os outros”, assim tão generalizadamente não.
Fazer propaganda racista, incentivar o ódio aos homossexuais, defender posições machistas em relação às mulheres, por exemplo, não vai incomodar um tanto de gente que pensa da mesma forma.
A fórmula simples e maravilhosa é: não se pratique a agressividade, sob qualquer forma ou ação. Ao lado disso, a lembrança de que a liberdade de cada um termina onde começa a do outro quando eles não estão na mesma sintonia.
Para ser mais claro, Josué, a fórmula para o mundo ocidental foi dada há pouco mais que dois mil anos, por alguém que a sua pessoa deve admirar muito - Jesus Cristo: “Amai-vos uns aos outros”.
Difícil, né? Como prepararação, Josué, pelo menos o respeito - pelo menos o respeito!
Em um comentário que fiz mais acima, sobre os conflitos Persona/Sombra, ficou faltando responder sobre gays que participam de paradas e agridem heterossexuais.
Participar de uma parada gay defendendo o orgulho gay é uma coisa saudável. Ofendendo heterossexuais é algo doentio: heterofobia. E nesse caso há necessidade de terapia.
Causas da heterofobia: homossexualidade não bem resolvida; homofobia internalizada; traumas envolvendo heterossexuais ou heterossexualidade, especialmente na infância.
Resumindo. Homossexuais bem resolvidos têm uma ótima convivência com os heterossexuais bem resolvidos e até com o não resolvidos (o que não significa abaixar a cabeça para agressões e chacotas). Heterossexuais bem resolvidos têm uma ótima convivências com os homossexuais bem resolvidos e até com os não resolvidos (o que não significa abaixar a cabeça para agressões e chacotas).
Gente, será que é tão difícil de entender coisas tão simples? É. NO fundo, ao lado de simples na essência, são complexas diante dos condicionamentos históricos e sociais, principalmente aqueles impostos em nome de Deus. No caso cristão, o esquecimento é de que o apóstolo João definiu que “Deus é Amor”
Edson, que beleza de texto. Tolerância e consciência a toda prova!
Lembra quando falei da teoria psicológica e existencial de Alexander Lowen sobre o homossexualismo? Pois é, foi aluno do Reich aí citado, da teoria das couraças.
Abraço cordial.
Penso que uma questão importante que o post do PD levantou é a de que mesmo onde a poligamia é liberada ela não constitui regra, dadas as transformações sociais na chamada “era moderna”.
Deve-se notar também um outro ponto, que foi levantado pela Liliane: o envolvimento da cadeia social nas escolhas pessoais.
Salvo engano, acho que tanto Freud quanto Norbert Elias trataram razoavelmente da questão da repressão que a sociedade impõe sobre os indivíduos - não no sentido punitivo direto, mas no oblíquo, no que tange, principalmente, as opiniões dos outros.
Uma ressalva: não quero dizer o que fulano e cicrano dizem sobre você ou qualquer outra pessoa, de caráter particular. Antes, o impacto que determinadas condutas morais, que têm como base não só a religião mas o próprio desenvolvimento técnico, político, social etc., possuem sobre determinados grupos sociais e também sobre indivíduos.
Como uma característica marcante das sociedades modernas (ocidentais e orientais) é o alargamento da rede de relações, por meio não apenas de amizade ou conhecimento direto, mas, principalmente, por meio de uma identidade profissional, ética, partidária, institucional, etc., o indivíduo, desde seu nascimento, acaba por ser “preparado” (ainda que sem um aparato “formalizado”, escrito, literal) para aceitar com naturalidade certas convenções sem que, no momento em que ele se põe a refletir sobre suas ações, ele consiga determinar com precisão a razão de uma crença em uma conduta e a rejeição a outra.
É neste sentido, acho eu, que opera a “repressão” social, atingindo indiscriminadamente a maioria dos seus participantes, e, nesses tempos de agora, sendo debatida na medida de sua validade.
Essa enrolação toda foi só para subscrever o que a Liliane e o que o Gary Becker mais ou menos disseram: no fim das contas, atuando sobre a nossa suposta individualidade e sobre nossa livre escolha, há padrões sociais (como a economia), assim como a “opinião” dos outros, no sentido em que eles representam, para o indivíduo que age, a totalidade social e a sua própria identidade enquanto constituinte dessa totalidade.
abraços
Muito bom ter ouvido a maioria aqui. O Flávio rematou explendidamente a série de “imposições” que a evolução humana nos legou.
Agora o que disse a Alba, daquele jeito exposto, me parece que explica muito bem porque as vítimas do marxismo (ou de sua corrupção, como queiram) matou quase 100 milhões pessoas “brincando” com os seus soviets e repúblicas democráticas e/ou socialistas!
Tá explicado: as razões econômicas (não necessariamente monetárias0 devem servir de base para leis morais!
Só mesmo uma sociedade atrasada, careta e conservadora como a nossa para se meter nas escolhas que 547,3 adultos responsáveis desejarem tomar livremente num cartório fechado. ;-P
Ô Ed!
Essa relação econômico/moral, não é mecânica como você parece pensar. Provavelmente eu não expliquei direito, mas antropólogos que nada têm de marxistas, como Malinowski, ainda no início do século 20, estudaram sociedades em que havia tanto poligamia como poliandria. E foram eles que notaram que sempre havia um substrato econômico. Isso em se tratando de sociedades modernas - mas há registros de igual comportamento em sociedades antigas e ocidentais, inclusive.
O rapto das sabinas pelos romanos, por exemplo, é explicado pela ausência de mulheres na Roma primitiva e pela necessidade de garantir a continuidade daquela sociedade.
O viés marxista de forma alguma é o único a explicar esse processo. Apenas é uma explicação, dentre outras.
E, desculpe, não vejo como associar os horrores do socialismo real com o tema em pauta. A não ser no sentido de observar que padrões morais em matéria sexual em sociedades como a soviética e chinesa não eram muito diferentes do que observamos nas democracias ocidentais. Em alguns casos, a hipocrisia e o puritanismo eram até piores.
O que me lembra uma história que li há anos sobre o histórico militante do Pecezão, o Gregório Bezerra - parece que uma militante do partido havia rompido uma relação e se preparava para começar outra. Aí começaram os murmúrios no Partido de que ela não era uma “mulher honesta”, por não ser mais virgem ou outra bobagem parecida.
O Gregório era comunista e puritano, mas não hipócrita. Dizem que falou à moça: deixa comigo que também vou espalhar os podres deles! :))
Tá falado, Alba!
Estou pior que o Ed…son, que não perde uma oportunidade para falar de sua teoria das raízes da homofobia! Eheheheh….
Abs.
Aliás, há uma série sendo exibida na HBO sobre o tema. Chama-se Amor Imenso e conta a história de um homem com 3 mulheres, que eventualmente precisa de viagra. A Carla Rodrigues escreveu sobre isso. Bem interessante!
Se bigamia/poligamia são ilegais por motivos não apenas morais, mas também por motivos fiscais, não vejo por que dar um privilégio a essas pessoas só por causa da religião. Os EUA são um país com separaçào entre estado e igreja.
Além disso, o grande problema dessas comunidades poligâmicas é que muitas vezes a mulher é subjugada a essa condição mesmo quando deseja fugir. As que “aceitam” esse modo de vida é porque foram criadas dentro de uma seita que faz lavagem cerebral e promove isolamento cultural. Não há, enfim, “liberdade” nessas sociedades, especialmente para as mulheres. A discriminação e o tratamento desigual atentam contra os direitos humanos e a própria lei americana.
O tema é rico e rende bastante.
A propósito, acabo de ler uma matéria interessantíssima na revista História Viva, sobre a organização da família no período colonial no Brasil. Quem assina é Mary Dal Priori, historiadora respeitada, que assinala a presença de vários tipos de família. Vejam como ela conclui:
“Concluindo, não se pode falar em “família” no Brasil colonial, e sim em “famílias”, no plural. Famílias que se metamorfosearam de acordo com as conjunturas múltiplas de seu tempo. Famílias que, hoje, ainda despertam grande interesse de pesquisadores e estudiosos.”
O link, pra quem se interessar é:
http://www2.uol.com.br/historiaviva/conteudo/materia/materia_76.html
Quem quiser ser polígamo, que seja, mal aguento uma mulher, imagine várias, e a questão não é apenas sexual, aguentar as queixas e os choros do sexo feminino é broca!
Para Walid. Não tive a oportunidade de ler o texto que você mencionou. Gostaria muito de ler. E fico imensamente agradecido pelas suas palavras de reconforto. Abração.
CORREÇÃO: “poligenia” (como está escrito no texto) significa “várias origens”. Quando um homem se casa com várias mulheres está praticando a poliGINIA, ou “várias mulheres”.
Resumindo :
Se a maioria passa a praticar alguma forma de perversão, a coisa passa a ser “cultural” portanto permitida e até incentivada.
a palavra “sapiens” só pode ser ironia …
Wew?s, análise apurada dio “individualismo compartilhado”.
*Se a maioria passa a praticar alguma forma de perversão, a coisa passa a ser ‘cultural’*
Exatamente. Já queimei muito neurônio levando esse raciocínio (que por sinal, é cíclico e auto-crítico) a um extremo em que cheguei à constatação (longe de ser conclusiva) de que, no final, não existe realmente uma ética, um certo e errado, um parâmetro, que seja algo mais do que mero preconceito.
Aonde isso nos leva, eu não faço idéia. Mas tem cara de ser bem por aí… pro bem ou pro mal. Aliás, que bem? Que mal?
Concordo com a observação de João Azevedo Fernandes.
http://pe360graus.globo.com/educacao360/colunaLer.asp?articleId=437
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Já ouvi o termo “poligenia” para designar “várias origens” e não “várias parceiras”.
oi oi var
sorriso pega cheral mas so q